Uma nova frente fria que deve levar chuva de até 300 mm para o Rio Grande do Sul avança pela Região a partir desta sexta-feira (10) e, assim, gera ainda mais instabilidades em Santa Catarina e no Paraná.
Além da chuva, os dois estados devem enfrentar rajadas de vento que podem chegar a 90 km/h, especialmente nas áreas ao oeste e sudoeste de ambos.
De acordo com a Climatempo, o crescimento das nuvens carregadas terão o suporte da umidade proveniente da faixa norte do país e da ventania em altos níveis da atmosfera.
Foto: Climatempo
No mapa de risco acima, o maior destaque é para as áreas em roxo, que abrangem o oeste de Santa Catarina e o oeste e sudoeste do Paraná. Nesses locais, há previsão de tempestades, com possibilidade de chuva volumosa e ventania.
Já as áreas em vermelho, que incluem o centro e sudeste catarinense e grande parte do centro-oeste do Paraná, estão em alerta para temporais ao longo do dia. Na faixa em amarelo, por sua vez, a previsão é de pancadas de chuva com intensidade moderada a forte.
Contudo, para alívio de parte dos dois estados, o leste do Paraná e o nordeste de Santa Catarina o tempo seguirá firme, sem expectativa de chuva.
Os maiores acumulados de chuva previstos para o estado do Paraná nesta sexta-feira se concentram no extremo oeste do estado:
Missal: 49 mm;
Itaipulândia: 47 mm;
Pato Bragado: 46 mm;
Marechal Cândido Rondon: 45 mm;
Medianeira: 41 mm;
Santa Helena: 38 mm;
Foz do Iguaçu: 35 mm;
São Miguel do Iguaçu: 33 mm;
Capanema: 31 mm;
Palotina: 29 mm
Frente fria e ventos intensos
Foto: Climatempo
Outro fator importante desta sexta-feira será a força do vento, conforme a Climatempo. As rajadas poderão variar entre 71 e 90 km/h nas áreas em vermelho do mapa acima, como o centro-oeste de Santa Catarina e o oeste e sudeste do Paraná. Nas áreas em amarelo, a previsão indica rajadas entre 51 e 70 km/h.
Segundo a empresa de climatologia, a intensidade dos ventos está diretamente ligada ao contraste entre a massa de ar quente, que domina o centro do Brasil, e o ar mais frio que avança com a frente fria. Essa diferença de temperatura provoca uma queda de pressão em determinadas áreas, aumentando o gradiente de pressão e acelerando os ventos.
O agronegócio brasileiro começou 2025 com resultados positivos no fornecimento de fertilizantes. Dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) mostram um crescimento expressivo tanto nas entregas quanto na produção de insumos agrícolas. A movimentação indica uma retomada consistente da demanda interna, reflexo do otimismo do setor com o novo ciclo produtivo.
Somente em fevereiro, foram entregues 3,38 milhões de toneladas de fertilizantes ao campo, representando um aumento de 17,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a fevereiro, o volume totalizou 7,07 milhões de toneladas — crescimento de 7,7% na comparação com 2024. O desempenho reflete o aquecimento da atividade agrícola em diversas regiões do país.
A produção nacional de fertilizantes intermediários também acompanhou essa tendência. Em fevereiro, o Brasil produziu 510 mil toneladas desses insumos, volume 1,6% maior que o registrado no mesmo mês de 2024. Considerando o bimestre, a produção chegou a 1,15 milhão de toneladas, avanço de 12% em relação ao mesmo período do ano passado.
Além do aumento na produção, o país intensificou as importações. Em fevereiro, foram importadas três milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, alta de 19% frente a fevereiro de 2024. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, as importações somaram seis milhões de toneladas, representando um crescimento de 10,1% na comparação anual.
Já as exportações de fertilizantes e formulações NPK permaneceram estáveis. Em fevereiro, o Brasil exportou 50,21 mil toneladas, um leve aumento de 0,2%. De janeiro a fevereiro, o volume exportado chegou a 110,71 mil toneladas, com crescimento de apenas 0,3% em relação a 2024. Os números refletem o foco do setor no abastecimento do mercado interno.
