domingo, maio 24, 2026

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União Europeia também suspende compra de frango brasileiro



As exportações brasileiras de carne de frango estão suspensas para a União Europeia, além da China, confirmou o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro.

A suspensão automática na forma de autoembargo está prevista no protocolo de exportação da ave acordado entre o Brasil e o bloco europeu.

A suspensão ocorre após a confirmação do primeiro foco de gripe aviária em plantel comercial no Brasil, confirmado mais cedo pela pasta.

A União Europeia está entre os dez principais destinos do frango brasileiro. Os embarques ao bloco perfazem cerca de 7% de todo volume exportado pelo país. Em 2024, o Brasil vendeu 229,984 mil toneladas do produto para os 27 países do bloco, com embarques que somaram US$ 655,320 milhões.

O Brasil, segundo o ministro, negocia a regionalização do protocolo com o bloco europeu, pleiteando que as exportações sejam restritas apenas à região do foco detectado, em um raio de 10 quilômetros, ou ao estado.

“Desde o primeiro foco de gripe aviária em aves silvestres há dois anos, intensificamos a revisão do protocolo com diversos países. Com alguns países, ainda não foi concluído. É possível que consigamos essas mudanças, comprovando que outras regiões não têm risco de foco e, com isso, liberação dos embarques das demais regiões”, afirmou o ministro.

Restrições de outros países

A China também vai suspender a partir desta sexta-feira (16) e por até 60 dias as compras de carne de frango do Brasil.

Já Reino Unido, Argentina, Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita vão restringir a compra de carne de frango brasileiro apenas do Rio Grande do Sul e, posteriormente, somente ao município, segundo Favaro.

Esses países já possuem protocolos de regionalização acordados com o Brasil. A expectativa do ministério é de que outros países flexibilizem o protocolo de regionalização de gripe aviária, restringindo os embargos à área do foco detectado, mesmo com as ações em curso.

Desde a confirmação do foco de gripe aviária em granja comercial, o governo atua sobretudo em duas frentes. As medidas, do ponto de vista sanitário, vão no sentido de evitar a entrada da doença em outras granjas comerciais e, sob o ponto de vista comercial, restabelecer o mais rápido possível os fluxos comerciais.

Trata-se do primeiro caso no Brasil de gripe aviária no sistema comercial (influenza aviária de alta patogenicidade).

O caso em granja comercial foi confirmado na noite da quinta-feira em um matrizeiro (granja de produção de ovos férteis) de aves comerciais em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Segundo o ministério, a granja foi isolada, as aves do plantel eliminadas e todo o sistema comercial da região está sendo monitorado, afirmou, bem como o fluxo comercial da granja foi rastreado e os ovos férteis inutilizados.

As medidas de contenção e erradicação do foco previstas no Plano Nacional de Contingência estão em curso, segundo o ministério.

As ações incluem o bloqueio comercial da granja, o monitoramento da região, além da erradicação das aves do plantel afetado, assim como intensificação das medidas de fiscalização e biossegurança. O ministro enfatizou que não há sinais de aves doentes em outras granjas comerciais na região do foco detectado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Indústrias de bioinsumos brasileiras mais próximas da China


A Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (ABINBIO) deu um passo importante para aproximar o setor brasileiro de insumos biológicos às oportunidades do mercado chinês. Em visita oficial realizada recentemente à Embaixada da China em Brasília, representantes da entidade apresentaram ao Conselheiro da Embaixada da República Popular da China, Xiang Yu, as potencialidades do setor e discutiram possíveis parcerias estratégicas entre os dois países.

Durante o encontro, os diretores da ABINBIO Auro Ruschel (Jurídico) e Mauro Heringer (Relações Internacionais), acompanhados por Enrico Ribeiro, da Consillium, expuseram ao diplomata chinês o panorama atual da indústria brasileira de bioinsumos, detalhando os processos de pesquisa, desenvolvimento de produtos e os conceitos fundamentais para a compreensão desse setor em crescimento no Brasil.

Bioinsumos & Oportunidades

A ABINBIO apresentou diversas possibilidades de parceria entre as indústrias dos dois países, que vão desde cooperação técnica e aquisição de empresas nacionais até compras de produtos brasileiros e a implementação de indústrias brasileiras em território chinês.

