sábado, maio 23, 2026

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Manejo no corte de soqueira: estratégia para canaviais



O manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente



Diante desse cenário, o manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente
Diante desse cenário, o manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente – Foto: Canva

Segundo Tiago Zucchi, fundador da MAVEZ Assessoria, o corte de soqueira é um dos momentos mais críticos para o canavial. As feridas deixadas na planta tornam-na mais suscetível à entrada de patógenos e ao estresse, fatores que podem comprometer tanto a brotação quanto o vigor da lavoura.

Diante desse cenário, o manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente. Essa prática visa estimular a brotação, reduzir o estresse pós-corte e controlar pragas e doenças, promovendo mais sustentabilidade e longevidade ao canavial. Entre os principais agentes biológicos utilizados estão Bacillus spp., que produz antibióticos naturais e biofilmes protetores; Trichoderma spp., com ação antagônica a fungos fitopatogênicos; Pseudomonas spp., que solubiliza fósforo e libera compostos voláteis; além de microrganismos que atuam como indutores de resistência, fortalecendo as defesas da planta.

No entanto, Zucchi alerta para os desafios desse manejo. O ambiente do corte é extremamente hostil aos bioinsumos, devido à alta radiação ultravioleta, baixa umidade e à liberação de exsudatos vegetais, que podem favorecer microrganismos oportunistas. Além disso, é fundamental garantir a sincronia entre a aplicação dos bioinsumos e a retomada da atividade metabólica da planta, bem como verificar a compatibilidade dos biológicos com outros defensivos utilizados na lavoura.

“Lembre-se: manejar biologicamente o corte de soqueira é manejar um sistema vivo, interconectado e responsivo – deve ser feito com parcimônia e inteligência. Afinal, o manejo biológico da soqueira não começa no corte… Começa na busca pela produtividade sustentável de quem aplica!”, conclui.

 





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Veja as cotações do boi gordo e os preços do atacado hoje



O mercado físico do boi gordo teve preços acomodados na maioria das regiões nesta terça-feira (27).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos já não estão mais com tanto espaço para pressionar os preços junto aos pecuaristas.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 304
  • Goiás: R$ 286,07
  • Minas Gerais: R$ 289,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 301,02
  • Mato Grosso: R$ 298,78

Mercado atacadista

O mercado atacadista voltou a registrar preços estáveis para a carne bovina. O ambiente de negócios sugere por recuo das cotações, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,90 por quilo, o dianteiro segue no patamar de R$ 19,00 por quilo e ponta de agulha ainda é precificada a R$ 17,80, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,52%, sendo negociado a R$ 5,6457 para venda e a R$ 5,6437 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6413 e a máxima de R$ 5,6718.



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Ministro da Agricultura anuncia que foco de gripe aviária está contido



O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Carlos Fávaro, anunciou que o foco da gripe aviária, identificado no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, está contido.

A fala foi feita durante audiência pública, nesta terça-feira (27), na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado.

“Apesar de estarmos no quinto dia útil depois da desinfecção total da granja e 15 dias do aparecimento do foco, eu posso assegurar com muita tranquilidade que o foco de Montenegro está contido”, afirmou.

O ministro ressaltou que o episódio mostrou a eficácia do sistema sanitário do país. Segundo a pasta, no raio de 10 quilômetros da granja afetada, foram identificados 540 estabelecimentos rurais, e todos já foram vistoriados, sendo que além da granja do foco, mais dois atuam com avicultura comercial.

“O principal ponto que temos que ressaltar foi a capacidade do bloqueio desse foco. Imediatamente se instalou sete barreiras sanitárias e medidas de proteção aos trabalhadores. Ontem (segunda-feira), 21 casos estavam em investigação e dez já descartados hoje. Tínhamos duas granjas e, agora, só uma em investigação”, informou.

O ministro disse que em pouco mais de 20 dias o Brasil deverá anunciar que o país está livre da doença. O prazo se deve a questões sanitárias.

“Passados 28 dias desse período [de identificação do caso mais recente], que é incubatório do vírus, nós vamos de novo anunciar o Brasil livre de gripe aviária, e a tendência, muito forte, de que isso vai acontecer nos próximos 23 dias”, anunciou.

Após o aparecimento do foco, 24 países decidiram suspender a importação de carne e ovos do Brasil por questões sanitárias. Desses, 13 restringiram a compra apenas das aves e dos ovos produzidos no Rio Grande do Sul.

Fávaro disse que com o anúncio de que o país ficou livre da doença, deve ser retomada a normalidade das exportações. “Vamos avançar na repactuação com todos os países que restringiram a compra.”

