domingo, maio 24, 2026

Agro

News

China abre cinco novos mercados para produtos do agro brasileiro



O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, assinou acordos bilaterais em prol das exportações da agropecuária brasileira à China.

O ato aconteceu durante o encontro do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com o presidente chinês Xi Jinping, no Grande Palácio do Povo em Pequim, nesta terça-feira (13).

A iniciativa abre cinco novos mercados e foca no avanço das medidas sanitárias e fitossanitárias entre o Mapa e a Administração-Geral de Aduanas da China (GACC).

As aberturas são para exportação de carne de pato, carne de peru, miúdos de frango (coração, fígado e moela), grãos derivados da indústria do etanol de milho (DDG e DDGs) e farelo de amendoim.

“Sob a liderança do presidente Lula, o Brasil alcança uma conquista histórica com o maior número de aberturas de mercado para a China de uma única vez. Um reflexo da confiança mútua e da boa relação entre os dois países”, comemorou Fávaro.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, destacou que foram cinco produtos abertos o agronegócio brasileiro, que se somam aos pescados, cujas exportações foram autorizadas no fim de abril.

“Um impacto estimado em aproximadamente US$ 20 bilhões. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto de muitas equipes do Mapa, do MRE e da Embaixada do Brasil na China”, destacou.

Em 2024, a China importou US$ 155 milhões de miúdos de frango, US$ 50 milhões de carne de peru, US$ 1,4 milhão de carne de pato, mais de US$ 66 milhões em DDG e DDGS e US$ 18 milhões em farelo de amendoim, segundo dados da aduana chinesa.

“Estamos celebrando mais uma conquista para o Brasil. A abertura das três proteínas de carne de aves pode representar mais de R$ 1 bilhão em receita cambial para o nosso país”, destacou o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

Durante o encontro, também foi assinado o Memorando de Entendimento (MoU) entre o Mapa e a GACC na área de medidas sanitárias e fitossanitárias, com o objetivo de promover a comunicação e a cooperação bilateral nesse setor.

A iniciativa visa proteger a saúde humana, animal e vegetal, além de aumentar a segurança dos alimentos comercializados entre Brasil e China.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de fertilizantes enfrenta cenário desafiador em 2025



O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas



O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas
O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas – Foto: Divulgação

Segundo relatório do Rabobank, divulgado pela RaboResearch, os preços dos fertilizantes mostram uma tendência de alta para 2025, em contraste com os preços das commodities agrícolas, que não acompanharam esse ritmo. Essa disparidade está pressionando o poder de compra dos produtores rurais em um cenário global turbulento. O índice de acessibilidade da RaboResearch já indica uma transição entre ciclos, saindo de um período de fertilizantes relativamente acessíveis.

O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas que impactam diversos mercados, em especial o de insumos agrícolas. O mercado de fertilizantes, por exemplo, foi abalado por novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, cujo anúncio em 2 de abril acentuou a instabilidade. Conflitos internacionais em curso também seguem contribuindo para um ambiente de incerteza, o que tende a manter o mercado pressionado ao longo do ano.

Apesar do contexto global instável, a demanda por fertilizantes segue estável em diversas regiões, como África, Austrália, América do Sul, Europa e EUA. A Índia, tradicionalmente um dos maiores compradores do setor, tem mantido sua relevância ao assegurar liquidez em momentos críticos. No entanto, houve uma retração na demanda sazonal do país, acompanhada do esgotamento dos estoques, levando os agentes de mercado a adotarem uma postura mais cautelosa, aguardando antes de realizar novas compras.

No lado da oferta, há limitações no fornecimento de nutrientes como fosfatos e fertilizantes nitrogenados, impactados por mudanças na dinâmica dos principais players globais e por restrições chinesas às exportações. A expectativa é que a China retome suas exportações apenas no segundo semestre, após atender à demanda interna. Com perspectivas mistas para as commodities — pressão negativa para a soja e otimismo moderado para o milho —, a atenção se volta agora para a evolução das safras no Hemisfério Norte.

 





Source link

News

Polícia apreende 120 litros de defensivo proibido no Brasil desde 2017



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na terça-feira passada (6), uma carga com 120 litros de defensivo agrícola proibido no Brasil desde 2017. A ação ocorreu durante fiscalização no Km 486 da BR-116, no município de Cajati, interior de São Paulo.

