Segundo Leandro Cieslak, engenheiro agrônomo e representante técnico comercial da Yara Brasil, diversos fatores críticos estão movimentando o mercado de fertilizantes nesta semana, com destaque para os segmentos de nitrogenados, fosfatados, Enxofre e Potássio. A análise foi compartilhada por Cieslak em publicação nas redes sociais, destacando os principais pontos de atenção para produtores e profissionais do agronegócio.
No segmento dos nitrogenados, há pressão de alta devido às tarifas impostas pelos Estados Unidos, à demanda crescente da Índia e à expectativa de aumento da área cultivada com milho naquele país. Por outro lado, o mercado de amônia apresenta viés de baixa, com oferta ampliada proveniente da Europa, Oriente Médio e China. Ainda assim, a demanda indiana pode representar um ponto de inflexão.
No caso dos fosfatados, a oferta global limitada tem impulsionado os preços. No Brasil, o MAP segue com preços firmes, enquanto SSP e TSP registram valorização. A Índia mantém uma forte demanda, embora o governo local questione os valores praticados. A ausência da China nas exportações aumenta a incerteza, especialmente diante da demanda aquecida nos Estados Unidos, que também precisa ser monitorada.
O mercado de enxofre continua em alta no cenário internacional, influenciado pela forte demanda da Indonésia e pela oferta restrita nos EUA e na Europa. A China está no radar dos analistas, enquanto o Brasil já sente o impacto da alta.
Por fim, o potássio mantém tendência de valorização, com o Brasil atuando como um dos principais compradores e influenciando o cenário global. A relação de troca entre soja e KCl ainda é considerada favorável, garantindo a atratividade da compra. EUA e China adotam uma postura mais cautelosa, enquanto o Canadá segue como um dos principais fornecedores. A China, no entanto, pressiona por preços mais baixos, o que pode gerar ajustes no mercado.
O tempo continua firme na maior parte do Brasil e a semana começa sob influência de um bloqueio atmosférico que ainda deve se estabelecer e ganhar força nos próximos dias. A chuva vai continuar concentrada nos extremos do país. Em São Paulo, por exemplo, a atuação da alta pressão no interior do país impede a formação de nuvens de chuva em todo o estado, mantendo a condição de tempo mais seco e com baixa umidade.
As noites, madrugadas e manhãs continuam com temperaturas mais baixas e sensação de frio. Com a presença do sol no decorrer do dia, volta a esquentar à tarde.
Confira os detalhes do tempo em cada região do Brasil, segundo a Climatempo:
Região Sul
A semana começa com pancadas moderadas a forte na região do Chuí (RS) e no extremo sul e sudoeste gaúcho, devido a passagem afastada de uma frente fria em alto mar. Porto Alegre e Curitiba, podem registrar nevoeiro de manhã, prejudicando a visibilidade – com a presença do sol no decorrer do dia, as tardes voltam a ter temperaturas mais elevadas, fazendo calor na capital gaúcha. O tempo continua firme em Santa Catarina e no estado do Paraná.
Região Sudeste
A infiltração marítima provoca chuva moderada no litoral do Espírito Santo e na região do Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais – sem risco de volumes altos, chuva mais rápida e isolada nestas regiões.
As temperaturas continuam amenas em SP e no RJ pela manhã – com a presença do sol, volta a fazer calor à tarde e não há previsão de chuva – a alta pressão que atua no interior do Brasil continua bloqueando as instabilidades – o interior paulista e as cidades do oeste e Triângulo de Minas, ficam mais secas, com umidade relativa do ar abaixo dos 30%.
Região Centro-Oeste
As instabilidades que atuam no Paraguai contribuem para pancadas mais irregulares e localizadas no oeste e sudoeste de Mato Grosso do Sul, teremos um dia abafado com sol entre nebulosidade variável e chance de pancadas moderadas a forte.
Umidade alta ainda entre noroeste, oeste e centro-sul de Mato Grosso com chance de algumas pancadas durante à tarde. O tempo continua firme e mais seco no nordeste de MS, em todo o estado de GO e no DF, com valores de umidade do ar abaixo dos 30%.
Região Nordeste
A chuva mais pesada segue caindo entre a região do recôncavo baiano e o litoral de Alagoas. Destaque para a condição de chuva forte seguida por volumes elevados no estado do Sergipe com alerta para temporais em Aracaju.
Risco permanece elevado para transtornos. Na costa norte, a aproximação da ZCIT volta favorecer pancadas de chuva moderada a forte sobre o litoral do Maranhão e do Piauí.
