domingo, maio 24, 2026

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Temperaturas acima da média e chuva de 60 mm: confira a previsão de hoje


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Foto: Inmet

Um bloqueio atmosférico continua aumentando as temperaturas em parte do país, principalmente em partes do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Nordeste, atenção para o deslocamento da chuva forte da Bahia para outros estados. No Norte, precipitações de até 60 mm. Acompanhe:

Sul

Temperaturas amenas ao amanhecer e tardes quentes devido ao predomínio de sol e ventos vindos do Centro-Oeste do Brasil. Assim, diversas cidades no oeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná atingem temperaturas acima dos 30°C. Com isso, a umidade relativa do ar já chega aos 40% na região norte gaúcha. Temperaturas acima da média de 5°C ou mais em todo o Rio Grande do Sul e no oeste do Paraná e de Santa Catarina. Já no leste desses dois estados, fica entre 3°C e 5°C acima.

Sudeste

Com temperaturas baixas de manhã e altas no período da tarde, principalmente em cidades do interior de São Paulo e Minas Gerais, a umidade relativa do ar pode chegar aos 20% nessas áreas. No norte mineiro (divisa com a Bahia) e norte do Espírito Santo, há possibilidade de chuva isolada no período da tarde, com baixos acumulados. O predomínio será de sol com algumas nuvens, sem possibilidade de chuva nas demais áreas do Sudeste.

Centro-Oeste

Umidade relativa do ar chegando aos 30% ou menos em quase todas as áreas do Centro-Oeste devido ao bloqueio atmosférico e calor no período da tarde, com cidades no oeste de Mato Grosso do Sul alcançando os 36 °C (temperatura acima da média para o período). Essa situação permanecerá por um bom período. Somente uma frente fria de forte intensidade poderá acabar com o bloqueio.

Nordeste

Presença de Distúrbio Ondulatório de Leste (DOL), influenciando no campo de chuva nas cidades de Natal (RN), João Pessoa (PB) e Recife (PE), com acumulados em torno de 25 mm em um único dia. Já a frente fria que está estacionária na região de Salvador provocará chuva de até 40 mm em Sergipe, principalmente no litoral (incluindo Aracajú), bem como no sul de Alagoas e na região nordeste da Bahia.

Norte

Devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), a cidade de Fortaleza (CE) pode registrar chuva de até 40 mm no dia e o leste do Amapá até 60 mm. No norte do Amazonas e Pará, chuva isolada, podendo ser forte com altos acumulados no período da tarde.

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Ministro afirma que consumo de frango e ovos segue seguro


O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou nesta quinta-feira (15) que o sistema sanitário brasileiro é um dos mais eficientes do mundo, após o primeiro caso de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) em aves comerciais ser confirmado no país. A detecção ocorreu em um matrizeiro no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

“O Brasil foi o último dos grandes produtores mundiais de carne de frango a registrar contaminação em granjas comerciais. Isso mostra a eficiência do nosso sistema de defesa sanitária”, declarou Fávaro. Segundo o ministro, o país conseguiu manter o vírus fora das granjas comerciais por quase duas décadas, mesmo com a circulação global do patógeno desde 2006.

Confirmado primeiro caso de gripe aviária no Brasil

O caso levou o Ministério da Agricultura a decretar estado de emergência zoossanitária por 60 dias. Todas as aves da granja afetada foram eliminadas, e o local está passando por processos rigorosos de higienização. “Já foi feito o total extermínio e o bloqueio. Isso é essencial para que possamos rapidamente conter o foco e recuperar o status sanitário”, destacou.

Exportações e impacto comercial

O ministro ressaltou que, devido à estratégia de negociação adotada nos últimos anos, a maioria dos países importadores não deve suspender as compras de carne de frango brasileira em sua totalidade. “Negociamos protocolos com Japão, Arábia Saudita e Emirados Árabes. Nesses casos, a restrição será apenas para o Estado do Rio Grande do Sul, e, posteriormente, ao município de Montenegro”, explicou.

No entanto, a China, que ainda adota protocolos mais rígidos, suspenderá temporariamente as importações de carne de frango de todo o Brasil por 60 dias. Fávaro reconheceu o impacto da decisão: “A China é um dos nossos principais compradores, mas seguimos trabalhando com transparência para que o comércio seja retomado o quanto antes.”

Segundo o ministro, produtos exportados antes da detecção do foco não devem sofrer restrições. “O foco foi confirmado ontem à noite. Tudo que foi produzido antes não tem relação com o vírus e segue seguro para o consumo.”

