domingo, maio 24, 2026

News

News

Conheça o primeiro laboratório agrícola de saúde de solo do Brasil



O Brasil vai sediar, pela primeira vez fora da Europa, um centro internacional de pesquisa agrícola voltado à análise de solos e desenvolvimento de soluções biotecnológicas. O laboratório está instalado no Centro Universitário Ingá (Uningá), em Maringá, no Paraná, e é fruto da parceria entre duas grandes multinacionais do setor: Alltech e Ideagro.

Com investimento superior a US$ 1 milhão, o espaço de 230 metros quadrados está equipado para realizar análises físico-químicas e biológicas, além de detectar, por PCR (técnica que amplifica fragmentos específicos de DNA, permitindo a detecção e quantificação de micro-organismos específicos no solo), de até 340 tipos de vírus e doenças nas principais culturas agrícolas do país.

O objetivo é ampliar a eficiência no uso de tecnologias no campo, com ganhos em produtividade e rentabilidade para os produtores brasileiros.

O laboratório também vai se dedicar ao conceito de solo supressivo, ou seja, um ambiente equilibrado biologicamente, menos propenso ao surgimento de pragas e mais favorável ao desenvolvimento das plantas. A meta é lançar ao menos cinco novas soluções voltadas ao controle biológico e ao estímulo radicular.

Além da estrutura de pesquisa, a parceria com a Uningá também vai oferecer oportunidades de intercâmbio. Dois alunos do curso de Agronomia poderão, anualmente, viajar à Espanha para participar de um programa de troca de conhecimentos.

Confira a reportagem completa da repórter Valéria Burbello, direto de Maringá (PR).



Source link

News

Frente fria e ciclone trazem chuva de 150 mm e ventos de 100 km/h nesta semana



Instabilidades formadas no Paraguai pegam a Região Sul do Brasil em cheio nesta semana. Condições também afetam o Centro-Oeste, principalmente às áreas de fronteira. Temporais também no Nordeste e muita chuva no Norte. Já no Sudeste, a prevalência será de tempo firme e seco.

Confira a previsão do tempo e os destaques do clima entre segunda (5) e sexta (9) fornecidos pelo meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller:

Sul

As instabilidades que atuam no Paraguai organizam um pouco de chuva para o extremo sul do Rio Grande do Sul na noite desta segunda-feira (5). Contudo, a maior parte do dia ainda será de sol e poucas nuvens. Não chove nas demais áreas da região e as temperaturas sobem à tarde. Entretanto, uma nova frente fria avança sobre o território gaúcho na quarta-feira (7), levando chuva e temporais para todo o estado, mas sem força para chegar em Santa Catarina e no Paraná.

No entanto, essa calmaria é passageira: entre quinta e sexta-feira (8 e 9) haverá a formação de um ciclone extratropical próximo ao litoral sul do Rio Grande do Sul, levando mais temporais para o estado, com intensidade o suficiente para afetar os outros dois estados da Região. O meteorologista destaca que há sério risco de queda de granizo e rajadas de vento acima de 100km/h em solo gaúcho a partir de quarta-feira, mesmas condições que devem suceder em território catarinense e paranaense na quinta-feira.

“Alerta também para chuva volumosa no Rio Grande do Sul com acumulados que variam entre 100 e 150 mm entre quarta e quinta, deixando o estado sob risco de alagamentos e deslizamentos de terra. Em Santa Catarina e no centro-sul do Paraná, o volume de precipitação varia entre 20 e 30 mm, porém, ficam sob atenção devido ao risco de granizo e rajadas de vento intensas entre quinta e sexta feira”, reforma Müller.

Sudeste

A semana começa com padrão de tempo firme e mais seco em São Paulo, no interior e Triângulo de Minas Gerais. O vento úmido que sopra do mar contra a costa favorece chuva
mais rápida e isolada no litoral do Espírito Santo e no nordeste mineiro. O tempo segue firme, com sol e poucas nuvens no Rio de Janeiro neste começo de semana.

