domingo, maio 24, 2026

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Suspeita de gripe aviária em granja comercial de SC é descartada


O governo do Estado de Santa Catarina informa que as análises laboratoriais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) descartaram Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aviário comercial do município de Ipumirim, oeste de Santa Catarina.

A informação foi confirmada pelo Ministério na manhã desta quinta-feira (22), por meio de laudo oficial, onde informou não se tratar de caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade.

Entretanto, o caso continua em investigação para obtenção do diagnóstico final a respeito da mortalidade do plantel, o que deve ser concluído em uma semana.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), que coordena as ações de vigilância sanitária no estado, ressalta a importância da colaboração da cadeia produtiva e da população na notificação precoce em caso de aves de qualquer espécie apresentando os seguintes sinais de doença respiratórios ou neurológicos:

  • Dificuldade respiratória;
  • Secreção ocular;
  • Andar cambaleante;
  • Torcicolo;
  • Ave girando em seu próprio eixo;
  • Mortalidade alta e súbita

Casos suspeitos devem ser informados por meio do e-Sisbravet ou diretamente em um escritório local da Cidasc.

“Santa Catarina segue comprometida com a proteção da avicultura, mantendo sua condição sanitária e exportadora de excelência. Informamos que o consumo da carne de aves e ovos é seguro e não representa qualquer risco ao consumidor final”, diz o governo do estado, em nota.

Medidas durante a investigação de gripe aviária

medidas de prevenção gripe aviária Santa Catarina
Foto: Divulgação Cidasc

Santa Catarina emitiu na última sexta-feira (16) alerta máximo para que a avicultura comercial reforce as medidas de biosseguridade. “O estado intensificou as ações de defesa sanitária animal, como a análise da movimentação de aves vivas e ovos férteis vindos da região do foco”, diz o governo catarinense.

Além disso, a Cidasc destaca que foi feito o direcionamento da atividade de vigilância ativa em propriedades que receberam animais da região do foco nos últimos 30 dias.

“[Também foram feitas] orientação aos Postos de Fiscalização Agropecuária (PFFs) da divisa sul para intensificar a inspeção documental e física de todas as cargas de aves e ovos férteis provenientes do Rio Grande do Sul.”

Os médicos-veterinários da Cidasc também foram orientados a manter a avaliação criteriosa nos atendimentos de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN) e a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP).

“Ainda foram intensificadas as orientações durante as vigilâncias e certificações de rotina, tanto em planteis de aves comerciais, quanto em aves de subsistência, sobre a importância da biosseguridade na prevenção das doenças das aves”, diz o órgão, em nota.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do “boi China” recua R$ 2,00/@ em São Paulo



Queda na cotação do “boi China” em São Paulo




Foto: Pixabay

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado pecuário abriu a semana com queda na cotação do chamado “boi China” em São Paulo. Segundo dados apurados nesta terça-feira (21), o valor da arroba recuou R$ 2,00. Para as demais categorias, os preços permaneceram estáveis. As escalas de abate no estado estão, em média, programadas para sete dias.

No Espírito Santo, o cenário foi de estabilidade nos preços do boi gordo, da vaca e da novilha. A média das escalas de abate no estado está em oito dias.

Na Bahia, os preços mantiveram-se estáveis na região Sul. No Oeste baiano, houve recuo de R$ 2,00 por arroba tanto para o boi gordo quanto para a novilha, enquanto a vaca manteve o mesmo patamar de preço da última cotação.

Em Goiás, a cotação do boi gordo caiu R$ 3,00 por arroba na região de Goiânia, e a vaca teve redução de R$ 2,00 por arroba. A novilha manteve os mesmos valores. No Sul goiano, o boi gordo também apresentou queda de R$ 3,00 por arroba, sem alterações nos preços das fêmeas.

Em Alagoas, os valores não registraram mudanças, permanecendo estáveis para todas as categorias avaliadas.





