domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Arroz: preço não acompanha inflação



Entre os principais problemas apontados está o consumo interno estagnado



Entre os principais problemas apontados estão o consumo interno estagnado
Entre os principais problemas apontados estão o consumo interno estagnado – Foto: Divulgação

De acordo com Sérgio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o preço do arroz praticamente não evoluiu nos últimos quatro anos, mesmo com a inflação acumulada acima de 25% no período. Em 2021, na semana 28, as cotações na Fronteira Oeste estavam entre R$ 63 e R$ 64 para o arroz comercial, R$ 59 a R$ 60 para o parboilizado e R$ 64 a R$ 65 para o arroz nobre. Atualmente, o indicador CEPEA/IRGA-RS marca R$ 73,31, o que representa uma correção nominal tímida e perda de valor real para os produtores.

Cardoso destaca que, de lá para cá, houve uma transformação na forma de comunicar o mercado. O informativo impresso deu lugar às plataformas digitais, como LinkedIn e YouTube, que hoje cumprem o papel de levar informações e análises ao setor. No entanto, apesar da modernização no formato, os desafios estruturais do mercado de arroz permanecem praticamente inalterados.

Entre os principais problemas apontados estão o consumo interno estagnado, estoques de passagem elevados, exportações abaixo do necessário e os custos de produção em constante alta. Esse cenário pressiona a rentabilidade dos produtores e de toda a cadeia produtiva do arroz no país.

Diante disso, a reflexão que Sérgio Cardoso traz é a mesma que há anos percorre o setor: quem vai garantir uma remuneração justa para uma cadeia produtiva que alimenta o Brasil? Mesmo com a evolução na comunicação, os entraves econômicos continuam desafiando o setor arrozeiro. “De lá pra cá, evoluímos na forma de comunicar, mas ainda seguimos debatendo a mesma pergunta: quem vai remunerar de forma justa essa cadeia que alimenta o Brasil?”, indaga.

 





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Comissão Europeia recebe denúncia da CNA contra boicote francês à carne brasileira


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, na terça-feira (27), uma petição junto à Comissão Europeia solicitando a abertura de investigação formal contra quatro redes varejistas francesas. Segundo a CNA, Carrefour, Les Mousquetaires, E. Leclerc e Coopérative U promoveram campanha de boicote à carne brasileira e dos demais países do Mercosul, em novembro do ano passado.

A ação foi apresentada em Bruxelas pelo vice-presidente de Relações Internacionais da CNA, Gedeão Pereira; pela senadora Tereza Cristina, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA); pela diretora de RI da entidade, Sueme Mori; e pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni.

Foto: CNA/divulgação

A CNA alega que os varejistas franceses lançaram declarações coordenadas com críticas infundadas à sanidade da carne importada do Brasil, mesmo que o produto cumpra os padrões exigidos pela União Europeia. As redes representam 75% do mercado varejista da França.

No documento, a confederação pede:

  • Investigação formal das práticas adotadas;
  • Fim imediato dos boicotes aos produtos do Mercosul;
  • Retratação pública pelas declarações feitas;
  • Aplicação de multa proporcional às infrações.

A CNA também argumenta que as ações das empresas violam regras de concorrência da União Europeia e contrariam os termos do Acordo Mercosul-UE, concluído em dezembro de 2023. Além disso, sustenta que a campanha dos varejistas compromete a imagem da agropecuária brasileira e desestimula importadores e consumidores europeus.

A iniciativa da CNA surgiu após publicação do presidente do Carrefour, Alexandre Bompard, nas redes sociais, questionando a conformidade das carnes do Mercosul com as normas francesas. Outras redes aderiram à posição, intensificando a polêmica em meio às negociações comerciais entre os blocos.

O presidente da CNA, João Martins, coordenou a resposta institucional à ofensiva francesa e contratou escritório jurídico em Bruxelas para conduzir a ação.



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Câmara aprova urgência para votar PL que regulariza imóveis rurais em faixa de fronteira



A Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (26), a urgência para votação do projeto de lei nº 4497/2024, que regulariza registros de imóveis rurais localizados em faixas de fronteira vendidos ou concedidos por estados mesmo sem autorização federal, desde que tenham sido feitos até 23 de outubro de 2015.