Consumo interno seguro

Fávaro também enfatizou que não há risco à saúde humana no consumo de carne de frango ou ovos. “A população pode continuar consumindo normalmente. O risco de contaminação é apenas para quem manuseia diretamente animais infectados”, disse.

Por fim, o ministro garantiu que o governo segue monitorando a cadeia produtiva, rastreando a distribuição da granja afetada e mantendo vigilância ativa para evitar novos focos. “Vamos superar mais esse desafio com responsabilidade e eficiência, como sempre fizemos”, concluiu.





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Trigo pautado pela demanda de farinha


Segundo a TF Agroeconômica, a demanda por farinha durante o inverno será o principal fator a definir se haverá escassez ou não de trigo no Rio Grande do Sul, o que pode pressionar os preços para cima. O mercado segue lento, com cerca de 440 mil toneladas de trigo da safra anterior ainda disponíveis. Considerando que os moinhos estão abastecidos até junho e a moagem estadual permanece ao redor de 104 mil toneladas/mês, esse volume pode suprir o mercado até outubro, desde que não ocorram vendas para fora do estado. As negociações seguem pontuais, com preços entre R\$ 1.390 e R\$ 1.400 para trigo PH 76, e a expectativa é que a virada do mês traga mais movimentação.

Quanto à próxima safra, os moinhos permanecem fora do mercado futuro, enquanto exportadores seguem cotando o trigo tipo Milling da safra 2025 com preços entre R\$ 1.325 a R\$ 1.360/tonelada, variando conforme a data de entrega e pagamento. Em Panambi, os preços da pedra recuaram novamente, chegando a R\$ 72,00 por saca.

Em Santa Catarina, o mercado também apresenta negócios pontuais, com compras de trigo gaúcho e balcão estável pela sexta semana. Os preços de FOB para melhorador e biscoito seguem em R\$ 1.500 e R\$ 1.380 por tonelada, respectivamente. Já o trigo pão ainda não teve negócios concretizados. Os preços da pedra mantêm-se estáveis em diversas cidades do estado, como R\$ 80,00 em Xanxerê e Rio do Sul, e R\$ 78,00 em Canoinhas e São Miguel do Oeste.

No Paraná, a nova safra oferece boa rentabilidade, mesmo com leve recuo semanal nos preços. A média da pedra caiu 0,13%, para R\$ 80,09/saca, enquanto o custo de produção, segundo o Deral, está em R\$ 73,53. Isso garante ainda um lucro médio de 8,92%. Os preços da safra velha variam entre R\$ 1.550 e R\$ 1.600 CIF para moinhos nos Campos Gerais. Já o trigo importado do Paraguai e da Argentina é negociado entre R\$ 1.620 e R\$ 1.720 por tonelada. Para a safra nova, os compradores indicam preços entre R\$ 1.450 e R\$ 1.500 CIF moinho, equivalentes a cerca de R\$ 82,78/saca.

 





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Embrapa apresenta cerca de cem tecnologias na AgroBrasília 2025


A dupla mais conhecida da mesa dos brasileiros – o arroz e o feijão – será destaque na Vitrine de Tecnologias da Embrapa na AgroBrasília 2025. Entre os lançamentos que ocorrerão na feira, estão as cultivares de feijão carioca e de feijão-comum, as BRS FC 423 e BRS FS 212. Para os produtores, a nova variedade de feijão carioca se destaca por sua produtividade e qualidade industrial. Para os consumidores, o ganho se dá pela qualidade do grão, que não se desmancha quando cozido, e a consistência do caldo. 

Já a cultivar de feijoeiro comum, do grupo comercial rosinha, a BRS FS 212, é uma opção para pequenos produtores que buscam materiais com alto valor agregado para comercialização direta. Por apresentar resistência às murchas de Fusarium e de Curtobacterium, a cultivar proporciona redução do uso de defensivos agrícolas, o que possibilita sua inserção em sistemas de produção agroecológica. Os lançamentos ocorrerão na quinta-feira (22), às 14h30.

Ao lado desses e de outros feijões que serão apresentados no estande da Embrapa, estão as cultivares de arroz desenvolvidas pela Embrapa – as BRS A502, A503 e A 504 CL. Elas se destacam por sua alta produtividade e excelente qualidade dos grãos e são recomendadas para sistemas e produção sob pivô central. Esses novos materiais têm revolucionado o cultivo em terras altas, colocando novamente o Cerrado no mapa de produção de arroz.