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Subcomissão para debater papel do agro na COP 30 é instalada



A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados instalou nessa quarta-feira (21) a Subcomissão Especial voltada à Transição Energética e o Papel do Agronegócio na COP 30, a ser realizada em Belém, Pará, entre os dias 10 e 21 de novembro.

A iniciativa, da deputada federal Marussa Boldrin (MDB-GO), vem na esteira do protagonismo ambiental global que o Brasil deve alcançar durante o evento. Para a parlamentar, o agronegócio brasileiro é fundamental nesse processo.

“O setor tem potencial significativo para contribuir com a transição energética, seja na produção de biocombustíveis e bioenergia, na captura de carbono, ou na adoção de práticas sustentáveis de produção”, destacou.

Segundo ela, a nova subcomissão terá como missão aprofundar o debate sobre políticas públicas, inovação tecnológica e regulamentações voltadas à sustentabilidade no campo, além de promover articulação entre o setor produtivo, comunidade científica e organismos internacionais.

Composta por seis membros titulares e seis suplentes, a deputada destaca que a subcomissão especial buscará garantir que as contribuições do agronegócio brasileiro sejam devidamente reconhecidas nas negociações climáticas da COP 30.

A eleição para a escolha de presidente, vice-presidente e relator da iniciativa acontecerá na próxima reunião deliberativa, prevista para 28 de maio.



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Como ‘turbinar’ a sua lavoura de soja? Cursos da Embrapa revelam técnicas para manejo eficiente



De 9 a 13 de junho e 10 a 14 de novembro, a Embrapa Soja, em Londrina (PR), realiza dois cursos presenciais voltados a técnicos, produtores e profissionais das ciências agrárias que buscam excelência na produção de soja. Para se inscrever, acesse o link.

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Com 36 horas de carga horária, o programa de capacitação é dividido em dois módulos independentes: Manejo Fitossanitário e Manejo do Solo e da Cultura. A formação inclui aulas teóricas, práticas de campo e visitas técnicas, conduzidas por pesquisadores da Embrapa Soja e instituições parceiras.

O que você vai aprender:

  • Instalação da lavoura e integração lavoura-pecuária
  • Manejo e conservação do solo e da água
  • Fertilidade do solo e nutrição de plantas
  • Manejo pós-colheita e manejo integrado de plantas daninhas
  • Dessecação pré-colheita
  • Fisiologia vegetal
  • Manejo integrado de doenças
  • Manejo de nematoides
  • Manejo integrado de pragas
  • Tecnologia de aplicação de agroquímicos

Conhecimento para os produtores de soja

O foco principal está nas estratégias de manejo que elevam a produtividade e promovem a sustentabilidade de todo o sistema produtivo. A proposta é oferecer uma formação completa, alinhada às demandas atuais da agricultura de alta performance, com base em conhecimento científico atualizado e práticas eficientes.

Ao longo dos cursos, os participantes terão acesso direto a tecnologias de ponta, metodologias inovadoras e orientações práticas que podem transformar os resultados em campo. A combinação entre teoria e prática permite aprimorar a tomada de decisão, reduzir custos e otimizar o uso de recursos naturais, contribuindo para uma produção mais inteligente e rentável.



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Operação Safra realizou mais de 15 mil abordagens no Oeste da Bahia


Coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA), a Operação Safra 2024/25 realizou entre outubro de 2024 e março de 2025, no Oeste da Bahia, mais de 15 mil abordagens e quase 9 mil visitas a propriedades rurais, prisões em flagrante, apreensão de drogas e armas, além de ações de fiscalização fitossanitária.

Os dados da operação que é fruto da articulação entre a Polícia Militar, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), foram apresentados nesta quarta-feira (21), na sede da Aiba em Barreiras (BA).

O objetivo é reforçar a segurança nas áreas rurais durante o período da safra. Segundo relatório apresentado pela PM, ao longo da 11ª edição da operação foram realizadas 15.634 abordagens, 8.723 visitas a propriedades rurais e abordagens a 3.167 veículos de quatro rodas e 2.020 motocicletas.

