O mercado global de açúcar caminha para um cenário de oferta mais folgada
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O mercado global de açúcar caminha para um cenário de oferta mais folgada ao longo da safra 2026/27. No Brasil, maior produtor e exportador mundial, a expectativa é de avanço na moagem de cana na região Centro-Sul, sustentada pela recuperação das chuvas no final de 2025, expansão moderada da área e condições climáticas mais próximas da média histórica.
A produção pode superar 620 milhões de toneladas de cana, o que amplia o potencial de oferta do adoçante, ainda que o rendimento agrícola dependa das precipitações no verão. Segundo pesquisadores do Cepea, o aumento da moagem não garante, porém, forte incremento na produção de açúcar. Com ambiente global projetando elevado superávit e boa disponibilidade nos principais players – como Brasil, Índia e Tailândia –, o setor tende a calibrar o mix entre açúcar e etanol.
A mistura obrigatória de etanol anidro a 30% na gasolina e o avanço da produção de etanol de milho reforçam o papel estratégico na determinação do mix produtivo. Estimativas indicam produção brasileira do adoçante entre 41 e 44 milhões de toneladas, acima das 39,17 milhões de toneladas na atual temporada 2025/26 (até 16 de novembro), segundo dados da Unica.
No mercado internacional, a perspectiva predominante é de preços moderados, refletindo estoques mais confortáveis, superávit global e competição entre exportadores. Eventos climáticos adversos, políticas indianas de exportação e oscilações no petróleo seguem como fatores-chave para possíveis movimentos altistas. O consumo mundial deve manter trajetória de crescimento gradual, de 1,2% ao ano, impulsionado por economias emergentes da Ásia e África, enquanto países desenvolvidos tendem a reduzir o consumo per capita em razão de mudanças de hábito e substituição parcial por adoçantes alternativos.
O novo salário mínimo entra em vigor nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026. O valor passa a ser de R$ 1.621, após reajuste de 6,79% em relação ao piso anterior. O aumento foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e representa acréscimo de R$ 103 sobre o salário mínimo vigente até o fim de 2025, que era de R$ 1.518.
O novo piso nacional serve como referência para salários formais, aposentadorias, pensões e benefícios sociais, o que amplia seus efeitos sobre a renda das famílias e o consumo.
O reajuste do salário mínimo segue uma fórmula que combina dois fatores. O primeiro é a inflação acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o INPC acumulou alta de 4,18% no período considerado, indicador voltado às famílias com renda de até 5 salários mínimos.
O segundo fator é o desempenho da economia, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Em dezembro, o IBGE revisou os dados do PIB de 2024, confirmando crescimento de 3,4%.
Limites fiscais ao ganho real
Apesar da expansão econômica, o ganho real do salário mínimo foi limitado pelas regras do arcabouço fiscal. O mecanismo define que o aumento acima da inflação fique restrito a uma faixa entre 0,6% e 2,5%.
A medida busca controlar o crescimento das despesas obrigatórias do governo, já que diversos gastos públicos são atrelados ao salário mínimo.
Com a aplicação desse limite, o valor calculado para 2026 chegou a R$ 1.620,99. Pela legislação, houve arredondamento para R$ 1.621, resultando no reajuste final de 6,79%.
Impactos na atividade econômica
De acordo com estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia ao longo do ano.
O Dieese considera impactos diretos sobre a renda, o consumo das famílias e a arrecadação tributária, mesmo em um cenário de maior restrição fiscal e controle dos gastos públicos.
O fim da adesão à Moratória da Soja por parte de algumas das maiores tradings do mundo não deve impactar as exportações brasileiras da oleaginosa. Essa é a avaliação, pelo menos sob o ponto de vista jurídico. “É importante lembrar o que a moratória está sendo substituída por outros critérios”, explica Leonardo Munhoz, pesquisador do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV).
A análise ocorre em meio à possibilidade de empresas que negociam soja deixarem o acordo, após informação divulgada pela Reuters no começo da semana. A saída das tradings, nesse sentido, ocorre em um momento crucial. Isso porque em Mato Grosso já está em vigor uma lei que autoriza o governo estadual a retirar incentivos fiscais de empresas signatárias.
Criada em 2006 pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), a Moratória da Soja tem caráter voluntário. Ela proíbe a compra de soja produzida em áreas do bioma Amazônia que tenham sido desmatadas após julho de 2008.
