domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Pecuarista com produção em três países conta diferenças de custo e rendimento


O produtor rural Alberto Asato tem produção de boi gordo no Brasil, Paraguai e na Bolívia. Durante participação no Confinar 2025, na última terça-feira (14), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, ele fez uma análise comparativa sobre a gestão da atividade pecuária nos três países.

Diretor da Sunsas (Bolívia), da Campanário Agropecuária (Brasil) e da Estância Lagunita (Paraguai), Asato apontou que o principal ponto em comum entre os três países é a dificuldade crescente em relação à mão de obra. “É um desafio constante, com maior intensidade na Bolívia, mas presente em todas as operações”, avaliou.

Custo-benefício entre países

O pecuarista mostrou que, mesmo entre países fronteiriços, a questão custo-benefício é bem distinta:

“Na Bolívia, o custo subiu e a produtividade é mais baixa. No Brasil, o custo é mais alto, mas o rendimento compensa. Já o Paraguai tem menor carga tributária e uma legislação mais favorável, o que torna a atividade menos onerosa”, destacou.

Comparando dados operacionais apresentados durante a palestra, na ponta do lápis, as diferenteças entre os três países é a seguinte:

  • Bolívia: custo médio de R$ 181,47 por arroba produzida, com uma produtividade de 13,7 arrobas por hectare ao ano
  • Paraguai: custo mais competitivo, de R$ 127,13 a arroba, com produtividade média de 19,3 arrobas por hectare ao ano
  • Brasil: apesar do custo intermediário (R$ 162,04 a arroba), se destaca pela maior produtividade: 25,2 arrobas por hectare ao ano

Segundo Asato, os números justificam, para ele, o investimento mais alto no sistema de produção brasileiro.

Propriedade no Brasil

produtor rural Alberto Asato - produção pecuária em três países - Confinar 2025produtor rural Alberto Asato - produção pecuária em três países - Confinar 2025
Alberto Asato durante o Confinar 2025. Foto: Divulgação

Na propriedade brasileira, localizada em Laguna Carapã, sudoeste de Mato Grosso do Sul, Asato conta que a sua estratégia é baseada na intensificação e na qualidade do rebanho, com foco na exportação.

“Trabalhamos com produtos de alta performance. O Brasil tem ampliado sua participação nas exportações e isso exige um modelo produtivo mais eficiente e competitivo”, considera.

Sobre o Paraguai, o produtor destacou a vantagem tributária. “É o país com a melhor estrutura em termos de legislação patrimonial e carga fiscal. A exportação é significativa e o ambiente regulatório mais estável permite planejar com maior segurança.”

Por fim, o pecuarista reformou que, embora o produto final seja o mesmo — proteína animal de alta qualidade — os caminhos para produzi-lo mudam conforme o país, mesmo que estejam geograficamente conectados.



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Fenasul Expoleite reúne genética, negócios e debate em Esteio



Começou nesta quarta-feira (14) e segue até domingo (18) a Fenasul Expoleite, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A feira é considerada uma das maiores exposições de gado leiteiro do Rio Grande do Sul e movimenta diferentes segmentos do agronegócio com foco em genética, produção, comercialização de embriões e debate sobre o futuro da atividade.

Neste ano, mais de três mil animais ocupam o parque. Entre eles, vacas selecionadas por produtores como Diogo Ferraboli, que participa do concurso leiteiro com exemplares capazes de produzir mais de 100 litros por dia. “A gente escolhe os animais pela produção, comportamento e também pela conformação”, explica.

A 18ª edição da Fenasul e a 45ª Expoleite marcam a retomada do evento, que não foi realizado no ano passado devido às enchentes que deixaram o parque submerso por 40 dias. Para o setor, é um momento de superação, mas também de alerta.

“O setor leiteiro clama. Setenta por cento dos produtores saíram da atividade na última década. Isso não é só sucessão ou gestão, é um alerta para todos”, afirmou Marcos Tang, presidente da Gadolando e da Febrac.

O secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum, destacou a resiliência dos produtores mesmo diante de quatro estiagens seguidas e uma cheia histórica. Segundo ele, 2024 é um ano de reconstrução e inovação.

