domingo, maio 24, 2026

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Ibama multa 242 pessoas por incêndios criminosos em 2024



Os incêndios florestais que devastaram mais de 30 milhões de hectares no país, ao longo do ano passado, foram causados, em grande medida, por atividades criminosas. É o que aponta o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que emitiu autuações contra centenas de pessoas.

“O Ibama identificou e está punindo 242 pessoas por conta desses grandes incêndios criminosos em 2024. Outros casos ainda estão sob análise. Esses 242 incluem multas e outras medidas administrativas que somam mais de R$ 460 milhões”, afirmou nesta quinta-feira (8) o diretor de Proteção Ambiental da autarquia, Jair Schmitt.

“Uma das ações que nós estamos fazendo em relação à prevenção é identificando áreas e propriedades de maior risco desses incêndios e estamos fazendo notificações eletrônicas, notificações por edital, para que os proprietários adotem medidas e saibam que o Ibama está monitorando”, acrescentou o diretor.

A autarquia ambiental também informou que está mantendo e ampliando a presença de equipes de patrulhamento em campo nas áreas mais críticas.

Seca extrema

O volume de queimadas no ano passado superou em 79% o tamanho do território incendiado no ano anterior, equivalente a uma área do tamanho da Itália, segundo apurou o MapBiomas. O quadro foi agravado, na avaliação de técnicos do governo federal, pela seca extrema que afetou o país, especialmente na Região Norte.

“Foram dois anos seguidos de seca grave na Amazônia. Isso tem a ver com os efeitos das mudanças climáticas, o El Niño com o aquecimento do Atlântico Norte, seca na Amazônia, a floresta fica mais vulnerável, e aí os incêndios foram de magnitude muito maior”, constatou o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, André Lima.

Redução dos incêndios em 2025

A respeito dos dados de 2025, segundo o secretário, se observa redução de até 70% nos focos de calor da Amazônia, entre janeiro e abril, e queda de mais de 90% dos focos de calor no Pantanal, os dois biomas mais castigados nos últimos anos.

Apesar da situação climática mais favorável, o governo verificou um aumento dos focos de desmatamento tanto na Amazônia quanto no Cerrado no último mês de abril, o que acendeu um alerta para adoção de medidas que possam reverter o cenário, que ainda é de redução dos indicadores, em termos acumulados.



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Comercialização da safra de soja 24/25 segue abaixo da média



A comercialização da safra 2024/25 de soja no Brasil atingiu 57% da produção estimada até o dia 9 de maio, de acordo com o mais recente relatório da consultoria Safras & Mercado. Os dados indicam que o percentual representa um avanço em relação ao levantamento anterior, divulgado em abril, que marcava 50,7%.

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No entanto, o ritmo de vendas segue abaixo dos patamares históricos: no mesmo período do ano passado, 64,6% da produção já estava comprometida, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é ainda maior, de 70,3%.

Considerando a estimativa atual de produção de 172,45 milhões de toneladas para a safra 2024/25, já foram comercializadas 97,88 milhões de toneladas. O dado indica uma movimentação mais lenta por parte dos produtores, possivelmente relacionada à volatilidade do mercado internacional, incertezas climáticas e comportamento dos preços, que seguem pressionados em algumas regiões do país.

Comercialização futura de soja também avança

Já no que se refere à safra 2025/26, cuja produção está estimada em 182,57 milhões de toneladas, a comercialização antecipada alcançou 7,9% do total, o equivalente a aproximadamente 14,35 milhões de toneladas. Esse dado representa um avanço expressivo em comparação ao relatório anterior, que indicava apenas 3,7%.

Apesar da evolução positiva, o percentual atual ainda se mantém inferior aos 9,9% observados no mesmo período do ano passado e distante da média histórica para o período, que é de 17,2%. Isso evidencia que, embora haja um ritmo mais acelerado nas últimas semanas, o produtor segue cauteloso nas negociações diante das incertezas do mercado.



