domingo, maio 24, 2026

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Com cascos na terra, 1ª Cavalgada do Zé Mineiro resgata a alma tropeira do Brasil



Nos tempos antigos, eram os tropeiros que rasgavam caminhos por esse Brasil afora, levando gado, mantimentos e cultura por rotas que hoje ajudam a contar a história do nosso país. Num Brasil que avança com pressa, ainda há quem caminhe no compasso da poeira e dos cascos.

Em Aruanã (GO), no coração do Araguaia, um grupo de cavaleiros apaixonados por mulas e burros reviveu o tempo dos tropeiros em uma cavalgada de 15 quilômetros pela memória, pela amizade e pela alma da terra: a 1ª Cavalgada do Zé Mineiro — uma festa de tradição, fé e reencontros.

O repórter do Canal Rural Mato Grosso, Pedro Silvestre, esteve em Goiás e acompanhou o evento.

https://www.youtube.com/watch?v=gD2z4nvXh98

Logo ao amanhecer, na Fazenda Santa Luzia, o ranger das selas avisava que o dia começava cedo. Enquanto o sol ainda cochilava atrás da serra, a peonada preparava a tropa com zelo e cuidado. Entre o café quente e a prosa solta, cada detalhe era um aceno à vida simples do campo. A tropa, feita majoritariamente de burros e mulas, era enfeitada com orgulho.

Para Carlos Lopes Rodrigues, tropeiro experiente fazenda, “a tropa foi o barco do Brasil. Carregava café, arroz, gado. Mais de 30 anos puxando boi e nunca mais larguei”. A cavalgada também se tornou espaço de valorização genética dos muares. “Estamos fazendo embriões de éguas quarto de milha com jumentos para produzir muares mais robustos, com casco forte e mais resistência”, explica Weliton dos Santos, gerente da fazenda.

Durante o percurso, a caravana avançava como se o tempo parasse, cortando os campos sob o olhar sereno do Rio Araguaia. Homens, mulheres e crianças — cerca de cem cavaleiros —, ao som dos cascos e do velho carro de boi, homenageavam o tropeirismo em uma verdadeira viagem no tempo.

A cavalgada também foi um tributo a José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, referência do agronegócio nacional. Sua paixão pela lida com os muares começou ainda na infância e é lembrada com orgulho.

O legado se espalha pelos filhos, netos e bisnetos. “Desde pequenos, fomos criados no campo. Meu pai liderou sempre com o exemplo”, disse Wesley Batista. Para Joesley Batista, “é um privilégio conviver com ele e manter viva a cultura que ele construiu”.

O encerramento foi marcado por um almoço típico, moda de viola e um clima de gratidão. “São tradições que só sobrevivem se forem ensinadas no dia a dia”, afirmou o jovem José Batista Neto, neto de Zé Mineiro.

A data escolhida, 2 de maio, foi ainda mais simbólica: aniversário de casamento de Zé Mineiro e Flora Mendonça Batista, que celebraram 66 anos de união. “Foi uma surpresa linda. Não esperava…”, disse Dona Flora, emocionada.

No compasso das mulas, com cheiro de terra e som de berrante, a cavalgada provou que, no coração do Brasil, as raízes da cultura tropeira seguem firmes — como os passos de quem ainda acredita na força da tradição.



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Operação da PF apura fraudes no INSS; entidades do agro são investigadas



Uma operação deflagrada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) está investigando um esquema de fraudes que teria desviado cerca de R$ 6,3 bilhões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Batizada de Operação Sem Desconto, a ação foi iniciada no último dia 23 de abril e apura a participação de 11 entidades, entre sindicatos, associações e confederações — incluindo organizações ligadas ao setor agropecuário.

Entre as instituições mencionadas estão a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares Rurais (Conafer) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag). Ambas se manifestaram por meio de nota oficial. A Conafer disse estar surpresa com a inclusão no processo e afirmou estar à disposição das autoridades. Já a Contag declarou que sempre atuou com ética e responsabilidade, reafirmando seu compromisso com a legalidade.

Os detalhes revelados até o momento apontam para irregularidades grave no INSS: filiações fraudulentas de até 100 pessoas por hora, uso de assinaturas falsas, desvio de benefícios de pessoas com deficiência e analfabetos, além da aquisição de imóveis de alto valor com recursos supostamente desviados — incluindo 16 salas comerciais compradas por R$ 5 milhões em São Bernardo do Campo (SP), atribuídas à Contag, revelou o jornalista do Canal Rural, Ricardo Araújo, na edição desta segunda-feira (5) do Mercado & Companhia.

