domingo, maio 24, 2026

Agro

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Nove municípios são investigados por casos de gripe aviária



O painel Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN) mantido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e atualizado duas vezes ao dia mostra, até o momento, nove municípios com investigação em andamento de possível caso de gripe aviária.

Nos locais, já foram feitas coletas de amostras que ainda não possuem resultado laboratorial conclusivo. São eles:

  1. Triunfo (RS): criação doméstica (subsistência)
  2. Gaurama (RS): criação doméstica (subsistência)
  3. Derrubadas (RS): silvestre – vida livre
  4. Chapecó (SC): criação doméstica (subsistência)
  5. Ipumirim (SC): criação doméstica (comercial)
  6. Garopaba (SC): silvestre – vida livre
  7. Salitre (CE): criação doméstica (subsistência)
  8. Aguiarnópolis (TO): criação doméstica (comercial)
  9. Eldorado do Carajás (PA): criação doméstica (subsistência)

Os municípios de Estância Velha, no Rio Grande do Sul; Nova Brasilândia, em Mato Grosso; e Gracho Cardoso, em Sergipe; todos com criação de aves de subsistência, constavam no sistema na segunda-feira (19), mas os testes descartaram a existência da doença.

Até o momento, o sistema informa que foram feitas 3.971 investigações de suspeitas de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, cujas doenças-alvo são Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

Transparência brasileira

Em coletiva de impresa no início da noite dessa segunda-feira (19), o ministro do Mapa, Carlos Fávaro, disse confiar que pela transparência com que o governo brasileiro conduz o caso é que a confiança de todos os compradores de carne de frango, ovos e derivados será reconquistada.

“O Brasil é o único país do mundo que mantém um sistema atualizado duas vezes ao dia com casos confirmados e em investigação de gripe aviária. Todo o mundo pode acompanhar passo a passo a forma como estamos lidando com o problema”, declarou.

‘Gripe aviária chegou tarde ao país’

Fávaro também fez questão de ressaltar que os primeiros reportes oficiais de circulação do vírus da gripe aviária no mundo datam de 2006 e foram necesários quase 20 anos para que a doença se estabelecesse no Brasil, tamanha a robustez do sistema sanitário nacional.

“Esse vírus só entrou no plantel brasileiro agora. Depois que chegou às aves silvestres, com casos no Espírito Santo e em São Paulo, demorou cerca de dois anos para ser detectado em granjas comerciais. Em outros países, esse intervalo foi muito mais curto”, finalizou o ministro.



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confira a cotação e os preços do mercado atacadista



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negócios saindo abaixo das referências médias.

Para o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a expectativa ainda é de continuidade do movimento de queda no curto prazo, em linha com a boa disponibilidade de animais para o abate no decorrer de maio.

De acordo com ele, o mercado segue apreensivo, acompanhando eventuais desdobramentos do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) registrado em granja comercial no munícipio gaúcho de Montenegro.

“O protocolo sanitário é seguido à risca. Mantendo o cenário atual, o fluxo normal deve ser reestabelecido entre 28 e 60 dias”, assinalou Iglesias.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 302,50 — ontem: R$ 304,83
  • Goiás: R$ 287,14 — na terça: R$ 288,75
  • Minas Gerais: R$ 291,65 — anteriormente: R$ 293,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 300,57 — antes: R$ 300,91
  • Mato Grosso: R$ 298,04 — ontem: R$ 298,38

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta queda em seus preços. O ambiente de negócios ainda sugere por novos recuos no curto prazo, considerando o consumo mais discreto durante a segunda quinzena do mês, o que torna a reposição entre atacado e varejo mais lenta.

“A preferência de boa parte da população por proteínas mais acessíveis é uma tendência incontestável em 2025”, pontuou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,90 por quilo, o dianteiro foi cotado a R$ 19,00 por quilo, queda de R$ 0,40. Já a ponta de agulha ainda é cotada a R$ 17,80, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,47%, sendo negociado a R$ 5,6406 para venda e a R$ 5,6386 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6406 e a máxima de R$ 5,6386.