De acordo com o meteorologista do Canal Rural, a semana será ensolarada e seca no estado de São Paulo, Rio de Janeiro, sul e oeste de Minas e Triângulo mineiro, o que favorece os trabalhos em campo em relação à colheita do café.

“No extremo nordeste de Minas e Espírito Santo, uma semana com mais umidade com chuvas de 30 a 50 mm que ajudam a manter a boa umidade do solo, mas atrasam as operações em campo. Por outro lado, atenção para a baixa umidade relativa do ar no interior de São Paulo, que deve ficar abaixo dos 30%”.

Centro-Oeste

A semana começa com um pouco de chuva no oeste de Mato Grosso do Sul devido às instabilidades que atuam no Paraguai, mas a maior parte da segunda-feira (5) será de sol, com calor. Müller destaca as pancadas de chuva de moderada a forte intensidade no noroeste e norte de Mato Grosso. Entretanto, o tempo será firme no Distrito Federal e em todo o estado de Goiás.

“A temperatura volta a se elevar em Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso com os termômetros entre 38ºC e 40ºC, causando estresse térmico em lavouras de milho 2ª safra e no gado em confinamento”.

O meteorologista ressalta que a umidade atinge somente o extreme sul do território sul-mato-grossense e noroeste de Mato Grosso, ou seja, em áreas de fronteira com o Paraguai e a Bolívia. Nessas áreas, os acumulados variam entre 10 e 20 mm. Em Goiás, semana ensolarada, sem previsão de chuva.

Nordeste

Os temporais continuam entre Bahia e Sergipe, com o volume de chuva aumentando em Aracaju. Algumas pancadas fortes podem ocorrer no decorrer da segunda no litoral e norte do
Maranhão. Tempo instável em Fortaleza (CE) e ar seco no interior nordestino.

“A chuva se concentra em toda a faixa litorânea da região com chuva de 30 a 50 mm, porém, em áreas de interior o predomínio é de tempo quente e seco, mantendo as lavouras sob déficit hídrico”.

Segundo o meteorologista, o alerta para o litoral da Bahia continua, especialmente para Salvador e região devido ao risco de alagamentos e deslizamentos de terra. Isso porque no litoral norte do estado, os acumulados de chuva giram em torno de 80 a 100 mm nos próximos dias.

Norte

Risco de temporal entre Acre, Amazonas, Roraima e o Amapá. Dia abafado com sol entre nuvens e chance de pancadas mais fortes entre a tarde e à noite, com risco alto para transtornos.

De acordo com Müller, o tempo fica firme no sul do Tocantins. Semana mais úmida no centro norte do Pará, Amapá, de Roraima e centro norte do Amazonas, com acumulados que variam entre 50 e 70 mm. “No Tocantins, Acre, Rondônia, centro-sul do Amazonas e centro-sul do Pará, a chuva varia entre 20 e 30 mm. No geral, a umidade ajuda a manter as pastagens e os cultivos em desenvolvimento sem prejudicar os trabalhos em campo”, destaca.

Segundo ele, a tendência nas próximas semanas é da chuva diminuir, reduzindo a umidade em grande parte das regiões até o final do mês.



Source link

News

comunidades da Amazônia sofrem com falta de água potável e saneamento



A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro, na cidade de Belém, reunirá líderes mundiais com o objetivo de pensar e agir pelo futuro dos territórios urbanos e florestais do planeta diante dos desafios impostos pelo aquecimento global.

Pela primeira vez, o principal palco das negociações mundiais sobre o tema será na Amazônia, um dos biomas mais estratégicos para esse debate, tanto pela riqueza de recursos naturais quando pela vulnerabilidade.

Distante apenas 1,5 quilômetro do centro histórico de Belém, a Ilha do Combu é parte integrante da área insular da cidade, que representa 65% do território da capital, com 39 ilhas catalogadas pela Companhia de Desenvolvimento de Belém. Para acessar o local a partir da área continental, é necessário cruzar o Rio Guamá, em uma travessia que dura em média 15 minutos.

Esse caminho é percorrido com frequência pelo comerciante Rosivaldo de Oliveira Quaresma, 49 anos, em busca de água mineral. Morador nascido e criado na ilha e proprietário de um restaurante, o comerciante diz que os maiores desafios de quem vive nesse lado da cidade são água potável e esgoto.

