domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Cinturão do Milho lidera semeadura nos EUA



Milho avança além da média de 5 anos




Foto: Agrolink

Segundo o informado na análise semanal do Imea divulgados na segunda-feira (28) com base nos dados do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a semeadura do milho nos Estados Unidos atingiu 24% da área prevista para a safra 2025/26. O índice representa um avanço de 12 pontos percentuais em relação à semana anterior e está dois pontos à frente da média dos últimos cinco anos.

De acordo com o USDA, os principais estados produtores do país já superaram o ritmo histórico. “Os estados do Cinturão do Milho, como Iowa, Illinois, Minnesota e Nebraska, estão, em sua maioria, com a semeadura à frente da média dos últimos cinco anos”, informou o departamento.

Esses quatro estados foram responsáveis por 54% da produção total de milho na safra 2024/25. O desempenho atual indica um início de ciclo mais acelerado, favorecido pelas condições de campo observadas até o momento.

Sobre o cenário climático, o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NOAA) projeta níveis de precipitação próximos da normalidade em maio para grande parte da região produtora. Apesar da previsão neutra, o instituto aponta um fator de risco. Atlântico Norte historicamente passa por temporadas de furacões, o que pode influenciar o clima e o desenvolvimento das lavouras estadunidenses.





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Brasil deve chegar a 3 mil aeronaves agrícolas já em 2026


O setor aeroagrícola brasileiro deve ultrapassar já em 2026 a marca de 3 mil aviões e helicópteros atuando e lavouras  no País. A informação foi ventilada pelo diretor operacional do Sindag, Cláudio Júnior Oliveira, durante as visitas da comitiva do Sindag na 30ª Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação. O evento começou na segunda-feira (28) a vai até sexta (2 de maio), em Ribeirão Preto, no interior paulista. O grupo da entidade aeroagrícola é liderado pela presidente Hoana Almeida Santos e tem ainda o vice, Thiago Magalhães Silva. Eles ficam na feira até esta quarta-feira, 30, com uma série de encontros com empresários, pilotos, lideranças do agro, produtores rurais, autoridades, políticos e outros profissionais ligados ao setor.

Sobre a frota aeroagrícola, a expectativa era de que o patamar de 3 mil aeronaves tripuladas fosse alcançado apenas em 2027, segundo o relatório apresentado em agosto do ano passado durante o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg) no Mato Grosso. Elaborado por Oliveira (que é economista), o estudo Perspectivas do Setor Aeroagrícola se debruça também sobre as projeções das principais culturas do agro brasileiro são atendidas pela aviação.

Porém, o novo dado tem por trás fatores como o desempenho de 7,21% do crescimento da frota de aeronaves tripuladas em 2024 (até 31 de dezembro) – bem acima dos 2,81% da média dos 10 anos anteriores.  Com perspectiva de crescimento acentuado também para a frota de drones agrícolas. Neste caso, devendo se chegar a 13 mil unidades no ano que vem. Em ambos os casos, segundo levantamentos junto aos registros da Agência Nacional de Aviação Agrícola (Anac).

VANTS

“No caso dos drones – ou veículos aéreos não tripulados (vants, segundo a terminologia da Anac), temos atualmente 7,8 mil aparelhos registrados na Agência de Aviação Civil, o que representa um crescimento de 100% na frota em relação ao ano anterior”, assinala Oliveira. O relatório completo ainda deve ser divulgado pelo Sindag, mas a estimativa é de que esse crescimento deve se sustentar em 2025. Tanto pela busca contínua da tecnologia para as lavouras quanto pelo trabalho do Sindag para que os operadores registrem imediatamente seus aparelhos.

O dirigente lembra ainda o crescimento de 450% verificado no número de drones agrícolas registrados em 2023, mas neste caso devido principalmente a uma mudança nas regras da Anac. É que, desde abril daquele ano, a Agência colocou em uma categoria única (e simplificada) todos os drones agrícolas com mais de 25 quilos de peso total de decolagem. Liberando a demanda reprimida de produtores e operadores que buscavam inovação. Isso porque, antes, aparelhos agrícolas acima desse peso tinham regras de registros que poderiam chegar à complexidade semelhante ao registro de um avião.