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Paraná e Rio Grande do Sul lideram preços de soja; confira as cotações no Brasil



O mercado brasileiro de soja teve uma quarta-feira (21) marcada por preços firmes, com cotações de estáveis a mais altas nas principais praças de comercialização. De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os negócios avançaram com bom volume, impulsionados pela alta registrada na Bolsa de Chicago e pela valorização dos prêmios nos portos.

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“Houve vendas tanto para exportação quanto para a indústria, com uma demanda mais forte nesta sessão”, disse Silveira. Ele também destacou a realização de contratos antecipados para a safra de 2026, indicando um cenário de maior otimismo por parte dos produtores.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 126,00 para R$ 129,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 132,50 para R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 114,00 para R$ 115,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 117,50 para R$ 118,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 117,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram o dia em alta. O mercado refletiu preocupações com o excesso de chuvas na Argentina, que podem causar prejuízos às lavouras, além da valorização de outras commodities como o trigo e o milho, e a queda do dólar frente a outras moedas.

Apesar de alguns atrasos pontuais, o plantio nos Estados Unidos segue adiantado em relação à média dos últimos anos. As chuvas recentes no Meio-Oeste também contribuem positivamente para o desenvolvimento das lavouras em estágio inicial.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 9,75 centavos de dólar, a US$ 10,62 3/4 por bushel. A posição novembro subiu 8,75 centavos, sendo cotada a US$ 10,59 por bushel.

No mercado de subprodutos, o farelo com vencimento em julho avançou US$ 1,50, atingindo US$ 294,10 por tonelada. O óleo de soja para julho teve alta de 0,33 centavo, cotado a 49,83 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial fechou em baixa de 0,47%, negociado a R$ 5,6406 para venda e R$ 5,6386 para compra. Ao longo do dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,6406 e a máxima de R$ 5,6386.



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Avicultura baiana reforça medidas sanitárias contra gripe aviária



Com o surto de gripe aviária registrado em pelo menos cinco estados do país nos últimos dias, entidades representativas da avicultura estão em alerta e reforçando, junto aos produtores, a continuidade dos protocolos de segurança sanitária nos aviários da Bahia.

O estado está entre os 10 maiores estados do país em número de rebanho de galináceos. Em 2024, foi registrado o abate de mais de 130 milhões de animais, segundo dados da Pesquisa Trimestral de Abate de Animais, do IBGE.

De acordo com a Associação Baiana de Avicultura (ABA), até o momento não há nenhum caso confirmado ou suspeito no estado.

No entanto, diante do atual cenário no país por causa da gripe aviária e da preocupação dos produtores, as medidas de prevenção e controle sanitário foram reforçadas.

“Aos nossos associados, nós já mandamos comunicados para eles solicitando que eles fiquem ainda mais atentos, que eles possam aplicar todos os protocolos e que pessoas que não estão envolvidas na criação das aves, elas não podem mais visitar esses galpões. Então, nós temos monitorado e nós estamos acompanhando todo esse movimento que tem acontecido”, disse a presidente da ABA em entrevista ao Canal Rural Bahia.

Além disso, Jordana reforçou que a população não precisa se preocupar com a transmissão da doença.

“Esses últimos dias, estão sendo realmente no qual estamos atentos, mas a população pode continuar consumindo normalmente frango e ovos, porque não tem como H5N1 ser transmitida. Vocês podem consumir tranquilamente, porque não há como transmitir do animal para o humano. Então, podem ficar tranquilos e aqui na Bahia nós não temos nenhum caso e estamos atentos, monitorando.”, finalizou.

O diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Paulo Sérgio Luz, alerta que, após conhecimento por qualquer meio, o produtor deverá fazer contato imediato com o escritório mais próximo da ADAB para adoção das medidas cabíveis.

