domingo, maio 24, 2026

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Justiça climática é causa ou oportunidade? Duas gestoras apostam fichas na tese



A justiça climática é uma causa para ativistas socioambientais, mas ainda pouco conhecida no mercado financeiro e irrelevante critério para investimentos de impacto – segmento com cerca de US$ 1,5 trilhão em ativos alocados globalmente, segundo a rede global GIIN. No Brasil, duas gestoras incluem o tema como tese apesar dos desafios.

Levantamento feito pelo Laboratório de Inovação em Justiça Climática e publicado no Relatório Inovações em Justiça Climática, organizado pela Climate Ventures, identificou 374 instituições que atuam no financiamento climático nas Américas. Desse total, 12 expressam explicitamente “justiça climática” como critério central para alocação de recursos. Quando o recorte se restringe ao Brasil, a lista fica somente com as gestoras Fama re.capital e Vox Capital.

“Justiça climática é uma causa, mas ainda não é uma oportunidade de mercado”, avalia Daniel Contrucci, cofundador e diretor executivo da think and do thank Climate Ventures, em entrevista ao Broadcast Investimentos.

Com o Laboratório, a ideia foi reunir especialistas, ativistas e instituições para definir o termo e encará-lo como uma agenda transversal a diferentes setores. Isso num mundo em que a sigla “ESG” já tem sido abandonada e o desenvolvimento sustentável é colocado em xeque. “Transição justa” tem sido um termo alternativo para abrir diálogos. Contrucci diz que “justiça climática” não é uma tese disseminada.

Sarah Siqueira, gerente do Laboratório, acrescenta que, para além da produção de conhecimento, a proposta é fomentar o nascimento e fortalecimento de negócios que geram externalidades positivas.

“Olhamos para os negócios que mais transformam a vida das pessoas nos territórios em que atuam, com capacidade de adaptar e mitigar mudanças climáticas”, diz Siqueira, destacando ser um caminho para os gestores de venture capital (VC), por exemplo, tomarem “risco de verdade” no longo prazo.

Desafios para justiça climática

A Vox Capital nasceu voltada para o impacto em pautas sociais, mas há cerca de seis anos passou a olhar para a questão climática de forma mais sistêmica, segundo o sócio Gilberto Ribeiro. “Ficou evidente que não existe social ou ambiental; são questões transversais”, diz. Então, como gestora privada, a Vox busca entender como a transição climática pode ser inclusiva socialmente.

Uma primeira tentativa foi com o lançamento de um fundo de investimento nas cadeias produtivas agroindustriais (Fiagros), mirando a restauração do solo no cerrado executada por famílias cooperadas da Cocamar. O produto não foi adiante por falta de captação.

Mas Ribeiro disse que no fundo de VC, o Tech For Good Growth I, há investidas com ângulo climático e efeitos sociais, como a Octa, um marketplace de circularidade na cadeia automotiva, e a Nude, empresa de bebidas e alimentos com base vegetal.

O executivo diz ser um desafio para os empreendedores fazer negócios sustentáveis em mercados que não estão necessariamente preparados para isso, ao mesmo tempo em que uma transição exige qualificação, capital e tecnologia. “A solução existe, mas é mais cara. É preciso subsídio e muita inovação para superar barreiras. Mas isso é base para oportunidade. Quem conseguir destravar valor captura retornos superiores”, afirma.

Na Fama re.capital, o FamaGaia Sociobioeconomia FIDC IS concede crédito para pequenos produtores rurais que contribuam para a redução dos impactos negativos da mudança climática, movimentação da economia local e redução das desigualdades sociais.

Nove projetos já foram financiados, segundo Andrea Alvares, líder do FIDC. “Justiça climática é reconhecer que existem assimetrias estruturais que fazem com que as pessoas que menos emitem são as que mais sofrem. Oferecer um instrumento financeiro que viabilize e fortaleça comunidades locais que atuam em cadeias da sociobioeconomia busca corrigir essas assimetrias”, afirma Alvares.

Porém, ela observa que achar investidores alinhados com a tese ainda é um dos principais desafios. “Tem muita gente com o discurso da vontade de investir, mas não necessariamente alocando dinheiro.”

