domingo, maio 24, 2026

Agro

News

Chuva de 150 mm e temperaturas de 38°C marcam os próximos cinco dias



Em dois estados do Centro-Oeste do país os termômetros devem atingir os 38°C, calor similar a algumas áreas do Sul e Sudeste. Já em partes do Nordeste, a chuva chega com força, com chances de superar os 150 mm e trazendo alerta máximo. Confira os detalhes da previsão do tempo entre esta segunda (19) e a próxima sexta-feira (23):

Sul

A chuva deve cessar em quase todas as áreas da Região Sul durante a semana. Assim, o predomínio será de sol entre poucas nuvens em todos os estados, ainda com destaque para as amplitudes térmicas, que podem chegar a 11°C. As temperaturas ainda são amenas de manhã e sobem no período da tarde. Semana será mais úmida e com trovoadas nos próximos dias entre o norte do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e centro-sul do Paraná, com pelo menos 45 mm de chuva acumulada, o que ajuda a manter a boa umidade do solo sem prejudicar os trabalhos em campo. Atenção para tempo quente e seco no centro-norte do Paraná, onde não há projeção de chuva e a temperatura máxima deve girar em torno de 32°C, agravando a situação de estresse térmico e hídrico.

Sudeste

Predomínio de sol entre nuvens em todas as áreas da região, exceto no norte de Minas Gerais (divisa com a Bahia), devido à alta pressão atmosférica no oceano. Umidade segue em queda, principalmente no interior de São Paulo e Minas Gerais. Semana com chuva somente na parte litorânea, com acumulados entre 15 mm e 20 mm nos próximos cinco dias. Nas áreas produtoras, a semana será de tempo quente e seco com a temperatura máxima chegando a 33°C , o que contribui para a colheita do café e da cana, mas prejudica as lavouras implantadas de São Paulo e do Triângulo Mineiro.

Centro-Oeste

Possibilidade de chuva isolada no extremo norte de Mato Grosso (divisa com o Pará e o Amazonas) devido à presença de muita umidade no local. Nos demais locais, o tempo continua estável, seco e quente, com umidade relativa do ar chegando aos 30% em muitas
áreas. Situação de bloqueio atmosférico permanece inibindo a formação de chuva nos três estados, com exceção de áreas de fronteira com a Bolívia e Paraguai, regiões onde a chuva ficará em torno de 10 mm nos próximos cinco dias. Atenção para elevação de temperatura, principalmente em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, com temperaturas que devem chegar a 38ºC, causando estresse térmico nas lavouras em desenvolvimento e no gado em confinamento.

Nordeste

Perigo extremo no litoral norte de Alagoas, litoral de Pernambuco e litoral sul da Paraíba por conta da presença da frente fria. Nessas áreas, o volume de chuva pode ultrapassar os 100 mm. Os interiores de Pernambuco, da Paraíba e do Ceará terão chuva de moderada a forte intensidade devido à umidade que infiltrará na região. Com isso, os acumulados ficam em torno dos 30 mm.

Atenção para o risco de alamentos e deslizamentos de terra no litoral de Alagoas e Pernambuco, já que os acumulados devem ultrapassar 150 mm. Boa umidade chegando em Sergipe, interior de Alagoas, Pernambuco, Pará, Rio Grande do Norte e Ceará, com pelo menos 50 mm acumulados, o que vai ajudar a reverter o quadro de déficit hídrico na região e contribuir para o desenvolvimento das lavouras e das pastagens. Tempo quente e seco no centro-oeste da baiano e piauiense, além do centro-sul do Maranhão.

Norte

Alerta no Amapá devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) na região, propiciando acumulados de chuva de cerca de 50 mm, principalmente no leste do estado. Norte do Amazonas e Pará com pancadas de chuva no período da tarde, com 20 mm. Tempo quente e seco em Rondônia, Tocantins e sul do Pará nos próximos cinco dias, o que ajuda com os trabalhos em campo. No Acre, Amazonas e restante do Pará, de Roraima e do Amapá o acumulado da semana gira em torno de 70 mm, o que ajuda a manter a boa umidade do solo, mas pode prejudicar de forma pontual os trabalhos em campo com pequenos alagamentos.



