domingo, maio 24, 2026

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Gripe aviária pode gerar prejuízo de R$ 1 bilhão


O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, enfrenta impactos comerciais após a confirmação de casos de gripe aviária (H5N1) em uma granja no Rio Grande do Sul. Países e regiões como China, Argentina, Japão e União Europeia já impuseram suspensões totais ou parciais às compras do produto brasileiro.

Segundo estimativas preliminares do governo, a crise pode resultar na perda de vendas de 50 mil a 100 mil toneladas de carne de frango, com prejuízos superiores a R$ 1 bilhão, caso a doença avance para outros estados — como o Tocantins, onde há investigações em andamento.

Para conter o avanço do vírus, medidas sanitárias como o abate de animais, descarte de ovos e rastreamento de lotes foram adotadas. A retomada das exportações, no entanto, dependerá da eficácia dessas ações e da manutenção do vírus restrito à área inicial. O governo aposta na regionalização das vendas, com foco em estados ainda não afetados.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que, se não forem registrados novos casos, o Brasil poderá ser declarado livre do vírus em 28 dias, conforme os protocolos internacionais de controle da gripe aviária.

Para o setor avícola, o cenário exige atenção. “A confirmação de casos de gripe aviária serve como um sinal de alerta importante para o setor. Mesmo cadeias produtivas estruturadas e profissionalizadas, como a avicultura, continuam expostas a riscos externos, sejam eles sanitários, climáticos ou econômicos, como vimos recentemente com a alta dos ovos”, afirma Andre Paranhos, vice-presidente da unidade de Agronegócio da consultoria Falconi.

Paranhos destaca que os desafios enfrentados evidenciam a necessidade de gestão preventiva e estratégica. “O agronegócio brasileiro opera sob pressão constante, com margens apertadas e uma série de exigências logísticas e sanitárias. Nessas condições, estar preparado para lidar com imprevistos não é mais um diferencial. Gestão de crise não pode ser algo improvisado. A ausência dela pode afetar a eficiência de qualquer companhia. Quem trata esse tema como parte central do negócio tem mais chance de atravessar turbulências sem comprometer toda a operação”, complementa.

Segundo Paranhos, uma gestão eficiente de riscos passa por medidas preventivas e reativas que assegurem a continuidade da produção. Ele destaca a importância do mapeamento de vulnerabilidades, da adoção de protocolos estruturados e do investimento em tecnologias de monitoramento. Para ele, evitar os “três Ds” — descuido, desleixo e desconhecimento — é essencial.

“A saída para evitar crises nas produções está na profissionalização da gestão e na adoção de uma visão estratégica. Os produtores que souberem integrar planejamento, gestão de risco, tecnologia de dados e conhecimento pessoal para se adaptarem para a competitividade no mercado, alcançarão a tão sonhada eficiência operacional. O Brasil é referência em produção de qualidade, mas o agronegócio não pode deixar de encarar esses desafios com inovação e eficácia”, conclui.





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Geração de emprego surpreende, mas dólar dispara; veja o que impacto os mercados hoje


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a cautela dos mercados após a ata do Fed reforçar juros altos por mais tempo.

O dólar subiu 0,88%, a R$ 5,69, e o Ibovespa recuou 0,47%, pressionado por instabilidade fiscal e exterior negativo.

No Brasil, destaque para o Caged acima do esperado e expectativa pela taxa de desemprego da PNAD.

Nos EUA, atenção ao PIB e pedidos de auxílio-desemprego.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Produtividade da cana-de-açúcar cai 16% na safra 2025/26



Safra da cana-de-açúcar começa com queda no Centro-Sul




Foto: Canva

A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil começou com recuo nos principais indicadores agronômicos. Os dados foram divulgados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), por meio do boletim De Olho na Safra, ligado ao Programa de Benchmarking da instituição.

Segundo o levantamento, a produtividade média inicial da safra foi estimada em 72,7 toneladas por hectare (TCH), representando uma redução de 16,6% em relação ao ciclo anterior. O Açúcar Total Recuperável (ATR) médio projetado é de 112 quilos por tonelada de cana, o que corresponde a um recuo de 3%. Como consequência, o indicador que combina produtividade e qualidade da matéria-prima, o TAH (toneladas de ATR por hectare), deve atingir 8 toneladas, uma queda de 20% na comparação com a safra 2024/2025.

Apesar da redução nos índices de produção, o déficit hídrico acumulado permanece dentro da média histórica, com cerca de 300 milímetros. Já o risco de florescimento, que pode comprometer o desenvolvimento da cana, é considerado baixo, com maior probabilidade de ocorrência em áreas específicas do Triângulo Mineiro e do estado de Goiás.