A classe política reagiu fortemente. Deputados e senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) cobraram investigação rigorosa e punição exemplar aos responsáveis. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) classificou o caso como “um escândalo” e defendeu punições a quem estiver tirando recursos “dos aposentados, das pessoas idosas e vulneráveis”. Já o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) afirmou que esse tipo de esquema “parece estar no DNA” de governos petistas, citando outros casos de corrupção em estatais e fundos públicos.

O novo presidente do INSS confirmou que o processo de ressarcimento dos benefícios a aposentados e pensionistas lesados deve começar já na próxima semana.

As investigações seguem sem prazo para encerramento, e novas informações devem surgir nos próximos dias, conforme o avanço da apuração.



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Fazenda Modelo capacita jovens e ajuda instituições sociais


Produtores rurais e parceiros em Barreiras, no Oeste da Bahia, financiam um projeto que capacita jovens aprendizes como supervisores agrícolas. Com técnicas aplicadas no campo, os participantes produzem alimentos que são doados a instituições sociais da região.

Entre os produtos cultivados estão hortaliças, mandioca e batata-doce. Todo o alimento colhido é destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Na Fazenda Modelo Paulo Mizote, onde são produzidas mais de 10 culturas, idosos como Enedina e Almendes, de 70 e 73 anos, assistidos pelo Abrigo São João Batista, conheceram de perto a origem dos alimentos que consomem.

Segundo Diana Lúcia Oliveira, coordenadora do abrigo, que depende exclusivamente de doações, os alimentos recebidos são fundamentais para garantir a alimentação dos 28 assistidos.

“Eu costumo dizer que quando a gente chega com uma verdura fresquinha, é como se chegasse vida. Porque nós, se não tivéssemos aqui de doação, a gente precisa comprar e esse recurso financeiro para nós é difícil.” conta, Diana.

Mantida por produtores, Fazenda Modelo capacita jovens e ajuda instituições beneficentesMantida por produtores, Fazenda Modelo capacita jovens e ajuda instituições beneficentes
Sr. Almendes, Diana Lúcia, coordenadora do abrigo, Sra. Enedina e João Vitor, gerente da fazenda | Imagem: Felipe Carvalho/ Canal Rural Bahia

Solidariedade no campo

De acordo com João Vitor Saraiva, gerente da Fazenda Modelo, 124 jovens estão contratados para a capacitação técnica. O projeto, liderado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), conta com a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB) e da Prefeitura Municipal de Barreiras.

“O jovem aprendiz contribui desde o plantio até a colheita desses suprimentos para as instituições. É gratificante, porque conseguimos ver um retorno de gratidão, de amor, de carinho”, afirma o gerente.

A produção também abastece o Hospital do Oeste e beneficia crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade atendidos pelo Projeto Cata Vento.

Danilo Grindatto, recebe os alimentos doados pela Fazenda Modelo para o Projeto Cata Vento, em Barreiras (BA)Danilo Grindatto, recebe os alimentos doados pela Fazenda Modelo para o Projeto Cata Vento, em Barreiras (BA)
Danilo Grindatto, coordenador operacional do Projeto Cata Vento | Imagem: Felipe Carvalho/ Canal Rural Bahia

Para Danilo Grindatto, coordenador operacional do Projeto Cata Vento, a doação é essencial para as 473 crianças e adolescentes de 6 a 16 anos atendidos pela entidade.

“É muito importante porque nos oferece verduras e hortaliças de ótima qualidade. Agradeço de verdade a esse projeto, porque está ajudando de forma exemplar. Muita gente deveria fazer o mesmo”, ressalta Grindatto.

A iniciativa não apenas forma supervisores agrícolas, mas também cidadãos solidários, conscientes da grandeza de produzir para alimentar.

“Sempre digo a eles, todas as vezes que venho aqui: isso que vocês estão fazendo é muito mais do que apenas aprender a plantar e colher”, reforça Diana Lúcia Oliveira, coordenadora do abrigo.

Ana Beatriz, jovem aprendiz da Fazenda Modelo Paulo Mizote em Barreiras, no Oeste da BahiaAna Beatriz, jovem aprendiz da Fazenda Modelo Paulo Mizote em Barreiras, no Oeste da Bahia
Ana Beatriz, jovem aprendiz da Fazenda Modelo Paulo Mizote | Imagem: Felipe Carvalho/ Canal Rural Bahia

Ana Beatriz Nascimento, jovem aprendiz de 19 anos, conta que encontrou na experiência na fazenda o que esperava.