O Conselheiro Xiang Yu demonstrou especial interesse em fortalecer os laços entre os setores brasileiro e chinês de bioinsumos. “O Brasil é o principal parceiro econômico da China na área agrícola”, destacou o diplomata, reforçando que é do interesse de seu país ampliar essa parceria, “sobretudo na área de uma agricultura de baixo carbono e de aumento de produtividade”.

Segundo o representante chinês, o setor de bioinsumos poderá desempenhar um papel estratégico dentro dos planos da China para alcançar a autossuficiência na produção agrícola, reduzir impactos ambientais e intensificar as relações Brasil-China. A declaração reforça a crescente relevância dos insumos biológicos no cenário global de transição para uma agricultura mais sustentável.

China International Import EXPO

Um dos resultados concretos do encontro foi o convite para que a ABINBIO participe da China International Import EXPO, maior feira de negócios da China, que acontece anualmente em novembro, na cidade de Xangai. O evento é considerado uma plataforma privilegiada para fornecedores e compradores estabelecerem contatos e fecharem negócios.

“Essa é a melhor oportunidade para que a ABINBIO possa apresentar diretamente seus produtos aos compradores chineses e se aproximar de indústrias chinesas para negócios futuros”, afirmou o Conselheiro, citando a APEX Brasil como parceira na composição da participação de empresas brasileiras de bioinsumos no evento.

A aproximação entre ABINBIO e a Embaixada da China representa um marco significativo para o setor brasileiro de bioinsumos, abrindo perspectivas promissoras de inserção em um dos maiores mercados agrícolas do mundo, com potencial para impulsionar inovações e investimentos em tecnologias sustentáveis para a agricultura.





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Diesel ‘fora de campo’ em São Paulo?; Embrapa Soja comenta sobre a transição para combustíveis renováveis



O estado de São Paulo busca dar um novo passo rumo à sustentabilidade, com o intuito de se tornar o primeiro do Brasil a substituir completamente o uso de diesel por combustíveis renováveis, com foco no agronegócio. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas, que destacou que o etanol, o biometano e o hidrogênio verde serão as principais fontes dessa transição energética.

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A proposta de descarbonizar a agropecuária paulista é ambiciosa e essencial diante dos desafios climáticos e da necessidade urgente de tornar a produção agrícola mais sustentável. Para discutir os impactos dessa mudança, o Soja Brasil conversou com Roberta Carnevalli, pesquisadora da Embrapa Soja.

Ela explicou que o uso de biocombustíveis em tratores, colheitadeiras e no transporte agrícola já é uma realidade no Brasil. Desde 2008, existe uma mistura obrigatória de biodiesel no diesel fóssil, que começou com 2% e hoje está em 13%, com previsão de aumento nos próximos anos. ”O uso de biodiesel puro ainda é limitado por questões técnicas em máquinas mais antigas, mas o setor tem evoluído rapidamente”, observa Carnevalli. Segundo ela, os modelos mais modernos já operam com 100% de biodiesel (B100), embora a adaptação continue sendo um desafio para os equipamentos mais antigos.

Emissões de diesel e seus impactos

O ponto central da transição energética, segundo a pesquisadora, está no conceito de emissões circulares. Diferentemente do diesel fóssil, que libera carbono armazenado por milhões de anos no subsolo, os biocombustíveis provêm de plantas que absorvem CO₂ durante o crescimento. Quando queimadas, essas plantas liberam o mesmo gás, mantendo o equilíbrio do ciclo do carbono. ”Com os biocombustíveis, nós fechamos o ciclo do carbono. É diferente de queimar combustível fóssil, que só adiciona mais CO₂ à atmosfera”, afirma.

Além de reduzir a pegada de carbono, os biocombustíveis representam uma alternativa viável para manter a produtividade no campo. No entanto, o custo ainda é uma barreira. Apesar de ter caído nos últimos anos, o biodiesel continua mais caro do que o diesel fóssil. ”Não se trata apenas de economia, mas de sobrevivência no planeta”, alerta Carnevalli. Ela destaca que as mudanças climáticas já impactam a produção global de alimentos, com perdas que podem chegar a 20% ao ano.

O que isso muda para a economia?

Do ponto de vista econômico, a substituição do diesel por fontes renováveis pode gerar benefícios, especialmente com políticas públicas que incentivem essa transformação. São Paulo conta com uma cadeia produtiva consolidada de etanol a partir da cana-de-açúcar e possui potencial para expandir a produção de soja em áreas de pecuária extensiva atualmente subutilizadas. A adoção de práticas agrícolas sustentáveis e o uso eficiente da terra podem reduzir custos e aumentar a competitividade dos produtos paulistas.