As ações também resultaram em cinco prisões em flagrante, nove pessoas conduzidas à delegacia, nove armas de fogo apreendidas e na apreensão de 2,15 kg de maconha, 1,34 kg de cocaína e 21 g de crack.

Apoio e cooperação

Operação safra 2024/25, oeste da Bahia, polícia militar, aiba, adabOperação safra 2024/25, oeste da Bahia, polícia militar, aiba, adab

O associação de agricultores apoiou a operação na logísitica e cessão de viaturas à Polícia Militar para reforçar o patrulhamento rural.

Para a diretora executiva da Aiba, Lizane Ferreira, a iniciativa representa a união de esforços entre os setores público e privado.

“Estamos recebendo nossos parceiros da Operação Safra para um momento importante de entrega do relatório e também de discussão sobre as perspectivas para a próxima edição. Trata-se de uma operação bem-sucedida, que permite a atuação conjunta de diferentes esferas — pública e privada. Temos a parceria da Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Militar da Bahia, da Adab e da Aiba, que atua de forma firme nesse processo. Nosso objetivo é sempre garantir melhorias contínuas, em benefício dos nossos associados. A Aiba continuará apoiando esse trabalho, que já se consolidou como essencial para o setor”.

O comandante da operação, Cel. PM Soares, avaliou que a atuação integrada tem resultado em avanços consistentes.

“Tivemos o implemento de recursos usados na nossa operação, com aumento do número de visitas e ações importantes para a segurança pública e proteção do sistema do agronegócio. Uma operação que já está sendo exemplo para outras regiões do estado. Para o próximo ciclo, queremos ampliar o uso de câmeras e tecnologias para dar mais subsídios às nossas ações e prestar um serviço ainda melhor”.

comandante da pm e lideranças da aiba em reunião sobre balanço da operação safra na região oestecomandante da pm e lideranças da aiba em reunião sobre balanço da operação safra na região oeste

Além disso, a Adab também atuou ao longo da operação, especialmente no controle fitossanitário e na fiscalização do transporte de fertilizantes e defensivos agrícolas.

As ações em áreas rurais pela polícia militar ocorreram nos municípios de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Baianópolis, Cocos, Correntina, Formosa do Rio Preto, Jaborandi, Riachão das Neves, Santa Maria da Vitória e Santa Rita de Cássia.


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Rússia e mais quatro países aliviam as restrições ao frango brasileiro



A Rússia, Bielorrússia, Armênia e Quirguistão decidiram restringir as compras de frangos e derivados apenas para o estado do Rio Grande do Sul, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta quinta-feira (22).

Antes, essas nações não estavam exportando os produtos de todo o país por conta da detecção de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Contudo, ainda mantém suspensão para todo o Brasil os seguintes países:

  • China;
  • União Europeia;
  • México;
  • Iraque;
  • Coreia do Sul;
  • Chile;
  • Filipinas;
  • África do Sul;
  • Jordânia;
  • Peru;
  • Canadá;
  • República Dominicana;
  • Uruguai;
  • Malásia;
  • Argentina;
  • Timor-Leste;
  • Marrocos;
  • Bolívia;
  • Sri Lanka; e
  • Paquistão

Outros 11 países restringiram as compras de aves e derivados para todo o estado do Rio Grande do Sul, além dos já citados Rússia, Bielorrússia, Armênia e Quirguistão. São eles:

  • Arábia Saudita;
  • Turquia;
  • Reino Unido;
  • Bahrein;
  • Cuba;
  • Macedônia;
  • Montenegro;
  • Cazaquistão;
  • Bósnia e Herzegovina;
  • Tajiquistão; e
  • Ucrânia

Outras duas nações mantém suspensão mais amena, voltada apenas ao município de Montenegro: Emirados Árabes Unidos e Japão.