Munhoz reforça que o pacto não tem poder de lei. “Não tem caráter jurídico vinculante nem um sistema de rastreabilidade exigido pela legislação. O que estamos vendo é a substituição por normas legais, como o Código Florestal brasileiro, que está em vigor desde 2012”, diz.
Essa mudança no regime jurídico aparece, segundo o especialista, na decisão mais recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema. Em novembro, o ministro Flávio Dino reconheceu a legalidade da Moratória da Soja, mas respaldou a decisão de Mato Grosso. Ele também determinou a suspensão nacional de todos os processos que envolvam o acordo.
“O próprio ministro Flávio Dino afirmou que acordos comerciais podem existir, mas não podem substituir a lei. Isso representa um respaldo maior ao Código Florestal”, resume Munhoz.
Enquanto o Brasil tem o Código Florestal como sustentação legal para questões ambientais, a União Europeia conta com o Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR, na sigla em inglês). A nova legislação, porém, foi adiada duas vezes e deve entrar em vigor somente em dezembro de 2026.
Nesse sentido, Munhoz ressalta que padrões voluntários estão sendo incorporados às leis nacionais e internacionais. “Quando a moratória foi criada o Brasil não tinha o Código Florestal que existe hoje, nem havia o EUDR na União Europeia”, diz. O pesquisador afirma ainda que esse deve ser o próximo passo para o futuro do comércio internacional, baseado em legislações internas e externas.
Para Daniel Vargas, especialista em direito ambiental e economia e professor da FGV, esse movimento reflete uma mudança estrutural. Segundo ele, certificações privadas não vivem um ciclo de expansão, mas de fragilização, sendo cada vez mais percebidas como juridicamente frágeis e pouco transparentes. “A assinatura da ONG perdeu peso como selo de confiança”, diz.
Vargas lembra que o próprio EUDR surgiu como resposta às limitações do modelo baseado em certificações privadas. A avaliação em Bruxelas era de que esse sistema não reduziu o desmatamento, mas gerou confusão regulatória e exclusão de pequenos produtores, promovendo concentração econômica sem ganhos ambientais relevantes.
Munhoz avalia que esse processo indica uma “estatização dos padrões ambientais”. Para ele, leis nacionais passam a ocupar o centro da governança ambiental, enquanto certificações assumem um papel secundário, como complemento voluntário.
Na avaliação dos dois especialistas, normas públicas tendem a oferecer maior previsibilidade jurídica ao comércio internacional, reduzindo conflitos regulatórios e disputas entre agentes privados.
Acordo Mercosul–UE e a leitura europeia
A indefinição do acordo entre Mercosul e União Europeia adiciona um componente geopolítico ao debate sobre a Moratória da Soja. Para Vargas, o tema ambiental na Europa passou por uma repolitização nos últimos 18 meses, com recuo do Green Deal como eixo absoluto da política econômica.
“A maioria conservadora no Parlamento Europeu passou a resistir a medidas que elevem custos para produtores e consumidores”, afirma. Segundo ele, esse contexto ajuda a explicar os adiamentos e flexibilizações do EUDR, motivados por preocupações inflacionárias e riscos às cadeias produtivas do próprio bloco.
Esse ambiente mais pragmático molda a forma como o fim da moratória tende a ser interpretado. Vargas avalia que organizações não governamentais ambientais devem reagir, mas atravessam uma crise de credibilidade na Europa, sendo associadas ao aumento do custo de vida e à crise energética.
Já Munhoz ressalta que, enquanto não há definição sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, a regra aplicável segue sendo a legislação brasileira. Para ele, o Código Florestal oferece respaldo jurídico suficiente para atender às exigências ambientais no comércio internacional.
Comércio internacional sem a Moratória da Soja
Conforme reforçado por Munhoz, a legislação brasileira consegue suprir as demandas colocadas pela Moratória da Soja. O especialista lembra que mesmo mantido, o acordo precisaria de atualização para se adequar ao Código Florestal.
“A moratória cumpriu sua função. Hoje, especialmente com o EUDR e com o marco temporal de 2020 adotado pelo regulamento europeu, não há justificativa prática ou jurídica para a manutenção do acordo”, diz.
Do ponto de vista econômico, Vargas explica que o fim da moratória não tende a provocar ruptura nas exportações brasileiras. Ou seja, as grandes empresas devem reorganizar fluxos comerciais, não abandonar o Brasil. “Cadeias com dados ou rastreabilidade mais robustas tendem a ser direcionadas ao mercado europeu, enquanto outros mercados absorvem o restante”, afirma.