Caso a produção local de soja não seja suficiente para atender à demanda energética, existe a possibilidade de integração com estados vizinhos como Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, que são grandes produtores do grão.

Pilar ambiental na substituição do diesel

No aspecto ambiental, a substituição do diesel por biocombustíveis oferece benefícios relevantes. A recomendação é que a expansão ocorra apenas sobre áreas já abertas, sem afetar florestas nativas, e que os cultivos sigam boas práticas agrícolas. Entre elas estão o plantio direto, a rotação de culturas com gramíneas, o uso de plantas de cobertura e técnicas de manejo sustentável que contribuem para a redução das emissões de gases do efeito estufa.

Um dos pontos que geram debate é a destinação de parte da produção de soja para fins energéticos, o que levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre segurança alimentar e demanda energética. Para Carnevalli, essa preocupação pode ser superada com planejamento adequado e uso racional da terra. “Não há conflito entre alimento e energia se fizermos uso inteligente da terra”, defende.

Além disso, o processamento da soja para extração de óleo, utilizado na produção de biodiesel, gera como subproduto o farelo, amplamente usado na alimentação animal. Esse fator pode inclusive contribuir para a redução dos custos na cadeia da carne.

Programa Soja Baixo Carbono (SBC)

A Embrapa Soja faz parte do Programa Soja Baixo Carbono, em parceria com sete empresas apoiadoras, incluindo a UPL, com o objetivo de desenvolver um protocolo de certificação para a soja produzida em sistemas que adotem práticas agrícolas com baixa emissão de gases de efeito estufa e estimulem o sequestro de carbono. A certificação estará disponível no mercado a partir de 2026, fornecendo relatórios sobre as emissões contabilizadas para o sistema de produção da fazenda. Esse inventário será utilizado na contabilidade das emissões dos produtos ao longo da cadeia de processamento. Entre as diretrizes para a obtenção do selo, estão a adoção de boas práticas, como o sistema de plantio direto, coinoculação da soja, manejo da adubação e correção do solo, que são requisitos obrigatórios.

Além disso, práticas complementares, como o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas, zoneamento de riscos climáticos e a integração lavoura-pecuária-florestas, também devem ser adotadas pelo candidato ao selo. Dessa forma, é estratégico que um programa de desenvolvimento da cadeia de produção de biocombustíveis à base de soja seja originado em fazendas que já contabilizam suas emissões e adotam práticas de baixa emissão de gases de efeito estufa. Isso garante a redução das emissões associadas ao uso de combustíveis fósseis e assegura que a soja venha de fazendas que produzem de maneira sustentável, com as emissões relativas à mudança de uso da terra devidamente compensadas.



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Diesel ‘fora de campo’ em São Paulo?; Embrapa Soja comenta sobre a transição para combustíveis renováveis



O estado de São Paulo busca dar um novo passo rumo à sustentabilidade, com o intuito de se tornar o primeiro do Brasil a substituir completamente o uso de diesel por combustíveis renováveis, com foco no agronegócio. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas, que destacou que o etanol, o biometano e o hidrogênio verde serão as principais fontes dessa transição energética.

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A proposta de descarbonizar a agropecuária paulista é ambiciosa e essencial diante dos desafios climáticos e da necessidade urgente de tornar a produção agrícola mais sustentável. Para discutir os impactos dessa mudança, o Soja Brasil conversou com Roberta Carnevalli, pesquisadora da Embrapa Soja.

Ela explicou que o uso de biocombustíveis em tratores, colheitadeiras e no transporte agrícola já é uma realidade no Brasil. Desde 2008, existe uma mistura obrigatória de biodiesel no diesel fóssil, que começou com 2% e hoje está em 13%, com previsão de aumento nos próximos anos. ”O uso de biodiesel puro ainda é limitado por questões técnicas em máquinas mais antigas, mas o setor tem evoluído rapidamente”, observa Carnevalli. Segundo ela, os modelos mais modernos já operam com 100% de biodiesel (B100), embora a adaptação continue sendo um desafio para os equipamentos mais antigos.

