domingo, maio 24, 2026

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Milho transgênico avança na China e pode reduzir importações do cereal


O mercado internacional do milho encerrou a semana em baixa, pressionado por boas condições climáticas nos EUA e projeções de menor demanda chinesa. Conforme análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, o milho fechou na Bolsa de Chicago, na quinta-feira (08/05), a US$ 4,39/bushel, queda frente aos US$ 4,63 da semana anterior.

A China está promovendo uma transformação em sua política agrícola ao ampliar a área destinada ao cultivo de milho transgênico. A área pode subir para 3,3 milhões de hectares em 2025, o que representa um aumento de quatro a cinco vezes em relação ao ciclo anterior. A medida visa fortalecer a segurança alimentar no país e pode reduzir as importações do cereal.

Em 2024, os Estados Unidos forneceram 15% das importações chinesas de milho. Com a expansão do milho geneticamente modificado, espera-se que a dependência do mercado internacional diminua, ao menos parcialmente. Atualmente, o milho transgênico representa apenas 7% da área semeada na China, contra 90% nos EUA e Brasil.

Nos Estados Unidos, o plantio segue em linha com a média histórica. Até 04/05, 40% da área prevista havia sido semeada, contra média de 39%. Cerca de 11% das lavouras já haviam germinado.

Enquanto isso, as exportações brasileiras de milho em abril totalizaram 178,3 mil toneladas, alta de 170% na comparação com o mesmo mês de 2024, impulsionadas pela guerra comercial entre EUA e China. No entanto, o preço médio caiu 23,8%, ficando em US$ 274,30/tonelada.

A CEEMA também destaca que a estimativa de produção nacional de milho no Brasil foi elevada para 132,4 milhões de toneladas pela consultoria StoneX, sendo 104,3 milhões referentes à segunda safra. Esse aumento na oferta global também contribui para a pressão sobre os preços internacionais.





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Moagem reduzida e mercado vendedor marcam cenário do trigo


Segundo informações da TF Agroeconômica, publicadas nesta quinta-feira (8), os moinhos do Rio Grande do Sul operaram em 2024 com apenas 70,2% da sua capacidade instalada, mesmo com um leve aumento na moagem. O estado tem capacidade para processar 1,78 milhão de toneladas, mas utilizou apenas 1,25 milhão. 

A maioria dos moinhos gaúchos são médios e, segundo a ABITRIGO, preferem reduzir a moagem a operar com prejuízo. Já os grandes grupos, embora ampliem a produção, amargam prejuízos que já impactam seus balanços. A comercialização do trigo tem sido intensa nas últimas semanas, com produtores vendendo para cooperativas, que tentam repassar os volumes aos moinhos. Os preços seguem pressionados, com negócios pontuais a R$ 1.400/t e ofertas chegando a R$ 1.390/t para trigo PH 76, enquanto o mercado ainda carrega cerca de 50 mil toneladas à venda.

Em Santa Catarina, o cenário é ainda mais desafiador. A utilização da capacidade de moagem foi de apenas 65,7% em 2024, 409,95 mil toneladas frente a uma capacidade de 624,3 mil. A principal dificuldade é a competição com grandes grupos em outras regiões. Apesar disso, há uma solução em estudo para aumentar a saída de farinha catarinense, segundo a TF Agroeconômica. No mercado, os moinhos locais se mostram cautelosos diante de ofertas vindas do RS com preços menores. Os preços da pedra se mantiveram estáveis nas principais praças, entre R$ 75,00 e R$ 80,00 por saca, dependendo da cidade.

No Paraná, o mercado atual se mantém firme com preços entre R$ 1.600,00 e R$ 1.650,00 FOB, com alguns negócios CIF chegando a R$ 1.700,00/t — valores ainda acima dos preços dos trigos importados. A safra nova, por outro lado, está sem movimentação relevante, com compradores indicando valores de R$ 1.450,00 a R$ 1.500,00 CIF moinho, patamar semelhante ao do início da safra passada, equivalendo a R$ 82,78 por saca no mercado de lotes.

 





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Trigo do Canadá impulsiona oferta global e pressiona mercado internacional



USDA estima que a produção canadense crescerá 2% em 2025/26




Foto: Canva

O mercado internacional do trigo segue estável, mas com tendência de recuo diante da expansão da oferta em países-chave. Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, o preço do trigo na Bolsa de Chicago ficou em US$ 5,13/bushel na quinta-feira (08/05), levemente abaixo dos US$ 5,19 registrados na semana anterior.