“Alguns turistas acham que a gente usa água do rio para fazer suco, para bater açaí. Aí a gente fala que a nossa água é desses tambores de 20 litros, e que é caro para a gente, mas não tem outra opção. Então, o consumo geralmente é água mineral”, explica.

De acordo com o comerciante, a água do Rio Guamá é utilizada apenas nos banheiros e para lavagem de roupa e de louça, após ser bombeada para uma pequena caixa d´água e passar por um tratamento caseiro.

“O certo era mesmo fazer o puxado da água do rio, fazer um tratamento mais forte e botar numa caixa para 20 famílias. Lá na outra comunidade, botar para mais 20. Mas o problema é o valor que é caro para um ribeirinho fazer.”

Diferentemente da área continental da cidade, que na sua maioria é abastecida pela rede de distribuição ligada aos mananciais da Área de Proteção Ambiental (APA) da Região Metropolitana de Belém, como os lagos Água Preta e Bolonha, grande parte da região insular depende de sistemas de distribuição independentes. A criação de infraestrutura também depende de um planejamento ambiental.

As ilhas não foram incluídas nas obras para a COP30, mas os comitês brasileiros co-organizadores apontam a realização de 30 obras na parte continental da cidade, entre as quais o serviço de macrodrenagem de 13 canais.

A Ilha do Combu é uma área de proteção ambiental (APA) criada há 28 anos pela Lei Estadual 6.083/1997 e gerida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio).

Em março, a instituição publicou uma nota informando que o plano de manejo para orientar o uso sustentável dos recursos naturais da ilha e definir o ordenamento territorial só começou a ser elaborado no último ano e está prestes a ser concluído, no entanto, não foi informado quando o documento estará disponível.

Apesar da COP30, falta saneamento

O mesmo problema ocorre com o sistema de saneamento. A maior parte das 596 famílias que vivem na ilha possui fossa séptica, mas, com o turismo crescente no local, as estruturas existentes acabam não sendo adequadas para atender também os visitantes.

“A gente não joga o esgoto no rio ou na mata. Mas, quando enche, a gente tem que tirar e jogar na mata, sempre. E a gente não tem um apoio até o momento para resolver isso”, explica.

As exceções são casos como o da professora aposentada Ana Maria de Souza, 61 anos, que, antes mesmo de empreender na ilha, decidiu adequar a própria moradia para hospedar turistas e oferecer refeições caseiras. Junto com a ampliação do local, a moradora da ilha decidiu construir uma fossa ecológica.

O modelo levado à região por pesquisadores da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) faz uso de tanques de evapotranspiração de baixo custo por usar entulhos e pneus como matéria-prima. Também usa plantas da região amazônica, como bananeiras e helicônias, que possuem alto potencial de evapotranspiração (soma da evaporação da água pela superfície de solo mais a transpiração de plantas).

De forma prática, os dejetos percorrem diferentes materiais colonizados por bactérias que promovem uma digestão do esgoto sem a necessidade de oxigênio e, ao final, as plantas absorvem os líquidos devolvendo a água limpa à atmosfera pela evapotranspiração. “Eu posso dizer que eu estou muito feliz, porque eu também tenho a fossa ecológica na minha casa”, comemora.

De acordo com a presidente do comitê da COP30 no estado do Pará, Hana Ghassan, as obras estão dentro do cronograma e, até novembro, estarão concluídas. Até o momento, dois rios já foram canalizados. Os serviços incluem, além de canalização de rios, instalação de água esgoto e drenagem, além da pavimentação asfáltica nas ruas no entorno.

O técnico em eletrônica Glaybson Ribeiro, 46 anos, vive há 25 anos em uma casa às margens do canal da Rua Timbó, um dos dois locais onde as obras já foram concluídas. Ele considera que o investimento no saneamento da região trouxe uma mudança significativa.

“Antes era um sofrimento para a gente. Era uma chuva atrás da outra e todo tempo as casas ficavam cheias de água, e a gente colocava tijolo, madeira para levantar a geladeira, o fogão. A gente saia para trabalhar e tinha que deixar tudo suspenso”, lembra Ribeiro.