Emissões de diesel e seus impactos

O ponto central da transição energética, segundo a pesquisadora, está no conceito de emissões circulares. Diferentemente do diesel fóssil, que libera carbono armazenado por milhões de anos no subsolo, os biocombustíveis provêm de plantas que absorvem CO₂ durante o crescimento. Quando queimadas, essas plantas liberam o mesmo gás, mantendo o equilíbrio do ciclo do carbono. ”Com os biocombustíveis, nós fechamos o ciclo do carbono. É diferente de queimar combustível fóssil, que só adiciona mais CO₂ à atmosfera”, afirma.

Além de reduzir a pegada de carbono, os biocombustíveis representam uma alternativa viável para manter a produtividade no campo. No entanto, o custo ainda é uma barreira. Apesar de ter caído nos últimos anos, o biodiesel continua mais caro do que o diesel fóssil. ”Não se trata apenas de economia, mas de sobrevivência no planeta”, alerta Carnevalli. Ela destaca que as mudanças climáticas já impactam a produção global de alimentos, com perdas que podem chegar a 20% ao ano.

O que isso muda para a economia?

Do ponto de vista econômico, a substituição do diesel por fontes renováveis pode gerar benefícios, especialmente com políticas públicas que incentivem essa transformação. São Paulo conta com uma cadeia produtiva consolidada de etanol a partir da cana-de-açúcar e possui potencial para expandir a produção de soja em áreas de pecuária extensiva atualmente subutilizadas. A adoção de práticas agrícolas sustentáveis e o uso eficiente da terra podem reduzir custos e aumentar a competitividade dos produtos paulistas.

Caso a produção local de soja não seja suficiente para atender à demanda energética, existe a possibilidade de integração com estados vizinhos como Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, que são grandes produtores do grão.

Pilar ambiental na substituição do diesel

No aspecto ambiental, a substituição do diesel por biocombustíveis oferece benefícios relevantes. A recomendação é que a expansão ocorra apenas sobre áreas já abertas, sem afetar florestas nativas, e que os cultivos sigam boas práticas agrícolas. Entre elas estão o plantio direto, a rotação de culturas com gramíneas, o uso de plantas de cobertura e técnicas de manejo sustentável que contribuem para a redução das emissões de gases do efeito estufa.

Um dos pontos que geram debate é a destinação de parte da produção de soja para fins energéticos, o que levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre segurança alimentar e demanda energética. Para Carnevalli, essa preocupação pode ser superada com planejamento adequado e uso racional da terra. “Não há conflito entre alimento e energia se fizermos uso inteligente da terra”, defende.

Além disso, o processamento da soja para extração de óleo, utilizado na produção de biodiesel, gera como subproduto o farelo, amplamente usado na alimentação animal. Esse fator pode inclusive contribuir para a redução dos custos na cadeia da carne.

Programa Soja Baixo Carbono (SBC)

A Embrapa Soja faz parte do Programa Soja Baixo Carbono, em parceria com sete empresas apoiadoras, incluindo a UPL, com o objetivo de desenvolver um protocolo de certificação para a soja produzida em sistemas que adotem práticas agrícolas com baixa emissão de gases de efeito estufa e estimulem o sequestro de carbono. A certificação estará disponível no mercado a partir de 2026, fornecendo relatórios sobre as emissões contabilizadas para o sistema de produção da fazenda. Esse inventário será utilizado na contabilidade das emissões dos produtos ao longo da cadeia de processamento. Entre as diretrizes para a obtenção do selo, estão a adoção de boas práticas, como o sistema de plantio direto, coinoculação da soja, manejo da adubação e correção do solo, que são requisitos obrigatórios.

Além disso, práticas complementares, como o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas, zoneamento de riscos climáticos e a integração lavoura-pecuária-florestas, também devem ser adotadas pelo candidato ao selo. Dessa forma, é estratégico que um programa de desenvolvimento da cadeia de produção de biocombustíveis à base de soja seja originado em fazendas que já contabilizam suas emissões e adotam práticas de baixa emissão de gases de efeito estufa. Isso garante a redução das emissões associadas ao uso de combustíveis fósseis e assegura que a soja venha de fazendas que produzem de maneira sustentável, com as emissões relativas à mudança de uso da terra devidamente compensadas.



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Santa Catarina emite ‘Alerta Máximo’ após confirmação de gripe aviária no Rio Grande do Sul



O foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, fez a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) de Santa Catarina e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitirem um Alerta Máximo para que a avicultura comercial reforce as medidas de biosseguridade.

