domingo, maio 24, 2026

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USDA projeta aumento na produção de trigo de inverno



Esse crescimento é atribuído principalmente ao rendimento médio esperado



Esse crescimento é atribuído principalmente ao rendimento médio esperado
Esse crescimento é atribuído principalmente ao rendimento médio esperado – Foto: Seane Lennon

Segundo o relatório de produção de safras divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em 12 de maio, a produção de trigo de inverno para 2025 foi estimada em 1,382 bilhão de bushels, representando um aumento de 2,4% em relação aos 1,349 bilhão de bushels de 2024. Esse crescimento é atribuído principalmente ao rendimento médio esperado de 53,7 bushels por acre — dois bushels a mais que no ano anterior — que compensou a leve redução de 1,5% na área colhida, estimada em 25,7 milhões de acres. O USDA prevê que 77% da área plantada será colhida para grãos, ante 78% em 2024.

Entre as variedades, o trigo vermelho duro de inverno teve previsão de 784,268 milhões de bushels (+1,8%), o vermelho mole de 344,673 milhões (+0,7%) e o branco mole de 232,084 milhões de bushels (+7%). O trigo branco duro de inverno teve aumento de 5%, totalizando 20,585 milhões de bushels. Todas essas projeções superaram as expectativas médias do mercado, indicando uma perspectiva positiva para a produção, apesar das adversidades climáticas em algumas áreas.

No cenário estadual, o destaque ficou com o Kansas, onde a produção deve atingir 345 milhões de bushels, um acréscimo de 12% sobre 2024. Já em Oklahoma, a previsão foi de queda de 1%, para 107,25 milhões de bushels. A produção deve crescer também no Colorado e em Montana, enquanto recua em Nebraska, Dakota do Sul, Texas e Oklahoma. Conforme o Monitor de Seca do USDA, divulgado em 6 de maio, a seca continua afetando severamente regiões produtoras: 88% do trigo de Nebraska está em áreas secas, assim como 59% de Dakota do Sul, 55% de Montana e 41% do Kansas.





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alta de Chicago e queda do dólar impactam preços no Brasil


O mercado brasileiro de soja seguiu sem grandes movimentos no dia. Chicago operou com bastante volatilidade e chegou a cair junto com o dólar, mas depois voltou.

O dia foi volátil e no Brasil as cotações ficaram mistas. “Nos negócios, a comercialização foi mais lenta, as tradings estiveram um tanto fora do mercado e a demanda agora está mais devagar também”, comenta o consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): ficou estável em R$ 129
  • Santa Rosa: se manteve em R$ 130
  • Porto de Rio Grande: passou de R$ 134 para R$ 134,50
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 129
  • Porto de Paranaguá (PR): seguiu em R$ 134
  • Rondonópolis (MT): baixou de R$ 115 para R$ 114,50
  • Dourados (MS): subiu de R$ 119,50 para R$ 120
  • Rio Verde (GO): recuou de R$ 117 para R$ 116

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com leve alta para o grão, perdas para o farelo e ganhos consistentes para o óleo. A sessão foi bastante volátil.

O mercado iniciou o dia em baixa, pressionado por um movimento de realização de lucros, após os fortes ganhos de ontem (12). Este movimento ganhou força com o bom avanço do plantio nos Estados Unidos, em ritmo superior ao do ano passado e à média.

Novidades sobre um possível aumento na demanda por óleo de soja, menor aversão ao risco com petróleo em alta e dólar em baixa – e os impacto ainda positivos do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) garantiram a recuperação.

Óleo de soja norte-americano

O destaque do dia foi a disparada do óleo de soja. O movimento refletiu a repercussão positiva da nova proposta legislativa apresentada por parlamentares republicanos nos Estados Unidos. O projeto prevê a extensão por quatro anos do crédito fiscal 45Z, mecanismo que incentiva a produção de biocombustíveis com base na intensidade de carbono (CI).

A nova redação propõe mudanças relevantes que favorecem diretamente o uso de óleo de soja como matéria-prima para biodiesel, incluindo: maior flexibilidade nos critérios de elegibilidade para os créditos, ao excluir as emissões por uso indireto da terra do cálculo de CI - medida que tende a aumentar a atratividade do óleo de soja e de canola como fontes de biodiesel. Além disso, traz restrições à origem das matérias-primas elegíveis, limitando os créditos apenas a produtos dos EUA, Canadá e México.

