quinta-feira, março 12, 2026

Política & Agro

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Produtores monitoram pragas em lavouras de mandioca



Frio e pragas influenciam lavouras de mandioca



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4) apontou que a cultura da mandioca segue em fase de desenvolvimento nas regiões acompanhadas. Na área administrativa de Soledade, técnicos relatam que “houve ataque expressivo de formigas-cortadeiras”, o que exigiu monitoramento e manejo por parte dos produtores.

As noites frias registradas ainda em novembro também retardaram o desenvolvimento vegetativo das plantas. Segundo o boletim, continuam sendo realizados manejos e adubações em cobertura. Em Mato Leitão, o preço ao produtor varia entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por caixa de 22 quilos.

Na região de Santa Rosa, onde são cultivados 6.329 hectares de mandioca, a produtividade média inicial é estimada em 17 mil quilos por hectare. As lavouras apresentam bom desempenho, e os valores ao consumidor estão em R$ 6,00 por quilo com casca e R$ 8,00 por quilo na versão descascada.





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RS conclui colheita de cevada com alta produtividade



RS registra 31,6 mil ha de cevada e boa performance



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4) aponta que a colheita da cevada no Rio Grande do Sul está próxima do fim, favorecida por “dias secos, temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar”, condições que, segundo o boletim, “aceleraram a maturação e permitiram a retirada rápida e uniforme das lavouras”.

A produtividade registrada até o momento foi considerada compatível com o potencial da cultura em áreas conduzidas com manejo adequado. As lavouras ainda em campo concentram-se nos Campos de Cima da Serra, onde o ciclo é mais tardio, e devem ser colhidas até o primeiro decêndio de dezembro.

A Gerência de Classificação e Certificação (GCC) da Emater/RS-Ascar informou que o produto colhido “atendeu aos parâmetros requeridos para malteação”. Houve, entretanto, desclassificações pontuais por falhas no armazenamento inicial, com esses lotes sendo redirecionados para suplementação animal.

A estimativa da Emater/RS-Ascar para a safra indica área cultivada de 31.613 hectares e produtividade média de 3.458 kg/ha. Na comercialização, o produto destinado à indústria de malte foi negociado em Erechim a R$ 85,00 por saca de 60 quilos. Toda a produção segue para contratos industriais, que determinam a valorização conforme os parâmetros de qualidade do grão.





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compromisso chinês levanta dúvidas no mercado



Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de t


Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de toneladas
Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de toneladas – Foto: United Soybean Board

Desde o acordo comercial “quadro” firmado em 30 de outubro entre Estados Unidos e China, cresce a dúvida se Pequim realmente cumprirá o compromisso de adquirir 12 milhões de toneladas de soja americana em 2025 e 25 milhões de toneladas anuais entre 2026 e 2028. Apesar de embarques recentes terem reativado o fluxo, especialistas consideram que os volumes ainda estão muito distantes das metas e dificilmente serão atingidos no curto prazo ou nos três anos seguintes.

Segundo a Reuters, seis carregamentos estão sendo preparados nos portos do Golfo do México e um já está a caminho, marcando o primeiro embarque desde a primavera. No entanto, mesmo com 1,584 milhão de toneladas compradas em apenas três dias na semana de 16 de novembro, o total acumulado fica muito abaixo da meta, faltando menos de um mês para o encerramento do ano. Para o economista-chefe do StoneX Group, Arlan Suderman, a China tende a comprar apenas o suficiente “para aparentar que está ativa”, e o mercado já precificou algo em torno de 8 a 10 milhões de toneladas, mas o número real pode chegar apenas a 3 a 3,5 milhões.

Além disso, o USDA reduziu sua projeção de exportações de soja dos EUA para 44,5 milhões de toneladas em 2025/26, queda de 13% ante o ciclo anterior. A limitação de armazenagem na China e a forte concorrência do Brasil, que segue ampliando a produção e ofertando soja a preços mais competitivos, colocam ainda mais pressão sobre os norte-americanos.

Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de toneladas em 2025/26, segundo o USDA, consolidando-se como principal fornecedor. A urgência se intensifica diante de um dado simbólico: as inspeções de soja para exportação dos EUA no acumulado do ano caíram 46% frente ao período anterior, mostrando o custo da ausência chinesa e reforçando o risco de o acordo não sair do papel como anunciado.

 





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Área plantada com algodão recua 2,4% no Oeste baiano, segundo AIBA



Apesar da retração da área, a produtividade permanece estável



Foto: Pexels

O boletim da AIBA informa que a área destinada ao cultivo de algodão na região Oeste da Bahia foi ajustada para 403 mil hectares, uma redução de 2,4% em relação ao ciclo anterior. Apesar da retração da área, a produtividade permanece estável, com projeção de 332 arrobas por hectare. Com isso, a produção total estimada é de 2,006 milhões de toneladas de algodão em caroço.

A redução da área pode estar relacionada a estratégias de rotação de culturas e ajuste no zoneamento agrícola por parte dos produtores, ainda não detalhadas no boletim.

O algodão representa 12,5% da área cultivada total da região, mantendo-se como uma das culturas de maior relevância econômica no Oeste baiano. A expectativa é de que as boas condições climáticas também favoreçam o desenvolvimento inicial das lavouras de algodão, embora ainda estejam em fase de implantação.

A manutenção do potencial produtivo dependerá do monitoramento climático e das práticas de manejo preventivo.





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Após breve alta, preços do boi gordo voltam a estabilizar



Mercado do boi gordo mantém estabilidade no paísMercado do boi gordo mantém estabilid



Foto: Divulgação

O mercado do boi gordo voltou a operar em estabilidade nesta quinta-feira (4), conforme análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. A consultoria destacou que a alta registrada na véspera encerrou o mais longo período de preços estáveis do ano em São Paulo, com 28 dias consecutivos sem oscilações. O intervalo superou mais que o dobro dos três maiores períodos anteriores de manutenção das cotações, registrados em janeiro, março e junho, cada um com 13 dias.

Segundo o boletim, após a valorização registrada ontem, o mercado abriu o dia sem novas alterações. A Scot Consultoria informou que “os negócios aconteceram com maior facilidade ontem e, hoje, os compradores estiveram menos firmes nos preços, testando referências menores”. As escalas de abate estavam programadas, em média, para nove dias.

No Maranhão, o cenário também era de estabilidade. A consultoria apontou que os compradores mantinham escalas confortáveis, com programação média de dez dias.

Em Alagoas, o informativo ressaltou que “não houve alterações para todas as categorias na comparação diária”. As escalas estavam ajustadas para seis dias.

No Rio de Janeiro, a oferta começou a diminuir nos últimos dias. Apesar disso, as cotações permaneceram estáveis, sem resposta imediata à redução da disponibilidade de animais.





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Barcelona confirma casos de peste suína africana (PSA) em javalis



PSA é uma doença viral que afeta suínos domésticos, asselvajados e javalis



Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) foi notificada sobre a ocorrência de peste suína africana (PSA) em javalis na província de Barcelona, região da Catalunha, na Espanha, registrada em 26 de novembro. Este é o primeiro episódio da doença no país desde 1994. Até 2 de dezembro, nove casos foram confirmados, todos restritos a javalis, sem detecção em suínos domésticos.

A PSA é uma doença viral que afeta suínos domésticos, asselvajados e javalis. Embora não represente risco à saúde humana, por não se tratar de zoonose, é de notificação obrigatória devido ao seu alto poder de disseminação e ao impacto potencial para os sistemas de produção. A presença de carrapatos do gênero Ornithodoros, que podem atuar como vetores, aumenta a complexidade do controle da enfermidade em ambientes silvestres.

O vírus apresenta elevada resistência no ambiente, podendo permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, materiais, equipamentos e em diversos produtos suínos que não passam por tratamento térmico adequado. As principais vias de introdução em áreas livres incluem o contato de animais suscetíveis com objetos contaminados ou a ingestão de produtos suínos contaminados.