Nos Estados Unidos, o plantio do trigo de primavera avançou rapidamente e atingiu 44% da área esperada até 04 de maio, acima da média histórica de 34%. As condições do trigo de inverno também são relativamente positivas: 51% das lavouras estavam classificadas entre boas a excelentes.

O destaque da semana ficou por conta do Canadá. O USDA estima que a produção canadense crescerá 2% em 2025/26, atingindo 35,6 milhões de toneladas. A área plantada deve subir 2,6%, com destaque para o trigo de primavera, cuja área aumentará em 193.000 hectares. Essa pode ser a maior produção do país desde a safra histórica de 2013/14.

Com isso, espera-se que as exportações canadenses de trigo também cresçam 2% em relação ao recorde anterior de 26 milhões de toneladas. O aumento da disponibilidade global tende a exercer pressão sobre os preços internacionais do cereal.

Ainda de acordo com a CEEMA, o cenário doméstico nos países importadores e o câmbio continuarão influenciando as tendências nos próximos meses. No Brasil, a moagem cresceu 3% em 2024, com 50% do trigo vindo do exterior. Para os próximos meses, o comportamento dos grandes exportadores e as condições climáticas nas principais regiões produtoras do hemisfério norte serão decisivos para a formação dos preços internacionais do trigo.





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Mercado de grãos abre com alta em Chicago


Segundo informações da TF Agroeconômica, os mercados de grãos iniciam o dia com leve valorização nas bolsas internacionais, mas com comportamento distinto no cenário doméstico. As informações foram divulgadas neste encerramento de semana.

O trigo é impulsionado em Chicago por problemas climáticos nos EUA, a cerca de um mês da colheita, além de incertezas geopolíticas envolvendo declarações do ex-presidente Donald Trump. Já no Brasil, o trigo do Paraná teve alta de 1,33%, cotado a R$ 1.588,57 pela CEPEA, enquanto o do Rio Grande do Sul recuou 0,29%, para R$ 1.461,07, afetado pela fraca demanda da indústria de moagem.

A soja também apresenta leve recuperação nos contratos futuros da CBOT, refletindo a expectativa positiva para um encontro entre delegações dos EUA e China na Suíça, no fim de semana. Contudo, a falta de avanço concreto nas negociações com os chineses e a ampla oferta no mercado interno mantêm os preços pressionados no Brasil. O indicador CEPEA aponta queda de 0,06% no dia, com a saca a R$ 132,52, enquanto no Paraguai o preço está em US$ 364,99 por tonelada.

No milho, os preços futuros sobem em Chicago diante do avanço da seca em importantes regiões produtoras norte-americanas e da possibilidade de novos acordos comerciais. O contrato de julho subiu 3,75 pontos, a US$ 451,25 por bushel. No Brasil, a tendência é oposta: os preços seguem em queda por conta das boas expectativas com a segunda safra (safrinha), que está progredindo bem. O indicador CEPEA caiu 0,59% no dia, sendo cotado a R$ 75,93, acumulando recuo de 5,24% no mês.

 





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Inteligência artificial entrega gestão da fazenda por whatsapp


Das enxadas e foices à inteligência artificial, a agricultura tem evoluído no mesmo ritmo da demanda por alimentos. Sensores que mapeiam o solo e identificam pragas na lavoura já não são mais novidades, mas agentes virtuais que conversam diretamente com o produtor rural, especialmente os pequenos, tentam, agora, inaugurar um novo capítulo na relação entre tecnologia e homens e mulheres do campo.

A Sol, empresa de conectividade rural do Grupo RZK, propõe exatamente isso com o Sol ÁguIA, nova plataforma que foi lançada durante a Agrishow 2025 e coloca um time de especialistas com milhões de informações integradas em um único algorítimo no celular de agricultores para remetê-las da forma mais simples possível: por mensagens de Whatsapp (veja exemplo no vídeo abaixo).

O CEO da empresa, Rodrigo Oliveira, dá um exemplo prático: a ferramenta pode ler o manual completo de diversas máquinas agrícolas – muitos deles com mais de mil páginas – em apenas alguns segundos e, assim, dar instruções certeiras ao produtor sobre a velocidade indicada para a semeadura, o momento de limpar os bicos de pulverização e a manutenção das peças, entre outras recomendações.

