domingo, maio 24, 2026

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Sobe para 11 o número de municípios investigados por gripe aviária



O painel Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN) mantido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) aumentou o número de municípios investigados por casos de gripe aviária de nove para 11 na manhã desta quarta-feira (22).

Concórdia, em Santa Catarina, e Angélica, em Mato Grosso do Sul, ambos com criação de aves domésticas para subsistência, passam a integrar a lista. Em todos os locais, já foram feitas coletas de amostras do vírus, mas ainda não possuem resultado laboratorial conclusivo. São eles:

  1. Triunfo (RS): criação doméstica (subsistência)
  2. Gaurama (RS): criação doméstica (subsistência)
  3. Derrubadas (RS): silvestre – vida livre
  4. Chapecó (SC): criação doméstica (subsistência)
  5. Ipumirim (SC): criação doméstica (comercial)
  6. Garopaba (SC): silvestre – vida livre
  7. Concórdia (SC): criação doméstica (subsistência)
  8. Angélica (MS): criação doméstica (subsistência)
  9. Salitre (CE): criação doméstica (subsistência)
  10. Aguiarnópolis (TO): criação doméstica (comercial)
  11. Eldorado do Carajás (PA): criação doméstica (subsistência)

Os municípios de Estância Velha, no Rio Grande do Sul; Nova Brasilândia, em Mato Grosso; e Gracho Cardoso, em Sergipe; todos com criação de aves de subsistência, constavam no sistema na segunda-feira (19), mas os testes descartaram a existência da doença.

Até o momento, o sistema informa que foram feitas 3.976 investigações de suspeitas de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, cujas doenças-alvo são Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

Transparência brasileira

Em coletiva de impresa ma última segunda-feira (19), o ministro do Mapa, Carlos Fávaro, disse acreditar que pela transparência com que o governo brasileiro conduz o caso, confia que todos os compradores de carne de frango, ovos e derivados será reconquistada.

Reflexo disso é que a pasta anunciou nesta quinta que Rússia, Bielorrússia, Armênia e Quirguistão decidiram retirar a suspensão do país todo e reduziram a restrição de compra de frango e derivados apenas para o estado do Rio Grande do Sul.

“O Brasil é o único país do mundo que mantém um sistema atualizado duas vezes ao dia com casos confirmados e em investigação de gripe aviária. Todo o mundo pode acompanhar passo a passo a forma como estamos lidando com o problema”, declarou.

‘Gripe aviária chegou tarde ao país’

Fávaro também fez questão de ressaltar que os primeiros reportes oficiais de circulação do vírus da gripe aviária no mundo datam de 2006 e foram necesários quase 20 anos para que a doença se estabelecesse no Brasil, tamanha a robustez do sistema sanitário nacional.

“Esse vírus só entrou no plantel brasileiro agora. Depois que chegou às aves silvestres, com casos no Espírito Santo e em São Paulo, demorou cerca de dois anos para ser detectado em granjas comerciais. Em outros países, esse intervalo foi muito mais curto”, finalizou o ministro.



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Produção de tomate cereja entra em entressafra em Feliz (RS)



Broca e larva-minadora seguem na região de Feliz




Foto: Canva

A produção de tomate cereja passa por um período de entressafra no município de Feliz, na região de Lajeado, conforme informado pela Emater/RS-Ascar no boletim conjuntural divulgado na última quinta-feira (15). O cultivo ocorre ao longo de todo o ano, majoritariamente em ambientes protegidos, como estufas, para garantir a continuidade da produção.

As lavouras seguem em fase de desenvolvimento e floração. Segundo o informativo, não foram registrados casos de pragas ou doenças nos últimos dias, embora a broca e a larva-minadora continuem sendo as ocorrências mais frequentes na região.

O tomate cereja está sendo comercializado entre R$ 8,00 e R$ 10,00 o quilo. Os preços se mantêm estáveis mesmo durante o intervalo de produção, refletindo a constância da demanda pelo produto.





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Veja os senadores que votaram contra o novo marco do licenciamento ambiental



O Senado aprovou nessa quarta-feira (21), com 54 votos favoráveis e 13 contrários, o projeto de lei (PL 2.159/2021) que estabelece um novo marco legal para o licenciamento ambiental no Brasil.