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Consultoria eleva estimativa para produção de soja e milho no Brasil


A estimativa de produção de milho e soja para a safra 2024/25 foi revisada para cima pela consultoria AgResource Brasil. Para a oleaginosa, a empresa aposta em colheita de 171,03 milhões de toneladas, 0,7 milhão de toneladas acima da expectativa anterior, de abril.

O número é significativamente acima da previsão de 167,86 milhões de toneladas do último balanço da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e também superior aos 169 milhões de toneladas indicados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para o Brasil.

produção soja Brasil - estimativa AgResourceprodução soja Brasil - estimativa AgResource
Foto: Divulgação

A colheita da soja se aproxima do fim com 97,7% da área concluída, mais de 10% à frente do ritmo observado em mesmo período do ano passado. De acordo com análise da AgResource, o Rio Grande do Sul está avançando na colheita de forma acelerada, mas os problemas gerados pela estiagem no início do ano estão sendo observados em grande parte do estado.

“Com isso, houve uma forte redução na produção gaúcha. Apesar disso, os números do estado de Mato Grosso impressionam com produtividades recordes. Essa grande produção compensou as perdas gaúchas e de alguns outros problemas pontuais, nos fazendo
aumentar o número em 0,7 milhão de toneladas ante a estimativa anterior”, diz a consultoria, em nota.

Safra de milho

produção milho Brasil - estimativa AgResourceprodução milho Brasil - estimativa AgResource

As chuvas das últimas semanas de abril trouxeram de volta a esperança de uma grande safra de milho, com um aumento na expectativa de produção e produtividade de Mato Grosso que, assim como na soja, deve ser recorde.

Apesar de alguns problemas durante a temporada de cultivo e perdas graves relatadas no norte do Paraná, a AgResource acredita que as perdas também devem ser superadas pelos ganhos.

Diante dessa expectativa, revisa a produção para cima, em 126,02 milhões de toneladas, se aproximando do número do USDA, indicado em 126 milhões de toneladas, e superando o previsto pela Conab (124,7 milhões de toneladas).



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Em dez meses, custeio do crédito rural chega a R$ 298,6 bilhões



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou nesta sexta-feira (9) que o montante do desembolso do crédito rural do Plano Safra 2024/25, considerando todos os produtores rurais, chegou a R$ 298,6 bilhões no período de julho/2024 a abril/2025.

Os valores apresentados são provisórios e foram extraídos no dia 7 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB). Os valores definitivos só são divulgados após 35 dias do encerramento do mês considerado na avaliação.

Pronamp

Para os beneficiários do Pronamp foram custeados R$ 246,2 bilhões, sendo divididos em R$ 142,7 bilhões para custeio, R$ 52,2 bilhões para investimento, R$ 35,5 bilhões para a comercialização e R$ 15,9 bilhões para financiamentos em industrialização de produtos agropecuários.

O Mapa salienta que o montante de recursos corresponde a cerca de 80% do que foi concedido no mesmo período da safra 2023/2024, perfazendo 61,5% dos R$ 400,6 bilhões programados para serem contratados em todas as finalidades de financiamento.

“Os financiamentos baseados em fontes controladas, aquelas que possuem taxas de juros diferenciadas e mais reduzidas em relação às praticadas pelo mercado, correspondem a 51% de todo o crédito concedido, com destaque para a Poupança Rural Equalizada e para os Recursos Livres Equalizados, com incremento de 20% e 171%, respectivamente, em relação à safra passada, e valores concedidos de R$ 21,8 bilhões e de R$ 31,6 bilhões”, diz o comunicado do Ministério.

Taxas de juros livres

Os financiamentos baseados em fontes de recursos com taxas de juros livres tiveram resultados expressivos. A Poupança Rural Livre obteve um aumento de 124% em relação à safra passada, com R$ 26 bilhões contratados e liberados.

Os programas de investimento agropecuário ainda possuem recursos a serem concedidos: o Prodecoop apresenta o maior, com 61% de saldo, enquanto o Pronamp, com 14% de saldo, tem a menor disponibilidade remanescente.

O Mapa acredita que todo o recurso disponibilizado para o investimento seja aplicado até o final de junho, quando começará o novo ano agrícola.