A Fama re.capital também atua com grandes empresas, nas quais investe para engajar nas jornadas de descarbonização. “Queremos resolver o problema climático com os grandes causadores disso, o que inevitavelmente passa pelos aspectos de justiça climática, especialmente pela forma como as empresas se relacionam com suas cadeias de suprimentos”, diz Caroline Dihl Prolo, sócia e responsável pelo stewardship climático.

Com quatro investidas no fundo Climate Turnaround, Prolo destaca haver alinhamento de interesses. “Nunca vamos sugerir algo que destrua valor.”



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Chuva não dá ‘trégua’ e previsão do tempo aponta risco de alagamentos e deslizamentos; saiba onde



A semana que se inicia nesta segunda-feira (11) deve trazer grandes contrastes climáticos para diversas regiões do país. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o alerta fica para o litoral sul da Bahia, onde a previsão do tempo dá indícios de chuvas fortes, com acumulados entre 100 e 150 mm. Esse volume de chuva aumenta o risco de alagamentos e deslizamentos, especialmente em cidades como Teixeira de Freitas. Além disso, ventos de até 50 km/h podem atingir a região.

Os estados de Sergipe e Alagoas entram em estado de atenção, com possibilidade de precipitações moderadas e contínuas que devem atingir inclusive as capitais. No interior nordestino, o cenário é oposto: a umidade relativa do ar tende a cair, mantendo o tempo firme em boa parte da região e exigindo cautela com a irrigação.

O tempo no Sul do país

No Sul, a previsão indica uma semana seca na maior parte dos estados. As chuvas se concentram no litoral do Paraná e de Santa Catarina, mas sem grandes volumes. O Rio Grande do Sul deve ter dias ensolarados e temperatura em elevação, com manhãs ainda frias.

Chuvas fracas

O Sudeste terá uma semana com o tempo nublado. As chuvas serão fracas, especialmente no Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de São Paulo. A entrada de uma massa de ar frio deve reduzir as temperaturas, mas sem comprometer as atividades no campo.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o destaque é o calor intenso. Em grande parte da região, os termômetros podem alcançar os 37°C, provocando estresse térmico em lavouras e no gado. Apenas o sul de Goiás deve receber chuvas mais leves, que ajudam a manter a umidade do solo.

Tempo no Norte indica chuvas volumosas

Na Região Norte, o extremo norte do Pará e Roraima devem registrar volumes de chuva superiores a 150 mm, o que pode dificultar o escoamento da produção e afetar as estradas. O restante da região terá pancadas de chuva regulares, especialmente no Amazonas e no Amapá. Já Tocantins, Rondônia e sul do Pará enfrentam tempo mais seco e temperaturas elevadas.



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Peixe pré-histórico permanece com anatomia inalterada há 65 milhões de anos



O celacanto é conhecido como “fóssil vivo”, uma vez que sua anatomia pouco mudou nos últimos 65 milhões de anos. Apesar de ser um dos peixes mais estudados da história, ele ainda reserva surpresas que podem mudar a própria compreensão da evolução dos vertebrados.

É o que revela estudo publicado na revista Science Advances por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Smithsonian Institution, nos Estados Unidos.

Num novo exame da musculatura craniana do celacanto africano (Latimeria chalumnae), os autores fizeram descobertas que demonstraram que apenas 13% das novidades evolutivas musculares previamente identificadas para as maiores linhagens de vertebrados estavam corretas.

Ao mesmo tempo, o estudo identificou nove novas transformações evolutivas relacionadas a inovações na alimentação e respiração desses grupos.

“Em última instância, ele é ainda mais similar aos peixes cartilaginosos [tubarões, raias e quimeras] e tetrápodes [aves, mamíferos, anfíbios e répteis] do que se pensava. E ainda mais distinto dos peixes de nadadeira raiada, que são cerca de metade dos vertebrados viventes”, conta Aléssio Datovo, professor do Museu de Zoologia (MZ-USP).