A proposta determina as diretrizes para o licenciamento ambiental e sua aplicação pelos órgãos responsáveis, além de flexibilizar a necessidade da licença em alguns casos.

Como o texto foi alterado pelos senadores, ele retorna à Câmara dos Deputados para nova análise. A proposta está em discussão há 21 anos, tendo tramitado 17 anos na Câmara dos Deputados e quatro anos no Senado.

Senadores contrários

Considerado uma vitória ao agronegócio e a outros setores produtivos por permitir que atividades sejam expandidas de forma menos burocrática, o novo marco ficou longe de ser unanimidade, um dos fatores que justifica as mais de duas décadas de imbróglio. Veja os 13 senadores que votaram contra:

  • Ana Paula Lobato (PDT) — Maranhão
  • Augusta Brito (PT) — Ceará
  • Beto fato (PT) — Ceará
  • Eliziane Gama (PSD) — Maranhão
  • Fabiano Contarato (PT) — Espírito Santo
  • Humberto Costa (PT) — Pernambuco
  • Jaques Wagner (PT) — Bahia
  • Jorge Kajuru (PSB) — Goiás
  • Leila Barros (PDT) — Distrito Federal
  • Mara Gabrili (PSD) — São Paulo
  • Paulo Paim (PT) — Rio Grande do Sul
  • Rogério Carvalho (PT) — Sergipe
  • Teresa Leitão (PT) — Pernambuco

Dispensa de licenciamento

O texto aprovado dispensa de licenciamento ambiental atividades que não ofereçam risco ambiental ou que precisem ser executadas por questão de soberania nacional ou de calamidade pública.

Além disso, isenta de licenciamento os empreendimentos agropecuários para cultivo de espécies de interesse agrícola, além de pecuária extensiva, semi-intensiva e intensiva de pequeno porte.

Foi instituída ainda a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), destinada a atividades ou empreendimentos de pequeno ou médio porte e de baixo ou médio potencial poluidor.

A licença poderá ser expedida mediante uma autodeclaração de adesão e compromisso do empreendedor, com os requisitos preestabelecidos pela autoridade licenciadora.

‘Clareza, eficiência e justiça’

A relatora do projeto, senadora Tereza Cristina (PP-MS), disse que o objetivo da proposta é licenciar as obras no país com mais clareza, eficiência e justiça. Segundo ela, o marco regulatório atual, com regras sobrepostas, trava iniciativas importantes e desestimula investimentos responsáveis.

“A proposta não enfraquece o licenciamento ambiental, muito pelo contrário. Ela reafirma o compromisso com o rigor técnico, exige estudos de impacto ambiental, audiências públicas e avaliações trifásicas para grandes obras. E até dobra a pena para quem desrespeitar a legislação”, disse, salientando que hoje existem mais de 27 mil normas ambientais no país.

Contrária ao projeto, a senadora Leila Barros (PDT-DF) lembrou que a defesa do meio ambiente é uma exigência da comunidade internacional.

“O Brasil hoje vive neste momento uma reconquista de sua credibilidade ambiental. Essa imagem positiva se converte em oportunidades reais para nosso país, em termos diplomáticos e econômicos”, alertou.

Aumento de penalidades

Atualmente, a legislação estabelece que o crime de construir ou reformar obras ou serviços poluidores sem licença ambiental gera pena de prisão de um a seis meses. Os senadores aumentaram a pena para seis meses a dois anos ou multa, ou ambas cumulativamente.

“Crime ambiental continua sendo crime, não estamos mudando nada. E a supressão de qualquer vegetação nativa sem licença continua sendo proibida”, disse Tereza Cristina.

Nota do Ministério do Meio Ambiente

Em nota divulgada nessa quarta-feira (21), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) diz que o PL representa desestruturação significativa do regramento existente sobre o tema e representa risco à segurança ambiental e social no país.

“A proposta terá impacto negativo para a gestão socioambiental, além de provocar, possivelmente, altos índices de judicialização, o que tornará o processo de licenciamento ambiental mais moroso e oneroso para a sociedade e para o Estado brasileiro”, avalia o MMA.

Segundo a pasta, um dos pontos mais críticos do PL é a aplicação da Licença por Adesão e Compromisso, modalidade simplificada de licenciamento baseada na autodeclaração do empreendedor.