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Gigante testa nova rota de exportação de algodão por Manaus



A operação teve início no terminal da AMAGGI em Porto Velho (RO)



A operação teve início no terminal da AMAGGI em Porto Velho (RO)
A operação teve início no terminal da AMAGGI em Porto Velho (RO) – Foto: Canva

Segundo informações divulgadas pela AMAGGI, o Brasil, líder mundial na exportação de algodão em pluma, ainda enfrenta desafios logísticos relevantes no escoamento da produção. Buscando alternativas mais eficientes e sustentáveis, a empresa, em parceria com a Louis Dreyfus Company (LDC), liderou um projeto-piloto para testar uma nova rota de exportação por Manaus (AM), utilizando o corredor hidroviário dos rios Madeira e Amazonas.

A operação teve início no terminal da AMAGGI em Porto Velho (RO), onde os fardos de algodão, provenientes de suas fazendas no Mato Grosso, foram carregados em barcaças que seguiram até o terminal portuário Super Terminais, na capital amazonense. De lá, a carga seguiu em contêineres rumo ao mercado asiático. Todo o processo — do transporte à estufagem e ao carregamento — foi conduzido integralmente pela equipe da companhia, com foco em segurança e excelência operacional.

Nesse contexto, a rota fluvial utilizada já é consolidada para o transporte de grãos, e agora mostra potencial para atender também à cadeia do algodão. O sucesso da operação representa um avanço na diversificação das rotas logísticas brasileiras, reforçando a competitividade do setor e reduzindo a dependência de corredores tradicionais, como os portos do Sudeste e Sul do país.

Com essa iniciativa, segundo a empresa, a AMAGGI sinaliza um passo importante rumo à sustentabilidade logística, aproveitando os recursos naturais da região Norte para otimizar custos, ampliar a eficiência e diminuir a pegada de carbono no transporte de commodities.

 





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Portal Agrolink disputa quatro categorias no prêmio +Admirados da Imprensa do Agronegócio 2025


O Portal Agrolink e dois de seus jornalistas estão entre os finalistas do prêmio “+Admirados da Imprensa do Agronegócio 2025”. A lista com os classificados para o segundo turno da premiação foi divulgada pelo Jornalistas&Cia, que organiza a iniciativa voltada a reconhecer os profissionais e veículos mais respeitados na cobertura do setor agropecuário.

Concorrendo em quatro categorias, o Portal em sua quinta indicação disputa nas modalidades site, programa de rádio/podcast e periódico impresso/digital, além de contar com seus jornalistas Aline Merladete e Lucas Rivas entre os indicados na categoria individual.

A repórter Aline Merladete, finalista pela quinta vez, destacou a importância do reconhecimento. “Estou muito honrada por estar entre os finalistas do prêmio +Admirados do Agronegócio. Nos últimos cinco anos, tive a alegria de figurar entre os profissionais que admiro — e isso já é, para mim, um grande prêmio. Essa indicação representa o reconhecimento de um trabalho que venho construindo com responsabilidade, dedicação e amor pelo agro”, afirmou.

Já o jornalista Lucas Rivas, apresentador do podcast Agrolink News, comemora sua primeira indicação na categoria de “jornalistas +admirados”. “Estar entre os finalistas do prêmio +Admirados do Agro 2025 é a confirmação do nosso compromisso diário com a informação de qualidade e com a valorização de quem faz o agro acontecer. É também um estímulo para seguir dando voz ao campo e conectando o produtor às pautas que impulsionam o setor que move o Brasil”, destacou.

Em 2024, o Agrolink News foi eleito um dos três melhores podcasts do agronegócio.

O Agrolink é um dos portais mais antigos dedicados à cobertura do agronegócio no país. Além de notícias diárias e conteúdos em vídeo e áudio, oferece serviços gratuitos como o AgrolinkFito — voltado à consulta de bulas e diagnóstico de problemas nas lavouras — e o Agrotempo, serviço meteorológico especializado.

A diretora do portal, Nádia Borges, também comentou a presença na final. “A nossa quinta  indicação a premiação é uma prova do nosso compromisso diário com o agronegócio e com os produtores do nosso país. Nosso objetivo é estabelecer uma conexão entre o campo e a cidade, promovendo a conscientização sobre a origem dos alimentos, a sustentabilidade e a importância do setor no nosso dia a dia”, declarou.

Nesta edição, a premiação ampliou o número de jornalistas homenageados. Em vez dos tradicionais 30, serão eleitos os 50 profissionais mais admirados da imprensa agro. Ao todo, 106 jornalistas e 86 veículos seguem na disputa pelo voto do público.

