domingo, maio 24, 2026

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Dessecação pré-plantio é aliada do cotonicultor



Essa dessecação é realizada de duas a três semanas antes do plantio



Essa dessecação é realizada de duas a três semanas antes do plantio
Essa dessecação é realizada de duas a três semanas antes do plantio – Foto: Canva

Segundo informações do Grupo de Estudos em Cultura do Algodoeiro da Universidade Federal de Viçosa (Gecotton/UFV), o manejo adequado de plantas daninhas é fundamental para o sucesso do cultivo do algodão em sistema de plantio direto (SPD). Essas plantas competem com o algodoeiro por nutrientes, luz e água, além de servirem como abrigo para pragas e doenças. Por isso, é essencial adotar práticas integradas de controle, como a aplicação de herbicidas seletivos, rotação de culturas e controle mecânico.

Uma dessas práticas é a dessecação pré-plantio, técnica utilizada para eliminar as plantas daninhas e restos culturais presentes na área antes da semeadura. Essa dessecação é realizada de duas a três semanas antes do plantio, por meio da aplicação de herbicidas que podem ser aplicados no solo ou diretamente sobre as folhas das plantas. Entre os herbicidas foliares, há os de contato e os sistêmicos, que se deslocam internamente pela planta, via floema. Já os herbicidas aplicados ao solo têm ação ascendente, das raízes para as folhas.

O SPD oferece inúmeras vantagens para o cultivo do algodoeiro, como menor dependência de condições climáticas, redução da compactação do solo, menor desgaste de máquinas e agilidade nas operações. Também contribui para a redução da erosão e para a diminuição dos custos de produção, sendo uma alternativa viável e sustentável para a cotonicultura moderna.

No entanto, o sistema não é recomendado para áreas com solos mal preparados, especialmente aqueles com altos teores de alumínio e presença de camadas compactadas. O algodoeiro é altamente sensível ao alumínio tóxico e à baixa oxigenação do solo, fatores que comprometem o desenvolvimento das raízes e, consequentemente, a produtividade da lavoura.

 





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Cenário global incerto pressiona juros no Brasil



O dólar também perdeu força



O dólar também perdeu força
O dólar também perdeu força – Foto: Pixabay

No último dia 7 de maio, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa básica de juros dos EUA entre 4,25% e 4,50%, conforme já precificado pelo mercado. Apesar da pressão do presidente americano por cortes que estimulem a economia, a expectativa é de que reduções ocorram apenas a partir do terceiro trimestre, podendo chegar a 0,75 ponto percentual, a depender dos efeitos das tarifas comerciais impostas globalmente.

Nesse ambiente de incerteza, commodities como petróleo e minério de ferro registraram queda. O petróleo sofreu com anúncios da OPEP de aumento na produção e risco de queda no consumo global. Já o minério foi pressionado pela possível desaceleração da economia chinesa, apesar dos estímulos internos. Segundo Guilhermo Marques, diretor da Hedgepoint, o receio com a guerra comercial e tensões geopolíticas tem impulsionado a valorização do ouro, que subiu 4,89% entre 2 e 7 de maio, passando de US\$ 3.243,30 para US\$ 3.401,94.

O dólar também perdeu força, com o índice DXY caindo 1,3% nas últimas semanas. A tendência de desvalorização frente a moedas emergentes é puxada pela diversificação de reservas por bancos centrais, expectativa de queda nos juros dos EUA e maior fluxo de capital para países como Brasil e México, onde os juros seguem elevados.

No Brasil, o Copom elevou a Selic para 14,75% ao ano, em sua sexta alta consecutiva. O movimento visa controlar uma inflação de 5,5% registrada em março, acima da meta de 3% do CMN. A autoridade monetária segue pressionada por um cenário fiscal frágil, com dívida pública próxima de 62% do PIB, e por fatores estruturais que sustentam a inflação, como preços administrados e instabilidade nos custos de energia.