“Na prática, o texto permitiria o uso da LAC para um percentual expressivo de empreendimentos que atualmente são licenciados. Além disso, esses empreendimentos seriam monitorados por amostragem, dispensando a necessidade de fiscalização, pelo órgão ambiental, de todos os empreendimentos licenciados por essa modalidade”, diz a nota.

Organizações ambientais sustentam que o projeto representa o maior retrocesso em matéria de legislação ambiental desde a Constituição de 1988.

Para o comentarista do Canal Rural Miguel Daoud, o Projeto de Lei 2.159/2021 não é uma ameaça ao meio ambiente, como afirmam seus críticos. “Ao contrário, representa um passo necessário para preparar o país para o protagonismo que o mundo já lhe atribuiu: ser o grande fornecedor de alimentos do planeta nas próximas décadas”, enfatiza.

Segundo ele, a atual legislação que o Projeto de Lei visa substituir é fragmentada, burocrática, ineficaz e até paralisante. “Em vez de proteger, ela emperra, afasta investimentos e marginaliza pequenos produtores — sobretudo aqueles que vivem em áreas remotas e dependem da regularização para acessar crédito, assistência técnica e mercados”, considera.

*Com informações da Agência Brasil



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celebra bioeconomia, sustentabilidade e inovação no Amapá


Começou nesta quarta-feira (21), em Macapá (AP), o Inova Amazônia Summit 2025, o maior evento de bioeconomia da região Norte. A abertura aconteceu na sede do Sebrae Amapá com apresentações culturais e discursos que emocionaram o público. A cantora amapaense Patricia Bastos encantou os presentes, marcando o início de uma programação intensa que segue até sexta-feira (23).

O evento tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento sustentável da Amazônia, conectando inovação, empreendedorismo verde e valorização da biodiversidade local.

Bioeconomia na prática: negócios que preservam e geram renda

O Inova Amazônia Summit é uma iniciativa estratégica para fortalecer micro e pequenos empreendedores que atuam com foco na sustentabilidade. Estão sendo apresentados produtos e serviços que vão de alimentos regionais e cosméticos naturais até soluções tecnológicas baseadas em insumos da floresta.

Durante a abertura do evento, Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae Nacional, destacou o potencial da região e a importância de pensar grande.

“A gente tem que pensar grande. Pensar pequeno dá o mesmo trabalho. Então, vamos pensar grande, ter mais entusiasmo para extrapolar os limites, criar, inovar e fazer diferente”, afirmou Quick.

Além disso, Quick também ressaltou que o evento é muito mais que um encontro regional — é o pontapé inicial para a COP30, que acontece neste ano, em Belém (PA).

Programação especial e conexões de impacto

Pela primeira vez em Macapá, o Inova Amazônia Summit traz uma programação diversificada que inclui oficinas, palestras, feira de negócios e atrações culturais como Carlinhos Brown. O evento busca inspirar e preparar os empreendedores da região para os desafios e oportunidades do mercado verde; sempre com o olhar voltado ao futuro.

A edição de 2025 também marca o início do caminho rumo à COP30, que será realizada ainda este ano em Belém (PA), consolidando o papel da Amazônia como protagonista global na pauta ambiental.

A equipe do Porteira Aberta Empreender acompanha tudo de perto em Macapá, com cobertura especial para o Canal Rural.



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O que muda no setor de soja com a aprovação da Lei do Licenciamento Ambiental?



A aprovação da Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021), nesta quarta-feira (21), pelo Senado Federal, pode representar um marco para o agronegócio brasileiro, com reflexos diretos na cadeia de soja. O texto, que unifica e simplifica as regras para a concessão de licenças ambientais, segue agora para nova análise na Câmara dos Deputados.

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Embora a proposta não altere diretamente o trâmite para desmatamento de novas áreas agrícolas, ela é vista com entusiasmo por lideranças do setor como uma medida que destrava investimentos essenciais para o avanço da soja. Estradas, armazéns, agroindústrias, usinas de etanol e até corredores logísticos como a Ferrogrão poderão sair do papel com mais rapidez.

Para Lucas Beber, presidente da Aprosoja Mato Grosso, a nova legislação representa um salto de competitividade. ”As pessoas tentam sempre induzir ao desmatamento, mas o PL não trata disso. Ele centraliza mais de cem normas perdidas e moderniza o país. Vai destravar obras estruturantes que vão baratear custos, acelerar o escoamento da produção e fortalecer o produtor rural”, explica.

