domingo, maio 24, 2026

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soja de safrinha tem perdas, mas safra é positiva



Chuvas irregulares afetam soja de safrinha em Santa Catarina




Foto: Canva

O desenvolvimento das lavouras de soja de safrinha em Santa Catarina foi impactado pela irregularidade das chuvas no primeiro trimestre de 2025, conforme indica o 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As regiões mais atingidas foram Chapecó, São Miguel do Oeste e Xanxerê, que concentram mais de 85% da área cultivada com soja de segunda safra. Nessas localidades, a oleaginosa é semeada em sucessão a outras culturas, como milho e fumo. Segundo o relatório, o déficit hídrico prejudicou o florescimento e o enchimento de grãos, reduzindo o crescimento das plantas e afetando a produtividade em diversas áreas.

Nas regiões de planalto e serra, o cenário foi distinto. “As condições climáticas foram benéficas para a cultura, principalmente com relação às chuvas ocorridas ao longo do ciclo, que favoreceram o crescimento e a formação de vagens e grãos”, destaca a Conab.

No Meio-Oeste catarinense, 90% da colheita já foi finalizada. A produtividade variou entre 3.000 e mais de 4.800 quilos por hectare, com média estimada em 3.600 kg/ha. No Extremo-Oeste, a colheita chegou a 84%, com bons resultados nas áreas cultivadas dentro da janela ideal.

Apesar dos impactos negativos nas lavouras de semeadura tardia e na soja de safrinha, a produção obtida nas áreas implantadas em período adequado compensou parte das perdas. Com isso, a Conab elevou a estimativa de produtividade média do estado para 3.800 kg/ha, número 1,3% superior ao registrado na safra anterior.





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Crise fiscal dos EUA sugere cautela; ouça análise do Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a forte aversão ao risco nos mercados, com alta dos Treasuries e temor fiscal nos EUA. O Ibovespa recuou 1,59%, aos 137.881 pontos, pressionado por Vale, Petrobras e bancos, enquanto o dólar caiu 0,48%, a R$ 5,64. Juros futuros subiram com pressão externa e ruídos fiscais internos. Hoje, atenção para o relatório fiscal no Brasil e os PMIs globais.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Monitoramento climático é destaque no AiTec da AgroBrasília 2025


A instabilidade climática, que desafia produtores rurais e diversos setores da economia, tem encontrado respostas na inovação. Uma das soluções mais surpreendentes e sustentáveis vem da empresa ModClima, que, juntamente com a Cyan, sua startup parceira, marca presença no Ambiente de Inovação e Tecnologia (AiTec) da AgroBrasília 2025.

A ModClima é pioneira no Brasil no desenvolvimento de uma tecnologia limpa de indução de chuvas por meio de aeronaves. O método foi criado e patenteado por Takeshi Maia, pai de Majory Maia, que atualmente lidera a empresa. O diferencial está na sustentabilidade: ao contrário de outras técnicas que utilizam aglutinantes químicos ou metais pesados — capazes de contaminar o solo, a água, os alimentos e causar danos ambientais — a tecnologia da ModClima utiliza apenas água no processo de estimulação das nuvens. “Induzimos a precipitação dentro de um polígono específico, de forma totalmente limpa e segura para o meio ambiente e para as pessoas”, assegura Majory.

Com eficiência comprovada, o processo funciona a partir do monitoramento constante do clima em uma área-alvo. Quando uma nuvem com potencial de chuva é identificada dentro desse polígono, a aeronave decola, entra na nuvem, realiza a semeadura com micropartículas de água e estimula seu crescimento, forçando a precipitação sobre o local desejado. “Diante do avanço das mudanças climáticas, a indução de chuvas torna-se uma ferramenta concreta de mitigação e adaptação, capaz de recuperar bacias hidrográficas, reforçar a segurança hídrica e reduzir desastres naturais”, explica Majory. Segundo ela, esse serviço não é exclusivo para grandes empresas. “A proposta é dimensionada conforme a necessidade local e pode, inclusive, ser compartilhada entre produtores vizinhos. Não é inacessível”, reforça.