Descoberta sobre os músculos

Dentre as novidades evolutivas apontadas erroneamente como presentes nos celacantos, estão músculos responsáveis pela expansão ativa da chamada cavidade bucofaringeana, que vai da boca à faringe.

Esse conjunto de músculos está diretamente relacionado à captura de alimento e à respiração. Porém, o estudo demonstrou que esses supostos músculos em celacantos eram, na verdade, ligamentos, estruturas incapazes de contração.

Os peixes de nadadeira raiada (actinopterígeos) e os de nadadeira lobada (sarcopterígeos) separaram-se de um ancestral comum cerca de 420 milhões de anos atrás. Os sarcopterígeos incluem peixes como o celacanto e os peixes pulmonados, mas também todos os outros tetrápodes, pois evoluíram de um ancestral aquático: mamíferos, aves, répteis e anfíbios.

Nos peixes de nadadeira raiada, como as carpas de aquário, por exemplo, é fácil notar que a boca se desloca de tal forma a sugar os alimentos. Essa capacidade deu ao actinopterígeos uma imensa vantagem evolutiva, tanto que hoje eles compõem cerca de metade de todos os vertebrados viventes.

Essa é uma diferença fundamental para os demais peixes, como o celacanto e os tubarões, por exemplo, que se alimentam primordialmente mordendo as presas.

“Nos estudos anteriores, era dado que esse conjunto de músculos que daria maior capacidade de sucção estava presente também nos celacantos e, portanto, teria evoluído no ancestral comum dos vertebrados ósseos, o que mostramos agora não ser verdade. Isso só surgiu pelo menos 30 milhões de anos depois, no ancestral comum dos peixes de nadadeira raiada viventes”, aponta Datovo.

Descoberta rara

Os celacantos são peixes extremamente raros de se encontrar na natureza, uma vez que vivem cerca de 300 metros abaixo da superfície da água e passam o dia dentro de cavernas submarinas.

Parte da explicação para ter mudado tão pouco desde a extinção dos dinossauros é justamente essa: sem predadores, num ambiente relativamente protegido, as alterações no seu genoma foram lentas, como mostrou estudo de 2013 publicado na revista Nature.

Há cerca de 400 milhões de anos na Terra, os celacantos eram conhecidos primeiro apenas por fósseis. Somente em 1938 foi encontrado um animal vivo, para espanto dos cientistas. Em 1999, outra espécie foi descrita (Latimeria chalumnae) nos mares da Ásia.

Dada a raridade de exemplares presentes em museus, os pesquisadores da USP e do Museu Nacional de História Natural, da Smithsonian Institution, tiveram de ser perseverantes para conseguir que alguma instituição cedesse animais para serem dissecados.

Finalmente, o Field Museum, de Chicago, e o Virginia Institute of Marine Science, ambos dos Estados Unidos, concordaram em emprestar um exemplar cada. O mérito por ter conseguido o empréstimo, segundo Datovo, é de G. David Johnson, coautor do artigo.



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Pesquisas e ações são armas no combate ao greening no principal cinturão citrícola do país



Com o objetivo de apoiar os produtores na adoção de medidas preventivas e de controle ao greening, umas das doenças que mais afetam os pomares de laranja, limão e tangerina, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo lançou no ano passado uma linha de crédito chamada de “Combate ao Greening”. Foram liberados mais de R$6 milhões para 32 produtores paulistas.

Além disso, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) atua com ações sanitárias, fiscalização e orientação técnica em todo o estado, além de seguir na linha de frente no combate à doenças como o Greening/HLB e o Cancro Cítrico.

A legislação em vigor estabelece medidas rigorosas de defesa sanitária vegetal, como a proibição do comércio ambulante de mudas cítricas, prática que representa risco significativo à sanidade dos pomares comerciais. Em 2024, foram 1743 fiscalizações de HLB , totalizando 4.502.358 mudas retiradas. Além disso, foram realizadas 37 palestras educativas para público externo.

A Coordenadoria também possui um canal direto para denúncias sobre pomares abandonados ou mal manejados. Em abril foram atendidos 57 chamados. “A presença desses pomares, sem controle do psilídeo (Diaphorina citri) — vetor do greening — ou sem a devida erradicação de plantas contaminadas, representa uma ameaça à citricultura paulista, ao funcionar como fonte permanente de disseminação da doença”, informou a CDA.