O ministro comparou o caso do Brasil, que abateu 17 mil aves, após a descoberta do foco, com casos de gripe aviária nos Estados Unidos. Lá, dois dias antes da confirmação da gripe no Brasil, um foco da doença provocou o abate de 700 mil aves.

“Se tivesse escapado esse foco em Montenegro para outras regiões do país, teríamos outros casos de mortalidade. Novos casos letais poderiam surgir em 4 ou 5 dias, mas isso não foi registrado. Ao não ter [ocorridos novos casos], passados 15 dias, isso mostra a capacidade do sistema de controle sanitário brasileiro e de como ele funcionou”, disse.

“O vírus da gripe aviária circula no mundo há pelo menos 30 anos. Há 19 anos já tem registros em granjas comerciais, e o Brasil, nesse período, se tornou o único grande produtor mundial de carne e ovos não tendo o vírus dentro dos seus plantéis comerciais, e isso não é coincidência”, afirmou.

Segundo o Ministério da Agricultura, carnes e ovos podem ser consumidos com segurança, desde que preparados adequadamente.



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Soja perde a força ao longo do dia com dólar firme e EUA acelerados; saiba as cotações de hoje



O mercado brasileiro de soja teve um dia de preços mistos e fraca movimentação nesta terça-feira (27). De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário refletiu a estabilidade observada tanto na Bolsa de Chicago quanto na cotação do dólar, que apresentaram variações pouco expressivas. A ausência de grandes players, como tradings e produtores, também contribuiu para o baixo volume de negócios.

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Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 128,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 129,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 129,50 para R$ 128,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 119,00 para R$ 119,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 118,00 para R$ 117,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sessão de ontem com leve alta, refletindo um mercado ainda cauteloso após o feriado nos Estados Unidos. O anúncio sobre o adiamento de tarifas referente aos produtos da União Europeia deu sustentação inicial às cotações.

Com o passar do dia, porém, o mercado perdeu força diante da valorização do dólar frente a outras moedas e da retração dos preços do petróleo. Investidores seguem atentos à evolução das lavouras americanas, com plantio avançando em ritmo superior à média dos últimos anos.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará às 17h o novo relatório de condições das lavouras, com dados atualizados sobre a semeadura nos principais estados produtores.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho encerraram com alta de 2,25 centavos de dólar (0,21%), cotados a US$ 10,62 1/2 por bushel. A posição novembro subiu 0,25 centavo (0,02%), fechando em US$ 10,50 3/4 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo para julho teve leve alta de US$ 0,10 (0,03%), para US$ 296,30 por tonelada. O óleo com vencimento em julho avançou 0,22 centavo (0,44%), para 49,57 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar

O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,52%, cotado a R$ 5,6457 na venda e R$ 5,6437 na compra. A moeda americana oscilou entre R$ 5,6413 (mínima) e R$ 5,6718 (máxima) ao longo do pregão.



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Projeto quer expandir bioinsumos brasileiros no mercado global


O mercado global de bioinsumos era estimado entre US$ 13 e 15 bilhões em 2023. Agora, novas projeções mostram que pode alcançar a cifra de US$ 45 bilhões até 2032.

Para fortalecer a presença das empresas brasileiras do setor no mercado internacional, foi lançado nesta terça-feira (27), em Brasília, o Projeto Bioinsumos do Brasil, parceria entre Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e CropLife Brasil.

A expansão pelo globo já tem tudo resultado em solo nacional. Segundo levantamento da CropLife Brasil, em parceria com a Blink, a taxa média de adoção dos produtos com matéria-prima natural no país subiu de 23% para 26% da área plantada.

Assim, o setor mantém um ritmo de crescimento acelerado, com uma média anual de 22% nos últimos três anos, desempenho quatro vezes superior à média global.

O diretor-presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão, destacou a liderança do país na produção da tecnologia. “O Brasil é uma das agriculturas mais competitivas do mundo e a maior agricultura tropical. Nesse contexto, temos um imenso potencial de exportar bioinsumos produzidos aqui, com 90% da matéria-prima nacional”, afirma.

Segundo ele, de mil produtos, metade foram registrados nos últimos três anos. “Então é um momento decisivo para dar início a esse projeto. A estimativa é que na próxima década o Brasil represente um terço dos bioinsumos do planeta e nós vamos levar os benefícios que o país tem com esse produto para o mundo.”

Avanço dos bioinsumos

Na última safra, o mercado de proteção de cultivos, tanto de biológicos como de químicos, cresceu 7%. O segmento de bioinsumos avançou mais de 35%, consolidando-se como uma das tecnologias de maior expansão no agronegócio brasileiro.

