domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores brasileiros de frutas participam de missão comercial à China


Entre os dias 12 e 19 de maio de 2025, a cidade de Xangai, na China, receberá uma comitiva de produtores brasileiros de frutas frescas durante a missão comercial do projeto Frutas do Brasil, promovido pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A ação faz parte das estratégias planejadas de prospecção e promoção de negócios no mercado asiático do referido projeto.

O principal objetivo da missão é ampliar e aprofundar o conhecimento sobre o mercado consumidor chinês, com foco especial nas cadeias do melão e da uva — frutas que já possuem autorização para exportação à China. O Brasil tem trabalhado ativamente para conquistar o mercado asiático, onde a China tem papel de destaque. Contudo, aquele mercado tem particularidades com relação às características dos produtos, das embalagens, da forma de negociar, das opções logísticas, entre outras, que precisam ser entendidas para o desenvolvimento de uma estratégia comercial que conquiste importadores e consumidores.

A missão à China inclui uma visita a SIAL CHINA 2025, feira internacional de alimentos muito importante que ocorre em Xangai, além de encontros com empresas importadoras, centros atacadistas de frutas na região, estabelecimentos de varejo e com empresários de vários elos dentro da cadeia de suprimentos do setor de frutas e derivados.

Conectando o campo brasileiro ao mundo

Hoje, o Brasil é um dos maiores produtores de frutas do mundo e, apesar de estar na 24ª posição em exportação, o Brasil envia frutas para mais de 120 países. Em 2024, as exportações de frutas frescas brasileiras superaram US$ 1,2 bilhão, com destaque para melão, manga, limão, uva, mamão, melancia e abacate.

A missão à China representa um passo estratégico para consolidar o Brasil como fornecedor de frutas frescas e derivados para Ásia, conectando o campo brasileiro ao mundo com qualidade, sustentabilidade e inovação.





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IA ajuda a produzir mais alimentos com menos recursos, diz CEO Global da JBS



A inteligência artificial (IA) desempenha um papel essencial para aumentar a produção de alimentos de forma sustentável, ao favorecer a utilização de menos recursos, defendeu nesta segunda (5), O CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, durante o painel “Business and the Global Economy: Driving Growth and Innovation” na Global Conference 2025 do Milken Institute. O evento reúne líderes globais em Los Angeles.

Para Tomazoni, a inovação, que vai além da tecnologia e abrange novas formas de produção e consumo, é crucial para impulsionar a segurança alimentar. O executivo defendeu a tese de que “ser sustentável significa produzir mais com menos”, e que “a combinação de biotecnologia com IA pode realmente acelerar a produtividade e impulsionar tudo”. Ele mencionou a agricultura regenerativa como um exemplo de prática que melhora a saúde do solo, fixa carbono e aumenta a biodiversidade.

Durante a participação, Tomazoni enfatizou a necessidade de colocar o setor de alimentos no centro da agenda para o crescimento sustentável, especialmente diante do aumento populacional mundial e da crescente demanda global por proteínas.

Ele destacou que a agricultura tem um enorme potencial de crescimento, não somente para atender a essa demanda, mas também para enfrentar as mudanças climáticas. “Acredito que podemos enfatizar a agenda da segurança alimentar”, afirmou o CEO, lembrando dados da ONU de que 2,3 bilhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar moderada ou severa.

CEO da JBS defende o apoio aos pequenos produtores

Um ponto central da discussão foi a necessidade de apoiar os pequenos agricultores, responsáveis por ao menos 30% da produção global de alimentos. Tomazoni defendeu que é essencial permitir que esses produtores tenham acesso a tecnologias como IA e biotecnologia, oferecendo também suporte técnico e financeiro adequado para fazer frente aos riscos de investimento.

Durante o painel na Milken Conference, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, concordou: “Sobre agricultura como negócio, como Gilberto mencionou, o maior problema nos mercados emergentes são os pequenos agricultores, os filhos não querem seguir na agricultura.” Para Banga, é preciso “manter essas pessoas em suas terras, vendo a agricultura como um futuro viável. A melhor forma de fazer isso é por meio de cooperativas, tecnologia, fertilizantes melhores, marketing eficiente, melhores preços e ferramentas de IA, que, por exemplo, permitam ao agricultor identificar uma doença na lavoura com o celular e saber qual produto buscar na cooperativa para tratá-la”.

Tomazoni compartilhou exemplos práticos de como a JBS utiliza a IA em suas operações, desde a conexão direta com os consumidores para entender suas necessidades até a previsão de demanda para evitar o desperdício na indústria e no varejo, além de obter o melhor desempenho da produção nas fábricas e nas fazendas.