De autoria do deputado federal Tião Medeiros (PP-PR), a proposta foi aprovada com 294 votos favoráveis e 107 contrários. 

O texto estende, até 2030, o prazo final para a regularização de imóveis rurais localizados em áreas de faixa de fronteira, dando aos produtores rurais mais cinco anos para cumprirem com as exigências legais.

“Foi uma vitória importante, mas a bancada do agro segue unida e vigilante, pois o mérito do projeto ainda precisa ser votado e aprovado com máxima urgência”, destacou Tião Medeiros.

Atualmente, pela lei nº 13.178/2015, o prazo para regularizar os imóveis rurais situados na faixa de fronteira termina em 22 de outubro de 2025. Além da prorrogação do prazo até 2030, o PL 4497 pretende modernizar e desburocratizar o processo.

O texto estabelece que a ratificação de propriedades com área superior a 2.500 hectares dependerá de autorização legislativa expressa do Congresso Nacional. 

Além disso, transfere para os cartórios de registro de imóveis a responsabilidade pela tramitação dos pedidos de regularização — uma atribuição que, atualmente, é do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

“Esse projeto é uma questão de justiça com o setor agropecuário. Queremos garantir que quem trabalha, produz e preserva tenha o direito de manter sua propriedade regularizada, com segurança jurídica e tranquilidade para seguir contribuindo com o desenvolvimento do Brasil”, afirmou Tião Medeiros.

Com a urgência aprovada, o projeto seguirá diretamente para votação no plenário da Câmara dos Deputados. A data da votação do mérito do PL ainda será definida pelo presidente da Casa, deputado Hugo Motta.



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Bahia Farm Show 2025 entra em contagem regressiva e espera mais de 100 mil visitantes


Com expectativa de atrair mais de 100 mil visitantes, a montagem dos estandes da Bahia Farm Show 2025 está em andamento no complexo do evento que será realizado entre os dias 9 e 14 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia.

Com isso, a 19ª edição da feira de tecnologia agrícola entra em contagem regressiva. A movimentação no complexo, que conta com uma área de 246 mil metros quadrados, já é intensa.

Equipes de montagem trabalham para erguer as estruturas que abrigarão 434 expositores que representarão mais de mil marcas, incluindo fabricantes de máquinas e implementos agrícolas, soluções em irrigação, sementes, fertilizantes, aviação agrícola e tecnologias voltadas à conectividade e gestão no campo.

O diretor da Bahia Farm Show, Alan Malinski, reforça que a infraestrutura logística é reconhecida pelos expositores e visitantes como um dos grandes diferenciais dentre as demais feiras agrícolas.

“O espaço foi planejado para garantir fluidez no acesso com a grande circulação de veículos e pessoas, com amplas áreas de estacionamento, ruas internas asfaltadas e sinalizadas, sendo parte delas sombreadas, e paisagismo que proporciona mais conforto aos visitantes”, afirma.

Programação

Além da exposição de tecnologias de ponta, que estarão distribuídas na área externa e em três galpões cobertos, a Bahia Farm Show 2025 também proporcionará uma programação técnica e comercial preparada para atrair agricultores, profissionais e estudantes da área agrícola.

Estão previstas palestras, fóruns e painéis com especialistas renomados, abordando temas como agricultura sustentável, inovação no campo, uso racional da água e tendências de mercado.

“A Bahia Farm Show não é apenas uma vitrine de tecnologias, mas um ponto de encontro estratégico para o fechamento de negócios, troca de conhecimento e o estabelecimento de parcerias que valorizam o desenvolvimento do agronegócio nacional”, destaca o presidente da feira e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt.

Foto: Divulgação/Aiba

Com o tema “Agro Inteligente, Futuro Sustentável”, a próxima edição da feira se consolidará como palco de inovações e oportunidades no setor agrícola, contribuindo para o desenvolvimento econômico e tecnológico da região. A feira agrícola também trará como destaque uma área voltada para a agricultura familiar, com comercialização de produtos regionais, além de leilões de gado de corte, demonstrações de campo e treinamentos técnicos, dentre outros.