Entre os estados, o destaque ficou com Mato Grosso, que liderou as entregas com 1,91 milhão de toneladas, crescimento de 11,1% em relação ao primeiro bimestre de 2024. O Paraná registrou alta ainda mais expressiva, de 22,6%, ao passar de 832 mil para 1,02 milhão de toneladas. Goiás também se destacou com aumento de 14,5%, atingindo 845 mil toneladas.
Outros estados como Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul também apresentaram crescimento nas entregas. Por outro lado, a Bahia e o Rio Grande do Sul registraram queda. Na Bahia, o volume caiu 13%, e no RS, a redução foi de 3,5%. Apesar disso, o saldo nacional foi amplamente positivo, consolidando o início de ano como promissor para o mercado de fertilizantes no país.
O cenário sinaliza uma preparação robusta do agronegócio brasileiro para as próximas safras, com investimentos crescentes em nutrição de solo e produtividade. A expectativa do setor é de que o ritmo de entregas continue elevado nos próximos meses, acompanhando o planejamento dos produtores em todo o território nacional.
Neste episódio do Porteira Aberta Empreender, vamos explorar o tema gestão de negócios para os micro e pequenos produtores rurais.
Descubra estratégias para agregar valor à sua propriedade, otimizar suas finanças e aproveitar as melhores oportunidades do mercado com Victor Rodrigues Ferreira, analista de competitividade do Sebrae Nacional.
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#PROGRAMA #7
Gestão feminina oferece um novo olhar ao agro
Neste episódio do Porteira Aberta Empreender, você vai acompanhar histórias de produtoras rurais que conquistaram novos mercados, mostrando a força e a determinação feminina no agro.
Juliana Almeida, diretora de Administração e Finanças do Sebrae Alagoas, compartilha orientações essenciais sobre gestão de negócios rurais liderados por mulheres.
Além disso, oferece dicas valiosas que podem ajudar pequenas produtoras a prosperarem em seus empreendimentos.
Nesta edição, você vai conhecer histórias de mulheres que com muita disciplina, planejamento e qualificação conseguiram inovar o negócio no campo e o Sebrae foi um alicerce para as conquistas.
Um dos assuntos abordados no programa Porteira Aberta Empreender, foi sobre o Sebrae/Delas com a participação de Renata Malheiros, que é gestora nacional do Sebrae/Delas e especialista em empreendedorismo feminino. Você também vai conhecer a história de uma produtora de uva no Paraná, que conquistou o primeiro lugar no prêmio nacional do ‘Sebrae Mulheres de Negócios’
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Capacitação: o caminho para impulsionar seu negócio
#PROGRAMA #5
Que tal investir em conhecimento e expandir seu negócio no mercado? O nesta edição do Porteira Aberta Empreender, vamos falar sobre capacitação. A qualificação abre portas para novas oportunidades, melhora a gestão, ajuda no planejamento e, claro, na rentabilidade do seu empreendimento rural. No campo, isso se traduz em mais eficiência, inovação e produtividade. Então, aperte o play e descubra como dar o próximo passo rumo ao sucesso!
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#PROGRAMA #5 | Tema: Capacitação: o caminho para impulsionar seu negócio
Exportação para pequenos produtores
#PROGRAMA #4
Nesta edição do Porteira Aberta Empreender, você vai conhecer algumas formas de exportação para pequenos produtores rurais. A exemplo do Fairtrade (Comércio Justo, em português) e das Trading Companies (Empresas Comerciais Exportadoras, em português). Quer saber mais sobre como transformar o seu negócio? Então, aperte o play e descubra! ▶️✨
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#PROGRAMA #4 | Tema: Exportação para pequenos produtores
#PROGRAMA #3
Acesso ao Crédito: saiba as melhores formas de investimento
Nesta edição do Porteira Aberta Empreender, vamos mostrar como solicitar financiamento de forma simples e eficiente, de acordo com a sua necessidade.