Região Norte
A chuva perde força em boa parte do Amazonas, Pará e Tocantins, mas segue caindo de maneira expressiva no Amapá, Roraima, Acre e também em alguns pontos do oeste amazonense – com alerta para temporal.
Em Registro, cidade do Vale do Ribeira, interior de São Paulo, um exemplo de empreendedorismo rural vem chamando a atenção.
O Sítio Shimada, tradicional produtor de chá artesanal, é a prova viva de que a formalização pode ser um divisor de águas para pequenos agricultores.
Com o CNPJ em mãos e o negócio legalizado, a família conquistou novos mercados — inclusive fora do Brasil. O chá teve uma participação significativa na economia local entre as décadas de 70 e 80.
No entanto, começou a perder seu espaço na produção das mudas de chá na década de 90. A competição com mercados estrangeiros, como a Argentina, foi um fator decisivo.
A importância da formalização para o crescimento do negócio
Ume Shimada, empreendedora nata, quis manter a tradição: inaugurou a ‘Fábrica Artesanal de Chá Preto’ aos 87 anos, em 2014, em um terreno que ela herdou dos pais – onde a família já havia trabalhado também com plantação de lichia e café, e com criação de bicho da seda.
“Naquela época, as empresas já não estavam mais comprando nosso chá. A única solução foi fazer a nossa própria minifábrica para processar o chá internamente”, conta Teresinha Shimada, agricultora e filha de Ume.
Mesmo com a fábrica em funcionamento, faltava a parte mais importante: a legalização do negócio. Foi então que a família procurou o Sebrae/SP. A instituição oferece diversos cursos sobre empreendedorismo e negócios.
“Depois que fizemos os cursos do Sebrae, conseguimos compreender que ter o negócio legalizado era essencial para o crescimento e a expansão da nossa atividade”, relembra a empreendedora.
Teresinha Shimada em sua propriedade, em Registro, São Paulo. Foto: Divulgação: Canal Rural
Novos negócios no Brasil
Em paralelo a essa trajetória, um levantamento recente do Sebrae revelou uma forte alta na abertura de pequenos negócios no Brasil.
Nos primeiros três meses de 2025, foram registrados 1.407.010 novos CNPJs no país, com destaque para os microempreendedores individuais (MEIs), que representaram 78% do total.
O crescimento de MEIs no Brasil foi significativo, com um aumento de 35% no primeiro trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024.
O crescimento também foi notável entre as micro e pequenas empresas, que tiveram uma alta de 28%.
Entre as regiões, o Sudeste, Sul e Nordeste lideraram na abertura de pequenos negócios, com São Paulo (28,6%), Minas Gerais (10,9%) e Rio de Janeiro (7,8%) se destacando.
No entanto, estados como Ceará, Piauí e Amazonas mostraram o maior avanço, com registros de novos empreendimentos crescendo mais de 50% em comparação ao primeiro trimestre de 2024.
Além disso, o setor de serviços foi o que mais se destacou, com 63,7% de novos negócios, seguido por comércio (20,8%) e indústria da transformação (7,6%).
“O principal deles é contar com os benefícios da Previdência. Então, um empreendedor formalizado, ele tem um CNPJ e ele passa a contar com um auxílio doença, afastamento, o que ele precisar. Ele contribui para aposentadoria e também tem a parte de mercado que é mais aceito como um negócio em compras coletivas, por exemplo”, explica.
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Inovações e a visão para o futuro
A busca por inovação continua sendo uma prioridade para o Sítio Shimada. A família está investindo em novos produtos, como cerveja feita com chá defumado e até um chá gaseificado.
“A formalização nos deu a segurança para ousar e explorar novas ideias e produtos. Hoje, temos uma visão mais ampla e estamos sempre em busca de novas possibilidades”, afirma Teresinha.
Esse processo de legalização não apenas transformou a vida da família Shimada, mas também está inspirando outros produtores rurais a seguirem o mesmo caminho.
“A nossa história tem mostrado a outros agricultores que é possível mudar a realidade de suas propriedades. Muitos estão se organizando e criando suas próprias minifábricas, diversificando seus produtos. A formalização é um passo essencial para o crescimento de qualquer negócio rural”, afirma Teresinha, que observa com entusiasmo o movimento de outros pequenos empreendedores.
O Sítio Shimada é um exemplo de como a formalização pode gerar inúmeros benefícios. Teresinha, que está à frente do negócio na terceira geração, confia que o caminho da formalização será a chave para um futuro promissor.