“Acho maravilhoso, porque a gente vê que muita gente precisa. Fazer esse trabalho, colher e entregar para essas pessoas, saber que elas vão receber, é um prazer nosso. A gente fica feliz por elas”, conclui a jovem.


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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Trump estende prazo de venda do TikTok em 75 dias


Logotipo Reuters

 

Por David Shepardson e Dawn Chmielewski

WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos Donald Trump prorrogou por 75 dias o prazo para que a empresa chinesa de tecnologia ByteDance venda os ativos norte-americanos do popular aplicativo de vídeos curtos TikTok a um comprador não chinês, para evitar ser submetida a uma proibição que deveria entrar em vigor em janeiro, de acordo com uma lei de 2024.

“O acordo requer mais trabalho para garantir que todas as aprovações necessárias sejam assinadas”, disse Trump nesta sexta-feira, explicando por que está estendendo o prazo estabelecido por ele em janeiro e que deveria expirar no sábado. “Esperamos continuar trabalhando de boa fé com a China, que, pelo que sei, não está muito feliz com nossas tarifas recíprocas.”

A China agora enfrenta uma tarifa de 54% sobre os produtos importados pelos Estados Unidos. Trump disse que estaria disposto a reduzir as tarifas sobre a China para conseguir um acordo com a ByteDance.

Trump afirmou que seu governo esta em contato com quatro grupos diferentes sobre um possível acordo com a TikTok. Ele não os identificou.

“Não queremos que o TikTok ‘fique no escuro'”, acrescentou Trump.

As negociações lideradas pela Casa Branca sobre o futuro do TikTok, usado por cerca de metade dos norte-americanos, estão se unindo em torno de um plano para que os maiores investidores não chineses da empresa controladora ByteDance aumentem suas participações e adquiram as operações do aplicativo nos EUA, informou a Reuters.

O plano envolve a criação de uma entidade norte-americana para o TikTok e a diluição da participação chinesa no novo negócio para abaixo do limite de 20% estabelecido pela legislação norte-americana, salvando o aplicativo de uma iminente proibição nos EUA, disseram fontes à Reuters.

O Susquehanna International Group, de Jeff Yass, e a General Atlantic, de Bill Ford, ambos representados no conselho da ByteDance, estão liderando as discussões com a Casa Branca, informou a Reuters.

O Walmart também está considerando juntar-se a um grupo de investidores em um acordo para o TikTok, disse um repórter da ABC News na mídia social. O grande varejista, que havia manifestado interesse em investir no TikTok em 2020, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

O maior obstáculo a qualquer acordo para os negócios do TikTok nos EUA é a aprovação do governo chinês. Até agora, Pequim não se comprometeu publicamente a permitir uma venda.

O TikTok não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

(Reportagem de David Shepardson e Dawn Chmielewski)





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Pavilhão da Agricultura Familiar na Agrishow gera R$ 2,5 milhões de faturamento


A maior feira agro da América Latina, a Agrishow, realizada em São Paulo, chegou à edição de número 30 com cerca de 200 mil visitantes e registro de R$ 14,6 bilhões em intenções de negócios, crescimento financeiro de 7% em relação ao ano anterior.

Entre as atrações do evento, o Pavilhão da Agricultura Familiar atraiu mais de 25 mil pessoas e rendeu aproximadamente R$ 2,5 milhões em faturamento, conforme levantamento da Secretaria Estadual de Agricultura de São Paulo, organizadora do espaço dedicado à produção artesanal.

“A área destinada a produtores artesanais só comprova que o pequeno empreendedor tem espaço em qualquer lugar, só precisa de apoio e oportunidade, como foi feito aqui, na Agrishow”, destacou o secretário de Agricultura do estado, Guilherme Piai.

Diversidade paulista na Agrishow

produtor pavilhão agrishowprodutor pavilhão agrishow

O espaço contou com 94 estandes e mais de 120 produtores de diversas regiões de São Paulo e ofereceu aos visitantes a oportunidade de conhecer a diversidade dos produtos artesanais de São Paulo.

O espaço ainda foi cenário para a entrega do Sisp Artesanal de número 175, que amplia a competividade da produção artesanal paulista, com abertura de mercados e retirada dos produtores da informalidade.

“Essa união de esforços não apenas fortalece o mercado interno, mas também projeta o agronegócio de São Paulo como referência de qualidade e inovação no cenário nacional”, destacou o produtor da Prelúdio Charcutaria, em Santo André, Lúcio Paulo Ribeiro da Silva.