Source link

News

Abelhas em risco de extinção serão catalogadas em consulta ampla



Em Goiás, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) avalia os riscos da extinção de espécies de abelhas no estado. O prazo para a comunidade científica contribuir com as informações é até o dia 12 de junho.

As contribuições devem ser feitas pelo site BioData. Ao acessar a aba “Buscar” é possível encontrar a lista das espécies que serão avaliadas. Ao clicar em cima de cada espécie e depois no botão “consultar”, basta preencher os dados na aba “contribuições”.

Após recebidas, os especialistas avaliarão as contribuições e posteriormente incluirão na ficha de espécies. Assim, o objetivo é direcionar esforços para a conservação da biodiversidade.

Animais em risco de extinção

Pela primeira vez o estado de Goiás terá uma lista de espécies ameaçadas de extinção. Os únicos dados disponíveis atualmente são os dados nacionais do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). Dessa forma, é possível identificar espécies que estejam em extinção nos limites do território goiano, mas que não sejam reconhecidas em âmbito nacional.

Assim, a ideia é que com as informações coletadas, a Semad possa estabelecer as estratégias específicas para reverter a situação de cada espécie em risco. A análise abrangerá todas as 1,7 mil espécies vertebradas do estado, incluindo mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes.

É devido a essa amplitude de animais que entrarão na análise que toda a comunidade científica está sendo convidada a colaborar com o processo. A avaliação deve levar em consideração a aplicação da metodologia científica da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), reconhecida pelo ICMBio.

Com isso em mente foi desenvolvido o BioData, que é um sistema estadual para avaliações, armazenamento e disponibilização de dados. Por enquanto o site ainda está em acesso restrito à especialistas que participam do processo de avaliação. Mas ao final deste processo, passará a ser de livre acesso para os cidadãos. 

*Sob supervisão de Victor Faverin



Source link

News

Alunos de rede pública desenvolvem marca de cosméticos naturais



Um projeto desenvolvido por alunos da rede pública de Mangueirinha, no Paraná, tem despertado o interesse das crianças por meio de ciências da natureza, química e empreendedorismo. 

O Colégio Estadual Professora Hercília França do Nascimento realizou o projeto “Produção de Cosméticos Naturais: Trabalhando a Sustentabilidade e o Empoderamento Feminino na Escola”. A proposta foi baseada em uma abordagem multidisciplinar, buscando, assim, transformar a dinâmica das aulas e expandir o ambiente escolar.

Os alunos foram incentivados a desenvolver produtos cosméticos naturais produzidos com elementos da horta da própria escola.

O começo de tudo

O projeto teve inicio em 2023, após um trabalho onde os alunos desenvolveram inseticidas naturais para o combate a pragas da horta da escola. Na ocasião, a professora Flávia de Mello percebeu que os estudantes demonstravam interesse nesse tipo de temática.

“A proposta surgiu da escuta ativa com os alunos. Eles demonstravam curiosidade e afinidade com temas de autocuidado, sustentabilidade e bem-estar. Unimos isso ao conteúdo abordado em sala e criamos uma experiência prática, na qual eles realmente veem sentido no que estão aprendendo”.

Assim, os alunos foram para o laboratório e passaram a estudar, pesquisar e desenvolver produtos como cera de carnaúba, manteiga de karité, óleo de coco e pigmentos naturais.

“Eles foram testando os produtos, adaptando as fórmulas e abandonando metodologias que não funcionavam. O pigmento do pinhão, por exemplo, foi descoberto através de fervura e moagem”, relata Flávia.

Ao longo de sete meses, os alunos desenvolveram mais de 100 unidades de produtos entre batons, hidratantes labiais, xampus sólidos, sabonetes aromáticos e cremes hidratantes.

Expansão do projeto

Similarmente ao projeto de ciências, surgiu também a marca HF Cosméticos, desenvolvida na disciplina de empreendedorismo.

“Por serem totalmente naturais, atóxicos e veganos, os cosméticos podem ser utilizados com segurança. Isso nos deu tranquilidade para disponibilizá-los à comunidade escolar e ouvir os feedbacks”, conta Flávia. 

O próximo passo para o projeto será a submissão dos produtos à aprovação de órgãos oficiais. A intenção é viabilizar a continuidade do projeto e expansão criativa dos alunos.