Ele pondera que, se o EUDR entrar em vigor nos moldes atuais, o equilíbrio pode mudar, possivelmente em desfavor do produtor brasileiro, mas considera esse cenário menos provável diante do contexto político e econômico europeu.
Governança da moratória em xeque
Além das inconsistências jurídicas citadas por Munhoz, a governança da Moratória da Soja também vem sendo questionada. As críticas incluem a centralização das decisões em grandes tradings e organizações internacionais, e a falta de mecanismos que garantissem maior representação de produtores rurais.
Por outro lado, diversos estudos ao longo dos anos mostraram o impacto positivo do acordo no bioma amazônico. De acordo com o Portal Moratória da Soja, o desmatamento médio em municípios da região era de aproximadamente 10.600 km² por ano entre 2002 e 2008, período anterior à implementação. Após o pacto entrar em vigor, esse valor caiu para cerca de 3.000 km² anuais, o que representa uma diminuição de mais de dois terços.
Nesse contexto, Munhoz conclui que o término da Moratória da Soja culmina em um período de transição. “As certificações continuarão existindo, mas de forma acessória, como um complemento voluntário. Elas tendem a perder a centralidade que têm hoje na agenda ambiental do comércio”, finaliza.
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A cultura da mandioca apresenta retomada do desenvolvimento em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (1). As condições climáticas recentes, especialmente a maior umidade do solo, favoreceram o crescimento vegetativo das lavouras, embora haja impactos no calendário de colheita em algumas localidades.
Na região administrativa de Soledade, o relatório aponta incremento no desenvolvimento da cultura nas últimas semanas. No entanto, a colheita da mandioca de ano tende a sofrer atraso nesta safra, em razão das temperaturas mais baixas registradas durante a primavera. Nesse mercado, o preço pago ao produtor varia entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por caixa de 22 quilos.
Já na região de Santa Rosa, a área cultivada com mandioca soma 6.329 hectares, com estimativa de produtividade de 17 mil quilos por hectare. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a cultura retomou o crescimento vegetativo e o engrossamento das raízes, beneficiada pela elevada umidade do solo, o que sinaliza bom potencial produtivo. O preço do quilo da mandioca congelada oscila entre R$ 5,50 e R$ 8,00.
O governo federal publicou a portaria que define os feriados nacionais e os pontos facultativos de 2026. Do total de dez feriados nacionais, apenas um cai no fim de semana.
A norma foi divulgada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e vale para os órgãos da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Os serviços considerados essenciais devem ser mantidos.
Segundo a portaria, dos dez feriados nacionais previstos para 2026, apenas o da Proclamação da República, em 15 de novembro, será em um domingo. As demais datas caem em dias úteis.
Além dos feriados nacionais, o calendário inclui nove pontos facultativos. Entre eles estão o Carnaval, a Quarta-Feira de Cinzas, o Corpus Christi e as vésperas de Natal e Ano Novo.
Regras para estados e municípios
O texto também prevê a observância de feriados estaduais, como a data magna de cada estado, e municipais, como o início ou término do ano do centenário de fundação da cidade, desde que estejam previstos em lei local.
Por outro lado, a portaria proíbe a antecipação de pontos facultativos fora do que está definido no calendário federal. Também não será permitido adotar pontos facultativos criados por estados ou municípios, exceto nos casos de feriados estaduais.
Calendário de feriados e pontos facultativos de 2026
1º de janeiro – Confraternização Universal (feriado nacional)
16 de fevereiro – Carnaval (ponto facultativo)
17 de fevereiro – Carnaval (ponto facultativo)
18 de fevereiro – Quarta-Feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14h)
3 de abril – Paixão de Cristo (feriado nacional)
20 de abril – ponto facultativo
21 de abril – Tiradentes (feriado nacional)
1º de maio – Dia Mundial do Trabalho (feriado nacional)
4 de junho – Corpus Christi (ponto facultativo)
5 de junho – ponto facultativo
7 de setembro – Independência do Brasil (feriado nacional)
12 de outubro – Nossa Senhora Aparecida (feriado nacional)
28 de outubro – Dia do Servidor Público federal (ponto facultativo)
2 de novembro – Finados (feriado nacional)
15 de novembro – Proclamação da República (feriado nacional)
20 de novembro – Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (feriado nacional)
24 de dezembro – Véspera de Natal (ponto facultativo após as 13h)
25 de dezembro – Natal (feriado nacional)
31 de dezembro – Véspera do Ano Novo (ponto facultativo após as 13h)
O governo federal publicou a portaria que define os feriados nacionais e os pontos facultativos de 2026. Do total de dez feriados nacionais, apenas um cai no fim de semana.