Além de Gilberto Tomazoni e Ajay Banga, o painel contou com a participação de Mariam bint Mohammed AlMheiri (Group CEO, 2PointZero) e Rich Lesser (Global Chair da consultoria BCG). A moderação coube a Gerard Baker (repórter especial do Wall Street Journal).



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Drones na agricultura reduzem CO₂ e economizam 200 mi de toneladas de água



Segundo o novo Relatório Anual de Perspectivas da Indústria de Drones Agrícolas da DJI, em 2024, os drones contribuíram para uma economia global de 222 milhões de toneladas de água e evitaram a emissão de mais de 30 toneladas de CO2. Os dados reforçam o papel estratégico da tecnologia na construção de uma agricultura mais verde e eficiente.

Para Yuan Zhang, diretor global de vendas da DJI Agriculture, os impactos positivos vão além do ganho de produtividade. “A adoção de drones agrícolas está diretamente conectada à agenda ESG. Não se trata apenas de otimizar custos, mas de reduzir pegadas ambientais, proteger recursos hídricos e oferecer soluções mais seguras tanto para o meio ambiente quanto para os profissionais no campo”, diz o executivo.

Com alta precisão e cobertura aérea, os drones reduzem significativamente o uso de insumos e recursos. De acordo com o estudo, os equipamentos da DJI chegaram a economizar até 95% no uso de água em comparação aos tratores pulverizadores, além de minimizarem o desperdício de produtos químicos e o risco de contaminação do solo e das fontes hídricas.

“A pulverização tradicional demanda grandes volumes de água, combustível e mão de obra. Com os drones, conseguimos aplicar defensivos com mais precisão, em menor quantidade e sem causar impactos no solo ou nas culturas”, reforça Zhang.

Além disso, os drones evitam a compactação do solo e a emissão de gases de efeito estufa – uma vez que dispensam o uso de tratores movidos a diesel e demandam menos deslocamentos e logística.

“O país tem um enorme potencial para liderar a transição para uma agricultura mais sustentável, e os drones são uma das ferramentas mais poderosas nesse processo”, concluiu o executivo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Prorrogado prazo para submissão de trabalhos no CBSoja



Evento acontece entre 21 e 24 de julho




Foto: RRRufino/Arquivo Embrapa

O X Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e o Mercosoja 2025, a serem realizados de 21 a 24 de julho de 2025, em Campinas (SP), prorrogaram o prazo para a submissão trabalhos técnico-científicos para o dia  12 de maio. Os trabalhos serão recebidos na forma de resumos e a apresentação será em pôster, em sessão previamente definida na programação técnica do evento. O autor principal ou apresentador deverá estar presente no local, ao lado do seu pôster físico, para esclarecimento de dúvidas, em horário definido na programação. Serão aceitos trabalhos em português, espanhol ou inglês. Acesse o site cbsoja.com.br/resumos para conferir as normas.

CBSoja –  O Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) é um evento promovido pela Embrapa Soja, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária. Considerado o maior fórum técnico-científico da cadeia produtiva da soja na América do Sul, reúne renomados especialistas nacionais e internacionais de vários segmentos ligados ao complexo soja, uma das maiores cadeias produtivas do agro brasileiro.

Com o tema, 100 anos de soja no Brasil: pilares para o amanhã, a expectativa é reunir cerca de 2 mil congressistas, entre pesquisadores, profissionais do agronegócio, produtores e acadêmicos. Além de promover a discussão de grandes temas que envolvem a agregação de valor, a intensificação e a inclusão produtiva sustentável, o CBSoja será um momento para reunir a cadeia de valor da cultura da soja e facilitar a integração e o intercâmbio de conhecimentos.

SERVIÇO

EVENTO: X Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e Mercosoja 2025

DATA: 21 a 24 de julho

LOCAL: Campinas (SP)

Inscreva-se aqui: cbsoja.com.br





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Trabalhador morre soterrado em silo de soja no Rio Grande do Sul



Um homem de 34 anos, identificado como Fabrício Fabiano Moraes, morreu na tarde de domingo (4) após cair em um silo de beneficiamento de soja na localidade de Pinheiro, no interior de Candelária, no Vale do Rio Pardo (RS).

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Segundo os Bombeiros Voluntários de Candelária, Fabrício Fabiano Moraes, de 34 anos, realizava atividades operacionais no silo de beneficiamento de soja quando caiu na estrutura e foi rapidamente soterrado pela carga de grãos. Colegas de trabalho tentaram socorrê-lo imediatamente, mas não conseguiram retirá-lo a tempo. Ele não apresentava sinais vitais quando os bombeiros chegaram.

