O mês de abril apresentou movimentações mistas para a carne de frango no Brasil. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), enquanto as cotações da proteína se mantiveram firmes nas praças paulistas, o cenário foi de queda na região Sul. Além disso, o cenário foi de queda intensa no mercado de ovos nacional. Segundo o Cepea, a média de preços atingiu o menor patamar dos últimos três meses.
Carne de frango
A movimentação reflete o cenário de vendas aquecidas no Sudeste, enquanto para a região Sul, a menor liquidez da proteína acabou pressionando as cotações de maneira negativa, como explica o Centro de Pesquisas.
Os recentes feriados também impulsionaram o mercado paulistano, reduzindo os dias para o abate, e gerando uma menor oferta de carne de frango e aumentando os preços, como explica o instituto.
Ovos
Os feriados de páscoa e tiradentes foram comprometedores para o desenvolvimento das vendas da proteína. Outro fator que também diminuiu a demanda foi o baixo poder de compra da população no final do mês.
Em algumas praças analisadas pelo instituto, um aumento no estoque contribuiu ainda mais para a desvalorização do produto. Os ovos vermelhos, de acordo com as pesquisas do Cepea, foram os principais afetados.
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Os preços do algodão nos contratos para julho e dezembro de 2025 na bolsa de Nova York registraram alta na última semana, segundo análise divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (28). O contrato para julho foi cotado, em média, a 68,21 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o de dezembro fechou a 69,46 centavos de dólar por libra-peso, com aumentos semanais de 2,97% e 2,57%, respectivamente.
O Imea atribuiu o movimento de alta ao “otimismo do mercado diante da possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e China na guerra tarifária”, conforme destacou o relatório. Ainda assim, os preços permanecem inferiores aos registrados no mesmo período de abril de 2024. O contrato de julho está 16,23% abaixo e o de dezembro, 10,76% menor em relação às cotações de igual período do ano passado.
A queda anual nos preços reflete o cenário atual de maior oferta da fibra em comparação com a demanda global. “O mercado continua atento aos desdobramentos da disputa comercial entre Estados Unidos e China e às condições das lavouras norte-americanas, fatores que devem influenciar os preços nas próximas semanas”, informou o Imea.
De acordo com o instituto, no início desta semana a liquidez esteve baixa, ao passo que a retração por parte dos frigoríficos contribuiu para manter os valores pressionados.
Já na terça-feira (29) o volume de carne bovina ofertado cresceu em algumas regiões, mas ainda assim os frigoríficos permaneceram parcialmente retraídos, cobrando preços menores.
A cotação da carne com osso no atacado também sofreu queda. Ainda assim, no acumulado do mês de abril registrou alta de acordo com os dados do Cepea.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o petróleo subiu 2% após declarações de Trump sobre sanções ao Irã, mas que o movimento foi limitado pela valorização do dólar.
Nos EUA, o PMI industrial caiu menos que o esperado, enquanto o Banco do Japão manteve juros em 0,5%, com tom cauteloso. Hoje, destaque para o payroll nos EUA e inflação da Zona do Euro.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
Agentes do sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) do Aeroporto de Guarulhos conseguiram barrar a entrada no Brasil do besouro Cryptophagus scanicus, uma espécie considerada exótica, com capacidade de infestação em criações de abelhas. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o impacto no sistema de produção nacional e ambiental é desconhecido.
A ação ocorreu durante inspeção de rotina; uma servidora do Vigiagro apreendeu mel e outros produtos de interesse agropecuário vindos da Bielorrússia, transportados na bagagem de um passageiro. No favo de mel foi verificada a presença de besouros e larvas. O material foi enviado ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Goiás, onde um exame de DNA identificou a espécie.
Segundo Marcelo Mota, diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA/SDA/Mapa), há um risco significativo na entrada do Cryptophagus scanicus no Brasil em favos de mel importados sem o devido cumprimento dos requisitos sanitários brasileiros.
Segundo a Instrução Normativa nº 21, de 2013, toda importação de produtos apícolas deve ser acompanhada de um Certificado Veterinário Internacional, garantindo condições sanitárias adequadas e a ausência de parasitas externos.