 





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Consultoria recomenda cautela aos produtores



A aposta em uma possível valorização futura deve ser limitada



A aposta em uma possível valorização futura deve ser limitada
A aposta em uma possível valorização futura deve ser limitada – Foto: Nadia Borges

Segundo análise da TF Agroeconômica, o mercado da soja segue pressionado por fatores políticos e climáticos, especialmente nos Estados Unidos, onde o Congresso bloqueou um projeto que prorrogaria os créditos fiscais (45Z) para produtores de biodiesel. Essa medida, ainda não definitiva, gerou impacto negativo nas cotações. No entanto, a consultoria vê espaço para um otimismo moderado: o aumento dos estoques mundiais (exceto China) foi de apenas 1 milhão de toneladas, número considerado baixo e que pode ser rapidamente afetado por oscilações na demanda global, seja com a aprovação de subsídios nos EUA, a volta do B15 no Brasil ou aumento do consumo na Europa.

A TF recomenda cautela aos sojicultores. Com os atuais preços oferecendo margens lucrativas, a orientação é vender a maior parte da safra para garantir retorno sobre os custos. A aposta em uma possível valorização futura deve ser limitada a, no máximo, 10% da produção a ser colhida, de forma a não comprometer a saúde financeira do produtor em caso de queda nos preços.

Entre os fatores de alta estão o crescimento das exportações brasileiras de soja e farelo, conforme atualização da ANEC, e a expectativa de maior uso de biodiesel em países como Brasil, Índia e EUA, o que pode impulsionar os preços futuros. Já os fatores de baixa incluem o aumento da produção no Brasil e na Argentina, que somam 3,47 milhões de toneladas extras, além do ritmo acelerado de vendas dos produtores e a possível redução no uso obrigatório de biodiesel nos EUA. Soma-se a isso o bom andamento da safra americana 2025/26, em condições climáticas favoráveis, que contribui para manter o mercado em equilíbrio, apesar das incertezas.

 





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Sete municípios são investigados por casos de gripe aviária



O painel Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN) mantido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e atualizado duas vezes ao dia mostra, até o momento, sete municípios com investigação em andamento de possível caso de gripe aviária.

Nos locais, já foram feitas coletas de amostras que ainda não possuem resultado laboratorial conclusivo. São eles:

  • Triunfo (RS): criação doméstica (subsistência)
  • Estância Velha (RS): criação doméstica (subsistência)
  • Ipumirim (SC): criação doméstica (comercial)
  • Nova Brasilândia (MT): criação doméstica (subsistência)
  • Gracho Cardoso (SE): criação doméstica (subsistência)
  • Salitre (CE): criação doméstica (subsistência)
  • Aguiarnópolis (TO): criação doméstica (comercial)

Até o momento, o sistema informa que foram feitas 3.945 investigações de suspeitas de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, cujas doenças-alvo são Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

Países que suspenderam exportações

Em coletiva de impresa no início da noite desta segunda-feira (19), o ministro do Mapa, Carlos Fávaro, disse confiar que pela transparência com que o governo brasileiro conduz o caso é que a confiança de todos os compradores de carne de frango, ovos e derivados será reconquistada.

Até o momento, a suspensão das exportações de todo o país foi anunciada por México, Coréia do Sul, Chile, Canadá, Uruguai, Malasia e Argentina. Já Cuba e Bahrein não comprarão produtos avícolas de todo o estado do Rio Grande do Sul, ao passo que Cingapura e Japão notificaram que o veto se limita apenas a um raio de 10 km de Montenegro, município da Região Metropolitana de Porto Alegre onde a doença foi inicialmente detectada.

Contudo, pelos acordos internacionais firmados entre as agências de vigilância sanitária de outros países, está prevista a suspensão automática – sem necessidade de anúncio formal – das seguintes nações: Rússia, Sri Lanka, Bolívia, Paquistão, Peru, República Dominicana e
Marrocos.

“O Brasil é o único país do mundo que mantém um sistema atualizado duas vezes ao dia com casos confirmados e em investigação de gripe aviária. Todo o mundo pode acompanhar passo a passo a forma como estamos lidando com o problema”, declarou.

‘Gripe aviária chegou tarde ao Brasil’

Fávaro também fez questão de ressaltar que os primeiros reportes oficiais de circulação do vírus da gripe aviária no mundo datam de 2006 e foram necesários quase 20 anos para que a doença se estabelecesse no Brasil, tamanha a robustez do sistema sanitário nacional.

“Esse vírus só entrou no plantel brasileiro agora. Depois que chegou às aves silvestres, com casos no Espírito Santo e em São Paulo, demorou cerca de dois anos para ser detectado em granjas comerciais. Em outros países, esse intervalo foi muito mais curto”, finalizou o ministro.



