domingo, maio 24, 2026

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ouça os destaques econômicos do dia


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o novo recorde do Ibovespa, que subiu 0,34%, descolado das quedas globais e impulsionado por revisão positiva do Morgan Stanley. O dólar avançou 0,25%, a R$ 5,67, refletindo cautela externa e alta dos Treasuries. No Brasil, juros futuros subiram com desconforto fiscal. Hoje, destaque para o fluxo cambial e dados de petróleo nos EUA.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Essas são as maiores exportadoras da Argentina


A Viterra Ltd. manteve sua posição de destaque como a maior exportadora de commodities agrícolas da Argentina pelo terceiro ano comercial seguido, de acordo com dados divulgados pela Bolsa de Grãos de Rosario com base nas Declarações Juradas de Vendas ao Exterior (DJVE). Durante o ciclo 2023/24, encerrado em março, a empresa exportou 13,55 milhões de toneladas, superando concorrentes como Cargill (11,37 milhões) e COFCO (10,35 milhões). Juntas, as três maiores companhias foram responsáveis por quase 39% das 89,82 milhões de toneladas embarcadas das principais culturas agrícolas do país.

A soja liderou o ranking das exportações argentinas, com 40,88 milhões de toneladas — um aumento de 29% em relação à média das últimas três temporadas. O milho apareceu em seguida, com 37,86 milhões de toneladas, representando um crescimento de 16% na comparação com os três ciclos anteriores. Em contraste, o trigo apresentou forte retração: foram apenas 3,62 milhões de toneladas exportadas, 61% a menos que no ciclo anterior e 70% abaixo da média trienal, devido à seca de 2022/23 e à prorrogação de registros de safras anteriores.

Outras culturas também mostraram desempenhos variados. A cevada teve um volume estável, com 3,83 milhões de toneladas exportadas. O girassol avançou para 2,37 milhões de toneladas, enquanto o sorgo registrou recuperação, atingindo 1,26 milhão de toneladas — embora ainda aquém da média recente.

Entre os maiores exportadores por cultura, a Viterra também liderou nas vendas de soja (8,46 milhões de toneladas) e girassol (990 mil toneladas). A ADM foi a principal exportadora de milho (6,97 milhões), enquanto a Bunge Global SA liderou no trigo (760 mil toneladas). Na cevada, destacou-se a Cervecería y Maltería Quilmes (670 mil toneladas), e no sorgo, a ACA liderou com 320 mil toneladas.

 





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‘Erva-mate Verde’ surge como alternativa moderna ao chimarrão


Em São Mateus do Sul (PR), Angela Zampier e sua irmã unem tradição e inovação ao lançar o chá ‘Erva-mate Verde’, uma alternativa moderna ao chimarrão.

“Muita gente não tem o hábito de tomar chimarrão, mas o chá, esse todo mundo consome.”

A produtora rural busca alcançar consumidores que não tomam chimarrão, mas apreciam chás. Ela destaca o sabor e as propriedades do produto.

“Essa é uma forma eficaz de apresentar o sabor da erva-mate e suas propriedades. São cerca de 240 compostos estudados pela Embrapa. Além do sabor característico, a erva-mate é reconhecida como um alimento funcional”, afirma Zampier.

O chá tem atraído jovens, famílias e até consumidores internacionais interessados em bebidas naturais com cafeína.

A cafeína da erva-mate desperta interesse, especialmente como base para energéticos naturais. Isso amplia ainda mais seu potencial de mercado.

“A gente percebe que os chás, devido à cafeína, são usados para fornecer energia, especialmente em bebidas energéticas. Isso indica que temos um mercado amplo e promissor”, destaca a produtora.

A família Zampier apresentou na Anuga Select Brazil diversos produtos, incluindo erva-mate descansada e pura folha.

Com técnicas sustentáveis e foco em boas práticas agrícolas e de fabricação, a produtora garante um diferencial no mercado.