“Essa mudança pode reduzir a competitividade de insumos importados, como UCO (óleo usado de cozinha) da Ásia e sebo bovino da América do Sul, como Brasil e Argentina”, aponta o analista e consultor de Safras & Mercado, Gabriel Viana.

Relatório USDA

soja, EUA
Foto: Pixabay

O relatório do USDA indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,340 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 118,11 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 52,5 bushels por acre. O mercado esperava uma produção de 4,325 bilhões ou 117,5 milhões.

Os estoques finais estão projetados em 295 milhões de bushels ou 8,03 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 351 milhões de bushels ou 9,55 milhões de toneladas.

O USDA, em seu primeiro relatório da nova temporada, está trabalhando com esmagamento de 2,490 bilhões de bushels e exportações de 1,815 bilhão.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2025/26 de 426,82 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 420,87 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 124,33 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 125,3 milhões de toneladas.

Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 123,18 milhões de toneladas, contra expectativa de 122,6 milhões de toneladas.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 1,25 centavo de dólar ou 0,11% a US$ 10,72 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,59 1/2 por bushel, ganho de 2,00 centavos ou 0,18%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 4,80 ou 1,61% a US$ 293,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 51,48 centavos de dólar, com alta de 1,56 centavo ou 3,12%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,37%, sendo negociado a R$ 5,6066 para venda e a R$ 5,6046 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5948 e a máxima de R$ 5,6738.



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STJ permite recuperação de créditos de IPI



A decisão também abre caminho para a restituição



A decisão também abre caminho para a restituição
A decisão também abre caminho para a restituição – Foto: Pixabay

Uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) mudou o entendimento sobre o aproveitamento de créditos de IPI no setor industrial. Agora, empresas podem manter o crédito do imposto pago na aquisição de insumos tributados, mesmo quando o produto final for isento, imune ou sujeito à alíquota zero, como ocorre em exportações, medicamentos e alimentos.

No julgamento do Tema 1.247, com repercussão repetitiva, a 1ª Seção do STJ definiu que o crédito de IPI deve ser preservado sempre que os insumos forem utilizados em processo de industrialização. Esse entendimento tem efeito vinculante, o que obriga sua aplicação por tribunais e pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), aumentando a segurança jurídica para os contribuintes.

Anteriormente, a Receita Federal exigia o estorno proporcional desses créditos em casos de saídas não tributadas, o que gerava distorções nos custos, maior complexidade nos controles internos e prejuízos à competitividade das empresas. Com a nova interpretação, essas práticas deixam de ser exigidas, simplificando a gestão fiscal.

A decisão também abre caminho para a restituição ou compensação de valores dos últimos cinco anos, desde que comprovada a utilização industrial dos insumos tributados. Setores como o farmacêutico, alimentício, editorial e exportador devem ser os mais beneficiados. Recomenda-se que as empresas revisem o mapeamento de créditos, atualizem sistemas, retifiquem apurações anteriores e planejem a recuperação dos valores com base na nova regra.

“A decisão representa uma virada no aproveitamento do crédito de IPI e elimina a necessidade de estornos manuais ou segregações específicas no ERP. É um avanço real para a competitividade industrial”, afirma Helena Cavallini, advogada, pós-graduanda em Direito Tributário pelo IBET e consultora tributária na Evoinc.

 





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JBS abre 2025 com o segundo maior 1º trimestre da história



A JBS fechou o segundo melhor primeiro trimestre da história com os resultados de janeiro a março de 2025. O cenário trimestral da companhia desafia uma sazonalidade tradicionalmente mais fraca, comparada com os demais períodos, de abril a dezembro.

O começo do ano, geralmente, enfrenta o impacto do menor consumo após as festas de fim de ano e, no Hemisfério Norte, um inverno que também arrefece o consumo.

