domingo, maio 24, 2026

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‘Alho Negro da Serra’ revoluciona sabores e conquista novos mercados


Acredite se quiser: o negócio começou sem ninguém ser fã de alho e virou uma potência de sabor e inovação no sul do país.

O ‘Alho Negro da Serra’ é uma empresa gaúcha que transforma o tradicional alho branco em uma iguaria nobre e adocicada.

“Ele fica de 15 a 20 dias dentro de uma estufa, mudando sabor, aroma e textura. Além disso, não deixa aquele mau hálito nem a sensação de estufamento que muita gente não gosta”, afirma Vinícius Gazola, CEO e diretor comercial da marca.

Gazola conta que tudo começou há três anos e meio, quando ele e o sócio provaram o alho negro pela primeira vez.

“Não éramos amantes do alho tradicional, mas conhecemos o mundo do alho negro, aprovamos e estamos nesta jornada”, afirma o CEO.

Fortalecimento regional e expansão

A produção hoje envolve tanto a própria empresa quanto produtores rurais da região serrana do Rio Grande do Sul.

“A gente compra de quem planta o alho branco. Isso fortalece a economia local, o pequeno agricultor e a cadeia como um todo.”

Com essa força no DNA, os sócios resolveram sair da serra e marcar presença na Anuga Select Brazil, feira internacional de bebidas e alimentos realizada em São Paulo.

“Eu acho que é muito importante para nós receber novos olhares, sair um pouco do que já conhecemos e explorar novos rumos, novos lugares. Isso faz muito bem para a marca e para quem ainda não conhece o alho negro.”

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Oportunidades além das fronteiras

Durante o evento, surgiram contatos com empresas da Argentina e até de Gana. E o impulso para essa guinada veio do Sebrae/RS.

“Faltavam 20 dias para a feira quando surgiu a oportunidade. A gente não ia participar, mas o Sebrae do Rio Grande do Sul acreditou na gente e abriu essa porta”, conta Gazola, expressando gratidão ao Sebrae/RS.

Além disso, as perguntas sobre exportação foram frequentes.

“A gente quer ir com calma, mas com foco. Crescer sem perder qualidade é o nosso mantra”, finaliza o CEO, que trouxe à feira um portfólio completo, incluindo azeite com alho negro (que fica três meses maturando antes de ser envasado), pasta de alho negro e até molho de tomate artesanal.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você quer saber mais histórias de empreendedorismo, assista ao Porteira Aberta Empreender. O programa sobre ‘Feiras e Eventos’ vai ao ar no dia 22 de maio, às 17h45, no Canal Rural.

Canais de TV para assistir ao Porteira Aberta Empreender
Canais disponíveis para assistir ao programa Porteira Aberta Empreender.

Participe você também do programa! Envie suas dúvidas, sugestões e compartilhe sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Além disso, no programa Porteira Aberta Empreender – uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae -, você, micro e pequeno produtor rural, descobre soluções, produtos, serviços e inovações para fortalecer seu empreendimento rural.

Quer saber mais? Acompanhe também as novidades no site do Canal Rural/ Empreendedorismo e aprenda a empreender de forma segura e responsável.



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Milho cai na B3: Veja o motivo


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou em baixa com gripe aviária, segundo informações da TF Agroeconômica. “Salvo um pequeno ajuste positivo para a cotação de julho26, os contratos negociados na B3 fecharam em queda neste começo de semana”, comenta.

“Além da pressão sazonal, com o começo da colheita do milho safrinha se aproximando, o milho, assim como o farelo de soja estão sofrendo com a gripe aviária identificada no Rio Grande do Sul. Até esta segunda-feira 18 países suspenderam a suas importações de frango do Brasil, até que maiores investigações sejam feitas”, completa a consultoria.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia. “O vencimento de julho/25 foi de R$ 62,07 apresentando alta de R$ 0,06 no dia, baixa de R$ -1,51 na semana; julho/25 fechou a R$ 63,17, baixa de R$ -0,74 no dia, baixa de R$ -1,41 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 67,00, baixa de R$ -0,15 no dia e baixa de R$ -0,79 na semana”, indica.