“A certificação orgânica é parte essencial da nossa estratégia”, ressalta.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp
Pura Folha é um dos produtos apresentados na Anuga Select Brazil 2025. Foto: Canal Rural

Feira internacional amplia visibilidade da cultura paranaense

A convite do Sebrae/PR, a família Zampier marcou presença com os produtos em uma feira internacional em São Paulo representou uma vitrine estratégica para o crescimento dos negócios.

“São Paulo é uma cidade cosmopolita e, aqui, temos participantes do Peru, Argentina, Alemanha, entre outros. É uma excelente oportunidade para mostrar todo o potencial da Erva-mate.”

O trabalho da família também reflete um movimento maior do setor rural: buscar inspiração em cadeias produtivas já consolidadas como o café e o vinho.

“Esses dois produtos construíram uma reputação sólida com base na origem e qualidade. É esse caminho que queremos trilhar com a Erva-mate”, complementa a produtora.

Exportação é o próximo passo

Com a Indicação Geográfica (IG) consolidada desde 2017 e presença constante em feiras e eventos, a família Zampier agora se prepara para um novo desafio: a internacionalização de seus produtos.

Além disso, Angela e sua irmã já garantiram as certificações necessárias para exportação, permitindo que seus produtos cheguem aos Estados Unidos, Canadá e países da União Europeia.

“Por exemplo, a Alemanha tem demonstrado um interesse crescente por produtos com cafeína natural, o que abre novas oportunidades no mercado externo”, explica a produtora rural.

Dessa forma, o chá de erva-mate verde, criado a partir da tradição e impulsionado pela inovação, se estabelece como uma alternativa que une regionalidade e sustentabilidade.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você quer saber mais sobre a história de empreendedorismo da família Zampier, assista ao Porteira Aberta Empreender. O programa sobre ‘Feiras e Eventos’ vai ao ar no dia 22 de maio, às 17h45, no Canal Rural.

Canais de TV para assistir ao Porteira Aberta EmpreenderCanais de TV para assistir ao Porteira Aberta Empreender
Canais disponíveis para assistir ao programa Porteira Aberta Empreender.

Participe você também do programa! Envie suas dúvidas, sugestões e compartilhe sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Além disso, no programa Porteira Aberta Empreender – uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae -, você, micro e pequeno produtor rural, descobre soluções, produtos, serviços e inovações para fortalecer seu empreendimento rural.

Quer saber mais? Acompanhe também as novidades no site do Canal Rural/ Empreendedorismo e aprenda a empreender de forma segura e responsável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do boi gordo caem novamente



Mercado do boi registra recuos em São Paulo e Paraná




Foto: Divulgação

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado físico do boi gordo registrou queda nos preços em importantes regiões produtoras nesta segunda quinzena de maio. A oferta de animais para abate se manteve firme em São Paulo, o que levou compradores a ofertarem menos e limitarem os negócios. Com isso, houve recuo de R$ 2,00 por arroba tanto para o boi gordo quanto para o chamado “boi China”. Os preços das fêmeas, por outro lado, seguiram estáveis. As escalas de abate no estado estão, em média, para oito dias.

No Noroeste do Paraná, a combinação entre boa disponibilidade de animais e incertezas no mercado afetou diretamente as cotações. A pressão veio também dos efeitos da gripe aviária, que geraram dúvidas quanto ao ritmo de escoamento da carne bovina. O boi gordo teve queda de R$ 2,00 por arroba, enquanto vacas e novilhas registraram recuo de R$ 3,00. As escalas de abate seguem, em média, com cobertura de oito dias.

Já no Oeste do Maranhão, a oferta de bovinos foi considerada adequada, mas sem força suficiente para alterar os preços. Assim, as cotações permaneceram estáveis na comparação com o dia anterior. As escalas de abate na região atendem, em média, a sete dias.

No mercado externo, a exportação de carne bovina in natura apresentou crescimento expressivo até a terceira semana de maio. O volume embarcado alcançou 123 mil toneladas, com média diária de 11,2 mil toneladas. Isso representa aumento de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 5,1 mil, valor 13,6% superior ao registrado em maio de 2024.