Você também vai conhecer o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMP), uma solução que pode destravar o crédito para quem aposta na agroindústria e quer expandir seus negócios.
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#PROGRAMA #3 | Tema: Acesso ao Crédito
O programa Porteira Aberta Empreender é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você descobrir produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo no campo.
#3
Indicação Geográfica: “protege ativos do território como história e saberes”
Neste programa do Porteira Aberta Empreender, descubra como as Indicações Geográficas (IGs) podem contribuir para a valorização dos produtos e serviços rurais, destacar qualidades e fortalecer as tradições regionais.
Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras do Futuro do Sebrae, explica: “A IG protege os ativos de um território, como sua história, saberes e fatores naturais.”
Acompanhe histórias inspiradoras, exemplos de sucesso e dicas práticas para compreender o impacto desse reconhecimento no mercado. Acesse, AQUI
PROGRAMA #2 | Tema: Indicação Geográfica
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O programa Porteira Aberta Empreender é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você descobrir produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo no campo.
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Crédito consciente: a chave para crescer no campo!
No primeiro episódio do Porteira Aberta Empreender, descubra como acessar crédito de forma responsável e estratégica para transformar o seu negócio rural. Confira:
Uma vaca da raça Nelore conquistou o tetracampeonato na ExpoZebu pela primeira vez ao longo dos 90 anos da tradicional feira, considerada a maior de pecuária zebuína do mundo.
Carina FIV do Kado, avaliada em R$ 24 milhões, brilhou mais uma vez na pista de Uberaba, Minas Gerais, e consagrou-se como a maior campeã do evento.
Responsável pelo manejo do animal, Heitor Pinheiro Machado, da Casa Branca Agropastoril, conversou com a jornalista Cleide Assis, do Canal do Criador (projeto de leilões e genética animal do Canal Rural) sobre a conquista. “Foi uma sensação única”, resumiu, ao lembrar o momento do anúncio do título.
Invicta de ponta a ponta
Com apenas quatro anos de vida, Carina venceu em todas as etapas pelas quais passou: de bezerra a vaca adulta, sempre no topo do pódio. Ao se considerar o nível atual das competições, o feito é impressionante.
“Hoje o julgamento está muito competitivo. Os animais são muito próximos. Um animal ganhar absolutamente tudo é muito difícil. A Carina se manteve invicta de ponta a ponta. Ela é realmente impressionante”, destaca.
Apesar da exigência que o circuito de exposições impõe aos criadores, a preparação de Carina sempre foi diferenciada — ou melhor, discreta. “Ela é tão completa que o desafio maior era não atrapalhar. Nunca teve problema de aprumo ou algo a corrigir. O preparo sempre foi suave, porque ela já era naturalmente extraordinária”, considera.
Segundo Machado, o biotipo da vaca Nelore ajudou a consolidar um novo padrão desejado para a raça. “Ela imprimiu um tipo no julgamento: um animal mediano, sem excessos, extremamente equilibrado, funcional e ainda assim com muita beleza. Isso tem guiado os julgadores nos últimos anos.”
Para o responsável pelo manejo, levar Carina novamente à pista, após três títulos consecutivos, era arriscado. Isso porque qualquer resultado abaixo da vitória seria encarado como uma queda. “Ela estava no auge. Tinha acabado de parir uma bezerra linda, com um úbere fantástico. Mostrava toda sua funcionalidade. Não fazia sentido esconder isso. Queríamos mostrar ao mundo como ela continua produzindo e encantando”, finaliza.
Uma das vacas mais valiosas do mundo
Carina FIV do Kado se consagrou como uma das vacas mais valiosas do mundo ao atingir a marca histórica de R$ 24 milhões durante o Leilão Cataratas Collection, em Foz do Iguaçu, Paraná, em 22 de novembro de 2024.
Na ocasião, superou o valor da até então recordista Viatina-19, avaliada em R$ 21 milhões em 2023. Contudo, atualmente, o preço estimado de Viatina ultrapassa os R$ 40 milhões.
