domingo, maio 24, 2026

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Vazamento de corante que tingiu aves em parque é apurado no interior de SP



A prefeitura de Jundiaí, no interior de São Paulo, informou que estão sendo apuradas as causas da contaminação de um córrego e do rio que banha a cidade por um corante químico que causou o tingimento de animais (patos e gansos) no Parque das Tulipas.

Segundo a prefeitura, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) fará análises ambientais ao longo de todo o curso do córrego e do rio, para verificar os níveis de contaminação e a qualidade da água.

O incidente ocorreu na tarde de terça-feira (13), após o motorista de uma carreta descer do veículo, que começou a se mover sozinho e colidiu com um poste, danificando os recipientes que armazenavam o líquido, que foi derramado na rua.

“Devido à grande quantidade derramada, o produto escoou até uma boca de lobo localizada a cerca de 50 metros do local do impacto. Essa boca de lobo tem ligação direta com o córrego do Jardim das Tulipas, que atravessa o parque do bairro e deságua no Rio Jundiaí”, explicou a prefeitura.

Resgate dos animais atingidos pelo corante

Ainda de acordo com a prefeitura, equipes da Defesa Civil, da Divisão Florestal da Guarda Municipal, da organização não governamental (ONG) Mata Ciliar, do Departamento de Bem-Estar Animal e do Grupo de Apoio e Defesa dos Animais atuaram de forma conjunta para resgatar e preservar a vida dos patos e gansos atingidos. Alguns estão sob os cuidados da Mata Ciliar e outros foram colocados em uma área isolada do parque.

“No momento, os esforços estão concentrados na análise da contaminação no córrego, no Parque das Tulipas e no Rio Jundiaí. A Cetesb deverá realizar análises ambientais ao longo de todo o curso do córrego e do rio, para verificar os níveis de contaminação e a qualidade da água”.

Segundo a prefeitura, a Defesa Civil de Jundiaí e uma força-tarefa da prefeitura estão prestando suporte às ações, envolvendo diversos órgãos municipais desde o início da ocorrência.

A Cetesb informou que, como medidas de controle, orientou a diluição do corante em água e está fazendo o monitoramento contínuo, para garantir a saúde dos organismos aquáticos e animais no local.

“O produto vazado é à base de água, não classificado como inflamável ou reagente, usado em fazendas de peixes e camarões, para tratar fungos e parasitas”, acrescentou a companhia.

As avaliações ambientais em andamento permitirão mensurar os impactos causados e embasar a responsabilização da empresa envolvida.



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AgroNewsPolítica & Agro

cientista brasileira vence World Food Prize 2025


A pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, foi anunciada como vencedora da edição 2025 do Prêmio Mundial de Alimentação (World Food Prize – WFP), reconhecimento internacional por sua contribuição ao desenvolvimento de insumos biológicos voltados à agricultura. O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (13), na sede da Fundação World Food Prize, nos Estados Unidos. A cerimônia oficial de entrega será realizada em 23 de outubro, em Des Moines.

Com mais de quatro décadas de dedicação à microbiologia do solo, Hungria é reconhecida por liderar pesquisas voltadas à substituição parcial ou total de fertilizantes químicos por microrganismos que favorecem a fixação de nitrogênio, a produção de fitormônios e a solubilização de fosfatos e rochas potássicas. Em publicação da Embrpa a pesquisadora comemora. “Estou imensamente feliz, ainda não consigo acreditar, é uma grande honra, um reconhecimento mundial. Acredito que minha principal contribuição para mitigar a fome no mundo tenha sido minha persistência de que a produção de alimentos é essencial, mas deve ser feita com sustentabilidade. Foi uma vida dedicada à busca por altos rendimentos, mas via uso de biológicos, substituindo parcial ou totalmente os fertilizantes químicos. Com essa premiação, existe também o reconhecimento do empenho da pesquisa brasileira rumo a uma agricultura cada vez mais sustentável, favorecendo nossa imagem no exterior”, explica Mariangela Hungria.