Ao todo, cerca de 100 tecnologias de nove centros de pesquisa da Embrapa serão apresentadas ao público na feira de tecnologia e negócios AgroBrasília 2025, que acontece entre 20 e 24 de maio, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, PAD-DF.

Diversos lançamentos movimentarão o estande da Embrapa

Outros tecnologias serão colocadas à disposição do público neste ano. O aplicativo Irrigar para Desenvolver é um deles. Resultado de uma parceria entre a Embrapa Cerrados e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), pode apoiar os agricultores do Vão do Paranã para obterem um manejo eficaz da irrigação. O aplicativo calcula a lâmina e o tempo de irrigação, com base nas informações de clima de três municípios goianos – Flores de Goiás, São João D’Aliança e Formosa – para as culturas do maracujá e da manga.

Também o Wikirriga, plataforma on-line que reúne informações qualificadas sobre irrigação e agricultura irrigada, estará disponível e acessível para toda a sociedade. O conhecimento será constantemente atualizado por uma rede de profissionais da área. Os dois lançamentos ocorrerão no dia 21 (quarta-feira), às 9h50.

No período da tarde, ainda na quarta, às 14h30, será lançada uma cultivar de soja convencional com alto potencial produtivo, a BRS 7583. Na ocasião, outras duas cultivares serão apresentadas: BRS 7881IPRO e BRS 7080IPRO. Ambas têm alto potencial produtivo e a primeira tem ciclo de 116 dias, enquanto a segunda é precoce, com ciclo de 105 dias. As duas têm tem resistência a nematoides-das-galhas e a BRS 7881IPRO agrega a resistência a nematoide de cistos.

Às 15h40, será a vez dos minimaracujá roxo (BRS MJ) e amarelo (BRS MJA1). Trata-se de duas novas opções para os fruticultores da região, com grande potencial de mercado, mas ainda pouco conhecido pelos consumidores, podendo alcançar alto valor agregado. 

Os minmaracujás têm polpa adocicada e podem ser consumido in natura. A partir do melhoramento genético de espécies da biodiversidade brasileira, foi possível obter variedades com alta produtividade e qualidade física e química dos frutos. Além disso, as plantas têm menor dependência da polinização manual. Elas atendem o mercado de frutas especiais e podem ter uso ornamental.

Sexta-feira (23), às 14h30, será o lançamento da cultivar de cebola BRS Belatrix, um híbrido que atende o segmento de cebolas amarelas precoces para consumo fresco. A BRS Belatrix pode ser cultivada nas condições de primavera e verão das principais regiões produtoras do Brasil. Além de estabilidade produtiva, o novo material tem resistência a doenças e tolerância a pragas. 

No sábado (24), serão lançadas duas publicações. A primeira, Pesquisa e Inovação em Germoplasma e Melhoramento Genético na Embrapa Cerrados, é uma compilação de informações apresentadas 34 palestras técnicas por pesquisadores da Embrapa Cerrados a respeito dos bancos germoplasma e da participação do centro de pesquisa em cerca de 40 programas de melhoramento genético.

Já o livro Fruticultura Tropical: capacitação e experiências de sucesso traz o registro da capacitação realizada em parceria com a Emater-DF e a Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do DF. Os 22 capítulos apresentam uma síntese dos principais resultados e tecnologias gerados para cada uma das frutíferas que foram temas do evento, além de experiências de cultivo em regiões tropicais do Brasil.  As duas publicações estão disponíveis para download no portal da Embrapa. 

Eventos temáticos farão parte da programação

Dois eventos tradicionais voltados para os produtores rurais serão realizados novamente neste ano. Na quarta-feira (21), às 8h30, o Dia de Campo Sistema Agrossilvipastoril Orgânico apresentará tecnologias relacionadas a manejo orgânico de pastagens e sistemas agrossivilpastoris, remineralizadores de solo, manejo de cultivares de maracujá em sistema orgânico, cruzamentos para manejo de rebanho leiteiro e sanidade animal em sistemas de base agroecológica.

Já na sexta-feira (23), será realizado o Dia de Campo Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, às 9h. As palestras terão como tema o cultivo intercalar antecipado como estratégia para viabilizar a segunda safra no Planalto Central e a Integração Lavoura-Pecuária, que tratará do modelo da agropecuária da fazenda Santa Bárbara. 