O Ebitda ajustado do período foi de R$ 8,9 bilhões, avanço de 38,9% na comparação anual. A margem Ebitda fechou em 7,8%, com avanço de 0,6 ponto percentual comparado com o primeiro trimestre de 2024 (1T24). Para a companhia, esses indicadores refletem o acerto da estratégia da JBS de diversificação em proteínas e geografias.

Entre os números da JBS no primeiro trimestre de 2025, a receita líquida ficou em R$ 114,1 bilhões, 28% superior se comparado com o mesmo trimestre do ano passado. No período, 76% das vendas globais foram em mercados domésticos onde a empresa atua e 24% por meio de exportações. O lucro líquido foi de R$ 2,9 bilhões de janeiro a março deste ano – 77,6% maior que o mesmo intervalo de 2024.

“Trimestre após trimestre, nossos resultados comprovam que fizemos as escolhas corretas na construção e gestão de nossa plataforma global multiproteínas”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

Segmentos da JBS

Nas unidades de aves e suínos, como Seara, Pilgrim’s e JBS Pork, a Companhia se beneficiou da dinâmica comercial no mercado nacional e internacional, além do incremento estratégico no portfólio de produtos de valor agregado.

A sólida execução operacional das unidades também auxiliou no avanço significativo dos resultados trimestrais.

No segmento de carne bovina, com JBS Brasil, JBS Austrália e JBS Beef North America, o avanço da receita líquida reflete o crescimento dos volumes vendidos, tanto nos mercados domésticos em que atua como no internacional. “No setor, a companhia segue foco estratégico na excelência da execução operacional e comercial, para preservar sua rentabilidade”, diz nota da marca.

A JBS concluiu o primeiro trimestre de 2025 com alavancagem em dólar reduzida, de 3,66x para 1,99x (dívida líquida/Ebitda), no intervalo de 12 meses. A companhia fechou o primeiro trimestre de 2025 com R$ 29,7 bilhões em caixa e US$ 3,4 bilhões disponíveis em linhas de crédito rotativas (equivalentes a R$ 19,4 bilhões). Isso permite à JBS honrar suas dívidas até 2032.

“A queda da alavancagem no período de 12 meses é resultado de uma atuação forte da JBS e da entrega de resultados firmes a cada trimestre”, afirma Guilherme Cavalcanti, CFO da JBS.

Unidades de negócio avançam em receita

A Seara fechou seu melhor primeiro trimestre da história. No 1T25, a receita líquida foi de R$ 12,6 bi, que representa um avanço de 22% comparado com o 1T24. No mesmo período, o Ebitda ajustado alcançou R$ 2,5 bilhões e margem de 19,8%.

Comparado com o primeiro trimestre do ano passado, houve um crescimento de 109% e 8,2 pontos percentuais, respectivamente. A multinacional afirma que, como estratégia de aumentar a preferência do consumidor, a Seara tem investido em inovações e novas tendências, com o lançamento dos snacks em parceria com a Netflix e os produtos para air fryer, além do sucesso da linha de Panelinhas.

A Pilgrim’s também teve seu melhor primeiro trimestre da história, com uma receita líquida de R$ 26,1 bilhões no período, sendo 21% superior comparado com o 1T24. O resultado reflete a estratégia de manter margens robustas, impulsionadas por ganhos operacionais e parcerias estratégicas com Clientes-chave.

Entre janeiro e março de 2025, o Ebitda ajustado foi de R$ 3,9 bi, que comparado com o mesmo intervalo de 2024 representa um crescimento de 56%. Na mesma comparação, a margem Ebitda avançou 3,3 pontos porcentuais e fechou em 14,8%, no 1T25.

JBS EUA e Austrália

A operação da JBS USA Pork registrou crescimento de 24% ante o 1T24, na receita líquida, que fechou o 1T25 em R$ 11,7 bilhões. O Ebitda do trimestre foi de R$ 1,4 bi e margem de 12,4%.

“A unidade de negócio demonstra consistência nos resultados no trimestre, com uma rentabilidade gerada a partir da melhoria na dinâmica comercial, a sólida execução operacional e a ampliação do portfólio de valor agregado”, diz a companhia, em nota.