O produto foi localizado durante abordagem a um veículo utilitário que seguia viagem com documentação irregular. Ao inspecionar a carga transportada, os policiais encontraram seis caixas com Furadan 350 SC, que tem como princípio ativo o carbofurano.

A substância é vetada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme Resolução nº 185/2017, devido à sua alta toxicidade e potencial de causar sérios danos à saúde humana e ao meio ambiente.

De acordo com os agentes da PRF, o condutor apresentou posteriormente uma nota fiscal referente ao produto, que reforçou a identificação da substância. A carga de defensivo foi apreendida e encaminhada à Polícia Civil de Cajati.

O carbofurano é classificado como extremamente perigoso, podendo provocar intoxicações agudas, distúrbios neurológicos e contaminação do solo e da água potável, conforme a Resolução da Agência.

A Anvisa reforça que a utilização do Furadan 350 SC está terminantemente proibida no país há oito anos. “A circulação clandestina do produto representa uma grave ameaça à saúde coletiva, à segurança alimentar e à integridade de ecossistemas inteiros”, reforça.



Source link

News

Brasil e China assinarão acordo para fábrica de fertilizantes no Paraná



Em viagem à China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem como uma de suas missões atrair o interesse dos asiáticos para a instalação de uma fábrica de fertilizantes no Paraná. As conversas são coordenadas pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

De acordo com apuração da colunista Isabel Mega, da CNN, um contrato para estudos de viabilidade técnica e financeira será assinado com a CNCEC (China Chemical). A previsão é de uma capacidade de produção de 520 mil toneladas de ureia por ano.

Atualmente, o Brasil responde por cerca de 8% do consumo de adubo químico no mundo e, ao mesmo tempo, precisa importar quase 90% do que utiliza. Com isso, o aumento da produção interna reduziria a dependência externa, pleito antigo de entidades do agronegócio.

Além da fábrica de fertilziantes, consta na agenda de parcerias Brasil-China um memorando de entendimento com a estatal chinesa Windey. Segundo o governo brasileiro, o acordo prevê:

  • Criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento com foco em tecnologias de baixo carbono;
  • Iniciativas conjuntas para aplicação de energias renováveis em áreas agrícolas remotas;
  • Estímulo à implantação de fábricas de equipamentos no país;
  • Mitigação de cortes na geração renovável conectada ao sistema elétrico nacional.



Source link

News

Mapa regionaliza calendário agrícola da Bahia para Safra 2025/26


Pela primeira vez, o estado da Bahia foi dividido em três regiões agrícolas distintas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com datas específicas para o vazio sanitário e o início da semeadura da safra 2025/26.

A mudança está prevista na Portaria SDA/MAPA nº 1.271, de 30 de abril de 2025, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), e representa um avanço técnico importante no manejo fitossanitário da cultura no estado.

A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) avaliou como positiva a regionalização dos prazos, considerando as diferentes condições climáticas e fitossanitárias presentes no território baiano.

“Essa medida atende a uma demanda antiga do setor produtivo e reconhece as particularidades de cada microrregião agrícola da Bahia. É um avanço na busca por mais eficácia no controle da ferrugem-asiática e no uso racional de defensivos agrícolas”, destaca o presidente da Aiba, Moisés Schmidt.

O vazio sanitário é o período no qual fica proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja no campo.

O objetivo é eliminar os hospedeiros do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem-asiática — principal doença da cultura no Brasil —, reduzindo assim a presença de esporos no ambiente durante a entressafra.

Mapa regionaliza calendário agrícola da Bahia para Safra 2025/26
Foto: Divulgação/Aiba

Já o calendário de semeadura define o intervalo em que a semeadura da soja é permitida. A medida busca reduzir o número de aplicações de fungicidas e prevenir o surgimento de populações do fungo resistentes aos principais grupos químicos utilizados no controle da doença.

A legislação determina que o vazio sanitário deve ter duração mínima de 90 dias, e cabe à Secretaria de Defesa Agropecuária estabelecer, anualmente, os prazos para cada estado.