Cerca de uma centena de tecnologia disponível para os produtores rurais

Além dos lançamentos, os visitantes da AgroBrasília 2025 poderão conhecer diversas tecnologias geradas pela Embrapa. Serão apresentados animais com a genética da Embrapa, cultivares de forrageiras, hortaliças, mandioca, pitaya, girassol, soja, trigo, canola, café e sorgo, que estarão no estande da Embrapa e na Vitrine de Tecnologias implantada no local, onde o público poderá ver o desempenho desses materiais.

Em campo, os produtores rurais poderão conhecer como funcionam o consórcio Integração Lavoura-Pecuária e o Sistema Filho (fruticultura integrada com lavouras e hortaliças), além da Unidade de Pesquisa Participativa de Produção Orgânica. Também fazem parte da programação do estande da Embrapa várias palestras com pesquisadores da Embrapa e parceiros.





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Mercado internacional pressiona trigo, soja e milho


Segundo informações da TF Agroeconômica (boletim de 16/05/2025), o mercado internacional de grãos iniciou o dia com tendência de queda para o trigo, leve recuperação para o milho e variações pontuais na soja. Os contratos futuros do trigo na Bolsa de Chicago operam em baixa, com o julho/25 cotado a US\$ 531,0 (-1,75) e o dezembro/25 a US\$ 566,0 (-2,00). A retração é reflexo da aproximação da colheita de inverno nos EUA e da boa expectativa de safra na União Europeia, o que aumenta a concorrência global. No Brasil, o Paraná registra alta diária de 0,03% (R\$ 1.533,01/t), enquanto o Rio Grande do Sul apresenta queda de 1,96% (R\$ 1.387,84/t), refletindo diferenças na disponibilidade regional do grão.

A soja tenta uma recuperação parcial nos contratos futuros em Chicago, com o julho/25 subindo 1,75 pontos, cotado a US\$ 1053,0. No entanto, o movimento ainda é limitado devido à redução nas expectativas para o uso de biodiesel nos EUA, o avanço da colheita sul-americana e o bom ritmo de plantio da nova safra americana. No mercado interno, os preços seguem pressionados, com o Paraná registrando queda diária de 0,58%, a R\$ 127,51/saca.

Já o milho apresentou leve valorização em Chicago, com o contrato julho/25 subindo para US\$ 449,0 (+0,50), sustentado por dados positivos de exportação divulgados pelo USDA. Contudo, fatores como a possibilidade de colheita recorde nos EUA e o bom desenvolvimento da safrinha brasileira limitam uma alta mais significativa. No Brasil, o milho teve variação negativa de 0,07% no CEPEA, com média de R\$ 73,07/saca, enquanto na B3 o contrato de maio subiu 0,30% e o de julho caiu 0,79%.





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Votação do marco do licenciamento ambiental ganha possível data



A Comissão de Agricultura (CRA) do Senado pode votar na terça-feira (20) o projeto da Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021).

O documento está sendo analisado em conjunto com a Comissão de Meio Ambiente (CMA). A reunião da CRA tem dois itens na pauta e está marcada para às 14h.

O projeto teve a análise iniciada na Câmara dos Deputados em 2004. Apresentado pelo ex-deputado Luciano Zica (SP), o texto foi aprovado em 2021 e desde então está em análise no Senado.

Um relatório único foi construído em conjunto pelos relatores na CRA e na CMA, senadores Tereza Cristina (PP-MS) e Confúcio Moura (MDB-RO), respectivamente.

A atual legislação que trata da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938, de 1981) apresenta as hipóteses legais de exigência de licenciamento para a aprovação de empreendimentos considerados de alto impacto ao meio ambiente.

Há, ainda, várias resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que estabelecem regras de procedimentos e situações nas quais o licenciamento é exigido, bem como as modalidades de licença.

Segundo os relatores, a diversidade de regulamentações faz com que haja muitos litígios relacionados ao licenciamento. Para eles, a expectativa é que uma lei geral proporcione mais segurança jurídica.

A dispensa de licenciamento ambiental para quatro atividades agropecuárias é um dos itens da proposta que gera mais discordâncias.

Dispensa de licenciamento

O relatório de Confúcio Moura e Tereza Cristina mantém o entendimento da Câmara de que deve haver dispensa para o cultivo de espécies de interesse agrícola, temporárias, semiperenes e perenes; a pecuária extensiva e semi intensiva; a pecuária de pequeno porte; e pesquisas de natureza agropecuária sem risco biológico.

