domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Acordo UE-Mercosul ‘comporta risco para agricultores europeus’, diz Macron



O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que o acordo entre a União Europeia e o Mercosul “comporta um risco para os agricultores europeus” e que “os países do Mercosul não estão no mesmo nível de regulamentação” que a imposta na Europa. Esse seria um entrave, na visão do presidente francês, para a assinatura do acordo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu dizendo que nenhum outro presidente no mundo defende mais o meio ambiente que ele.

Lula e Macron concederam entrevista coletiva à imprensa após reunião que tiveram em Paris nesta quinta-feira (5). Macron disse que a França “é a favor do comércio livre e equitativo” e que ele próprio defendeu “acordos que conseguimos melhorar, mas justamente por serem acordos que permitem baixar as tarifas, eles o fazem de uma maneira justa”.

“Agora, esse acordo (UE-Mercosul), nesse momento estratégico, é bom para muitos setores, mas comporta um risco para os agricultores europeus. Na Europa, por princípios que o presidente Lula e seu governo compartilham, a ecologia, reduzir emissão de CO2, proteger a biodiversidade, proibimos aos nossos agricultores utilizar esses agrotóxicos, por exemplo, (para) respeitar mais o meio ambiente. Mas os países do Mercosul não estão no mesmo nível de regulamentação. É uma discrepância. Não é uma discrepância de competitividade e de qualidade, mas uma discrepância na regulamentação”, declarou.

Macron disse ser preciso “aprimorar o acordo, trabalhar para termos cláusulas de salvaguarda, de espelho, para que nesse setor consigamos (avançar)”. O presidente brasileiro, por sua vez, disse que seu governo tem compromisso com o meio ambiente e a redução do desmatamento. Citou sua ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e fez uma brincadeira de que ela está “magrinha” de tanto trabalhar.

“Pode ter no mundo alguém preocupado com o meio ambiente igual ao meu governo, mas não tem ninguém melhor. Pode ter no mundo alguém que tem uma ministra que apanha todo dia da imprensa por tentar cuidar do país e do clima, mas não tem (ninguém) melhor que a ministra Marina. É importante que os agricultores franceses saibam que nossa agricultura possivelmente é complementar”, declarou.

Apesar do tom bem humorado em alguns momentos de sua fala, Lula foi enfático ao pedir a Macron que não haja dúvidas do compromisso do governo brasileiro com a redução do desmatamento. Citou produtos importados da França pelo Brasil que também são produzidos em solo brasileiro – e nem por isso inviabilizam o acordo com a União Europeia. “Embora o Brasil esteja se transformando em um país produtor de vinho, estamos facilitando a exportação de vinhos franceses. Embora o Brasil seja produtor de queijos, não queremos competir com os franceses. Enquanto estejamos produzindo boas champanhes, a gente não quer proibir a champanhe francesa”, declarou.

“Queria pedir ao Macron uma coisa muito séria. Não permita que nenhum país europeu coloque dúvida sobre a defesa que o Brasil faz para diminuir o desmatamento no Brasil. Vocês conhecem o território brasileiro, temos cinco biomas muito importantes, e os tratamos como nossa própria cama, queremos bem cuidados e bem preservados. Agora, é um território de 8,5 milhões de km2. Não é fácil de controlar. Meu país tinha sido quase destruído. O Ibama tinha 700 funcionários a menos do que em 2010”, afirmou.

Lula disse que “não está difícil fazer o acordo”. Afirmou que ele próprio se dispõe a conversar com agricultores franceses “para mostrar que eles vão ganhar com o acordo UE-Mercosul, estou convencido de que vão ganhar”.

Ainda afirmou que ele próprio era contra a globalização e o livre comércio em 1980, quando iniciou sua carreira política, mas foi convencido do contrário. “(Esse acordo) é uma resposta àqueles que não querem mais o multilateralismo. Nós não queremos voltar ao protecionismo. Nos 1980, me convenceram que era preciso ter livre comércio. Eu era contra. De que era preciso a globalização. Eu era contra. Depois que o Brasil entra, agora os que propuseram não querem mais porque ficamos competitivos? Isso não vale”, afirmou.



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Fávaro propõe R$ 135 milhões extras para combater crises sanitárias no agro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, revelou que será enviada uma proposta à Casa Civil para a liberação de R$ 135 milhões de recursos extras, em meio ao avanço da gripe aviária e outras crises fitossanitárias. O objetivo, segundo ele, é reforçar a capacidade de resposta do país diante de quatro emergências sanitárias simultâneas.

De acordo com o ministro, a pasta já vinha lidando com emergências dentro das restrições orçamentárias, mas a recente contenção de recursos – que atingiu todos os ministérios – pode comprometer a continuidade das ações.

