domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

como identificar a doença no trigo



Fungos provocam lesões em folhas e glumas




Foto: Pixabay

A hemiltosporiose, também conhecida como mancha marrom, pode causar perdas de até 80% na produção de trigo, segundo a engenheira agrônoma Gressa Chinelato. Em artigo publicado no Blog Aegro, Chinelato explicou que a doença é provocada pelo fungo Bipolaris sorokiniana e afeta principalmente as folhas das plantas.

“As lesões podem variar conforme o clima da região”, afirmou a agrônoma. Em áreas quentes, segundo ela, a doença se manifesta com lesões elípticas de coloração cinza. Já em regiões mais frias, as folhas apresentam lesões retangulares e escuras.

Além das folhas, outros órgãos da planta também podem ser infectados. “As glumas ficam com lesões elípticas de centro claro e bordas escuras”, detalhou Chinelato.

Para reduzir os impactos da hemiltosporiose, a especialista recomenda ações preventivas. Entre as medidas destacadas estão a rotação de culturas, o uso de sementes sadias e a aplicação de fungicidas na parte aérea da planta. Segundo Chinelato, produtos à base de triazóis e estrobilurinas têm sido utilizados no controle da doença.





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Drones agrícolas ajudam produtores a economizar e aumentar a produtividade no campo



Os céus das propriedades rurais estão cada vez mais movimentados por conta dos drones. Nos últimos anos, esses aparelhos provocaram uma transformação no campo, estimulando a produtividade na agricultura, reduzindo os custos dos produtores e contribuindo para a sustentabilidade.

Projetados inicialmente para uso militar, os drones passaram a desempenhar novas funções. No campo, tornam a gestão das atividades mais eficiente, seja na pulverização, irrigação, monitoramento do gado ou mapeamento da propriedade rural.

Na Agrishow, os drones disputam a atenção do público com os maquinários gigantes. Fabricantes trouxeram ao evento o que há de mais moderno no mercado. O consultor técnico-comercial da Geoag, Aurélio Freitas, explica que, no caso da pulverização, o drone consegue reduzir o consumo de água em até 90% em comparação com outros métodos.

“O drone tem facilidade de acesso, independentemente da condição do solo — o que não acontece com os pulverizadores terrestres. Além disso, há a questão da sustentabilidade econômica do negócio”, afirma.

A DJI Agriculture divulgou, durante a Agrishow, um estudo realizado com cafeicultores brasileiros que utilizam drones na lavoura. O resultado aponta uma redução de custos de 70% em relação à pulverização manual e de 50% em comparação com o uso de tratores.

“Muitos produtores recorrem às imagens aéreas para saber o que está acontecendo em suas propriedades. Quando falamos de pulverização, os defensivos têm um custo muito alto. Então, saber exatamente o que está acontecendo e onde o dinheiro está sendo investido é muito importante”, destaca o coordenador de operações Cleverson Klafke Lassen.



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Cerâmica tradicional de Ipu, Ceará, conquista Indicação Geográfica


A comunidade rural de Ipu, localizado a quase 300 quilômetros de Fortaleza, no Ceará, celebra uma grande conquista.

 O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu à Cerâmica da Alegria o selo de Indicação Geográfica (IG), na modalidade de Indicação de Procedência (IP). 

A novidade reforça a tradição artesanal local e coloca os artesãos da região em destaque no cenário nacional.

Com a certificação, o Brasil soma agora 132 registros de IG, sendo 103 Indicações de Procedência, 29 Denominações de Origem e 10 estrangeiras. 

Atualmente, o selo é considerado um marco para os produtores de Ipu, que preservam técnicas ancestrais de trabalho com o barro.

“Recebemos a notícia com muito entusiasmo, com muita alegria. Agora somos reconhecidos no Brasil todo. Vamos agora atrás de mais parcerias, mais clientes. Queremos agradecer muito ao Sebrae, que nos apoiou, e a todo mundo que se engajou nessa conquista”, comemorou Samuel Fortuna Sousa, presidente da Associação dos Artesãos da Alegria.

