domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Bahia lidera o cenário agrícola na região Nordeste



As exportações do agronegócio baiano alcançaram a marca de US$ 1.5 bilhão de dólares (cerca de 8,5 bilhões de reais) entre janeiro e março deste ano, superando o volume total embarcado por todos os demais estados nordestinos, que juntos somaram US$ 1.44 bilhão. Os dados constam no Sistema Agrostat do Ministério da Agricultura e Pecuária.

O estado apresentou um crescimento de 9,15% nas exportações no primeiro trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O montante movimentado cresceu de US$ 1.37 bilhão para US$ 1.50 bilhão.

Cacau da Bahia

Segundo o governo do estado, o cenário foi impulsionado pela boa performance de diversas culturas, com destaque para o cacau e seus derivados, que registraram um aumento de 174,43%.Tendo mais de cem países como destino de seus embarques,

O secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, destaca que a abertura de novos mercados internacionais, especialmente na Ásia, tem sido um fator determinante para esse crescimento, impulsionando as vendas de produtos como algodão, soja, café e cacau e seus derivados.

“A liderança da Bahia nas exportações do setor agrícola se deve, em grande parte, à diversidade de nossa produção e altos padrões de qualidade e sustentabilidade, fruto de um trabalho conjunto entre governo, setor produtivo e investimentos em tecnologia e infraestrutura. Vamos seguir ampliando mercados, valorizando a produção baiana e garantindo renda no campo”, afirmou o secretário.

Destinos

A produção agrícola baiana é exportada para mais de cem países. Cacau e seus derivados têm como destinos a Argentina, Estados Unidos e membros da União Europeia. A soja é majoritariamente embarcada para a China, com embarques consideráveis também para a França, Europa e Taiwan.

O algodão produzido na Bahia tem como destino a China, Bangladesh, Egito, Estados Unidos e Paquistão. As frutas produzidas no estado, a exemplo da manga e da uva, possuem mercados na Espanha, Inglaterra, França, Alemanha, Estados Unidos, entre outros. Já os produtos florestais, como a celulose, madeira serrada e resinas, abastecem compradores na China, Bélgica, Estados Unidos, Itália e Holanda.

Também tiveram alta a produção de café, com um crescimento de 144%, seguido por fibras e produtos têxteis (13,7%) e papel e celulose (7,5%). Adicionalmente, as exportações do setor café e especiarias cresceram 165,44%, passando a representar 7,14% do total exportado pelo estado no trimestre.

Agronegócio brasileiro

No cenário nacional, o acumulado do primeiro trimestre de 2025, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 37,8 bilhões, aumento de 2,1% quando comparado ao ano anterior, o maior valor já registrado para o período. O superávit do setor no trimestre foi de US$ 32,6 bilhões, um crescimento de 2,1% em relação ao mesmo período de 2024.



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Japão impõe restrição a aves e ovos do Rio Grande do Sul



O Japão suspendeu temporariamente a importação de aves vivas do Rio Grande do Sul e de carne de aves e ovos frescos do município de Montenegro (RS) após a confirmação de caso de gripe aviária em uma granja comercial na cidade. O embargo foi informado em comunicado pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAF).

A suspensão ocorre após o registro do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAPP, H5N1) em uma granja comercial de produção de matrizes de aves em Montenegro e confirmado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na sexta-feira (16).

“A fim de tomar todas as medidas possíveis para evitar a entrada da doença no Japão, a importação de aves vivas do estado do Rio Grande do Sul foi temporariamente suspensa na sexta-feira, 16 de maio de 2025, e suspendemos temporariamente a importação de carne de aves e ovos frescos da cidade de Montenegro”, diz o comunicado.

A regionalização das restrições está prevista no certificado sanitário acordado em julho do ano passado entre Brasil e Japão. Os japoneses concordaram em regionalizar por município o protocolo de IAAP, conforme proposto pelo Ministério da Agricultura.

O Japão é o terceiro principal destino do frango brasileiro, respondendo por 8,8% das exportações totais do Brasil em 2024. No ano passado, o Brasil exportou 422,979 mil toneladas de carne de frango para o Japão, com receita de US$ 855,746 milhões.

De janeiro a abril deste ano, os embarques de carne de frango ao Japão somaram 123,169 mil toneladas, com total de US$ 237,321 milhões, conforme números compilados do Agrostat – sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro.

Segundo levantamento do Ministério da Agricultura, além das suspensões regionais das compras pelo Japão, as exportações de frango e derivados de todo o território brasileiro estão suspensas para China, União Europeia, Canadá, África do Sul, Chile, Argentina, Uruguai, México e Coreia do Sul.



