domingo, maio 24, 2026

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Porcos selvagens ameaçam lavouras de milho no Centro-Oeste



A presença crescente e silenciosa de porcos selvagens nas lavouras de Mato Grosso tem provocado prejuízos expressivos, especialmente nas plantações de milho. Em Brasnorte, no noroeste do estado, produtores já contabilizam perdas em áreas que superam os 25 hectares. Em algumas fazendas, os animais invadem os talhões desde o início do cultivo, desenterrando sementes, quebrando plantas e comprometendo o desenvolvimento da cultura.

Na fazenda Flecha de Ouro, por exemplo, o cenário é crítico: o plantio de quase 3 mil hectares de milho está sendo atacado por bandos que já causaram perdas de até 10% em determinadas áreas. Além dos danos diretos à cultura, a destruição causada pelos animais também favorece o crescimento de plantas daninhas, devido à maior incidência de luz nas áreas danificadas, o que encarece ainda mais o manejo.

Veja os detalhes na reportagem de Pedro Silvestre:

A situação tem levado produtores a repensar suas estratégias. Em uma das propriedades da região, a área plantada com milho foi reduzida em 70% nesta safra, numa tentativa de conter os prejuízos. Mesmo assim, os porcos voltaram com força, atacando manchas de até 15 hectares de uma só vez. A perspectiva é de que novas perdas ainda ocorram até o fim da colheita, o que já levou agricultores a descartarem o cultivo do milho na próxima temporada, diante da inviabilidade econômica.

O impacto não se limita ao milho. Outras culturas, como a soja e o feijão, também estão sendo afetadas. Em uma mesma fazenda, estima-se que os javalis e javaporcos já tenham causado perdas de até 20% na soja, e os primeiros danos no feijão começam a aparecer à medida que a cultura entra na fase final do ciclo. O número de animais também impressiona: estimativas apontam mais de 600 porcos selvagens circulando dentro de uma única propriedade.

Além das lavouras, produtores de pecuária também têm relatado transtornos causados pelos animais, com registros de gado ferido e cercas destruídas durante ataques dos bandos.

A situação já é tratada como grave por entidades do setor. A Aprosoja Mato Grosso destaca o avanço preocupante das espécies, especialmente no sul do estado, em municípios como Alto Taquari. Segundo a entidade, os porcos selvagens — espécies exóticas e agressivas — não apenas ameaçam a produção agrícola, mas também colocam em risco a fauna nativa, com uma taxa de reprodução acelerada e sem predadores naturais eficazes.

A Aprosoja e outras lideranças do agro estão em diálogo com o Ibama para estabelecer formas de controle legal e responsável da população desses animais, com base em dados e estudos científicos. A urgência é clara: sem medidas efetivas, a continuidade do cultivo de milho — e outras culturas — pode estar seriamente comprometida em diversas regiões do estado.



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Exportações e importações batem recorde em abril


A balança comercial brasileira registrou recordes em abril, tanto nas exportações quanto nas importações, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

As exportações somaram US$ 30,41 bilhões, um crescimento de 0,3% em relação a abril de 2024, quando alcançaram US$ 30,33 bilhões. As importações totalizaram US$ 22,26 bilhões, aumento de 1,6% sobre os US$ 21,9 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado.

Com isso, a corrente de comércio chegou a US$ 52,67 bilhões, resultando em saldo positivo de US$ 8,15 bilhões. Na comparação anual, a corrente cresceu 0,8%. No acumulado do ano, as exportações somam US$ 107,3 bilhões, enquanto as importações atingem US$ 89,6 bilhões, com saldo de US$ 17,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 196,9 bilhões.

A Secex informou que, de janeiro a abril, as importações aumentaram 10,4% sobre o mesmo período de 2024, totalizando US$ 89,6 bilhões ante US$ 81,11 bilhões. Já as exportações caíram 0,7%, passando de US$ 108,04 bilhões para US$ 107,3 bilhões. A corrente de comércio acumulada cresceu 4,1%, atingindo US$ 196,88 bilhões.

No recorte por setores, as exportações de abril, em relação a abril do ano anterior, apresentaram crescimento de US$ 0,35 bilhão (2,4%) na Indústria de Transformação. Houve queda de US$ 0,05 bilhão (0,7%) na Agropecuária e de US$ 0,28 bilhão (3,8%) na Indústria Extrativa.