Ao lado da ModClima, a startup Cyan complementa a atuação com uma plataforma de monitoramento climático e sensoriamento remoto. A ferramenta oferece previsões de curto, médio e longo prazos, alertas de riscos de incêndios e geadas, além de monitoramento de impactos climáticos sobre áreas produtivas. “Ter acesso a essas informações permite ao produtor planejar melhor sua safra, tomar decisões mais assertivas e se proteger de perdas. Afinal, o clima virou um dos maiores riscos para quem produz a céu aberto”, conclui a empresária.

Para ela, a união entre tecnologia, sustentabilidade e gestão de risco climático apresentada pela Cyan e ModClima no AiTec da AgroBrasília 2025 sinaliza um caminho cada vez mais necessário: produzir, preservar e se adaptar às novas exigências do planeta.

Serviço

Feira AgroBrasília 2025

Data: terça-feira a sábado – 20 a 24 de maio

Horário:8h30 às 18h

Local:Parque Tecnológico Ivaldo Cenci – AgroBrasília, BR 251 km 5 – PAD-DF





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tecnologia promete mais produtividade e menos custo na lavoura


Uma ferramenta capaz de transformar o manejo nutricional das lavouras foi apresentada no segundo dia do Showtec 2025, em Maracaju (MS). Nesta quarta-feira (21) aconteceu o painel “Diagnose rápida do estado nutricional de plantas”, momento em que pesquisadores demonstraram como a análise foliar com tecnologia de raio-x pode tornar a adubação mais precisa, reduzir desperdícios e gerar mais produtividade por hectare.

A novidade, que já está em fase de aplicação pela equipe técnica da Fundação MS, permite detectar deficiências nutricionais em folhas de forma instantânea — menos de um minuto, para um diagnóstico detalhado, com alto nível de confiabilidade. A tecnologia também pode ser usada para analisar fertilizantes e o teor de proteína em grãos, auxiliando na tomada de decisão em campo de forma rápida e estratégica.

“O sucesso em construir plantas altamente produtivas depende do equilíbrio nutricional. Plantas bem nutridas suportam melhor o estresse climático e respondem com mais produtividade. Com essa tecnologia, o produtor passa a tomar decisões baseadas em dados reais, sem esperar por resultados de laboratório que muitas vezes chegam tarde”, explica Douglas Gitti, pesquisador da Fundação MS.

Segundo os especialistas, a aplicação da tecnologia tende a mudar completamente a lógica da adubação foliar. Hoje, o padrão é seguir uma “receita pronta”, muitas vezes sem saber se a planta realmente precisa daquele nutriente naquele momento. Com o raio-x nutricional, essa realidade começa a ser substituída por mapeamento personalizado e correções em tempo real. “Vamos recalibrar tudo. Vamos aplicar o que a planta precisa, na dose certa e no momento ideal. Isso vai revolucionar o manejo nutricional não só pela produtividade, mas pelo custo: vamos deixar de aplicar insumos desnecessários”, afirma Hudson Carvalho, professor da Esalq/USP.

“Hoje, a gente manda amostras para o laboratório em R2, e o resultado chega tarde demais. Com essa ferramenta, vamos poder analisar em V2, V3 e agir de forma imediata. Isso muda toda a estratégia da lavoura”, comentou o produtor Luciano Muzzi Mendes.

As pesquisas indicam que o uso intensivo de corretivos, como calcário, embora essencial para o solo, pode reduzir a disponibilidade de micronutrientes como manganês, zinco e cobre. Com o raio-x, será possível detectar essas deficiências em ambientes onde antes elas não eram tão evidentes, ajustando o manejo e melhorando a eficiência da adubação.

“Vamos conseguir criar faixas de referência para cada estágio da planta. Se o índice estiver abaixo, o produtor sabe que precisa corrigir. Isso vai conectar o diagnóstico nutricional à fisiologia vegetal, o que abre espaço para saltos de produtividade com menos custo e mais precisão”, destaca Douglas Gitti.

A tecnologia deve ser incorporada gradualmente ao portfólio de serviços da Fundação MS, com foco em lavouras de soja e milho. A expectativa é que, em breve, esse modelo de análise faça parte da rotina produtiva de agricultores que buscam decisões mais assertivas, menores perdas e maior retorno sobre o investimento em insumos.

“Não é só tecnologia. É informação na mão do produtor no momento certo. É isso que permite um agro mais eficiente e sustentável”, concluiu Gitti.