Entre os avanços coordenados por Hungria, destaca-se o uso da inoculação com bactérias fixadoras de Nitrogênio (Bradyrhizobium) na soja, potencializado pela coinoculação com Azospirillum brasiliense. Essa tecnologia, segundo a pesquisadora, proporcionou em 2024 uma economia estimada em US$ 25 bilhões, ao reduzir a necessidade de adubos nitrogenados. Além disso, evitou a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO2 equivalente no mesmo período. Atualmente, a prática é adotada em aproximadamente 85% da área de soja cultivada no país, o que corresponde a cerca de 40 milhões de hectares.

Além da soja, Hungria coordena projetos que possibilitaram o uso de rizóbios e coinoculação no feijoeiro, e a aplicação de Azospirillum brasiliense em culturas como milho, trigo e pastagens com braquiárias. Em 2021, sua equipe lançou uma tecnologia que permite a redução de 25% na aplicação de fertilizante nitrogenado em milho por meio da inoculação, contribuindo com benefícios econômicos e ambientais.

Criado em 1986 por Norman Borlaug, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1970, o World Food Prize reconhece anualmente personalidades que contribuem para a melhoria da qualidade e da disponibilidade de alimentos no mundo. A premiação inclui US$ 500 mil e uma escultura assinada por Saul Bass. Mariangela Hungria é a quarta brasileira a receber o prêmio, que já foi concedido a nomes como os agrônomos Edson Lobato e Alysson Paulinelli, em 2006, e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2011.





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confira os preços de hoje



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços em predominante queda no decorrer da quinta-feira (15).

As indústrias frigoríficas ainda se deparam com escalas de abate confortáveis, posicionadas entre oito e nove dias úteis.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que a sazonalidade do mercado, com maior disponibilidade de oferta neste período do ano, justifica esse comportamento.

“A oferta de fêmeas segue relevante, em especial na Região Norte do país, o que tem oferecido escalas de abate confortáveis em grande parte do primeiro semestre”, disse.

Preço médio da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 308,27 — ontem: R$ 309,25
  • Goiás: R$ 290,71 — anteriormente: R$ 291,79
  • Minas Gerais: R$ 295 — na quarta: R$ 294,71
  • Mato Grosso do Sul: R$ 302,27 — ontem: R$ 302,73
  • Mato Grosso: R$ 299,32 — anteriormente: R$ 301,35

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta acomodação em seus preços durante a quinta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere por menor espaço para reajustes no curto prazo, considerando um perfil de consumo mais comedido durante a segunda quinzena do mês.

“A população ainda prioriza o consumo de proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 24,00 por quilo, queda de R$ 1,00. O quarto dianteiro recuou ao patamar de R$ 19,50 por quilo, com queda de R$ 1,00. Já a ponta de agulha foi cotada a R$ 18,00 por quilo, queda de R$ 0,50.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,83%, sendo negociado a R$ 5,6796 para venda e a R$ 5,6776 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6136 e a máxima de R$ 5,6976.



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Preços da soja caem no Brasil e em Chicago por rumores sobre biodiesel dos EUA


O mercado brasileiro de soja registrou preços mais baixos nesta quinta-feira (15). As cotações recuaram com as perdas registradas para a soja na Bolsa de Chicago.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, os prêmios reagiram pouco na sessão e houve spread maior entre as ofertas de compra e de venda.

Preços médios da soja no país

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 129,50 para R$ 127
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131 para R$ 128
  • Porto de Rio Grande: baixou de 134,50 para R$ 132
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 129 para R$ 126
  • Porto de Paranaguá (PR): recuou de R$ 134 para R$ 132
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 114,50 para R$ 114
  • Dourados (MS): baixou de R$ 120 para R$ 118
  • Rio Verde (GO): recuou de R$ 116 para R$ 114

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em forte baixa, com destaque para a performance negativa do óleo, que puxou também o grão.

Após atingir a máxima em 10 meses ontem, o mercado corrigiu em meio às preocupações com as metas de biocombustíveis dos EUA.

Segundo a agência Reuters, as preocupações com a política de biocombustíveis ressurgiram desde quarta-feira, com rumores de que a meta de volume de diesel renovável em discussão para o próximo ano ficará bem abaixo dos 5,25 bilhões de galões propostos por uma aliança entre produtores de petróleo e de biocombustíveis.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa, na sigla em inglês) informou que o esmagamento de soja atingiu 190,226 milhões de bushels em abril, ante 194,551 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 184,642 milhões. Em abril de 2023, foram 169,436 milhões de bushels.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 26,50 centavos de dólar ou 2,45% a US$ 10,51 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,35 1/4 por bushel, perda de 26,00 centavos ou 2,44%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 4,50 ou 1,54% a US$ 296,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 49,32 centavos de dólar, com baixa de 3,00 centavos ou 5,73%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,83%, sendo negociado a R$ 5,6796 para venda e a R$ 5,6776 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6136 e a máxima de R$ 5,6976.