Até a tarde desta sexta-feira (16), 94 emendas haviam sido apresentadas pelos senadores. A recomendação dos relatores é pela aprovação do projeto com 24 emendas. Antes da votação na CRA, o projeto pode ser votado na CMA, que tem reunião deliberativa marcada às 9h da próxima terça.

Securitização de dívidas

O outro projeto na pauta da comissão é o PL 320/2025, que busca diminuir perdas de produtores rurais afetados por tragédias climáticas, ao permitir securitização de dívidas.

A securitização possibilita que produtores utilizem suas dívidas como um produto financeiro. Assim, podem antecipar o recebimento de recursos para financiar projetos.

O projeto, do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), tem relatório favorável do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).



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Uso de sementes certificadas de soja impulsiona altas produtividades


Nas últimas semanas, com o planejamento da safra 2025/2026 em andamento, a importância do uso de sementes certificadas no campo esteve no centro das discussões do agronegócio. Dados divulgados pela CropLife Brasil no início de abril geraram preocupação: segundo a entidade, a pirataria de sementes de soja no país gera perdas de cerca de R$ 10 bilhões ao ano para o setor. 

Esse prejuízo afeta toda a cadeia produtiva e, em especial, os agricultores. A projeção do aumento de receita com o fim da pirataria de sementes de soja prevê R$ 2,5 bilhões para os produtores, de acordo com a pesquisa da CLB. Esse valor pode ser justificado por diversos fatores e um deles é a alta produtividade e qualidade que o uso de materiais certificados e registrados podem promover nas lavouras. 

Segundo o gerente de sementes de Soja e Biotecnologia da BASF Soluções para Agricultura, José Gomes, investir em materiais certificados é mais do que uma decisão técnica. “É um compromisso com a produtividade, a qualidade, a sustentabilidade e o futuro da agricultura. Só crescemos os nossos patamares de produção, ultrapassando a média nacional de 50 sacas por hectare, porque temos agricultores que reconhecem a importância da tecnologia para o progresso da atividade”, afirma Gomes.

Os benefícios com as sementes certificadas são expressos em números. Segundo o gerente, na safra 2024/2025, mais de 95% dos lotes de Credenz®, marca de sementes de soja verticalizada da BASF Soluções para Agricultura, apresentaram índice de germinação acima de 95%, garantindo um estabelecimento mais uniforme da lavoura, maior expressão do potencial genético das cultivares e, acima de tudo, mais previsibilidade e segurança ao agricultor. 

Acompanhamento de ponta a ponta

Até chegar na lavoura do agricultor, as sementes certificadas passam por uma série de avaliações, a começar pela pesquisa e desenvolvimento. É neste setor que a BASF Soluções para Agricultura investe mais de 915 milhões de euros ao ano, em todo o mundo, para levar mais tecnologias ao campo. 

O processo produtivo das sementes inclui oito etapas de análise, com mais de 35 testes de qualidade física, fisiológica, sanitária e genética em cada lote. As variedades são desenvolvidas para diferentes regiões do Brasil, considerando os desafios específicos de cada local, como clima e ambiente, com biotecnologia que confere resistência a pragas e tolerância a herbicidas, elevando a eficiência no manejo.

Outro diferencial é o amparo técnico. A BASF garante armazenamento refrigerado e distribuição estratégica, assegurando que as sementes cheguem ao produtor e, no caso da SoyTech®, marca para a rede de licenciados, com preservação da qualidade e no momento certo para o plantio. Durante a safra, os agricultores podem contar com o apoio do time técnico para esclarecer dúvidas e elaborar as melhores estratégias de plantio e manejo. “Mais do que ter um bom material, o produtor precisa pensar em como pode utilizar ele da melhor forma, escalonando variedades e o plantio”, orienta o o gerente de sementes de Soja e Biotecnologia da BASF Soluções para Agricultura, José Gomes.

Conforme complementa a gerente de Marketing SoyTech®, Thaiz Zapateiro de Souto, a produção das sementes exige um rigoroso processo de certificação, o que as torna 100% rastreáveis. “Isso garante a procedência de áreas regulares, sem histórico de desmatamento, alinhada aos princípios de agricultura responsável, compliance ambiental e integridade na cadeia produtiva”, finaliza.