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Soja fecha mista em Chicago após semana volátil


Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sexta-feira (16) de forma mista, refletindo uma semana marcada por forte volatilidade. O contrato de julho, referência para a safra brasileira, recuou -0,12% ou \$ -1,25 cent/bushel, fechando a \$ 1050,00. Já o contrato de agosto caiu -0,10% ou \$ -1,00 cent/bushel, cotado a \$ 1046,25. No mercado de derivados, o farelo de soja para julho fechou em queda de -1,52% ou \$ -4,5/ton curta a \$ 291,90, enquanto o óleo de soja recuou -0,79% ou \$ -0,39/libra-peso, finalizando a \$ 48,93.

Apesar de uma semana que chegou a registrar a maior cotação dos últimos nove meses, os preços devolveram rapidamente todos os ganhos, encerrando o período praticamente estáveis. A principal decepção do mercado veio do retrocesso no projeto que previa a extensão dos créditos tributários 45Z até 2031. Tais créditos beneficiariam produtores de matérias-primas utilizadas na produção de combustíveis de baixo carbono, como biodiesel, impactando diretamente a demanda por soja.

Outro fator de pressão negativa foi o avanço da colheita na Argentina e a ampla disponibilidade da safra brasileira, que está praticamente 100% no mercado. Órgãos oficiais dos dois países elevaram recentemente suas estimativas de produção, o que contribuiu para o cenário baixista nos preços internacionais.

No acumulado da semana, a soja registrou baixa de -0,17% ou \$ -1,75 cent/bushel. O farelo de soja também caiu -0,75% ou \$ -2,2/ton curta, enquanto o óleo de soja foi o único a apresentar valorização, com alta de 0,74% ou \$ 0,36/libra-peso.

 





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países deixam de comprar frango e derivados do Brasil



Em coletiva de imprensa realizada no início da noite desta segunda-feira (19), o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira, atualizou a lista de países que anunciaram a suspensão das exportações de carne de frango e produtos derivados de todo o Brasil: México, Coréia do Sul, Chile, Canadá, Uruguai, Malasia e Argentina.

Além disso, Cuba e Bahrein não comprarão produtos avícolas de todo o estado do Rio Grande do Sul. Já Cingapura e Japão notificaram que o veto se limita apenas a um raio de 10 km de Montenegro, município da Região Metropolitana de Porto Alegre onde a doença foi detectada.

O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), por sua vez, reforçou que, no caso de Japão e Cingapura, as vendas brasileiras de carne de frango não serão afetadas, visto que os municípios do entorno de Montenegro não contam com granjas comerciais.

Contudo, pelos acordos internacionais firmados entre as agências de vigilância sanitária de outros países, está prevista a suspensão automática – sem necessidade de anúncio formal – das seguintes nações:

  • Rússia;
  • Sri Lanka;
  • Bolívia;
  • Paquistão;
  • Peru;
  • República Dominicana; e
  • Marrocos

Fávaro reforçou que além dos casos confirmados de gripe aviária na granja de Montenegro e no zoológico de Sapucaia do Sul, outros três estão em análise em Ipomirim (SC), Aguiarnópolis (TO) e Salitre (CE).

“Nos casos já confirmados do zoológico e da granja comercial em Montenegro, imaginamos que o vírus tenha vindo de rotas migratórias de aves silvestres, mas ainda não sabemos se é o mesmo vírus em ambos os lugares”, disse o ministro.

Reforço orçamentário

Fávaro negou que o Mapa buscará reforço orçamentário para o enfrentamento específico da gripe aviária. Segundo ele, o que está em pauta é o pedido de recursos extras para o combate de quatro emergências sanitárias em voga no país: a monilíase do cacau, vassoura-de-bruxa da mandioca, mosca-das-frutas e a gripe aviária.

“Talvez englobaremos essas quatro emergências em uma só e faremos o pedido de reforço orçamentário, que será pequeno, e decorre mais da dificuldade de combate e deslocamento de pessoal para lugares mais afastados, como os da Região Norte.”

O ministro defendeu, ainda, a criação de um Fundo Nacional para a Questão Sanitária, voltado a indenizar produtores afetados por crises como a gripe aviária. Para o chefe da pasta, o amparo seria custeado por recursos privados, de entidades representativas do agronegócio, e pelo próprio governo.