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AgroNewsPolítica & Agro

Startup paranaense apresenta sistema inédito de monitoramento para Silos Bolsa



“Nossa solução atua na prevenção de perdas e na preservação da qualidade dos grãos”


Foto: Divulgação

Diretamente de Curitiba (PR), a Monitoramento estreia na AgroBrasília 2025 com uma proposta inovadora voltada ao campo. Incubada no Vale do Pinhão — ecossistema de inovação do Paraná —, a empresa desenvolveu um sistema inteligente de monitoramento exclusivo para Silos Bolsa, com o objetivo de resolver os principais desafios dessa modalidade de armazenagem.

“Nossa solução atua na prevenção de perdas e na preservação da qualidade dos grãos, por meio do uso de inteligência artificial. O sistema também emite alertas ao produtor caso o silo seja violado, o que evita prejuízos e permite um controle mais eficiente”, explica Giovana Brizzi, gerente comercial da startup.

O diferencial da tecnologia está também na certificação pré-venda, que permite ao produtor demonstrar, com dados, todo o histórico de conservação dos grãos — do ensacamento até o momento da comercialização. “Essa rastreabilidade agrega valor e amplia as possibilidades de venda, além de prolongar a vida útil do Silo Bolsa”, acrescenta Giovana.

A BrasSilo é pioneira no Brasil ao oferecer esse tipo de monitoramento para Silos Bolsa, que são opções mais acessíveis em comparação aos silos estáticos e vêm ganhando espaço por atenderem à crescente demanda de armazenagem no país. A tecnologia já está em uso em propriedades do Paraná e de Goiás, e chega agora ao Distrito Federal com boas expectativas. “Nosso principal desafio é conscientizar o setor de que essas soluções já existem e estão acessíveis. Estamos aqui para mostrar que o produtor pode, sim, contar com tecnologia para resolver problemas antigos”, afirma.

A participação da startup na Vila Startup do AiTec reforça a proposta da AgroBrasília de conectar inovação e agro, reunindo soluções que tornam o campo mais eficiente, seguro e produtivo.

Serviço

Feira AgroBrasília 2025

Data: terça-feira a sábado – 20 a 24 de maio

Horário:8h30 às 18h

Local:Parque Tecnológico Ivaldo Cenci – AgroBrasília, BR 251 km 5 – PAD-DF





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AgroNewsPolítica & Agro

Inmet alerta para chuvas e ventos de até 100 km/h no noroeste do RS



As áreas mais afetadas incluem municípios da Região das Missões




Foto: USDA

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja (perigo) para parte do Rio Grande do Sul, destacando o avanço de um sistema frontal que deve provocar chuvas volumosas e ventos fortes no noroeste do estado entre a tarde desta segunda-feira (19) e a madrugada de terça-feira (20).

Segundo o Inmet, os volumes de chuva podem chegar a 100 milímetros, acompanhados de rajadas de vento em torno de 100 km/h. As áreas mais afetadas incluem municípios da Região das Missões, como Ijuí, São Borja, Santo Ângelo e Santiago. No final de semana, essas cidades já registraram instabilidades. Em São Borja, por exemplo, o acumulado chegou a 46 mm até as 8h desta segunda-feira.

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A previsão aponta ainda que as instabilidades devem se espalhar por outras regiões do estado, com menor intensidade. Cidades do sudeste gaúcho e da Serra, como Pelotas, Bagé, Caxias do Sul e Erechim, estão sob aviso amarelo (perigo potencial), com previsão de chuvas entre 30 mm e 50 mm e ventos que podem atingir até 60 km/h.

Essas condições climáticas também devem atingir o sul de Santa Catarina, exigindo atenção redobrada da população diante do risco de alagamentos, queda de galhos e interrupções pontuais no fornecimento de energia.





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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil e Europa devem ganhar espaço na exportação de carne suína



Contudo, o cenário de custos apresenta desafios



Contudo, o cenário de custos apresenta desafios
Contudo, o cenário de custos apresenta desafios – Foto: Pixabay

Segundo relatório do Rabobank Brasil, as indústrias de carne suína do Brasil e da Europa estão entre as mais beneficiadas pela atual ruptura comercial entre Estados Unidos e China. Apesar dos esforços chineses para alcançar autossuficiência, com importações representando menos de 5% da oferta total, o país asiático segue como o maior comprador mundial de carne suína. Com uma projeção de crescimento modesto na produção brasileira e europeia em 2025, a reconfiguração nas rotas comerciais tende a favorecer esses dois blocos, impulsionando sua presença no mercado global.