Pesquisa e inovação na luta contra o greening

Para ampliar a base de conhecimento e promover inovação no setor, foi criado o Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA), resultado de uma parceria entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), o Fundecitrus, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

Com investimento previsto de R$ 90 milhões nos próximos cinco anos, o CPA tem como missão promover a formação de novos grupos de pesquisa e consolidar iniciativas existentes, com foco prioritário no enfrentamento ao greening. Sediado na Esalq/USP, em Piracicaba (SP), o centro representa um avanço estratégico e promete ser um divisor de águas para a citricultura brasileira, integrando ciência, inovação e políticas públicas no combate aos principais desafios do setor.

Laranja em alta

O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) divulgou a estimativa da safra de laranja 2025/26 para o cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, com previsão de 314,11 milhões de caixas de 40,8 kg. A projeção representa um crescimento de 26,4% em relação à safra anterior, que foi fortemente impactada por condições climáticas adversas.

A citricultura paulista é responsável por cerca de 80% da produção nacional de laranja e por 90% do suco de laranja processado no país, consolidando o estado como líder global do setor.

A cadeia produtiva movimenta mais de US$3 bilhões ao ano e gera aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos. Em 2024, o grupo de sucos respondeu por 9,6% das exportações do agronegócio paulista, totalizando R$17,78 bilhões, sendo o suco de laranja o principal item, responsável por 98,1% desse valor.



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Novo episódio do Projeto Memórias do Brasil Rural apresenta o legado de João Martins



Na próxima quarta-feira (14), às 18h, tem novo episódio do projeto Memórias do Brasil Rural. Desta vez, a equipe do Canal Rural conta a trajetória do atual presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins.

Nascido em Feira de Santana (BA), João Martins possui o DNA do agro. Com o mesmo nome do pai, herdou dele o empreendedorismo e o olhar visionário. Formou-se em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia e, desde cedo, seguiu os passos do pai, um importante mentor que o incentivou a investir no setor.

Com luz própria e muita vontade de transformar a agropecuária, ainda jovem, além de administrar uma das fazendas da família, começou a participar das atividades associativas.

Neste episódio, o Memórias do Brasil Rural relembra a história da evolução da pecuária na Bahia e as ações disruptivas, como a compra de um navio para o transporte de gado, realizada pelo pai de João Martins, que revolucionou o setor.

O presidente da CNA faz uma análise detalhada do crescimento da agropecuária brasileira e compartilha os principais legados, como a expansão da fronteira agrícola na Bahia e os projetos que transformaram o Senar em referência para o segmento. Este é um testemunho importante de alguém que esteve e está no centro do agro nacional.

Memórias do Brasil Rural

Iniciativa é uma parceria do Canal Rural com a CNA e a Embrapa, e tem o apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). O objetivo do projeto é criar o primeiro acervo audiovisual integrado do agronegócio brasileiro, reunindo registros históricos, depoimentos de personalidades e materiais de famílias de produtores rurais.

Confira o novo episódio em nosso canal do Youtube, não perca!



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Safrinha 24/25 deve ser uma das melhores



“A análise baseada em modelos de satélite”



“A análise baseada em modelos de satélite"
“A análise baseada em modelos de satélite” – Foto: Pixabay

Segundo Marcos Rubin, CEO e fundador da Veeries, em publicação nas redes sociais, as visitas a campo no oeste do Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul confirmam o que os satélites já vinham indicando: a safrinha 24/25 caminha para ser uma das melhores dos últimos anos nessas regiões.

A empresa, especializada em análises agrícolas, baseia sua metodologia em modelos de satélite, que definem os locais de visita, os pontos de observação e as hipóteses a serem testadas. A ida a campo serve como reforço às análises remotas, permitindo à Veeries entregar inteligência com rapidez e precisão.

Um diferencial citado por Rubin é o uso de recortes semanais de plantio para estimar a produtividade das lavouras, proporcionando uma visão mais detalhada do potencial de cada área conforme o calendário de semeadura. Essa abordagem tem mostrado bons resultados nas análises mais recentes.