No acumulado do ano, as exportações da Agropecuária cresceram US$ 0,64 bilhão (2,6%) e as da Indústria de Transformação, US$ 2,3 bilhões (4,1%), enquanto a Indústria Extrativa teve queda de US$ 3,76 bilhões (13,5%).

As importações de abril registraram aumento de US$ 0,02 bilhão (3,3%) na Agropecuária e de US$ 0,86 bilhão (4,4%) na Indústria de Transformação, com redução de US$ 0,51 bilhão (31,5%) na Indústria Extrativa. No acumulado de 2025, as importações cresceram US$ 0,35 bilhão (18,2%) na Agropecuária e US$ 9,39 bilhões (12,8%) na Indústria de Transformação, enquanto a Indústria Extrativa apresentou retração de US$ 1,3 bilhão (24,0%).





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Quais as estimativas de soja para a safra 25/26 após o novo relatório do USDA?



Os contratos futuros da soja registram valorização na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta segunda-feira (12), após a divulgação do relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O documento trouxe estimativas de estoques finais de soja, tanto nos EUA quanto no cenário global, abaixo das expectativas do mercado, o que reforçou a percepção de oferta mais restrita e sustentou a alta nos preços.

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USDA e as perspectivas para a a soja

De acordo com o USDA, a safra norte-americana de soja 2025/26 foi projetada em 4,340 bilhões de bushels, o equivalente a 118,11 milhões de toneladas, levemente acima do previsto pelos analistas. A produtividade foi estimada em 52,5 bushels por acre.

O principal destaque, no entanto, foi a estimativa de estoques finais dos Estados Unidos: 295 milhões de bushels (8,03 milhões de toneladas), número 16% menor do que os 351 milhões de bushels (9,55 milhões de toneladas) esperados pelo mercado. O relatório também projeta esmagamento interno de 2,490 bilhões de bushels e exportações de 1,815 bilhão.

A soja no mercado do global

No cenário global, os estoques finais para 2025/26 foram estimados em 124,33 milhões de toneladas, abaixo dos 125,3 milhões esperados. Para a temporada 2024/25, a estimativa subiu ligeiramente para 123,18 milhões de toneladas, frente aos 122,6 milhões projetados anteriormente.

Os dados de exportação reforçaram a firme demanda pelo produto americano. Na semana encerrada em 8 de maio, as inspeções de exportação de soja dos EUA somaram 426.077 toneladas, acima das 333.654 toneladas da semana anterior. No acumulado da temporada, iniciado em 1º de setembro, as exportações já somam 43,89 milhões de toneladas, frente a 39,53 milhões no mesmo período do ciclo anterior.

Além disso, exportadores privados norte-americanos relataram ao USDA a venda de 120 mil toneladas de soja ao México, sendo 24 mil para entrega na safra atual (2024/25) e 96 mil na próxima (2025/26).

No mercado, os reflexos foram imediatos. O contrato julho/25 da soja subia 1,73%, cotado a US$ 10,70 por bushel. A posição agosto/25 avançava 1,88%, para US$ 10,67. Entre os derivados, o farelo para julho era negociado a US$ 298,10 por tonelada (+1,36%) e o óleo subia 2,24%, cotado a 49,66 centavos de dólar por libra-peso.



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A soja e sua relevância no cenário nacional e global


A soja continua sendo uma das commodities mais relevantes do mundo, não apenas para o Brasil, mas para o comércio internacional como um todo, dada sua ampla gama de utilidades. Desde a produção no campo até o processamento e escoamento, existe uma complexa cadeia de atividades que envolve a oleaginosa e sustenta parte significativa da economia agrícola mundial.

Crescimento produtivo e avanço tecnológico

A produção de soja tem crescido de forma expressiva ano após ano, impulsionada por diversos fatores: o aumento da demanda por seus derivados, como o farelo e o óleo; o uso de técnicas de otimização nas lavouras; e a introdução constante de novas tecnologias, que elevam a produtividade das plantações de forma contínua.

No Brasil, a soja tem um papel notável. Somos os maiores produtores mundiais da oleaginosa, com destaque atual para o estado de Mato Grosso, embora outras unidades federativas também tenham desempenhado papéis de protagonismo ao longo dos anos.

A produção brasileira já ultrapassou a marca de 170 milhões de toneladas, sendo que as exportações superam 100 milhões de toneladas, consolidando o país como o principal fornecedor global.

Relevância econômica e energética

A importância da soja no Brasil se estende por diversas frentes. O farelo de soja, por exemplo, é a principal fonte proteica utilizada na alimentação animal, essencial para sustentar a cadeia de produção de carnes — uma das forças do agronegócio nacional. Internamente, boa parte da soja processada atende esse setor.