De acordo com a Aiba, será publicada em breve, em caráter excepcional, uma portaria da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) com o calendário para a antecipação da semeadura, reforçando os prazos legais previstos na legislação fitossanitária do estado.

O acompanhamento das áreas plantadas, excepcionalmente durante o vazio sanitário, será regulamentado por norma específica da Adab, em conformidade com a decisão aprovada na Câmara Técnica Regional (CTR), realizada em 23 de janeiro de 2025.

Regionalização

No Oeste da Bahia, a maior parte dos municípios produtores de soja está incluída na Região I, onde o vazio sanitário ocorrerá entre 26 de junho e 7 de outubro, e a semeadura será permitida a partir de 8 de outubro a 31 de dezembro.

Entre os municípios contemplados estão: Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Correntina, Riachão das Neves, Cocos, Santa Maria da Vitória, entre outros.

Vazio sanitário:

Região I: 26 de junho a 7 de outubro de 2025

Região II: 14 de junho a 14 de setembro de 2025

Região III: 14 de dezembro de 2025 a 14 de março de 2026

Calendário de semeadura:

Região I: 8 de outubro a 31 de dezembro de 2025

Região II: 15 de setembro a 15 de dezembro de 2025

Região III: 15 de março a 25 de junho de 2026

Regiões

Munícpios baianos na Região I: Abaíra, América Dourada, Andaraí, Angical, Baianópolis, Barra, Barra da Estiva, Barra do Mendes, Barreiras, Barro Alto, Bom Jesus da Lapa, Boninal, Bonito, Brejolândia, Brotas de Macaúbas, Buritirama, Cafarnaum, Canápolis, Canarana, Carinhanha, Catolândia, Central, Cocos, Coribe, Correntina, Cotegipe, Cristópolis, Feira da Mata, Formosa do Rio Preto, Gentio do Ouro, Ibicoara, Ibipeba, Ibitiara, Ibititá, Ibotirama, Igaporã, Ipupiara, Iramaia, Iraquara, Irecê, Itaetê, Itaguaçu da Bahia, Jaborandi, João Dourado, Jussara, Jussiape, Lapão, Lençóis, Luís Eduardo Magalhães, Malhada, Mansidão, Marcionílio Souza, Matina, Morpará, Morro do Chapéu, Mucugê, Mulungu do Morro, Muquém do São Francisco, Nova Redenção, Novo Horizonte, Oliveira dos Brejinhos, Palmares, Paratinga, Piatã, Presidente Dutra, Riachão das Neves, Riacho de Santana, Rio de Contas, Santa Maria da Vitória, Santana, Santa Rita de Cássia, São Desiderio, São Félix do Coribe, São Gabriel, Seabra, Serra do Ramalho, Serra Dourada, Sítio do Mato, Souto Soares, Tabocas do Brejo Velho, Uibaí, Utinga, Wagner, Wanderley e Xique-xique.

Região II: Alcobaça, Aratuípe, Cairu, Camamu, Caravelas, Gandu, Ibirapitanga, Ibirapoã, Igrapiúna, Itamaraju, Itanhém, Ituberá, Jaguaripe, Jucuruçu, Lajedão, Medeiros Neto, Mucuri, Nilo Peçanha, Nova Viçosa, Piraí do Norte, Prado, Presidente Tancredo Neves, Taperoá, Teixeira de Freitas, Teolândia, Valença, Vereda e Wenceslau Guimarães.

Região III: Acajutiba, Alagoinhas, Aporá, Araçás, Aramari, Cardeal da Silva, Catu, Conde, Crisópolis, Entre Rios, Esplanada, Inhambupe, Itanagra, Itapicuru, Jandaíra, Olindina, Ouriçangas, Pedrão, Rio Real e Sátiro Dias.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





Source link

News

Etanol de milho cresce 18 vezes em sete anos no Brasil



Antes completamente refém da cana-de-açúcar para a fabricação de etanol, o Brasil diversificou a sua matriz energética com o milho. Agora, o cereal não é mais apenas insumo para ração animal ou produto de exportação.

O biocombustível proveniente do grão teve crescimento de 1.700% no país nos últimos sete anos, ou seja, aumentou em 18 vezes. Atualmente, mais de 17 milhões de toneladas de milho viram a matéria-prima que abastece motores. E não para por aí: a projeção é que esse volume tenha incremento de quase 30%, ultrapassando as 22 milhões de toneladas até 2026.