A Bahia Farm Show 2025 é uma realização da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), da Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento do Oeste Baiano (Fundação Bahia) e da Associação dos Revendedores e Representantes de Máquinas, Equipamentos e Implementos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba). 


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Exportação de carne bovina e suína segue aquecida; frango recua levemente



As exportações brasileiras de carne bovina e suína seguem aquecidas até a quarta semana de maio, enquanto as de carne de aves sofreram um leve recuo na média diária de embarques.

Os números parciais de exportação de proteína animal pelo Brasil foram divulgados nesta segunda-feira (26), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex), e consideram, até o momento, 16 dias úteis.

As exportações de carne bovina do Brasil somam, até a quarta semana de maio, 173,80 mil toneladas, com média diária exportada de 10.862 toneladas em 16 dias úteis. Em comparação com a média diária exportada de maio de 2024, de 10.093 toneladas, houve avanço de 7,62%. Durante o mês de maio inteiro do ano passado, a exportação totalizou 211.956 toneladas.

O preço médio pago por tonelada também avançou na média de maio/2025, ficando, até agora, em US$ 5.177,70, 14,9% a mais ante a média de maio de 2024, de US$ 4.503,20. Em relação ao faturamento, o acumulado, até a quarta semana de maio, é de US$ 899,9 milhões, ante US$ 954,47 milhões do mês de maio inteiro do ano passado.

Quanto às exportações de carne de aves, o volume exportado até a quarta semana de maio somou 318.529 toneladas. No mês de maio de 2024, foram exportadas 424.417 toneladas. A média diária de embarques até agora é de 19.908 toneladas, 1,49% abaixo das 20.210 toneladas de maio/2024.

Em faturamento, o atual mês de maio somou até agora US$ 575,95 milhões. Já maio de 2024 fechou com US$ 751,89 milhões. O faturamento médio diário com as exportações de carne de aves equivale, até o momento, a US$ 1.808,20 por tonelada, 2,07% mais ante os US$ 1.771,60 por tonelada de maio/2024.

Em relação à carne suína, o Brasil exportou, até a quarta semana de maio, 82.226 toneladas. Em maio de 2024, o total exportado acumulou 91.629 toneladas. A exportação média diária está em 5.139 toneladas nesses 16 dias úteis de maio, 17,79% mais do que as 4.363 toneladas de maio/2024.

O valor faturado antes mesmo de fechar o mês de maio, de US$ 211,51 milhões, já ultrapassou em 0,68% o valor total de maio de 2024, de US$ 210,08 milhões. Isso se deve ao preço médio maior pago por tonelada em maio de 2025 ante igual mês de 2024. Neste mês, os importadores pagaram US$ 2.572,40 por tonelada, 12,19% mais ante os US$ 2.292,80 por tonelada de maio de 2024.



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Colheita de soja 2024/25 está praticamente concluída no Brasil, segundo a Conab



A colheita de soja da safra 2024/25 no Brasil já está praticamente no fim, perfazendo 99,5% da área semeada, conforme o boletim de Progresso de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os trabalhos de campo avançaram 0,6 ponto percentual em relação à semana anterior. Na média dos últimos cinco anos, que é de 99,1%, a colheita está 0,4 ponto percentual adiantada.

Entre os 12 estados produtores, ainda falta encerrar a colheita no Rio Grande do Sul e no Piauí, que contam, ambos, com 99% da área colhida, além de Santa Catarina (97,5%) e Maranhão (90%).

Colheita de milho

A colheita do milho de inverno 2024/25, ou “safrinha” já começou no país. Até domingo (25), 0,3% da área havia sido colhida, avanço de 0,3 ponto percentual em relação à semana passada.

Na comparação com igual momento da safra 2023/24, quando 1,1% havia sido colhido, há atraso de 0,8 ponto percentual. Em comparação com as últimas cinco safras, cuja média de colheita é de 0,6%, há atraso de 0,3 ponto percentual.

Já a colheita do milho verão 2024/25 perfazia, até domingo, no país, 86,9% da área semeada, avanço de 4,6 pontos percentuais em relação à semana anterior. Em relação a igual período da safra passada, há adianto de 5,3 pontos percentuais.