Para Leão, a expansão do mercado brasileiro é sustentada por três pilares fundamentais: qualidade técnica dos produtos, competitividade econômica e aderência crescente às práticas de produção de baixo impacto ambiental exigidas tanto no mercado interno quanto no mercado internacional.

O secretário de Descarbonização e Economia Verde do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Rodrigo Rollemberg, destacou a oportunidade para o setor.

“É um projeto importante para falar ao público externo sobre o que é a agricultura brasileira de verdade, que tem a legislação ambiental mais avançada do mundo, que tem tecnologia e agora tem bioinsumos, com os quais podemos inverter a lógica de dependência de insumos, com redução de custos e sustentabilidade. É uma grande oportunidade de mudar a imagem da nossa agricultura na COP este ano no Brasil,” apontou Rollemberg.

Produto tipo exportação

vespas soja biológicos, bioinsumos
Foto: Embrapa/Montagem: Canal Rural

O Brasil conta hoje com mais de 170 empresas produtoras de bioinsumos, responsáveis por um portfólio que já ultrapassa mil produtos registrados, consolidando o país como um polo de excelência no desenvolvimento de soluções agrícolas sustentáveis aplicadas à agricultura tropical.

Segundo os organizadores, o projeto contempla uma série de ações, como participação em feiras internacionais, realização de rodadas de negócios, missões comerciais, promoção institucional e estudos de mercado. O primeiro passo é o desenvolvimento da marca institucional do projeto.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou o gesto histórico que inaugurou o projeto. “Uma parceria entre governo e indústria que sempre foi profícua e no caso dos bioinsumos tem tudo para crescer. É um momento oportuno o qual discutimos eventos climáticos e essa é uma pauta que tem a ver com o nosso ambiente. A busca por bioinsumos sempre esteve presente no nosso país e essa conexão com a natureza é fundamental. A agricultura do Brasil está fadada a encarar esses desafios e iniciativas como essas precisam florescer,” afirmou Viana.

A estratégia do projeto prevê atuação prioritária nos mercados dos países vizinhos produtores agrícolas na América Latina, além de Estados Unidos e Europa.



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Tecnologia com drones ganha força no campo



O uso de drones na agricultura é visto como uma tecnologia de grande potencial



O uso de drones na agricultura é visto como uma tecnologia de grande potencial
O uso de drones na agricultura é visto como uma tecnologia de grande potencial – Foto: Pixabay

O Programa Drones SP, uma iniciativa do Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC) em parceria com a Fundação Coopercitrus Credicitrus, realizou recentemente um encontro técnico na sede do CEA-IAC, em Jundiaí (SP). O evento reuniu empresas participantes do projeto e teve como foco a apresentação dos primeiros resultados e a definição dos próximos passos.

A parceria entre o CEA-IAC e a Fundação Coopercitrus Credicitrus resultou na criação do Fórum de Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologia de Aplicação com Drones. O programa já começa a gerar dados relevantes que auxiliam as empresas cotistas no desenvolvimento de protocolos específicos para seus produtos e operações no campo.

“Em pouco tempo de programa, já geramos resultados relevantes para embasar discussões. As empresas cotistas do Drones SP podem utilizar os dados extraídos das experiências do Fórum, para desenvolver protocolos específicos para seus produtos e suas iniciativas na área”, exemplifica Hamilton Ramos, coordenador do CEA-IAC.

O uso de drones na agricultura é visto como uma tecnologia de grande potencial, com tendência de rápida expansão no Brasil e no exterior. No entanto, ainda existem desafios a serem superados, especialmente na avaliação da eficácia operacional e da viabilidade econômica dessa ferramenta nas propriedades rurais.

O Programa Drones SP tem como foco principal o uso seguro e eficiente dos drones nas atividades agrícolas. Entre os temas abordados estão o volume de calda, taxa de cobertura, tamanho de gotas, condições climáticas, deriva de produtos e compatibilidade de insumos. O objetivo é garantir que a adoção da tecnologia aconteça de forma sustentável, técnica e segura para os produtores.





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Sebrae propõe ajustes em resolução da Anvisa para evitar impacto negativo ao MEI



Durante reunião promovida pela Anvisa em Brasília, o Sebrae apresentou propostas para evitar o aumento da burocracia no licenciamento de microempreendedores individuais (MEI). O encontro discutiu os resultados da Consulta Pública nº 1249/2024, voltada à revisão da classificação de risco em atividades sujeitas à vigilância sanitária.