Em nota, o Mapa ressalta permanecer em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando todas as informações técnicas necessárias sobre o caso. “As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível”, diz o texto.

Aos consumidores, a pasta reitera o esclarecimento de que o consumo de carne de aves e de ovos não apresenta risco para a saúde.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de citros segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul


A colheita de citros segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com destaque para a finalização da safra da bergamotinha verde e o início da colheita de variedades maduras. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (15), a variedade Montenegrina está nos últimos dias de colheita no Vale do Caí, onde entre 90% e 95% da safra já foi retirada dos pomares.

Nos municípios de Montenegro, Maratá, Brochier e São José do Sul, o valor pago ao produtor pela caixa de 25 quilos da bergamotinha convencional está entre R$ 16,00 e R$ 16,50. O produto orgânico chega a R$ 22,00 por caixa. “Nas últimas semanas, houve redução nos preços, passando de R$ 20,00 para R$ 16,00 por caixa”, informou a Emater.

A colheita da variedade madura Caí teve início na última semana de abril. A comercialização começou em São José do Sul por R$ 75,00 a caixa de 25 quilos, mas atualmente a fruta está cotada em R$ 60,00. A tendência é de novas quedas de preço com o avanço da colheita. Em outros municípios da região, como Montenegro, Brochier e Maratá, os valores variam entre R$ 50,00 e R$ 60,00 por caixa, conforme calibre e qualidade do fruto.

A colheita da bergamota Ponkan também teve início. Em Montenegro e Brochier, onde 10% da área cultivada já foi colhida, os preços estão em R$ 50,00 e R$ 60,00 por caixa de 25 quilos, respectivamente. Em São José do Sul, o limão Tahiti está sendo comercializado a R$ 30,00 por caixa, mas os produtores relatam baixa procura.

Em Maratá, há expectativa de uma carga superior de frutos na variedade Montenegrina em comparação à safra anterior. Por outro lado, os pomares de laranja Valência na região apresentaram menor carga. A colheita vem sendo favorecida pelas chuvas recentes, que também melhoraram a qualidade dos frutos. O calor das últimas semanas, porém, intensificou a incidência de mosca-das-frutas nas variedades precoces, exigindo maior controle por parte dos produtores.

Na região de Passo Fundo, as variedades de laranja Valência e Folha Murcha estão em formação de frutos, enquanto Rubi e Salustiana encontram-se em maturação. Os preços pagos aos produtores pelas variedades precoces destinadas ao consumo in natura variam entre R$ 1,40 e R$ 2,00 o quilo. A produção excedente será enviada a empresas de Bento Gonçalves e Centenário. Segundo a Emater, há expectativa de aumento na área plantada, impulsionado pelos bons preços obtidos na última safra.

Na região de Santa Rosa, a colheita da Ponkan está em fase inicial. Já as colheitas de laranja Navelina, bergamota Okitsu, limão Tahiti e comum continuam avançando. A colheita da laranja do Céu está em sua etapa final. A escassez hídrica e as altas temperaturas do verão causaram abortamento de frutos, o que pode impactar o tamanho e a qualidade da produção. Apesar disso, as frutas apresentam bom teor de sólidos e sabor, favorecendo o consumo. Foram registrados danos por ácaro-da-leprose, especialmente em variedades precoces, mas a qualidade para consumo in natura e produção de suco segue preservada.

Em Uruguaiana, região de Bagé, produtores iniciaram a colheita da laranja Salustiana e da bergamota Ponkan. As chuvas em São Gabriel e Santa Margarida do Sul ajudaram a recuperar pomares afetados por queda de folhas e baixo desenvolvimento dos frutos.

Em Erechim, avança a colheita da bergamota Caí e outras variedades comuns, com preço ao produtor de R$ 1,50 o quilo. A laranja Iapar, Rubi e Salustiana também seguem sendo colhidas, com preço médio de R$ 1,30 o quilo. Parte da produção é destinada ao consumo in natura. A laranja Valência também começou a ser colhida, apesar do baixo grau Brix e excesso de acidez, sendo destinada à indústria de suco, com valor de venda de até R$ 1,00 o quilo na propriedade.