Uma Nota Técnica com medidas sanitárias visando garantir a proteção do estado e dar segurança aos países importadores foi publicada. Além disso, o estado intensifica as ações de defesa sanitária animal, entre elas estão a análise da movimentação e produtos de origem animal vindos da região do foco; o direcionamento da atividade de vigilância ativa em propriedades que receberam animais daquela região nos últimos 30 dias; e orientação aos Postos de Fiscalização Agropecuária (PFFs) da divisa sul para intensificar a inspeção documental e física de todas as cargas de aves e ovos férteis provenientes do Rio Grande do Sul.

Os médicos-veterinários da Cidasc foram orientados a manter a avaliação criteriosa nos atendimentos de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN) e de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) .

Durante as vigilâncias e certificações de rotina, haverá um trabalho de as orientação sobre a importância da biosseguridade na prevenção das doenças das aves.

“Santa Catarina é o segundo maior exportador de carne de frango do Brasil, e isso se deve à implementação das normas de biosseguridade na avicultura e pelo trabalho da defesa sanitária, por meio da Cidasc. Seguindo as orientações do governador Jorginho Mello, estamos vigilantes e reforçando todas as medidas para impedir a entrada dessa doença em Santa Catarina. Precisamos que cada um faça sua parte”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.

Segundo o governo catarinense, a depender da evolução do cenário epidemiológico, novas medidas poderão ser adotadas pela Cidasc para proteger a avicultura catarinense.

“Cabe à Cidasc, a todo o setor produtivo e à sociedade vigiar. Importante também avisar a Cidasc em caso de suspeita de doença nas aves ou de alta mortalidade, além de cuidar muito da biosseguridade de sua produção. Cuidados com a água, com a ração, com telas, calçados e roupas, não ter visitas para entrar no aviário. Fechar as aves de subsistência em um local telado, pois sabemos que o vírus está circulando e temos que manter as aves silvestres afastadas desses ambientes. Importante saber que a carne de aves e ovos não transmitem a doença ao ser humano, podem e devem ser consumidos normalmente”, pontua a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

A SAR reforça que aves mortas ou com sinais clínicos da doença não devem ser manipuladas.



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AgroNewsPolítica & Agro

La Niña pode voltar no fim de 2025?



A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca



A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca
A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca – Foto: NOAA

Um relatório divulgado pelo Centro de Previsão do Clima dos Estados Unidos (CPC/NCEP/NWS) aponta que há 41% de chance de o fenômeno climático La Niña retornar entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. Segundo o Agrofy News (13/05/2025), embora o Pacífico Equatorial apresente atualmente condições neutras, os modelos climáticos começam a indicar um possível resfriamento para a primavera, o que pode trazer impactos significativos para a América do Sul, especialmente para a Argentina.

La Niña é a fase fria do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) e se caracteriza pelo resfriamento das águas do Pacífico tropical. Suas consequências incluem alterações nos padrões de chuva e temperatura, podendo causar secas severas em algumas regiões, excesso de chuvas em outras e mudanças nas médias sazonais. O meteorologista Ignacio Amorín explica que ainda não há confirmação do fenômeno, mas os primeiros sinais nos modelos climáticos justificam atenção redobrada nos próximos meses.

A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca. Na ocasião, o fenômeno durou três anos e causou uma das secas mais severas das últimas décadas, afetando gravemente a produção agropecuária. A Fundar relatou prejuízos milionários no setor exportador argentino, enquanto a Bolsa de Comércio de Rosário estimou uma queda de 54% na produção de soja na safra 2022/23, que mal atingiu 20 milhões de toneladas — o pior desempenho desde 1999.

Para o inverno e parte da primavera de 2025, a NOAA prevê manutenção das condições neutras. No entanto, a chance de retorno de La Niña aumenta consideravelmente a partir de novembro, enquanto a possibilidade de um novo El Niño é inferior a 15%. Diante disso, produtores e analistas já começam a ajustar estratégias, conscientes de que, em uma economia tão vulnerável ao clima, cada anomalia representa riscos não apenas ambientais, mas também econômicos e sociais.