A norma foi divulgada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e vale para os órgãos da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Os serviços considerados essenciais devem ser mantidos.
Segundo a portaria, dos dez feriados nacionais previstos para 2026, apenas o da Proclamação da República, em 15 de novembro, será em um domingo. As demais datas caem em dias úteis.
Além dos feriados nacionais, o calendário inclui nove pontos facultativos. Entre eles estão o Carnaval, a Quarta-Feira de Cinzas, o Corpus Christi e as vésperas de Natal e Ano Novo.
Regras para estados e municípios
O texto também prevê a observância de feriados estaduais, como a data magna de cada estado, e municipais, como o início ou término do ano do centenário de fundação da cidade, desde que estejam previstos em lei local.
Por outro lado, a portaria proíbe a antecipação de pontos facultativos fora do que está definido no calendário federal. Também não será permitido adotar pontos facultativos criados por estados ou municípios, exceto nos casos de feriados estaduais.
Calendário de feriados e pontos facultativos de 2026
1º de janeiro – Confraternização Universal (feriado nacional)
16 de fevereiro – Carnaval (ponto facultativo)
17 de fevereiro – Carnaval (ponto facultativo)
18 de fevereiro – Quarta-Feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14h)
3 de abril – Paixão de Cristo (feriado nacional)
20 de abril – ponto facultativo
21 de abril – Tiradentes (feriado nacional)
1º de maio – Dia Mundial do Trabalho (feriado nacional)
4 de junho – Corpus Christi (ponto facultativo)
5 de junho – ponto facultativo
7 de setembro – Independência do Brasil (feriado nacional)
12 de outubro – Nossa Senhora Aparecida (feriado nacional)
28 de outubro – Dia do Servidor Público federal (ponto facultativo)
2 de novembro – Finados (feriado nacional)
15 de novembro – Proclamação da República (feriado nacional)
20 de novembro – Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (feriado nacional)
24 de dezembro – Véspera de Natal (ponto facultativo após as 13h)
25 de dezembro – Natal (feriado nacional)
31 de dezembro – Véspera do Ano Novo (ponto facultativo após as 13h)
A reforma do Imposto de Renda entra em vigor a partir desta quinta-feira (1º) e amplia a faixa de isenção para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês. A mudança altera o desconto em folha já nos salários pagos neste início de ano e também redefine a tributação para contribuintes de alta renda e para quem recebe dividendos.
Sancionadas em novembro, as novas regras alcançam cerca de 15 milhões de brasileiros, segundo o governo. Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria mecanismos de tributação mínima para rendas mais elevadas, além de impor imposto sobre dividendos acima de determinados valores.
Com a nova regra, ficam totalmente isentos do Imposto de Renda os trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil. Antes, a isenção alcançava apenas quem ganhava até dois salários mínimos, o equivalente a R$ 3.036. A estimativa oficial é de uma renúncia fiscal de R$ 25,4 bilhões.
Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês, passa a valer um desconto parcial no imposto. O abatimento diminui gradualmente conforme a renda sobe, evitando aumentos abruptos na tributação com pequenos reajustes salariais. Acima desse valor, não há mudanças na tabela progressiva atual.
Na prática, a redução do imposto já aparece na retenção do salário de janeiro. Mesmo assim, quem ficar isento em 2026 ainda precisará declarar o Imposto de Renda no próximo ano, pois a declaração se refere ao ano-base 2025.
Imposto mínimo para alta renda
A reforma também institui o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo, voltado a contribuintes com renda anual acima de R$ 600 mil, o equivalente a R$ 50 mil por mês. A alíquota efetiva pode chegar a 10% para quem recebe mais de R$ 1,2 milhão por ano.
Entram no cálculo salários, lucros, dividendos e rendimentos financeiros tributáveis. Já aplicações incentivadas, como poupança, LCI, LCA, fundos imobiliários e Fiagro, ficam fora, assim como heranças, doações e indenizações por doença grave. O imposto mínimo será apurado apenas na declaração de 2027.
Segundo o governo, cerca de 141 mil contribuintes devem ser impactados por essa regra.
Tributação de dividendos
Outra mudança relevante é a tributação de dividendos. Passa a haver retenção de 10% na fonte quando os valores superarem R$ 50 mil por mês, pagos por uma mesma empresa à pessoa física. A medida atinge principalmente empresários e sócios que recebiam grandes volumes de lucros isentos.