“Tivemos 53% de contingenciamento, e uma proposta de 23% até o fim do ano. Isso pode comprometer o fluxo financeiro necessário para combater essas crises”, disse ele, nesta quarta (4), em entrevista coletiva. Por isso, a pasta prepara uma medida provisória com pedido de recursos adicionais.

“Não apenas para a gripe aviária, mas também para as outras três emergências sanitárias que estamos enfrentando”, afirmou.

Além da gripe aviária, o Brasil enfrenta atualmente outros três focos de alerta: mosca-da-carambola, monilíase do cacaueiro e vassoura-de-bruxa na mandioca – todas no Norte do país.

O ministro também defendeu uma comunicação transparente dos riscos sanitários, ressaltando a importância da confiança internacional no sistema brasileiro. “Todos os países, todos os consumidores, todas as pessoas têm o direito de compartilhar dúvidas, e vocês, da imprensa, nos ajudam muito. Isso gera confiança. E com confiança, conseguimos mostrar a força do nosso sistema”, afirmou.

Segundo ele, o Brasil conseguiu conter por muito mais tempo que outros países a entrada da influenza aviária em granjas comerciais. “Quando efetivamente ocorreu, o vírus não conseguiu sair da granja. Ficou restrito, porque o sistema é muito forte”, disse.



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RS coleta amostras em frigorífico



A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) informou que realizou na última terça-feira (3) coleta de amostras em um frigorífico no município de Westfália e em aves de subsistência em Capela de Santana. De acordo com a pasta, trata-se de rotina de monitoramento contra a gripe aviária no estado.

Segundo o Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), as coletas foram realizadas pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO-RS) durante ações preventivas. Até o momento, não há confirmação de novo foco da doença, e os locais seguem sob monitoramento. As amostras estão em análise laboratorial.

A granja de origem das aves, localizada em Teutônia, também foi inspecionada e não apresentou indícios de contaminação.

A diretora do DDA, Rosane Collares, disse que as coletas são parte do protocolo de vigilância ativa e permanente mantido pela Seapi. “As equipes estão capacitadas para monitorar, investigar e responder rapidamente a qualquer suspeita. O setor produtivo também tem colaborado com responsabilidade”, destacou.

Ela afirmou ainda que o sistema de vigilância está atualmente em estado de hipersensibilidade, com número elevado de notificações para gripe aviária, o que exige atenção redobrada dos órgãos sanitários.

A Seapi e o DDA reforçam que as medidas de controle seguem os protocolos nacionais e internacionais e orientam produtores e população a manter práticas de biossegurança. Em caso de suspeita, a recomendação é comunicar imediatamente as autoridades sanitárias.

O consumo de carne de frango e ovos continua seguro, conforme ressaltado pelas autoridades.



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Tarifas dos EUA aceleram clima favorável para acordo Mercosul-União Europeia


A recente onda de medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos reacendeu a urgência de reconfigurações nas cadeias globais de comércio — e o acordo entre Mercosul e União Europeia, há anos em compasso de espera, pode finalmente sair do papel. Diante da escalada protecionista norte-americana, que ameaça produtos europeus com tarifas de até 50%, ganha força a lógica de diversificação de mercados e alianças comerciais por parte da Europa.

A União Europeia, ciente dos riscos geopolíticos e econômicos desse novo cenário, já deu um importante passo ao aprovar institucionalmente o acordo. Falta agora a ratificação pelos parlamentos nacionais dos 27 países-membros. A maior resistência vem da França, onde setores agrícolas pressionam contra o pacto temendo competição com produtos sul-americanos — notadamente da agropecuária brasileira.

Nesse contexto, a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Paris ganha contornos estratégicos. A diplomacia brasileira tem buscado construir pontes com o governo de Emmanuel Macron, tentando desfazer percepções negativas sobre o Brasil em áreas como meio ambiente, rastreabilidade e sustentabilidade no campo. Lula leva consigo não só compromissos com práticas sustentáveis, como também a narrativa de que o Brasil precisa de mercados e parceiros — não de obstáculos.

Mais do que uma coincidência, a convergência de interesses é clara: enquanto a Europa enfrenta uma ameaça comercial concreta dos EUA, o Mercosul oferece acesso a um dos mercados mais dinâmicos do mundo em alimentos, energia e matérias-primas. A assinatura do acordo seria uma resposta concreta ao isolacionismo americano — e uma sinalização clara de que o multilateralismo ainda tem força no século 21.

Além disso, o momento é politicamente oportuno. Com eleições no horizonte europeu e crises internas nos EUA, firmar um acordo ambicioso com o Mercosul permite à União Europeia demonstrar protagonismo estratégico, tanto econômico quanto diplomático.

O Brasil, por sua vez, reforça seu papel como ator global confiável e defensor do comércio livre com responsabilidade ambiental. O agro brasileiro, motor da nossa economia, pode ser o grande beneficiado com o avanço do tratado, desde que haja contrapartidas estruturais que assegurem competitividade e valorizem os produtores nacionais.