Apoio fundamental para pequenos artesãos

O Sebrae/CE teve papel importante no processo de obtenção da IG. Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro da instituição, ressaltou que o selo fortalece a reputação da produção artesanal, promove a história local e abre novos mercados para os ceramistas.

“A IG terá um papel fundamental de dar continuidade  à história desses produtos, além de fortalecer a reputação da produção e promover a abertura de novos mercados”, comentou Giesbrecht.

Esse reconhecimento incentiva a preservação de saberes tradicionais e potencializa o crescimento econômico da comunidade, promovendo o artesanato como fonte de renda sustentável.

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Cerâmica moldada pela história

A técnica usada para moldar as peças da Cerâmica da Alegria é uma herança deixada pelos indígenas Tabajara, antigos habitantes da região.

Eles trabalhavam o barro para confeccionar urnas funerárias, com o objetivo de conservar as cinzas dos familiares.

Com o passar dos séculos, a cerâmica adquiriu novas funções. Por exemplo, passou a ser utilizada para armazenar água, além de servir como utensílios domésticos.

Atualmente, essa tradição permanece viva. Enquanto as mulheres moldam as peças manualmente, os homens extraem o barro e realizam a queima nos fornos.

A produção, por sua vez, é bastante variada e atende a pedidos personalizados. Entre os itens produzidos estão panelas, bandejas, jarras e peças de decoração, apenas para citar alguns exemplos.

A artesã Clara Oliveira é uma das principais guardiãs desse saber ancestral.

“Hoje tenho 41 anos, duas filhas e sustento a casa sozinha. Agradeço muito a Deus e à minha mãe por ter aprendido essa profissão. Acredito que, com a Indicação Geográfica, nossas peças serão muito mais valorizadas, tanto porque são resistentes quanto pela possibilidade de agregar ainda mais valor,” destacou Oliveira.

Reconhecimento que fortalece a tradição

Cerâmicas Cerâmicas
Foto: Arquivo pessoal | ASN Nacional

Desde 2020, o Sebrae/CE atua no mapeamento de produtos típicos com potencial para Indicação Geográfica.

O objetivo é preservar práticas tradicionais e apoiar o desenvolvimento sustentável nas comunidades locais.

A Cerâmica da Alegria reflete essa missão: o reconhecimento valoriza o compromisso dos artesãos com a qualidade, a preservação do meio ambiente e a cultura regional.

Para os produtores de Ipu, a conquista da IG é apenas o começo de uma nova fase. A certificação promete não apenas reconhecimento cultural, mas também maiores oportunidades econômicas, turismo e fortalecimento da identidade local.



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Safra recorde impulsiona lançamentos de colheitadeiras gigantes na Agrishow


A Agrishow chegou à edição de número 30 e foi marcada pela presença de colheitadeiras de tamanho recorde, reflexo da safra histórica brasileira estimada em 330 milhões de toneladas de grãos e da esperança de um próximo ciclo ainda mais representativo.

Essas máquinas devem ser responsáveis por fatia significativa dos R$ 15 bilhões em intenção de negócios projetados pela organização do evento, cifra que, se confirmada, representará o maior volume gerado por uma feira agrícola na história do país.

CR11 - New Holland
Foto: Divulgação

Entre os modelos expostos, quem chega pela entrada principal do estande da New Holland dá de cara com a CR11, a maior colheitadeira de duplo rotor do mundo, já disponível no mercado brasileiro, mas com preço ainda em dólar.

De acordo com o diretor de Mercado Brasil da companhia, Cláudio Calaça Júnior, o produtor que quiser levá-la para a lavoura terá de desembolsar entre US$ 1,5 milhão e US$ 2 milhões (R$ 8,5 milhões e R$ 11,3 milhões, aproximadamente), a depender do pacote tecnológico embarcado.

Segundo o executivo, a gigante amarela é equipada com motor de 775 cavalos de potência, tanque graneleiro de 20 mil litros, plataforma de 61 pés e capacidade de descarga de 210 litros por segundo. Produzida na Bélgica, incorpora o novo sistema TwinClean, que utiliza dois conjuntos de peneiras para aprimorar a limpeza dos grãos e minimizar perdas.