Como parte das ações estruturantes, o governo estadual anunciou o investimento de R$ 900 milhões no Programa de Manejo do Solo, voltado a melhorar a qualidade da alimentação dos rebanhos e, consequentemente, a produtividade do leite. “A produção está diretamente ligada à qualidade do alimento dos animais”, ressaltou o governador em exercício, Gabriel Souza.

Além do leite, a feira também representa uma fonte de renda extra para os produtores. Os animais expostos têm genética de ponta e podem gerar negócios o ano inteiro com a venda de embriões e reprodutores. “É gratificante ver que nosso trabalho está sendo valorizado”, disse Ferraboli.

A Fenasul Expoleite conta ainda com exposição de máquinas, insumos e um espaço dedicado à agricultura familiar, com 40 estandes de agroindústrias. A entrada e o estacionamento são gratuitos, e a expectativa é receber cerca de 100 mil visitantes até o encerramento no domingo.



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Fogo destrói única colheitadeira de pequeno produtor no interior gaúcho



Além dos problemas com o clima e do endividamento enfrentado por muitos agricultores gaúchos, o produtor Cleiton Dalmas, do município de Pedras Altas (RS), teve a única colheitadeira da propriedade destruída pelo fogo. O agricultor gravou um vídeo dramático do momento em que as chamas consumiam a máquina.

Nas imagens, é possível observar que o incêndio, aparentemente, começou na parte do motor. Mesmo com o uso de dois extintores, Cleiton não conseguiu conter o fogo, que se espalhou rapidamente por todo o equipamento.

No mesmo vídeo, Cleiton registra a cena assustadora da colheitadeira em chamas descendo desgovernada por uma ribanceira. A máquina para em um barranco, em meio à mata, enquanto o fogo continua se alastrando.

Segundo relato da repórter Eliza Maliszewski, do Canal Rural Rio Grande do Sul, o produtor está muito abalado com a situação, pois o equipamento estava 100% financiado junto ao banco e ao antigo proprietário. Cleiton ainda iria pagar a primeira prestação.

No vídeo, o agricultor também revela que havia comprado pneus novos para a colheitadeira e, sem poder fazer nada, lamenta quando o fogo atinge os pneus recém-instalados. Saiba como ajudá-lo em nossa publicação no Instagram.





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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de café somam US$ 5,23 bilhões até abril


De acordo com o Relatório de abril do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as exportações dos Cafés do Brasil entre janeiro e abril de 2025 somaram 13,81 milhões de sacas de 60 kg, com receita cambial de US$ 5,23 bilhões. Apesar da queda de 15,5% no volume em comparação ao mesmo período do ano anterior, o valor arrecadado representa um recorde para o quadrimestre, com alta de 51% sobre os US$ 3,44 bilhões registrados em 2024.

O preço médio da saca exportada no período foi de US$ 382,44. Desse total, 84,8% das exportações corresponderam à espécie Coffea arabica, com 11,71 milhões de sacas. O Coffea canephora (robusta e conilon) alcançou 807,16 mil sacas, equivalente a 5,8%, enquanto o café solúvel respondeu por 1,28 milhão de sacas. As demais categorias representaram aproximadamente 0,2% do total exportado.

Os Estados Unidos lideraram o ranking de destinos das exportações brasileiras no primeiro quadrimestre de 2025, com 2,37 milhões de sacas adquiridas, equivalentes a 17,16% do total. Em seguida, aparecem a Alemanha (1,78 milhão de sacas ou 12,88%), a Itália (1,14 milhão de sacas ou 8,25%), o Japão (865,93 mil sacas ou 6,17%) e a Bélgica (618,30 mil sacas ou 4,47%).

Considerando os dados acumulados do ano-safra 2024/25, iniciado em julho de 2024, as exportações brasileiras totalizaram 40 milhões de sacas, crescimento de 1,52% em relação ao mesmo período do ano-safra anterior. No mesmo intervalo, a receita cambial alcançou US$ 12,44 bilhões, aumento de 56,31%.