À primeira vista, é difícil não chamar a ferramenta de ChatGPT do Agro, visto que a tecnologia da norte-americana OpenAI foi a primeira a gerar contato real da maioria das pessoas com uma inteligência artificial interativa. No entanto, o uso da Sol ÁguIA no campo pode ser ainda mais abrangente, visto que os dados fornecidos e constantemente aperfeiçoados serão dispostos em dashboards para que o produtor possa acompanhar tudo de perto.

Oliveira conta que a função da ferramenta é tornar o dia do produtor mais simples para que ele possa focar no que realmente importa, ou seja, no aumento de produtividade e, assim, deixar questões mais burocráticas, como o acesso a apólices de seguro, com a inteligência artificial.

Segundo ele, o cliente que compra o serviço tem acesso à plataforma com login e senha e consegue definir suas necessidades de gerenciamento, classificar seus principais desafios e atribuir tarefas que precisam ser executadas ou analisadas pela IA.

“A partir daí, a inteligência acontece, atuando em tempo integral na observação de telemetria, análise climática, orientações sobre melhores práticas de cultivo, estudo do solo, controle operacional da produção, verificação de resultados e cumprimento de tarefas diárias, até as melhores oportunidades de fluxo de caixa e negociação de vendas para o negócio. Todas essas conclusões e muitas outras são entregues diretamente pelo whatsapp no celular do cliente”, contextualiza.

Inteligência artificial e créditos de carbono

O CEO da Sol conta, também, que a ferramenta pode ser uma aliada a uma questão ainda nebulosa ao produtor: a geração de crédito de carbono rastreável e verificável.

“Para ter receita neste mercado, o produtor precisa mostrar que ele operava de um jeito e agora aplicou determinadas práticas para melhorar o sequestro de carbono no solo. Só que para conseguir certificar o crédito, é preciso ter plataformas auditáveis. Quando se recolhe todos esses dados e os coloca em uma inteligência artificial, é possível garantir o processo de rastreabilidade, mostrando que, por exemplo, a informação foi gerada em determinada máquina, ou que a medição de solo foi feita com a seguinte metodologia e está armazenada, ou seja, garantir a confiabilidade dessas fontes possibilita que, no final, se consiga gerar créditos de carbono verificados.”

Oliveira ressalta que o produtor que utilizar o Sol ÁguIA terá controle sobre os dados e, caso tenha parceria com uma empresa que esteja operando neste mercado, tal como a Bayer na iniciativa Pro Carbono ou outra companhia do setor, pode transmitir o acesso ao compilado de informações. “Estamos fornecendo a matéria-prima e a deixando pronta para uso. Se o produtor quiser utilizá-la no mercado de crédito de carbono ou não, cabe a ele decidir”, conclui.



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Preço da arroba do boi gordo: veja como as cotações encerraram a semana



O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços em queda, seguindo a tendência dos últimos dias.

De acordo com o analista da Consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, considerando o posicionamento atual das escalas de abate, entre seis e oito dias úteis na média nacional.

“Muitas indústrias estão ausentes da compra de gado, ainda avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no curto prazo”, disse.

Segundo ele, na região Norte, a oferta de fêmeas volta a crescer, o que acentua o cenário de pressão no curto prazo. “Como ponto de suporte precisa ser mencionado o forte ritmo dos embarques”, pontuou.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 312,58 R$ — ontem: 314,83
  • Goiás: R$ 294,64 — anteriormente: R$ 294,82
  • Minas Gerais: R$ 299,12 — na quinta: R$ 299,71
  • Mato Grosso do Sul: R$ 306,48 — ontem: R$ 306,93
  • Mato Grosso: R$ 312,81 — anteriomente: R$ 314,43

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados para a carne bovina. A demanda durante o final de semana será importante para determinar o andamento dos preços no curto prazo.

“Para a segunda quinzena do mês o perfil mais comedido de consumo deve resultar em pressão baixista, com a população priorizando o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, dos embutidos e dos ovos”, disse Iglesias.

O quarto traseiro ainda foi precificado a R$ 24,00 por quilo, o dianteiro segue no patamar de R$ 19,50 e a ponta de agulha continua cotada a R$ 18,00, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,12%, sendo negociado a R$ 5,6541 para venda e a R$ 5,6521 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6370 e a máxima de R$ 5,6705. Na semana, a desvalorização ficou em 0,01%.