“Nosso objetivo é continuar expandindo, com a nossa empresa estruturada e reconhecida. Acredito que a quarta geração estará aqui para continuar essa missão”, afirma com convicção.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a guerra comercial EUA-China manteve tensões, enquanto o FMI revisou para baixo as projeções globais de crescimento.
Nesta semana, o foco será a Super Quarta: o Copom deve elevar a Selic para 14,75%, e o Fed manter juros estáveis, enquanto o IPCA de abril tende a desacelerar.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
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A precipitação variou bastante nos EUA – Foto: Canva
As chuvas de abril trouxeram alívio às lavouras de trigo de inverno no Kansas, um dos maiores produtores dos Estados Unidos. As condições das plantações melhoraram significativamente, especialmente nas regiões centrais do estado, onde o trigo se prepara para uma colheita promissora. No entanto, algumas áreas ainda enfrentam escassez de água, o que afeta negativamente o rendimento potencial da safra.
A precipitação variou bastante nos EUA, com algumas regiões recebendo até 12 polegadas de chuva, enquanto outras ficaram com menos de 1 polegada. Embora a chuva tenha sido benéfica em muitas áreas, ela não foi suficiente para corrigir os danos em regiões mais secas. O impacto das chuvas no crescimento do trigo será definido pela continuidade das temperaturas moderadas e por eventuais precipitações adicionais nas semanas seguintes.
Enquanto isso, o mercado de trigo experimenta pressão, com os preços futuros atingindo mínimas. A preocupação maior no setor não é mais o clima, mas sim a fraca demanda externa e a baixa base de preços, que geram ansiedade entre os produtores. Além disso, as exportações continuam lentas, e o transporte do grão enfrenta dificuldades, o que afeta a competitividade do trigo americano no mercado global.
Embora o risco de pragas e doenças seja mínimo até o momento, produtores estão tomando precauções, especialmente em relação à ferrugem-das-folhas, que pode afetar as lavouras nas próximas semanas. As expectativas agora se voltam para o comportamento do mercado e o impacto de novas exportações na estabilidade dos preços.
O mercado brasileiro de boi gordo registrou preços mistos ao longo de abril. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a primeira metade do mês foi pautada por um aumento das cotações nas principais praças pecuárias do Brasil.
Segundo ele, na segunda metade do mês, a indústria encontrou uma maior oferta de animais para compor suas escalas de abate e os preços acabaram cedendo em grande parte do Brasil, em especial nos estados de São Paulo e Goiás.
Iglesias sinaliza que, para maio, a expectativa é de queda das cotações, diante da sazonalidade já antecipada para o período, que marca o auge da entrada de oferta de boi gordo no mercado.
“O Dia das Mães, no segundo domingo do mês, e exportações em forte ritmo, são fatores limitadores à queda mais expressiva nos preços”, pontua.
Variação da arroba do boi gordo no mês
Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 30 de abril em comparação a 31 de março:
São Paulo (Capital): R$ 315, recuo de 1,56% (R$ 320)
Goiás (Goiânia): R$ 300, queda de 3,23% (R$ 310)
Minas Gerais (Uberaba): R$ 320, aumento de 4,92% (R$ 305)
Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, avanço de 1,59% (R$ 315)
Mato Grosso (Cuiabá): R$ 325, aumento de 6,56% (R$ 305)
Rondônia (Vilhena): R$ 280, alta de 1,82% (R$ 275)
Mercado atacadista
O mercado atacadista apresentou um forte movimento de valorização nos preços ao longo de abril, em meio ao cenário de oferta mais ajustado.
Para maio, a expectativa ainda é de elevação dos preços no decorrer da primeira quinzena do mês, considerando a entrada dos salários na economia e a comemoração do Dia das Mães, data que, historicamente, motiva o consumo de carne bovina.
O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 25,00 o quilo, queda de 1,96% frente aos R$ 25,50 praticado no mês passado. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 20,50 o quilo, avanço de 8,11% frente aos R$ 18,50 registrados no final de março.
Exportações de carne bovina
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,062 bilhão em abril (17 dias úteis), com média diária de US$ 62,438 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A quantidade total exportada pelo país chegou a 211,548 mil toneladas, com média diária de 12,444 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.021,20.
Em relação a abril de 2024, houve alta de 46,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 31,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 10,8% no preço médio.
A crescente demanda brasileira por produtos naturais, provenientes da produção sustentável, chamou a atenção do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que ampliou a divulgação dos seus trabalhos. Um dos projetos divulgados foi o programa de sistemas de produção de plantas aromáticas e medicinais, desenvolvido pelo Centro de Horticultura do IAC.