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AgroNewsPolítica & Agro

Diga sim para a melhor safra da sua vida com a Conceito Sementes


A safra começa com uma decisão. E hoje, produtores goianos têm um novo ponto de partida: a Conceito Sementes, agora com multiplicação própria de sementes e atendimento com portfólio de cultivares de alto rendimento. 

Mais do que sementes, o produtor encontra o compromisso com a sua melhor safra. A nova fase da Conceito Sementes representa uma virada estratégica. Com produção própria e comercialização direta, a marca fortalece sua atuação de produtor para produtor, com um atendimento mais próximo e uma entrega mais eficiente.

Esse avanço foi possível graças à parceria com a Brasmax, empresa líder em genética de soja no Brasil, que escolheu a Conceito Sementes como multiplicadora licenciada de cinco cultivares de alto desempenho: Raptor I2X; Tormenta CE; Tanque I2X; Supera I2X e Mítica CE.

Essas cultivares foram selecionadas para atender com excelência as condições do Cerrado, unindo produtividade, estabilidade e adaptação às demandas dos produtores da região.

Além da genética de ponta, a Conceito Sementes também oferece:

– Tratamento de Sementes Industrial (TSI) com certificação Seedcare da Syngenta, oferecendo cobertura uniforme, proteção contra pragas e doenças e melhor desempenho no campo — com a possibilidade de utilizar o Blindado, o Tratamento de Sementes Profissional da Conceito Agrícola, que potencializa os resultados com tecnologia, precisão e segurança desde o plantio.

– Armazenamento climatizado, assegurando vigor e sanidade da semente até o momento do plantio.

– Logística customizada, pensada para entregar a semente na janela ideal.

– Acompanhamento técnico especializado, do planejamento à colheita.

Esse novo momento é mais do que uma mudança operacional, é um reflexo da visão de futuro da Conceito Sementes, que entende que o produtor precisa de parceiros que acompanhem as transformações do agro e ofereçam soluções na mesma velocidade que os desafios aparecem.

Ao assumir o protagonismo na produção e na distribuição de sementes, a empresa amplia sua capacidade de personalização, fazendo com que cada cliente receba a solução mais adequada ao seu perfil produtivo e às exigências do seu negócio. É o conceito de atendimento de produtor para produtor, agora com estrutura própria, portfólio robusto e autonomia comercial.

Conceito Sementes. Mais próxima. Mais preparada. Mais parceira do agro que constrói o Brasil. Porque cada detalhe conta quando o objetivo é produtividade, e nosso compromisso é com a sua melhor safra.





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Importações de soja brasileira pela China crescem em abril



A China aumentou em 10,2% as compras de soja do Brasil no mês de abril, em comparação com o mesmo período de 2024. O volume chegou a 10,8 milhões de toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pela Datagro Consultoria.

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Esse crescimento ocorre em um momento de intensificação das tensões comerciais entre China e Estados Unidos, o que tem levado o país asiático a diversificar suas fontes de fornecimento. Além disso, o aumento está ligado à sazonalidade da produção agrícola brasileira, já que o primeiro semestre é marcado pela colheita da soja, favorecendo a logística e o escoamento para o mercado internacional.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2025, as importações chinesas da oleaginosa brasileira totalizaram 27,7 milhões de toneladas, alta de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas em março, a alta foi de 20%, com 11,1 milhões de toneladas embarcadas.

Segundo análise da consultoria, a tendência é de que o ritmo de compras se mantenha firme em maio. A consultoria destaca que o momento atual favorece as exportações do Brasil, tanto pela vantagem logística quanto pelo cenário de instabilidade nas relações comerciais entre os maiores players do mercado mundial de grãos.



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As mulheres como verdadeiras cultivadoras das sementes e da vida



Na história da humanidade, foram as mulheres que deram início à agricultura, domesticando animais e observando os ciclos da natureza com a mesma paciência de quem aguarda nove meses para gerar uma criança no ventre. As mulheres são as verdadeiras mães da Terra. Há 10 mil anos, no período Neolítico, enquanto os homens saíam em busca da caça, as mulheres tornaram-se as verdadeiras cultivadoras de sementes e da vida, ajudando a alimentar civilizações inteiras.