A JBS Austrália apresentou, no primeiro trimestre de 2025, receita líquida de R$ 9,5 bilhões, um crescimento de 32% em relação ao mesmo período de 2024. Na mesma comparação, o Ebitda ajustado cresceu 53% e fechou o 1T25 em R$ 937,2 milhões, enquanto a margem Ebitda subiu 1,3 ponto percentual para 9,9%. Os indicadores do trimestre refletem o crescimento dos volumes vendidos de carne bovina, aquicultura e suínos.

De janeiro a março deste ano, a JBS Brasil apresentou receita líquida de R$ 18,5 bilhões que, comparado com o mesmo período do ano passado, cresceu 30%. Da mesma forma, o Ebitda ajustado cresceu 19% e fechou o 1T25 em R$ 766,1 milhões. A margem Ebitda do período ficou em 4,1%.

Força da Friboi

A Friboi segue conquistando a preferência e evoluindo no entendimento das necessidades dos consumidores em diferentes ocasiões de consumo. Reflexo desse momento da marca é a atual campanha publicitária, que apresenta o Valdir, o mestre açougueiro do açougue Friboi+ (açougues que recebem apoio dentro do padrão de qualidade da Friboi).

A JBS Beef North America apresentou receita líquida de R$ 37,5 bi, no 1T25, um crescimento de 36% comparado com o 1T24. O Ebitda ajustado e a margem do primeiro trimestre deste ano fechou, respectivamente, em -R$ 587,2 mi e -1,6%, que refletem a pressão do ciclo pecuário.

A unidade de negócio segue com a estratégia estruturada de otimizar portfólio de produtos, aumentar o rendimento por carcaça e maximizar a eficiência fabril, para atravessar os desafios do período.



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Programa foca na integração lavoura-pecuária-floresta no Paraná



O estado do Paraná agora conta com um programa destinado a impulsionar a expansão do sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

A parceria entre governo estadual e Rede ILPF foi formalizado em Maringá, durante a abertura da 51ª edição da Expoingá.

A iniciativa, desenvolvida através do projeto Integra Paraná, será inicialmente aplicada nas regiões norte e noroeste do estado. O objetivo é enfrentar a baixa produtividade da agropecuária com soluções mais sustentáveis e resilientes às mudanças climáticas, otimizando o uso da terra e elevando a produtividade.

A parceria tem duração inicial de três anos e será coordenada pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR).

Segundo o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes, a iniciativa atende a uma demanda estratégica do estado, especialmente diante da elevada degradação das pastagens em algumas regiões, como o Noroeste, onde a pecuária de corte é predominante.

“É o que nós temos hoje de mais moderno no Brasil para a conservação do solo, da água, combate à erosão, aumento da produtividade e melhoria da renda do produtor rural, garantindo o que é mais importante: a segurança alimentar do Paraná e do Brasil. Trata-se da possibilidade de você unir a iniciativa privada com o setor público, com as cooperativas, difundindo tecnologias que vão melhorar o meio rural”, afirmou.

A presidente da Sociedade Rural do Paraná, entidade organizadora da Expoingá, Maria Iraclézia de Araújo, destacou a importância destes modelos inovadores de produção, que já são amplamente discutidos na feira.

“Ao longo desses últimos anos na Expoingá, acontece um fórum de integração lavoura-pecuária-floresta. Trazemos personalidades para falar, produtores que já implementam essa agricultura mais sustentável.”

No Paraná, a tecnologia pode beneficiar especialmente a bovinocultura de corte e leite, o cultivo de soja e milho, a produção de fibras de algodão e a silvicultura, com destaque para o plantio de eucaliptos.

Crescimento da Expoingá

A Expoingá 2025 já é 30% maior em números de expositores em relação ao ano anterior. “A Sociedade Rural de Maringá recebe o maior apoio do governo do Estado do Paraná através de todas as suas empresas, instituições e corporações que fazem uma diferença imensa porque, sem dúvida, faremos a maior feira de pecuária do Paraná esse ano” declarou.

As raízes do agro na região Noroeste do Paraná e o futuro da atividade, com produção sustentável de alimentos e novas tecnologias é um dos destaque da Fazendinha, espaço que o Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) tem na Expoingá.