A Secretaria de Agricultura realizou, em 2024, obras de melhoria e ampliação no pavilhão da Agricultura Familiar. Para o subsecretário de Agricultura, Orlando Melo de Castro, os investimentos no espaço resultam no aumento participativo de produtores.

“O pavilhão foi muito bem visitado, a estrutura melhorou muito, com colocação de piso de concreto, banheiro próprio para os produtores. Nós tínhamos lá no pavilhão mais de 100 expositores, sendo que no ano passado eram 80, então nós crescemos em número, desde quando estabelecemos este pavilhão em 2022, na retomada após a pandemia”, analisou.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores devem manter cautela na venda do Feijão-carioca



A projeção é que, em maio, a oferta de Feijão-carioca seja menor do que em abril



A projeção é que, em maio, a oferta de Feijão-carioca seja menor do que em abril
A projeção é que, em maio, a oferta de Feijão-carioca seja menor do que em abril – Foto: Ibrafe

Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o feriado desta semana pode favorecer tentativas de desvalorização do feijão-carioca por parte de compradores, especialmente em São Paulo. Há expectativa de que sejam oferecidos preços abaixo dos patamares praticados na semana anterior, numa tentativa de pressionar os produtores a venderem seus estoques. O IBRAFE recomenda que, se possível, os agricultores evitem negociar durante este período para não comprometer sua rentabilidade.

A projeção é que, em maio, a oferta de Feijão-carioca seja menor do que em abril, o que deve sustentar ou até elevar os preços. Embora baseadas em estimativas, essas previsões seguem uma lógica de mercado consistente. Exemplo disso ocorreu recentemente no Noroeste de Minas, região com o maior volume estocado do grão. Lá, produtores chegaram a receber ofertas até R\$ 10 a menos por saca, mas rejeitaram, sinalizando resistência à pressão de preços baixos.

No Paraná, os primeiros lotes colhidos nos Campos Gerais têm gerado preocupação. Relatos apontam predominância de grãos miúdos e com manchas, indicando possível perda de qualidade e, consequentemente, menor valor de mercado. Esse cenário também contribui para a necessidade de maior cuidado na comercialização do produto.

Diante desses fatores, o IBRAFE reforça a importância de atenção redobrada às movimentações do mercado nas próximas semanas. A recomendação é de cautela estratégica, preservando estoques e buscando melhores oportunidades de venda à medida que o cenário de oferta e demanda se desenha com maior clareza.

 





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Demanda por etanol e ração seguram maiores quedas nos preços do milho



O mercado brasileiro de milho seguiu pressionado na semana passada, com queda de preços em quase todas as regiões. Isso porque a oferta cresceu com o avanço da colheita da primeira safra e as boas condições da safrinha no Centro-Oeste e Sul.

Ao mesmo tempo, compradores mostraram-se cautelosos, aguardando melhores oportunidades. A demanda interna segue estável, com destaque para usinas de etanol e o setor de ração, que ajudam a limitar quedas mais acentuadas.

No exterior, o milho também caiu, influenciado pelo avanço do plantio nos Estados Unidos e pelas vendas mais fracas. O contrato com vencimento em julho fechou em US$ 4,69/bushel na semana anterior.

O que esperar do mercado do milho?

Análise da plataforma Grão Direto destaca pontos de atenção ao produtor de milho para esta semana. Acompanhe:

  • Oferta crescente e demanda cautelosa: o cenário climático segue favorável para a safrinha e a colheita da primeira safra avança. Com compradores mais retraídos, a tendência é de manutenção da pressão de baixa no físico, especialmente no curto prazo.
  • Demanda pode limitar quedas maiores: setores como o de etanol e ração mantêm certo apetite, o que pode evitar recuos mais agressivos, principalmente se houver repiques pontuais.
  • Atenção ao USDA: a divulgação do novo relatório de oferta e demanda (Wasde) em 12 de maio pode trazer volatilidade adicional para os preços internacionais. O ritmo de plantio nos Estados Unidos também continuará sendo acompanhado de perto.
  • Dólar: a moeda norte-americana segue em trajetória de enfraquecimento frente ao real, com foco nos dados econômicos dos Estados Unidos e na evolução das tensões comerciais com a China. Para esta semana, indicadores como o IPCA (Brasil) e o CPI (EUA) podem movimentar o câmbio e, por consequência, afetar diretamente a competitividade das exportações brasileiras.
  • Cenário externo mais calmo: a melhora no tom diplomático entre Estados Unidos e China também trouxe certo alívio ao mercado, reduzindo a busca por proteção e contribuindo para a valorização de moedas emergentes, como o real.
  • Impactos no agro: essa queda na moeda norte-americana afeta diretamente a competitividade das exportações brasileiras, tornando os produtos menos atrativos no exterior e pressionando os preços no mercado físico, especialmente para a soja e o milho. Porém, pode melhorar as condições de compras de insumos e implementos.