Além disso, o óleo de soja tem ganhado protagonismo como fonte de energia renovável, com crescente participação na composição do biodiesel. Isso evidencia o papel estratégico da soja na transição energética e na sustentabilidade, ampliando sua importância além da alimentação.

Participação no cenário global

No contexto internacional, o Brasil disputa protagonismo com os Estados Unidos — segundo maior produtor — e a Argentina, que se destaca especialmente na industrialização da soja, com foco na exportação de farelo. A produção mundial de soja ultrapassa 400 milhões de toneladas, e mantém uma tendência de crescimento, acompanhando a demanda global.

A China, por sua vez, é a grande força compradora desse mercado. Com importações anuais que superam os 100 milhões de toneladas, o país asiático representa o maior destino da soja brasileira. Essa relação comercial influencia diversas esferas econômicas, desde o financiamento de insumos no Brasil até investimentos em logística, infraestrutura e processamento industrial.

Desafios e oportunidades

Embora o Brasil exerça liderança global, ainda enfrenta desafios logísticos importantes, como a limitação da capacidade de armazenagem, gargalos no escoamento durante a colheita e infraestrutura portuária sobrecarregada.

No entanto, a geração de riqueza promovida pela soja é inegável. O produtor rural brasileiro mostra-se cada vez mais adaptado ao uso de tecnologias de ponta, o que tem possibilitado a expansão de área plantada com ganhos consistentes de produtividade. Essa disposição para inovação é um dos pilares do sucesso contínuo da soja brasileira.

*Rafael Silveira é economista com pós-graduação em Finanças, Investimento e Banking pela PUC-RS. É especialista em mercados agrícolas na consultoria Safraas & Mercado, com ênfase em estratégias de investimento e gestão de risco em commodities.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Defesa Civil confirma ocorrência de tornado no Rio Grande do Sul


A equipe do Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul avaliou o fenômeno ocorrido na tarde da sexta-feira (9), entre às 14h50 e às 15h10, na cidade de Erval Grande, no norte do estado, e classificou o fenômeno como um tornado.

Segundo a prefeitura do município, o temporal com ventos acima de 93 quilômetros por hora impactou a zona rural do município. Mais de duzentas casas foram destelhadas e 55 famílias ficaram desabrigadas.

Tornado destruiu casas no Rio Grande do Sul Tornado destruiu casas no Rio Grande do Sul
Tornado destruiu casas no Rio Grande do Sul. Foto: Prefeitura Municipal de Erval Grande

A assessoria de imprensa da cidade informou que 150 propriedades rurais tiveram prejuízos e trinta hectares com eucalipto foram completamente danificados. Também houve danos na rede elétrica e quedas de árvores.

O fenômeno ocorreu após o transporte de calor e umidade vindos do Norte do país, aliado ao aprofundamento de um sistema de baixa pressão e ao deslocamento de uma frente fria. A passagem deste fenômeno provocou intensas rajadas de vento.

Eucaliptos foram derrubados por causa do tornado Eucaliptos foram derrubados por causa do tornado
Eucaliptos foram derrubados por causa do tornado Foto: Prefeitura Municipal de Erval Grande

Nos dados elaborados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), observou-se uma frente fria posicionada no RS, próximo à fronteira com o Uruguai, além da atuação de um sistema de baixa pressão, com seu centro localizado sobre o Paraguai.

“Estes tipos de sistemas são responsáveis pela ocorrência de temporais severos, que culminam em grandes acumulados de precipitação, além de rajadas de vento intensas, também com potencial para a formação de fenômenos como frentes de rajada, micro explosões, tornados e trombas d’água”, informou a Defesa Civil.

Postes caíram após a passagem do tornadoPostes caíram após a passagem do tornado
Postes caíram após a passagem do tornado Foto: Prefeitura Municipal de Erval Grande

Radar meteorológico confirma a passagem do tornado pela região

“Com base na análise das condições atmosféricas, nas imagens do radar meteorológico de Chapecó (fornecidas pela Defesa Civil de Santa Catarina à Defesa Civil gaúcha) e nas evidências observadas no local, constata-se a ocorrência de tornado naquela localidade”, destacou o órgão.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizante iraniano legalizado em Dubai e Omã



“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes”



“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes"
“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes” – Foto: Canva

Segundo informações de Cristiane De Brida, Commodity Broker na L77 Negócios Ltda, o agronegócio brasileiro ganha uma nova alternativa estratégica com a entrada da Ureia iraniana legalizada nos mercados de Dubai e Omã. Através da parceria com a AFG Holding, sediada em Dubai, a empresa agora atua como representante exclusiva dessa Ureia, contando com fornecimento de mais de seis refinarias governamentais do Irã, com exclusividade e respaldo legal.