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‘Brasil merece discutir crescimento a 5%’, afirma Wesley Batista



O empresário Wesley Batista, conselheiro da JBS, expressou nesta terça-feira uma visão otimista em relação ao Brasil, mesmo diante de um contexto internacional complexo. “Quando você olha os números, por exemplo, o de desemprego, nós não estamos mal. Balança, nós não estamos mal. Reformas, eu acho que o Brasil tem avançado”, afirmou. A avaliação foi feita durante painel do fórum VEJA Brazil Insights Nova York. O evento reuniu importantes autoridades, parlamentares e empresários do Brasil para debater as oportunidades e os desafios para o país.

Batista apontou também os desafios cruciais que precisam ser enfrentados para impulsionar o crescimento nacional. “Nós temos, sem dúvida nenhuma e nós fazemos parte disso, uma taxa de juro real gigantesca no Brasil, gerando um déficit nominal gigantesco. Eu acho que esse é um desafio que o país enfrenta”, alertou. Ele avaliou positivamente o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, com projeções de crescimento na casa de 2,5% a 3%, mas, segundo ele, o país merece discutir crescimento entre 4% e 5%.

Conselheiro de uma gigante global com forte presença nos Estados Unidos, onde a JBS emprega 70 mil pessoas, Wesley Batista traçou um paralelo entre o Brasil e a vocação americana: “É um país de gente trabalhadora, é um país de gente empreendedora, é um país que faz as coisas acontecerem”. Ele enfatizou a capacidade do brasileiro de prosperar em qualquer lugar do mundo, fruto da resiliência e da expertise adquirida em um ambiente de negócios complexo.

Apesar dos desafios do cenário brasileiro, Wesley Batista reiterou seu otimismo e destacou o potencial inexplorado do interior do país, especialmente no setor do agronegócio. “É impressionante a transformação que o Brasil está fazendo no interior do país afora. A riqueza que está sendo gerada no interior do país e a interiorização do Brasil, eu acho que está muito mais pungente do que o pessoal de São Paulo, do Rio, de Brasília está conseguindo enxergar.”

Finalizando sua participação, Batista fez um apelo ao orgulho nacional e à necessidade de focar em soluções práticas para o desenvolvimento. “Nós temos que falar bem do Brasil. Porque é um negócio inacreditável como nós mesmos nos depreciamos. É um autoflagelamento em praça pública”, exclamou. Para ele, a chave para o futuro do Brasil reside na simplificação do ambiente de negócios, o que geraria mais riqueza, produtividade e empregos. “O Brasil tem que simplificar a forma de empreender. Porque aí você gera riqueza, você gera produtividade, você tem ganho de produtividade, você gera emprego e assim vai.”



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Chuvas volumosas, com até 150 mm, atingem vários estados até a próxima semana; veja onde


As águas quentes do oceano Atlântico, na costa brasileira, favorecem a persistência das chuvas no litoral da região Nordeste. A tendência é de continuidade das chuvas durante todo o final de semana, estendendo-se até pelo menos terça-feira (20).

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que, em algumas localidades, de forma pontual, os volumes podem ultrapassar 150 mm, especialmente entre o litoral de Sergipe e Pernambuco.

Até amanhã (16), as chuvas deverão ser persistentes no litoral da Bahia, no litoral norte de Alagoas, de Pernambuco, da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

No sábado (17), as instabilidades se intensificarão, deslocando-se para o litoral de Sergipe e, posteriormente, no domingo (18) e na segunda-feira (19), para o leste de Alagoas ao Rio Grande do Norte.

Mapa do Inmet mostra áreas em situação de perigo
Mapa do Inmet mostra áreas em situação de perigo. Foto: reprodução/ Inmet

De acordo com o Inmet, há maior probabilidade de que entre domingo (18) e terça-feira (20) ocorra o período mais crítico, com chuvas volumosas no litoral da região, especialmente em Alagoas e Pernambuco. A população dessas áreas deve permanecer atenta a possíveis transtornos e seguir as orientações da Defesa Civil de seus estados.

O instituto já antecipou avisos laranja (perigo) e amarelo (perigo potencial) para a região, com destaque para o litoral entre o Rio Grande do Norte e a Bahia durante esse período.

É fundamental manter-se atento às atualizações das previsões e dos avisos meteorológicos especiais.