Ainda mais, o projeto também se desdobrou na produção de jóias artesanais confeccionadas utilizando fragmentos da natureza, assim como na fabricação de brincos, colares e pulseiras com os mais variados formatos.

O projeto rendeu à escola a vitória no concurso “Projeto TransformAção” realizado pela Engie, empresa de energia renovável. A premiação foi o segundo reconhecimento recebido pela escola, sendo o primeiro pelo projeto de desenvolvimento de inseticidas naturais.

*Sob supervisão de Victor Faverin



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

China suspende compras de frango do Brasil por 60 dias



O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo



O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo
O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo – Foto: Pixabay

A China suspendeu por 60 dias as importações de carne de frango do Brasil após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária de alta patogenicidade em uma granja comercial brasileira, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. O foco foi registrado no município de Montenegro, na Região Metropolitana, Rio Grande do Sul. A medida segue um protocolo sanitário previamente acordado entre os dois países, sendo acionada automaticamente após a detecção da doença em plantel comercial.

Embora o vírus represente um risco muito baixo para humanos, especialmente no consumo de carne e ovos, a decisão afeta diretamente as exportações brasileiras. Outros países também podem adotar restrições semelhantes. Coreia do Sul e União Europeia têm protocolos que preveem bloqueios temporários, enquanto Japão, Emirados Árabes, Reino Unido, Argentina e Arábia Saudita adotam restrições regionais, válidas apenas para os estados afetados.

A área da granja atingida foi isolada e as aves restantes foram eliminadas conforme protocolo de contenção, dando início ao processo de saneamento do local. O Ministério da Agricultura reforça que os produtos avícolas brasileiros seguem sendo fiscalizados e seguros para consumo, com garantia de qualidade sanitária.

O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo e o terceiro maior produtor. A China lidera a lista de compradores, seguida por Emirados Árabes e Japão. A suspensão das exportações para o mercado chinês pode gerar impactos relevantes no setor avícola nacional e mobiliza as autoridades brasileiras na tentativa de conter os efeitos econômicos da decisão.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas permitem retomada da colheita de mandioca



A produção é destinada majoritariamente ao consumo humano




Foto: Canva

A colheita da mandioca tem ganhado ritmo em diversas regiões do Rio Grande do Sul após o retorno das chuvas. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (15) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo ocupa 6.214 hectares na região administrativa de Santa Rosa, com produtividade média estimada em 15.417 kg por hectare. A produção é destinada majoritariamente ao consumo humano, à produção de polvilho e, em períodos de escassez, à alimentação animal.

A falta de umidade nas últimas semanas havia dificultado a retirada das raízes, especialmente em áreas com maior teor de argila. No entanto, a Emater informou que “as chuvas permitiram que os produtores retomassem de forma intensa a colheita e o processamento mínimo, acondicionando a frio para posterior comercialização direta aos consumidores.”

Ainda de acordo com a instituição, as lavouras apresentam bom estado fitossanitário, e as raízes demonstram capacidade de recuperação e desenvolvimento após o período de estiagem.

Na região de Soledade, a cultura está em fase de colheita e início da senescência das folhas. Os agricultores aproveitam esse momento para realizar a seleção e o armazenamento das ramas que serão utilizadas no próximo ciclo produtivo. A Emater classificou como satisfatórios os indicadores de qualidade e produtividade nessas áreas.

Em relação aos preços, a caixa de 25 quilos da raiz in natura em Santa Rosa está sendo comercializada por R$ 60,00. A mandioca com casca custa R$ 5,70 o quilo, enquanto a descascada varia em torno de R$ 7,00/kg. A versão descascada e embalada oscila entre R$ 5,00 e R$ 10,00/kg. Já em Venâncio Aires, a caixa de 22 kg está sendo vendida entre R$ 45,00 e R$ 50,00.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo fecha semana com queda



Preços do boi gordo registram recuo em São Paulo e Paraná




Foto: Sheila Flores

O mercado do boi gordo encerrou a semana com recuo nos preços em importantes praças pecuárias do país. Em São Paulo, a arroba do chamado “boi China”, assim como a do boi gordo convencional e da novilha, caiu R$ 2,00. A cotação da vaca permaneceu estável. A escala média de abate no estado ficou em oito dias.