“Nossas equipes administrativa e técnica seguirão o curso normal, com as atividades programadas de vigilância passiva e estão totalmente preparadas para agirem a qualquer notificação de sintomatologia respiratória e nervosa ou mortalidade das aves, que exigem o atendimento de emergência máxima”, declarou, lembrando que todos os servidores devem se sentir responsabilizados pela mitigação do problema, porém, só o médico veterinário deverá ser o autor da manipulação das aves suspeitas.

Para recebimento de notificações, o órgão informou que criou canais de atendimento ao setor, coordenados pelo Programa de Sanidade Avícola nos telefones: (71) 3194–2098 / 2099 / 99627-9797 ou através do e-mail [email protected] .


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Cortes no Proagro são suspensos por Comissão de Agricultura



Os efeitos de sete resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) com impactos vistos como negativos pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) foram suspensos pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (21).

O Proagro é um instrumento de apoio ao custeio de pequenos e médios produtores rurais afetados por eventos climáticos ou pragas. Segundo o relator, o deputado Tião Medeiros (PP-PR), as alterações promovidas pelo CMN comprometem a efetividade do programa e atingem diretamente os agricultores familiares.

Entre as mudanças criticadas está a redução dos limites de indenização do Proagro Mais: de R$ 22 mil para R$ 9 mil no caso de culturas temporárias, e de R$ 40 mil para R$ 9 mil no caso de culturas permanentes.

Para Medeiros, trata-se de um grave retrocesso na política de proteção de renda no campo. “Essas alterações deixam o agricultor familiar sem alternativas para financiar suas atividades. Sem a cobertura adequada do Proagro, ele é forçado a assumir custos mais altos, inclusive recorrendo a crédito com fornecedores de insumos, o que agrava ainda mais sua vulnerabilidade”, afirmou o parlamentar.

Agora, a proposta segue para análise nas Comissões de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas favorecem início da safra de tabaco


A colheita do tabaco foi encerrada na região administrativa de Pelotas, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (15). Segundo o boletim, a área colhida totalizou 27.363 hectares, com participação de 8.977 produtores e produtividade média de 2.350 quilos por hectare de folhas secas.

Com o fim da colheita, os trabalhos se voltam à preparação da próxima safra. Os produtores iniciaram a elaboração de canteiros e a semeadura de plantas de cobertura, como aveia preta, aveia ucraniana e centeio. A intenção é realizar o plantio direto das mudas de tabaco em seguida.

A comercialização da safra atual foi intensificada nas últimas semanas, impulsionada pelos reajustes negociados nos preços do tabaco seco. “Os produtores aceleraram o envio das cargas às empresas compradoras”, informa a Emater. Os preços praticados variaram entre R$ 300,00 e R$ 350,00 por arroba, conforme a tabela de classificação do produto. Apesar do aumento nas entregas, os valores permanecem abaixo dos registrados nas primeiras negociações da safra 2024/2025.

Na região de Santa Rosa, técnicos das empresas fumageiras estão visitando produtores para o encaminhamento de pedidos de insumos e seguro climático. Em algumas propriedades, os produtores começaram a remontar as piscinas onde as mudas serão criadas. A comercialização da safra anterior foi praticamente concluída, com preços entre R$ 16,00 e R$ 17,00 por quilo — cerca de R$ 2,00 a menos que no ano anterior. “Há expectativa de aumento da área plantada para a próxima safra”, aponta o informativo.

Os produtores da Fronteira Noroeste seguem utilizando práticas tradicionais no cultivo. Na fase inicial de desenvolvimento, as mudas são protegidas por túneis baixos. As lavouras de fumo na região estão concentradas nos municípios de Alecrim, Novo Machado e Porto Mauá, próximos ao Rio Uruguai. O cultivo ocorre em pequenas áreas de um a três hectares, geralmente em terrenos declivosos.

Em Soledade, no município de Rio Pardo, muitos produtores mantêm parte da produção estocada, aguardando preços mais favoráveis. As empresas compradoras, por sua vez, têm adquirido apenas os volumes estimados no plantio. O preparo do solo já está em andamento, incluindo a construção de canteiros, camalhões e a semeadura de plantas de cobertura.