Com 11 unidades didáticas distribuídas em uma área de nove mil metros quadrados, o espaço faz parte do Agromuseu, que reúne um conjunto de métodos de extensão rural que difundem tecnologias e inovações para o campo, promovendo o desenvolvimento rural.

A Fazendinha é uma parceria entre Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Prefeitura de Maringá, Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná Ceasa Paraná

O espaço também conta com uma programação de palestras e oficinas. Veja mais detalhes no site da feira.



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China abre cinco novos mercados para produtos do agro brasileiro



O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, assinou acordos bilaterais em prol das exportações da agropecuária brasileira à China.

O ato aconteceu durante o encontro do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com o presidente chinês Xi Jinping, no Grande Palácio do Povo em Pequim, nesta terça-feira (13).

A iniciativa abre cinco novos mercados e foca no avanço das medidas sanitárias e fitossanitárias entre o Mapa e a Administração-Geral de Aduanas da China (GACC).

As aberturas são para exportação de carne de pato, carne de peru, miúdos de frango (coração, fígado e moela), grãos derivados da indústria do etanol de milho (DDG e DDGs) e farelo de amendoim.

“Sob a liderança do presidente Lula, o Brasil alcança uma conquista histórica com o maior número de aberturas de mercado para a China de uma única vez. Um reflexo da confiança mútua e da boa relação entre os dois países”, comemorou Fávaro.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, destacou que foram cinco produtos abertos o agronegócio brasileiro, que se somam aos pescados, cujas exportações foram autorizadas no fim de abril.

“Um impacto estimado em aproximadamente US$ 20 bilhões. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto de muitas equipes do Mapa, do MRE e da Embaixada do Brasil na China”, destacou.

Em 2024, a China importou US$ 155 milhões de miúdos de frango, US$ 50 milhões de carne de peru, US$ 1,4 milhão de carne de pato, mais de US$ 66 milhões em DDG e DDGS e US$ 18 milhões em farelo de amendoim, segundo dados da aduana chinesa.

“Estamos celebrando mais uma conquista para o Brasil. A abertura das três proteínas de carne de aves pode representar mais de R$ 1 bilhão em receita cambial para o nosso país”, destacou o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

Durante o encontro, também foi assinado o Memorando de Entendimento (MoU) entre o Mapa e a GACC na área de medidas sanitárias e fitossanitárias, com o objetivo de promover a comunicação e a cooperação bilateral nesse setor.

A iniciativa visa proteger a saúde humana, animal e vegetal, além de aumentar a segurança dos alimentos comercializados entre Brasil e China.



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Mercado de fertilizantes enfrenta cenário desafiador em 2025



O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas



O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas
O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas – Foto: Divulgação

Segundo relatório do Rabobank, divulgado pela RaboResearch, os preços dos fertilizantes mostram uma tendência de alta para 2025, em contraste com os preços das commodities agrícolas, que não acompanharam esse ritmo. Essa disparidade está pressionando o poder de compra dos produtores rurais em um cenário global turbulento. O índice de acessibilidade da RaboResearch já indica uma transição entre ciclos, saindo de um período de fertilizantes relativamente acessíveis.

O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas que impactam diversos mercados, em especial o de insumos agrícolas. O mercado de fertilizantes, por exemplo, foi abalado por novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, cujo anúncio em 2 de abril acentuou a instabilidade. Conflitos internacionais em curso também seguem contribuindo para um ambiente de incerteza, o que tende a manter o mercado pressionado ao longo do ano.

Apesar do contexto global instável, a demanda por fertilizantes segue estável em diversas regiões, como África, Austrália, América do Sul, Europa e EUA. A Índia, tradicionalmente um dos maiores compradores do setor, tem mantido sua relevância ao assegurar liquidez em momentos críticos. No entanto, houve uma retração na demanda sazonal do país, acompanhada do esgotamento dos estoques, levando os agentes de mercado a adotarem uma postura mais cautelosa, aguardando antes de realizar novas compras.

No lado da oferta, há limitações no fornecimento de nutrientes como fosfatos e fertilizantes nitrogenados, impactados por mudanças na dinâmica dos principais players globais e por restrições chinesas às exportações. A expectativa é que a China retome suas exportações apenas no segundo semestre, após atender à demanda interna. Com perspectivas mistas para as commodities — pressão negativa para a soja e otimismo moderado para o milho —, a atenção se volta agora para a evolução das safras no Hemisfério Norte.