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Mapa investiga casos de gripe aviária em cinco estados



Nesta segunda-feira (19), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou a investigação de um caso suspeito de gripe aviária em uma produção comercial na cidade de Ipumirim, no oeste de Santa Catarina. A informação consta no mapa de atualização de focos da doença.

Além disso, uma propriedade no município de Aguiarnópolis (TO) está sob investigação. A análise preliminar das amostras coletadas revelou a presença do vírus Influenza A, com baixa probabilidade de se tratar de uma cepa de alta patogenicidade, considerando as características epidemiológicas, laboratoriais e clínicas observadas. A investigação laboratorial segue em andamento, e medidas de controle de trânsito já foram adotadas, mantendo a situação sob controle e com vigilância adequada.

No Rio Grande do Sul, o Mapa também está investigando uma suspeita de gripe aviária em uma propriedade de subsistência, após a confirmação de focos da doença no estado. A propriedade está recebendo atenção especial da Defesa Agropecuária. As amostras coletadas foram enviadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), em Campinas, e serão processadas ainda hoje (19), com previsão de resultado preliminar até o fim do dia.

O ministério reforça que, por se tratar de uma criação de subsistência, o caso não impacta o comércio internacional nem compromete a segurança dos alimentos inspecionados.

Outros trabalhos de investigação também estão em andamento em criações de subsistência nos estados do Ceará, Mato Grosso e Sergipe.

Segundo o Mapa, investigações de suspeitas são rotina na atuação da Defesa Agropecuária. Em situações de emergência, o número de investigações tende a aumentar inicialmente, o que demonstra a robustez do sistema brasileiro, que trata todas as ocorrências com eficiência e transparência.

Foco de gripe aviária em Montenegro

O Mapa também divulgou um balanço da operação no Rio Grande do Sul, após a confirmação de focos da doença no estado. Até domingo (18), 29 das 30 propriedades localizadas na área de 3 km (zona perifocal) em torno do foco em Montenegro foram vistoriadas, com a meta de atingir 100% até o final do dia. Na zona de vigilância (raio de 7 km a partir da zona perifocal), 238 das 510 propriedades já haviam sido inspecionadas.

Na propriedade foco, todas as aves e ovos já foram descartados. O processo de limpeza e desinfecção das instalações está em andamento.

Das sete barreiras de bloqueio ao trânsito de animais, cinco já foram instaladas. Quatro das seis barreiras de desinfecção também estão em funcionamento, com previsão de conclusão das instalações ainda hoje.

Os ovos provenientes da propriedade foco foram completamente rastreados e sua destruição está em curso. Em seguida, será iniciado o processo de limpeza e desinfecção dos três incubatórios.



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AgroNewsPolítica & Agro

Redução tarifária EUA-China impacta mercado da soja


O primeiro mês cotado da soja na Bolsa de Chicago encerrou a quinta-feira (15) em US$ 10,51 por bushel, após ter atingido US$ 10,67 ao longo da semana. Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) referente a semana de (09/05 a 15/05), publicada na quinta-feira (15), o recuo foi motivado por três fatores principais: a redução de tarifas entre Estados Unidos e China, a alta nas cotações do óleo de soja e a divulgação de uma estimativa de safra mais enxuta nos EUA.

“A confirmação de uma área semeada menor nos Estados Unidos, conforme o relatório de oferta e demanda divulgado no dia 12, trouxe incertezas ao mercado, mesmo com o clima favorável ao plantio”, explicou a Ceema. Até 11 de maio, cerca de 48% da área prevista havia sido plantada, acima da média de 37% dos últimos cinco anos.

O relatório também indicou uma redução de 4,1% na área a ser cultivada com soja nos EUA em 2025/26, projetando uma produção de 118,1 milhões de toneladas, levemente inferior à da safra anterior. Os estoques finais norte-americanos devem cair para 8,03 milhões de toneladas, e o preço médio pago aos produtores deve subir para US$ 10,25 por bushel.

Globalmente, a produção mundial de soja para o ciclo 2025/26 é estimada em 426,8 milhões de toneladas. A produção brasileira deve alcançar 175 milhões, enquanto a da Argentina pode atingir 48,5 milhões e a do Paraguai, 11 milhões de toneladas. As exportações brasileiras estão projetadas em 112 milhões de toneladas, volume igual ao estimado para as importações chinesas, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No entanto, os dados oficiais da China indicam tendência de queda nas compras. Em abril, as importações de soja pelo país asiático somaram 6,08 milhões de toneladas, o menor volume para o mês desde 2015. “A burocracia nos portos aumentou o tempo de transporte interno para até 25 dias, o que tem atrasado o comércio”, informou a Ceema.