 





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Desmatamento recua em cinco dos seis biomas brasileiros em 2024



O Brasil conseguiu reduzir o desmatamento em cinco dos seis biomas em 2024: Pantanal, Pampa, Cerrado, Amazônia e Caatinga. A exceção foi a Mata Atlântica, que se manteve praticamente estável em relação a 2023, mesmo com os impactos dos eventos climáticos extremos ocorridos no Rio Grande do Sul.

As informações estão no Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD), divulgado nesta quinta-feira (15), pela iniciativa MapBiomas Alerta.

A área total desmatada no país no ano passado caiu 32,4% em relação a 2023, enquanto o número de alertas validados recuou 26,9%. Ao todo, foram desmatados 1.242.079 hectares, com 60.983 alertas registrados em todo o território nacional em 2024.

Mata Atlântica

Um levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica apontou redução do desmatamento em áreas de “mata madura” no estado de São Paulo. No entanto, o MapBiomas considera a totalidade do bioma, o que resultou em uma avaliação de estabilidade. No geral, a Mata Atlântica registrou um leve aumento de 2% na área desmatada.

Cerrado

Pelo segundo ano consecutivo, o Cerrado foi o bioma com a maior área desmatada: 652.197 hectares, o equivalente a 52,5% de toda a área desmatada no Brasil. Apesar disso, o dado representa uma queda de 40% em relação a 2023.

O Maranhão lidera o ranking de desmatamento no Cerrado pelo segundo ano seguido, com 218.298 hectares suprimidos, mesmo com redução de 34,3% em relação ao ano anterior. Junto com o Pará, o estado responde por mais de 65% do desmatamento registrado no país.

Os quatro municípios com os maiores aumentos proporcionais de desmatamento estão no Piauí: Canto do Buriti, Jerumenha, Currais e Sebastião Leal.
Amazônia

A Amazônia ficou em segundo lugar, com 30,4% da área desmatada (377.708 hectares). Este foi o menor índice registrado nos seis anos da série histórica do RAD, iniciada em 2019.

Juntos, Amazônia e Cerrado responderam por quase 89% de toda a área desmatada no Brasil em 2024. Pelo segundo ano consecutivo, as formações savânicas foram o tipo de vegetação mais atingido (52,4%), seguidas pelas formações florestais (43,7%).

Outros biomas

  • Caatinga: 174.511 hectares desmatados (14%)
  • Pantanal: 23.295 hectares (1,9%)
  • Mata Atlântica: 13.472 hectares (1,1%)
  • Pampa: 896 hectares (0,1%)

Apesar do baixo percentual, especialistas alertam que os sistemas de detecção automática por satélite ainda enfrentam limitações nos ambientes campestres, o que pode gerar omissões nos biomas Pampa e Pantanal.
Impacto climático no RS

Eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul, entre abril e maio de 2024, causaram aumento de 70% na perda de vegetação nativa no estado. No caso da Mata Atlântica, estima-se que, sem esses eventos, o bioma teria registrado uma redução de pelo menos 20% na área desmatada.

Monitoramento avançado

O MapBiomas permite cruzar áreas de alerta com limites geográficos (biomas, estados, municípios e bacias hidrográficas), recortes fundiários (como Cadastro Ambiental Rural, Unidades de Conservação e Terras Indígenas) e dados administrativos (como autorizações, autuações e embargos). O resultado é um mapeamento detalhado de cada ocorrência de desmatamento registrada no país.



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Marfrig e BRF anunciam fusão



A Marfrig e a BRF comunicaram nesta quinta-feira (15) a assinatura de um protocolo que prevê a incorporação da totalidade das ações da BRF pela Marfrig, em uma operação que deve criar uma das maiores companhias globais do setor de alimentos, com forte atuação em proteínas animais. A Marfrig já era dona de 50,49% do capital total da BRF.

Gigante no mercado de carne

A nova empresa terá uma receita combinada anual de R$ 152 bilhões, valor de mercado de mais de R$ 50 bilhões e presença em 120 países em quatro continentes. São cerca de 130 mil empregados, em operações na América do Sul, Estados Unidos, Oriente Médio e China.

Com a transação, a BRF passará a ser uma subsidiária integral da Marfrig, que continuará listada no Novo Mercado da B3. Como parte da reestruturação, a Marfrig também propôs mudar a sua razão social para MBRF Global Foods Company S/A, nome que reflete a integração entre as duas companhias.