O Brasil permanece oficialmente livre de PSA desde 1984, condição que segue preservada. O Mapa reforça que a manutenção desse status depende do cumprimento das normas sanitárias vigentes e da atenção contínua à movimentação de pessoas, produtos e materiais provenientes de regiões afetadas. A introdução da doença no país traria impactos significativos para a cadeia suinícola, motivo pelo qual o país mantém vigilância reforçada e protocolos de prevenção atualizados.





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Economia brasileira tende a desacelerar em 2025


Apesar de um consumo ainda resiliente e de um mercado de trabalho aquecido, o cenário macroeconômico brasileiro apresenta sinais de desaceleração. O relatório Radar Macroeconômico do Departamento Técnico e Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) destacou alguns pontos que contribuíram para esse cenário.

No início de 2025, as expectativas de mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apontavam para uma variação de 2% em relação ao ano anterior, segundo o relatório Focus. Entretanto, após o segundo semestre, tais projeções foram revisadas para 2,2%, refletindo a incorporação de novos dados de atividade econômica. Para 2026, as estimativas indicam avanço mais moderado, em torno de 1,8%. A desaceleração esperada para o PIB em 2025, ocorre em um contexto macroeconômico complexo e multifacetado.

Entre os fatores que compõem essa visão estão: o mercado de trabalho dinâmico, com taxa de desemprego em níveis historicamente baixos e elevação da renda média real sustentando o consumo; a inflação ainda elevada, resultado do trade-off entre forte nível de emprego, pressões de demanda e choques específicos de oferta; juros altos; arrefecimento do investimento privado devido ao maior custo de capital e ao ambiente de crédito mais seletivo; aumento do custo de carregamento da dívida pública; desvalorização cambial; e maior turbulência no cenário global.

Esses fatores se refletem em indicadores recentes. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado, considerado um indicador antecedente do PIB, registrou 108,4 pontos em setembro, representando queda de 0,2% em relação ao mês anterior e de 0,9% no trimestre. Por setores, a agropecuária recuou 4,5%, a indústria 1% e os serviços 0,3% no trimestre.

A taxa de desocupação alcançou 5,6% no terceiro trimestre de 2025, mantendo-se no menor nível desde o início da série histórica, em 2012. Dados mais recentes indicam nova queda, para 5,4%, no trimestre encerrado em outubro.

A taxa de inflação, medida pela variação acumulada em 12 meses do IPCA, ficou em 4,68% em outubro de 2025. Apesar da desaceleração em relação aos meses anteriores, o indicador permanece acima do limite superior da meta de inflação, de 4,5%. Diante das pressões inflacionárias, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, na reunião de outubro, manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quarta reunião consecutiva, em linha com a estratégia de convergência da inflação para a meta. O Comitê também indicou que a taxa deverá permanecer nesse patamar por um período prolongado.

Quanto ao câmbio, o dólar teve cotação média de R$ 5,39 em outubro, refletindo valorização frente ao real, principalmente devido à intensificação das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. No entanto, no início de novembro, o anúncio de um acordo comercial envolvendo redução de tarifas contribuiu para atenuar parcialmente essas pressões bilaterais. Adicionalmente, a deterioração das contas públicas brasileiras tem ampliado as preocupações quanto à capacidade do país de cumprir seus compromissos fiscais, fator que exerce pressão adicional sobre o câmbio.

Para maiores informações, clique na imagem abaixo para acessar o relatório. Mais dados sobre a economia e o setor agropecuário estão disponíveis no Painel de Dados do portal da Faesp.





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Preço do arroz cai no RS com baixa demanda e exportação



Preços do arroz atingem mínima de quatro anos com baixa demanda e exportação


Foto: Divulgação

Diante da baixa necessidade de compras no spot por parte da indústria e do enfraquecimento das exportações, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul permaneceu sob forte pressão baixista ao longo de novembro. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário, aliado ao avanço da semeadura e ao escoamento lento, levou as cotações aos menores patamares em mais de quatro anos. 

O Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou novembro a R$ 53,28/saca, o mais baixo desde a primeira semana de abril de 2020 e acumulando quedas de 5,4% no mês e de 46,27% no ano. No campo, o cultivo da safra 2025/26 se aproxima do fim no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.

O clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, sustentando a expectativa de maior produtividade nesta temporada. Segundo o Irga, até o dia 27, a semeadura havia atingido 92% da área prevista, avanço de 2,8 pontos percentuais em uma semana.





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MG enfrenta falta de 2,9 milhões de toneladas de capacidade de armazenamento



Déficit de armazenagem em Minas Gerais reforça papel das estruturas modulares


Foto: Divulgação

A infraestrutura logística de Minas Gerais, importante polo industrial do país, voltou ao centro do debate após o Sindicato das Empresas de Transportes e Cargas Logísticas de Minas Gerais (SETCEMG) apontar recentemente um déficit de 2,9 milhões de toneladas de produtos que deixam de ser armazenados por falta de armazéns e terminais logísticos. O cenário, além de evidenciar gargalos que afetam diretamente a competitividade das atividades locais, reforça a urgência por soluções de implantação rápida.

 

Enquanto estruturas de alvenaria podem levar meses ou até anos para serem construídas, considerando as etapas de projeto, obras e execução, os galpões modulares se apresentam como alternativas eficazes e que podem ser instalados em poucas semanas, em qualquer tipo de solo, com possibilidade de expansão,  redução ou relocação conforme a demanda. Para um estado cuja produção cresce mais rápido do que a infraestrutura disponível, a modularidade passa a ser um fator decisivo.

 

“As empresas mineiras vivem uma pressão imediata: precisam escoar, estocar e proteger seus produtos agora e não em um ou dois anos. A logística não pode parar à espera da infraestrutura”, afirma Sergio Gallucci, diretor Comercial e de Marketing da Tópico. “A solução modular não substitui investimentos estruturais, mas os complementa e funciona como um ‘oxigênio logístico’, garantindo capacidade de armazenagem no curto, médio e longo prazo, evitando perdas, filas e custos adicionais”.

 

As restrições de armazenagem também se somam aos desafios de transporte, integração entre modais e saturação da infraestrutura rodoviária, o que exige dos setores produtivos estratégias que reduzam o impacto dos gargalos sem comprometer a expansão, escoamento e atendimento aos clientes.

 

“Cada dia com produto parado por falta de espaço representa perda. Por isso, estruturas de montagem rápida passaram a integrar de forma estruturada o planejamento logístico das empresas, especialmente em regiões estratégicas como Minas Gerais”, completa Gallucci.

 

Região Estratégica – Considerando a relevância logística da região, a Tópico conta com uma filial em Belo Horizonte para atuar no rápido atendimento de parceiros mineiros e em localidades próximas.

 

“Esse ano realizamos um aporte de cerca de R$ 6 milhões da unidade por considerarmos a região estratégica e diversa economicamente, então segmentos como agronegócio, mineração, siderurgia, indústria e logística estão presentes em Minas Gerais – e isso já representa mais de 10% dos novos negócios da empresa”, pontua o diretor.

 

Hoje, a Tópico conta com mais de 3 milhões de m² de galpões instalados no país e 200 mil m² de estruturas disponíveis em estoque para pronta entrega.





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Preço do suíno impulsiona rentabilidade no Paraná



Rentabilidade da suinocultura paranaense atinge maior nível do ano em outubro



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A suinocultura do Paraná registrou em outubro de 2025 a maior rentabilidade do ano, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (4) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A margem alcançou R$ 1,45 por quilo, diferença entre o preço pago ao produtor e o custo de produção estimado.

Os técnicos do Deral destacam que o resultado decorre da combinação entre o melhor preço recebido pelos produtores no ano e o segundo menor custo de produção no período. De acordo com o boletim, “o preço recebido pelo produtor pelo suíno no Paraná atingiu R$ 7,22/kg em outubro”, valor que representa alta de 0,8% em relação a setembro e de 3,8% diante do mesmo mês de 2024.

O custo de produção estimado pela Embrapa Suínos e Aves ficou em R$ 5,77/kg, igual ao registrado em setembro e 3,5% inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Para novembro, a equipe do Deral aponta expectativa de leve redução na rentabilidade. Segundo o boletim, “o preço recebido pelo produtor no Estado caiu 1,2% (R$ 0,09)”. Os novos dados de custo ainda não foram divulgados pela Embrapa.





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