O governo chinês projeta uma redução nas importações para 2025/26, estimando compras de 95,8 milhões de toneladas — bem abaixo dos 112 milhões previstos pelo USDA. Para o ciclo atual, 2024/25, as importações devem ficar em torno de 96 milhões, frente a 104,8 milhões no ano anterior.

Mesmo com a redução temporária nas tarifas entre China e Estados Unidos, produtores norte-americanos apontam desvantagens. “Os 10% de tarifa ainda mantidos impedem a competitividade dos nossos produtos frente à soja brasileira”, afirmaram representantes do setor nos EUA, segundo a Ceema.





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MEIs terão acesso a R$ 250 milhões



Os microempreendedores individuais (MEIs) de todo o Brasil ganham agora um reforço de peso: R$ 250 milhões serão disponibilizados em crédito, com garantia do Sebrae.

Esse recurso faz parte do programa ‘Acredita Microcrédito‘, que visa facilitar o acesso ao financiamento para quem quer investir, crescer ou organizar melhor o negócio.

A novidade é resultado de uma colaboração entre o Sebrae e a Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (ABCRED). A estimativa é que até 70 instituições atuem para facilitar o crédito a quem está na base da economia.

“Este momento representa o abrir das portas do crédito para o pequeno empreendedor, para que ele garanta a longevidade, a segurança e o crédito assistido para seu pequeno negócio, com apoio do Sebrae.” Afirma, Décio Lima, presidente do Sebrae.

Com isso, mais de 42 mil MEIs e produtores rurais devem ser beneficiados. O crédito será operacionalizado com o apoio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), em parceria com organizações especializadas em microfinanças (OSCIPs).

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João Chaves, produtor rural da Cachaça Remedin, do Distrito Federal, foi um dos beneficiados com a iniciativa e destacou a importância do crédito para o crescimento do pequeno negócio.

“A gente pretende fazer a utilização de crédito para expansão da marca, estipular prazos de pagamento, que só são possíveis através de ações como essas de agora. É de fundamental importância não só para nós, produtores rurais, mas para toda a linha de empresários e micro e pequenos empreendedores”, afirmou João.

Dessa forma, o Sebrae reforça seu papel de ponte entre o empreendedor e as oportunidades. Para quem é MEI, essa é a chance de tirar ideias do papel ou dar um novo fôlego à empresa.



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incertezas fiscais seguem pressionando o câmbio e os juros no Brasil ; ouça o Diário Econômico


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a semana foi marcada pela trégua comercial entre China e EUA, que reduziu o risco global e animou os mercados, com alta nas bolsas e nos juros americanos. No Brasil, o bom humor externo sustentou a valorização da Bolsa, mas incertezas fiscais seguem pressionando o câmbio e os juros longos.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Abelhas consomem reservas para enfrentar noites frias



Produção de própolis cresce no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

As condições climáticas registradas nas últimas semanas têm influenciado diretamente o manejo apícola no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (15) pela Emater/RS-Ascar, as abelhas seguem ativas durante o dia na região administrativa de Porto Alegre. No entanto, as noites mais frias estão exigindo maior consumo das reservas internas pelas colmeias para manutenção da temperatura do enxame.

Segundo o boletim, os valores dos enxames e das caixas variam conforme a espécie, o tipo e a finalidade de uso. A Emater também destaca o crescimento do interesse pela produção de extrato de própolis, tanto pelo potencial de mercado quanto pelos benefícios à saúde.

Na região de Santa Rosa, a disponibilidade de floradas como amor-agarradinho e louro tem reduzido a necessidade de intervenções nos apiários. A demanda pelo mel de abelhas sem ferrão continua elevada. “Os preços de comercialização na região oscilam entre R$ 80,00 e R$ 100,00 o quilo”, informa a Emater.

O órgão também observa que os sistemas de produção estão se ajustando às variações sazonais, mantendo estabilidade nas atividades apícolas mesmo diante das mudanças climáticas do outono.