Em Chicago, o milho fechou em alta com dados de exportação e chuvas nos EUA. “A cotação de julho, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 0,90 % ou $ 4,00 cents/bushel a $ 447,50. A cotação para julho, fechou em alta de 1,60 % ou $ 6,75 cents/bushel a $ 428,25”, informa.

“Os Fundos de Investimento aproveitaram alguns problemas climáticos nos EUA e Argentina, assim como um robusto relatório de embarques para exportação para justificar a recompra de posições sobrevendidas. Chuvas recentes alagaram algumas áreas nos EUA, o que pode prejudicar o plantio acelerado do país. Na Argentina, as precipitações podem comprometer parte das lavouras ainda não colhidas. O USDA apontou um aumento de 32% no volume de milho embarcados para exportação no comparativo semanal”, conclui.

 





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ouça os destaques econômicos do dia


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o novo recorde do Ibovespa, que subiu 0,32%, impulsionado pela queda dos juros futuros e discurso firme de Galípolo. O dólar recuou 0,25%, a R$ 5,65, após rebaixamento da nota de crédito dos EUA pela Moody’s. O IBC-Br reforçou projeções positivas para o PIB. Hoje, destaque para o IGP-M no Brasil e discursos do Fed nos EUA.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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insumo essencial exige manejo estratégico



“Além disso, o desempenho da ureia está diretamente ligado à sua qualidade granulomét



“Além disso, o desempenho da ureia está diretamente ligado à sua qualidade granulométrica"
“Além disso, o desempenho da ureia está diretamente ligado à sua qualidade granulométrica” – Foto: Canva

Segundo informações da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), divulgadas pela Autem Trade Company, a Ureia representa mais de 60% do consumo de fertilizantes nitrogenados no Brasil e é amplamente utilizada em culturas de alta exigência nutricional como milho, soja, trigo, café e pastagens. Com 46% de Nitrogênio em sua composição e alta solubilidade, esse insumo se tornou peça-chave na adubação nacional. Contudo, seu uso eficiente exige atenção técnica e operacional.

Além disso, estudos da Embrapa mostram que, quando mal manejada, a ureia pode perder até 40% do nitrogênio aplicado por volatilização, especialmente em solos com pH elevado, baixa umidade ou em aplicações superficiais. Além disso, fatores como granulometria, presença de impurezas e condições inadequadas de armazenagem e transporte impactam diretamente sua eficácia.

A elevada dependência externa, que representa mais de 90% da ureia consumida no país é importada,  torna a rastreabilidade e a logística de distribuição fatores críticos para garantir qualidade e desempenho agronômico. Nesse contexto, a origem do produto e os cuidados com seu deslocamento ganham protagonismo.

“Além disso, o desempenho da ureia está diretamente ligado à sua qualidade granulométrica, nível de impurezas e ao tempo de armazenagem e transporte. Na Autem, atuamos junto aos principais fornecedores globais de ureia, com foco em negociações estratégicas, logística internacional eficiente e entrega técnica sob medida. Nossa equipe monitora os movimentos do mercado global para garantir que o insumo chegue ao destino com qualidade, prazo e competitividade”, conclui.

 





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Dessecação pré-plantio é aliada do cotonicultor



Essa dessecação é realizada de duas a três semanas antes do plantio



Essa dessecação é realizada de duas a três semanas antes do plantio
Essa dessecação é realizada de duas a três semanas antes do plantio – Foto: Canva

Segundo informações do Grupo de Estudos em Cultura do Algodoeiro da Universidade Federal de Viçosa (Gecotton/UFV), o manejo adequado de plantas daninhas é fundamental para o sucesso do cultivo do algodão em sistema de plantio direto (SPD). Essas plantas competem com o algodoeiro por nutrientes, luz e água, além de servirem como abrigo para pragas e doenças. Por isso, é essencial adotar práticas integradas de controle, como a aplicação de herbicidas seletivos, rotação de culturas e controle mecânico.