Nesse xadrez global, a pressão externa pode ser justamente o fator que faltava para que o jogo vire a favor da integração entre Europa e América do Sul. A janela de oportunidade está aberta — e o Brasil tem em mãos as cartas certas para jogar.

Miguel DaoudMiguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Lula pede que Macron ‘abra coração’ para acordo com Mercosul



Após se reunir com o presidente da França, Emmanuel Macron, nesta quinta-feira (5) em Paris, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu a hospitalidade que, segundo ele, “somente um grande amigo pode oferecer” e pediu apoio do mandatário francês para um acordo entre a União Europeia e o Mercosul.

Em entrevista coletiva, Lula lembrou que o Brasil assume a presidência do bloco sul-americano no próximo semestre, para um mandato de seis meses.

“Quero lhe comunicar que não deixarei a presidência do Mercosul sem concluir o acordo com a União Europeia”, disse, ao se dirigir diretamente a Macron.

“Portanto, meu caro, abra o seu coração para a possibilidade de fazer esse acordo com o nosso querido Mercosul”, completou Lula. “Essa é a melhor resposta que nossas regiões podem dar diante do cenário de incertezas criado pelo retorno do unilateralismo e do protecionismo tarifário.”



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Agência ambiental multa empresas que derramaram corantes que tingiram aves de azul



A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou ter multado a fabricante e a transportadoras envolvidas no vazamento de corantes que atingiu um córrego e chegou ao Rio Jundiaí, em 13 de maio. Cada empresa foi autuada em R$ 370,2 mil.

O acidente causou o derramamento de 2 mil litros de corante azul no bairro Jardim das Tulipas, em Jundiaí, no interior paulista, após uma carreta perder os freios e colidir com um poste. Peixes, aves e capivaras foram afetados e tingidos de azul.

O corante também chegou ao Rio Jundiaí, alterando a coloração da água e gerando alerta em municípios da região, que dependem dessas águas para o abastecimento.

A Cetesb orientou as ações emergenciais para conter e diluir o produto.

“Além das multas, o fabricante deverá adotar medidas de segurança para prevenir novos acidentes, incluindo sistemas de contenção e protocolos de carga e descarga, processo que será acompanhado pela Companhia”, diz a nota da empresa.



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AgroNewsPolítica & Agro

Copercampos assume protagonismo na agricultura e torna-se pioneira no uso de tecnologia regenerativa no Brasil


Uma nova era na agricultura: mais produtividade, mais saúde para o solo e sustentabilidade de verdade

A Copercampos acaba de dar um passo histórico e se torna a primeira cooperativa no Brasil a adotar a Tecnologia do Consórcio Probiótico (TCP), uma inovação que está transformando a forma de produzir alimentos de maneira sustentável, rentável e regenerativa.

Desenvolvida por Altamiro Alvernaz, a TCP é baseada na fermentação de ingredientes naturais, gerando um ecossistema vivo de microrganismos benéficos. Esses aliados invisíveis ao olho humano trabalham diretamente no solo, restaurando sua vitalidade, promovendo o equilíbrio biológico e, como consequência, aumentando a produtividade das lavouras de forma consistente e comprovada.

Testada na safra 2024/2025 pelos associados da cooperativa e na Fazenda Experimental da Copercampos, a tecnologia surpreendeu com resultados sólidos, apresentados em um encontro realizado no dia 15 de maio entre a equipe técnica da cooperativa e representantes da Global Biotecnologia.

“Com a adoção desta biotecnologia, nossos associados reforçam seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade na produção de alimentos”, destacou Fabrício Jardim Hennigen, gerente de assistência técnica da Copercampos.

A TCP não é apenas uma promessa, mas uma realidade validada em campo e reconhecida nacionalmente e internacionalmente. A tecnologia recebeu o prêmio da revista norte-americana Life Science Review, sendo apontada como uma das maiores inovações biotecnológicas da América Latina. E a Fundação Getúlio Vargas a reconheceu como uma evolução para o agro brasileiro.

Mas, afinal, como funciona a TCP?

Segundo Altamiro Alvernaz, pesquisador e desenvolvedor da biotecnologia, a TCP oferece ao solo as ferramentas que ele perdeu ao longo das décadas de manejo convencional.

“Com a TCP, o próprio solo volta a fazer suas interações naturais, aquelas que deveriam ocorrer, mas foram perdidas com o tempo. A consequência é simples e poderosa: solos mais vivos, plantas mais fortes, produtividades mais altas e sistemas agrícolas mais resilientes ao estresse hídrico e às doenças,” explica Altamiro.

A aplicação da TCP em culturas como soja, milho, trigo e pasto mostrou que, assim como os fertilizantes, ela se torna essencial para o pleno desenvolvimento da lavoura.