Especialistas alertam para possíveis disputas judiciais envolvendo dividendos de lucros apurados até 2025, caso a distribuição não tenha sido aprovada até o fim do ano passado. Apesar disso, o governo avalia que o impacto será concentrado em um número restrito de contribuintes.
As novas regras redesenham a tributação da renda no país. Parte dos efeitos já é sentida no salário, enquanto os ajustes completos aparecem apenas nas próximas declarações do Imposto de Renda.
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De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (1), a cultura da erva-mate enfrenta alta infestação de ampola na região administrativa de Soledade. Também há registros de ocorrência de broca-da-erva-mate, o que tem exigido ações de manejo por parte dos produtores.
Segundo o levantamento, produtos à base de bioinsumos vêm apresentando resultados positivos no controle das pragas. A Emater/RS-Ascar informa que também estão sendo utilizados insumos formulados com Beauveria bassiana, fungo empregado no controle biológico. Para o enfrentamento da ampola, há testes em andamento com produtos à base de azaractina.
No mercado, os valores pagos ao produtor permanecem dentro da faixa registrada pelo informativo. O preço da erva-mate entregue à indústria varia entre “R$ 14,00 e R$ 16,00 por arroba”, enquanto o custo cobrado pelos tarefeiros fica em torno de “R$ 6,00 a R$ 8,00 por arroba”.
A quinta-feira (1º) segue marcada por chuva em grande parte do país, segundo a Climatempo. O transporte de calor e umidade mantém o risco de pancadas fortes, temporais e rajadas de vento em várias regiões.
Apesar da chuva, o calor ainda predomina em boa parte do Brasil neste primeiro dia do ano. Confira a previsão do tempo em cada região:
Sul
Nesta quinta-feira, o transporte de calor e umidade segue favorecendo as pancadas de chuva pela região. Durante as primeiras horas do dia, chove de maneira moderada a forte em áreas do norte gaúcho, boa parte de Santa Catarina, além do oeste e sudoeste paranaense.
A partir do início da manhã, as instabilidades se espalham mais pela metade norte gaúcha, Santa Catarina e pelo Paraná. A partir do início da tarde, as pancadas de chuva ganham força na região, chove de maneira mais forte e há chance de temporais pelo Paraná e pelo estado catarinense.
Já no restante do Rio Grande do Sul, o tempo segue mais firme ao longo do dia. Entre o fim da tarde e o início da noite, a aproximação de uma nova frente fria oceânica favorece pancadas de chuva moderadas a fortes, no sul e sudeste do estado gaúcho.
O calor segue predominando na maior parte da região, com temperaturas elevadas, enquanto no norte do Rio Grande do Sul, interior de Santa Catarina e áreas da serra gaúcha e catarinense, o dia segue com tempo mais ameno.
As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h em grande parte do Paraná e de Santa Catarina, além do norte e litoral sul gaúcho.
As instabilidades seguem ocorrendo em boa parte do Triângulo, oeste e norte de Minas Gerais, de maneira moderada e pontualmente mais forte, além de áreas do oeste, norte, noroeste e interior de São Paulo desde o começo do dia.
Ao longo da manhã, chove de maneira fraca a moderada e pontualmente mais forte em alguns pontos do litoral do estado paulista, além do noroeste de Minas Gerais e boa parte do Rio de Janeiro.
A presença de calor e umidade segue favorecendo as pancadas de chuva ao longo do dia, que ganham força. Chove de maneira moderada a forte intensidade neste primeiro dia do ano pelo estado de São Paulo, grande parte de Minas Gerais, Rio de Janeiro e metade sul do Espírito Santo, com chance de temporais e trovoadas.
Há risco de temporais na maior parte do estado paulista, centro-sul e Triângulo de Minas, além do sul, interior, serra e noroeste fluminense. Já no restante do Espírito Santo e nordeste de Minas, o tempo deve seguir mais firme, e em Vitória há chance de pancada isolada no fim do dia.
O mar deve seguir mais agitado no Espírito Santo e há aviso de ressaca entre o Rio de Janeiro e Arraial do Cabo, durante a madrugada e início da manhã. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h em grande parte de São Paulo, sul de Minas, além do Espírito Santo e norte fluminense, podendo chegar a 70 km/h no litoral norte do Rio de Janeiro.