Algumas das plantas que ganham novas funcionalidades incluem lavanda, alecrim, manjericão, gerânio e melaleuca, entre outras. A pesquisadora do instituto Eliane Gomes Fabri afirma que a população está procurando consumir cada vez mais produtos naturais. Os tratamentos terapêuticos a base de óleos são uma prova disso.
Assim, com base no estudo das espécies que se adaptam melhor a cada região, é desenvolvido o cultivo para a produção de óleos essenciais. Nesse sentido, o IAC conta com uma planta piloto para a extração do produto de seus bioinsumos.
De acordo com Eliane, o IAC já possui produtos para consumo humano, mas também para animais de pequeno porte e até mesmo animais de grande porte e da agropecuária. O instituto divulga esse projeto através de cursos e palestra realizados na unidade em campinas ou em outras regiões de acordo com a demanda,
Uruguaios fizeram a festa na final do Bocal de Ouro 2025, na Arena do Cavalo Crioulo, neste sábado (3), em Esteio, Rio Grande do Sul. Duas das quatro primeiras colocações entre as fêmeas foram conquistadas por criatórios do país vizinho.
Após uma disputa acirrada, a égua Tempestade Charrua (box 31), da Cabanha La Julieta, de Rio Negro (UY), de José Ignacio e Santiago Gomez Platero, sagrou-se Bocal de Ouro montada pelo ginete Ricardo Gigena Wrege.
O criador José Ignacio Platero definiu como uma “aposta linda” a conquista obtida em parceria com o ginete. Tempestade foi adquirida no ano passado no Brasil e é considerada essencial no criatório.
“Agora é hora de se preparar para o Freio de Ouro na Expointer”, disparou otimista com o futuro da jovem exemplar, que deve se tornar uma das grandes mães do criatório.
Bocal de prata e bronze
Ao correr a Paleateada, Ricardo Wrege dividiu a prova com o amigo Jorge Missioneiro Filho, que conduziu Santa Alice Sinhá Moça (box 42) ao Bocal de Prata. A fêmea pertence a Marcelo Bomfiglio Marçal, da Estância Santa Alice, de Rosário do Sul.
Já o Bocal de Bronze foi para Índia Envenenada del Chamame (box 38), dos criadores Tomas e Martin Marquez, da Cabanha El Chamamé, de Florida, também no Uruguai.
O Bocal de Alpaca ficou com Fascinação da Melodia (box 13), de Renaro Cardoso dos Santos, da Cabanha Melodia, de Santiago, Rio Grande do Sul, montada por Luís Gustavo Rodrigues Ruas.
Vitórias dos machos
Box 57 Ópio da Baraúna | Nota: 21,421
Entre os machos, Ópio da Baraúna (box 57) levou a vitória para a Baraúna Agropastoril Industrial Ltda, de Arroio Grande (RS), e foi montado por Raul Teixeira Lima. O criador Vanderlei Guerra comemorou: “O Bocal é uma etapa do Freio, é o começo. É um animal fantástico, maravilhoso, que cuidamos desde o pé da mãe, com uma genética importante. Ele provou hoje que é muito bom”, afirmou.
O Bocal de Prata foi para Murano da SNC (box 72), pertencente ao expositor Parceria Murano, da Estância Tamareira e da Cabanha SNC, de Santa Rita do Passa Quatro, em São Paulo, e São José dos Pinhais, no Paraná.
O ginete Cezar Augusto Schell Freire foi quem montou o animal. O Bocal de Bronze é de Santa Tecla Recuerdo (box 62), do expositor Rafael Vargas Caetano, montado por Luis Gustavo Rodrigues Ruas.
Já o Bocal de Alpaca nos machos foi para o Condomínio Jaguar da GAP São Pedro (box 93), do expositor Parceria GAP Genética, de Uruguaiana (RS). A montaria ficou a cargo do ginete Fábio Teixeira da Silveira.
Em uma das provas de Bocal mais movimentadas dos últimos tempos, o sábado foi de programação intensa. “O Bocal é sempre repleto de muita expectativa e qualidade. Tivemos neste final de semana um evento lotado. Ver a nossa pista cheia em um dia maravilhoso e com muita qualidade depois de um ano como foi 2024 é uma superação”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), César Augusto Rabassa Hax.