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Coamo obtém licença para usina de etanol de milho no PR


O governo do Paraná concedeu, nesta quarta-feira (14), a Licença de Instalação (LI) para a construção da primeira usina de etanol de milho da Coamo Agroindustrial Cooperativa. A planta será instalada em Campo Mourão, na região Centro-Oeste do estado. O documento foi emitido pelo Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

O projeto da cooperativa prevê um investimento de R$ 1,7 bilhão, incluindo um financiamento de R$ 500 milhões aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos do Fundo Clima.

Após a conclusão, a usina terá capacidade para processar 1,7 mil toneladas de milho diariamente e produzir 765 mil litros de etanol a cada 24 horas. A Coamo estima destinar entre 500 e 600 mil toneladas das 3 milhões de toneladas de milho que recebe anualmente para a produção do biocombustível. A expectativa é que as operações se iniciem no segundo semestre de 2026.

Governador do PR, Ratinho Junior, observa tótem no Memorial da Coamo. Foto Jonathan Campos/ Agencia Estadual de Noticias. Governador do PR, Ratinho Junior, observa tótem no Memorial da Coamo. Foto Jonathan Campos/ Agencia Estadual de Noticias.
Governador do PR, Ratinho Júnior, visita o Memorial da Coamo. | Foto: Jonathan Campos/AEN.

“É uma alegria participar desse momento histórico, a primeira grande indústria de etanol de milho do Paraná, uma planta bilionária de investimentos da Coamo, consolidando o Paraná como um dos maiores produtores de biocombustível do Brasil”, afirmou o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, que foi pessoalmente entregar a liberação com sua equipe.

Adicionalmente, a planta industrial gerará diariamente 510 toneladas de farelo para nutrição animal (DDGS) e 34 toneladas de óleo de milho, subprodutos do processo de fermentação.

A nova unidade será construída no Parque Industrial da Coamo, localizado às margens da BR-487. O complexo já abriga nove plantas industriais voltadas para os setores de alimentação humana e animal.A cooperativa informa que a fase de construção deverá gerar 2.200 empregos diretos, com a criação de outras 250 vagas quando a usina estiver em operação. Segundo o presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari, o objetivo do empreendimento é agregar valor à produção dos cooperados.

“É uma indústria que agrega valor. Não é mais apenas a venda de um cereal, mas sim um cereal transformado em um biocombustível e num farelo de alta proteína”

Airton Galinari, presidente executivo da Coamo

“Vamos esmagar 600 mil toneladas de milho ao ano, com produção de etanol, farelo de milho e óleo de milho. Para a comunidade é espetacular porque gera emprego perene, qualidade e traz desenvolvimento. É uma indústria que agrega valor. Não é mais apenas a venda de um cereal, mas sim um cereal transformado em um biocombustível e num farelo de alta proteína”, afirmou Galinari.

A matriz energética da usina será termelétrica, utilizando eucalipto de reflorestamento próprio em uma área de 5 mil hectares. A planta terá capacidade de gerar 30 megawatts de energia elétrica, volume suficiente para suprir a demanda de todo o complexo de etanol de milho.

Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, o investimento da cooperativa mostra que é possível o crescimento econômico aliado à sustentabilidade. “Com o investimento benéfico da Coamo, vamos ver se materializar para sempre mais uma matriz de sustentabilidade para ser oferecida ao mundo pelo nosso grandioso Paraná. O supermercado do mundo é pouco para nós”, defendeu.

Usinas no Brasil

O Brasil possui atualmente 24 usinas de etanol de milho em operação, sendo 11 dedicadas exclusivamente ao cereal e as demais com produção flexível (cana e milho). A produção de etanol de milho concentra-se principalmente na região Centro-Oeste, com projetos de expansão em outras áreas do país.

