domingo, maio 24, 2026

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Brasil exportará carne suína sem tarifa para Coreia do Sul



ABPA celebra isenção de tarifa para carne suína




Foto: Pixabay

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a decisão da Coreia do Sul de isentar de tarifa uma cota de 10 mil toneladas de carne suína congelada importada do Brasil, exceto o corte “barriga”. A medida, comunicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, elimina a cobrança de 25% que incidia sobre o valor total do produto.

Atualmente, a Coreia do Sul ocupa a 16ª posição entre os principais destinos da carne suína brasileira, com 3,7 mil toneladas exportadas no primeiro trimestre deste ano. Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a decisão sul-coreana representa um avanço significativo para o setor. “O estabelecimento de uma cota isenta é um sinal importante para os avanços das exportações brasileiras de carne suína para a Coreia do Sul, conquistada pelo Ministério da Agricultura. Isto, especialmente em meio às negociações lideradas pelo Ministro Carlos Fávaro e seus secretários de Relações Internacionais e de Defesa Agropecuária, pelo reconhecimento do Paraná, Rio Grande do Sul e de outros estados brasileiros como livres de aftosa sem vacinação”, afirmou Santin.

Apesar da abertura, Santa Catarina permanece como o único estado autorizado a exportar carne suína para o mercado sul-coreano, por ser o único com status sanitário de área livre de febre aftosa sem vacinação reconhecido pelas autoridades daquele país.

A Coreia do Sul, com um consumo per capita de aproximadamente 29 quilos de carne suína, figura como o quarto maior importador mundial do produto. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país adquiriu 785 mil toneladas de carne suína em 2024.





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Como o agro virou motor dos imóveis milionários no país


O que o aumento das exportações do agronegócio brasileiro tem a ver com o mercado imobiliário de luxo? Para o especialista em imóveis de alto padrão e corretor em Balneário Camboriú Bruno Cassola, há uma conexão direta entre os setores.

O agronegócio registrou, somente em março deste ano, um crescimento de 12,5% em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ao todo, o setor exportou US$ 15,6 bilhões e já representa 53,6% das exportações brasileiras.

Parte desse capital tem migrado para investimentos imobiliários, especialmente em regiões valorizadas, como o litoral norte catarinense, que concentra três dos cinco municípios do país com o metro quadrado mais valorizado.

“O fortalecimento do agronegócio, especialmente com o aumento das exportações de produtos como soja, café, carne bovina, celulose, carne de frango e algodão, tem ampliado o poder aquisitivo de grandes produtores e investidores rurais, e impactado diversos setores. Para esse público, a compra de imóveis de luxo se tornou uma forma segura e estratégica de diversificar seu patrimônio, garantindo liquidez e proteção contra a inflação, por exemplo. Atualmente, mais de 30% dos clientes e investidores de imóveis de luxo no litoral de Santa Catarina são do agro”, afirma Bruno Cassola.

As construtoras estão atentas à nova dinâmica do mercado e muitas incorporadoras passaram a adotar estratégias específicas. “A oferta de facilidades alinhadas à realidade do produtor rural tem ampliado o volume de negócios, acelerado o fechamento de contratos e, consequentemente, isso tem aquecido o setor. Entre essas facilidades, estão condições de pagamento adaptadas ao calendário da safra e maior flexibilidade nas negociações durante os períodos de alta liquidez no campo”, comenta Cassola.

Apartamento de alto padrão em Balneário CamboriúApartamento de alto padrão em Balneário Camboriú
Foto: divulgação / Bruno Cassola

Segundo o corretor, há produtores e investidores rurais que buscam imóveis como investimento, com foco em cidades com alta valorização imobiliária, localização estratégica e potencial de revenda. Já os que procuram uma segunda moradia para aproveitar com a família costumam considerar outros atributos além da rentabilidade, como vista para o mar, áreas de lazer completas, segurança, acabamentos, design e serviços exclusivos.

“Entender essas motivações é essencial para oferecer o produto certo. Enquanto o investidor pensa em retorno e segurança financeira, o comprador da segunda moradia é atraído pelo imóvel dos sonhos, onde terá conforto e qualidade de vida”, afirma.

Para o especialista, a grande fatia de clientes do agronegócio no mercado imobiliário de luxo é mais do que um fenômeno pontual, ela reflete um novo comportamento de consumo que está transformando o setor. “Com a perspectiva de novas safras recordes e das exportações seguirem em crescimento, a expectativa é de que o agro continue injetando recursos no mercado imobiliário de luxo ao longo de 2025. Cidades como Balneário Camboriú, Itajaí e Itapema já se consolidaram como destinos favoritos entre esses investidores com índices de crescimento que superam a inflação e outros investimentos como a renda fixa. E o cruzamento entre dois dos setores mais fortes da economia brasileira, o agronegócio e a construção civil, aponta para um cenário de oportunidades”, avalia Cassola.