A Embraer projeta que o ano de 2025 pode representar o início de um ciclo de retomada firme para sua divisão de aviação agrícola. Com produção concentrada em Botucatu, interior de São Paulo, a empresa mantém ritmo estável de 60 a 70 aeronaves vendidas por ano – número que deve se repetir neste ano, caso o cenário político e econômico se mantenha favorável.
“Nosso plano, por ora, é continuar nessa faixa de produção”, afirmou o líder da aviação agrícola da companhia, Sany Onofre, durante a Agrishow, feira de máquinas e produtos agrícolas que terminou na última sexta-feira (2).
A capacidade de produção atual permite até 100 unidades por ano sem grandes investimentos. Ainda que não pretenda usá-la por completo, o sentimento da Embraer é de virada. “Este ano já percebemos um otimismo maior que no ano passado, que também foi bom”, disse o executivo. “A gente acha que este ano marca uma virada”, comentou.
Aeronave a etanol
A principal estrela da companhia no segmento é o Ipanema, com mais de cinco décadas. A atual geração do modelo, que já nasce 100% movida a etanol, acumula quase 400 unidades entregues e faz parte de uma frota ativa de cerca de 1.200 aeronaves no país.
“O Ipanema é o avião mais vendido do Brasil – não apenas entre os agrícolas, mas considerando todos os segmentos.”
O modelo, segundo ele, é mais barato de operar do que manter quatro pulverizadores terrestres, substituindo-os em eficiência. O preço atual de um Ipanema gira em torno de R$ 4 milhões, variando conforme os equipamentos embarcados.
Segundo a Embraer, produtores com propriedades acima de 1,5 mil hectares já conseguem justificar o investimento em uma aeronave própria.
Mapeamento de fazenda
Além do Ipanema, a Embraer vem apostando em inovação com o lançamento da plataforma digital Agro Explore, voltada ao mapeamento de fazendas. A solução usa satélites da Visiona, empresa do grupo, para detectar falhas de plantio e focos de pragas, gerando recomendações de aplicação precisa.
Embora a companhia observe tendências como aviões não tripulados, não enxerga os drones como concorrentes diretos. “O Ipanema tem capacidade para mil litros no tanque. Um drone agrícola, como os chineses, carrega cerca de 40 litros. São tecnologias complementares. O importante é usar a ferramenta certa para cada tipo de operação”, comparou.
Um filhote de peixe-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis), espécie ameaçada de extinção, foi resgatado no dia 24 de abril na Vila São José, em Santa Cruz do Arari, no Arquipélago do Marajó.
A operação foi coordenada pelo Escritório Regional do Marajó do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), com apoio das secretarias municipais de Meio Ambiente de Santa Cruz do Arari e de Cachoeira do Arari, além do Instituto Bicho D’água.
O animal foi localizado por comunitários da região, que acionaram a Prefeitura de Soure e o Ideflor-Bio. Diante da urgência do caso, o Instituto Bicho D’água foi mobilizado para prestar suporte técnico à operação.
A equipe do instituto orientou remotamente os cuidados emergenciais com o filhote e indicou uma fórmula alimentar específica para garantir sua estabilidade até a chegada da equipe especializada.
O filhote foi transportado por via fluvial até o município de Cachoeira do Arari, com apoio logístico da Polícia Militar. O trajeto seguiu protocolos de segurança e bem-estar, minimizando o estresse do animal durante o deslocamento.
Ele será encaminhado à Base de Estabilização de Fauna do Instituto Bicho D’água, onde passará por avaliação clínica e cuidados iniciais antes de ser transferido para o centro de reabilitação em Castanhal.
Retorno à natureza
Foto: Divulgação
O filhote será incorporado ao Programa de Conservação do peixe-boi-da-Amazônia, desenvolvido pelo Instituto Bicho D’água, Universidade Federal do Pará (UFPA) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
No Centro de Reabilitação de Fauna Aquática, o animal receberá atendimento veterinário contínuo, alimentação controlada e acompanhamento especializado até atingir condições adequadas para retornar à natureza.
A gerente do Escritório Regional do Marajó Oriental do Ideflor-Bio, Osiane Barbosa, destacou o esforço conjunto envolvido na ação. “Esse resgate é resultado direto da confiança entre as comunidades ribeirinhas e os órgãos ambientais. Cada elo da rede atuou com compromisso e rapidez, mostrando que a conservação é possível quando há diálogo, ciência e envolvimento comunitário”, enfatizou.
O peixe-boi-da-Amazônia está na lista de espécies ameaçadas de extinção segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e seu resgate representa um passo importante para a preservação da biodiversidade amazônica.