A proposta, formalizada por meio do “Protocolo e Justificação de Incorporação das Ações de Emissão da BRF pela Marfrig Global Foods”, prevê que os acionistas da BRF (exceto a própria Marfrig) receberão 0,8521 ação ordinária da Marfrig para cada 1 ação da BRF. O valor da relação de troca foi negociado por comitês independentes, assessorados por instituições como o Citigroup, e levou em conta critérios múltiplos, incluindo valor justo e sinergias esperadas.

As assembleias-gerais extraordinárias das duas companhias, nas quais a proposta será votada, foram convocadas para 18 de junho. A aprovação da operação está condicionada à ausência de eventos adversos relevantes que possam afetar a capacidade produtiva das companhias, como guerras, desastres naturais ou crises sanitárias.

Após isso, as empresas informaram que pretendem concretizar o processo até o dia 28 de julho.

A operação visa criar uma plataforma multiproteína com presença relevante tanto no mercado doméstico quanto internacional. A expectativa é de ganhos expressivos de escala, eficiência e diversificação. Segundo os dados divulgados, as companhias estimam sinergias da ordem de R$ 485 milhões por ano com aumento de receitas e redução de custos, R$ 320 milhões por ano em despesas operacionais e R$ 3 bilhões em ganhos fiscais a valor presente líquido.

Além de otimizar estruturas administrativas e ampliar a capacidade de investimento, a operação também deve fortalecer a atuação das marcas em mercados como Brasil e países do Oriente Médio (Halal), ampliando canais de distribuição.

Os custos estimados da operação são de R$ 24 milhões, incluindo assessorias jurídicas, financeiras, auditorias e publicações. Não haverá emissão de ações correspondentes às ações da BRF mantidas em tesouraria, que serão canceladas antes da data de fechamento.



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Sementes Jotabasso é reconhecida com certificação ESG Sementes



Com raízes no sul do Brasil, a Sementes Jotabasso, que hoje atua em todo território nacional com sementes de soja, sorgo e trigo, recebeu a Certificação ESG da Syngenta — reconhecimento conquistado por apenas duas sementeiras no Brasil por práticas comprovadas nos pilares Ambiental, Social e de Governança.

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A Jotabasso foi a única sementeira do Cerrado brasileiro a receber a certificação. E, no Sul, foi uma das duas sementeiras reconhecidas. Mais que um reconhecimento, a certificação é reflexo do trabalho feito pela empresa ao longo de muitas décadas.

Nesses mais de 50 anos de atuação, consolidou-se como uma das maiores produtoras de sementes de soja de alto padrão do país, sustentada pelos seus valores e robusta governança corporativa, com estratégias sustentáveis e de inovação que caminham juntas em todo o seu processo de produção e comercialização de sementes.

Confirmando que a empresa tem trilhado um caminho sustentável, a Sementes Jotabasso teve também uma de suas unidades de produção de sementes, a Fazenda Verde, de Rondonópolis (MT), reconhecida pela 7ª edição do Prêmio Fazenda Sustentável como uma das três propriedades rurais de grande porte mais sustentáveis do Brasil.

Historicamente, a Jotabasso zelou pela conservação e meio ambiente mesmo antes de que isso se tornasse um dos principais assuntos em pauta. Conforme portaria nº 170-N de 30 de dezembro de 1997, foi constituída a Reserva Particular do Patrimônio Natural, a RPPN João Basso, com 3.624 hectares destinados exclusivamente à preservação e não integrantes de área de reserva legal, além de incentivo à pesquisa de sua riqueza arqueológica e cultural realizadas por mais de 30 anos junto ao Museu de História Natural da França e Universidade de São Paulo (USP).

A RPPN recebeu e ainda recebe pesquisadores de outras instituições de ensino nacionais e internacionais que realizam estudos científicos na área da unidade. Em 2019, com objetivo de dar ainda mais foco para as ações de sustentabilidade, a Sementes Jotabasso criou um setor de Sustentabilidade. O departamento surgiu com o propósito de criar uma cultura orientada para as práticas socioambientais com um conceito que vai além de atitudes para a preservação ambiental, envolvendo também iniciativas econômicas e sociais.

“Para nós, sustentabilidade é mais do que um valor — faz parte do nosso jeito de produzir. Ela está presente em todas as etapas do nosso trabalho, desde as práticas no campo até as decisões corporativas e em nosso relacionamento com as comunidades. Atuamos de forma integrada para usar os recursos naturais de forma responsável, incentivar iniciativas sociais e construir um futuro mais equilibrado e duradouro”, comentou Julia Freiberg, coordenadora do setor de sustentabilidade na Sementes Jotabasso.