Na ocasião, foi destacado que a nova resolução pode retirar a dispensa de alvarás para parte dos MEIs, exigindo licenciamento ou vistoria prévia. Conforme avaliação do Sebrae, tal medida pode incentivar a informalidade e dificultar o ambiente de negócios.

O Sebrae, junto ao Ministério do Empreendedorismo (MEMP), reforçou a importância do tratamento diferenciado às micro e pequenas empresas, conforme previsto em leis como a REDESIM, a Lei da Liberdade Econômica e o Estatuto da Micro e Pequena Empresa.

“O Sebrae apontou os impactos da proposta de classificação de risco no licenciamento do MEI e das micro e pequenas empresas (MPE) e propôs ajustes na minuta contemplando a simplificação do ambiente de negócio, principalmente na manutenção da classificação das atividades do MEI como baixo risco e da autonomia de órgãos sanitários estaduais e municipais terem classificações de risco mais benéficas, de acordo com a realidade local”, apontou o gerente da Políticas Públicas do Sebrae, Carlito Merss.



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Brasil notifica erradicação do foco de gripe aviária no RS à OMSA



O Brasil notificou à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a conclusão da política de erradicação, prevista no Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária, na granja comercial em que foi detectado um caso da doença em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Segundo o relatório, as ações na região foram concluídas em 21 de maio.

O governo brasileiro informou também à OMSA que não foram identificados outros casos da doença durante a investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial na área perifocal, 3 km ao redor do surto, e na área de vigilância, 10 km do foco.

Em relação à origem do foco, o Ministério da Agricultura destacou à OMSA que há similaridade no genoma sequenciado com genomas de aves silvestres infectadas já rastreados.

“O sequenciamento completo do genoma detectou alta identidade com cepas previamente isoladas na América do Sul, e similaridade de 98,21% a 99,79% quando comparado com as sequências de aves silvestres relatadas. Foi detectada a presença de mutações indicando potencial adaptação a mamíferos, como já havia sido identificado nas sequências analisadas em evento anterior”, afirmou o governo brasileiro à OMSA.

Segundo o ministério, não foi identificada na análise laboratorial da doença qualquer mutação relevante de resistência antiviral. “A genotipagem revelou que as amostras apresentam genótipos semelhantes aos previamente identificados em aves silvestres no Brasil”, acrescentou o ministério.

A partir da conclusão da política de erradicação, o status do foco da doença foi alterado de “ocorre no país” para “ocorre na zona”, segundo a OMSA.

O evento sanitário, que está em andamento, teve início em 12 de maio, conforme o relatório, e o agente é o vírus H5N1. Ao todo, 17.025 aves morreram ou foram sacrificadas, conforme relatório publicado no site da OMSA.

À OMSA, o Ministério da Agricultura informou que já adotou medidas de controle do foco, como desinfecção, rastreabilidade, descarte oficial de carcaças, subprodutos e resíduos, eliminação oficial de produtos de origem animal, vigilância da zona em torno do foco, zoneamento, controle de movimentação dos produtos e abate sanitário.

“Desde o início da investigação do Serviço Veterinário Oficial, o local foi colocado em quarentena, incluindo a suspensão da movimentação de aves e produtos”, esclareceu o ministério.

Trata-se do primeiro caso no Brasil de gripe aviária no sistema comercial (influenza aviária de alta patogenicidade). O caso em uma granja comercial foi confirmado há dez dias em um matrizeiro (granja de produção de ovos férteis) de aves comerciais em Montenegro, segundo o ministério.

A partir da desinfecção do local e contenção do foco, o Brasil está em vazio sanitário de 28 dias, período necessário para retomar o status de livre da doença, caso não haja novos casos.

Foco de gripe aviária está contido, afirma Fávaro

“Posso assegurar que o foco de Montenegro está contido, apesar de estarmos no quinto dia depois da desinfecção da granja e do aparecimento do foco. Pela rapidez na propagação dessa doença, pela letalidade e pela agressividade do vírus, se esse vírus tivesse escapado para outras regiões, em quatro a cinco dias teríamos novos casos”, disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante audiência pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado.

“Isso mostra que as barreiras sanitárias funcionaram. Passados 28 dias do período incubatório do vírus, vamos declarar o Brasil novamente livre de gripe aviária. A tendência é de que isso ocorra nos próximos 22 dias”, assegurou.

O ministro destacou que os trabalhadores da granja não se contaminaram com a doença. “Em paralelo, subimos a régua no sistema de alerta, chegando a ter 20 suspeitas de investigação e hoje estamos com 11. Isso não é motivo de preocupação e, sim, como deve ser, pelo menor sintoma em aves é dever do avicultor reportar ao sistema para os animais serem testados”, disse o ministro.