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CNA aciona STF contra embargos a produtores sem direito a ampla defesa



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender trechos do Decreto nº 12.189/2024, que regulamenta a Política Nacional sobre Mudança do Clima.

Segundo a entidade, alguns artigos devem ser eliminados para garantir o respeito aos direitos constitucionais dos proprietários rurais.

A CNA adverte, ainda, que o decreto abrange pessoas que foram vítimas de incêndios e contém dispositivos que abrem brechas para embargos preventivos de propriedades sem a prévia lavratura de auto de infração, contraditório ou ampla defesa.

“Colocar o produtor rural em situação de completa insegurança, viabilizando que embargos sejam lavrados sem a existência prévia de um auto de infração ou do exercício do contraditório e da ampla defesa, viola o devido processo legal”, afirma a entidade na ação.

A argumentação da CNA prossegue dizendo que o ato inviabiliza a continuidade da atividade econômica, comprometendo a renda não só do produtor, mas dos trabalhadores ali alocados, além de prejudicar a produção de alimentos.

Situações analisadas caso a caso

Para a entidade, cada situação de eventual infração ambiental deve ser analisada à luz das suas especificidades. "A possibilidade de se embargar propriedades por dedução, via editais, sem pormenorização da conduta, viola de forma frontal e direta o direito de propriedade dos representados pela CNA", sustenta.

A Confederação também questiona os embargos coletivos realizados pelo Ibama em mais de 4.200 propriedades nos estados do Acre, Pará, Rondônia, Amazonas e Mato Grosso.

“Milhares de pequenos produtores rurais tiveram seus imóveis totalmente embargados, via edital, sem qualquer menção à área que pode ser utilizada, nem separando-a da área onde teria ocorrido suposto ilícito ambiental”, afirma a CNA.

Dessa forma, a entidade afirma que, automaticamente, o crédito rural de milhares de produtores atingidos pelos genéricos editais se mantém suspenso.

A CNA ressalta que a medida provoca prejuízos imediatos. "Deixar o produtor rural brasileiro à mercê de interpretações que podem lhe custar uma safra é desamparar quem mais tem sofrido nos últimos anos com intempéries e equívocos governamentais", conclui a nota da Confederação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Arroz irrigado tem bom desempenho no Tocantins



Veranicos afetam parte do arroz de sequeiro




Foto: Pixabay

As lavouras de arroz irrigado de primeira safra no Tocantins apresentaram bom rendimento, segundo informações do 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (15) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A regularidade das chuvas contribuiu para a recuperação dos níveis dos mananciais e represas, o que possibilitou a adequada captação e disponibilidade de água para o manejo das plantações.

No caso do arroz irrigado de segunda safra, as lavouras seguem em desenvolvimento, com áreas em fase de floração e vegetação. Segundo a Conab, “estão sendo realizados os devidos tratos culturais como a adubação de plantio e cobertura, assim como o manejo para manter boas condições de sanidade das plantas”. A produção desse ciclo é destinada ao abastecimento do mercado interno, sendo ofertada em período de entressafra do cereal.

Já nas áreas destinadas ao cultivo de arroz de sequeiro, a colheita foi concluída. No entanto, parte das lavouras registrou produtividade abaixo do esperado. A Conab aponta como causas a ocorrência de veranicos durante a fase reprodutiva da cultura e a presença excessiva de plantas competidoras. Em alguns talhões, houve acamamento, o que comprometeu a colheita.





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Estimativa aponta crescimento de 9,8% na produção da safra baiana de grãos em 2025



A estimativa para a safra de grãos da Bahia em 2025 teve revisão para cima na passagem de março para abril e deve chegar a 12.491.174 toneladas neste ano.