Segundo a Emater, “o desenvolvimento da cobertura verde deve melhorar com o retorno das chuvas”. No Baixo Vale do Rio Pardo, após a precipitação registrada em 9 de maio, alguns produtores iniciaram o plantio da nova safra em pequenas áreas.

 





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Chuva ‘no ponto’ e cultivares: safra de soja quebra recorde em MT



A safra de soja 2024/25 consolidou um marco histórico para Mato Grosso, com produtividade média superior a 66 sacas por hectare, superando em 14 sacas o desempenho registrado na temporada anterior. De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o avanço se deve, principalmente, às condições climáticas favoráveis, especialmente em termos de distribuição de chuvas e temperaturas mais amenas ao longo do ciclo da cultura.

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A análise foi apresentada durante a 25ª edição do Encontro Técnico da Soja, promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), em Cuiabá. Segundo avaliação técnica da entidade, a influência direta do clima foi determinante. A última safra contou com melhor volume e distribuição de chuvas, além de temperaturas mais equilibradas, o que favoreceu o desenvolvimento das lavouras. Na comparação com a safra 23/24, que sofreu com ondas de calor, o contraste é evidente.

Cultivares para a soja

Além do clima, a escolha das cultivares se destacou como um dos principais fatores para o bom desempenho das lavouras. Com o objetivo de fornecer subsídios cada vez mais precisos aos produtores, a Fundação MT ampliou sua base experimental e instalou mais de 1.600 parcelas em seis regiões do estado: Sapezal, Nova Mutum, Itiquira, Sorriso, Primavera do Leste e Alta Floresta. Os ensaios fazem parte das vitrines de cultivares da instituição e avaliam o comportamento das variedades em diferentes ambientes de produção.

Um dos destaques foi registrado em Sapezal, onde uma cultivar atingiu impressionantes 93 sacas por hectare em experimento de campo. O resultado reflete tanto o aproveitamento das condições climáticas acima da média quanto o uso de materiais com elevado potencial genético.

A Fundação MT também voltou sua atenção para novas fronteiras agrícolas do estado, como o Vale do Guaporé, o Vale do Araguaia e Alta Floresta, regiões anteriormente voltadas à pecuária ou sistemas integrados. São áreas com características climáticas muito distintas do restante do estado e que exigem abordagens específicas para o cultivo da soja.

Em Alta Floresta, por exemplo, a combinação de chuvas frequentes e baixa radiação solar impõe desafios adicionais ao desenvolvimento das plantas. Mesmo com uma boa distribuição de chuvas ao longo da safra, a limitação de luz reduz a disponibilidade de energia para o crescimento vegetal, exigindo estratégias de manejo ainda mais apuradas. Nesses ambientes, o sucesso da produção depende de decisões cada vez mais personalizadas, baseadas em dados locais e no acompanhamento contínuo das condições climáticas e do comportamento das cultivares.



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Worshop comemora 50 anos da Embrapa Soja


Quando a Embrapa Soja, braço da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, começou seus trabalhos, a produção brasileira do grão era de 12 milhões de toneladas/ano. Em 2025, quando a empresa comemora seus 50 anos, temos um Brasil no topo do ranking mundial, com produção anual de aproximadas 150 milhões de toneladas/ano.

A Embrapa Soja desempenhou papel crucial neste crescimento, com a pesquisa para o desenvolvimento de cultivares adaptadas às condições locais, impulsionando a produtividade, com tecnologia e cuidado ambiental. Hoje a oleaginosa é a maior commodity produzida e exportada do país, tendo registrado nas últimas 5 décadas um aumento de produção de 1000%, em uma área 400% maior.

Os dados são de um dos diversos documentos científicos produzidos pela entidade nestes 50 anos, “Documentos 351 – Indicadores de sustentabilidade da cadeia produtiva da soja no Brasil”, que tem sua sede em Londrina, no Paraná.