Após o leilão, Carina passou a integrar o plantel de quatro importantes criatórios nacionais: Casa Branca Agropastoril, RS Agropecuária, RFA Agropecuária e Syagri Agropecuária.
Veja abaixo todas as premiações conquistadas por Carina:
2022 – Campeã Bezerra Nacional Expoinel 2022
2023 – Campeã Novilha Maior e Terceira Melhor Fêmea Expozebu 2022
2023 – Campeã Vaca Jovem e Grande Campeã Expoinel 2023
2024 – Campeã Vaca Jovem e Grande Campeã Expozebu 2024
2024 – Campeã Vaca e Grande Campeã Expoinel 2024
2025 – Campeã Vaca Adulta e Grande Campeã Expozebu 2025
O assistente virtual baseado em inteligência artificial da Nestlé acaba de registrar um crescimento de aproximadamente 300% em atendimentos a pequenos e médios produtores de cacau em todo o Brasil.
Disponível via WhatsApp, o Theo, nome da ferramenta, fornece orientações técnicas sobre práticas sustentáveis e generativas no cultivo da semente, além de informações sobre preço e previsão do tempo – responsáveis por mais de 50% das interações no chatbot.
Segundo balanço da empresa, desde seu lançamento, em 2023, o número de usuários passou de 1.862 para 7.172 em abril de 2025.
O Theo integra o Nestlé Cocoa Plan (NCP), programa de sustentabilidade da multinacional, e já enviou mais de 160 edições do boletim técnico “Dicas do Theo”. O conteúdo aborda temas de ESG (Ambiental, Social e Governança, na tradução) e manejo e qualidade do cultivo baseados no Boletim Técnico nº 221, da Ceplac/Mapa.
O programa da Nestlé atende a mais de 6.500 cacauicultores em estados como Bahia, Pará, Espírito Santo, Tocantins, Rondônia e São Paulo, promovendo práticas alinhadas à rastreabilidade da cadeia do cacau.
Para acessar o conteúdo do Theo, produtores e interessados devem apenas salvar o número (27) 99901-1960 no WhatsApp e mandar um “Oi”.
Além de acessar todo conteúdo disponível de forma gratuita, ao se cadastrar, o usuário entra para a lista de pessoas que recebem dicas semanais com novidades e tecnologias disponíveis para a cadeia do cacau.
Uma recente determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a desapropriação de terras onde há registros de incêndios criminosos e desmatamento ilegal tem causado preocupação entre produtores rurais no Paraná. A decisão, assinada pelo ministro Flávio Dino, levanta questões sobre a segurança jurídica e o devido processo legal.
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) manifestou-se sobre o assunto, enfatizando que o combate aos crimes ambientais é fundamental, mas não pode ser feito com base em suposições ou generalizações. A entidade ressalta a importância de respeitar os direitos dos produtores rurais que agem dentro da legalidade, garantindo a segurança jurídica como um dos pilares para o desenvolvimento sustentável no campo e a preservação ambiental.
“O produtor rural que age dentro da legalidade precisa ter seus direitos respeitados. A segurança jurídica, como um dos pilares para o desenvolvimento sustentável no campo e a preservação ambiental, deve caminhar ao lado do respeito aos direitos individuais, especialmente o direito à propriedade privada”, afirma a FAEP em nota.
Embora reconheça a gravidade das questões ambientais, o Sistema FAEP alerta para o risco de que a decisão resulte em arbitrariedades contra produtores rurais que não têm envolvimento com ilícitos ambientais. A entidade defende que qualquer penalidade, especialmente a desapropriação, deve observar rigorosamente o devido processo legal, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme previsto na Constituição Federal.
Presidente interino do Sistema FAEP manifesta preocupação
Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP, expressou preocupação com a possibilidade de que a decisão abra um precedente perigoso para todo o Brasil. “Temos muitos produtores rurais que registraram em 2024 incêndios em suas áreas que estão em campo aberto, mas não foram incêndios provocados por produtores rurais, mas que surgiram de florestas, de matas ou de algum veículo que passou na propriedade e provocou fogo nessa área”, explicou.