“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes. Pensando nisso, temos orgulho em anunciar: somos representantes exclusivos de ureia iraniana legalizada em Dubai e Omã, através de nossa parceira estratégica AFG Holding sediada em Dubai, estamos com mais de seis refinarias governamentais e com exclusividade”, comenta.

Essa novidade é especialmente relevante para o Brasil, que atualmente importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. O Irã, sendo um dos maiores produtores mundiais de ureia, torna-se um parceiro crucial. Com a legalização do produto em territórios estratégicos como os Emirados Árabes Unidos e Omã, garantem-se segurança jurídica, controle de qualidade e uma logística mais eficiente — elementos essenciais em um cenário global cada vez mais volátil.

No campo, o impacto é direto: a ureia é indispensável para culturas como soja, milho e trigo. A possibilidade de preços mais competitivos e entregas confiáveis permite que os produtores brasileiros mantenham a produtividade, mesmo em meio a instabilidades externas. A iniciativa da L77, em conjunto com a AFG Holding, também abre espaço para novas parcerias com tradings e produtores nacionais.





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Faltam dois dias; acompanhe ao vivo o resultado do Prêmio Personagem Soja Brasil!



Depois de muita espera, nesta quarta-feira (14), às 18h50, acontece a cerimônia de entrega do Prêmio Personagem Soja Brasil. O evento acontece diretamente da Casa Canal Rural, na sede da Aprosoja Brasil, em Brasília (DF). Você pode acompanhar todos os detalhes, pois a premiação será transmitida ao vivo pela tela do Canal Rural, pelo site oficial e também pelas redes sociais do canal. Marque na agenda e acompanhe com a gente!

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Chegou o momento de conhecer os grandes destaques com o grão: o pesquisador e o produtor que mais se destacaram na jornada. O Prêmio Personagem Soja Brasil celebra histórias inspiradoras de profissionais que, com dedicação, inovação e um forte compromisso com a sustentabilidade, estão transformando a produção de soja no Brasil.

Indicados ao Prêmio do projeto Soja Brasil

  • Alberto Schlatter (Chapadão do Sul – MS): produtor que alia tradição familiar com práticas modernas no campo, apostando em tecnologia e sustentabilidade.
  • Anderson Cavenaghi (MT): professor e doutor, referência nacional em proteção de plantas, com pesquisas que fortalecem a produtividade e a segurança ambiental.
  • Cecilia Czepak (UFG): destaque no manejo integrado de pragas, com atuação decisiva na sanidade das lavouras em várias regiões do país.
  • Claudia D’Agostini (Sabáudia – PR): produtora rural que inova ao lado da irmã na gestão da propriedade, com foco em tecnologia e sucessão familiar.
  • Julio Cezar Franchini (Embrapa Soja – PR): pesquisador que trabalha pelo manejo e conservação do solo, promovendo a sustentabilidade no campo.
  • Oliverio Alves de Melo (Balsas – MA): produtor com papel relevante no Cerrado, integra a Cooperação Nipo-Brasileira e promove o desenvolvimento sustentável da soja na região.



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Feijão preto tem queda no preço enquanto o carioca se mantém firme



O avanço da colheita da primeira safra do feijão e, consequentemente o aumento da oferta, vem contribuindo para manter os preços das negociações em queda. É isso que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A maior pressão foi observada para o feijão preto. De acordo com o instituto, os produtores dessa variedade estão aumentando a oferta para “fazer caixa”.

Por outro lado os preços de feijões de maior qualidade como o carioca se mantiveram firmes. Isso devido a demanda seletiva e limitação na oferta dos lotes recém colhidos, e/ou armazenados em boas condições, como explica o Cepea.

De acordo com os dados da Conab, até o início deste mês a colheita brasileira de feijão já havia atingido 90,9% da área. Assim, o mercado se atenta para a segunda safra, principalmente no Sul, ainda de acordo com o Cepea.