Besouro
Os membros da família Cryptophagus scanicus são conhecidos como besouros de fungos de seda. Os adultos e as larvas são fungívoros, alimentando-se de esporos e hifas de fungos em uma ampla variedade de habitats.
Podem ser encontrados em colmeias, ninhos de outros himenópteros (grupo de insetos que inclui vespas, abelhas e formigas), madeira podre, ninhos de roedores, lã, pelos e penas de animais.
Esses besouros podem transmitir esporos de fungos aos produtos, estimulando o crescimento fúngico. Não foi identificado relato ou registro de sua presença no Brasil, sendo de ocorrência endêmica na Europa.
Este inseto, apesar de não constar na lista de doenças de notificação obrigatória ao serviço veterinário oficial (prevista na Instrução Normativa nº 50, de 24 de setembro de 2013), está sujeito à aplicação de medidas de defesa sanitária animal.
Por sua característica biológica, pode se tornar vetor de agentes fúngicos, como o Ascosphaera apis (um fungo patogênico que causa a doença da “cria-giz” em abelhas, enfraquecendo as colônias) e o Nosema apis (fungo que causa a nosemose, doença que afeta o sistema digestivo das abelhas). Esses dois tipos de fungos estão presentes nessa listagem.
Essas máquinas devem ser responsáveis por fatia significativa dos R$ 15 bilhões em intenção de negócios projetados pela organização do evento, cifra que, se confirmada, representará o maior volume gerado por uma feira agrícola na história do país.
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Entre os modelos expostos, quem chega pela entrada principal do estande da New Holland dá de cara com a CR11, a maior colheitadeira de duplo rotor do mundo, já disponível no mercado brasileiro, mas com preço ainda em dólar.
De acordo com o diretor de Mercado Brasil da companhia, Cláudio Calaça Júnior, o produtor que quiser levá-la para a lavoura terá de desembolsar entre US$ 1,5 milhão e US$ 2 milhões (R$ 8,5 milhões e R$ 11,3 milhões, aproximadamente), a depender do pacote tecnológico embarcado.
Segundo o executivo, a gigante amarela é equipada com motor de 775 cavalos de potência, tanque graneleiro de 20 mil litros, plataforma de 61 pés e capacidade de descarga de 210 litros por segundo. Produzida na Bélgica, incorpora o novo sistema TwinClean, que utiliza dois conjuntos de peneiras para aprimorar a limpeza dos grãos e minimizar perdas.
Ao lado dela, Calaça Júnior comemorou na feira a participação de mercado da empresa, segmento altamente disputado por empresas que lançam novos produtos ou versões todos os anos. “A cada três colheitadeiras vendidas no Brasil, uma é New Holland e a cada cinco tratores comercializados em toda a América Latina, um é nosso”, disse.
A respeito da projeção da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq) de aumento de 8,2% nas vendas ao longo dos cinco dias de Agrishow, o diretor se disse otimista, mas acrescentou que o maior entrave ao setor continua sendo a taxa de juros.
Colheitadeira monorrotor
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Trocando as cores, outra que impressionou pelo tamanho foi a Case IH ao dedicar boa parte de seu amplo espaço na feira para a maior colheitadeira monorrotor do mundo. A Axial-Flow AF10 Automation possui motor e tanque de grãos de mesmas capacidades que a sua concorrente amarela (775 cavalos e 20 mil litros).
De acordo com o vice-presidente da empresa para a América Latina, Christian Gonzalez, o modelo conta, ainda, com manobra de cabeceira autônoma, compartilhamento de mapa entre as máquinas e duplo monitor com acesso remoto para suporte do operador.
Para atender o modelo, a marca apresentou uma nova linha de plataformas de 25, 50 e 61 pés, chassis articulado, ângulo de ataque ajustável e velocidade de esteira regulável.
Trabalho em terrenos irregulares
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Outra que também apostou no tamanho foi a alemã Fendt. A nova Ideal 25 é equipada com o sistema Dual Helix Processor e os maiores rotores do mercado (4,84 metros de comprimento), área de trilha 45% maior e sistema de limpeza 25% superior ao da versão anterior, o que gera compensação de até 15% de declividade, muito útil para terrenos irregulares como os das regiões Sul e Sudeste do país. Falando nisso, a fabricação é nacional, na unidade de Santa Rosa, noroeste do Rio Grande do Sul.