A ocorrência mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Cruz do Sul e a Polícia Civil de Candelária. O resgate foi dificultado pela grande quantidade de soja armazenada no interior do silo, exigindo um esforço prolongado das equipes. Após a remoção, o corpo foi encaminhado ao Departamento Médico Legal (DML) de Santa Cruz do Sul, onde será realizada a necropsia.

As circunstâncias do acidente seguem sob apuração pelas autoridades competentes. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o vínculo empregatício do trabalhador nem informações sobre o uso de equipamentos de proteção ou as condições de segurança no local no momento do acidente.



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Falta de chuva e calor excessivo afetam a qualidade da safra de café


A colheita de café já foi iniciada no Paraná, e a produção está se desenvolvendo dentro das expectativas. No entanto, alguns produtores começaram a colheita com parte dos frutos ainda verdes, o que pode prejudicar a qualidade final do produto. Isso ocorre devido à falta de chuva em algumas regiões específicas do estado.

Essa escassez contribui com estresse térmico nas plantas deste ciclo da cultura, comprometendo o bom desenvolvimento dos cafezais nessas regiões. 

Apesar disso, técnicos e produtores ouvidos pela Climatempo afirmam que os impactos na produtividade do café poderão ser melhor mensurados conforme a colheita avançar. Isso porque as plantas reagem de forma diferente aos eventos climáticos em diferentes regiões.

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Começa hoje a 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente



Com o objetivo de debater com a população políticas públicas ambientais e de enfrentamento às mudanças climáticas, começa hoje, em Brasília, a 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente. O espaço de diálogo social é retomado após quase 12 anos da última edição em 2013.

Com o tema Emergência Climática e o Desafio da Transformação Ecológica, a conferência foi organizada em cinco eixos: Mitigação; Adaptação e Preparação para Desastres; Justiça Climática; Transformação Ecológica; e Governança e Educação Ambiental.

Até o dia 9 de maio, grupos organizados em cada eixo debaterão as propostas resultantes dos encontros preliminares. As etapas que antecederam a conferência tiveram a participação de 2.570 municípios, em 439 conferências municipais, 179 intermunicipais e 287 conferências livres.

Ao todo, 100 propostas serão usadas como base para políticas públicas como a atualização da Política Nacional sobre Mudança do Clima e a construção do Plano Clima.

Na quarta-feira (7), a programação terá continuidade com uma aula magna que antecederá a abertura da apresentação do caderno de propostas a serem debatidas nos grupos.

Na quinta-feira (8) ocorrerão as plenárias por eixo temático no período da manhã e, pela tarde, inicia a plenária geral. A apresentação da priorização das propostas e o encerramento da conferência sobre o meio ambiente serão na sexta-feira (9), pela manhã.

Confira os grupos que debaterão as propostas nos cinco eixos:

Mitigação

  • Agricultura Sustentável e Sistemas Agro#orestais
  • Recuperação e Reflorestamento
  • Gestão Ambiental e Combate ao Desmatamento
  • Resíduos, Emissões e Descarbonização
  • Energia, Infraestrutura e Economia Sustentável
  • Tecnologia, Inovação e Bioeconomia
  • Mobilidade, Saneamento e Gestão Hídrica

Adaptação e preparação para desastres

  • Planejamento Urbano e Infraestrutura
  • Planos de Contingência e Gestão de Riscos
  • Fundo Orçamentário e Financiamento Climático
  • Monitoramento de Riscos e Mapeamento
  • Engajamento Comunitário e Defesa Civil
  • Recuperação e Reflorestamento
  • Tecnologia e Capacitação
  • Drenagem Urbana e Áreas Verdes
  • Gestão Hídrica e Legislação

Justiça climática

  • Agricultura Familiar e Saneamento Básico
  • Saúde Pública e Participação Popular
  • Atores Sociais e Comunidades Tradicionais
  • Direitos Territoriais e Regularização Fundiária
  • Economia Solidária e Populações Vulnerabilizadas
  • Contrapartidas, Compensação Socioambiental
  • Responsabilidade Ambiental
  • Saúde, Educação e Segurança Alimentar
  • Participação Social e Direitos Humanos
  • Povos Tradicionais e Indígenas

Transformação ecológica

  • Agroecologia e Agricultura Familiar
  • Transição agroecológica
  • Gestão de Resíduos e Economia Circular
  • Infraestrutura Sustentável
  • Legislação e Políticas Climáticas
  • Mobilidade e Planejamento Urbano
  • Recursos Naturais
  • Tecnologia e Inovação
  • Transição Energética