De acordo com o gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro, Felipe Jordy, o modelo industrial do etanol de milho permite operação contínua durante a entressafra da cana, gera co-produtos de alto valor nutricional (como DDG e óleo de milho), e apresenta margens operacionais de até 30%, mesmo em cenários de oscilação do preço do cereal. Assim, o retorno sobre o investimento (TIR) de projetos maduros gira em torno de 15% ao ano.

“A indústria do etanol de milho oferece um equilíbrio raro entre sustentabilidade e retorno financeiro”, arremata.

Diversificação da matriz nacional

O gerente acredita que o uso do milho como fonte energética contribui diretamente para a segurança energética nacional. “Ao atender a demanda crescente por combustíveis renováveis, o etanol de milho reduz a dependência de fontes fósseis.”

Para Jordy, o milho passou a ser protagonista da nova matriz energética brasileira. “Essa versatilidade aumenta a resiliência das usinas e fortalece o suprimento doméstico, reduzindo impactos ambientais e permitindo ao agro participar ativamente da transição energética que o mundo exige”, reforça.

Embora o estado de Mato Grosso ainda concentre a maior parte da produção — com mais de 16 milhões de toneladas de capacidade previstas para 2026 —, o setor avança para novas regiões. Estados como Paraná, Bahia e Santa Catarina estão entrando no radar, promovendo a interiorização e diversificação da produção de etanol de milho no país.

“Estamos diante de uma grande transformação, que posiciona o Brasil como protagonista da bioenergia no mundo. O etanol de milho não é apenas uma tendência – é um caminho sólido para integrar competitividade, sustentabilidade e independência energética no agronegócio brasileiro”, conclui.



Source link

News

Produtores gaúchos iniciam protesto por soluções de dívidas



Agricultores gaúchos iniciaram, nesta terça-feira (13), uma mobilização para chamar a atenção do governo sobre o grave endividamento no setor agropecuário. O movimento, que não tem data para terminar, reivindica que o governo federal atenda ao pedido de securitização das dívidas ou apresente outra alternativa de prorrogação e renegociação.

A mobilização ocorre em diversas regiões do estado, com concentração de produtores e máquinas agrícolas em pontos estratégicos, próximos a rodovias importantes. O ato, de caráter pacífico, busca dar visibilidade à situação crítica enfrentada por muitos produtores, que acumularam dívidas após sucessivos períodos de estiagem e, mais recentemente, uma grande enchente.

“O pior problema está nas cooperativas de crédito. Elas penalizam os produtores de forma muito severa e não estão respeitando o manual do crédito rural. Não temos produto para vender e, consequentemente, não temos como honrar os pagamentos. O que nos resta é lutar pela securitização”, disse a produtora Luciene Agazzi.

“Estamos sofrendo com uma grande estiagem há cinco anos e enfrentamos dificuldades para plantar a próxima safra de soja. Se não houver uma ampla securitização, com prazos de 15, 20 anos ou mais, a situação vai se tornar insustentável para nós, pequenos agricultores”, afirmou o produtor Leonardo Seibt.

De acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o endividamento do setor já se aproxima de R$ 73 bilhões, sendo que grande parte das dívidas vence ainda este ano. Muitos produtores não conseguiram renegociar os débitos com as instituições financeiras ou o fizeram com juros mais elevados, agravando ainda mais a situação.

A mobilização com máquinas agrícolas teve início ainda na semana anterior, durante a Expojoia, realizada no noroeste gaúcho. No evento, houve uma audiência pública do Senado, com a presença do senador Luís Carlos Heinze (PP-RS), autor do projeto de securitização das dívidas rurais, que prevê a prorrogação dos passivos por até 20 anos.

“É preciso mobilização, é preciso pressão, para que na próxima etapa possamos garantir a securitização e alongar essas dívidas. É disso que os produtores precisam: prazo longo para se reorganizar e conseguir pagar as contas”, afirmou Heinze.

O movimento segue sem prazo definido para encerrar-se. Os organizadores afirmam que as manifestações só cessarão quando houver uma medida concreta de apoio por parte do governo federal.