“A análise baseada em modelos de satélite é a espinha dorsal da nossa metodologia. É ela que define onde ir, o que observar e quais hipóteses validar. As visitas a campo complementam e reforçam nossas análises – uma combinação que nos permite entregar inteligência com precisão e velocidade”, indica.

Apesar da irregularidade do clima em parte do ciclo, a condição geral das lavouras é considerada muito boa. Enquanto algumas áreas apresentam desenvolvimento excelente, outras mostram um desempenho um pouco abaixo. Ainda assim, a expectativa para a produção de milho é bastante positiva.

“No registro, encontramos duas realidades diferentes no campo: por um lado, lavouras em excelentes condições. Por outro lado, algumas regiões mostram uma condição um pouco inferior. O resultado da safrinha no PR e MS? Até poderia ser melhor, se não fosse a irregularidade do clima durante parte do ciclo – mas, mesmo assim, será muito boa”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Milho silagem registra produtividade elevada



Santa Rosa inicia colheita de milho safrinha




Foto: Pixabay

A colheita de milho silagem no Rio Grande do Sul alcançou 94% da área, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (8). Segundo o levantamento, 3% das lavouras estão em início de maturação fisiológica e 3% em enchimento de grãos. Os produtores que optaram pelo plantio escalonado registraram rendimentos até 50% superiores em lavouras mais tardias, quando comparadas às semeadas entre novembro e dezembro.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Campanha, a colheita das lavouras semeadas a partir da segunda quinzena de janeiro está próxima da conclusão. “O tempo seco, com quatro semanas consecutivas sem chuvas, favoreceu o acesso às lavouras em terras baixas e coxilhas, sem causar seca prematura nas folhas basais”, informou a Emater. Equipes de colheita com máquinas autopropelidas, que estavam em Aceguá, agora operam em Hulha Negra, em lavouras de maior porte. Produtores relataram produtividades elevadas, com silagens contendo alta proporção de grãos e rendimentos de massa seca próximos a 40 toneladas por hectare, chegando a 50 t/ha nas áreas de melhor manejo. Algumas lavouras em várzeas foram ensiladas de forma antecipada devido à previsão de chuvas intensas, que poderiam dificultar o tráfego de máquinas e comprometer o ponto de corte.

Na região de Frederico Westphalen, a colheita foi encerrada nos 7 mil hectares cultivados na safrinha. Apesar do estresse hídrico no início do ciclo, a recomposição da umidade durante as fases reprodutivas permitiu à cultura alcançar o potencial produtivo estimado. Já em Santa Rosa, a colheita de milho safrinha para silagem começou, apresentando boa qualidade e rendimento entre 35 e 45 toneladas por hectare.





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Boi gordo tem preço estável em São Paulo



Escalas de abate chegam a 11 dias em SP




Foto: Divulgação

O mercado do boi gordo em São Paulo manteve-se estável nesta sexta-feira (9), segundo o informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. De acordo com o boletim, “com parte da indústria frigorífica já abastecida, fora das compras e a demanda por carne bovina tendo sido atendida pela oferta, os preços em São Paulo mantiveram-se estáveis”. A consultoria destacou, no entanto, que havia receio de queda nos preços após o Dia das Mães, o que levou os compradores a evitarem alongar suas escalas de abate, que estavam, em média, previstas para 11 dias.

No Mato Grosso, o cenário foi de pressão sobre os preços, com alta oferta de bovinos na maioria das regiões pecuárias. Na região Norte, a cotação do boi gordo recuou R$2,00 por arroba, enquanto a vaca e a novilha registraram queda de R$3,00 por arroba. No Sudoeste, a queda foi de R$2,00 para o boi gordo, R$7,00 para a vaca e R$11,00 para a novilha. Em Cuiabá, a cotação do boi gordo caiu R$2,00 por arroba; a vaca e a novilha tiveram retração de R$7,00 e R$4,00, respectivamente. A região Sudeste do estado manteve os preços estáveis para todas as categorias.