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Veja como os preços da arroba do boi gordo encerraram a semana



O mercado físico do boi gordo encerrou a semana apresentando nervosismo, com muitas indústrias ausentes da compra de gado. Isso porque o foco de influenza aviária em granja comercial no Rio Grande do Sul tornou o cenário das exportações brasileiras de carne de frango mais imprevisível.

Diante disso, os frigoríficos brasileiros optaram por recuar do mercado. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a expectativa é que o cenário de pressão baixista se acentue durante a próxima semana.

De acordo com ele, isso acontece por conta, também, da fragilidade do consumo durante a segunda quinzena do mês, em um ambiente ainda pautado por escalas de abate confortáveis.

Cotações da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 307,33 — ontem: R$ 308,27
  • Goiás: R$ 290,89 — na quinta: R$ 290,71
  • Minas Gerais: R$ 294,71 — anteriormente: R$ 295
  • Mato Grosso do Sul: R$ 301,70 — ontem: R$ 302,27 
  • Mato Grosso: R$ 299,12 — na quita: R$ 299,32

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta queda em seus preços no decorrer da sexta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere a continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com um consumo menos aquecido ao longo da segunda quinzena do mês.

“O setor está apreensivo com as eventuais consequências do foco de Influenza Aviária em granja comercial no Rio Grande do Sul, e os potenciais impactos para o restante do mercado brasileiro”, disse Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,90 por quilo, queda de R$ 0,10. O dianteiro foi
cotado a R$ 19,40 por quilo, queda de R$ 0,10. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 17,80 por quilo, queda de R$ 0,20.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,19%, sendo negociado a R$ 5,6685 para venda e a R$ 5,6665 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6612 e a máxima de R$ 5,7137. Na semana, a moeda teve valorização de 0,25%.



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Argentina segue China e UE e suspende compra de aves e subprodutos do Brasil



Após China e União Europeia suspenderem as exportações de produtos e subprodutos de aves do Brasil nesta sexta-feira (16), foi a vez da agência sanitária estatal da Argentina, a Senasa, anunciar a mesma medida.

O caso ocorre após identificação, na noite de quinta-feira (15), do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em matrizeiro de aves comerciais, na cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

O governo argentino informou que manterá a medida em vigor até que o Brasil seja certificado como país livre da gripe aviária. Assim, após a confirmação do caso pelo governo brasileiro, a Senasa pediu ao setor produtivo do país o reforço das medidas de biossegurança em seus próprios estabelecimentos.

Em 2024, o Brasil exportou aproximadamente 4 milhões de toneladas de produtos e subprodutos de origem avícola para a Argentina, conforme dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

É válido destacar que, conforme lembrado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, cada país adota um protocolo de conteção em caso de comprovação de doenças desse tipo em animais de criação comercial. Alguns, como China, União Europeia e Argentina, não restringem as compras apenas ao estado ou município onde foi identificada a doença.

Por outro lado, países como Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Filipinas têm acordos diferentes com o Brasil, em que prevalece a regionalização. Por conta disso, devem deixar de importar carne de frango somente do Rio Grande do Sul.



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Gripe aviária chega ao Brasil, mas encontra um sistema de defesa forte e preparado


O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, vive nesta semana um episódio que há tempos era temido, mas que não surpreende diante da complexidade do cenário sanitário global: a confirmação de um foco de gripe aviária em uma granja no Rio Grande do Sul.

Apesar do impacto inicial da notícia, é fundamental destacar que o país mantém um dos sistemas de vigilância sanitária mais robustos do mundo, referência em biossegurança e rastreabilidade.

O caso, até o momento isolado, reforça a importância do investimento constante em monitoramento, barreiras sanitárias e resposta rápida — fatores que explicam por que o Brasil se manteve livre da doença por tanto tempo, mesmo com a expansão global do vírus.

As autoridades já isolaram o foco e ativaram os protocolos de contenção previstos pelo Plano Nacional de Sanidade Avícola. A expectativa do setor é que o caso permaneça restrito à área afetada, sem comprometer a produção nacional nem os embarques internacionais.

A confiança no sistema sanitário brasileiro é compartilhada por muitos dos principais importadores de carne de frango, que reconhecem a transparência e o rigor técnico das ações adotadas pelo país.

O episódio serve como alerta, mas não como alarme. A gripe aviária chegou, mas encontrou um Brasil preparado. O controle rápido e a comunicação eficiente serão essenciais para preservar a imagem sanitária brasileira e garantir a continuidade de um setor que movimenta bilhões e gera milhões de empregos em todo o território nacional.

Miguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural

Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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