“A maioria dos nutrientes já está no solo: fósforo, silício, potássio, manganês, magnésio, cálcio, boro… O problema não é a falta, mas sim a indisponibilidade. É o microbioma do solo que faz essa ponte entre o que existe e o que a planta precisa. Quando devolvemos a vida ao solo, ele passa a oferecer tudo o que a planta necessita para crescer mais forte, saudável e produtiva,” complementa o pesquisador.

Sustentabilidade que gera lucro e segurança produtiva

O uso da TCP vai além da produção. Ela representa uma nova mentalidade, alinhada com os princípios da agricultura regenerativa, que alia alta produtividade à preservação dos recursos naturais, fortalecendo os produtores frente às mudanças climáticas e aos desafios dos sistemas agrícolas modernos.

A Copercampos demonstra sua vocação em ser protagonista na adoção de tecnologias inovadoras, que não apenas aumentam a rentabilidade dos seus cooperados, mas também contribuem para a construção de uma agricultura mais equilibrada, sustentável e resiliente.





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Perdeu o prazo da declaração anual do MEI? Veja o que fazer agora



O prazo para entregar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-Simei) terminou no sábado (31). Se você é MEI e não enviou o documento, prepare-se para pagar multa mínima de R$ 50 ou 2% do faturamento por mês de atraso. Para reduzir os impactos, o Sebrae recomenda que a declaração seja feita o quanto antes.

Quem deve declarar?

Todos os microempreendedores individuais devem enviar a DASN-Simei, mesmo sem faturamento em 2024. A declaração informa à Receita Federal que o MEI está dentro do limite anual de R$ 81 mil. Caso contrário, o CNPJ pode ser suspenso ou até cancelado.

Por que declarar?

Ao enviar a DASN-Simei, o MEI mantém os benefícios garantidos por lei, como:

  • Acesso a crédito e benefícios previdenciários
  • Participação em licitações públicas
  • Emissão de notas fiscais
  • Regularidade com o fisco

Como declarar:

  • 1. Acesse o Portal do Empreendedor
  • 2. Clique em “Já sou MEI” e, depois, em “Declaração Anual de Faturamento”
  • 3. Digite o CNPJ e escolha o ano a declarar
  • 4. Preencha o valor de receita e informe se houve contratação de empregado. Sem movimentação? Informe R$ 0,00
  • 5. Confira o resumo e clique em “Transmitir”

Errou na declaração?

Para corrigir, acesse o mesmo link, selecione o ano e escolha a opção “Retificadora”. Após ajustar os dados, transmita novamente.

Precisa de ajuda?

O Sebrae oferece vídeos tutoriais e uma página exclusiva com orientações para preencher a declaração pelo celular.



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Brasil e Angola avançam em parceria para ampliar produção agrícola e combater a fome



O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, e o ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Isaac dos Anjos, voltaram a se reunir nesta quarta-feira (4) para discutir os próximos passos do Programa de Investimento Produtivo Agropecuário Brasil-Angola. A reunião por videoconferência dá continuidade ao encontro realizado no fim de maio entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e João Lourenço.

A proposta tem como foco a integração da agricultura tropical brasileira ao território angolano, com o objetivo de aumentar a produção de alimentos e promover segurança alimentar e nutricional em ambos os países. Um dos pontos centrais é a concessão de terras agricultáveis em Angola para implementação do projeto.

Durante a reunião, os ministros trataram de temas técnicos como:

  • Ajustes na legislação de biossegurança e proteção da propriedade intelectual, visando facilitar pesquisas com cultivares e melhor uso da terra;
  • Segurança jurídica e métodos de financiamento para atrair o setor privado e garantir viabilidade econômica ao programa.

Desde dezembro de 2024, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou duas missões oficiais em Angola, levando empresários e representantes do setor produtivo para conhecer o potencial de cooperação agrícola entre os países.

Com a finalização dos ajustes técnicos, será elaborado um memorando de entendimento, que formalizará a parceria entre Brasil e Angola. Segundo Fávaro, o programa reforça o papel do Brasil na Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, além de consolidar a imagem do país como referência internacional em agricultura sustentável.



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Ouça o que mexe com os mercados hoje na análise do Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a queda do petróleo, que pressionou ações da Petrobras e refletiu movimento da Arábia Saudita por aumento de oferta.

Nos EUA, dados fracos reforçaram apostas em corte de juros, derrubando os Treasuries.

No Brasil, o Ibovespa caiu 0,4% e o dólar subiu para R$ 5,64, com mercado frustrado pela ausência de medidas fiscais concretas. A curva de juros segue pressionada e o ambiente fiscal, incerto.

Hoje, atenção à balança comercial, leilão do Tesouro e decisão de juros do BCE.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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