O vendedor de peixe Raimundo da Costa Nunes, 63 anos, mora há 40 anos na região e diz que precisou ao longo dos anos subir a estrutura da casa três vezes para não ser afetado pelas águas. Agora não precisa mais se preocupar com o problema. “Tem morador que fica xingando e perguntando “cadê as árvores?’ Melhor quente, sem a sombra, que cheio de água”, diz.

De acordo com Hana, a nova infraestrutura de saneamento já estava prevista na ação do governo estadual, por isso foi uma das primeiras a ficarem prontas antes da COP30. Com a conclusão das demais, o impacto positivo alcançará cerca de 900 mil pessoas, afirma a presidente do comitê.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com o Ideflor-bio em busca de mais informações sobre o Plano de Manejo da Ilha do Combu, mas até a publicação da matéria não houve resposta.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de silagem depende de manejo adequado


A produção de silagem exige atenção em todas as etapas para evitar perdas e garantir um alimento de qualidade ao rebanho. Quando mal produzida ou manejada de forma incorreta, a silagem pode resultar em perdas elevadas no armazenamento, além de prejudicar a saúde e o desempenho dos animais.

Segundo Thiago Neves Teixeira, engenheiro agrônomo, mestre em conservação de forragens e técnico da Sementes Oeste Paulista (SOESP), “detalhes fazem grande diferença no resultado final”. Ele destaca que a escolha da cultura, o manejo da lavoura, o momento da colheita, o tamanho das partículas, a regulagem das máquinas, a compactação e a vedação do silo são fatores decisivos para o sucesso do processo.

De acordo com o especialista, “no caso de forrageiras como o Panicum maximum, é essencial optar por variedades com boa produtividade de matéria seca e qualidade de fibra”. Teixeira observa que “variedades com menor teor de lignina e uma maior proporção de folhas em relação aos colmos favorecem a digestibilidade, impactando diretamente na qualidade bromatológica do alimento volumoso ofertado ao rebanho”.

Para garantir a qualidade da silagem, Teixeira ressalta a importância do solo bem manejado e do controle de pragas, doenças e plantas daninhas. “Pode-se obter uma silagem de baixa qualidade a partir de uma forrageira de alta qualidade se a tecnologia empregada não for adequada, mas jamais será obtido uma silagem de alta qualidade a partir de uma forrageira de baixa qualidade”, alerta.

O momento da colheita também é determinante. Segundo a Embrapa, o ideal é que a planta atinja entre 28% e 40% de matéria seca. No caso de capins tropicais, o teor costuma estar mais próximo do limite inferior no ponto ideal de corte. “Colher fora desse ‘time’ pode prejudicar a fermentação ou reduzir drasticamente a digestibilidade”, explica Teixeira.

O especialista recomenda atenção ao tamanho das partículas. “Para silagem de Panicum, o ideal são partículas entre 1,5 e 2,5 centímetros, cortes abaixo dessa faixa podem gerar distúrbios metabólicos nos animais e/ou aumento das perdas por efluentes uma vez que geralmente o capim é um material mais úmido em relação a outras plantas forrageiras e o menor tamanho de partícula está associado ao maior rompimento das células. Por outro lado, tamanhos de partícula acima dessa faixa podem gerar dificuldade de compactação e segregação do alimento pelos animais”.

A regulagem das máquinas também é fundamental. “Equipamentos corretamente ajustados garantem colheita homogênea e fermentação eficiente”, explica Teixeira.

Para evitar perdas, a compactação deve ser eficiente. “Compactar bem é essencial, especialmente no caso do Panicum, cuja estrutura é mais fibrosa”, afirma o especialista. A vedação do silo também merece atenção. “Se há entrada de oxigênio, ocorre fermentação aeróbia, o que consome nutrientes, gera calor e facilita o desenvolvimento de microrganismos indesejáveis”, alerta.

O uso de sementes certificadas é outro ponto relevante. “Sementes certificadas proporcionam melhor rendimento por hectare, melhor formação da pastagem e uma produção mais uniforme da planta forrageira, o que resulta em silagem de maior qualidade”, orienta Teixeira.