Isso representa um aumento de 9,8% (ou mais 1.110.079 t) em relação ao resultado de 2024 (11.381.095 t) e sustenta um novo recorde para o estado, superando em 2,8% (mais 343.116 t) a safra de 2023, que havia sido a maior até então (12.148.058 t).

Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgados nesta quinta-feira (15), pelo IBGE.

Ainda de acordo com os dados, frente a março, a previsão da safra baiana de grãos em 2025 cresceu 2,2% (mais 274.310 t), puxada por revisões positivas na soja e no milho 1ª safra

Soja e milho

A produção de soja na Bahia deve chegar a 8.606.190 toneladas neste ano, sendo 14,3% maior do que a de 2024 (mais 1.074.090 t).

Houve aumento de 3,3% em relação à estimativa de março (mais 273.000 t), em decorrência de um incremento no rendimento médio da lavoura, de 3.888 kg/hectare para 4.015 kg/hectare.

Já o milho 1ª safra deve ter um aumento de 3,7% frente ao colhido em 2024 (mais 58.110 t), chegando a uma produção de 1.609.200 toneladas em 2025. Houve alta de 1,0% (mais 16.200 t) frente ao estimado em março, também em virtude de um maior rendimento esperado: 5.549 kg/hectare frente a 5.493 kg/hectare, em março. 

A maior produção de grãos na Bahia, em 2025, segue o estimado também para o Brasil como um todo.

Safra nacional e mais

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve ser de 328,4 milhões de toneladas, segundo a estimativa de abril, 12,2% maior do que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas).

Na comparação com a estimativa de março, houve alta de 0,2% ou mais 732,7 mil toneladas.

Em 2025, a Bahia deve manter a 7ª maior safra de grãos do país, respondendo por 3,8% do total nacional (frente a uma participação de 3,9% em 2024). Mato Grosso continua na liderança (30,8%), seguido por Paraná (13,7%) e Goiás (11,7%).

Considerando todos os produtos investigados sistematicamente pelo IBGE na Bahia (não apenas os grãos), a previsão de abril continuou de crescimento em 17 das 26 safras, no estado, em 2025, frente a 2024.

Dentre as estimativas de alta, o maior crescimento absoluto se mantém o da soja (+1.074.090 t, ou +14,3%), seguida pela mandioca (+116.148 t, ou +14,7%, mais aumento percentual) e pelo milho 1ª safra (+58.110 t ou +3,7%).

Por outro lado, as maiores quedas absolutas na estimativa para 2025 devem vir do tomate (-171.301 t ou -48,4%, também a maior redução percentual), da cana-de-açúcar (-53.725 t ou -1,0%) e do sorgo (-18.510 t ou -11,5%).


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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Retaliação da China sobre produtos agrícolas dos EUA atinge a soja,…


Logotipo Reuters

Por Ella Cao e Naveen Thukral

PEQUIM/CINGAPURA (Reuters) – A retaliação da China nesta sexta-feira contra as novas tarifas dos Estados Unidos deve acelerar o movimento de Pequim em direção a fornecedores alternativos de produtos agrícolas, incluindo o Brasil, uma mudança que começou durante a guerra comercial do primeiro mandato do presidente Donald Trump.

Pequim revelou uma série de contramedidas, incluindo tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos dos EUA, que se somam às tarifas de 10-15% aplicadas sobre cerca de US$ 21 bilhões em comércio agrícola no início de março.

“É como fechar todas as importações agrícolas dos EUA. Não temos certeza se alguma importação será viável com a tarifa de 34%”, disse um trader de uma empresa de comércio internacional com sede em Cingapura que vende grãos e sementes oleaginosas para a China.

“O principal impacto será em produtos como soja e sorgo. Não será tanto sobre o trigo e o milho, já que a China não tem comprado muito trigo e milho dos EUA este ano”, acrescentou o trader.

Um comerciante de grãos europeu disse que a União Europeia, que também prometeu retaliar, provavelmente também aplicará tarifas sobre a soja dos EUA.

“É tudo uma questão de soja. Uma grande preocupação é se não houver um acordo antes da nova safra de soja dos EUA”, disse o trader, em referência à colheita norte-americana, no segundo semestre.

“Como conclusão geral, toda essa guerra comercial é ‘baixista’ para os produtos agrícolas dos EUA e ‘altista’ para outras origens”, disse o trader.