Recomendação ao produtor

A Grão Direto pontua que em um ambiente de ampla oferta e incerteza internacional, a gestão de margem se torna ainda mais estratégica.

“Fique atento a oportunidades pontuais de comercialização, aproveite momentos de repique nos preços e negocie com base em informações atualizadas. O cenário exige cautela, mas também pode oferecer boas janelas para travas de preços com rentabilidade”, diz a plataforma, em nota.



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Teremos onda de calor em maio?



Maio é um mês com características mais próximas do inverno do que do outono. A frequência de dias frios aumenta no centro-sul do Brasil e as precipitações diminuem muito na região central do país. Frente frias especiais podem chegar ao Nordeste com muita chuva e o ar frio polar pode chegar ao Norte do Brasil, causando o fenômeno da friagem. Além disso, o ar mais seco, provocado por bloqueios atmosféricos, é capaz de causar ondas de calor como as que assolaram o país no ano passado.

Conheça algumas características meteorológicas típicas dos meses de maio no Brasil, segundo a Climatempo.

Frio, geada e neve

Maio é considerado um dos meses mais frios do ano nos estados da região Sul. A entrada de massas de ar frio de origem polar, de moderada a forte intensidade, já são mais prováveis causando quedas de temperatura bastante acentuadas, que podem ocasionar eventos de geada generalizada, até de moderada a forte intensidade. Muitos meses de maio têm frio suficiente para provocar geada na região Sudeste e em Mato Grosso do Sul. Episódios de queda de neve na região Sul também já ficam mais prováveis em maio.

Frentes frias continentais

A passagem de frentes frias é bastante comum sobre o Sul e o Sudeste do Brasil e algumas podem provocar temporais. Algumas frentes frias especiais conseguem influenciar o Centro-Oeste, o sul da região Norte e chegam ao Nordeste. Estas frentes frias são chamadas de continentais e espalham o ar frio de origem polar pelo interior do país, causando temperaturas bastante baixas em áreas como o norte de Mato Grosso, o Distrito Federal, Rondônia, Acre e sul do Amazonas.

Redução da chuva em algumas partes do país

O mês de maio marca uma grande redução das médias de precipitação nos estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste. A maior influência do ar frio de origem polar causa a diminuição dos níveis de umidade no ar e consequentemente da nebulosidade e também das condições para a chuva. Por isso, é comum a ocorrência de vários dias consecutivos sem precipitação durante o mês de maio em muitas áreas destas regiões. Dias com baixos níveis de umidade no ar também ficam mais comuns no Sul, no Sudeste, no Centro-Oeste e em parte do interior do Nordeste.

Época de chuva em outras partes do Brasil

Ao mesmo tempo, maio é um mês de aumento da frequência e da intensidade da chuva na costa leste do Nordeste. Além das frentes frias que conseguem avançar pela costa da Bahia, fenômenos como Ondas de Leste trazem chuva forte volumosa para a faixa litorânea entre Natal e Salvador.

No extremo norte do Brasil, maio ainda é um mês de chuva frequente e volumosa no Amapá, no norte do Pará e do Amazonas e em Roraima.

Frio de perda radiativa

As madrugadas de maio podem ser frias não apenas por causa da passagem do ar frio de origem polar, mas também pelo efeito de perda radiativa. Os dias secos, com noites com pouca ou nenhuma nebulosidade, geram um resfriamento mais acentuado da atmosfera fazendo com que as temperaturas fiquem baixas durante a madrugada, mesmo sem a presença de ar frio polar intenso.

Grande amplitude térmica

A falta da nebulosidade durante o dia e à noite gera outro fenômeno típico desta época do ano, que é a grande amplitude térmica diária, que significa uma grande diferença entre a temperatura mínima e a temperatura máxima no mesmo dia. Podemos dizer que um dia com grande amplitude térmica tem uma diferença de pelo menos 15°C entre a menor e a maior temperatura de um mesmo dia.