Ele citou que neste período outra suspeita da doença em uma granja comercial em Ipumirim, no oeste de Santa Catarina, foi descartado. E mencionou que está sendo investigada neste momento uma suspeita da doença em plantel comercial em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, a 135 km de Montenegro e onde foi detectado um caso da doença de Newcastle no ano passado. “Estamos monitorando o mercado com toda a tranquilidade”, afirmou Fávaro.

Sobre o caso confirmado nesta terça de gripe aviária em aves silvestres em Mateus Leme (MG), o ministro afirmou que a notificação é natural, dado que o vírus está presente em aves silvestres no país há dois anos e que o Brasil está na região de rotas migratórias do Hemisfério Sul para o Hemisfério Norte.

“À medida que os animais que fazem essa rota têm contaminação, vão aparecer casos em animais silvestres no nosso território”, apontou.



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Caso de gripe aviária em Minas Gerais é confirmado pelo Mapa



O município de Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, teve um caso de gripe aviária — Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) — confirmado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (27).

De acordo com a plataforma Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN), mantida pela pasta e atualizada diariamente, a doença foi identificada em aves silvestres, especificamente em cisne-negro.

Com o caso de agora, são dois focos em andamento no país. O outro, em zoológico de Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul, ainda está em investigação.

Contudo, o estopim da crise, o caso em uma granja comercial em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi encarrado pela pasta, visto que as barreiras sanitárias contiveram o surto e o local permanece em quarentena.

Até o momento, são 11 focos que seguem em investigação:

  • Canoas (RS) — silvestre/ vida livre (pombo)
  • Montenegro (RS) — silvestre/ vida livre (joão-de-barro)
  • Anta Gorda (RS) — criação doméstica (comercial)
  • Armação dos Búzios (RJ) — silvestre/ vida livre (trinta-réis-de-bando)
  • Ilhéus (BA) — silvestre/ vida livre (pombo)
  • Aurelino Leal (BA) — criação doméstica (subsistência)
  • Salitre (CE) — criação doméstica (subsistência)
  • Quixadá (CE) — criação doméstica (subsistência)
  • Icapuí (CE) — silvestre/ vida livre (batuiruçu-de-axila-preta)
  • Aguiarnópolis (TO) — criação doméstica (comercial)
  • Eldorado do Carajás (PA) — criação doméstica (subsistência)

De acordo com a última atualização do Mapa a respeito das suspensões de exportações de carne de frango, ovos e derivados brasileiros pelos países, até o momento, a situação é a seguinte:

  • Suspensão total das exportações: China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, Filipinas, África do Sul, Jordânia, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka, Paquistão, Albânia, Namíbia e Índia.
  • Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Arábia Saudita, Turquia, Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão, Ucrânia, Rússia, Bielorrússia, Armênia, Quirguistão e Angola.
  • Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Emirados Árabes Unidos e Japão.



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Soluções para rentabilidade no agro além das commodities



Entre os caminhos estão a adoção de bioinsumos



Entre os caminhos estão a adoção de bioinsumos
Entre os caminhos estão a adoção de bioinsumos – Foto: USDA

De acordo com Gustavo Agnelli Albuquerque, Consultor Associado de Transformação Digital no Agronegócio da OW Interactive, a produção de commodities como soja, milho, gado e cana segue sendo o pilar da economia agro brasileira, e continuará por algum tempo. Dados históricos confirmam que o PIB da agropecuária mantém crescimento, impulsionado principalmente pela soja e outras culturas de ciclo curto.

No entanto, ele alerta que esse crescimento também traz desafios. A busca acelerada por aumento de produção e produtividade levou muitos produtores a se alavancarem financeiramente. Com a elevação dos juros, reflexo da política monetária de controle inflacionário, somada aos financiamentos de longo prazo, o peso das dívidas começa a sufocar o caixa. Além disso, algumas culturas, mesmo com alta eficiência agronômica, não estão gerando o retorno esperado.

A solução, segundo Gustavo, exige uma visão técnica apurada e uma mentalidade empresarial mais estruturada. Entre os caminhos estão: adoção de bioinsumos e adubos orgânicos produzidos na própria fazenda, práticas como rotação de culturas, além da introdução de cultivos de maior valor agregado e com menor concorrência. Outro ponto chave é a verticalização, trabalhar em conjunto com outros produtores, replicando o modelo bem-sucedido de grandes cooperativas.

“Produtores que estão tendo resultados em meio a crise, adotam essa estratégia, e sim, é possível fazer isso com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente, conceitos fundamentais para acessar mercados mais exigentes”, conclui.

 





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