Ao lado dela, Calaça Júnior comemorou na feira a participação de mercado da empresa, segmento altamente disputado por empresas que lançam novos produtos ou versões todos os anos. “A cada três colheitadeiras vendidas no Brasil, uma é New Holland e a cada cinco tratores comercializados em toda a América Latina, um é nosso”, disse.

A respeito da projeção da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq) de aumento de 8,2% nas vendas ao longo dos cinco dias de Agrishow, o diretor se disse otimista, mas acrescentou que o maior entrave ao setor continua sendo a taxa de juros.

Colheitadeira monorrotor

AF10 - Case IHAF10 - Case IH
Foto: Divulgação

Trocando as cores, outra que impressionou pelo tamanho foi a Case IH ao dedicar boa parte de seu amplo espaço na feira para a maior colheitadeira monorrotor do mundo. A Axial-Flow AF10 Automation possui motor e tanque de grãos de mesmas capacidades que a sua concorrente amarela (775 cavalos e 20 mil litros).

De acordo com o vice-presidente da empresa para a América Latina, Christian Gonzalez, o modelo conta, ainda, com manobra de cabeceira autônoma, compartilhamento de mapa entre as máquinas e duplo monitor com acesso remoto para suporte do operador.

Para atender o modelo, a marca apresentou uma nova linha de plataformas de 25, 50 e 61 pés, chassis articulado, ângulo de ataque ajustável e velocidade de esteira regulável.

Trabalho em terrenos irregulares

Colheitadeira FendtColheitadeira Fendt
Foto: Divulgação

Outra que também apostou no tamanho foi a alemã Fendt. A nova Ideal 25 é equipada com o sistema Dual Helix Processor e os maiores rotores do mercado (4,84 metros de comprimento), área de trilha 45% maior e sistema de limpeza 25% superior ao da versão anterior, o que gera compensação de até 15% de declividade, muito útil para terrenos irregulares como os das regiões Sul e Sudeste do país. Falando nisso, a fabricação é nacional, na unidade de Santa Rosa, noroeste do Rio Grande do Sul.

Segundo o vice-presidente da companhia, Marcelo Traldi, testes em campo comprovaram o padrão 10-10: redução de 10% no consumo de combustível e aumento de 10% na produtividade da máquina.

O executivo ressalta que a colheitadeira foi projetada para trabalhar mais tempo no campo, com menos paradas. Para isso, os motores são ajustados a operar a 1.900 rpm, o que também prolonga o intervalo entre as manutenções.

A máquina chega ao mercado com novo acionamento das esteiras da plataforma Draper com caixa selada de 90 graus, o que promete maior durabilidade e redução de intervalos.

Operação ininterrupta

Máquina X9 - John Deere Máquina X9 - John Deere
Foto: Divulgação

Por fim, a gigante global John Deere levou para a Agrishow a nova colheitadeira de grãos X9 que, de acordo com o vice-presidente de Vendas e Marketing da companhia para América Latina, Antonio Carrere, é capaz de colher mais de 100 toneladas por hectare com menos de 1% de perdas.

Outro diferencial que vale nota é o motor de 13,6 L, capaz de trabalhar por até 14 horas sem reabastecimento por conta do sistema de transmissão de energia para os módulos finais.

Segundo Carrere, a X9 é dotada de tanque de grãos de 14.800 litros de capacidade, tubo de descarga de 9,5 metros articulado e com ponteira ajustável. A máquina possui taxa de descarga de 162 litros por segundo, sendo, assim, capaz de descarregar um graneleiro cheio em apenas 90 segundos.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Trump e líder do Vietnã concordam em discutir acordo sobre tarifas e se…


Logotipo Reuters

 

Por Khanh Vu e Francesco Guarascio

HANÓI (Reuters) – O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder do Vietnã, To Lam, concordaram nesta sexta-feira em discutir um acordo para remover as tarifas, disseram os dois líderes após um telefonema que Trump disse ter sido “muito produtivo”, conforme o governo vietnamita intensificou seus esforços para evitar tarifas de 46%.