Contamos com o seu voto. Para votar basta acessar aqui e fazer um breve cadastro.

Site/Portal: Portal Agrolink

Jornalista: Aline Merladete

Jornalista: Lucas Rivas

Programa de rádio/ Podcast: Agrolink News

Periódico (impresso/digital): Agrolink (Newsletter)

O agronegócio não para e colaboramos com ele diariamente. Tudo é agro!

 





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inovação para transformar o futuro da agricultura com mais produtividade e rentabilidade



No coração da agricultura regenerativa no Brasil, nasce uma empresa com propósito, inovação e resultado. A Raíx BioSoluções é líder e pioneira no Brasil no mercado de mix de plantas de cobertura, oferecendo soluções sustentáveis para a construção de um solo mais saudável, produtivo e preparado para os desafios atuais que enfrentamos na agricultura.

Criada em 2009, a Raíx carrega em seu DNA o compromisso com a produtividade e a sustentabilidade. De lá para cá, cresceu com consistência e hoje se consolida como referência em pesquisa, tecnologia e impacto positivo nas lavouras no Brasil afora, com um portfólio robusto de produtos desenvolvidos para entregar ganhos reais ao produtor rural.

Entregamos mais do que um produto, levamos inovação e tecnologia para o campo.

Mais do que uma fornecedora de sementes, a Raíx atua de forma integrada na cadeia do agronegócio. São mais de 30 mil hectares distribuídos em oito estados brasileiros de áreas plantadas para a produção de sementes, em um modelo totalmente verticalizado, que assegura rastreabilidade e qualidade em cada lote entregue ao campo.

A empresa investe fortemente em pesquisa e inovação, com mais de 2 mil parcelas de pesquisa anuais e 53 espécies de plantas em estudo, o que garante soluções assertivas para os diferentes perfis de solo e desafios enfrentados no campo. Com base nesses estudos, já foram desenvolvidos 18 produtos, todos alinhados a estratégias sustentáveis, econômicas e de alto impacto produtivo para o consumidor final, o produtor rural.

Mas, afinal, o que são mix de plantas de cobertura?

Em um cenário onde produzir mais e melhor exige responsabilidade ambiental, os mix de plantas de cobertura se tornaram uma ferramenta indispensável para o futuro da agricultura.

Essas combinações estratégicas reúnem plantas que trabalham juntas, em total sinergia, capazes de transformar o solo durante as entressafras. Elas promovem a renovação natural de nutrientes, melhoram a estrutura física, aumentam a biodiversidade e favorecem a microbiologia do solo — tudo isso de forma sustentável e integrada.

Os principais benefícios dos mix de plantas cobertura incluem:

✅ Maior resiliência em períodos de estiagem

✅ Maior produtividade e rentabilidade

✅ Ciclagem eficiente de nutrientes

✅ Descompactação e melhor aeração do solo

✅ Incremento da matéria orgânica e da vida no solo

✅ Manejo integrado de plantas daninhas, pragas e doenças

✅ Aumento da infiltração e retenção de água

✅ Redução de perdas por erosão

✅ Alta produção de biomassa

Cada planta de cobertura cumpre um papel específico — seja na estruturação do solo, fixação de nitrogênio, produção de palhada ou estímulo biológico. Por isso, a escolha do mix ideal deve considerar fatores como o tipo de solo, cultura comercial, época do ano, clima, relação C/N e os objetivos agronômicos da área.

Ao adotar os mix da Raíx, o produtor investe em tecnologia e inovação, preservando os recursos naturais e construindo um solo mais fértil e produtivo, safra após safra. É uma escolha estratégica, sustentável e que constrói um legado produtivo para a lavoura, preparada para os desafios do presente e do futuro.



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IA identifica ervas daninhas no canavial


O Brasil deve consolidar sua liderança global na produção de cana-de-açúcar e açúcar, com uma estimativa de 671 milhões de toneladas para a safra 2025/26, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Para manter esse protagonismo, o setor busca em tecnologias baseadas em inteligência artificial (IA), como as oferecidas pela Taranis do Brasil, um reforço estratégico contra desafios recorrentes como a presença de mamona, corda-de-viola e mucuna-preta.

O gerente-geral da Taranis do Brasil, Fábio Franco, destaca que essas ferramentas de IA proporcionam “maior precisão na definição do manejo mais adequado para controlar espécies invasoras, contribuindo para a manutenção da produtividade e da competitividade das lavouras”.