Contudo, o cenário de custos apresenta desafios. Enquanto os preços da ração permanecem mais baixos na América do Norte e na Europa, a América do Sul enfrenta pressões significativas. Estoques domésticos mais restritos, devido à menor oferta, combinados com uma forte demanda de exportação, aumento do uso de milho para biocombustíveis e procura aquecida por ração, têm elevado os preços do grão. A desvalorização do real frente ao dólar também contribui para o encarecimento da alimentação animal no Brasil.

Problemas sanitários continuam afetando a oferta global, com surtos persistentes de doenças na América do Norte e Ásia. Recentemente, a Europa enfrentou novos casos de febre aftosa, o que causou interrupções comerciais pontuais. Diante desse cenário, medidas de biosseguridade seguem sendo essenciais para garantir a estabilidade do setor e evitar perdas significativas.

Uma novidade promissora vem dos Estados Unidos, onde foi aprovada uma tecnologia de edição genética capaz de criar suínos resistentes à síndrome reprodutiva e respiratória (PRRSv). Essa inovação pode representar um avanço importante na redução de perdas produtivas e no fortalecimento sanitário da cadeia suinícola mundial a longo prazo.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de arroz no RS chega a 97% com alta produtividade



“O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade”



 “O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade econômica ao longo da cadeia"
“O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade econômica ao longo da cadeia” – Foto: Paulo Rossi/Divulgação

Segundo dados do IRGA divulgados em 15 de maio, a colheita do arroz no Rio Grande do Sul já alcança 97,02% da área plantada (941.371 ha dos 970.194 ha semeados), com destaque para a conclusão total na Planície Costeira Externa. As regiões da Zona Sul, Fronteira Oeste, Planície Costeira Interna e Campanha também estão praticamente finalizadas, enquanto a Região Central segue com 84,6% da área colhida. As informações são de Sérgio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações.

Apesar do avanço na colheita e da alta produtividade da safra 2024/25, o momento é de preocupação para o setor orizícola. De acordo com Cardoso, produtores e indústrias estão com margens apertadas, impactados por custos elevados e preços de venda em queda, mesmo com uma boa performance no campo.

Nas prateleiras dos supermercados, os consumidores encontram o arroz com preços entre R\$ 16,00 e R\$ 20,00 por pacote de 5 kg — uma das poucas boas notícias na cesta básica em tempos de inflação resistente. A abundância da oferta, no entanto, não se traduz em rentabilidade para o produtor.

Diante desse cenário, o desafio passa a ser a busca por soluções que conciliem produtividade e sustentabilidade econômica. Sérgio Cardoso destaca a importância de uma gestão comercial mais estratégica, com foco em agregar valor ao produto e garantir a viabilidade da cadeia produtiva, mesmo em anos de safra cheia. “O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade econômica ao longo da cadeia. O setor precisa de atenção e inteligência comercial para evitar uma crise de rentabilidade mesmo em cenário de safra cheia”, conclui.

 





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Brasil não tem capacidade de armazenar carne de frango excedente



Atualmente, 60% da produção de carne de frango nacional está concentrada na Região Sul, liderada, principalmente, pelo Paraná, seguida de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, conforme dados do IBGE. Em termos de exportação, os três estados respondem por 78% de tudo o que é embarcado pelo país.

Antes da detecção do surto de gripe aviária em granja comercial, o Brasil mantinha o melhor quadrimestre de exportação dos últimos cinco anos, com 1,731 milhão de toneladas vendidas e receita cambial de US$ 3,13 bilhões, aumentos de 9% em volume e faturamento ante o mesmo período do ano passado, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Segundo o diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, caso um dos piores cenários ocorra e o país fique impedido de exportar o produto por 60 dias – como o protocolo sanitário de alguns países estabelece – o setor estima prejuízos decorrentes de US$ 1,5 a US$ 2 bilhões.