Números

Investimento Total R$ 1,7 bilhão
Financiamento BNDES R$ 500 milhões
Capacidade de Processamento 1,7 mil toneladas/dia de milho
Produção de Etanol 765 mil litros/dia
Produção de DDGS 510 toneladas/dia
Produção de Óleo de Milho 34 toneladas/dia
Empregos na Construção 2.200 diretos
Empregos em Operação 250 diretos
Área de Reflorestamento 5 mil hectares
Geração de Energia 30 megawatts

Coamo

Com 54 anos de existência, a Coamo Agroindustrial Cooperativa é a maior empresa do Paraná e aparece na 44ª posição entre as 500 maiores do Brasil no ranking Época Negócios 360º 2024, liderando o setor que mais se destaca no cenário de negócios do Estado: o cooperativismo. A gigante do setor encerrou o ano passado com uma receita global de R$ 28,82 bilhões. Desse montante, R$ 694 milhões foram distribuídos entre os mais de 32 mil cooperados espalhados pelo Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Mesmo diante das dificuldades climáticas, a Coamo recebeu um total de 8,02 milhões de toneladas de produtos agrícolas em 2024, equivalente a 2,7% da produção brasileira de grãos e fibras. No mercado externo, exportou 4,34 milhões de toneladas de commodities e produtos alimentícios, gerando um faturamento de US$ 1,88 bilhão.

A industrialização é um pilar importante dos negócios da Coamo. A planta de etanol deve se somar a outras plantas de processamento de soja, café, margarina e gordura vegetal, distribuídas entre Campo Mourão, Paranaguá (PR) e Dourados (MS). Em 2024, inaugurou sua nova fábrica de rações, produzindo nutrição animal para gado de corte e leiteiro, equinos, suínos, aves, peixes, cães e gatos, com investimento de R$ 178 milhões.



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Exportação de carne suína é a segunda maior da história



O montante de carne suína exportado pelo Brasil no mês de abril é o segundo maior da série histórica da Secretaria do Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997. Os dados foram analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o instituto, as exportações atingiram 127,8 mil toneladas de produtos in natura e processados. Assim, o resultado das exportações obteve um retorno de R$ 1,73 bilhão, que supera em 9,3% o valor de março e em 40% o de abril de 2024.

Além da receita, o volume exportado também é um dos maiores da série histórica da Secex, ocupando a terceira posição. O aumento foi de 11,4% na comparação com março e de 14,5% no comparativo com abril do ano passado.

Sobre o mercado interno, os especialistas do Cepea analisam que existe um equilíbrio entre a oferta e a demanda por carne suína. Dessa forma, como o mercado não se aqueceu como esperado, os preços seguem em estabilidade, como explica o instituto.

*Texto sob supervisão do jornalista Thiago Dantas



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Conheça os vencedores do Prêmio Brasil Artesanal de Geleias



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciou os vencedores do Prêmio CNA Brasil Artesanal – Edição Geleia.

A premiação reconheceu os melhores produtores de geleias simples e mistas do país, valorizando a qualidade, o sabor e a autenticidade do produto artesanal brasileiro.

O concurso foi realizado em parceria com a Embrapa, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL/SAA-SP) e o Sebrae.

Os participantes passaram por três etapas de avaliação:

• Análise técnica por especialistas

• Degustação popular às cegas

• Avaliação da história por trás de cada produto

Os cinco finalistas de cada categoria receberam certificados e prêmios em dinheiro. Além disso, os três primeiros colocados ganharam os Selos de Participação Ouro, Prata e Bronze.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Confira a lista dos premiados:

Categoria – Geleia Simples

1º lugar – Geleia Bergamota da Casa Piovene – Gramado (RS)

2º lugar – Geleia Bacuri Orgânico da Fazenda Bacuri – Geleias Osaqui – Bragança (PA)

3º lugar – Geleia de Laranja da Léia Fardin Doces Artesanais Caseiros – Santa Rita do Passa Quatro (SP)

4º lugar – Geleia de Pêssego da Geleias da Bisa – Porto Alegre (RS)

5º lugar – Geleia de Figo da Geleias Bachmann Artesanal – Rio do Sul (SC)

Categoria – Geleia Mista

1º lugar – Geleia de Abacaxi com Pimenta da Geleias do Rancho – Formiga (MG)

2º lugar – Geleia de Cupuaçu com Pimenta Orgânico da Fazenda Bacuri – Geleias Osaqui – Bragança (PA)

3º lugar – Geleia de Abacaxi com Pimenta da Geleias da Jô – Estreito (MA)

4º lugar – Geleia de Butiá com Cachaça da Geleia de Lá Guardia – Santo Ângelo (RS)

5º lugar – Geleia de caju com pimenta da Clamar Geleias Artesanais – Jundiaí (SP)

O prêmio faz parte do Programa Nacional de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA, que desde 2019 promove concursos para valorizar produtos como: queijos, chocolates, cachaças, salames, azeites, vinhos, cafés especiais, mel e cervejas.