Segundo o vice-presidente da companhia, Marcelo Traldi, testes em campo comprovaram o padrão 10-10: redução de 10% no consumo de combustível e aumento de 10% na produtividade da máquina.
O executivo ressalta que a colheitadeira foi projetada para trabalhar mais tempo no campo, com menos paradas. Para isso, os motores são ajustados a operar a 1.900 rpm, o que também prolonga o intervalo entre as manutenções.
A máquina chega ao mercado com novo acionamento das esteiras da plataforma Draper com caixa selada de 90 graus, o que promete maior durabilidade e redução de intervalos.
Operação ininterrupta
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Por fim, a gigante global John Deere levou para a Agrishow a nova colheitadeira de grãos X9 que, de acordo com o vice-presidente de Vendas e Marketing da companhia para América Latina, Antonio Carrere, é capaz de colher mais de 100 toneladas por hectare com menos de 1% de perdas.
Outro diferencial que vale nota é o motor de 13,6 L, capaz de trabalhar por até 14 horas sem reabastecimento por conta do sistema de transmissão de energia para os módulos finais.
Segundo Carrere, a X9 é dotada de tanque de grãos de 14.800 litros de capacidade, tubo de descarga de 9,5 metros articulado e com ponteira ajustável. A máquina possui taxa de descarga de 162 litros por segundo, sendo, assim, capaz de descarregar um graneleiro cheio em apenas 90 segundos.
Diante da forte demanda por espaços, o presidente da Agrishow, João Marchesan, afirmou nesta quinta-feira (1º) que a organização do evento já projeta a expansão da área para o ano que vem. A informação foi divulgada pelo Estadão Conteúdo.
Marchesan informou que pretende receber mais expositores estrangeiros que queiram apresentar seus produtos e investir no Brasil, tornando a feira ainda mais relevante no cenário internacional.
Com foco em soluções inovadoras, sustentáveis e acessíveis aos produtores, mais de 800 marcas expositoras marcaram presença na Agrishow 2025. A expectativa é de que, nos cinco dias de evento, 210 mil pessoas tenham visitado a feira. A 30ª Agrishow termina hoje (2).
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A hemiltosporiose, também conhecida como mancha marrom, pode causar perdas de até 80% na produção de trigo, segundo a engenheira agrônoma Gressa Chinelato. Em artigo publicado no Blog Aegro, Chinelato explicou que a doença é provocada pelo fungo Bipolaris sorokiniana e afeta principalmente as folhas das plantas.
“As lesões podem variar conforme o clima da região”, afirmou a agrônoma. Em áreas quentes, segundo ela, a doença se manifesta com lesões elípticas de coloração cinza. Já em regiões mais frias, as folhas apresentam lesões retangulares e escuras.
Além das folhas, outros órgãos da planta também podem ser infectados. “As glumas ficam com lesões elípticas de centro claro e bordas escuras”, detalhou Chinelato.
Para reduzir os impactos da hemiltosporiose, a especialista recomenda ações preventivas. Entre as medidas destacadas estão a rotação de culturas, o uso de sementes sadias e a aplicação de fungicidas na parte aérea da planta. Segundo Chinelato, produtos à base de triazóis e estrobilurinas têm sido utilizados no controle da doença.
Os céus das propriedades rurais estão cada vez mais movimentados por conta dos drones. Nos últimos anos, esses aparelhos provocaram uma transformação no campo, estimulando a produtividade na agricultura, reduzindo os custos dos produtores e contribuindo para a sustentabilidade.
Projetados inicialmente para uso militar, os drones passaram a desempenhar novas funções. No campo, tornam a gestão das atividades mais eficiente, seja na pulverização, irrigação, monitoramento do gado ou mapeamento da propriedade rural.
Na Agrishow, os drones disputam a atenção do público com os maquinários gigantes. Fabricantes trouxeram ao evento o que há de mais moderno no mercado. O consultor técnico-comercial da Geoag, Aurélio Freitas, explica que, no caso da pulverização, o drone consegue reduzir o consumo de água em até 90% em comparação com outros métodos.
“O drone tem facilidade de acesso, independentemente da condição do solo — o que não acontece com os pulverizadores terrestres. Além disso, há a questão da sustentabilidade econômica do negócio”, afirma.