Workshop Embrapa Soja

Pesquisadores Embrapa SojaPesquisadores Embrapa Soja
Foto: Divulgação Embrapa Soja

Para compor a agenda de comemorações desta história de sucesso, relembrar, valorizar e discutir os próximos 50 anos, um Workshop vai reunir na cidade do Norte do Paraná produtores, pesquisadores, docentes, autoridades e gestores públicos da cadeia produtiva do grão no Brasil.

Com o tema “Embrapa Soja 50 anos: histórico e perspectivas”, o encontro terá dois painéis: “Desenvolvimento tecnológico e inovação como base para manutenção da sustentabilidade produtiva de soja brasileira” e “Liderança brasileira na produção mundial de soja: papel da Embrapa Soja”.

O evento, presencial, será transmitido ao vivo em rede nacional pela TV e Youtube do Canal Rural. A transmissão tem apoio da Itaipu Binacional; Rizobacter, empresa do grupo Bioceres Crop Solutions; Unity Agro, fertilizantes especiais; e Sementes Jotabasso. Para se inscrever, clique aqui.

Serviço
O que: Workshop Embrapa Soja 50 anos: histórico e perspectiva
Quando: 26 de maio de 2025, das 13h às 18h
Onde: Embrapa Soja – Londrina, Paraná (Rodovia Carlos João Strass, s/nº Acesso Orlando Amaral, Distrito de Warta)

Acione a notificação para ser avisado minutos antes do início do evento:



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Frente fria deve mudar o tempo seco em três estados



Depois de vários dias ensolarados e com baixa umidade no ar, a região da Grande São Paulo começou a ver as mudanças no tempo nesta quarta-feira (21). Isso porque a passagem de uma frente fria pelo litoral paulista trouxe mais umidade, estimulando a formação de muitas nuvens.

De acordo com a Climatempo, o sistema avança também para o Rio de Janeiro e também vai causar muitas mudanças no tempo por lá nos próximos dias. Além disso, a umidade e as condições para chuva tendem a aumentar, também, no Espírito Santo.

Frente fria oceânica

A frente fria que começa a impactar grande parte do Sudeste é do tipo oceânica, conforme a Climatempo. Isso significa que seu maior impacto será nas áreas próximas ao mar. O interior da região, por exemplo, quase não sentirá os seus efeitos, onde o ar quente e seco ainda vai predominar.

Ainda assim, mudanças relevantes no clima estão previstas:

  • Volta a chover no leste de São Paulo: durante esta quinta-feira (22), a umidade aumenta ainda mais no leste do estado de São Paulo. No entanto, praticamente todo o interior paulista vai continuar com o sol e tempo seco, sem expectativa de chuva. A quinta e a sexta-feira serão marcadas por muitas nuvens sobre a Grande São Paulo, com expectativa de chuva a qualquer momento. Assim, essas áreas e também o Vale do Paraíba podem ter chuva com moderada a forte intensidade, mas não necessariamente com raios.
  • Risco de chuva forte: a intensificação dos ventos marítimos que acontece nesta quinta-feira estimula muitas nuvens carregadas pelo litoral de São Paulo. A Climatempo alerta para a ocorrência de chuva forte em vários momentos do dia no litoral sul e na Baixada Santista. A chuva se prolonga por várias horas. Já o litoral norte paulista também terá chuva, mas o risco de tempestades é maior durante a sexta-feira (23). A nebulosidade diminui no leste de São Paulo durante o sábado e o sol volta a aparecer. O tempo deve ficar firme durante o domingo, inclusive na Grande São Paulo.
  • Chuva aumenta no Rio de Janeiro: a nova frente fria avança pelo Rio de Janeiro nesta quinta-feira, mas o Grande Rio e a maioria das áreas fluminenses ainda terá predomínio de sol. Durante a noite pode começar a chuviscar em algumas áreas. Contudo, é necessário atenção na região de Paraty e de Angra dos Reis, municípios onde a chuva já pode cair com moderada a forte intensidade. É na sexta-feira e também no sábado que todo estado do Rio de Janeiro ficará com o tempo instável, com muita nebulosidade e chuva a qualquer hora. Há risco de chuva moderada forte durante a sexta-feira, principalmente nas áreas litorâneas, conforme a Climatempo. Ainda deve chover durante o sábado em todo o estado do Rio, mas o sol volta a predominar durante o domingo.
  • Mais chuva no Espírito Santo: o sol deve predominar sobre o Espírito Santo nesta quinta-feira, apenas com uma possibilidade de chuva moderada no litoral norte capixaba. A nova frente fria que avança pela costa do Sudeste nos próximos dias chega ao estado na sexta-feira. Porém, o maior impacto no litoral será sentido durante o fim de semana. O sábado (24) e o domingo (25 ) serão marcados por muita nebulosidade em todo o Espírito Santo e a chuva volta a cair com frequência, a qualquer hora. O risco de chuva de moderada para forte intensidade é maior durante o domingo. Com aumento da nebulosidade e da chuva, a temperatura volta a ter uma ligeira queda no estado.
  • Tempo seco predomina em Minas Gerais: a passagem da nova pente fria pela costa da Região Sudeste praticamente não terá efeito sobre o estado de Minas Gerais. Assim, não há expectativa de chuva para a grande Belo Horizonte e nem para áreas como Triângulo Mineiro ou noroeste de mineiro.