No Noroeste do Paraná, os preços também permaneceram estáveis, com escalas de abate médias para sete dias.





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colheita chega ao fim com queda na qualidade


A colheita de arroz no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (8). Na região administrativa de Bagé, na Fronteira Oeste, o município de São Borja registrou acamamento de plantas em alguns talhões, devido a ventos intensos durante o período de maturação. Em Quaraí, os 11.336 hectares cultivados já foram colhidos, com produtividade média estimada em 9.000 quilos por hectare. A qualidade industrial das cargas entregues nesta etapa final apresentou queda, com percentual de grãos inteiros entre 55% e 58%, abaixo do padrão ideal. Em Alegrete, Maçambará, Rosário do Sul e Santa Margarida do Sul, a colheita também foi finalizada.

Na região de Pelotas, 96% da área implantada já foi colhida. As lavouras remanescentes, localizadas principalmente em Turuçu, São José do Norte, Santa Vitória do Palmar, Rio Grande, Pinheiro Machado, Pelotas, Jaguarão, Canguçu e Arroio Grande, encontram-se em estágio de maturação completa e prontas para a colheita.

Em Santa Maria, a colheita também está perto do fim. Em Cachoeira do Sul, município com maior área cultivada, 98% das lavouras foram colhidas. Nos municípios de Cacequi e arredores, os trabalhos já foram concluídos. Segundo o informativo, os rendimentos têm se mantido dentro das expectativas iniciais, apesar de relatos pontuais de redução na produtividade em algumas áreas.

Na região de Soledade, o tempo estável permitiu o avanço da colheita, que chegou a 99%. Restam apenas áreas pontuais com semeadura tardia, correspondendo a 1% da área, atualmente em maturação e prontas para a colheita.

O preço médio da saca de 50 quilos de arroz no Estado registrou queda de 0,56% em relação à semana anterior, passando de R$ 76,49 para R$ 76,06, conforme levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.





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Uva Lumiar reduz 50% dos custos com mão de obra no campo



Embrapa lança uva sem semente que reduz custos




Foto: Divulgação

A Embrapa lançou no mercado a BRS 54 Lumiar, uma nova cultivar de uva branca sem semente que promete reduzir em 50% os custos com mão de obra no manejo dos cachos no Semiárido brasileiro. O manejo dos cachos representa cerca de 40% do custo total da mão de obra na produção de uvas de mesa.

A nova cultivar busca solucionar dois desafios do setor: a alta demanda de mão de obra para o manejo e a escassez de opções de uvas brancas sem sementes. A Embrapa afirma que a Lumiar “oferece potencial para impulsionar o segmento no País”.

Além da economia no campo, a Lumiar apresenta atributos sensoriais como bagas grandes e elípticas, textura crocante e macia, alto teor de açúcares, ausência de adstringência na película e acidez equilibrada ao final da maturação.

A BRS 54 Lumiar integra o portfólio de uvas de mesa sem sementes do programa de melhoramento genético “Uvas do Brasil”, coordenado pela Embrapa, para cultivo na região do Vale do Submédio São Francisco.

Segundo a Embrapa, “as cultivares estrangeiras de uvas sem sementes demandam, no mínimo, 50% a mais de mão de obra para a realização dessa prática” e geram outros custos aos produtores, como o pagamento de royalties por quilo de fruta vendida. Já as cultivares nacionais da Embrapa exigem apenas o pagamento pelas mudas, sem a cobrança dessas taxas.

João Dimas Garcia Maia, um dos pesquisadores da Embrapa responsável pelo desenvolvimento da nova cultivar, explicou que, “além de atender às exigências do mercado consumidor, que está cada vez mais exigente na escolha das frutas, uma nova cultivar de uva de mesa deve apresentar outras características determinantes”. Segundo ele, entre essas características estão “produtividade, tolerância ou resistência a doenças, presença de novos sabores e redução da necessidade de mão de obra para o manejo dos cachos”.

A Embrapa informa que, desconsiderando a pós-colheita, o custo da mão de obra na produção de uvas de mesa das cultivares tradicionais corresponde a cerca de 35% do custo total.





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