 





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Polícia apreende 120 litros de defensivo proibido no Brasil desde 2017



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na terça-feira passada (6), uma carga com 120 litros de defensivo agrícola proibido no Brasil desde 2017. A ação ocorreu durante fiscalização no Km 486 da BR-116, no município de Cajati, interior de São Paulo.

O produto foi localizado durante abordagem a um veículo utilitário que seguia viagem com documentação irregular. Ao inspecionar a carga transportada, os policiais encontraram seis caixas com Furadan 350 SC, que tem como princípio ativo o carbofurano.

A substância é vetada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme Resolução nº 185/2017, devido à sua alta toxicidade e potencial de causar sérios danos à saúde humana e ao meio ambiente.

De acordo com os agentes da PRF, o condutor apresentou posteriormente uma nota fiscal referente ao produto, que reforçou a identificação da substância. A carga de defensivo foi apreendida e encaminhada à Polícia Civil de Cajati.

O carbofurano é classificado como extremamente perigoso, podendo provocar intoxicações agudas, distúrbios neurológicos e contaminação do solo e da água potável, conforme a Resolução da Agência.

A Anvisa reforça que a utilização do Furadan 350 SC está terminantemente proibida no país há oito anos. “A circulação clandestina do produto representa uma grave ameaça à saúde coletiva, à segurança alimentar e à integridade de ecossistemas inteiros”, reforça.



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Brasil e China assinarão acordo para fábrica de fertilizantes no Paraná



Em viagem à China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem como uma de suas missões atrair o interesse dos asiáticos para a instalação de uma fábrica de fertilizantes no Paraná. As conversas são coordenadas pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

De acordo com apuração da colunista Isabel Mega, da CNN, um contrato para estudos de viabilidade técnica e financeira será assinado com a CNCEC (China Chemical). A previsão é de uma capacidade de produção de 520 mil toneladas de ureia por ano.

Atualmente, o Brasil responde por cerca de 8% do consumo de adubo químico no mundo e, ao mesmo tempo, precisa importar quase 90% do que utiliza. Com isso, o aumento da produção interna reduziria a dependência externa, pleito antigo de entidades do agronegócio.

Além da fábrica de fertilziantes, consta na agenda de parcerias Brasil-China um memorando de entendimento com a estatal chinesa Windey. Segundo o governo brasileiro, o acordo prevê:

  • Criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento com foco em tecnologias de baixo carbono;
  • Iniciativas conjuntas para aplicação de energias renováveis em áreas agrícolas remotas;
  • Estímulo à implantação de fábricas de equipamentos no país;
  • Mitigação de cortes na geração renovável conectada ao sistema elétrico nacional.



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Mapa regionaliza calendário agrícola da Bahia para Safra 2025/26


Pela primeira vez, o estado da Bahia foi dividido em três regiões agrícolas distintas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com datas específicas para o vazio sanitário e o início da semeadura da safra 2025/26.

A mudança está prevista na Portaria SDA/MAPA nº 1.271, de 30 de abril de 2025, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), e representa um avanço técnico importante no manejo fitossanitário da cultura no estado.

A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) avaliou como positiva a regionalização dos prazos, considerando as diferentes condições climáticas e fitossanitárias presentes no território baiano.

“Essa medida atende a uma demanda antiga do setor produtivo e reconhece as particularidades de cada microrregião agrícola da Bahia. É um avanço na busca por mais eficácia no controle da ferrugem-asiática e no uso racional de defensivos agrícolas”, destaca o presidente da Aiba, Moisés Schmidt.

O vazio sanitário é o período no qual fica proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja no campo.

O objetivo é eliminar os hospedeiros do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem-asiática — principal doença da cultura no Brasil —, reduzindo assim a presença de esporos no ambiente durante a entressafra.