Na média dos últimos cinco anos, que é de 83,2%, a colheita também está adiantada em 3,7 pontos percentuais.

Arroz

A colheita de arroz no país atingia, até domingo, 97,4% da área, avanço de 2,4 pontos percentuais em relação à semana anterior. Em comparação com igual período do ciclo 2023/24, quando 94% do cereal havia sido colhido, há avanço de 3,4 pontos porcentuais. Na média dos últimos cinco anos, que é de 97,2%, há leve avanço de 0,2 ponto porcentual.

Algodão

A colheita de algodão 2024/25 também já começou no país e atinge, agora, 0,4% da área plantada, avanço de 0,2 ponto percentual em relação à semana passada. Na comparação com a safra passada, há leve atraso de 0,3 ponto percentual. Na média dos últimos cinco anos, de 0,5%, há leve atraso de 0,1 ponto porcentual.

Trigo

Por fim, a semeadura do trigo 2025 cobria até domingo 30,6% da área, informou a Conab. Em relação à semana passada, os trabalhos avançaram 5,1 pontos porcentuais.

Na comparação com igual momento da safra passada, quando 29,6% estavam semeados, há adianto de 1 ponto percentual. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 30,1%, há adianto de 0,5 ponto percentual.



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Primeira onda de frio de verdade está chegando! E vem muito forte


O fim de maio vai trazer a primeira onda de frio real de 2025. De acordo com a Climatempo, esse frio estará entre os mais intensos de todo o ano. 

Os meteorologistas preveem que a onda de frio trará temperaturas abaixo de 0 °C a áreas dos três estados da região Sul. Mas o Centro-Oeste e o Sudeste não perdem por esperar: as duas regiões devem ver os termômetros marcando menos de 10 °C.

O ar polar entrará intenso pelo interior do país, causando uma queda de temperatura nessas regiões e até no Norte, atingindo Rondônia, Acre e sul do Amazonas.

Impacto da onda de frio

A previsão da Climatempo é de que o ar frio de origem polar comece a atuar com força no Sul durante a próxima quarta-feira (28), causando uma acentuada queda das temperaturas máximas. A noite dessa quarta já será bem fria por lá.

Também nesse dia, o vento frio começa a influenciar as áreas de Mato Grosso do Sul próximas ao Paraguai.

Na quinta-feira (29), a onda de frio começa a causar queda de temperatura em São Paulo, Mato Grosso do Sul e oeste e sul de Mato Grosso. Também deve chegar a áreas de Rondônia e, provavelmente, ao extremo sul do Acre e do Amazonas.

A sexta-feira (30) deve apresentar o pico do frio, segundo a Climatempo, com acentuada queda de temperatura na madrugada nos estados do Sul, em São Paulo, sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro, Mato Grosso do Sul, extremo sul de Goiás, oeste e sul de Mato Grosso, Rondônia, Acre e sul do Amazonas.

Nesse dia, é esperada ainda queda acentuada da temperatura máxima no Rio de Janeiro e na Zona da Mata Mineira. 

Na Grande Belo Horizonte, no centro-norte e leste de Minas Gerais e no Espírito Santo, essa baixa das temperaturas máximas deve ocorrer no sábado (31). 

Essas últimas áreas do Sudeste serão as menos impactadas pela forte onda de frio que deve passar pelo Brasil nos últimos dias do mês.

Recordes de frio

Novos recordes de baixa temperatura, tanto de menor temperatura do ano como de tarde mais fria devem ser estabelecidos em muitas áreas do Centro-Sul. 

Até o dia 26 de maio, a menor temperatura registrada no Brasil em 2025 foi de  – 3,2 °C na região de São Joaquim, na Serra Catarinense. Na passagem dessa intensa onda de frio do final de maio, a Climatempo prevê temperaturas entre –5 °C e – 7 °C, nas regiões mais elevadas de Santa Catarina. As temperaturas mais baixas devem ocorrer nos dias 30 e/ou 31 de maio.

É possível que regiões no sul de Mato Grosso do Sul e na divisa de São Paulo com o Paraná registrem temperaturas próximas de 0 °C.