“Da inteligência das mulheres, descobriu-se que algumas sementes nasciam e outras serviam para comer. Daí surgiu a agricultura, as colheitas, a fartura”, conta a agricultora Selene Hammer Tesch. Ela é embaixadora da campanha #MulheresRurais, Mulheres com Direitos, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU). As mulheres são, portanto, descendentes diretas das primeiras agricultoras do mundo, cultivadoras das sementes e da vida.

No Brasil, esse papel se reafirma desde a chegada dos primeiros imigrantes, quando as mães guerreiras da roça cuidavam da lavoura e da família, mesmo em condições adversas. A partir da década de 1970, muitas dessas mulheres migraram com suas famílias para o Cerrado, desbravando terras e recomeçando a vida com força, coragem e fé. Essas mulheres do campo ajudaram a transformar o improvável em realidade — e seguem fazendo história.

Algumas herdaram fazendas e as transformaram em grandes empresas do agronegócio, tornando-se líderes e empreendedoras em um dos setores mais estratégicos do país. Outras seguem firmes nos minifúndios familiares, onde acumulam múltiplas funções: gestoras, agricultoras, educadoras e cuidadoras.

A mulher está no campo e em casa, na luta diária por um futuro melhor. Com os olhos voltados para o céu e para a terra, para os filhos e para a lavoura, cria intimidade com a tecnologia sem perder a intuição — esse aparato tecnológico ancestral que faz parte da sua essência mais pura. Ser mulher é estar naturalmente conectada com a terra e a produção. É o cruzamento perfeito entre força e sensibilidade. A resiliência para esperar a vida e as safras é um gene presente, que traz relevância e pluralidade. Antes anônimas, agora são reconhecidas. Sempre foram essenciais.

Neste Dia das Mães, o campo brasileiro presta homenagem às mulheres rurais que sustentam, silenciosamente, a agricultura e a família. São mães agricultoras, esposas, filhas e avós que, ao longo da história, têm sido a espinha dorsal da produção de alimentos no país. Heroínas anônimas que não surgiram agora. Sempre estiveram lá.

O Brasil precisa olhar para o campo com mais respeito, mais investimento e políticas públicas que fortaleçam o protagonismo feminino rural. Porque, sem elas, não teríamos passado. Muito menos futuro. Afinal, é do assoalho pélvico da mulher que nascem todas as gerações do mundo. Como sempre diz o professor José Luiz Tejon: “Metade do planeta é mulher. E a outra metade são os filhos da primeira”.

Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Trecho da RSC-287 volta a ser interditado



Nível do Arroio Barriga volta a subir e bloqueia rodovia RSC-287




Foto: Foto: Reprodução / Batalhão Rodoviário Estadual

O tráfego está totalmente interrompido no km 167 da RSC-287, entre os municípios de Paraíso do Sul e Novo Cabrais, devido à elevação do nível do Arroio Barriga. A água invadiu o desvio provisório construído após a queda da ponte no ano passado, impossibilitando a passagem de veículos. Segundo a Rota de Santa Maria, responsável pela administração da rodovia, o bloqueio será mantido até que o volume de água recue.

O desvio, construído em uma cota inferior ao traçado original da pista, ficou submerso com a nova cheia do arroio, repetindo o cenário de transtornos enfrentado durante as enchentes de 2023. A Brigada Militar, por meio do Batalhão Rodoviário, recomenda que os motoristas utilizem a BR-290 como rota alternativa. Para veículos mais leves, também é possível utilizar a BR-158, mas a passagem pela ponte do Fandango está restrita a caminhões com um eixo e peso máximo de 18 toneladas, conforme autorização do DNIT.