Mapa regionaliza calendário agrícola da Bahia para Safra 2025/26
Foto: Divulgação/Aiba

Já o calendário de semeadura define o intervalo em que a semeadura da soja é permitida. A medida busca reduzir o número de aplicações de fungicidas e prevenir o surgimento de populações do fungo resistentes aos principais grupos químicos utilizados no controle da doença.

A legislação determina que o vazio sanitário deve ter duração mínima de 90 dias, e cabe à Secretaria de Defesa Agropecuária estabelecer, anualmente, os prazos para cada estado.

De acordo com a Aiba, será publicada em breve, em caráter excepcional, uma portaria da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) com o calendário para a antecipação da semeadura, reforçando os prazos legais previstos na legislação fitossanitária do estado.

O acompanhamento das áreas plantadas, excepcionalmente durante o vazio sanitário, será regulamentado por norma específica da Adab, em conformidade com a decisão aprovada na Câmara Técnica Regional (CTR), realizada em 23 de janeiro de 2025.

Regionalização

No Oeste da Bahia, a maior parte dos municípios produtores de soja está incluída na Região I, onde o vazio sanitário ocorrerá entre 26 de junho e 7 de outubro, e a semeadura será permitida a partir de 8 de outubro a 31 de dezembro.

Entre os municípios contemplados estão: Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Correntina, Riachão das Neves, Cocos, Santa Maria da Vitória, entre outros.

Vazio sanitário:

Região I: 26 de junho a 7 de outubro de 2025

Região II: 14 de junho a 14 de setembro de 2025

Região III: 14 de dezembro de 2025 a 14 de março de 2026

Calendário de semeadura:

Região I: 8 de outubro a 31 de dezembro de 2025

Região II: 15 de setembro a 15 de dezembro de 2025

Região III: 15 de março a 25 de junho de 2026

Regiões

Munícpios baianos na Região I: Abaíra, América Dourada, Andaraí, Angical, Baianópolis, Barra, Barra da Estiva, Barra do Mendes, Barreiras, Barro Alto, Bom Jesus da Lapa, Boninal, Bonito, Brejolândia, Brotas de Macaúbas, Buritirama, Cafarnaum, Canápolis, Canarana, Carinhanha, Catolândia, Central, Cocos, Coribe, Correntina, Cotegipe, Cristópolis, Feira da Mata, Formosa do Rio Preto, Gentio do Ouro, Ibicoara, Ibipeba, Ibitiara, Ibititá, Ibotirama, Igaporã, Ipupiara, Iramaia, Iraquara, Irecê, Itaetê, Itaguaçu da Bahia, Jaborandi, João Dourado, Jussara, Jussiape, Lapão, Lençóis, Luís Eduardo Magalhães, Malhada, Mansidão, Marcionílio Souza, Matina, Morpará, Morro do Chapéu, Mucugê, Mulungu do Morro, Muquém do São Francisco, Nova Redenção, Novo Horizonte, Oliveira dos Brejinhos, Palmares, Paratinga, Piatã, Presidente Dutra, Riachão das Neves, Riacho de Santana, Rio de Contas, Santa Maria da Vitória, Santana, Santa Rita de Cássia, São Desiderio, São Félix do Coribe, São Gabriel, Seabra, Serra do Ramalho, Serra Dourada, Sítio do Mato, Souto Soares, Tabocas do Brejo Velho, Uibaí, Utinga, Wagner, Wanderley e Xique-xique.

Região II: Alcobaça, Aratuípe, Cairu, Camamu, Caravelas, Gandu, Ibirapitanga, Ibirapoã, Igrapiúna, Itamaraju, Itanhém, Ituberá, Jaguaripe, Jucuruçu, Lajedão, Medeiros Neto, Mucuri, Nilo Peçanha, Nova Viçosa, Piraí do Norte, Prado, Presidente Tancredo Neves, Taperoá, Teixeira de Freitas, Teolândia, Valença, Vereda e Wenceslau Guimarães.

Região III: Acajutiba, Alagoinhas, Aporá, Araçás, Aramari, Cardeal da Silva, Catu, Conde, Crisópolis, Entre Rios, Esplanada, Inhambupe, Itanagra, Itapicuru, Jandaíra, Olindina, Ouriçangas, Pedrão, Rio Real e Sátiro Dias.


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