O especialista recomenda ainda o uso de aditivos. “Para forrageiras como o Panicum e outros capins tropicais, deve-se focar nos inoculantes a base de bactérias produtoras de ácido lático para acelerar a redução do pH após a vedação do silo, reduzindo perdas ao longo do processo fermentativo. isso pode ser um diferencial importante para manter a qualidade da silagem de capim”, observa.

Por fim, Teixeira explica como identificar uma silagem bem fermentada. “A silagem está pronta quando apresenta temperatura estável, ausência de oxigênio e adequados teores de ácidos orgânicos que impedem a proliferação de microrganismos indesejáveis, podendo ficar armazenadas por longos períodos desde que mantida a condição de anaerobiose dentro do silo. O tempo mínimo de fermentação recomendado é de 3 a 4 semanas, podendo sofrer alterações de acordo com a forragem e inoculante microbiano utilizados”, finaliza.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Três parasitas causam prejuízos bilionários à pecuária



Os nematoides, parasitas internos presentes em praticamente todas as pastagens



Os nematoides, parasitas internos presentes em praticamente todas as pastagens
Os nematoides, parasitas internos presentes em praticamente todas as pastagens – Foto: Bing

Os parasitas representam um dos principais desafios da pecuária brasileira, sendo responsáveis por perdas anuais que superam R$ 80 bilhões, de acordo com o médico veterinário Felipe Pivoto, gerente de serviços técnicos da Vetoquinol. Entre os agentes mais danosos estão o carrapato-do-boi, a mosca-dos-chifres e os nematoides gastrintestinais, que afetam diretamente a saúde e a produtividade do rebanho.

O carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus) é um ectoparasita hematófago que pode causar doenças graves como a Tristeza Parasitária Bovina, além de reduzir o ganho de peso e a eficiência produtiva dos animais. Estima-se que os prejuízos causados por ele atinjam R\$ 6 bilhões por ano. Já a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans), também hematófaga, estressa o animal com dezenas de picadas diárias, o que compromete a ingestão de alimentos e pode levar à anemia, gerando perdas de cerca de R\$ 15 bilhões anuais.

Os nematoides, parasitas internos presentes em praticamente todas as pastagens do país, afetam o trato gastrintestinal dos bovinos e podem reduzir em até 20% a absorção de nutrientes, com impacto financeiro estimado em R\$ 42 bilhões por ano. Esses números demonstram a importância de estratégias eficazes para o controle parasitário.

Para enfrentar o problema, a Vetoquinol oferece o Bullmax Premium, um endectocida injetável com fluazuron e eprinomectina, que atua com eficácia sobre os três principais parasitas da bovinocultura. Segundo Pivoto, a tecnologia avançada do produto reforça o compromisso da empresa com a saúde animal e a rentabilidade da pecuária nacional.

“A estimativa é de que os prejuízos anuais ultrapassem os R$ 80 bilhões por ano. A tecnologia avançada de Bullmax® Premium oferece alta eficácia antiparasitária. Com essa solução, a Vetoquinol reforça seu compromisso com a saúde do rebanho nacional, promovendo bem-estar animal e maior rentabilidade para o pecuarista”, ressalta Pivoto.

 





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Brasil tem superávit comercial de US$8,155 bi em março, acima do esperado


Logotipo Reuters

BRASÍLIA (Reuters) – A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$8,155 bilhões em março, uma alta de 13,8% sobre o saldo apurado no mesmo mês do ano passado, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta sexta-feira.

O saldo veio acima de expectativas de economistas consultados pela Reuters, que previam superávit de US$7 bilhões para o mês.

As exportações somaram US$29,178 bilhões no mês, uma alta de 5,5%% em relação a março de 2024. As importações, por outro lado, cresceram 2,6%, totalizando US$21,023 bilhões.

Os dados de março seguem um forte resultado negativo no mês anterior, quando a balança registrou déficit de US$323,7 milhões, o primeiro saldo negativo mensal desde janeiro de 2022, sob o impacto da importação de uma plataforma de petróleo da China no valor de US$2,7 bilhões, segundo os dados do governo.