Franco explica que “as plantas daninhas, como mamona, corda-de-viola e mucuna-preta, competem com a cana-de-açúcar por recursos como luz, água e nutrientes, o que leva a uma diminuição no desenvolvimento da cultura principal, resultando em menores rendimentos”.

A mamona é apontada como uma das mais prejudiciais, com potencial para reduzir a produtividade da cana em até 80% e dificultar a colheita. “A presença dessa planta invasora na lavoura, em forma de sementes ou outros materiais, reduz a qualidade da matéria-prima e pode gerar problemas na indústria, impactando a produção de açúcar e álcool”, detalha o gerente, alertando para a dificuldade de controle devido à dispersão de sementes e os custos adicionais gerados.

A corda-de-viola, ao cobrir a cana, bloqueia a luz solar, essencial para a fotossíntese e produção de sacarose. Franco ressalta que essa invasora pode “se enrolar nas máquinas colhedoras, entupindo-as e dificultando o processo de colheita, o que reduz a eficiência e aumenta os custos”.

Já a mucuna-preta, além de também reduzir a fotossíntese e dificultar a colheita, serve como hospedeira para pragas e doenças, podendo reduzir a produtividade da cana em até 50%. “Além das já citadas, outras invasoras frequentemente encontradas em canaviais incluem merremia, capim-braquiária, capim-marmelada e capim-colonião”, complementa Franco, mencionando a importância de estratégias combinadas de manejo, incluindo IA para identificação precisa.

A Taranis do Brasil utiliza IA para um mapeamento “preciso e rápido” das áreas infestadas. O processo envolve monitoramento aéreo com tecnologia de ponta para capturar imagens de alta resolução, analisadas por um sistema de IA com um vasto banco de dados e dupla verificação por especialistas. O resultado é um relatório de diagnóstico sobre a distribuição e cobertura das plantas daninhas, acessível online e em formatos PDF ou Excel.





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Clima favorece milho no Centro-Oeste e soja no Sul



MS reduz déficit hídrico com chuvas recentes




Foto: Bing

As condições climáticas registradas ao longo da última semana favoreceram o desenvolvimento da segunda safra de milho no Centro-Oeste e a colheita de soja no Sul do Brasil. As informações constam no boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Segundo o órgão norte-americano, o tempo chuvoso persistiu em grande parte do Centro-Oeste, com destaque para o Mato Grosso do Sul, onde foram registrados os maiores volumes. A umidade beneficiou o milho nas fases iniciais de reprodução e sustentou o potencial produtivo acima da média.

“No Mato Grosso do Sul, a chuva foi especialmente importante, ajudando a reduzir o déficit de umidade acumulado no ano, que passou de 59% do normal no fim de março para 77% no final do atual período analisado”, apontou o USDA.

No Sul, as condições climáticas foram distintas. O tempo seco e mais frio que o normal predominou no Rio Grande do Sul, com temperaturas até 4°C abaixo da média. O cenário contribuiu para o avanço da colheita da soja, já 80% concluída, e criou ambiente favorável para o início do plantio do trigo nas próximas semanas.

O boletim também destacou a presença de bolsões de tempo seco em estados do Leste do país, com destaque para Minas Gerais e Bahia.





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Vendas de máquinas agrícolas caíram em março mas tem avanço no 1º trimestre



A indústria de máquinas agrícolas, tratores e colheitadeiras, vendeu 3.991 unidades em março. Isso representa uma queda de 11,5% frente às vendas de 4.509 tratores e colheitadeiras registradas em março do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

No trimestre, de janeiro a março deste ano, foram vendidas 11.997 unidades, um crescimento de 13% sobre as 10.621 máquinas agrícolas vendidas em igual período do ano passado. No mercado interno, as vendas de máquinas agrícolas em março caíram 12,8% em relação a março do ano passado.

No acumulado dos primeiros três meses de 2025, a indústria de máquinas e colheitadeiras agrícolas colocou 10.949 unidades no mercado interno, um crescimento 17,5% sobre as 9.323 unidades vendidas no mesmo período de 2024.

As exportações somaram 403 unidades em março, mostrando um crescimento de 2,8% sobre as 392 unidades embarcadas no mesmo mês do ano passado.

Já no acumulado dos primeiros três meses deste ano, as exportações despencaram 20%, para 1.038. No mesmo período do ano passado foram embarcadas 1.298 unidades.