A situação se agrava com o alerta da Defesa Civil estadual, que classifica como muito alto o risco de novos alagamentos na região central, bem como nas Missões, Oeste e nos Vales. Em Paraíso do Sul, a prefeitura confirmou ainda o comprometimento de outras estruturas viárias: as cabeceiras das pontes da Linha Néri e da Linha Campestre cederam, e diversos acessos estão intransitáveis, incluindo Tabuão, Contenda, Linha Sinimbu, Linha Patrícia, Linha Paraguaçú e Picada Knirsch.





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Com ajuda do milho, portos batem recorde de 113 milhões de toneladas movimentadas



Os portos brasileiros movimentaram 113,7 milhões de toneladas de cargas em março de 2025, um crescimento de 5,49% em comparação a março do ano passado. Este é o melhor resultado da série histórica do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). As mercadorias com maior crescimento foram o milho, com 400 mil toneladas no mês, um aumento de 132,9% em relação a março de 2024, e combustíveis, óleos e produtos minerais, com 300 mil toneladas, equivalente a alta de 79,98%.

A navegação por longo curso respondeu por 80,8 milhões de toneladas movimentadas no período, o que corresponde a um crescimento de 7,85% em relação ao resultado obtido há um ano. A navegação interior movimentou 8,4 milhões de toneladas, com alta de 9,92%.

A movimentação de carga geral aumentou 8,67%, com 5,6 milhões de toneladas. Os granéis sólidos tiveram alta de 7,25%, foram 67,8 milhões de toneladas transportadas no terceiro mês do ano. Os granéis líquidos tiveram evolução de 3,22%, foram 27,5 milhões de toneladas.

A movimentação de contêiner foi de 12,6 milhões de toneladas, com crescimento de 0,16%, sendo 8,6 milhões movimentadas em longo curso e 3,9 milhões por cabotagem.

Portos Públicos

Os portos públicos movimentaram 40,1 milhões de toneladas de cargas em março deste ano, 1,96% a mais em comparação com o mesmo mês de 2024. Entre os 20 portos públicos que mais movimentam no país, o Porto de Santana (BA) teve o com maior crescimento percentual, com aumento de 47,33% e movimentação de 400 mil toneladas.

Terminais privados

Nos terminais autorizados houve um crescimento de 7,52% na movimentação em relação a março do ano passado. O setor movimentou 73,5 milhões de toneladas de cargas.

Entre os 20 TUPs que mais movimentaram em março, o com o maior crescimento de movimentação, comparado ao mesmo mês do ano passado, é o Terminal Marítimo Ponta Ubu (ES) com uma alta de 44,90%. O terminal movimentou 1,2 milhão de toneladas de cargas.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o resultado é fruto dos investimentos em modernização da infraestrutura promovidos pelo governo. “São investimentos na ordem de bilhões de reais para fortalecer o setor portuário, com foco principalmente em ações de longo prazo, que tornam nossos portos competitivos e dinamizam a economia brasileira. Estamos ampliando a capacidade logística dos nossos terminais por meio da maior carteira de investimento da história do setor, que vai garantir crescimento a médio e longo prazo”.



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Batata, café e tomate pressionam a inflação em abril



A inflação oficial fechou abril com alta de 0,43%, pressionada principalmente pelos preços dos alimentos e de produtos farmacêuticos. O resultado mostra desaceleração pelo segundo mês seguido, após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ter marcado 1,31% em fevereiro e 0,56% em março.

O índice é o maior para um mês de abril desde 2023 (0,61%). Em abril de 2024, a variação havia sido de 0,38%.

No período de 12 meses, o IPCA soma 5,53%, o maior desde fevereiro de 2023 (5,6%) e acima da meta do governo. Em março, esse acumulado era de 5,48%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.

Desde o início de 2025, a meta é considerada descumprida se ficar seis meses seguidos fora do intervalo de tolerância. Todos os resultados desde janeiro figuraram acima do teto.

Alimentos e remédios puxam a inflação

Dos nove grupos de preços pesquisados pelo IBGE, oito apresentaram inflação positiva, com os maiores pesos exercidos por alimentos e saúde. Juntos, esses dois grupos responderam por 0,34 ponto percentual (p.p.) do IPCA.