“Acompanhamos a tendência de declínio na produtividade e na qualidade da matéria-prima com atenção. Esses dados reforçam a necessidade de estratégias de adaptação a possíveis oscilações climáticas e ajustes no manejo agronômico”, afirmou o CTC em comunicado.

As projeções reforçam o alerta para o impacto do clima e das condições de solo sobre o desempenho da principal região produtora de cana do país, responsável por mais de 90% da produção nacional.





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Três regiões do país devem ter recorde de frio; confira a previsão de hoje



A quinta-feira será marcada por recorde de frio em diversos municípios do Brasil, em especial os da Região Sul, Sudesde e Centro-Oeste. Confira a previsão para todo o país:

Sul

As temperaturas em toda a Região Sul serão derrubadas nesta quinta-feira após o afastamento do sistema frontal, com uma área de alta pressão avançando de forma continental. Em muitos municípios, há condições para recordes de menor temperatura do ano nas primeiras horas da manhã. Durante o dia, o sol aparece entre algumas nuvens, não chove, e as temperaturas permanecem baixas.

Sudeste

A frente fria chega ao Rio de Janeiro e ao Espírito Santo, promovendo a mudança no tempo e favorecendo pancadas de chuva. Até o momento, não há indicativo de chuva forte concentrada. Em São Paulo, o ar polar ganha força e derruba as temperaturas. O dia começa com possibilidade de recorde anual de menor temperatura em diversos municípios paulistas, sobretudo no sul e oeste do estado.

Centro-Oeste

Com o deslocamento da frente fria, a chuva perde força na região. Após a passagem do sistema, o ar polar associado a uma alta pressão avança sobre Mato Grosso do Sul, parte de Mato Grosso e Goiás. As temperaturas sofrem queda significativa, especialmente em território sul-mato-grossense. As mínimas permanecem mais baixas e as máximas não sobem tanto ao longo do dia. Há possibilidade de recordes de temperatura baixa nas capitais Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT).

Nordeste

O destaque continua sendo a intensificação da chuva na costa leste, com pancadas fortes do litoral da Bahia até o Rio Grande do Norte. Pancadas também se espalham mais entre o litoral do Maranhão e do Piauí.

Norte

O ar frio que avançou após a frente fria mantém temperaturas mais baixas em parte de Rondônia. Amazonas, Roraima e Amapá seguem com instabilidades e pancadas de chuva mais fortes. Tocantins e grande parte do Pará permanecem com tempo aberto e sem previsão de chuva.

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Soja mato-grossense segue mais barata que em Chicago



Preço da soja sobe no MT, mas segue competitivo




Foto: Seane Lennon

A soja produzida em Mato Grosso segue com vantagem competitiva no mercado internacional, segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (28). A cotação média da oleaginosa no estado fechou a semana em US$ 8,68 por bushel, com alta de 0,80% em relação à semana anterior.

Enquanto isso, no mercado internacional, o preço da soja negociada na Bolsa de Chicago (CME Group) registrou média de US$ 10,59 por bushel, queda de 0,34% no mesmo intervalo. A diferença de US$ 1,91 por bushel entre os dois mercados mantém o produto mato-grossense mais barato e, portanto, mais atrativo para compradores internacionais.

“No mesmo período do ano passado, essa diferença era de US$ 2,08 por bushel. Ainda que menor, a atual defasagem segue reforçando a competitividade da soja mato-grossense no mercado global”, informou o Imea. A atratividade do produto vem estimulando o aumento das exportações, num cenário de boa demanda.

A entidade também recomendou cautela e estratégia na comercialização da safra. “É interessante que os produtores do estado aproveitem o melhor momento para fechar bons negócios, visto a boa estimativa para a safra de soja nos EUA, o que poderá ter um impacto nos preços futuros”, destacou a análise.





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Dólar tem leve baixa em dia de agenda esvaziada e fecha semana em R$5,6690


Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar passou nesta sexta-feira por uma sessão de acomodação após o avanço firme da véspera, oscilando em margens estreitas até encerrar em leve baixa ante o real, em um dia de agenda relativamente esvaziada e sem gatilhos fortes para as cotações.

O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,20%, aos R$5,6690. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,25%.

Às 17h18, na B3, o dólar para junho — atualmente o mais líquido – cedia 0,33%, aos R$5,6845.

Na quinta-feira o dólar havia subido 0,84%, com investidores se apegando a especulações de que o governo estaria preparando um pacote de gastos para alavancar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, ano de eleição, com medidas que poderiam incluir um possível reajuste do Bolsa Família. A percepção era de que as medidas prejudicariam o ajuste fiscal brasileiro.

Ainda que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tenha desmentido haver estudos no governo para o reajuste do Bolsa Família — o que já tinha sido negado pelo ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias — e insistido que sua pasta trabalha apenas em medidas fiscais pontuais “para o cumprimento da meta fiscal”, o dólar se manteve em alta na véspera.