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Startup leva inovação com luz UV-C ao AiTec da AgroBrasília


Começa a AgroBrasília 2025 e, entre os destaques do Ambiente de Inovação e Tecnologia (AiTec), a startup Nock AgroTech chama a atenção na Vila Startup com uma proposta que une ciência, sustentabilidade e ganhos reais para o produtor. Com sede em São Paulo e atuação em cinco estados, a empresa desenvolve e fabrica equipamentos que utilizam radiação ultravioleta tipo C (UV-C) para combater fungos e bactérias, além de estimular o crescimento das plantas.

A tecnologia, desenvolvida por engenheiros e mestres em bioprocessos da Universidade Estadual Paulista (Unesp), atua de forma preventiva e corretiva, com resultados expressivos: redução de até 50% no uso de defensivos convencionais e aumento de até 40% na biomassa das plantas. “Além de desinfetar, conseguimos estimular a produção de compostos de defesa e melhorar a saúde geral da planta”, explica Tiago Azevedo, cofundador da Nock.

Outro diferencial da tecnologia é o impacto no pós-colheita, especialmente em frutas como a laranja. Segundo a empresa, a aplicação do UV-C nos frutos, em casas de beneficiamento, pode aumentar em até 27% o tempo de prateleira — o que representa maior valor agregado e melhor apresentação no mercado.

A startup está há quatro anos no mercado e já desenvolveu diversos modelos de aplicação: de equipamentos manuais, com mochila e bateria, a sistemas adaptados para implementos agrícolas, como barras de pulverização e pivôs centrais. A solução é pensada para facilitar o uso pelo produtor e garantir retorno rápido do investimento. “O payback médio é de 3 a 6 meses”, destaca Azevedo.

Além de atuar em culturas hortícolas e cítricas, a Nock está iniciando projetos em café, soja e sementes de milho, ampliando sua presença em regiões agrícolas estratégicas. A empresa participa da AgroBrasília pela primeira vez e foi uma das 24 selecionadas para compor a Vila Startup, espaço dedicado a soluções inovadoras no AiTec. “A estrutura da feira impressiona, e estamos empolgados com a possibilidade de novas conexões com um público tão diversificado”, afirma Fernando Storion, também cofundador da Nock.

A AgroBrasília 2025 segue até sexta-feira (24), reunindo tecnologia, conhecimento e oportunidades para impulsionar o agronegócio brasileiro.





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Jovem gaúcho leva inovação rural ao Canadá



Emanuel atua na agroindústria familiar Bolicho do Chapéu, especializada em queijos



Emanuel atua na agroindústria familiar Bolicho do Chapéu, especializada em queijos artesanais
Emanuel atua na agroindústria familiar Bolicho do Chapéu, especializada em queijos artesanais – Foto: Divulgação

A agroindústria brasileira vive um momento de renovação, impulsionada por programas que conectam jovens produtores a experiências internacionais. Um dos protagonistas dessa transformação é Emanuel de Lucena Scheifler, agricultor e queijeiro de 26 anos, natural de São Francisco de Paula (RS). Em março, ele embarcou para o Canadá como participante do programa Young Farmers, com apoio da Natter, empresa que investe no desenvolvimento de lideranças no setor agropecuário.

Emanuel atua na agroindústria familiar Bolicho do Chapéu, especializada em queijos artesanais. Crescido em meio à produção rural, ele busca unir inovação aos métodos tradicionais de produção, com foco em agroecologia, turismo rural e processamento de alimentos. A experiência no Canadá tem sido decisiva para ampliar seus conhecimentos técnicos e sua visão sobre o futuro do agronegócio.

Durante o intercâmbio, ele tem acesso a práticas modernas em eficiência energética, bem-estar animal e modelos de negócio sustentáveis, vivenciando uma imersão acadêmica e prática em um dos mercados agrícolas mais inovadores do mundo. A ideia é aplicar o que aprender em sua propriedade, fortalecendo a produção local e incentivando o empreendedorismo rural em sua comunidade.

“Hoje, consigo entender e me comunicar sem esforço, o que me dá mais confiança para o futuro. Quero tornar a nossa propriedade um modelo de negócios, trazendo oportunidades para pesquisadores e turistas, além de incentivar novos empreendedores rurais”, revela.

O programa conta com o apoio de diversas instituições, como a EMATER-RS/Ascar, a Canadá Intercâmbio e o Consulado Canadense. Para a Natter, a formação de jovens como Emanuel representa um passo importante na construção de um agronegócio mais moderno, sustentável e conectado com o cenário global.