Dias antes do anúncio de Trump sobre as tarifas recíprocas que atingiram duramente o Vietnã, o país já havia cortado várias tarifas como parte de uma série de concessões aos EUA, que também incluíam promessas de comprar mais produtos norte-americanos, como aviões e produtos agrícolas.

“Acabei de ter uma ligação muito produtiva com To Lam, secretário-geral do Partido Comunista do Vietnã, que me disse que o Vietnã quer reduzir suas tarifas a ZERO se conseguir fazer um acordo com os EUA”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

“Agradeci a ele em nome do nosso país e disse que espero uma reunião em um futuro próximo”, acrescentou Trump.

Lam confirmou a ligação e a promessa de cortar as tarifas sobre os produtos norte-americanos. “Ao mesmo tempo, (Lam) propôs que os EUA apliquem taxas de impostos semelhantes aos produtos importados do Vietnã”, diz uma reportagem do portal do governo do Vietnã publicada logo após a postagem de Trump.

Os dois líderes concordaram que continuarão conversando “para assinar em breve um acordo bilateral” sobre tarifas, disse o governo vietnamita, acrescentando que Trump aceitou um convite para visitar o Vietnã em breve.

O país do Sudeste Asiático, que serve como uma importante base de fabricação para muitas empresas ocidentais, teve um superávit comercial com Washington que ultrapassou US$123 bilhões no ano passado.

As ações da Nike, Adidas e Puma caíram drasticamente depois que o Vietnã foi alvo de tarifas de 46% na quarta-feira, já que o país abriga importantes operações para fabricantes globais de calçados. Mas algumas reverteram o curso após a publicação de Trump nesta sexta-feira.

Sem um acordo, a tarifa de 46% dos EUA seria aplicada às importações do Vietnã a partir de 9 de abril. O índice de ações de referência do país,, caiu 8,1% desde que Trump anunciou as tarifas há dois dias.

O Vietnã se preparava para enviar uma missão aos EUA na próxima semana, o que poderia selar um acordo sobre a compra de aviões Boeing por uma companhia aérea vietnamita, de acordo com um documento visto pela Reuters.

Separadamente, o Camboja também solicitou ao governo dos Estados Unidos, nesta sexta-feira, o adiamento da tarifa de 49% sobre seus produtos.

As taxas tarifárias recíprocas dos EUA sobre o Camboja e o Vietnã estão entre as mais altas.

“O Camboja se propõe a negociar com a administração de Vossa Excelência no momento mais conveniente”, disse o primeiro-ministro cambojano, Hun Manet, em uma carta a Trump, vista pela Reuters.





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saiba onde pode ter chuva hoje no Brasil



Veja como fica o tempo em todas as regiões brasileiras nesta sexta-feira (2) e confira onde pode ter chuva, de acordo com a previsão da Climatempo.

Sul

As temperaturas continuam baixas na região durante o começo da manhã, mas não há risco de geada. O dia será marcado por sol e pouca nebulosidade nos três estados, com temperaturas subindo de forma gradativa à tarde.

Chove em forma de pancadas mais localizadas no oeste do Rio Grande do Sul, durante o fim da tarde e à noite.

Sudeste

A previsão é de pouca chuva, devido ao vento úmido que sopra do mar contra a costa no litoral norte de São Paulo e em pontos isolados do litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Nas demais áreas da região, o sol aparece entre poucas nuvens e tempo se mantém firme. As temperaturas continuam amenas.

Centro-Oeste

O ar quente e úmido continua estimulando nuvens de chuva no centro-norte e leste de Mato Grosso e no oeste de Goiás, com condições de pancadas mais irregulares.

Não chove no Distrito Federal e o tempo continua firme em Mato Grosso do Sul. 