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Cultivo de cannabis medicinal pelo agronegócio é destaque em congresso



O módulo Agro Tech Cannabis, dirigido ao setor do agronegócio e às potencialidades do cultivo do cânhamo industrial, é um dos destaques do 4º Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal (CBCM), que começa nesta quinta-feira (22) no Expo Center Norte, em São Paulo.

Em parceria com a Embrapa, e realizado simultaneamente à Medical Cannabis Fair, o congresso ocorre após a Advocacia-Geral da União (AGU) ter protocolado na segunda-feira (19), na Justiça, o “plano de ação para regulação e fiscalização do acesso a tratamentos com fármacos à base de cannabis”.

Uma variedade com baixo teor de THC, não psicoativa, o cânhamo pode ser considerada uma cultura agrícola estratégica, pois é regenerativa, de baixo impacto ambiental, com ampla aplicação industrial e alta rentabilidade por hectare.

Do papel ao biocombustível

Entre as possíveis aplicações do cânhamo estão a produção de papel, tecidos, fibras, materiais de construção civil sustentável, rações, cosméticos, alimentos, bioplásticos e biocombustíveis.

“A inclusão do cânhamo industrial no módulo Agro Tech Cannabis do Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal reflete a compreensão de que não é possível desenvolver plenamente o setor da planta – seja na medicina, na indústria ou em outros segmentos – sem discutir o cultivo”, contextualiza Daniel Jordão, diretor da Sechat, promotora do evento.

“[Para] desenvolver medicamentos, cosméticos, alimentos ou qualquer outro produto derivado do cânhamo ou do canabidiol, é imprescindível falar do agro. Não faz sentido depender da importação de matéria-prima quando o Brasil possui todas as condições para se tornar um dos principais produtores mundiais de cânhamo industrial”, disse Jordão.

Para o presidente da Associação Nacional do Cânhamo Industrial, Rafael Arcuri, “o cânhamo é uma das grandes apostas para um agro mais sustentável”.

“Ele usa pouca água e defensivos agrícolas, ajuda a recuperar o solo e forma uma barreira fitossanitária, pois ajuda a afastar pragas quando é cultivado na safrinha ou em conjunto com outros cultivares”.

Cadeias produtivas de cannabis

A pesquisadora e presidente do Comitê Permanente de Assessoramento Estratégico da Cannabis da Embrapa, Beatriz Marti Emygdio, lembrou que “em 2025, além de celebrarmos 10 anos de regulamentação do uso da cannabis medicinal no Brasil, também estamos celebrando a regulamentação do cultivo da cannabis medicinal, o cânhamo com até 0,3% de THC, recentemente programada para ser publicada no final de setembro”.

“Considerando então que, de fato, teremos o estabelecimento de cadeias produtivas nacionais de cannabis medicinal, se torna de extrema relevância discutir os diferentes aspectos que irão impactar essa cadeia produtiva”, defende a pesquisadora.

Além do Congresso Brasileiro de Cannabis Medicinal acontece em paralelo a Medical Cannabis Fair, com cerca de 60 estandes e 100 marcas expositoras de produtos, serviços e soluções tecnológicas derivados da planta.

Além do setor farmacêutico estão presentes também representantes das áreas de produção de cosméticos, agrícola, bioinsumos, biotêxteis e construção civil sustentável, bem como de instituições de pesquisa, investidores e associações de pacientes.

A programação prevê ainda rodadas de negócios, apresentação de startups e painéis sobre políticas públicas. O Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal e a Medical Cannabis Fair vão até sábado (24).

Alguns eventos, além do formato presencial, terão transmissão online ao vivo.

Serviço

O que: Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal e a Medical Cannabis Fair
Quando: de 22 a 24 de maio
Onde: Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme – São Paulo).