Uma dessas práticas é a dessecação pré-plantio, técnica utilizada para eliminar as plantas daninhas e restos culturais presentes na área antes da semeadura. Essa dessecação é realizada de duas a três semanas antes do plantio, por meio da aplicação de herbicidas que podem ser aplicados no solo ou diretamente sobre as folhas das plantas. Entre os herbicidas foliares, há os de contato e os sistêmicos, que se deslocam internamente pela planta, via floema. Já os herbicidas aplicados ao solo têm ação ascendente, das raízes para as folhas.

O SPD oferece inúmeras vantagens para o cultivo do algodoeiro, como menor dependência de condições climáticas, redução da compactação do solo, menor desgaste de máquinas e agilidade nas operações. Também contribui para a redução da erosão e para a diminuição dos custos de produção, sendo uma alternativa viável e sustentável para a cotonicultura moderna.

No entanto, o sistema não é recomendado para áreas com solos mal preparados, especialmente aqueles com altos teores de alumínio e presença de camadas compactadas. O algodoeiro é altamente sensível ao alumínio tóxico e à baixa oxigenação do solo, fatores que comprometem o desenvolvimento das raízes e, consequentemente, a produtividade da lavoura.

 





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Cenário global incerto pressiona juros no Brasil



O dólar também perdeu força



O dólar também perdeu força
O dólar também perdeu força – Foto: Pixabay

No último dia 7 de maio, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa básica de juros dos EUA entre 4,25% e 4,50%, conforme já precificado pelo mercado. Apesar da pressão do presidente americano por cortes que estimulem a economia, a expectativa é de que reduções ocorram apenas a partir do terceiro trimestre, podendo chegar a 0,75 ponto percentual, a depender dos efeitos das tarifas comerciais impostas globalmente.

Nesse ambiente de incerteza, commodities como petróleo e minério de ferro registraram queda. O petróleo sofreu com anúncios da OPEP de aumento na produção e risco de queda no consumo global. Já o minério foi pressionado pela possível desaceleração da economia chinesa, apesar dos estímulos internos. Segundo Guilhermo Marques, diretor da Hedgepoint, o receio com a guerra comercial e tensões geopolíticas tem impulsionado a valorização do ouro, que subiu 4,89% entre 2 e 7 de maio, passando de US\$ 3.243,30 para US\$ 3.401,94.

O dólar também perdeu força, com o índice DXY caindo 1,3% nas últimas semanas. A tendência de desvalorização frente a moedas emergentes é puxada pela diversificação de reservas por bancos centrais, expectativa de queda nos juros dos EUA e maior fluxo de capital para países como Brasil e México, onde os juros seguem elevados.

No Brasil, o Copom elevou a Selic para 14,75% ao ano, em sua sexta alta consecutiva. O movimento visa controlar uma inflação de 5,5% registrada em março, acima da meta de 3% do CMN. A autoridade monetária segue pressionada por um cenário fiscal frágil, com dívida pública próxima de 62% do PIB, e por fatores estruturais que sustentam a inflação, como preços administrados e instabilidade nos custos de energia.

 





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Consultoria recomenda cautela aos produtores



A aposta em uma possível valorização futura deve ser limitada



A aposta em uma possível valorização futura deve ser limitada
A aposta em uma possível valorização futura deve ser limitada – Foto: Nadia Borges

Segundo análise da TF Agroeconômica, o mercado da soja segue pressionado por fatores políticos e climáticos, especialmente nos Estados Unidos, onde o Congresso bloqueou um projeto que prorrogaria os créditos fiscais (45Z) para produtores de biodiesel. Essa medida, ainda não definitiva, gerou impacto negativo nas cotações. No entanto, a consultoria vê espaço para um otimismo moderado: o aumento dos estoques mundiais (exceto China) foi de apenas 1 milhão de toneladas, número considerado baixo e que pode ser rapidamente afetado por oscilações na demanda global, seja com a aprovação de subsídios nos EUA, a volta do B15 no Brasil ou aumento do consumo na Europa.