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Brasil pode ser colônia econômica?



Enquanto exportamos commodities, importamos tecnologias



 Enquanto exportamos commodities, importamos tecnologias
Enquanto exportamos commodities, importamos tecnologias – Foto: Pixabay

Segundo Leandro Weber Viegas, administrador, bacharel em Direito, CEO da Sell Agro e especialista em Agronegócio, o Brasil pode estar perdendo silenciosamente a maior batalha da sua história: a guerra comercial global. Em sua análise, a nova crise mundial não será decidida por armas, mas por economistas e acordos internacionais. Com a imposição de tarifas por Donald Trump, acirrou-se uma disputa em que o Brasil, mesmo exportando mais de US\$ 175 bilhões em 2024, mantém quase US\$ 70 bilhões dependentes de um único comprador: a China.

Dados revelam que os chineses já controlam cerca de 18% da capacidade logística agroportuária brasileira por meio de joint ventures. Além disso, mais de 50% dos fertilizantes usados no país vêm de empresas ou territórios chineses, colocando o agronegócio nacional em posição crítica. Enquanto exportamos commodities, importamos tecnologias e equipamentos, financiando o avanço do nosso principal competidor.

“Enquanto exportamos soja e milho, importamos drones agrícolas, softwares de gestão, inteligência artificial aplicada ao agro, e equipamentos industriais de última geração, financiando o avanço tecnológico de nosso principal cliente e competidor futuro. Um paradoxo perigoso”, comenta.

Viegas alerta ainda para a “Rota da Seda Verde”, que conecta Brasil, África e Sudeste Asiático sob influência econômica chinesa. Segundo ele, o Brasil está sendo testado como modelo de colonização econômica indireta: dominar sem ocupar.

“Chegou o momento de rompermos as algemas invisíveis dessa “nova colonização” econômica. Se o Brasil não despertar hoje, amanhã poderá ser tarde demais. Não basta produzir riquezas; é preciso controlar o futuro que essas riquezas irão construir. O País não pode ser apenas o celeiro do mundo; precisa assumir seu papel como potência global protagonista nesta nova guerra econômica”, comenta.

 





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Preços de soja sofreram alterações? Confira as cotações do dia



O mercado brasileiro de soja teve um dia de preços praticamente estáveis nesta sexta-feira, refletindo o fraco movimento nas negociações. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, há um distanciamento entre vendedores e compradores, com os produtores segurando a comercialização diante de um spread mais elevado.

Os prêmios seguem mais fracos, já que muitas compras antecipadas já foram realizadas. A indústria continua com indicações acima da paridade de exportação, mas o interesse maior está em lotes menores e mais espaçados. “O mercado esteve mais fraco essa semana”, afirmou Silveira.

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Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 133,00 para R$ 132,50
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 128,00 para R$ 127,50
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 134,00 para R$ 132,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 115,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 115,00

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram a sessão em alta. O movimento foi puxado pela cobertura de posições vendidas antes da divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para segunda-feira, dia 12. A perspectiva de retomada das negociações comerciais entre China e Estados Unidos também ajudou a sustentar os preços.

Os mercados de Washington e Pequim devem ‘se reunir’ no fim de semana, na Suíça, em nova rodada para tentar selar um acordo tarifário. Hoje, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que uma tarifa de 80% seria adequada para conter as importações chinesas.

O mercado também se posiciona à espera das primeiras projeções do USDA para a safra 2025/26, que deverá apontar leve corte na produção norte-americana em relação à temporada anterior. A expectativa é de uma colheita de 4,325 bilhões de bushels, frente aos 4,366 bilhões de 2024/25. Para os estoques de passagem, a estimativa é de 351 milhões de bushels em 2025/26 e de 370 milhões para o ciclo atual, ante os 375 milhões indicados em abril.

No cenário global, os estoques finais de soja para 2024/25 devem ser revisados para 122,6 milhões de toneladas, ante 122,5 milhões em abril. A primeira estimativa para 2025/26 pode alcançar 125,3 milhões de toneladas.