Nevoeiro

A formação de nevoeiro no começo da manhã também é um fenômeno típico de maio. O resfriamento acentuado que ocorre com a passagem de massas de ar frio, de origem polar, e também pelo efeito de subsidência de sistemas de alta pressão atmosférica, são os principais causadores do nevoeiro em maio, especialmente no centro-sul do Brasil. Mas vale lembrar que o nevoeiro (ou neblina, como se fala popularmente) é um fenômeno que pode ocorrer em qualquer lugar e em qualquer época do ano, desde que as condições atmosféricas estejam adequadas.

Pode ocorrer onda de calor em maio?

Sim, pode! Ondas de calor são eventos meteorológicos que podem ocorrer em qual quer época do ano e que estão ficando mais comuns também no Brasil. Em maio de 2024, o Brasil enfrentou uma onda de calor histórica que fez com que a cidade de São Paulo as cinco maiores temperaturas para este mês, em mais de 80 anos de medições.



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Como foi a primeira semana de maio no mercado de soja?



A primeira semana de maio foi marcada por forte volatilidade nas cotações internacionais da soja. Segundo a plataforma Grão Direto, em Chicago, os preços recuaram após semanas de recuperação, influenciados pelo bom ritmo do plantio nos Estados Unidos e pelas condições climáticas favoráveis. Segundo o USDA, o andamento do plantio está dentro da média histórica, o que reforça a expectativa de uma safra cheia.

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Além disso, a ausência de avanços concretos nas negociações comerciais entre China e EUA contribuiu para a pressão negativa sobre os preços, mantendo o mercado internacional em compasso de espera e alimentando a incerteza entre os agentes.

Colheita no Brasil

No cenário doméstico, a colheita de soja da safra 2024/25 está praticamente finalizada. No entanto, foram observados problemas pontuais de qualidade no Rio Grande do Sul e no Paraná. Com isso, o foco do mercado brasileiro se volta para os prêmios de exportação, que seguem pressionados pela lentidão nos embarques. Apesar desse cenário, a soja brasileira continua competitiva frente ao produto norte-americano, o que sustenta parte da demanda externa.

Câmbio

O dólar recuou ao longo da semana, encerrando cotado a R$5,69. A valorização do real, combinada à instabilidade das cotações internacionais, trouxe cautela ao mercado físico. Como resultado, o ritmo de comercialização permanece lento, com produtores avaliando estrategicamente os momentos de venda.

O que esperar do mercado de soja?

O clima seco em importantes estados produtores dos EUA favorece o avanço do plantio, o que mantém a expectativa de uma produção robusta. Acompanhar os boletins meteorológicos e o ritmo das atividades agrícolas no hemisfério norte seguirá sendo essencial para entender os movimentos futuros das cotações em Chicago.

Além disso, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para baixo suas estimativas de exportação da soja brasileira para maio, refletindo a lentidão nos embarques e a pressão sobre os prêmios. Esse cenário pode contribuir para manter o mercado físico travado no curto prazo.

O impasse nas relações comerciais entre China e Estados Unidos também segue com incertezas. Qualquer sinal de avanço nas negociações pode provocar reações imediatas nos preços internacionais, o que torna esse um ponto de atenção para o setor.

Diante de um cenário de ampla oferta global e incertezas externas, a orientação é reforçar a gestão de margem. Vendas pontuais devem ser aproveitadas em momentos de repique nos preços. O monitoramento atento do câmbio e dos prêmios de exportação será essencial para decisões comerciais mais estratégicas.



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Clima e vencimentos de custeio derrubam preços da soja



O clima favorável à colheita tem contribuído para a safra de Soja 2024/25 no Brasil e na Argentina. O clima também favoreceu o cultivo da safra 2025/26 nos Estados Unidos de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O cenário favorável para o cultivo nos Estados Unidos pressionou os prêmios para a exportação da oleaginosa nos portos e no mercado spot na última semana. 

Ainda de acordo com os pesquisadores do instituto, outro fator que também influenciou as cotações foram os vencimentos de custeio no final de abril. 

Essa questão contribuiu para aumentar o interesse de vendas e, consequentemente, abaixar o valor das cotações 

Por outro lado, os pesquisadores do Cepea apontam que muitos vendedores ainda esperam por preços maiores nos próximos meses, indicando preferência por contratos a termo. 

A colheita segue avançando no Brasil e na Argentina. De acordo com a medição da Conab, até o dia 26 de abril, 94,8% da área de soja nacional já havia sido colhida, superando os 90,5% registrados no mesmo período de 2024.

*Sob supervisão de Thiago Dantas



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