As taxas de março aceleraram o afastamento das importações de soja dos EUA e transferiram a demanda para o Brasil, onde uma safra abundante coloca o país no caminho certo para entregar um aumento recorde de importações para a China no segundo trimestre.

“O Brasil será de longe o principal beneficiário, o maior fornecedor que pode substituir a soja dos EUA para a China. Mas outros também poderão se beneficiar, inclusive a Argentina e o Paraguai. Com relação ao trigo, a Austrália e a Argentina devem se beneficiar”, disse Carlos Mera, chefe de Pesquisa de Mercado Agrícola do Rabobank.

Sol Arcidiacono, chefe de vendas de grãos na América Latina da HedgePoint Global Markets, disse que os prêmios para a soja sul-americana ficarão mais fortes durante todo o ano, apesar da sazonalidade e das colheitas recordes, à medida que a guerra comercial intensifica.

Ela acrescentou que a geopolítica atual provavelmente impulsionará um aumento na área plantada com soja, principalmente no Brasil, onde a expansão tem desacelerado ultimamente.

Na véspera, os prêmios nos portos brasileiros para a soja dispararam, sinalizando maior demanda pelo produto do Brasil, com o mercado se preparando para um contra-ataque da China.

Na quarta-feira, Trump divulgou uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações a partir de 5 de abril e tarifas mais altas sobre alguns outros países, incluindo 34% sobre a China, levando a guerra comercial global a um ponto crítico.

A China continua sendo o maior mercado para os produtos agrícolas dos EUA, mas as importações de produtos agrícolas dos EUA caíram pelo segundo ano consecutivo, baixando de US$42,8 bilhões em 2022 para US$29,25 bilhões em 2024.

Também na sexta-feira, a China suspendeu as qualificações de importação de sorgo da C&D (USA) Inc., que é de propriedade chinesa, citando problemas fitossanitários.

A China suspendeu as qualificações de importação de carne de frango e farinha de ossos da American Proteins, Mountaire Farms of Delaware e Darling Ingredients.

Além disso, suspendeu as importações de produtos avícolas da Mountaire Farms of Delaware e da Coastal Processing.

(Reportagem de Ella Cao e Lewis Jackson em Pequim, Naveen Thukral em Cingapura e Gus Trompiz e Sybille de La Hamaide em Paris; reportagem adicional de Ana Mano e Roberto Samora em São Paulo)





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AgroNewsPolítica & Agro

Seguro rural cobre só 14% da área agrícola


Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), apesar de o agronegócio representar cerca de 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e responder por quase 10% das exportações agrícolas globais, menos de 14% da área cultivada no país está protegida por seguro rural. A lacuna na cobertura deixa milhões de hectares expostos a eventos climáticos extremos, cuja frequência tem aumentado, conforme indicam levantamentos de instituições como Embrapa, Cemaden e INPE.

Segundo artigo da especialista em seguro rural e diretora comercial da Picsel, Julia Guerra, o modelo atual “falha em atender às reais necessidades do produtor”. Ela explica que as apólices disponíveis são padronizadas e desconsideram aspectos regionais importantes, como risco climático específico, histórico de produtividade e práticas agronômicas locais. “Essa desconexão entre produto e campo compromete a efetividade das coberturas e aumenta os índices de contestação e inadimplência”, afirma.

Levantamento da ESALQ/USP citado no artigo aponta que apenas 30% dos produtores segurados estão satisfeitos com os contratos firmados. Para Guerra, o problema “não é apenas técnico: é estrutural, e compromete a confiança do agricultor no sistema de proteção vigente”.

Além da padronização das apólices, o ambiente regulatório é considerado um entrave para a inovação no setor. A Circular 621 da Superintendência de Seguros Privados (Susep) é citada como um exemplo de exigência normativa que “inviabiliza o desenvolvimento de apólices customizadas por região, cultura ou modelo produtivo”. A falta de flexibilidade afasta seguradoras que desejam operar com tecnologias modernas, como seguros paramétricos e monitoramento remoto. “Sem mudanças estruturais nas regras, o país continuará sendo um ambiente hostil à inovação nesse setor”, afirma a especialista.