 





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Situação dos rebanhos exige atenção com pastagens e carrapatos


O estado corporal dos rebanhos bovinos no Rio Grande do Sul é considerado satisfatório, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (15). Os animais seguem sendo mantidos em campos nativos e pastagens cultivadas, mas a baixa oferta de massa verde ainda é uma preocupação entre os produtores.

Para contornar a limitação nutricional, tem sido comum o uso de sal proteinado. De acordo com o boletim, as vacas prenhes estão sendo manejadas separadamente do rebanho principal e seguem sob monitoramento constante durante a gestação. A entidade também alerta para a necessidade de intensificar o controle de ectoparasitas, com destaque para os carrapatos.

Na região de Bagé, a estiagem resultou em baixa oferta forrageira. No entanto, o controle de carrapatos tem sido mais efetivo devido à menor cobertura vegetal e à maior exposição solar. Já em Caxias do Sul, a maior parte do rebanho segue no campo nativo. “Em propriedades onde os animais foram introduzidos precocemente em pastagens ainda em formação, houve prejuízo ao rebrote e à oferta de volumoso”, aponta o informativo.

Na região de Erechim, o estado nutricional dos rebanhos é considerado satisfatório, embora a oferta de pastagens esteja reduzida. Para compensar, alguns produtores intensificaram o uso de silagem e ração. Em Frederico Westphalen, o ciclo das pastagens perenes se aproxima do fim e há diminuição na qualidade nutricional. O controle de ectoparasitas segue em andamento e o mercado regional permanece estável.

Em Passo Fundo, temperaturas amenas favoreceram o conforto térmico dos animais, mas a infestação de carrapatos tem exigido maior atenção. As atividades de semeadura de pastagens de inverno e as feiras de comercialização de animais seguem em curso.

Na região de Pelotas, os desmames e a comercialização de terneiros ocorrem normalmente. “Esses animais têm sido adquiridos, em sua maioria, para aproveitamento das restevas de soja, onde foi implantado azevém”, destaca a publicação. No entanto, o azevém ainda está em fase inicial de desenvolvimento, sem disponibilidade para pastejo.

Em Porto Alegre, a liberação de áreas de soja, a venda de animais e o manejo adequado do campo nativo, aliados ao uso de sal proteinado, têm favorecido a recuperação do estado corporal dos animais. Em Santa Maria, a condição corporal permanece regular, mas a recuperação das pastagens já é observada após o fim da estiagem.

Em Santa Rosa, há expectativa de intensificação da comercialização de animais para engorda nos próximos dias, com a proximidade da liberação das áreas de integração lavoura-pecuária. Na região de Soledade, chuvas mais regulares nas últimas semanas têm beneficiado o desenvolvimento das pastagens de verão remanescentes, bem como a semeadura e emergência das pastagens de inverno.





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Nove municípios são investigados por casos de gripe aviária



O painel Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN) mantido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e atualizado duas vezes ao dia mostra, até o momento, nove municípios com investigação em andamento de possível caso de gripe aviária.

Nos locais, já foram feitas coletas de amostras que ainda não possuem resultado laboratorial conclusivo. São eles:

  1. Triunfo (RS): criação doméstica (subsistência)
  2. Gaurama (RS): criação doméstica (subsistência)
  3. Derrubadas (RS): silvestre – vida livre
  4. Chapecó (SC): criação doméstica (subsistência)
  5. Ipumirim (SC): criação doméstica (comercial)
  6. Garopaba (SC): silvestre – vida livre
  7. Salitre (CE): criação doméstica (subsistência)
  8. Aguiarnópolis (TO): criação doméstica (comercial)
  9. Eldorado do Carajás (PA): criação doméstica (subsistência)

Os municípios de Estância Velha, no Rio Grande do Sul; Nova Brasilândia, em Mato Grosso; e Gracho Cardoso, em Sergipe; todos com criação de aves de subsistência, constavam no sistema na segunda-feira (19), mas os testes descartaram a existência da doença.

Até o momento, o sistema informa que foram feitas 3.971 investigações de suspeitas de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, cujas doenças-alvo são Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

Transparência brasileira

Em coletiva de impresa no início da noite dessa segunda-feira (19), o ministro do Mapa, Carlos Fávaro, disse confiar que pela transparência com que o governo brasileiro conduz o caso é que a confiança de todos os compradores de carne de frango, ovos e derivados será reconquistada.