No ano, o país acumulou até março um superávit comercial de US$9,982 bilhões, uma queda de 46% em relação ao observado no mesmo período de 2024. No período, as exportações somaram US$77,314 (-0,5%), e as importações, US$67,332 bilhões (+13,7%).

O Mdic atualizou suas estimativas para a balança comercial no ano, prevendo um superávit de US$70,2 bilhões em 2025, o que representaria uma redução de 5,4% em relação ao saldo de 2024. Em janeiro, o ministério havia estimado um saldo positivo de US$60 bilhões a US$80 bilhões para o ano.

A projeção para as exportações foi atualizada para US$353,1 bilhões (US$320-US$360 bilhões antes) e a estimativa para as importações passou a US$282,9 bilhões(US$260-US$280 bilhões antes).

(Por Victor Borges)





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Leguminosas sustentáveis são destaque na Agrishow


Os visitantes da 30ª edição da Agrishow 2025 terão acesso a novas alternativas sustentáveis para a agricultura e pecuária. A Embrapa Pecuária Sudeste está apresentando duas leguminosas que aliam produtividade e preservação ambiental: o Guandu BRS Guatã e o Guandu BRS Mandarim.

Segundo a Embrapa, as duas cultivares oferecem benefícios relevantes para a produção agropecuária, além de contribuírem para a saúde do solo e a redução da dependência de insumos químicos. A feira acontece em Ribeirão Preto (SP) até 2 de maio e deve receber cerca de 195 mil visitantes ao longo dos cinco dias de exposição.

O Guandu BRS Guatã se destaca pelo potencial no controle natural de quatro espécies de nematoides, pragas que causam prejuízos bilionários à agricultura brasileira todos os anos. Ao reduzir a necessidade de defensivos químicos em culturas como soja, cana-de-açúcar e feijão, a cultivar representa, segundo a Embrapa, “uma alternativa conservacionista e econômica”. A instituição explica ainda que o Guatã promove a fixação biológica de Nitrogênio, melhora as propriedades do solo e auxilia na recuperação de pastagens degradadas sem uso de fertilizantes nitrogenados.

Além disso, a alta tolerância ao déficit hídrico permite que a planta mantenha a produtividade mesmo em períodos de seca. “O Guatã também pode ser utilizado como alimento de qualidade para bovinos durante a estação seca, oferecendo uma opção de suplementação volumosa de baixo custo”, informa a Embrapa.

O Guandu BRS Mandarim, por sua vez, é reconhecido pela capacidade de recuperação de áreas degradadas, especialmente quando consorciado com braquiária. Segundo a Embrapa, a cultivar “apresenta alto potencial para adubação verde, melhora a fertilidade do solo e a qualidade do pasto, dispensando a adubação nitrogenada na recuperação de pastagens, já que o resíduo da sua roçada funciona como adubo, liberando nitrogênio no sistema”.

A instituição destaca que essas tecnologias refletem o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em especial a meta 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável. “Ao promover a sustentabilidade dos sistemas de produção e a melhoria da qualidade dos produtos, o Guatã e o Mandarim beneficiam tanto os produtores quanto o sistema produtivo agropecuário”, afirma a Embrapa.

Durante a Agrishow 2025, produtores e técnicos poderão esclarecer dúvidas e conhecer mais detalhes sobre as cultivares no estande da Embrapa, onde especialistas estarão à disposição para orientar sobre o uso das tecnologias no campo.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Importação de fertilizantes cresce 10,9% no 1º trimestre



Importação cresce no início de 2025




Foto: Canva

A importação de fertilizantes pelo Brasil somou 7,9 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a março de 2025, um aumento de 10,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram internalizadas 7,2 milhões de toneladas. Os dados são da edição de abril do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta semana.

Segundo a Conab, o volume importado visa atender à demanda das safras de inverno, incluindo a segunda safra de milho, o sorgo — cultura que ganha relevância a cada ciclo — e os cereais de inverno, com destaque para o trigo.