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safra de grãos está estimada em 332,9 milhões de toneladas



A produção de grãos no país na safra 2024/25 deverá registrar um aumento de 35,4 milhões de toneladas sobre o ciclo anterior, e atingir 332,9 milhões de toneladas. O volume, se confirmado, configura um novo recorde para a série histórica da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).

A área cultivada também deve crescer em torno de 2,2%, estimada em 81,7 milhões de hectares, assim como a produtividade média das lavouras, que tende a apresentar uma recuperação de 9,5% projetada em 4.074 quilos por hectare. Os dados estão no 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25 publicado nesta quinta-feira (15) pela Companhia.

Outro recorde

Dentre os produtos cultivados, a soja se destaca com a estimativa de um volume a ser colhido de 168,3 milhões de toneladas, a maior já registrada para o grão na história do país. A colheita da oleaginosa já chega a 98,5% da área semeada, sendo que nos estados do Centro-Oeste, Sudeste, Paraná e Tocantins os trabalhos já foram concluídos.

Em Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Rondônia e Tocantins, as produtividades alcançadas foram recordes da série histórica. O rendimento é reflexo das condições climáticas favoráveis e do alto grau de profissionalismo dos produtores.

Safra de Milho

O cereal tem produção total estimada em 126,9 milhões de toneladas, crescimento de 9,9% em relação à temporada 2023/24. A 1ª safra do grão tem a colheita finalizada em 77,6% da área semeada, com estimativa de produção em 24,7 milhões de toneladas.

Já a 2ª safra do cereal apresenta a semeadura concluída. A Conab espera uma produção em torno de 99,8 milhões de toneladas. As boas condições climáticas nas principais regiões produtoras vêm favorecendo as lavouras, predominando os estágios de floração e enchimento de grãos.

Safra do arroz e feijão

A expectativa é de uma produção de 12,1 milhões de toneladas, incremento de 14,8% em relação ao ciclo anterior. O resultado é reflexo de uma maior área semeada, atingindo 1,7 milhão de hectares, combinado com uma melhora de 7,4% na produtividade média das lavouras, chegando a 7.071 quilos por hectare.

Para o feijão, a expectativa da Conab é que ao final das três safras da leguminosa sejam colhidas 3,2 milhões de toneladas, o que garante o abastecimento interno.

Safra do algodão

A pluma também registra a semeadura finalizada, com estimativa de área em 2,1 milhões de hectares, crescimento de 7,2% sobre a safra de 2023/24. Para a produção, é esperada uma colheita de 3,9 milhões de toneladas, número 5,5% acima do volume produzido na safra anterior. O comportamento climático nos principais estados produtores vem favorecendo as lavouras, que se encontram desde o estágio de floração até o de início da colheita.

Dentre as culturas de inverno, a semeadura do trigo já teve início nos estados do Centro-Oeste, Sudeste e no Paraná. Os trabalhos de plantio já atingem 26% da área prevista para o cultivo do grão no estado paranaense.

No Rio Grande do Sul, a semeadura ainda não foi iniciada. A estimativa de produção da Conab para o cereal indica um volume de 8,3 milhões de toneladas para a safra 2025, crescimento de 4,6% sobre o ciclo passado.

Mercado

Neste levantamento, a Conab fez ajustes no quadro de suprimento de milho. Estima-se uma expansão do consumo nacional do grão para 89,3 milhões de toneladas na safra 2024/25.

Essa revisão foi realizada com base na perspectiva de crescimento da produção de etanol milho, em meio à maior disponibilidade interna do grão no segundo semestre de 2025. As exportações foram mantidas em 34 milhões de toneladas e o estoque final da safra foi ajustado para 7,1 milhões de toneladas.

No caso da soja, a perspectiva de uma produção recorde na safra da oleaginosa possibilita um ligeiro aumento nas exportações, se aproximando de 106 milhões de toneladas.



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