Eleito campeão em vendas, premiado 10 vezes pelas renomadas construtoras FG e Embraed em Balneário Camboriú, Bruno Cassola é considerado uma autoridade em vendas de apartamentos de alto padrão na cidade. É empresário, administrador de empresas e corretor de imóveis especializado em ativos de alta rentabilidade. Atua há 18 anos no ramo imobiliário, especializado em imóveis de alto padrão em Balneário Camboriú, considerado o metro quadrado mais valorizado do Brasil.



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Atenção! Perigo para chuva forte e volumosa, com risco para transtornos, aponta previsão



Enquanto a circulação de ventos associados à presença de uma área de alta pressão posicionada próximo ao país contribui para condição de tempo estável em boa parte das Regiões Sul e Sudeste – excepcionalmente no litoral do Espírito Santo, onde a entrada de ventos úmidos do oceano pode estimular a formação de nuvens de chuva ao longo do dia, condicionando a ocorrência de chuviscos rápidos e isolados – o litoral do Nordeste sofre com chuva pesada. Veja os detalhes do tempo neste sábado, segundo a Climatempo.

Região Sul

O céu segue com poucas nuvens e o sol predomina na maior parte dos três estados do Sul. A massa de ar polar, que influenciou os termômetros na região, vai perdendo a força. Apesar disso, as temperaturas seguem amenas, principalmente no período noturno e no começo do dia.

Região Sudeste quase sem chuva

Como informado no começo do texto, à exceção do Espírito Santos, nos demais estados, o predomínio segue sendo de tempo firme, assinalado pela presença de sol entre algumas nuvens no decorrer do dia. Não há previsão de chuva significativa em nenhuma das áreas.

À tarde, o ar seco ganha força nas áreas mais interioranas e pode favorecer a queda significativa dos índices de umidade relativa do ar. Entre o norte paulista e a região do triângulo mineiro, os índices devem variar entre 21 e 30% durante as horas mais quentes.

Região Centro-Oeste

Ainda chove forte em parte do Mato Grosso e do oeste de Goiás, mas o tempo já deve abrir mais nas demais áreas. Temperaturas começam a aumentar gradativamente de maneira mais expressiva. No Mato Grosso do Sul, no centro e leste de Goiás e no Distrito Federal, o predomínio será de tempo firme ao longo de todo o dia, assinalado pela presença do sol entre nebulosidade variável.

Em alguns pontos do sudeste goiano, o ar seco ganha força durante a tarde e derruba os índices de umidade relativa do ar, que entram em limiares de atenção.

O maior destaque segue associado à chuva pesada que continua caindo entre a região do recôncavo da Bahia e o litoral de Sergipe – onde o cenário é de perigo. No decorrer do dia, o potencial para chuva forte seguida por altos volumes permanece elevado, e o risco para eventuais transtornos também.

A circulação de ventos associados à frente fria também já deve impactar sobre algumas áreas de Alagoas, que ficam sob condições para chuva forte no decorrer das horas. Por outro lado, áreas do interior nordestino continuam com predomínio de ar seco e sem previsão de chuva.

Entre o interior do Piauí, do Ceará, do Rio Grande do Norte e da Paraíba, a umidade relativa do ar segue baixa e as temperaturas seguem bastante elevadas.

Região Norte

A oferta de umidade vai continuar subsidiando a formação de instabilidades por praticamente todos os estados, e os temporais devem seguir se espalhando entre o Amazonas, Roraima e Amapá. Chove forte também entre Acre e Rondônia. No Tocantins, predomínio de tempo mais aberto em boa parte do estado.



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INSS elabora ressarcimento a aposentados e pensionistas; Lupi cai



O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está elaborando uma proposta de Plano de Ressarcimento Excepcional para os aposentados e pensionistas que foram vítimas de descontos não autorizados por entidades associativas. A medida foi discutida em reunião na tarde desta sexta-feira (2), conduzida pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e que contou com a presença do novo presidente do INSS.

Um pouco mais tarde, o agora ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pediu demissão. O ex-deputado federal Wolney Queiroz, atual secretário-executivo da pasta, será o novo ministro.