A TF recomenda cautela aos sojicultores. Com os atuais preços oferecendo margens lucrativas, a orientação é vender a maior parte da safra para garantir retorno sobre os custos. A aposta em uma possível valorização futura deve ser limitada a, no máximo, 10% da produção a ser colhida, de forma a não comprometer a saúde financeira do produtor em caso de queda nos preços.

Entre os fatores de alta estão o crescimento das exportações brasileiras de soja e farelo, conforme atualização da ANEC, e a expectativa de maior uso de biodiesel em países como Brasil, Índia e EUA, o que pode impulsionar os preços futuros. Já os fatores de baixa incluem o aumento da produção no Brasil e na Argentina, que somam 3,47 milhões de toneladas extras, além do ritmo acelerado de vendas dos produtores e a possível redução no uso obrigatório de biodiesel nos EUA. Soma-se a isso o bom andamento da safra americana 2025/26, em condições climáticas favoráveis, que contribui para manter o mercado em equilíbrio, apesar das incertezas.

 





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Sete municípios são investigados por casos de gripe aviária



O painel Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN) mantido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e atualizado duas vezes ao dia mostra, até o momento, sete municípios com investigação em andamento de possível caso de gripe aviária.

Nos locais, já foram feitas coletas de amostras que ainda não possuem resultado laboratorial conclusivo. São eles:

  • Triunfo (RS): criação doméstica (subsistência)
  • Estância Velha (RS): criação doméstica (subsistência)
  • Ipumirim (SC): criação doméstica (comercial)
  • Nova Brasilândia (MT): criação doméstica (subsistência)
  • Gracho Cardoso (SE): criação doméstica (subsistência)
  • Salitre (CE): criação doméstica (subsistência)
  • Aguiarnópolis (TO): criação doméstica (comercial)

Até o momento, o sistema informa que foram feitas 3.945 investigações de suspeitas de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, cujas doenças-alvo são Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

Países que suspenderam exportações

Em coletiva de impresa no início da noite desta segunda-feira (19), o ministro do Mapa, Carlos Fávaro, disse confiar que pela transparência com que o governo brasileiro conduz o caso é que a confiança de todos os compradores de carne de frango, ovos e derivados será reconquistada.

Até o momento, a suspensão das exportações de todo o país foi anunciada por México, Coréia do Sul, Chile, Canadá, Uruguai, Malasia e Argentina. Já Cuba e Bahrein não comprarão produtos avícolas de todo o estado do Rio Grande do Sul, ao passo que Cingapura e Japão notificaram que o veto se limita apenas a um raio de 10 km de Montenegro, município da Região Metropolitana de Porto Alegre onde a doença foi inicialmente detectada.

Contudo, pelos acordos internacionais firmados entre as agências de vigilância sanitária de outros países, está prevista a suspensão automática – sem necessidade de anúncio formal – das seguintes nações: Rússia, Sri Lanka, Bolívia, Paquistão, Peru, República Dominicana e
Marrocos.

“O Brasil é o único país do mundo que mantém um sistema atualizado duas vezes ao dia com casos confirmados e em investigação de gripe aviária. Todo o mundo pode acompanhar passo a passo a forma como estamos lidando com o problema”, declarou.

‘Gripe aviária chegou tarde ao Brasil’

Fávaro também fez questão de ressaltar que os primeiros reportes oficiais de circulação do vírus da gripe aviária no mundo datam de 2006 e foram necesários quase 20 anos para que a doença se estabelecesse no Brasil, tamanha a robustez do sistema sanitário nacional.

“Esse vírus só entrou no plantel brasileiro agora. Depois que chegou às aves silvestres, com casos no Espírito Santo e em São Paulo, demorou cerca de dois anos para ser detectado em granjas comerciais. Em outros países, esse intervalo foi muito mais curto”, finalizou o ministro.



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Soja fecha mista em Chicago após semana volátil


Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sexta-feira (16) de forma mista, refletindo uma semana marcada por forte volatilidade. O contrato de julho, referência para a safra brasileira, recuou -0,12% ou \$ -1,25 cent/bushel, fechando a \$ 1050,00. Já o contrato de agosto caiu -0,10% ou \$ -1,00 cent/bushel, cotado a \$ 1046,25. No mercado de derivados, o farelo de soja para julho fechou em queda de -1,52% ou \$ -4,5/ton curta a \$ 291,90, enquanto o óleo de soja recuou -0,79% ou \$ -0,39/libra-peso, finalizando a \$ 48,93.