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Tesouro publica regras do leilão para recuperar terras degradadas



A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou nesta quarta-feira (30) portaria que torna público o Leilão EcoInvest Brasil lançado na última segunda-feira (28) para recuperação de terras degradadas. O anúncio foi feito pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Meio Ambiente, Marina Silva, em entrevista coletiva de imprensa em São Paulo.

O leilão terá objetivo de alavancar recursos internacionais para recuperar 1 milhão de hectares no âmbito do Programa Caminho Verde Brasil, dentro dos biomas Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. A expectativa, segundo o governo federal, é de alavancar até R$ 10 bilhões em investimentos totais para a recuperação de terras.

Dentre outros pontos, a portaria lista os critérios adicionais de elegibilidade dos projetos, das salvaguardas e de priorização. Também detalha os critérios e condições para participação e habilitação no leilão.

Os interessados em participar deverão enviar as propostas à Secretaria do Tesouro Nacional em até 45 dias, contados desta quarta-feira, data de publicação da portaria, até as 18 horas no horário de Brasília.

As propostas deverão ser enviadas ao endereço eletrônico [email protected].

Na lista de exigências para habilitação ao leilão, serão consideradas apenas as instituições financeiras autorizadas a operar pelo Banco Central do Brasil e aquelas que declarem, entre outros requisitos, ter experiência e capacidade técnica para realizar operações de captação de recursos no exterior destinadas ao financiamento de projetos sustentáveis no Brasil, ter condições operacionais para o cumprimento das salvaguardas socioambientais, compromisso de execução de operações de hedge cambial e compromisso de desmatamento legal zero nas propriedades financiadas.

Além da portaria do leilão, o Ministério da Fazenda ainda publicou no Diário Oficial da União outro ato com regras gerais sobre o Programa EcoInvest Brasil. A norma altera uma portaria anterior, de junho de 2024, sobre o assunto, e trata também da alocação dos recursos, dos processos de habilitação de agentes financeiros e de prestação de contas, da estrutura de governança da Linha de Mobilização de Capital Privado Externo e Proteção Cambial, a Linha EcoInvest Brasil, além de estabelecer a composição e as competências do Comitê Executivo do programa.

Nessa outra portaria, fica estabelecido que, para a linha de financiamento parcial (blended finance), o agente financeiro deverá comprovar a captação de recursos privados, no mercado externo ou interno, pela empresa, pelo investidor ou pela instituição financeira, correspondentes à parcela restante do montante de capitais de terceiros necessária à execução do projeto de investimento.



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Expectativa por acordo EUA-China movimenta soja



Cotações da soja oscilam com clima e câmbio




Foto: Canva

As movimentações do mercado de soja nesta semana refletem uma combinação de fatores climáticos, cambiais e políticos. De acordo com a análise publicada nesta quarta-feira (30) pela Grão Direto, as previsões do NOAA indicam temperaturas mais baixas e tempo seco em estados como Indiana, Iowa e Illinois, enquanto as Dakotas e parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos devem registrar clima mais quente e chuvoso.

“A previsão favorece o avanço do plantio nas regiões de maior peso produtivo do cinturão agrícola norte-americano”, avaliou o especialista da Grão Direto. Segundo ele, o ritmo de semeadura pode influenciar diretamente o comportamento do mercado internacional.

No câmbio, a desvalorização do dólar frente ao real tem pressionado os preços da soja no mercado disponível brasileiro. “Apesar da leve alta registrada em Chicago, o dólar mais fraco contribuiu para um recuo nos preços internos”, destacou a análise. A expectativa é de que a moeda norte-americana mantenha viés de baixa nos próximos dias, refletindo um cenário global mais estável.

Outro fator monitorado pelos agentes de mercado é a sinalização do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quanto à retomada das negociações comerciais com a China. “O mercado, que vinha operando sob incertezas tarifárias, agora espera por um possível acordo até junho”, aponta a análise. Segundo o especialista, qualquer progresso nas conversas já tende a provocar impacto imediato sobre as cotações da soja em Chicago.

Dessa forma, o mercado interno pode seguir pressionado pela valorização do real. Ainda assim, o avanço da semeadura nos Estados Unidos e a expectativa por um entendimento comercial entre as duas maiores economias do mundo tendem a limitar as perdas no mercado físico brasileiro.





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