Plano de ressarcimento

"A proposta está em fase final de elaboração e, tão logo seja concluída, será submetida no início da próxima semana à Casa Civil da Presidência da República, para posterior apresentação ao Conselho Nacional de Justiça, ao Ministério Público Federal e à Defensoria Pública da União", informou a AGU, em nota.

A pasta instituiu um Grupo Especial, com suporte da Dataprev e do próprio INSS, para resolver a situação causada a milhões de aposentados e pensionistas. A devolução dos recursos cobrados indevidamente foi uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que abordou o tema em seu mais recente pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão.

O novo presidente do INSS afirmou, durante a reunião, que vai determinar a abertura Procedimentos Administrativos de Responsabilização de Pessoas Jurídicas (PAR), com base na Lei nº 12.846/2013 (Lei Anticorrupção), em desfavor das entidades investigadas com indícios de pagamento de propina a agentes públicos, bem como as entidades classificadas na investigação como de fachada.

Da parte da AGU, Jorge Messias determinou, segundo o que foi informado, a instauração de procedimentos preparatórios para ajuizamento de ações de improbidade administrativa.

"Os denominados Procedimentos de Instrução Prévia (PIP) investigarão as condutas dos agentes públicos e das pessoas jurídicas objeto de apuração na Operação Sem Desconto com vistas à plena responsabilização administrativa dos envolvidos", disse a pasta.

Ministro pede demissão

Também nesta sexta, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, acertou sua saída do cargo, após se reunir com Lula, no Palácio do Planalto, em Brasília. Em seu lugar, o Planalto anunciou ex-deputado federal Wolney Queiroz, atual secretário-executivo da pasta, indicado pelo PDT, que é presidido pelo próprio Lupi.

Escândalo no INSS

A troca no comando do Ministério da Previdência ocorre uma semana após a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem uma operação conjunta que apura um suposto esquema de descontos não autorizados.

A investigação aponta que as irregularidades começaram em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro, e prosseguiram nos últimos anos.
Mudanças no INSS

O caso já havia resultado na exoneração do então presidente do Instituto, Alessandro Stefanutto, e no afastamento de quatro dirigentes da autarquia e de um policial federal lotado em São Paulo.

Deputados de oposição protocolaram, na última quarta-feira (30), um requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os sindicatos envolvidos na fraude do INSS.

A PF informou ter reunido indícios da existência de irregularidades em parte dos cerca de R$ 6,3 bilhões que a cobrança das mensalidades associativas movimentou apenas entre 2019 e 2024. Nos dias seguintes, a CGU e o próprio INSS tornaram públicos os resultados de auditorias realizadas desde 2023, que também apontavam inconsistências e problemas relacionados ao tema.



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Como a inflação dos alimentos afeta sua produção e vendas?


Na interatividade, perguntamos como a inflação dos alimentos afeta a produção e a venda. Dos participantes, 64% responderam que o custo dos insumos subiu e a margem de lucro caiu. Em segundo lugar, com 20%, relataram dificuldade em reajustar os preços sem perder clientes. Por fim, 16% mencionaram a necessidade de produzir mais com menos recursos

“Os custos dos insumos agrícolas para pequenos produtores incluem itens como sementes, fertilizantes, defensivos, energia, transporte, e mão de obra, que podem ser significativamente afetados por fatores como preço, disponibilidade e políticas governamentais. Sem falar que o acesso ao crédito às vezes é difícil para o micro e pequenos produtor e a logística nas áreas rurais acaba sendo mais caro”, explica o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud.

  • Planejamento de produção e orçamento
  • Negociação e compra em grupo (insumos)
  • Utilização de tecnologias mais eficientes (redução do uso de alguns insumos)
  • Diversificação da produção pode reduzir a dependência de alguns insumos
  • Adoção de práticas sustentáveis
  • Busca de apoio técnico e orientação

Toda quinta tem enquete nova do Porteira Aberta Empreender. Participe, mande sua opinião porque é com base na interatividade que o projeto vai organizar pautas e entrevistas. A resposta da pergunta da semana você confere todos os sábados no canal do YouTube do Canal Rural. 



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Tocantins gera 5,9 mil empregos formais no início de 2025


O Tocantins alcançou um novo marco na geração de empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged divulgados na quarta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre março de 2024 e fevereiro de 2025, o estado criou mais de 9,5 mil vagas formais. No primeiro trimestre de 2025, foram 5,9 mil novos postos, o maior número desde o início da série histórica em 2020.