  • Alimentação e bebidas: 0,82% (0,18 p.p.)
  • Habitação: 0,14% (0,02 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,53% (0,02 p.p.)
  • Vestuário: 1,02% (0,05 p.p.)
  • Transportes: -0,38% (-0,08 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,18% (0,16 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,54% (0,05 p.p.)
  • Educação: 0,05% (0 p.p.)
  • Comunicação: 0,69% (0,03 p.p.)

Maior impacto

Apesar de representar o maior impacto de alta na inflação de abril, o grupo alimentos e bebidas mostra desaceleração ante março, quando foi de 1,17%.

Os alimentos integram o grupo de maior peso no IPCA, por isso, mesmo desacelerando, exercem impacto importante na média de preços da cesta de consumo dos brasileiros. Os produtos que mais puxaram para cima o preço da comida foram:

  • batata-inglesa (18,29%)
  • tomate (14,32%)
  • café moído (4,48%)

Café sobe 80,2%

Em 12 meses, o café apresenta alta de 80,2%, configurando-se a maior variação acumulada desde o início do Plano Real em julho de 1994.

Por outro lado, o arroz, que caiu 4,19%, foi o item alimentício que mais colaborou para segurar os preços. O ovo, que vinha sendo um dos vilões (alta de 16,74% em doze meses), recuou 1,29% em abril.

De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, a inflação dos alimentos é muito influenciada por questões climáticas. “Muitos deles tiveram questão de clima, ou chove muito ou não chove”, afirma. “Os efeitos da natureza não têm como controlar”, observou.

Fernando destaca que o índice de difusão – indicador que mostra a proporção de subitens que tiveram aumento de preço no mês – passou de 55% para 70% dos 168 produtos alimentícios pesquisados.

Em todo o IPCA, o índice de difusão ficou em 67% dos 377 subitens apurados – o maior desde dezembro de 2024 (69%).

No grupo saúde e cuidados pessoais, o resultado foi influenciado por produtos farmacêuticos, que subiram 2,32%, por conta do reajuste de medicamentos de até 5,09% autorizado pelo governo a partir de 31 de março.

Alívio nos transportes

O grupo de transportes foi o único a ter queda nos preços (-0,38%), resultado influenciado pela redução dos preços das passagens aéreas (-14,15%), o que exerceu o principal impacto negativo no IPCA de abril, com peso de -0,09 p.p.

Os combustíveis também ajudaram, recuando 0,45%. Todos tiveram variação negativa:

  • gasolina (subitem que mais pesa no IPCA): -0,35%

Fernando Gonçalves destaca que “houve redução no preço do óleo diesel nas refinarias a partir de 1º de abril e, no caso do etanol, houve avanço na safra”.

Foco do BC

Ao separar a inflação entre itens de serviços e controlados, o IBGE aponta que o agregado de serviço desacelerou de 0,62% em março para 0,20% em abril. Já os preços monitorados, ou seja, controlados pelo governo, aceleraram de 0,18% para 0,35%.

O comportamento da inflação de serviços é um dos fatores avaliados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) para decidir o nível da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,75% ao mês. A definição da Selic é uma das formas de buscar o controle da inflação. Quanto maiores os juros, menos favorável ao consumo fica a economia, tendendo a segurar os preços.

“No agregado de serviços, a desaceleração é explicada pela queda das passagens aéreas. E nos monitorados, a explicação para a aceleração vem do aumento dos produtos farmacêuticos”, explica Gonçalves.

A energia elétrica residencial apresentou queda de 0,08%, devido à redução de tributos (PIS/Cofins) em algumas áreas.

INPC

O IBGE divulgou também que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,48% em abril.

A diferença entre os dois índices é que o INPC apura a inflação para as famílias com renda de até cinco salários mínimos. Já o IPCA, para lares com renda de até 40 salários mínimos. Atualmente, o mínimo é de R$ 1.518.

O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam 25% do índice, mais que no IPCA (21,86%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Na ótica inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.

O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros, pois o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado para cálculo do reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano.



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