Nordeste

O risco de temporal continua no leste/litoral da Bahia e em Salvador, com potencial de volumes elevados de chuva. O interior da Região, continua com tempo mais firme e seco, enquanto algumas pancadas podem ocorrer à tarde no norte do MA, PI e CE.

Norte

A semana termina com tempo abafado na região e risco alto de chuva forte em todos os estados.

O potencial para temporais é elevado no Amazonas, Roraima, Amapá e noroeste e norte do Pará ao longo do dia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Teste auxilia na seleção de sementes mais vigorosas



O teste possibilita prever como as sementes irão se comportar ao longo do tempo



O teste possibilita prever como as sementes irão se comportar ao longo do tempo
O teste possibilita prever como as sementes irão se comportar ao longo do tempo – Foto: Divulgação

De acordo com Raíner Kesley, Analista de Qualidade de Sementes da Sementes Jotabasso, o Teste de Envelhecimento Acerado (E.A) é uma das principais ferramentas utilizadas no Controle de Qualidade para identificar lotes de sementes com maior potencial fisiológico. O procedimento simula condições extremas de temperatura e umidade, acelerando o processo de envelhecimento das sementes e revelando sua real capacidade de germinação e vigor.

Entre os principais benefícios do teste está a predição do desempenho em campo, pois ele permite identificar quais lotes têm maior capacidade de germinar e se estabelecer em ambientes adversos. Isso contribui diretamente para a tomada de decisão técnica, facilitando a escolha dos lotes mais adequados para plantios mais exigentes e garantindo maior segurança ao agricultor.

Outro ponto destacado por Raíner é a avaliação da qualidade no armazenamento. O teste possibilita prever como as sementes irão se comportar ao longo do tempo até serem entregues ao produtor final, o que é fundamental para manter a integridade do material durante a estocagem. Além disso, o E.A proporciona mais assertividade no processo, ao detectar possíveis falhas que poderiam comprometer a emergência das plantas, reduzindo perdas no campo.

Dessa forma, o Teste de Envelhecimento Acerado se mostra indispensável na seleção de sementes mais vigorosas, elevando a qualidade dos lotes disponibilizados ao mercado e contribuindo diretamente para o sucesso das lavouras. As informações foram divulgadas  no perfil oficial de Kesley na rede social LinkedIn.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Soja fecha em baixa pressionada por retração econômica


Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram esta quarta-feira (data não especificada) em queda, pressionados por fatores econômicos e geopolíticos. O contrato de maio, referência para a safra brasileira, recuou -0,60%, ou -6,25 cents/bushel, cotado a US$ 1034,75. Já o contrato de julho caiu -0,78%, ou -8,25 cents/bushel, fechando em US$ 1044,50. O farelo de soja para maio caiu -0,17%, a US$ 290,0 por tonelada curta, e o óleo de soja recuou -0,55%, para US$ 48,58 por libra-peso.

O recuo da soja nesta sessão refletiu a influência negativa do cenário macroeconômico dos Estados Unidos. A primeira leitura do PIB norte-americano no primeiro trimestre apontou uma retração de 0,3%, resultado que abalou a confiança do mercado e pode indicar uma possível queda no consumo doméstico, afetando diretamente a demanda por grãos. Com isso, todo o complexo da soja — grão, farelo e óleo — foi impactado negativamente.

Enquanto isso, milho e trigo conseguiram alguma estabilidade graças à abertura de negociações entre os EUA e seus principais compradores. A soja, por outro lado, segue prejudicada pela ausência de avanços nas conversas com a China, seu principal importador. As tensões comerciais entre as duas potências continuam a pesar no mercado, sem sinais claros de resolução.

A retórica do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ganhar destaque nas análises, ao afirmar que a China está sendo severamente atingida pelas tarifas e que espera por um futuro acordo com o país asiático. No entanto, a falta de ações concretas segue adicionando incerteza ao mercado da soja.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado da soja tem poucas atualizações


O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul tem indicações no porto, para entrega em maio e pagamento 12/05 na casa de R$ 133,00, marcando manutenção, segundo informações da TF Agroeconômica. “No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 128,00(-1,54%) Cruz Alta – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 128,00(-1,54%) Passo Fundo – Pgto. 30/05 R$ 129,00(-0,77%) Ijuí – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 128,00(-1,54%) Santa Rosa / São Luiz – Pgto. meados de junho. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 120,00 a saca, para o produtor”, comenta.