Ele destaca que a soja será diretamente beneficiada com a possível viabilização da Ferrogrão, ferrovia estratégica para Mato Grosso. ”Só ela pode economizar R$ 8 bilhões por ano em frete e gerar mais de 6 mil empregos. É disso que estamos falando: tornar o Brasil competitivo sem perder o critério ambiental”, reforça Beber.

Outro impacto citado é a facilitação no licenciamento de fontes de energia limpa, como solar e eólica, amplamente usadas no campo. Com mais energia disponível e barata, o produtor rural ganha autonomia, reduz custos e pode ampliar sua capacidade produtiva, inclusive nas áreas mais remotas.

Para o setor da soja, a mensagem é direta e clara: menos burocracia, mais eficiência, mais infraestrutura e, principalmente, mais condições para que o Brasil avance com segurança jurídica e ambiental. Mesmo com a necessidade de nova votação na Câmara, o sentimento entre os produtores é de que o país está mais perto de destravar todo o seu potencial agrícola.



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Suínos tem pequenas alterações de preço no mês de maio



De acordo com os dados do Cepea, os produtos provenientes da carne suína avançaram a segunda quinzena do mês de maio com pequenas variações de preços. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína se desvalorizou levemente nos últimos dias.

Isso reflete o enfraquecimento da demanda doméstica proveniente do menor poder de compra neste período do mês. Diante disso, com a intenção de manter a liquidez e evitar acúmulo de estoque, o setor costuma reajustar os preços para baixo.

No balanço de maio as médias seguem acima das do mês anterior. Em relação ao primeiro caso confirmado de Influenza Aviária em uma granja avícola comercial, registrado na última quinta-feira (16) no município de Montenegro (RS), agentes da suinocultura consultados pelo Cepea relatam atenção redobrada e certa apreensão. 

Conforme o Centro de Pesquisas, isso ocorre devido a eventuais alterações na oferta doméstica de carne de frango que podem impactar os preços da carne suína, dada a relação de concorrência entre as proteínas.

*Sob supervisão do jornalista Victor Faverin



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Gripe aviária tem impactado mais o preço do boi que o do frango



Com a ocorrência do caso de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil a cautela dos operadores de tanto para os os setores de carnes como também de grãos. O levantamento do Cepea mostra que, após uma semana de confirmação, o mercado interno da carne de frango não sofreu grandes alterações na oferta. 

De 15 a 20 de maio, o frango resfriado no atacado da Grande São Paulo desvalorizou 1%, conforme aponta o instituto. A justificativa seria o enfraquecimento da demanda na segunda quinzena, como típico para o período. Já para os suínos, o ritmo de queda foi ainda mais leve. O preço da carcaça especial caiu 0,5% da última quinta até essa terça (20). 

Por outro lado, a cotação da carcaça casada bovina recuou fortemente, em 3,7% no atacado da Grande São Paulo. Também neste mercado, os preços dos animais para abate e da carne vinham em baixa, mas as quedas a partir da sexta-feira se intensificaram.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a desvalorização se dá, principalmente, devido às vendas fracas da proteína na segunda quinzena e também à pressão por parte dos frigoríficos na compra de novos lotes. Isso que sinaliza que o mercado pecuário está refletindo de forma intensa os impactos de eventual aumento da oferta interna de carne de frango.

*Sob supervisão do jornalista Victor Faverin



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de rúcula mantém ritmo em área reduzida



Pequenos produtores mantêm oferta de rúcula




Foto: Pixabay

Na cidade de Feliz, localizada na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, a produção de rúcula segue restrita a pequenas áreas, com foco no atendimento de mercados já consolidados. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (15).

De acordo com o boletim, a cultura é conduzida por meio de um sistema intensificado de plantio, o que possibilita até 10 ciclos de produção por ano. “Alguns produtores mantêm os cultivos apenas para o mercado consolidado”, destaca a Emater.

Até o momento, não foram registrados problemas fitossanitários nas lavouras monitoradas. A rúcula, no entanto, é considerada suscetível à podridão-da-raiz, causada por Pythium spp., o que exige atenção contínua dos agricultores.