Meneguette defende o direito à defesa e ao contraditório para que as causas dos incêndios sejam analisadas e a culpa seja devidamente apurada. “Nossa preocupação é que se abra um precedente para o Brasil inteiro, uma vez que está lá e falarem que qualquer desmatamento ilegal, qualquer incêndio que seja ilegal, possa ter desapropriação de terras e o pagamento de multas sobre esses crimes”, completou.
O Sistema FAEP informou que irá orientar os produtores rurais no Paraná a tomarem as medidas cabíveis o mais rápido possível em caso de incêndio, para se resguardarem juridicamente. A entidade reforça seu posicionamento em defesa dos direitos dos produtores e da necessidade de um processo legal justo e transparente.
A suspensão das importações de carne bovina de três frigoríficos brasileiros pela China, anunciada no dia 3 de março, segue em vigor. O embargo foi justificado por autoridades chinesas com base em supostas não conformidades sanitárias, como a presença de resíduos de ivermectina em lotes exportados. Apesar disso, o impacto da medida foi mínimo no mercado brasileiro e internacional.
Segundo avaliação do analista da Scott Consultoria, Felipe Fabbri, o mercado não registrou viés de baixa após a suspensão. Pelo contrário, o Brasil bateu recordes de exportações nos meses de março e abril, encerrando o primeiro quadrimestre de 2025 com volumes expressivos. A planta de Mozarlândia (GO), uma das mais relevantes em capacidade de abate, foi a principal atingida pela medida.
A análise da consultor indica que a decisão da China teve motivação essencialmente comercial, com o objetivo de pressionar os preços da carne bovina importada. No entanto, essa estratégia não surtiu efeito prático. O preço da carne exportada pelo Brasil seguiu em alta, inclusive com valorização adicional após declarações de Donald Trump em abril, que geraram receio no mercado global e aumentaram a procura por carne brasileira, especialmente por parte de norte-americanos e chineses.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estima que a liberação das unidades possa levar até seis meses. Enquanto isso, as negociações entre as autoridades brasileiras e chinesas continuam em andamento para tentar acelerar o processo de reabilitação das plantas embargadas.
Orientações sobre o uso de medicamentos
A entrevista também trouxe orientações importantes para os pecuaristas, especialmente em relação ao uso de medicamentos veterinários na fase de terminação. Produtos como a ivermectina podem deixar resíduos na carne se não for respeitado o período de carência, que varia conforme a formulação e via de aplicação — podendo ir de 30 a 120 dias.
O uso de antibióticos e promotores de crescimento também deve seguir orientação técnica, sempre respeitando dosagens e finalidades específicas. O uso incorreto pode gerar problemas como resistência microbiana ou impacto negativo na qualidade da carne. Considerando que grande parte do rebanho destinado à exportação passa por terminação em confinamento, a atenção a esses detalhes é essencial para evitar embargos futuros.
A avaliação é de que o episódio atual não reflete uma falha generalizada no manejo sanitário nacional, mas sim uma ação pontual e estratégica por parte da China no cenário comercial global.
Triunfe®, o novo lançamento da Vittia, é um fungicida multissítio à base dos minerais cobre e enxofre, com formulação exclusiva, alta concentração, facilidade no manuseio e ótimo custo-benefício para combater as principais doenças da soja, algodão, café, tomate e citros.
Triunfe proporciona ótima cobertura foliar, garantindo proteção às folhas devido ao seu alto poder de fixação, fato que ocorre devido ao tamanho das partículas. “Os estudos realizados em soja por consultorias e instituições de pesquisa à nível nacional, mostram que Triunfe tem excelente performance para o controle de doenças, reduzindo a perda de produtividade em decorrência do ataque de fungos e bactérias”, aponta Jhonatan Coradin, Gerente de Desenvolvimento de Mercado da Vittia.