No Pará, os preços não sofreram alterações nas regiões de Redenção e Paragominas. Já em Marabá, foi registrada uma queda de R$ 2,00 por arroba para todas as categorias.

No Tocantins, os valores mantiveram-se estáveis tanto no Norte quanto no Sul do estado. As escalas de abate, nessas regiões, estavam com média de nove dias.

No Paraná, houve recuo de R$ 2,00 por arroba nos preços pagos pelo boi gordo, vaca e novilha. A cotação do “boi China”, no entanto, seguiu inalterada.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Clima irregular marca colheita do algodão no Paraná



Paraná colhe 20% do algodão da safra 2024/25




Foto: Canva

Segundo o 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (15) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita do algodão no Paraná atingiu 20% da área cultivada. As lavouras apresentam 35% da área em formação de maçãs e 45% em maturação.

Durante o mês, o clima foi marcado por precipitações irregulares, com variações na distribuição espacial e temporal. Também foi registrado um leve alívio nas temperaturas. De acordo com o levantamento, 90% das lavouras estão em boas condições e 10% em situação regular.

O relatório também informa a revisão da área cultivada e destaca uma mudança no processo de beneficiamento. “Uma melhoria no processo foi a capacidade de processar o algodão localmente, visto que antes era levado para São Paulo”, informa o levantamento da Conab.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas dificultam colheita do arroz em Rondônia



Arroz atinge quase 98% de área colhida no estado




Foto: Pixabay

De acordo com dados do 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (15) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as chuvas registradas neste período em Rondônia causaram dificuldades à colheita do arroz e resultaram em perdas pontuais devido ao acamamento das plantas. Com a redução da intensidade e frequência das precipitações, as lavouras com grãos maduros ainda em campo estão sendo colhidas.

O levantamento informa que “97,9% das áreas implantadas já foram devidamente colhidas”. Ainda há lavouras em fase final de maturação. Paralelamente, a implantação da segunda safra de arroz segue em andamento.

Conforme a Conab, “há aumento de área nesta safra, com a área prevista já ocupando mais de 98% semeada”. Atualmente, 6% das lavouras estão em fase de emergência, 71,5% em desenvolvimento vegetativo e 22,5% em floração.





Source link

News

Saiba como ficou o mercado de soja após os números do USDA



O mercado brasileiro de soja teve uma semana de intensas movimentações. Os principais fatores foram os primeiros números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a temporada 2025/26, o recente acordo tarifário entre China e Estados Unidos e as oscilações acentuadas nos preços do óleo de soja.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!

Previsões de soja para a safra 25/26

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o relatório de maio do USDA revelou que a safra norte-americana de soja deverá alcançar 4,340 bilhões de bushels (aproximadamente 118,11 milhões de toneladas) em 2025/26. A produtividade estimada é de 52,5 bushels por acre, um pouco abaixo das expectativas de mercado, que previam 4,325 bilhões de bushels ou 117,5 milhões de toneladas.

Os estoques finais da safra norte-americana são projetados em 295 milhões de bushels (cerca de 8,03 milhões de toneladas), bem abaixo da expectativa do mercado, que aguardava 351 milhões de bushels (9,55 milhões de toneladas). O USDA também estimou que o esmagamento de soja nos Estados Unidos será de 2,490 bilhões de bushels e que as exportações atingirão 1,815 bilhão de bushels.

Para a temporada 2024/25, os estoques de passagem foram revisados para 350 milhões de bushels, abaixo das projeções do mercado, que apontavam 370 milhões de bushels. As exportações e o esmagamento para a temporada 2024/25 são estimados em 1,850 bilhão e 2,420 bilhões de bushels, respectivamente.

No cenário global, o USDA prevê que a safra mundial de soja será de 426,82 milhões de toneladas em 2025/26, contra 420,87 milhões de toneladas em 2024/25. Para o Brasil, a previsão de produção para 2025/26 foi mantida em 175 milhões de toneladas, enquanto para a Argentina, o número é de 48,5 milhões de toneladas. Já as importações da China estão projetadas em 112 milhões de toneladas para 2025/26, um aumento em relação aos 108 milhões estimados para a temporada anterior.