“Mas tudo vai depender do tempo em que o Brasil ficará impedido de exportar. O retorno das vendas internacionais depende da capacidade de o país controlar os focos da doença, mas também da segurança das nações compradoras que embargaram as compras em retomar as transações”, considera.

Quanta carne de frango sobrará?

Considerando que os números de exportação de carne de frango entre maio e junho deste ano — intervalo de 60 dias — fossem os mesmos de 2024, o Brasil exportará 831 mil toneladas do produto, com receita de US$ 1,48 bilhão.

“Nesse cenário, o problema é que dessas mais de 830 mil toneladas vendidas, cerca de metade iria aos países que suspenderam as exportações, então não teríamos outro caminho a não ser absorver internamente esse excedente superior a 400 mil toneladas”, diz Ferreira.

Atualmente, o consumo per capita de carne de frango no Brasil é de 35 kg ao ano. Para o diretor do Canal Rural Sul, para dar conta da superoferta do produto que tende a ficar retido no mercado interno, cada brasileiro teria de aumentar sua ingestão em mais 5 kg durante os 60 dias de embargo. “Isso é muito difícil de acontecer, visto que já se trata da proteína animal mais barata e a mais consumida do país.”

Para ele, ao contrário do que disse o ministro Carlos Fávaro, do Mapa, em coletiva de imprensa nessa segunda-feira (19), haverá, sim, impactos nos preços para o produtor, nas margens das indústrias, das agroindústrias, dos frigoríficos e abatedouros.

Segundo Ferreira, outro ponto central da discussão é a capacidade de armazenagem de carne de frango em câmaras frias. “Ainda que seja difícil estimar este número, há quase um consenso de que essa capacidade gire entre 15 e 20 dias, no máximo”, finaliza.



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AgroNewsPolítica & Agro

Adjuvantes agrícolas ganham destaque em eventos




"Um adjuvante de má-qualidade resulta em perdas"
“Um adjuvante de má-qualidade resulta em perdas” – Foto: Pixabay

O pesquisador científico Hamilton Ramos, coordenador do programa adjuvantes da Pulverização, realiza duas apresentações no próximo dia 21 para públicos distintos, abordando a importância dos adjuvantes agrícolas. Pela manhã, ele participa da Semana Agronômica da Unesp de Jaboticabal (SP), voltada aos alunos de agronomia. À tarde, o foco será o setor sucroenergético, durante o Herbishow, em Ribeirão Preto, com ênfase no controle de plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar.

Criado a partir de uma parceria entre o setor privado e o Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC), o programa, que completa 18 anos em 2025, atua no apoio à indústria nacional de adjuvantes, promovendo a qualidade desses produtos. Um dos marcos da iniciativa é o Selo Oficial de Funcionalidade, chancela técnica concedida pelo IAC a adjuvantes avaliados no centro de pesquisas em Jundiaí.

Segundo Ramos, mais de 40 empresas já aderiram ao programa, submetendo mais de 100 marcas à análise. Ele destaca que adjuvantes são essenciais para melhorar a eficácia de defensivos agrícolas e evitar perdas nas pulverizações. “Associado a um defensivo agrícola de alta tecnologia, um adjuvante de má-qualidade resulta em perdas relacionadas aos investimentos do produtor no controle de pragas, doenças e invasoras”, ele exemplifica.

O objetivo, reforça Ramos, é estabelecer um sistema oficial e unificado de certificação no médio prazo. Instalado em área de 110 mil m² aos pés da Serra do Japi, o CEA do IAC desenvolve mais de 30 projetos nas áreas de mecanização, agricultura regenerativa, viticultura, cana-de-açúcar e tecnologias de aplicação. “O Selo de Funcionalidade é parte importante de um processo que no médio prazo visa a auxiliar o estabelecimento de normas que ancorem um sistema oficial de certificação, unificado, para tais produtos”, finaliza Hamilton Ramos.

 





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