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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola de SP e MG é estimada em 314,60 milhões de caixas


Maior número de frutos por árvore e aumento da quantidade de árvores produtivas geram perspectiva de safra 36,2% superior à do ano passado

A safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, principal região produtora de laranja para suco do mundo, é estimada em 314,60 milhões de caixas (40,8 kg), de acordo com o anúncio feito pelo Fundecitrus nesta sexta-feira (9/5). O crescimento é de 36,2 % em comparação à safra anterior, que fechou com 230,87 milhões de caixas produzidas, o que representa um aumento de 4,8% em relação à média das dez últimas safras. A perspectiva de uma safra maior é atribuída principalmente ao maior número de frutos por árvore, resultante do clima favorável à segunda florada e do melhor manejo dos pomares, e ao aumento da quantidade de árvores produtivas no parque citrícola identificadas no novo censo.

Perfil da safra

A primeira florada foi comprometida pelas altas temperaturas nos meses de agosto e setembro de 2024, que, na maioria das regiões, coincidiram com a escassez hídrica. A elevação da média da temperatura máxima em 3,2ºC nesse período prejudicou o pegamento dos frutos dessa florada, que representa apenas 20,7% do total da estimativa.

As chuvas só passaram a ocorrer de forma expressiva e bem distribuída no cinturão citrícola nos meses de outubro a dezembro, que registraram precipitações acima da média histórica. Essa condição de umidade do solo generalizada, após um período prolongado de déficit hídrico, reverteu o cenário de seca e estimulou a segunda florada, que, sob condições climáticas mais favoráveis, ocorreu de forma abundante. Depois, as chuvas de janeiro e fevereiro de 2025 foram fundamentais para elevar o pegamento e desenvolvimento dos frutos dessa florada, que representa 70% do total da estimativa.

Em 2024, devido à melhor rentabilidade da atividade, o citricultor aprimorou os tratos culturais nos pomares, com avanços em nutrição, em irrigação e no controle mais eficiente de pragas e doenças, o que, aliado à favorabilidade climática, contribuiu para uma carga abundante nas plantas, com 617 frutos por árvore, 30% a mais do que na temporada passada. Esta safra, de acordo com a estimativa, marca o encerramento do ciclo negativo observado no ano anterior e sinaliza o retorno do ciclo bienal positivo.

Se as previsões de precipitação se consolidarem, principalmente durante os meses de maio a julho de 2025, o peso médio das laranjas no ponto de colheita deve chegar a 158 gramas (sendo necessários 258 frutos para compor uma caixa), discretamente inferior ao peso médio registrado na safra anterior, de 159 gramas por fruto (256 frutos por caixa).

A produtividade média estimada para 2025/26 é de 869 caixas por hectare, com 1,72 caixa por árvore, recuperando-se da queda expressiva verificada na safra passada, quando foram produzidas 687 caixas por hectare, com 1,37 caixa por árvore.

Queda de frutos

A taxa de queda projetada para a safra é de 20%, 2,2 pontos percentuais maior do que a da safra anterior. Essa projeção está relacionada ao aumento da severidade do greening e à colheita mais tardia, devido à predominância da segunda florada.

Novo censo

Em 2025, o Fundecitrus atualizou os dados do Inventário de Árvores, que mapeia todo o cinturão citrícola e oferece um amplo panorama da citricultura de SP e MG. São 182,7 milhões de árvores produtivas, que ocupam uma área total de 362 mil hectares, o que representa um aumento de 12,7 milhões de árvores (7,5%) e de 18 mil hectares (5,2%) em relação ao censo anterior (2022).

A realização da Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) conta com a supervisão estatística do professor titular da FCAV/Unesp José Carlos Barbosa.

O relatório completo está disponível aqui.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Marco Temporal: “Constituição de 1988 traçou normas para a declaração de…


Ministra esteve no 6º Seminário A Voz do Campo e destacou importância de se proteger a lei do Marco Temporal

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Uma das presenças mais aguardadas durante o 6º Seminário A Voz do Campo foi da ministra aposenta do STF (Supremo Tribunal Federal), Ellen Gracie. O tema de seu painel durante o evento foi insegurança jurídica, em especial quando se trata das demarcações de terras indígenas e do Marco Temporal. 

A ministra citou como todo o processo vem se dando nos últimos anos, além de ter utilizado como exemplo, o caso Raposa Serra do Sol, em Roraima, que foi bastante emblemático nas últimas décadas. no entanto, Gracie também falou sua preocupação com a fragilidade do Marco Temporal durante este processo de revisão da lei, e em como a tese do Indigenato e o jusnaturalismo – utilizados pelo ministro André Mendonça – podem ameaçar a lei do marco. “Esta é uma premissa filosófica ultrapassada”, disse. 