A DJI Agriculture divulgou, durante a Agrishow, um estudo realizado com cafeicultores brasileiros que utilizam drones na lavoura. O resultado aponta uma redução de custos de 70% em relação à pulverização manual e de 50% em comparação com o uso de tratores.
“Muitos produtores recorrem às imagens aéreas para saber o que está acontecendo em suas propriedades. Quando falamos de pulverização, os defensivos têm um custo muito alto. Então, saber exatamente o que está acontecendo e onde o dinheiro está sendo investido é muito importante”, destaca o coordenador de operações Cleverson Klafke Lassen.
A comunidade rural de Ipu, localizado a quase 300 quilômetros de Fortaleza, no Ceará, celebra uma grande conquista.
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu à Cerâmica da Alegria o selo de Indicação Geográfica (IG), na modalidade de Indicação de Procedência (IP).
A novidade reforça a tradição artesanal local e coloca os artesãos da região em destaque no cenário nacional.
Com a certificação, o Brasil soma agora 132 registros de IG, sendo 103 Indicações de Procedência, 29 Denominações de Origem e 10 estrangeiras.
Atualmente, o selo é considerado um marco para os produtores de Ipu, que preservam técnicas ancestrais de trabalho com o barro.
“Recebemos a notícia com muito entusiasmo, com muita alegria. Agora somos reconhecidos no Brasil todo. Vamos agora atrás de mais parcerias, mais clientes. Queremos agradecer muito ao Sebrae, que nos apoiou, e a todo mundo que se engajou nessa conquista”, comemorou Samuel Fortuna Sousa, presidente da Associação dos Artesãos da Alegria.
Apoio fundamental para pequenos artesãos
O Sebrae/CE teve papel importante no processo de obtenção da IG. Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro da instituição, ressaltou que o selo fortalece a reputação da produção artesanal, promove a história local e abre novos mercados para os ceramistas.
“A IG terá um papel fundamental de dar continuidade à história desses produtos, além de fortalecer a reputação da produção e promover a abertura de novos mercados”, comentou Giesbrecht.
Esse reconhecimento incentiva a preservação de saberes tradicionais e potencializa o crescimento econômico da comunidade, promovendo o artesanato como fonte de renda sustentável.
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Cerâmica moldada pela história
A técnica usada para moldar as peças da Cerâmica da Alegria é uma herança deixada pelos indígenas Tabajara, antigos habitantes da região.
Eles trabalhavam o barro para confeccionar urnas funerárias, com o objetivo de conservar as cinzas dos familiares.
Com o passar dos séculos, a cerâmica adquiriu novas funções. Por exemplo, passou a ser utilizada para armazenar água, além de servir como utensílios domésticos.
Atualmente, essa tradição permanece viva. Enquanto as mulheres moldam as peças manualmente, os homens extraem o barro e realizam a queima nos fornos.
A produção, por sua vez, é bastante variada e atende a pedidos personalizados. Entre os itens produzidos estão panelas, bandejas, jarras e peças de decoração, apenas para citar alguns exemplos.
A artesã Clara Oliveira é uma das principais guardiãs desse saber ancestral.
“Hoje tenho 41 anos, duas filhas e sustento a casa sozinha. Agradeço muito a Deus e à minha mãe por ter aprendido essa profissão. Acredito que, com a Indicação Geográfica, nossas peças serão muito mais valorizadas, tanto porque são resistentes quanto pela possibilidade de agregar ainda mais valor,” destacou Oliveira.
Reconhecimento que fortalece a tradição
Foto: Arquivo pessoal | ASN Nacional
Desde 2020, o Sebrae/CE atua no mapeamento de produtos típicos com potencial para Indicação Geográfica.
O objetivo é preservar práticas tradicionais e apoiar o desenvolvimento sustentável nas comunidades locais.
A Cerâmica da Alegria reflete essa missão: o reconhecimento valoriza o compromisso dos artesãos com a qualidade, a preservação do meio ambiente e a cultura regional.
Para os produtores de Ipu, a conquista da IG é apenas o começo de uma nova fase. A certificação promete não apenas reconhecimento cultural, mas também maiores oportunidades econômicas, turismo e fortalecimento da identidade local.