“O Tocantins alcançou mais um marco histórico ao gerar mais de 5,9 mil empregos com carteira assinada no primeiro trimestre de 2025. Isso é resultado direto de um governo que trabalha com responsabilidade, planejamento e compromisso. Estamos avançando com segurança, atraindo investimentos, fortalecendo o setor produtivo e, principalmente, garantindo oportunidades reais para nossa gente”, afirmou o governador Wanderlei Barbosa.

O levantamento aponta crescimento nos cinco grandes setores da economia estadual no primeiro trimestre, com destaque para o setor de serviços, que gerou 2.971 vagas. Em seguida aparecem agropecuária, com 898 postos, comércio, com 881, construção, com 716, e indústria, com 502 novas vagas.

Os dados mostram que 70% das novas contratações, o equivalente a 4.176 vagas, foram preenchidas por homens. Jovens de 18 a 24 anos ocuparam 44% das novas vagas, totalizando 2.650 empregos formais.

Em março de 2025, o estado atingiu um estoque de 264 mil vínculos ativos, o maior para o mês desde 2020. O salário médio real de admissão foi de R$ 1.902,94, alta de 2,07% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O estado conta atualmente com 150.873 empresas ativas, de acordo com dados de abril de 2025. No primeiro trimestre, foram abertas 10.017 novas empresas, o maior número para o período nos últimos cinco anos.





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Tecnologia de pulverização de precisão reduz custos no arroz



Sensores ajudam a poupar defensivos no arroz


Foto: Pixabay

O uso de pulverizadores de alta precisão tem se consolidado como uma ferramenta estratégica no cultivo de arroz, contribuindo para a redução de custos e impactos ambientais. A tecnologia, baseada em sensores de precisão e sistemas de mapeamento, permite a aplicação seletiva de defensivos agrícolas apenas nas áreas que realmente necessitam de controle, evitando o uso indiscriminado de insumos.

A aplicação localizada, orientada por imagens georreferenciadas e análises em tempo real, melhora a eficiência do processo ao direcionar os produtos para pontos específicos da lavoura. Com isso, há menor exposição de áreas sadias aos defensivos e redução no volume total de produtos utilizados.

Especialistas destacam que a tecnologia não apenas diminui o gasto com insumos, mas também contribui para o equilíbrio ambiental ao reduzir o risco de contaminação do solo e da água. Além disso, os sistemas de monitoramento possibilitam o acompanhamento contínuo da sanidade da lavoura, o que facilita decisões mais rápidas e assertivas durante o ciclo produtivo.

A adoção da pulverização de alta precisão no arroz vem ganhando espaço em diferentes regiões produtoras, impulsionada pela busca por práticas mais sustentáveis e economicamente viáveis. Produtores apontam benefícios no controle mais efetivo de pragas e doenças, sem comprometer a produtividade e com maior retorno sobre o investimento em tecnologia.





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Tributação e proteção patrimonial viram foco estratégico



“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio”



“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio"
“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio” – Foto: Pixabay

Com o Brasil ganhando espaço no mercado global como fornecedor agrícola, especialmente diante das tensões entre EUA e China, produtores enfrentam desafios internos como inflação, câmbio volátil e insegurança jurídica. Nesse cenário, estratégias tributárias e patrimoniais passaram a ocupar lugar central na gestão do agronegócio, impulsionando segurança e competitividade.

No campo tributário, uma decisão recente do Carf trouxe alívio ao setor sucroenergético ao permitir a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins nas operações ad rem de combustíveis. Segundo o tributarista Otávio Massa, da Evoinc, essa medida técnica aumenta a segurança jurídica e pode melhorar o fluxo de caixa das usinas, com possibilidade de aplicação administrativa sem necessidade de judicialização.

Já a proteção patrimonial ganha urgência diante de ativos cada vez mais valiosos, como máquinas agrícolas que superam os R$ 5 milhões. Riscos como divórcios, falecimentos e dívidas pessoais ameaçam o capital produtivo quando não há separação entre bens pessoais e empresariais. Para o especialista Luiz Felipe Baggio, da Evoinc, a criação de holdings familiares pode mitigar esses riscos e ainda gerar benefícios fiscais.

“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio, sem a proteção jurídica necessária. A criação de holdings familiares e outros instrumentos extrajudiciais pode assegurar a continuidade dos negócios e ainda gerar ganhos tributários relevantes”, comenta.

Na avaliação dos especialistas, o atual momento exige mais do que produção no campo — exige maturidade na gestão jurídica. Estruturar operações com foco em eficiência tributária e blindagem patrimonial tornou-se essencial para enfrentar incertezas e aproveitar as oportunidades do agronegócio no cenário internacional.