Acordo EUA-China

A semana também foi marcada pelo impacto do acordo comercial de 90 dias entre os Estados Unidos e a China, com repercussões imediatas no mercado. Segundo Gabriel Viana, analista da Safras & Mercado, os preços da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago dispararam, alcançando os melhores níveis dos últimos 10 meses.

A redução das tarifas adicionais impostas pelos EUA sobre as importações chinesas, de 145% para 30%, e o corte das tarifas chinesas sobre os produtos americanos, de 125% para 10%, geraram uma onda de otimismo no mercado.

Um possível efeito desse acordo, de acordo com Viana, é que a área plantada com soja nos Estados Unidos em 2025 pode ser maior do que o esperado, uma vez que os produtores, antes receosos, podem agora se sentir mais confiantes para aumentar a produção.

No entanto, os impactos para o mercado brasileiro podem ser negativos, especialmente no que diz respeito aos prêmios do farelo e do óleo de soja. Caso o acordo se mantenha e a China volte a focar suas compras nos Estados Unidos, a demanda brasileira pode diminuir no segundo semestre, o que levaria a uma queda nos preços da soja no curto e médio prazo.

No entanto, Viana lembra que o Brasil ainda se mantém competitivo no cenário exportador, e que a parceria entre os EUA e a China ainda está em processo de consolidação. “Vamos ter uma sinalização mais clara apenas em agosto e setembro, quando a colheita nos Estados Unidos avançar”, alerta o analista.

Óleo de soja: volatilidade e incertezas

Os contratos do óleo de soja registraram uma sequência de oscilações acentuadas durante a semana. Após ganhos expressivos no início da semana, os preços começaram a recuar na quinta-feira, devido às incertezas em torno das metas de produção de combustíveis renováveis (RVO) nos Estados Unidos, atualmente em debate no Congresso.

Segundo Viana, a principal fonte de volatilidade está relacionada à possível atualização das metas do RVO. No dia 14 de maio, declarações de Lee Zeldin, membro do Senado americano, indicaram que a atualização das metas de mistura para biocombustíveis, que deveria ocorrer ainda em 2025, pode ser adiada para 2026, contrariando as expectativas de uma definição ainda neste semestre.

“Essa notícia impacta negativamente o mercado de óleo de soja, especialmente após a aprovação de um projeto de lei na Câmara que havia gerado otimismo”, explica Viana.

Se o projeto de lei nos EUA for aprovado e o RVO for de fato atualizado ainda em 2025, há o risco de uma escassez de óleos vegetais, como soja, milho e canola, devido à remoção de obstáculos e extensão dos créditos de produção até 2031, o que pode afetar o equilíbrio do mercado global de óleos vegetais.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Colheita do milho silagem avança lentamente



Colheita do milho silagem atingiu 96% da área cultivada no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A colheita do milho silagem atingiu 96% da área cultivada no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (15), a lentidão no avanço da colheita foi causada pelas chuvas registradas no período, que também beneficiaram as lavouras ao recuperar a turgescência foliar e aumentar a umidade nas espigas. Segundo a Emater/RS-Ascar, “essa melhoria nas condições hídricas contribuiu para a concentração de matéria seca e para a qualidade nutricional da forragem”.

A estimativa de produtividade média para a safra 2024/2025 foi revisada para 35.934 kg/ha, uma redução de 6,52% em relação à projeção inicial de 38.440 kg/ha feita no plantio. A área efetivamente plantada é de 339.555 hectares, número 6,3% inferior à safra anterior, quando foram cultivados 362.331 hectares, segundo dados do IBGE.

Apesar da redução na área e na produtividade média, o volume colhido nesta safra alcançou 12,20 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 10,4% em relação à safra 2023/2024, quando foram colhidas 11,05 milhões de toneladas. No entanto, houve redução de 11,2% em relação à estimativa inicial da safra, que previa um total de 12.201.527 toneladas.

As maiores áreas de cultivo do milho silagem estão concentradas nas regiões de Ijuí, com 55.315 hectares e produtividade de 33.571 kg/ha; Lajeado, com 54.083 hectares e produtividade de 36.960 kg/ha; e Santa Rosa, com 47.210 hectares e produtividade de 33.710 kg/ha.





Source link