Áreas do norte do estado de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no extremo sul de Goiás poderão registrar temperaturas entre 5 °C e 10 °C.

A maioria das áreas no sul de Minas Gerais deve registrar temperaturas entre 5 °C e 10 °C na sexta-feira. Mas os pontos mais altos da região podem registrar entre 3 °C e 5 °C.

Muitas áreas em Mato Grosso do Sul devem registrar temperaturas entre 5 °C e 10 °C na sexta. Nessa data, o sul de Mato Grosso e a fronteira do estado com a Bolívia sentirão um resfriamento intenso e poderão registrar temperaturas entre 10 °C e 14 °C.

É possível que áreas no extremo sul de Rondônia registrem temperaturas próximas de 10 °C.

Recordes de frio nas capitais

As capitais da região Sul e de alguns estados do Centro-Oeste e Sudeste devem registrar novos recordes de menor temperatura do ano nos últimos três dias de maio de 2025. O mais provável é que as menores temperaturas ocorram na madrugada ou nas primeiras horas da manhã da sexta-feira ou do sábado.

Veja as menores temperaturas esperadas durante a onda de frio

  • Porto Alegre: 7 °C a 9 °C – recorde atual: 9,2 °C
  • Florianópolis: 9 °C a 11 °C – recorde atual: 12,4 °C
  • Curitiba: 2 °C a 4 °C – recorde atual: 9,5 °C
  • São Paulo: de 8 °C a 10 °C- recorde atual: 13,3 °C
  • Campo Grande: de 4 °C a 6 °C – recorde atual: 13,8 °C
  • Cuiabá: de 11 °C a 13 °C – recorde atual: 19 °C
  • Novos recordes de menor temperatura do ano também são esperados para Porto Velho e Rio Branco.
  • Primeira neve de 2025

Será que vai ter neve?

A frente fria que vai proporcionar essa queda severa de temperatura é resultante de uma combinação considerada muito especial de umidade e temperatura em vários níveis da atmosfera. Segundo a Climatempo, isso , vai possibilitar a ocorrência de neve e de outros tipos de precipitação invernal no Sul. 

Esta é a primeira vez que se projeta uma condição de frio úmido intenso efetivamente favorável para a ocorrência de neve em 2025.

A Climatempo prevê que a maior chance de ocorrência de neve, e de outras precipitações invernais no Sul, esteja entre o fim da tarde de quarta-feira e a madrugada de quinta. 

As áreas com maior chance de neve são as regiões serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. É considerada a possibilidade de neve inclusive de cidades mais baixas da Serra Gaúcha, como Gramado, Canela e Caxias do Sul. 

Precipitações invernais, com chuva congelada, e uma possibilidade menor de queda de neve é considerada para o planalto sul de Santa Catarina e áreas do extremo norte gaúcho. 

Porções no sul do Paraná têm maior chance de registrar chuva congelada do que neve.

Risco de geada

Após o período de frio úmido que gera neve no Sul, o Centro-Sul do Brasil vai passar pelo frio seco intenso, que é a condição favorável para a formação da geada branca. Esse fenômeno é o congelamento do orvalho sobre superfícies, que ocorre quando a temperatura alcança 0 °C ou menos. 

Quando a geada branca ocorre em grandes extensões, a aparência é de um grande tapete branco feito de gelo.

A geada na região Sul poderá apresentar de moderada a forte intensidade em vários locais dos três estados, com riscos para a agricultura.

Alguns locais do sul de Mato Grosso do sul também podem sofrer com geada, principalmente em baixadas, mas sem risco para a agricultura.

Em São Paulo, há possibilidade de geada em áreas próximas da divisa com o Paraná e nas baixadas no norte do estado, sem ameaçar os cultivos.

O sul mineiro também está sujeito a geada, sem potencial de danos, em áreas de baixada e nos pontos mais elevados da Serra da Mantiqueira.

Segundo pulso de ar frio

Uma segunda massa de ar frio polar já está sendo esperada para os primeiros dias de junho. Entre o enfraquecimento da primeira onda de frio e a chegada desta segunda massa de ar frio, não haverá tempo suficiente para um aquecimento relevante no Centro-Sul, avaliam os meteorologistas da Climatempo. 