“Defendo que se agilize no Conresso Nacional esse tema e a posteior sanção presidencial porque crises dessa natureza estão cada vez mais constantes e vorazes”, considerou.



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Queda nos preços de soja é registrada no Brasil; saiba onde



O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços enfraquecidos, variando entre estabilidade e queda na maioria das praças. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, não houve grandes novidades no dia. A queda do dólar atuou como fator de pressão, enquanto Chicago apresentou apenas leve alta, o que limitou reações no mercado físico.

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Do lado da comercialização, o comprador tem ofertado valores mais baixos, mas o produtor continua fora das negociações, aguardando melhores condições. Com isso, o volume de lotes movimentados segue limitado, refletindo um ambiente de baixa liquidez no mercado interno.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 128,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 129,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 125,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 134,00 para R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 115,00 para R$ 114,50
  • Dourados (MS): caiu de R$ 118,00 para R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a segunda-feira em leve alta. O dia foi marcado por bastante volatilidade, com movimentos próximos à estabilidade e contratos mistos ao longo da sessão. As posições mais curtas seguem pressionadas pelo cenário técnico frágil e pela fraca performance das exportações americanas.

As posições mais longas tentaram recuperação, mas encontram resistência diante da previsão de clima favorável nos Estados Unidos, o que deve beneficiar o andamento das lavouras. As negociações entre Estados Unidos e China e as incertezas relacionadas ao mandato de biocombustíveis também permanecem no radar dos investidores.

O contrato com vencimento em julho fechou com alta de 0,75 centavo (0,07%), cotado a US$ 10,50 3/4 por bushel. A posição novembro subiu 1,50 centavo (0,14%) para US$ 10,37 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo para julho caiu US$ 0,80 (0,27%), fechando a US$ 291,10 por tonelada. O óleo subiu 0,51 centavo (1,04%), cotado a 49,44 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão desta segunda-feira em baixa de 0,25%, cotado a R$ 5,6543 para venda e R$ 5,6523 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6333 e a máxima de R$ 5,6913.



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Preços de boi gordo caem com escalas confortáveis e consumo lento



Os preços da arroba de boi gordo voltaram a cair nesta segunda-feira (19) nas principais praças de produção e comercialização do país. Segundo a consultoria Safras & Mercado, as indústrias seguem com escalas de abate confortáveis, entre oito e nove dias úteis na média nacional, o que aumenta a pressão sobre os preços.

Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria, a expectativa para o curto prazo é de manutenção dessa pressão, sobretudo devido à grande oferta de animais, especialmente na região Centro-Norte. A Influenza Aviária ainda preocupa o mercado, mas o trabalho das autoridades gera confiança na resolução rápida do problema e na normalização das exportações.

Preços da arroba de boi gordo por regiões

  • São Paulo: R$ 305,75 (modalidade a prazo)
  • Goiás: R$ 289,29
  • Minas Gerais: R$ 294,12
  • Mato Grosso do Sul: R$ 301,25
  • Mato Grosso: R$ 298,72

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina também registraram queda. O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,90 por quilo, o quarto dianteiro ficou no patamar de R$ 19,40 por quilo, e a ponta de agulha caiu para R$ 17,80 por quilo. A expectativa para o consumo na segunda quinzena de maio é negativa, com um ritmo mais lento previsto, o que pode manter a pressão sobre os preços.

Câmbio

No mercado cambial, o dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,6543 para venda e R$ 5,6523 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,6333 e R$ 5,6913.



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Soja encerrou a semana sem ritmo


No Rio Grande do Sul, a colheita da soja estava praticamente finalizada em 15 de maio de 2025, com cerca de 98% da área cultivada já colhida, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega maio e pagamento 30/05 na casa de R$ 135,00, marcando manutenção. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 130,00(-1,51%) Cruz Alta – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 130,00(-1,51%) Passo Fundo – Pgto. 30/05 R$ 130,00(-1,51%) Ijuí – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 131,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. meados de junho. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 120,00 a saca, para o produtor”, comenta.