Outro obstáculo citado por Guerra é a subvenção pública. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que deveria ampliar o acesso ao seguro, enfrenta restrições orçamentárias. Em 2023, mais de 15 mil apólices deixaram de ser contratadas por falta de verba. Para 2025, o orçamento previsto é de R$ 1,06 bilhão, valor considerado insuficiente frente à demanda do setor, que, em 2024, foi de R$ 3 bilhões, mas teve apenas R$ 1,5 bilhão liberado.

A distribuição das apólices também é desigual. A cobertura se concentra nas regiões Sul e Centro-Oeste, com foco nas lavouras de soja, milho e trigo. Cadeias produtivas como pecuária, fruticultura e culturas permanentes ficam praticamente fora do sistema. Essa concentração gera um cenário de exclusão e compromete a sustentabilidade do seguro rural como política pública.

Para Julia Guerra, é necessário transformar o seguro rural em uma política de Estado. “Isso exige um esforço coordenado entre governo e iniciativa privada, com orçamento estável, incentivos fiscais e um plano de expansão sustentável”, defende. Ela também destaca a importância de tecnologias como sensoriamento remoto, inteligência artificial e blockchain para reduzir fraudes, aumentar a transparência e agilizar indenizações.

“A expansão do seguro rural no Brasil exige investimentos em tecnologia, subsídios adequados e um ambiente regulatório mais flexível. Garantir proteção efetiva e acessível não é apenas uma medida econômica: é uma necessidade estratégica para o futuro do agronegócio brasileiro e da segurança alimentar global”, conclui Guerra.





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Pecuarista com produção em três países conta diferenças de custo e rendimento


O produtor rural Alberto Asato tem produção de boi gordo no Brasil, Paraguai e na Bolívia. Durante participação no Confinar 2025, na última terça-feira (14), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, ele fez uma análise comparativa sobre a gestão da atividade pecuária nos três países.

Diretor da Sunsas (Bolívia), da Campanário Agropecuária (Brasil) e da Estância Lagunita (Paraguai), Asato apontou que o principal ponto em comum entre os três países é a dificuldade crescente em relação à mão de obra. “É um desafio constante, com maior intensidade na Bolívia, mas presente em todas as operações”, avaliou.

Custo-benefício entre países

O pecuarista mostrou que, mesmo entre países fronteiriços, a questão custo-benefício é bem distinta:

“Na Bolívia, o custo subiu e a produtividade é mais baixa. No Brasil, o custo é mais alto, mas o rendimento compensa. Já o Paraguai tem menor carga tributária e uma legislação mais favorável, o que torna a atividade menos onerosa”, destacou.

Comparando dados operacionais apresentados durante a palestra, na ponta do lápis, as diferenteças entre os três países é a seguinte:

  • Bolívia: custo médio de R$ 181,47 por arroba produzida, com uma produtividade de 13,7 arrobas por hectare ao ano
  • Paraguai: custo mais competitivo, de R$ 127,13 a arroba, com produtividade média de 19,3 arrobas por hectare ao ano
  • Brasil: apesar do custo intermediário (R$ 162,04 a arroba), se destaca pela maior produtividade: 25,2 arrobas por hectare ao ano

Segundo Asato, os números justificam, para ele, o investimento mais alto no sistema de produção brasileiro.

Propriedade no Brasil

produtor rural Alberto Asato - produção pecuária em três países - Confinar 2025produtor rural Alberto Asato - produção pecuária em três países - Confinar 2025
Alberto Asato durante o Confinar 2025. Foto: Divulgação

Na propriedade brasileira, localizada em Laguna Carapã, sudoeste de Mato Grosso do Sul, Asato conta que a sua estratégia é baseada na intensificação e na qualidade do rebanho, com foco na exportação.

“Trabalhamos com produtos de alta performance. O Brasil tem ampliado sua participação nas exportações e isso exige um modelo produtivo mais eficiente e competitivo”, considera.

Sobre o Paraguai, o produtor destacou a vantagem tributária. “É o país com a melhor estrutura em termos de legislação patrimonial e carga fiscal. A exportação é significativa e o ambiente regulatório mais estável permite planejar com maior segurança.”

Por fim, o pecuarista reformou que, embora o produto final seja o mesmo — proteína animal de alta qualidade — os caminhos para produzi-lo mudam conforme o país, mesmo que estejam geograficamente conectados.



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