A Sementes Jotabasso possui governança corporativa, tendo como pilares equidade, transparência, prestação de contas e responsabilidade corporativa, princípios que norteiam e possibilitam o crescimento de forma sustentável, aplicados pela Diretoria Executiva e Conselho de Administração, criando uma relação de confiança. Zelando também pela ética e credibilidade em seus negócios e sua equipe, a Jotabasso instituiu em 2009 um Código de Conduta firmado por sociedade, conselho de administração, funcionários e parceiros de negócio, resguardando a governança, auditoria externa (atualmente por uma das maiores empresas de auditoria) e canal de Ouvidoria de livre acesso para colaboradores, clientes, parceiros e partes interessadas. Acompanhando a evolução das práticas sustentáveis de agricultura, certificando que sustentabilidade e produtividade caminham juntas em seu processo, desempenha práticas como Plantio Direto, Manejo Integrado de Pragas (MIP), Rotação de Cultura, Recuperação de Pastagens e Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

Atualmente, as inovações tecnológicas oferecem um novo arcabouço de ferramentas que permitem a racionalização de recursos e maior eficácia visando maiores produtividades, ou seja, produzir mais com menos. A empresa destaca algumas de suas iniciativas: telemetria e mapeamento de suas áreas para acompanhamento de desempenho de suas máquinas, redução no uso de combustíveis e diminuição de distâncias e rotas de operações de plantio e colheita para minimizar uso de recursos e emissões; mapeamento de solo e uso em taxa variável de fertilizantes, otimizando produtividade e quantidade necessária do insumo; monitoramento de pragas e invasores, identificando zonas de maior incidência e realizando aplicações localizadas, reduzindo o uso de produtos químicos e mantendo a sanidade de suas lavouras; utilização de insumos biológicos com fabricação interna em seu manejo sanitário das lavouras; monitoramento climático visando as melhores janelas para efetuar operações agrícolas sem incorrer em retrabalhos ou excesso de operações.

No aspecto social, a Jotabasso promove campanhas de conscientização ambiental junto às comunidades e regiões onde atua, realizando palestras e divulgando conteúdo informativo sobre melhores práticas ambientais, além de manter suas portas abertas a seus clientes e parceiros na troca de informações e experiências, visando a capacitação e otimização no uso de recursos na condução das lavouras de seus clientes.

Entre as certificações já obtidas, possui a Certificação Round Table on Responsible Soy – RTRS e Certified Responsible Soya – CRS, que confirmam uma produção de soja ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável. Segundo Lara Trouva, gerente de marketing e comunicação da Jotabasso, é evidente o crescente reconhecimento da marca entre produtores e parceiros, impulsionado por suas práticas sustentáveis, tanto no Brasil quanto no exterior.

A empresa também possui certificações como a Great Place to Work – GPTW e FEEx FIA Employee Experience, com alto nível de satisfação de clima organizacional e laboral, além de possuir o reconhecimento por anos consecutivos como a Melhor Sementeira pelo prêmio Melhores do Agro, da Revista Globo Rural.



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Laranja tem previsão de alta para safra 2025/26



Segundo a Fundecitrus, a previsão é de uma maior produção de laranjas para a safra 2025/26. Esse cenário traz alívio para os produtores do setor, que estão com os estoques de suco de laranja reduzidos, conforme apontam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com a análise do instituto, os estoques para o encerramento da temporada 2023/24 são muito inferiores ao que seria considerado estratégico. 

Ainda assim, a expectativa é de que até o mês de julho/2026 os estoques estarão mais seguros para abastecer o mercado global. Isso, caso a produção acompanhe o aumento na colheita.

Os dados da Fundecitrus apontam que o cinturão São Paulo e Triângulo/Sudoeste mineiro deverão colher 314,6 milhões de caixas de 40,8 kg. Um avanço de 36,2% no comparativo com a safra anterior.

Por outro lado, com essa perspectiva de aumento na produção, a previsão é de que os preços pagos ao produtor, não sigam nos patamares altos que vinham mantendo. Apesar disso, os preços das cotações devem seguir equilibrados e permanecer acima da média histórica.

*Texto sob supervisão do jornalista Thiago Dantas



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