Centro-Oeste
As pancadas de chuva seguem ocorrendo em pontos isolados do norte de Mato Grosso, além do sul e leste de Mato Grosso do Sul, desde as primeiras horas do dia, ganhando força ainda pela manhã nessas áreas, além do norte e sul de Goiás.
Entre o fim do período da manhã e o início da tarde, as instabilidades ganham mais força com a presença do fluxo de calor e umidade e de perturbações em níveis mais elevados da atmosfera.
As pancadas de chuva podem ocorrer de maneira mais forte nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, com chance de temporais no sul e faixa leste sul-mato-grossense, além do sul e sudeste de Goiás.
Até o fim da noite, o tempo melhora em boa parte dos estados, mas ainda chove de maneira isolada em áreas do noroeste, oeste, sul e interior de Mato Grosso, além do leste de Mato Grosso do Sul e do sul e leste de Goiás.
O calor segue predominando na região e as temperaturas permanecem elevadas. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h na metade sul de Mato Grosso do Sul.
Nordeste
Chove de maneira mais fraca em áreas do interior e sul do Piauí e do Maranhão, além do oeste e noroeste da Bahia, desde as primeiras horas do dia.
O tempo segue mais firme pela manhã em boa parte da região, até o fim do período, quando novas instabilidades voltam a ganhar força na metade oeste da Bahia, metade sul do Maranhão e do Piauí, devido à atuação de um VCAN (Vórtice Ciclônico de Altos Níveis).
Há risco de temporais entre o oeste do Piauí e o leste do Maranhão. No litoral baiano, norte do Ceará e do Rio Grande do Norte, as chuvas ocorrem de maneira mais fraca.
Nas demais áreas, o tempo segue mais firme ao longo do dia e as temperaturas permanecem elevadas. Ao longo da faixa litorânea e no leste da região, as rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h.
A umidade do ar segue mais baixa em áreas do interior, como norte da Bahia, oeste de Sergipe, Alagoas, interior de Pernambuco e do Ceará e norte do Piauí, podendo ficar abaixo dos 20% no oeste da Paraíba, sul e oeste do Rio Grande do Norte e leste do Ceará.
Norte
As instabilidades seguem ocorrendo de maneira moderada a forte no Amazonas, Rondônia, Acre e Tocantins, com risco de temporais no oeste do Amazonas.
No norte do Amapá e oeste de Roraima, também pode chover de maneira mais forte, enquanto nas demais áreas desses estados o tempo segue mais aberto, com chance de chuva fraca em alguns pontos.
No Pará, as instabilidades diminuem, mas ainda há chance de chuva moderada a forte no oeste e metade sul do estado. Nas demais áreas, o tempo segue mais firme e o calor continua predominando.
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Uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) resultou no resgate de 41 animais silvestres mantidos ilegalmente em cativeiro no município de São João da Fronteira, no norte do Piauí. O caso ganhou grande repercussão nacional e o conteúdo, publicado no site do Canal Rural em agosto deste ano, tornou-se um dos mais lidos de 2025.
A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Batalhão Especial de Policiamento do Interior (Bepi), da Polícia Militar do Piauí. A fiscalização ocorreu no distrito de Alto Alegre, às margens da BR-222, após denúncia de que uma churrascaria operava ao lado de um criadouro ilegal de animais silvestres.
No local, os agentes encontraram 18 caititus (Pecari tajacu), popularmente conhecidos como porco-do-mato, e 23 cutias (Dasyprocta sp.). De acordo com o Ibama, os animais eram abatidos para a comercialização de carne de caça, prática considerada crime ambiental pela legislação brasileira.
Segundo o analista ambiental e médico veterinário do Ibama, Fabiano Pessoa, além da infração ambiental, a atividade representa um grave risco à saúde pública. “É importante destacar o risco de saúde para quem mantém esses animais silvestres em cativeiro ilegal e também para quem consome a carne. As condições de manutenção e manejo não passam por nenhum controle sanitário ou veterinário, o que favorece a transmissão de doenças, além de caracterizar crime ambiental”, afirmou.
Após o resgate, os animais passaram por avaliação clínica ainda no local da operação. Em seguida, foram encaminhados para a unidade do Ibama em Teresina, onde seguem sob acompanhamento técnico. As equipes ambientais avaliam agora a possibilidade de formação de grupos para futura soltura em Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas), respeitando critérios sanitários e ambientais.
A ampla repercussão do caso reforçou o debate sobre a captura ilegal, o tráfico de animais silvestres e os riscos associados ao consumo de carne de origem irregular.