>> Clique AQUI e veja todo o contéudo produzido durante o 6º Seminário a Voz do Campo

Questionada sobre se o Marco Temporal tornou-se um instrumento político, Gracie foi taxativa: “tudo é político”. Agora, a expectativa é de que o lei seja revisada, reanalisada e seja protegida, para, enfim, garantir segurança jurídica a todos os envolvidos, produtores rurais e povos indígenas. 

Em sua análise, a ministra também afirmou que, ao contrário do que muitas notícias trouxeram, não houve uma afronta do Congresso Nacional ao STF quando os vetos todos impostos pelo Governo Federal foram derrubados. “O Poder Legislativo pode sim discordar do que é decidido no STF”. E complementou dizendo: “Temos um momento de paralisia total nesta questão. Eu creio que este é o momento em que todos nós possamos encaminhar nossas ponderações ao Supremo Tribunal Federal (…) Essa é uma questão que precisa de solução. A constituição de 1988 traçou as normas para a declaração dessas terras e elas deverão ser realizadas. com o mínimo de estresse, o mínimo de atrito entre as populações, porque, afinal de contas, somos todos brasileiros, inclusive os indígenas”. 

Veja:

Durante sua participação no evento, Ellen Gracie também falou sobre sua atuação como produtora rural, criando gado, ovelhas, e produzindo nozes e azeitonas. “Esta é uma pequena jóia que eu tenho e que cuido com muito carinho”, disse.  

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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





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Semana foi marcada por queda da arroba do boi; o que esperar até o fim do mês?


O mercado brasileiro de boi gordo registrou queda de preços em algumas praças de comercialização do Brasil.

Segundo o analista de Safras & Mercado Allan Maia, as indústrias frigoríficas ainda contam com uma posição confortável em suas escalas de abate, que hoje atendem entre sete e nove dias úteis na média nacional.

Ele ressalta que a disponibilidade de fêmeas bovinas no mercado segue elevada, apontando para um alto descarte de matrizes. “Como ponto de sustentação precisa ser mencionado o forte ritmo de embarques, mantendo a demanda por animais jovens aquecida.”

Preços médios da arroba do boi na semana

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 15 de maio em comparação à última sexta (9):

  • São Paulo (Capital): R$ 310, inalterado frente à semana passada
  • Goiás (Goiânia): R$ 295, sem alterações
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 295, queda de 1,67% em comparação aos R$ 300 do fechamento da semana anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 300, estável
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 305, baixa de 3,17% em relação aos R$ 315 praticados na semana passada
  • Rondônia (Vilhena): R$ 270, estável

O que esperar até o fim do mês?

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, ressalta que para aliviar a taxa de lotação, alguns produtores aceleraram as vendas, inclusive de machos, o que deve seguir “contagiando” o mercado na segunda quinzena.

“Por conta disso, seria um mercado que trabalharia mais pressionado. Porém, hoje, com as notícias de influenza aviária na granja do Rio Grande do Sul e a suspensão de exportações de carnes de aves por 60 dias para grandes mercados, como a China, esse volume que não será embarcado deve ser redirecionada ao mercado interno e, com isso, a competitividade com a carne bovina tende a ficar mais pressionada. Assim, pensando em mercado interno, os compradores de boiadas tentarão fazer um preço médio da arroba mais atrativo para garantir as suas margens.”

Fabbri ressalta que o mercado já vinha com tendência baixista, o que deve se reforçar nas próximas semanas por conta da necessidade de competitividade com a carne de frango e a já esperada descapitalização da população na segunda quinzena do mês. “Esses fatores farão com que a oferta chegue mais facilitada à indústria frigorífica, trazendo um cenário de baixa de preços.”

Mercado atacadista do boi gordo

carne bovina frigoríficoscarne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

Maia informa que o mercado atacadista registrou preços acomodados na semana. O ambiente de negócios ainda sugere um menor espaço para reajustes no curto prazo, considerando um perfil de consumo mais comedido durante a segunda quinzena do mês.

“A população ainda prioriza o consumo de proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, ressalta.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 24,00 o quilo, estável frente à semana passada. Já o dianteiro foi vendido por R$ 19,50 o quilo, inalterado frente à semana anterior.

Exportações de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 342,765 milhões em maio (6 dias úteis), com média diária de US$ 57,127 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 67,165 mil toneladas, com média diária de 11,194 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.103,30.

Em relação a maio de 2024, houve alta de 25,7% no valor médio diário da exportação, ganho de 10,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,3% no preço médio.

*Com informações de Safras News



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