Source link

News

Produtores rurais ainda enfrentam entraves para validação do CAR



Em pleno mês em que o Código Florestal completa 13 anos de vigência, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o georreferenciamento — exigências legais para propriedades rurais — ainda são fonte de dor de cabeça para milhares de produtores em todo o Brasil. A situação é tema de uma audiência pública nesta terça-feira (13) pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, em Brasília.

A iniciativa foi da deputada Daniela Reinehr (PL-SC), que alertou para os impactos que a não validação do CAR tem causado aos produtores, especialmente os de pequenas propriedades e da agricultura familiar. De acordo com a parlamentar, embora muitos produtores tenham feito a autodeclaração exigida pelo sistema, grande parte dos cadastros segue sem validação oficial, o que impede o acesso a crédito rural, programas de fomento e até mesmo inventários.

“O produtor fez sua parte, declarou seu CAR, mas a validação por parte do poder público não aconteceu. Muitas vezes não se sabe sequer quem é a autoridade competente para realizar essa etapa”, afirmou Reinehr. “Essa insegurança jurídica está limitando o acesso ao financiamento e inviabilizando atividades, especialmente em estados com pequenas propriedades, como Santa Catarina.”

Outro ponto de preocupação é o prazo para o georreferenciamento de imóveis com menos de 100 hectares, que passa a ser exigido a partir de novembro. Segundo a deputada, o custo do procedimento — que inclui identificação da forma, dimensões e localização da propriedade por meio de técnicas geoespaciais — pode inviabilizar o negócio de pequenos produtores.

Durante a audiência, representantes do Ministério da Agricultura, do Judiciário, do Ministério Público, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e de outras entidades técnicas debaterão o assunto. A intenção, segundo Reinehr, é transformar o encontro em uma verdadeira força-tarefa para destravar a validação do CAR e rever prazos e procedimentos do georreferenciamento.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportação de óleo de soja cresce em Goiás


Segundo dados do boletim Agro em Dados de maio, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, o mês de abril marcou o fim da colheita de soja em diversas regiões do país e consolidou uma safra recorde no Brasil, com 167,8 milhões de toneladas. Em Goiás, a colheita foi encerrada no dia 19 de abril, com um avanço de oito pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

Com uma produção estimada em 20,4 milhões de toneladas, o estado se destacou nacionalmente. “Goiás registrou o maior rendimento médio das lavouras de soja do país, com 68,7 sacas por hectare”, informa o boletim. Esse desempenho garantiu ao estado a terceira colocação no ranking nacional de produção da oleaginosa.

No cenário internacional, o Brasil se mantém como o maior produtor mundial de soja, responsável por 40% da produção global. Apesar da liderança no grão, o país ainda tem espaço para crescer na cadeia do óleo de soja, setor historicamente dominado por China e Estados Unidos, que juntos respondem por 48% da produção mundial. Atualmente, o Brasil participa com 17%.

Ainda assim, em 2024, a produção brasileira de óleo de soja cresceu 4,5%, totalizando 11,6 milhões de toneladas. No primeiro trimestre de 2025, as exportações brasileiras desse derivado chegaram a 402,7 mil toneladas, um aumento de 73,2%. No mesmo período, Goiás exportou 51,7 mil toneladas, registrando um crescimento de 130,9% nas transações.

A Índia se destacou como destino principal das exportações, tanto em nível nacional quanto estadual. O volume importado pelo país asiático aumentou 62,8% no total embarcado pelo Brasil e 89,6% nas aquisições provenientes de Goiás, o que reforça o potencial de expansão do mercado para o óleo de soja brasileiro.





Source link

News

produtores voltam as atenções para o campo



No Paraná, que é o segundo maior produtor de trigo nacional, o plantio já superou 26% da área esperada. Isso de acordo com dados divulgados no dia 6 pela Secretaria de Abastecimento do estado. 

Por outro lado, os preços nas negociações do cereal vem sofrendo leves oscilações. Os levantamentos do Cepea mostram que os valores atingidos em abril foram os maiores dos últimos dois trimestres. 

Assim, para maio, os compradores do cereal vem apresentando resistência em conceder reajustes positivos na compra de novos lotes. Outro fator que também incentiva esta postura por parte dos demandantes são as recentes desvalorizações do trigo no mercado externo.



Source link