A colheita de soja em Santa Catarina avança rapidamente e supera as expectativas iniciais, com produtores relatando alto desempenho tanto da soja quanto do milho. Mesmo com uma estiagem breve no oeste, a produção manteve-se elevada em todo o estado. Com cerca de 80% da safra colhida, o setor comemora os bons resultados em produtividade e rentabilidade. Hoje, no porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 134,04.  

No Paraná, o aumento na produção ocorreu mesmo sem expansão significativa de área plantada, demonstrando ganhos de eficiência no campo. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 133,86, marcando queda de 1,29%. Em Cascavel, o preço foi 122,84(-2,63%). Em Maringá, o preço foi de R$ 124,44(-1,0%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 127,10(-1,40%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$134,42(-0,46%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, completa.

A colheita de soja no Mato Grosso do Sul atingiu 99,7% da área até 25 de abril, superando a safra anterior e a média dos últimos cinco anos, segundo o SIGA/MS. Apesar do bom avanço, as lavouras apresentam qualidade mista: 48,2% em boas condições, 28,2% regulares e 23,6% ruins, de acordo com a APROSOJA/MS. A safra 2024/2025 mostra recuperação mesmo com desafios fitossanitários. No mercado, os preços da saca variam entre R$ 110,14 e R$ 120,45 nas principais praças.

Enquanto isso, o custo da soja em Mato Grosso supera R$ 4 mil por hectare. “Campo Verde: R$ 115,32(-0,32%), Lucas do Rio Verde: R$ 110,86(+0,44%) Nova Mutum: R$ 110,59(+0,20%). Primavera do Leste: R$ 115,32(-0,32%). Rondonópolis: R$ 114,92(-0,67%). Sorriso: R$ 110,59(+0,51)”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Milho misto na B3: Entenda



A pressão de baixa é resultado de um cenário favorável à produção no Brasil



A pressão de baixa é resultado de um cenário favorável à produção no Brasil
A pressão de baixa é resultado de um cenário favorável à produção no Brasil – Foto: Pixabay

Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos futuros de milho na B3 encerraram a quarta-feira de forma mista. Enquanto os vencimentos mais curtos permanecem pressionados pelo bom andamento da colheita da safrinha, os contratos mais longos se beneficiaram de uma leve recuperação cambial e de altas na Bolsa de Chicago. No mês, o milho acumulou perdas: maio caiu -1,78%, julho -6,92% e setembro -5,22%.

A pressão de baixa é resultado de um cenário favorável à produção no Brasil, com clima propício à colheita e maior oferta no mercado interno. Isso reduz o poder de barganha dos vendedores. Por outro lado, o dólar e Chicago contribuíram positivamente para os preços mais distantes. Os fechamentos do dia na B3 mostram queda generalizada: maio/25 fechou a R$ 76,34 (-R$ 0,07 no dia), julho/25 a R$ 67,29 (-R$ 0,07) e setembro/25 a R$ 67,78 (-R$ 0,27).

Em Chicago, o milho também fechou de forma mista, com viés positivo. O contrato de maio subiu 1,47% ou $6,75 cents/bushel, encerrando a $467,25. Já julho avançou 1,12% ou $5,25 cents/bushel, a $475,25. A recuperação foi motivada pela possibilidade de alívio tarifário nas exportações de automóveis e autopeças para parceiros estratégicos como México, Canadá e Japão, que também são importantes compradores de milho e trigo dos EUA.

Além disso, a liberação do uso do etanol E-15 ao longo do ano trouxe expectativa de maior demanda por milho destinado à produção de biocombustíveis. A produção diária de etanol cresceu, e os estoques caíram pela segunda semana consecutiva, fortalecendo a expectativa de um mercado mais aquecido para o cereal.

 





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