O porto de Paranaguá foi responsável pela entrada de 1,43 milhão de toneladas no primeiro trimestre, volume ligeiramente abaixo do registrado no mesmo período de 2024, quando chegaram 1,48 milhão de toneladas. Já os portos do Arco Norte movimentaram 850 mil toneladas, superando as 750 mil toneladas do ano passado. Pelo porto de Santos foram internalizadas 1 milhão de toneladas, frente a 1,06 milhão de toneladas no primeiro trimestre do ano anterior.

A Conab avalia que o crescimento na importação está alinhado ao planejamento para suprir a demanda das lavouras de inverno, diante da importância crescente dessas culturas no calendário agrícola brasileiro.





Source link

News

Protagonistas da pecuária nacional são homenageados na ExpoZebu



A entrega do Mérito ABCZ, uma das solenidades mais tradicionais da ExpoZebu, reconheceu 16 personalidades que se destacam por sua contribuição ao desenvolvimento da pecuária nacional e internacional. Em 2025, os homenageados foram reconhecidos nas seguintes categorias: Nacional, Internacional, Técnico, Colaborador, Comunicação, Especial e Político.

Criada em 1977, a honraria passou a se chamar Mérito ABCZ em 1999 e contempla diferentes áreas ligadas ao setor. Conheça os congratulados esse ano durante a ExpoZebu 2025:

Categoria Nacional

  • Alderico Pinheiro de Campos (in memoriam)
  • Antônio José Dourado de Oliveira
  • Djenal Tavares Queiroz Neto
  • Durval Werneck de Menezes
  • Fausto Rodrigues da Cunha
  • Geraldo Moacyr Bordon (in memoriam)
  • Hélio Corrêa de Assunção
  • Irmãos Barros Correia
  • Jairo Queiroz Jorge
  • José Nazareno Goulart Junior
  • Marcos Melo

Outras categorias

Manfred Rohrmoser Jiménez, Ireno Cassemiro da Costa, Adriana Lopes Sgobbi Porto, Alexandre Eggers Garcia, Antônio Cabrera Mano Filho, André Aranha Corrêa do Lago e Hugo Motta Wanderley da Nóbrega.

Durante a cerimônia, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Gabriel Garcia Cid falou sobre o reconhecimento do trabalho dos homenageados, “Hoje é um momento de reconhecimento, de reflexão sobre a nossa cultura, nossas raízes, nosso trabalho e como eles influenciam o progresso do nosso país. A agropecuária tem um papel de destaque na construção de um futuro promissor para o agronegócio brasileiro. Ao olharmos para cada homenageado, lembramos da força e da resiliência do povo do nosso país. Nossa atividade movimenta a economia, gera empregos e fortalece nossa identidade como nação agropecuária por excelência. Deixo aqui minhas sinceras saudações a todos os homenageados. Vocês nos inspiram. São exemplos de comprometimento e dedicação ao nosso setor”, destacou, durante discurso.

Sobre ExpoZebu

A ExpoZebu termina neste domingo, dia 4 de maio, e reuniu nos últimos seis dias autoridades, criadores, profissionais da comunicação e representantes do setor agropecuário nacional e internacional.



Source link

News

Preços do suíno caem em abril, mas seguem 20% acima do registrado em 2024



As cotações médias do suíno vivo e da carne registraram leve enfraquecimento em abril na comparação com março, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A queda, embora modesta, está associada à menor demanda por parte da indústria frigorífica no mês.

Apesar disso, o ritmo de comercialização seguiu normal, sem registro de cancelamentos de carga, especialmente nos últimos dias do mês, segundo apontam agentes consultados pelo Cepea.

Valores da carne suína e do suíno vivo

No comparativo anual, os preços da carne suína e do suíno vivo, em abril de 2025, ficaram cerca de 20% acima dos praticados em igual período do ano passado. A valorização reflete um cenário de oferta controlada e demanda aquecida, sobretudo no mercado externo — fatores que vêm sustentando os patamares elevados de preços no setor suinícola.

Sobre o Cepea

O Cepea é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP) e realiza pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio, o que abrange questões (transversais) de defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias.



Source link