Outro importante fator positivo na adoção do multissítio mineral está na possibilidade de incremento médio de até 25% de produtividade em campos de soja. “A partir de trabalhos conduzidos por consultorias agronômicas independentes em diferentes regiões produtoras do país, a utilização do Triunfe nas safras 2024/2025 ante às testemunhas refletem a consistência da tecnologia em diferentes ambientes e manejos”, aponta.
FÁCIL DE APLICAR COM ALTO RENDIMENTO POR HECTARE
Com formulação exclusiva em suspensão concentrada, o produto é desenvolvido a partir de processos físicos de alta tecnologia, onde as partículas de cobre e enxofre são apresentadas em granulometria ultrafina, facilitando seu manuseio e aplicação, sem entupir bicos e com ótimo rendimento operacional, afirma Jhonatan.
A ferrugem asiática é uma das principais ameaças à produtividade da soja, podendo reduzir a produção em até 90%. Com a maior fixação e cobertura foliar, o fungicida mineral possibilita controlar a praga e garantir uma safra mais rentável e produtiva, proporcionando a produtores de todo o país verem suas perdas na lavoura diminuírem significativamente a partir da adoção do multissítio.
Há mais de 50 anos, a Vittia, empresa brasileira para a defesa e nutrição especial das mais diversas culturas do agronegócio, por meio de investimentos em P&DI estratégico, busca oferecer aos produtores brasileiros ferramentas eficazes, sustentáveis e compatíveis com a diversidade do campo. Edgar Zanotto, fitopatologista e Diretor de Marketing da Vittia, destaca todo o trabalho de inovação da empresa é pensando no produtor, para que ele produza com eficiência e sustentabilidade.
Edgar Zanotto, fitopatologista e Diretor de Marketing da Vittia, destaca que a adoção do mineral multissítio possibilita o incremento médio de até 25% de produtividade nos campos de soja.
“O cobre e o enxofre, utilizados em um manejo integrado, trata com eficiência e sustentabilidade, já que Triunfe® possui compatibilidade com os defensivos biológicos da Vittia, possibilitando mistura no tanque do pulverizador, otimizando o processo a partir da aplicação na mesma calda sem comprometer a eficácia dos insumos”, explica Edgar Zanotto, fitopatologista e Diretor de Marketing da Vittia.
Triunfe® é a escolha para quem quer produzir mais, melhor e com maior segurança, pois possui impacto ambiental reduzido e ainda proporciona nutrição complementar para a área produtiva. “O que estamos apresentando hoje ao produtor com Triunfe é resultado de anos de estudos e testes em todo o país para garantir sua eficácia a partir da inovação com o DNA nacional”, pontua Zanotto.
Para mais informações sobre o produto, acesse aqui o link oficial da campanha.
A eleição do novo papa, Robert Francis Prevost — agora Leão XIV — representa um marco inédito na história da Igreja Católica e uma movimentação geopolítica de grande relevância.
Nascido em Chicago, o primeiro pontífice norte-americano foi escolhido em um momento crítico: o mundo enfrenta divisões profundas, a democracia global está em xeque, e líderes populistas como Donald Trump no poder na maior economia do mundo.
Entendo que a chegada de Leão XIV ao trono de Pedro é mais do que um gesto espiritual — é uma resposta estratégica da Igreja à fragmentação internacional.
Robert Prevost não é um nome qualquer. Sua formação é sólida: bacharelado em Matemática pela Universidade Villanova, mestrado em Divindade pela Catholic Theological Union e doutorado em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino, em Roma.
Mas é sua vivência missionária no Peru que o distingue — foram décadas como pároco, professor de seminário e administrador diocesano. Um papa de sotaque global, forjado nas periferias da América Latina e refinado nos corredores do Vaticano.
Entre 2015 e 2023, foi bispo de Chiclayo, até ser nomeado por Francisco como prefeito do Dicastério para os Bispos, cargo de altíssima influência, responsável por definir o episcopado católico no mundo todo. Sua trajetória une sensibilidade pastoral com habilidade institucional — um perfil raro e valioso.