Nesta sexta-feira, a divisa chegou a acelerar os ganhos no período da manhã, superando os R$5,70, mas o impulso não se sustentou e o dólar retornou para perto da estabilidade.

A elevação do dólar na quinta-feira “foi Tesouraria de banco trabalhando para ganhar dinheiro, porque os fundamentos não justificariam uma alta assim”, comentou nesta sexta-feira João Oliveira, head da Mesa de Operações do Banco Moneycorp.

“Então, o dólar subiu ontem, e hoje manteve o nível, mesmo porque o fluxo diminui um pouco às sextas-feiras”, acrescentou, chamando atenção ainda para a agenda esvaziada no Brasil e no exterior.

Após marcar a cotação máxima de R$5,7147 (+0,61%) às 10h07, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,6615 (-0,33%) às 15h49, para depois encerrar próximo disso.

No exterior, a divisa norte-americana subia ante moedas fortes como o iene, o euro e a libra, mas tinha no fim da tarde sinais mistos ante as moedas de países emergentes – cedia ante o real e o peso mexicano, por exemplo, mas avançava ante o peso chileno e a lira turca.

Às 17h11 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,31%, a 101,080.

Pela manhã o BC vendeu toda a oferta de 30.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de junho de 2025.





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Preços do boi seguem estáveis em praças paulistas


De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, as cotações do boi gordo, da vaca e da novilha permaneceram estáveis nas principais praças de São Paulo nesta terça-feira (27), de acordo com levantamento de mercado. A baixa liquidez nas negociações foi apontada como principal fator para a manutenção dos preços.

“Com poucas negociações efetivadas, não houve espaço para variações nas cotações das categorias avaliadas”, informou a consultoria que acompanha o setor.

No Tocantins, a estabilidade prevaleceu na região Sul. Já no Norte do estado, foi registrada queda de R$ 2,00 por arroba na cotação da vaca, enquanto os preços do boi gordo e da novilha não apresentaram alteração.

No Pará, o cenário variou conforme a localidade. Em Marabá, o preço do boi gordo caiu R$ 3,00 por arroba, com as demais categorias permanecendo estáveis. Em Redenção, nenhuma mudança foi registrada, incluindo a cotação do “boi China”, que se manteve inalterada nas duas regiões analisadas. Em Paragominas, houve recuo de R$ 5,00 por arroba tanto para a novilha quanto para o “boi China”, sem alterações nas demais categorias.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura mantêm trajetória de alta. Até a quarta semana de maio, foram embarcadas 174 mil toneladas do produto, com uma média diária de 10,8 mil toneladas. O volume representa um crescimento de 7,6% em relação à média diária registrada no mesmo mês de 2024.

O preço médio da tonelada exportada também apresentou elevação, alcançando US$ 5,1 mil, o que significa um aumento de 15% na comparação anual. O desempenho confirma a sustentação da demanda internacional por carne brasileira, mesmo diante da variação de preços no mercado interno.





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Mercado da soja reage a clima na Argentina


A semana foi marcada por forte movimentação no mercado da soja, com influências climáticas na Argentina, variações nas cotações em Chicago e impactos do câmbio no Brasil. Apesar da estabilidade nos preços internos, o cenário global segue volátil, exigindo cautela dos produtores brasileiros.

A análise é da Grão Direto, que destaca que as chuvas intensas na Argentina continuam atrasando a colheita e afetando a qualidade da soja, pressionando o mercado internacional. Por outro lado, o Brasil mantém ritmo acelerado nas exportações, reforçando sua posição no comércio global da oleaginosa.

Na Bolsa de Chicago, o contrato da soja para julho de 2025 fechou a US$ 10,61 por bushel, com alta de 0,95%. Já o contrato de março de 2026 teve avanço de 1,71%, alcançando US$ 10,70 por bushel. No Brasil, o câmbio sofreu leve recuo de 0,35%, com o dólar encerrando a R$ 5,65, após o governo federal anunciar aumento na alíquota do IOF, gerando instabilidade no mercado.

Para a safra 2025/2026, o cenário é de atenção redobrada. A Grão Direto alerta para o encarecimento dos fertilizantes, com o KCL e o MAP em alta por três semanas consecutivas. A crise geopolítica entre China e Índia elevou a competição global por insumos, pressionando os preços. Além disso, o crédito rural segue caro diante da manutenção da taxa Selic, o que complica o planejamento e a viabilidade econômica das lavouras.

Mesmo com o clima favorável nos Estados Unidos, a análise mostra que as margens negativas dos produtores americanos podem limitar ações de replantio. Já na Argentina, embora as chuvas representem risco, o mercado parece ter precificado boa parte dessas perdas. Os fundos de investimento também influenciam o equilíbrio atual, mantendo posições compradas na soja em grão e no óleo, enquanto realizam vendas no farelo.