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licenciamento ambiental é avanço para o agro e o país


A recente aprovação do marco do licenciamento ambiental pela Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal reacende uma das discussões mais importantes para o futuro do Brasil: como conciliar desenvolvimento com preservação.

O Projeto de Lei 2.159/2021 não é uma ameaça ao meio ambiente, como afirmam seus críticos. Ao contrário, representa um passo necessário para preparar o país para o protagonismo que o mundo já lhe atribuiu: ser o grande fornecedor de alimentos do planeta nas próximas décadas.

Segundo projeções da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a produção de alimentos precisará crescer cerca de 60% até 2050 para atender à demanda global. E não há outro país com as condições naturais, tecnológicas e produtivas que o Brasil possui para liderar esse esforço. Afinal, temos água, clima, conhecimento técnico, produtores resilientes e uma agropecuária que, mesmo com adversidades, bate recordes ano após ano.

Mas não haverá futuro sem segurança jurídica, agilidade e racionalidade nos processos de licenciamento. A atual legislação é fragmentada, burocrática, ineficaz e muitas vezes paralisante. Em vez de proteger, ela emperra, afasta investimentos e marginaliza pequenos produtores — sobretudo aqueles que vivem em áreas remotas e dependem da regularização para acessar crédito, assistência técnica e mercados.

Licenciamento inteligente, sem ideologia

O novo marco traz um caminho equilibrado. Preserva rigor para empreendimentos de alto impacto, mas propõe mecanismos simplificados e tecnológicos, como a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), para atividades de baixo risco ambiental. Estimula a transparência, a responsabilidade dos entes federativos e o respeito à legislação. E o mais importante: promove a sustentabilidade com gestão inteligente, não com ideologia.

A crítica de que essa lei abre brechas é, em grande parte, um discurso ancorado no passado. O mundo já entendeu que é possível crescer e preservar. Países desenvolvidos, que no passado devastaram seus recursos, hoje incentivam modelos produtivos sustentáveis — muitos deles inspirados no Brasil, como o Código Florestal e a integração lavoura-pecuária-floresta.

É hora de agirmos com a mesma coragem que tivemos para desbravar fronteiras agrícolas e construir uma agropecuária de vanguarda. Não podemos aceitar que o país que mais preserva seja o que mais se autossabota com barreiras internas criadas por desinformação ou interesses ideológicos. O futuro do Brasil — e do mundo — passa pelo campo.

Por isso, defender o novo marco do licenciamento ambiental é, acima de tudo, um ato patriótico. É defender a sustentabilidade com responsabilidade, sem travas inúteis. É garantir que o Brasil siga alimentando bilhões sem comprometer suas florestas, rios e biomas. Porque o verdadeiro nacionalismo hoje é produzir com consciência, crescer com equilíbrio e preservar com inteligência.

Miguel DaoudMiguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural

Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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