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Sobe para 11 o número de municípios investigados por gripe aviária



O painel Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN) mantido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) aumentou o número de municípios investigados por casos de gripe aviária de nove para 11 na manhã desta quarta-feira (22).

Concórdia, em Santa Catarina, e Angélica, em Mato Grosso do Sul, ambos com criação de aves domésticas para subsistência, passam a integrar a lista. Em todos os locais, já foram feitas coletas de amostras do vírus, mas ainda não possuem resultado laboratorial conclusivo. São eles:

  1. Triunfo (RS): criação doméstica (subsistência)
  2. Gaurama (RS): criação doméstica (subsistência)
  3. Derrubadas (RS): silvestre – vida livre
  4. Chapecó (SC): criação doméstica (subsistência)
  5. Ipumirim (SC): criação doméstica (comercial)
  6. Garopaba (SC): silvestre – vida livre
  7. Concórdia (SC): criação doméstica (subsistência)
  8. Angélica (MS): criação doméstica (subsistência)
  9. Salitre (CE): criação doméstica (subsistência)
  10. Aguiarnópolis (TO): criação doméstica (comercial)
  11. Eldorado do Carajás (PA): criação doméstica (subsistência)

Os municípios de Estância Velha, no Rio Grande do Sul; Nova Brasilândia, em Mato Grosso; e Gracho Cardoso, em Sergipe; todos com criação de aves de subsistência, constavam no sistema na segunda-feira (19), mas os testes descartaram a existência da doença.

Até o momento, o sistema informa que foram feitas 3.976 investigações de suspeitas de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, cujas doenças-alvo são Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

Transparência brasileira

Em coletiva de impresa ma última segunda-feira (19), o ministro do Mapa, Carlos Fávaro, disse acreditar que pela transparência com que o governo brasileiro conduz o caso, confia que todos os compradores de carne de frango, ovos e derivados será reconquistada.

Reflexo disso é que a pasta anunciou nesta quinta que Rússia, Bielorrússia, Armênia e Quirguistão decidiram retirar a suspensão do país todo e reduziram a restrição de compra de frango e derivados apenas para o estado do Rio Grande do Sul.

“O Brasil é o único país do mundo que mantém um sistema atualizado duas vezes ao dia com casos confirmados e em investigação de gripe aviária. Todo o mundo pode acompanhar passo a passo a forma como estamos lidando com o problema”, declarou.

‘Gripe aviária chegou tarde ao país’

Fávaro também fez questão de ressaltar que os primeiros reportes oficiais de circulação do vírus da gripe aviária no mundo datam de 2006 e foram necesários quase 20 anos para que a doença se estabelecesse no Brasil, tamanha a robustez do sistema sanitário nacional.

“Esse vírus só entrou no plantel brasileiro agora. Depois que chegou às aves silvestres, com casos no Espírito Santo e em São Paulo, demorou cerca de dois anos para ser detectado em granjas comerciais. Em outros países, esse intervalo foi muito mais curto”, finalizou o ministro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de tomate cereja entra em entressafra em Feliz (RS)



Broca e larva-minadora seguem na região de Feliz




Foto: Canva

A produção de tomate cereja passa por um período de entressafra no município de Feliz, na região de Lajeado, conforme informado pela Emater/RS-Ascar no boletim conjuntural divulgado na última quinta-feira (15). O cultivo ocorre ao longo de todo o ano, majoritariamente em ambientes protegidos, como estufas, para garantir a continuidade da produção.

As lavouras seguem em fase de desenvolvimento e floração. Segundo o informativo, não foram registrados casos de pragas ou doenças nos últimos dias, embora a broca e a larva-minadora continuem sendo as ocorrências mais frequentes na região.

O tomate cereja está sendo comercializado entre R$ 8,00 e R$ 10,00 o quilo. Os preços se mantêm estáveis mesmo durante o intervalo de produção, refletindo a constância da demanda pelo produto.





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