O dólar continua sendo um fator determinante para o produtor brasileiro. As incertezas fiscais e o cenário político pré-eleitoral de 2026 contribuem para uma volatilidade cambial que impacta diretamente na precificação da soja. Diante desse contexto, oportunidades de comercialização surgem de forma pontual, exigindo estratégia e acompanhamento constante do mercado.





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Gripe aviária em granja comercial de Tocantins é descartada pelo Mapa



Laudo conclusivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebido nesta quarta-feira (28) pela Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) descarta gripe aviária e Doença de Newcastle em granja comercial de Aguiarnópolis, no norte do estado.

“É um resultado que já esperávamos e que tranquiliza a cadeia produtiva da avicultura no Tocantins para continuarmos produzindo com qualidade e gerando renda neste setor tão importante para a nossa economia”, destacou o presidente da Adapec, Paulo Lima.

Segundo ele, a responsabilidade sanitária e a rapidez da Agência na execução dos protocolos de coleta e envio das amostras para investigação em laboratório oficial, em menos de 48 horas, foram fundamentais para não deixar quaisquer dúvidas sobre a presença ou não do vírus da gripe aviária.

O gerente de Sanidade Animal da Adapec, Sérgio Liocádio, esclarece que o caso está sendo encerrado com os protocolos de desinterdição da propriedade de origem das aves e com a liberação das carcaças para consumo, que haviam sido separadas no abatedouro até a conclusão do laudo.

“É importante destacar que as ações rotineiras de prevenção continuam sendo realizadas com vigilâncias ativas em granjas comerciais, orientações aos produtores rurais, estudos realizados periodicamente para comprovar a ausência viral da IAAP [Influenza Aviária de Alta Patogenicidade] e a Doença de Newcastle, além do trabalho de inspeção e fiscalização diárias nas indústrias”, pontuou.

Com esse descarte no Tocantins, o prazo para o Brasil ser livre de gripe aviária não retorna à estaca zero, ou seja, deve seguir contando desde o dia último dia 22, data em que foi concluída a desinfecção total da granja comercial em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde houve o primeiro registro.



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Clima úmido favorece oídio no cultivo de morango


O cultivo do morango segue em diferentes estágios de desenvolvimento no Rio Grande do Sul, conforme informações divulgadas no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (22). Apesar da boa evolução das lavouras, produtores têm relatado desafios fitossanitários, especialmente com a incidência de oídio.

Na região de Caxias do Sul, o desenvolvimento das plantas está dentro do esperado para o período. Algumas lavouras já apresentam nova florada. No entanto, muitos produtores relataram aumento de casos de oídio, doença fúngica que exige controle intensivo. “Estamos reforçando as medidas de controle fitossanitário, pois a incidência do oídio nesta safra está mais elevada”, informou a Emater/RS-Ascar.

O volume de colheita foi considerado mediano, com redução nos preços. A venda direta ao consumidor tem variado entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por quilo, enquanto os valores praticados junto a intermediários, mercados e centrais de abastecimento (CEASAs) têm oscilado entre R$ 15,00 e R$ 25,00 por quilo.

Em Pelotas, a cultura apresenta bom desenvolvimento. As lavouras mais precoces já iniciaram a frutificação, favorecidas pelas condições climáticas dos últimos dias. A região também registrou atividades de capacitação voltadas à produção. No dia 13 de maio, o Grupo de Qualificação Técnica do Morango (GQT Morango) participou de uma ação conjunta com o Departamento de Olericultura da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Ainda em Canguçu, foi realizada a segunda edição do curso sobre cultivo fora de solo. Segundo a Emater, uma nova turma já está prevista para julho.

A comercialização segue com preços que variam entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por quilo em Pelotas e entre R$ 25,00 e R$ 40,00 por quilo em Rio Grande, principalmente em feiras livres. Os frutos provenientes de canteiros com mudas mais antigas apresentam menor calibre. A distribuição de mudas continua. No município de Turuçu, foram entregues, no dia 18 de maio, mudas da cultivar Fênix, por meio de programa municipal de incentivo.

Em São Vicente do Sul, na região de Santa Maria, o plantio de mudas continua, com insumos majoritariamente provenientes do Chile. Já em Soledade, os morangos estão em fase de produção e floração, com destaque para as cultivares espanholas e a BRS Fênix, implantadas mais cedo. As condições úmidas têm favorecido o surgimento de doenças fúngicas, ao mesmo tempo que reduzem a presença de ácaros. A oferta está dentro do esperado, e a qualidade do fruto, segundo os técnicos, é beneficiada pela maturação mais lenta. Os preços têm oscilado entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por quilo.





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