Em Santa Catarina, o mercado segue sem ritmo. A retração nos prêmios de exportação e a queda nas cotações internacionais mantêm o cenário travado, sem avanços relevantes nas negociações entre produtores e compradores. Os preços variaram entre R$ 125,00 e R$ 130,00 por saca no interior, com registros de R$ 131,42 no Oeste e R$ 132,52 no porto de São Francisco. Não houve atualizações sobre frete ou armazenamento durante o período analisado.

Limitações na armazenagem preocupam produtores no Paraná mesmo após colheita concluída. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 126,90, marcando baixa de 7,31%. Em Cascavel, o preço foi 115,05(- 8,90%). Em Maringá, o preço foi de R$ 115,47(-8,89%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 114,24(-12,57%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$132,52. No balcão, preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, completa.

A colheita da soja em Mato Grosso do Sul terminou em maio com bom desempenho, apesar de problemas climáticos pontuais como seca e calor. A produtividade média foi considerada positiva, refletindo manejo eficiente e resiliência dos produtores. Os preços variaram entre R$ 111,34 e R$ 115,74 nas principais praças do estado.

Nesse contexto, o Mato Grosso conclui colheita da soja com atenção voltada à comercialização e gargalos logísticos. “A combinação entre superprodução e infraestrutura deficiente impede que os ganhos no campo se traduzem plenamente em rentabilidade para o produtor. Campo Verde: R$ 114,59(+0,04%). Lucas do Rio Verde: R$ 122,51(+12,89%), Nova Mutum: R$ 106,47(-1,89%). Primavera do Leste: R$ 114,59(+0,04%). Rondonópolis: R$ 114,59(+0,04). Sorriso: 108,5”, conclui.

 





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Recordes à vista; confira as projeções da Abiove para a soja



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou novas projeções para o complexo soja de 2025, o que reforça o otimismo em relação ao desempenho do setor. Mesmo com pequenas variações em algumas estimativas, os dados mantêm a expectativa de recordes na produção e nas exportações.

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A produção de soja foi ajustada em alta de 0,1% em relação à projeção anterior, devendo alcançar 169,7 milhões de toneladas. O volume de grãos processados (esmagamento) deve se manter em 57,5 milhões de toneladas, enquanto a produção de farelo e óleo de soja segue estável, com 44,1 milhões e 11,4 milhões de toneladas, respectivamente.

No cenário externo, a exportação de soja em grãos foi ligeiramente revisada para baixo (-0,3%), mas continua em patamar elevado, com expectativa de 108,2 milhões de toneladas. As vendas externas de farelo e óleo permanecem estimadas em 23,6 milhões e 1,4 milhão de toneladas, respectivamente. As importações de óleo devem se manter em 100 mil toneladas, enquanto as de soja devem alcançar 500 mil toneladas para complementar o abastecimento interno.

Processamento em alta no primeiro trimestre

Os dados mensais de março mostram um avanço importante no processamento: foram 4,67 milhões de toneladas, um salto de 29,7% em relação a fevereiro e queda de 6,8% sobre março de 2024, considerando o ajuste pela amostra. No acumulado do ano, o total processado chegou a 11,65 milhões de toneladas, crescimento de 1,3% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Biodiesel cresce, mas não pressiona preços de soja

Um dos destaques do boletim da Abiove é a análise sobre o mercado de óleo de soja e o papel do biodiesel. Mesmo com o aumento de 8,2% na produção do biocombustível no primeiro trimestre e de 10,1% apenas em março (em relação ao mesmo mês de 2024), os preços do óleo de soja refinado seguiram em queda.

Em abril, o produto registrou o quarto mês consecutivo de retração nos preços, acumulando variação negativa de 5,70% desde janeiro. A trajetória de queda começou ainda em dezembro de 2024 e desmonta a tese de que o avanço da mistura de biodiesel poderia impactar negativamente o mercado de alimentos.

A própria Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicou que os preços do biodiesel caíram de R$ 6,50/litro para cerca de R$ 5,00/litro (com PIS e Cofins, sem ICMS) no período analisado.

Previsibilidade e sustentabilidade

Segundo a Abiove, o avanço gradual da mistura de biodiesel segue alinhado às metas de descarbonização assumidas pelo Brasil. A entidade reforça que decisões regulatórias precisam ser baseadas em dados concretos, com previsibilidade para o setor produtivo e equilíbrio entre segurança energética e estabilidade de preços.



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