A dúzia do produto está sendo comercializada a R$ 10,00 tanto em redes de supermercados quanto na Ceasa da região.





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Na primeira semana, gripe aviária impacta mais o preço do boi que o do frango



Com a ocorrência do caso de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil a cautela dos operadores de tanto para os os setores de carnes como também de grãos. O levantamento do Cepea mostra que, após uma semana de confirmação, o mercado interno da carne de frango não sofreu grandes alterações na oferta. 

De 15 a 20 de maio, o frango resfriado no atacado da Grande São Paulo desvalorizou 1%, conforme aponta o instituto. A justificativa seria o enfraquecimento da demanda na segunda quinzena, como típico para o período. Já para os suínos, o ritmo de queda foi ainda mais leve. O preço da carcaça especial caiu 0,5% da última quinta até essa terça (20). 

Por outro lado, a cotação da carcaça casada bovina recuou fortemente, em 3,7% no atacado da Grande São Paulo. Também neste mercado, os preços dos animais para abate e da carne vinham em baixa, mas as quedas a partir da sexta-feira se intensificaram.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a desvalorização se dá, principalmente, devido às vendas fracas da proteína na segunda quinzena e também à pressão por parte dos frigoríficos na compra de novos lotes. Isso que sinaliza que o mercado pecuário está refletindo de forma intensa os impactos de eventual aumento da oferta interna de carne de frango.



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‘Transferência de Embriões’ fortalece produção de leite de pequenos criadores no Ceará



A rotina nas pequenas propriedades rurais do Sertão Central do Ceará tem mudado com a chegada de uma tecnologia antes restrita aos grandes criadores. 

A técnica de Transferência de Embriões (TE) vem mudando o perfil genético do rebanho leiteiro e elevando a produção nas pequenas propriedades da região. 

Municípios como Solonópole, Milhã e Senador Pompeu já colhem os primeiros frutos.

O projeto, iniciado em 2023, realiza inseminações com alto índice de sucesso.

Só em 2024, Solonópole registrou 130 matrizes inseminadas. 

O projeto realizado pelo Sebrae/CE, em parceria com a FAEC-Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), Senar, Sinrural e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), vem se revelando um autêntico caso de sucesso no aprimoramento genético do rebanho da região.

A técnica permite aproveitar a genética de fêmeas e machos superiores para gerar animais mais produtivos, resistentes e adaptados ao clima local.

Atualmente, o custo da prenhez gira em torno de R$ 480, mas os produtores recebem subsídio, facilitando o acesso à tecnologia de ponta.

Cada embrião transferido representa um salto genético de pelo menos duas gerações.

Tecnologia acessível e impacto rápido

Com o uso da MOTE (Múltipla Ovulação e Transferência de Embriões), doadoras selecionadas têm seus oócitos (células germinativas femininas) coletados e fecundados com sêmen de touros de alta performance. 

Os embriões são cultivados em laboratório até atingir o estágio adequado para transferência. 

“É uma iniciativa que vem impactando diretamente para a evolução do rebanho local, porque a partir da implantação dessa tecnologia, os produtores conseguiram ampliar o nível genético do plantel de suas propriedades, possibilitando assim melhores ganhos”, diz  Cleverson Carlos, articulador do Sebrae Regional Sertão Central.

A expectativa é ousada: beneficiar mil produtores e introduzir 3 mil animais melhorados em três anos, aumentando em até 25% a produção de leite no estado.

“A nossa expectativa é de que esse melhoramento genético adicione cerca de 500 mil litros de leite por dia à produção cearense, o que representa um incremento de 25% na produção do Estado”, afirma Amílcar Silveira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC).

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Produtores já sentem a diferença

Edgar Ribeiro, produtor da região, elogia a iniciativa que vem sendo realizada, com a participação do Sebrae/CE.

De acordo com Ribeiro, o projeto irá aprimorar a genética do rebanho e aumentar a eficiência produtiva e reprodutiva das propriedades.

Beto Pinheiro, também produtor, ressalta que com a identificação das doadoras, que são selecionadas dentre as fêmeas, é possível garantir uma boa genética e características desejadas para os futuros animais.

Além disso, a tecnologia também devolve confiança e competitividade ao pequeno produtor.

Portanto, com mais leite no tanque e genética de ponta no curral, aumenta a renda e a autoestima do homem do campo.



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