USDA

O USDA também deve ajustar as projeções para a América do Sul. A produção do Brasil deve subir de 169 para 169,1 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina pode aumentar de 49 para 49,3 milhões.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 6,75 centavos de dólar (0,64%), a US$ 10,51 3/4 por bushel. A posição novembro avançou 5,50 centavos (0,53%), a US$ 10,30 1/2 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo para julho caiu US$ 0,60 (0,20%), a US$ 294,10 por tonelada. Já o óleo subiu 0,12 centavo (0,24%), a 48,57 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial fechou em leve baixa de 0,12%, cotado a R$ 5,6541 para venda e R$ 5,6521 para compra. Durante o pregão, a moeda oscilou entre R$ 5,6370 e R$ 5,6705. No acumulado da semana, a queda foi de 0,01%.



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Safra de laranja deve crescer 36% após pior desempenho em quase quatro décadas



A estimativa para a safra 2025/26 de laranja no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro é de 314,11 milhões de caixas, aponta balanço do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) divulgado nesta sexta-feira (9).

A projeção representa um crescimento de 36% em relação à safra anterior, fechada em 230,87 milhões de caixas, marcada como a segunda pior em 37 anos por conta do impacto de condições climáticas adversas e da severidade do greening nos pomares.

A entidade destaca que a citricultura paulista é responsável por cerca de 80% da produção nacional de laranja e por 90% do suco da fruta processado no país, consolidando o estado como líder global do setor.

“A cadeia produtiva movimenta mais de US$ 3 bilhões ao ano e gera aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos. Em 2024, o grupo de sucos respondeu por 9,6% das exportações do agronegócio paulista, totalizando R$ 17,78 bilhões, sendo o suco de laranja o principal item, responsável por 98,1% desse valor”, diz a nota da Fundecitrus.

Retomada da laranja

Os números positivos para o próximo ciclo da laranja decorrem após a frustração com a safra anterior. De acordo com o Fundecitrus, o resultado de 2024/25, considerado atípico, ocorreu devido às condições climáticas adversas e à emissão extremamente tardia e expressiva da quarta florada.

“Clima mais seco e temperaturas mais elevadas, além da incidência do greening, foram os principais fatores pela baixa produção, reduzindo a quantidade e o peso dos frutos”, informou à época do fechamento da safra, em 11 de abril último.



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Debate sobre reforma agrária aquece no Congresso



”O problema é como o governo tem lidado com isso”



”O problema é como o governo tem lidado com isso"
”O problema é como o governo tem lidado com isso” – Foto: Agência Brasil

A Comissão de Segurança do Campo da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) levantou sérias questões sobre a atuação do governo no combate às invasões de terras e na condução da reforma agrária. De acordo com o presidente da CAPADR e coordenador da Comissão de Seguro Rural da FPA, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), os dados são alarmantes, com 72 invasões de terras registradas no primeiro ano da gestão atual, um número superior ao total de invasões entre 2019 e 2022. Nogueira criticou a falta de ação do governo, destacando uma omissão que considera “absurda”.

Em sua intervenção, o deputado Evair de Melo (PP-ES), coordenador de Direito de Propriedade da FPA, acusou o MST de apropriar-se de termos importantes da agricultura, como reforma agrária e agricultura familiar, associando-os a uma agenda ideológica. Para Evair, o MST está distorcendo a verdadeira essência da reforma agrária, citando como exemplo o Espírito Santo, onde uma reforma justa e lícita foi realizada sem a intervenção do movimento.

A deputada Carolina de Toni (PL-SC) também se pronunciou, destacando as condições precárias das famílias assentadas à espera da reforma agrária. Segundo ela, o governo atual não tem cumprido suas promessas, e as famílias vivem em uma situação de extrema pobreza, com rendimentos inferiores a um salário mínimo mensal. ““A produção agrícola dessas famílias não chega a um salário mínimo por mês em média. Essas pessoas estão em situação de pobreza e indignidade. Nós queremos reforma agrária dentro dos parâmetros legais e não com a escravização que elas estão sendo mantidas”, indica.

No Rio Grande do Sul, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) criticou a forma como o governo tem lidado com os produtores rurais afetados pelas chuvas de 2024.”O problema é como o governo tem lidado com isso. Não dá acesso aos créditos, os trabalhadores perdem tudo e não têm acesso ao programa Desenrola Brasil, por exemplo. Produtores que trabalharam a vida toda e não tem mais nada. Esse é o tipo de ajuda que o governo dá ao Rio Grande do Sul, é zero. O que acontece, no fim das contas, é que quem precisa não tem amparo”, conclui.

 





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