“O Brasil é o único país do mundo que mantém um sistema atualizado duas vezes ao dia com casos confirmados e em investigação de gripe aviária. Todo o mundo pode acompanhar passo a passo a forma como estamos lidando com o problema”, declarou.

‘Gripe aviária chegou tarde ao país’

Fávaro também fez questão de ressaltar que os primeiros reportes oficiais de circulação do vírus da gripe aviária no mundo datam de 2006 e foram necesários quase 20 anos para que a doença se estabelecesse no Brasil, tamanha a robustez do sistema sanitário nacional.

“Esse vírus só entrou no plantel brasileiro agora. Depois que chegou às aves silvestres, com casos no Espírito Santo e em São Paulo, demorou cerca de dois anos para ser detectado em granjas comerciais. Em outros países, esse intervalo foi muito mais curto”, finalizou o ministro.



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confira a cotação e os preços do mercado atacadista



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negócios saindo abaixo das referências médias.

Para o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a expectativa ainda é de continuidade do movimento de queda no curto prazo, em linha com a boa disponibilidade de animais para o abate no decorrer de maio.

De acordo com ele, o mercado segue apreensivo, acompanhando eventuais desdobramentos do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) registrado em granja comercial no munícipio gaúcho de Montenegro.

“O protocolo sanitário é seguido à risca. Mantendo o cenário atual, o fluxo normal deve ser reestabelecido entre 28 e 60 dias”, assinalou Iglesias.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 302,50 — ontem: R$ 304,83
  • Goiás: R$ 287,14 — na terça: R$ 288,75
  • Minas Gerais: R$ 291,65 — anteriormente: R$ 293,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 300,57 — antes: R$ 300,91
  • Mato Grosso: R$ 298,04 — ontem: R$ 298,38

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta queda em seus preços. O ambiente de negócios ainda sugere por novos recuos no curto prazo, considerando o consumo mais discreto durante a segunda quinzena do mês, o que torna a reposição entre atacado e varejo mais lenta.

“A preferência de boa parte da população por proteínas mais acessíveis é uma tendência incontestável em 2025”, pontuou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,90 por quilo, o dianteiro foi cotado a R$ 19,00 por quilo, queda de R$ 0,40. Já a ponta de agulha ainda é cotada a R$ 17,80, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,47%, sendo negociado a R$ 5,6406 para venda e a R$ 5,6386 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6406 e a máxima de R$ 5,6386.



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Paraná e Rio Grande do Sul lideram preços de soja; confira as cotações no Brasil



O mercado brasileiro de soja teve uma quarta-feira (21) marcada por preços firmes, com cotações de estáveis a mais altas nas principais praças de comercialização. De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os negócios avançaram com bom volume, impulsionados pela alta registrada na Bolsa de Chicago e pela valorização dos prêmios nos portos.

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“Houve vendas tanto para exportação quanto para a indústria, com uma demanda mais forte nesta sessão”, disse Silveira. Ele também destacou a realização de contratos antecipados para a safra de 2026, indicando um cenário de maior otimismo por parte dos produtores.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 126,00 para R$ 129,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 132,50 para R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 114,00 para R$ 115,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 117,50 para R$ 118,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 117,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram o dia em alta. O mercado refletiu preocupações com o excesso de chuvas na Argentina, que podem causar prejuízos às lavouras, além da valorização de outras commodities como o trigo e o milho, e a queda do dólar frente a outras moedas.

Apesar de alguns atrasos pontuais, o plantio nos Estados Unidos segue adiantado em relação à média dos últimos anos. As chuvas recentes no Meio-Oeste também contribuem positivamente para o desenvolvimento das lavouras em estágio inicial.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 9,75 centavos de dólar, a US$ 10,62 3/4 por bushel. A posição novembro subiu 8,75 centavos, sendo cotada a US$ 10,59 por bushel.

No mercado de subprodutos, o farelo com vencimento em julho avançou US$ 1,50, atingindo US$ 294,10 por tonelada. O óleo de soja para julho teve alta de 0,33 centavo, cotado a 49,83 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial fechou em baixa de 0,47%, negociado a R$ 5,6406 para venda e R$ 5,6386 para compra. Ao longo do dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,6406 e a máxima de R$ 5,6386.



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