“Quem se antecipa e estrutura sua operação do ponto de vista tributário e patrimonial tende a atravessar períodos de incerteza com mais segurança e a aproveitar melhor as oportunidades do mercado global”, resume Baggio.

 





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Soja fecha em alta em Chicago com apoio do óleo


De acordo com análise da TF Agroeconômica, o contrato de soja para maio na bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sessão desta quinta-feira (2) com alta de 0,53%, ou US\$ 5,50 cents/bushel, cotado a US\$ 1040,25. A valorização foi impulsionada principalmente pelo desempenho do óleo de soja, que subiu 1,61% no dia. Por outro lado, o contrato de julho recuou 0,55% e fechou a US\$ 1050,25. No mercado de derivados, o farelo de soja para maio caiu 0,21% (US\$ 3,5) para US\$ 286,5/ton curta, enquanto o óleo atingiu US\$ 49,36/libra-peso.

O movimento de alta da oleaginosa esteve atrelado à notícia de que a China praticamente zerou suas exportações de óleo de cozinha usado para os Estados Unidos, o que pode aumentar a demanda interna norte-americana por óleo de soja. Esse cenário deu força às cotações do óleo, puxando consigo o grão. No pano de fundo, há também rumores de novos contatos entre os governos dos EUA e da China para tentar aliviar as tensões comerciais, embora não se saiba qual lado teria iniciado o diálogo.

Mesmo com essas especulações, as exportações de soja norte-americana seguem vulneráveis à concorrência com o Brasil e a Argentina. Ele destaca que os produtores sul-americanos estão vendendo volumes expressivos, pressionados pelo avanço da colheita, necessidade de liquidez e expectativa de alta nos custos logísticos. Na Argentina, há ainda a previsão de aumento das tarifas de exportação de 26% para 33% a partir de 30 de junho, o que também estimula vendas antecipadas.

No relatório semanal de exportações divulgado pelo USDA, as vendas de soja dos EUA entre 18 e 24 de abril totalizaram 428,2 mil toneladas para a safra 2024/25, um aumento de 55% em relação à semana anterior e 27% acima da média das quatro semanas anteriores. A China foi a principal compradora, com 139,4 mil toneladas. O USDA também registrou vendas de 50 mil toneladas da safra 2025/26, destinadas integralmente ao México.

 





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Clima e guerra tarifária afetam preço da soja


A análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana entre 15 de abril e 1º de maio, apontou que as cotações da soja recuaram na Bolsa de Chicago. O bom ritmo do plantio nos Estados Unidos e a oferta expressiva da América do Sul neutralizaram os efeitos da trégua anunciada pelo ex-presidente Donald Trump na guerra comercial com a China e outros países.

“A queda só não foi maior porque, enquanto o farelo de soja recuou 1,3% no valor médio de abril em relação a março, o óleo de soja subiu 11,8%”, informou a Ceema.

O contrato para o primeiro mês de vencimento fechou a quinta-feira (1º) cotado a US$ 10,40 por bushel, frente aos US$ 10,34 da véspera e abaixo dos US$ 10,53 registrados na semana anterior. A média de abril ficou em US$ 10,28, com alta de 2,3% sobre março, mas ainda inferior aos US$ 11,64 por bushel apurados em abril de 2024.

Nos Estados Unidos, o plantio da soja alcançava 18% da área esperada até 27 de abril, superando a média histórica de 12% para o período. Na semana encerrada em 24 de abril, os embarques de soja somaram 439.431 toneladas, dentro das expectativas do mercado. No acumulado do ano comercial, os embarques norte-americanos atingem 43,1 milhões de toneladas, 11% acima do mesmo período do ano passado.

Na Argentina, as vendas de soja seguem lentas, mesmo com a implantação de um sistema de banda cambial pelo governo local. “As vendas continuam no ritmo mais fraco dos últimos 11 anos, alcançando apenas 24% da safra de 49 milhões de toneladas colhidas em 2024/25”, destacou a Ceema. O país é o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja.

O mercado global da oleaginosa permanece atento à guerra tarifária iniciada pelos Estados Unidos e ao progresso da nova safra norte-americana. O clima no Meio-Oeste dos EUA é apontado como fator central de monitoramento nesta fase. Além disso, a situação financeira dos EUA influencia diretamente a atuação dos fundos de investimentos em Chicago.

“A economia enfraquecida nos Estados Unidos e no mundo, consequência do erro de Donald Trump ao impor tarifas às importações, afeta fortemente as commodities em geral e a soja em particular”, avaliou a Ceema. Por enquanto, a demanda chinesa bem abastecida não tem provocado movimentos positivos no mercado.





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