Assim, o frio será renovado e as temperaturas vão se manter bastante baixas em grande parte dessa grande região até o dia 3 de junho.

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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como estão os preços da soja


O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul segue cauteloso, segundo informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega maio e pagamento 13/06 na casa de R$ 135,80, marcando alta de 2,11%. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 132,00 Cruz Alta – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. 04/07 R$ 132,00 Ijuí – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 131,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 04/07. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 118,50 a saca, para o produtor”, comenta.

Em Santa Catarina, a leve desvalorização observada recentemente no preço da saca reflete a instabilidade do mercado físico, com valores no interior variando entre R$ 125,00 e R$ 130,00, e no porto de São Francisco chegando a R$ 133,66. “No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 133,66”, completa.

As exportações do Paraná estão em queda. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 132,88, marcando baixa de 0,99%. Em Cascavel, o preço foi 117,28(-1,09%). Em Maringá, o preço foi de R$ 119,12(+0,13%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 118,86(-0,87%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$133,67(-0,07%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, indica.

A safra de soja em Mato Grosso do Sul foi finalizada com 14,686 milhões de toneladas, alta de 18,9%, mas com rentabilidade baixa, cerca de 8%, devido ao clima adverso. A comercialização segue lenta, com preços estáveis. Produtores avaliam alternativas como o eucalipto para melhorar a lucratividade. O frete continua pressionando as margens. No dia, a soja foi cotada a R\$ 120,11 em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia, e R\$ 111,27 em Chapadão do Sul.

No Mato Grosso os fretes estão em alta. “Mato Grosso está prestes a colher a maior safra de sua história, impulsionada principalmente pela soja. Campo Verde: R$ 112,20(-1,07%). Lucas do Rio Verde: R$ 109,18(-0,40%), Nova Mutum: R$ 109,18(-0,40%). Primavera do Leste: R$ 112,20(-1,07%). Rondonópolis: R$ 111,66(-1,54%). Sorriso: R$ 108,90(-0,66%)”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ibovespa fecha com queda discreta em dia de tombo de BB e salto de Marfrig


Logotipo Reuters

 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou com uma queda modesta nesta sexta-feira, marcada pelo tombo das ações do Banco do Brasil, refletindo frustração dos agentes com o resultado do banco nos primeiros meses do ano, e pela disparada da Marfrig, que renovou máximas históricas após anunciar que irá incorporar a BRF.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,24%, a 138.999,03 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 137.713,31 pontos na mínima e 139.334,72 pontos na máxima do dia. Na semana, contudo, acumulou um ganho de 1,82%.

O volume financeiro nesta sexta-feira somava R$25,58 bilhões antes dos ajustes finais, influenciado também pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.

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Connection Experience 2025 destaca produtos com Indicação Geográfica


De 28 a 31 de maio de 2025, Gramado (RS) sedia o Connection Experience Terroirs do Brasil, evento que celebra cultura e gastronomia regional. Mais de 50 expositores estarão reunidos para apresentar produtos com Indicação Geográfica (IG), reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Com isso, o público poderá conhecer e degustar itens únicos, como o queijo artesanal serrano, o mel de aroeira e o açafrão de Mara Rosa (GO). Enquanto passeia pela Alameda Terroir, na Rua Coberta, o visitante vivencia sabores, histórias e tradições de diferentes regiões brasileiras.

O evento é uma oportunidade de valorização da origem e do território de cada produto com IG. Além disso, a Arena de Café oferecerá degustações guiadas e experiências sensoriais com mais de 13 cafés brasileiros de origem controlada.

Com foco em negócios, o evento também promove o networking entre produtores, empreendedores e compradores de todo o Brasil. O Connection Experience fortalece cadeias produtivas locais e incentiva o turismo regional com base na sustentabilidade e na inovação.

Realizado pela Rossi & Zorzanello, em correalização com o Sebrae, o evento reforça o valor dos produtos de origem.

Para ver a agenda completa e saber mais informações, acesse AQUI.



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