Diplomacia vaticana x populismo global
A eleição de Leão XIV acontece em um momento geopolítico sensível. Donald Trump, nos Estados Unidos, representa uma onda de radicalização, isolamento diplomático e negação de agendas ambientais e humanitárias.
A volta de Trump ao poder também representa uma ameaça à estabilidade institucional e à ordem multilateral, exatamente onde a Santa Sé, com seu histórico de diplomacia silenciosa e articulação global, pode atuar como contrapeso.
Leão XIV, com raízes norte-americanas, mas visão latino-americana e formação romana, está posicionado para ser uma figura de equilíbrio. Diferente do nacionalismo agressivo de Trump, o novo papa defende uma Igreja sinodal, voltada ao diálogo, à inclusão e à justiça social. Sua eleição, nesse contexto, não é apenas espiritual: é política.
Apesar de ser um novo rosto, Leão XIV não rompe com Francisco — pelo contrário, representa uma continuidade em temas centrais como meio ambiente, combate à pobreza e participação laical. Mas sua nacionalidade e trajetória o tornam especialmente apto para enfrentar, com autoridade moral, o avanço de líderes que ameaçam retrocessos civilizatórios.
Espera-se que o novo pontífice reforce a ação diplomática do Vaticano em temas como migração, aquecimento global e defesa dos direitos humanos — justamente as frentes que Trump mais despreza.
Ao mesmo tempo, sua origem norte-americana pode servir de ponte para uma reaproximação crítica com o mundo anglófono, mostrando que a fé não está à mercê do populismo.
A fumaça branca que anunciou Leão XIV não subiu apenas para os católicos. Ela enviou um recado ao mundo: a Igreja não está alheia aos dilemas contemporâneos. O novo papa pode se tornar uma voz global contra o autoritarismo disfarçado de patriotismo. Um líder espiritual, sim — mas também um estadista da paz, como João Paulo II foi para o Leste Europeu e Francisco para a ecologia planetária.
Em tempos de incerteza e ruído político, a serenidade e firmeza de Leão XIV podem ser exatamente o que o mundo precisa. A Igreja escolheu seu novo pastor, e talvez, sem alarde, tenha também escolhido um diplomata para o século.
Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
Após três meses de embargo, a China retomou as importações de soja de cinco unidades de empresas brasileiras, que haviam sido suspensas em janeiro deste ano devido a questões sanitárias. O embargo foi imposto após a detecção de resíduos de pesticidas em grãos de soja, algo comum em sementes, mas inaceitável no produto destinado ao consumo humano e animal. A suspeita foi de que, por erro, cargas de soja e sementes tenham sido misturadas. O aval de liberação vale desde o fim de abril.
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O governo chinês também identificou a presença de pragas quarentenárias nas cargas de soja. Embora isso tenha gerado uma suspensão temporária, o Brasil tratou o incidente como um procedimento técnico e rotineiro, sem qualquer conotação política ou comercial entre os dois países. Apesar de o impacto econômico da suspensão ser relativamente controlado devido à diversidade de exportadores brasileiro, as empresas afetadas, que são a ADM do Brasil, Cargill S.A., Terra Roxa Comércio de Cereais, Olam Brasil e C.Vale Cooperativa Agroindustrial, ficaram impossibilitadas de exportar durante os três meses de embargo, afetando sua capacidade de atender ao mercado chinês, um dos maiores importadores globais de soja.
A retomada das exportações ocorre em um momento estratégico, coincidindo com a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, onde ele será acompanhado por uma comitiva de empresários do agronegócio brasileiro, com o objetivo de fortalecer ainda mais os laços comerciais entre os dois países. Além da soja, o Brasil também busca expandir as exportações de outros produtos agropecuários para o vasto mercado chinês, incluindo carne bovina, suína e café.
Em paralelo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destaca a importância de atrair investimentos chineses para a infraestrutura logística do país, com foco na ampliação de estruturas de armazenagem, nos investimentos em transporte multimodal e na modernização de portos, todos essenciais para otimizar o escoamento da produção agrícola e fortalecer o setor como um todo.