*Texto sob supervisão do jornalista Thiago Dantas



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Mercado da soja desacelera com preços elevados e demanda enfraquecida



A relação entre preços altos cobrados pelos produtores de soja, e a baixa demanda por parte dos compradores vem deixando um cenário lento para as negociações do grão. Isso de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Do lado dos demandantes do produto, o cenário é de quedas externas e dos prêmios de exportação no Brasil. Gerando assim a diminuição na paridade de exportação. Outro ponto é a oferta recorde nacional e o aumento na oferta do grão na Argentina.

Por sua vez, os ofertantes estão atentos ao cenário de alta nas exportações durante o mês de abril. Similarmente, também estão à perspectiva de aumento na demanda externa para os próximos meses, como afirma o Cepea.

No último mês as exportações brasileiras de soja registraram um aumento de 4,2% com relação a março e também aumentaram 4,2% com relação a abril de 2024. Dessa forma o escoamento nacional da oleaginosa atingiu a marca de 15,27 milhões de toneladas, de acordo com a Secex. 

Dessa forma, este é o terceiro maior volume nas exportações de soja. O montante fica atrás apenas de junho de 2023 (15,58 milhões de toneladas) e de abril de 2021 (16,11 milhões de toneladas), como aponta o Cepea

*Texto sob supervisão do jornalista Thiago Dantas



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Acordo EUA-China e avanços nas negociações entre Rússia e Ucrânia impulsionam o otimismo global


A semana se inicia com sinais promissores no cenário internacional. Dois eventos significativos — o acordo comercial entre Estados Unidos e China e a retomada das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia — estão gerando otimismo nos mercados e na diplomacia global.

Acordo EUA-China: trégua comercial anima mercados

Após dois dias de intensas negociações em Genebra, Estados Unidos e China anunciaram um acordo histórico para reduzir tarifas comerciais por um período de 90 dias. As tarifas dos EUA sobre produtos chineses serão reduzidas de 145% para 30%, enquanto as tarifas chinesas sobre produtos americanos cairão de 125% para 10%.

Além disso, foi estabelecido um mecanismo permanente de diálogo econômico-comercial entre as duas potências, visando evitar futuras escaladas e promover relações mais cooperativas. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, destacou o espírito de “cooperação, interesses compartilhados e respeito mútuo” que permeou as reuniões.

A notícia teve impacto imediato nos mercados globais. Índices futuros nos EUA e bolsas asiáticas registraram altas significativas, refletindo o alívio das tensões comerciais. Analistas consideram o acordo um passo positivo para a estabilidade econômica global, embora ressaltem que é uma medida temporária e que os desafios permanecem.

Rússia e Ucrânia: sinais de diálogo após três anos de conflito

Em um movimento inesperado, o presidente russo Vladimir Putin propôs a realização de negociações diretas com a Ucrânia na próxima quinta-feira (15), em Istambul. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky expressou disposição para o encontro, marcando a primeira vez desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, que ambos os líderes demonstraram interesse em dialogar diretamente.

Embora ainda existam impasses e desconfianças mútuas, a iniciativa é vista como um avanço significativo. Especialistas alertam que qualquer acordo de paz exigirá concessões difíceis, mas a disposição para o diálogo já é um sinal encorajador para a comunidade internacional.

Reflexos no Brasil: oportunidades e perdas no jogo geopolítico

Para o Brasil, o cenário é ambivalente. Se por um lado a distensão entre grandes potências reduz riscos globais, por outro, no setor agropecuário, a aproximação entre EUA e China acende um sinal de alerta.

A melhora nas relações comerciais entre as duas maiores economias do planeta tende a reduzir a dependência chinesa dos produtos brasileiros, sobretudo de commodities agrícolas como soja, milho e carne bovina. O espaço que o Brasil vinha ocupando como alternativa aos EUA durante a guerra tarifária pode encolher, afetando diretamente nossas exportações e pressionando preços internos.

O alívio nos mercados globais pode impulsionar bolsas e moedas de países emergentes, mas para o agro brasileiro — que vinha se beneficiando das distorções da disputa sino-americana — o reposicionamento das cadeias comerciais pode significar perda de protagonismo e margem.

Em um mundo marcado por incertezas, a semana começa iluminada por sinais de cooperação e esperança. O acordo entre EUA e China e a retomada do diálogo entre Rússia e Ucrânia são lembretes poderosos de que, mesmo em tempos difíceis, o caminho da diplomacia e do entendimento mútuo permanece aberto. Mas para o agro brasileiro, é preciso atenção: a calmaria entre gigantes pode significar novos desafios comerciais.

Miguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural

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