Apesar de uma semana que chegou a registrar a maior cotação dos últimos nove meses, os preços devolveram rapidamente todos os ganhos, encerrando o período praticamente estáveis. A principal decepção do mercado veio do retrocesso no projeto que previa a extensão dos créditos tributários 45Z até 2031. Tais créditos beneficiariam produtores de matérias-primas utilizadas na produção de combustíveis de baixo carbono, como biodiesel, impactando diretamente a demanda por soja.

Outro fator de pressão negativa foi o avanço da colheita na Argentina e a ampla disponibilidade da safra brasileira, que está praticamente 100% no mercado. Órgãos oficiais dos dois países elevaram recentemente suas estimativas de produção, o que contribuiu para o cenário baixista nos preços internacionais.

No acumulado da semana, a soja registrou baixa de -0,17% ou \$ -1,75 cent/bushel. O farelo de soja também caiu -0,75% ou \$ -2,2/ton curta, enquanto o óleo de soja foi o único a apresentar valorização, com alta de 0,74% ou \$ 0,36/libra-peso.

 





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países deixam de comprar frango e derivados do Brasil



Em coletiva de imprensa realizada no início da noite desta segunda-feira (19), o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira, atualizou a lista de países que anunciaram a suspensão das exportações de carne de frango e produtos derivados de todo o Brasil: México, Coréia do Sul, Chile, Canadá, Uruguai, Malasia e Argentina.

Além disso, Cuba e Bahrein não comprarão produtos avícolas de todo o estado do Rio Grande do Sul. Já Cingapura e Japão notificaram que o veto se limita apenas a um raio de 10 km de Montenegro, município da Região Metropolitana de Porto Alegre onde a doença foi detectada.

O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), por sua vez, reforçou que, no caso de Japão e Cingapura, as vendas brasileiras de carne de frango não serão afetadas, visto que os municípios do entorno de Montenegro não contam com granjas comerciais.

Contudo, pelos acordos internacionais firmados entre as agências de vigilância sanitária de outros países, está prevista a suspensão automática – sem necessidade de anúncio formal – das seguintes nações:

  • Rússia;
  • Sri Lanka;
  • Bolívia;
  • Paquistão;
  • Peru;
  • República Dominicana; e
  • Marrocos

Fávaro reforçou que além dos casos confirmados de gripe aviária na granja de Montenegro e no zoológico de Sapucaia do Sul, outros três estão em análise em Ipomirim (SC), Aguiarnópolis (TO) e Salitre (CE).

“Nos casos já confirmados do zoológico e da granja comercial em Montenegro, imaginamos que o vírus tenha vindo de rotas migratórias de aves silvestres, mas ainda não sabemos se é o mesmo vírus em ambos os lugares”, disse o ministro.

Reforço orçamentário

Fávaro negou que o Mapa buscará reforço orçamentário para o enfrentamento específico da gripe aviária. Segundo ele, o que está em pauta é o pedido de recursos extras para o combate de quatro emergências sanitárias em voga no país: a monilíase do cacau, vassoura-de-bruxa da mandioca, mosca-das-frutas e a gripe aviária.

“Talvez englobaremos essas quatro emergências em uma só e faremos o pedido de reforço orçamentário, que será pequeno, e decorre mais da dificuldade de combate e deslocamento de pessoal para lugares mais afastados, como os da Região Norte.”

O ministro defendeu, ainda, a criação de um Fundo Nacional para a Questão Sanitária, voltado a indenizar produtores afetados por crises como a gripe aviária. Para o chefe da pasta, o amparo seria custeado por recursos privados, de entidades representativas do agronegócio, e pelo próprio governo.

“Defendo que se agilize no Conresso Nacional esse tema e a posteior sanção presidencial porque crises dessa natureza estão cada vez mais constantes e vorazes”, considerou.



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