Governança e educação ambiental

  • Educação Ambiental Formal
  • Políticas Públicas, Formação Profissional e Governança Ambiental
  • Educação Ambiental Comunitária, Saberes Tradicionais e Práticas Sustentáveis
  • Estrutura Governamental e Institucional
  • Financiamento e Fundos Ambientais
  • Fiscalização e Monitoramento Ambiental
  • Animais Silvestres e Domésticos
  • Participação Social e Transparência
  • Planejamento e Políticas Públicas
  • Legislação e Políticas Climáticas
  • Economia Verde e Produção Sustentável
  • Governança Ambiental Descentralizada e Políticas Climáticas
  • Resíduos Sólidos
  • Preservação Ambiental e Recuperação
  • Tecnologia, Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento
  • Saberes Tradicionais, Comunidades Locais e Vulneráveis



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AgroNewsPolítica & Agro

Transporte de soja e milho segue aquecido na Bahia


O transporte de grãos na Bahia apresentou variação entre estabilidade e alta em abril, segundo o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O relatório aponta aumento no fluxo logístico da região Nordeste, conhecida como Sealba, impulsionado pela maior comercialização do milho. No Extremo Oeste, que integra o Matopiba, o movimento se manteve estável com o escoamento da soja para os portos.

Na praça de Irecê, os fretes permaneceram estáveis no atendimento ao transporte da mamona. Em Luís Eduardo Magalhães, o fluxo de soja continuou direcionado aos portos, equilibrado pela oferta de transportadores e garantido pelos fretes de retorno com fertilizantes. O transporte interno de milho também se manteve aquecido, reflexo da alta no preço do grão. “A frustração da safra no Centro-Norte da Bahia impulsionou a demanda por milho para atender pecuaristas e granjeiros”, informa o boletim.

Em Paripiranga, os fretes subiram para todos os destinos pesquisados. Segundo a Conab, a valorização do milho estimulou os produtores a comercializarem o estoque da safra passada, armazenado em silos bolsa. “A expectativa é que todo o milho estocado seja vendido, já que os produtores precisam dos recursos para custear o plantio da safra 2024/25”, destaca o relatório. A dificuldade de acesso ao crédito agrícola também pressiona os produtores a usarem capital próprio.

No mercado externo, os dados do Portal Comex Stat mostram queda de 4,9% nas exportações do complexo soja, milho e algodão em março, na comparação com fevereiro. A redução foi puxada pelas quedas no algodão e no milho, em meio à finalização dos estoques da safra passada, enquanto os preços da soja permaneceram estáveis.

A exportação de soja somou 493,3 mil toneladas em março, alta de 1,9% sobre fevereiro e de 13,4% em relação ao mesmo mês de 2024. “A valorização do dólar e a supersafra explicam o bom desempenho das exportações de soja”, informou o boletim. Cerca de 94% do volume exportado foi escoado pelo porto de Salvador e 6% pelo porto de São Luís.

Para o milho, o volume exportado foi de apenas 7 toneladas, todas pelo porto de São Luís. Já o algodão somou 34,4 mil toneladas exportadas, queda de 24% em relação a fevereiro e de 15% na comparação anual. Segundo a Conab, “a redução indica a diminuição dos estoques e a antecipação das vendas diante da alta do dólar”. Do total exportado de algodão, 78% saíram pelo porto de Santos, 18% pelo porto de Salvador e 4% por outros terminais.





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Início da safra da cana-de-açúcar movimenta o mercado do etanol



O mês de abril marcou oficialmente o início da colheita da safra 2025/26 de cana na região Centro-Sul. Assim o mercado do etanol hidratado foi aquecido por movimentações mais fortes nos negócios. É o que dizem os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Os levantamentos do Cepea indicam que houve um crescimento de 23,6% no volume de etanol hidratado comercializado pelas usinas entre o mês de março e abril no estado de São Paulo. 

Por outro lado, os preços ficaram na média de R$ 2,7253/litro nas semanas cheias do mês de abril. O valor representa um recuo de 2,12% em comparação com o mês anterior. Agora, considerando o etanol anidro, a média foi de R$ 3,1163/litro, queda de 2,33% no mesmo comparativo, ainda segundo dados do Centro de Estudos.

Falando agora sobre outro derivado da cana, o açúcar cristal branco apresentou variações positivas no mês de abril no mercado spot paulista, de acordo com o Cepea. Mesmo com o início oficial da safra em abril, a oferta não foi suficiente para exercer pressão baixista sobre os preços

Assim, a média do indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal, cor Icumsa, de 130 a 180, no mercado spot de São Paulo, foi de R$ 142,35/saca de 50 kg no mês de abril. Esse valor representa uma alta de 1,91% com relação ao mês anterior. 

*Sob supervisão de Thiago Dantas 



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Estimada em 55,7 milhões de sacas, produção de café tem leve recuperação em 2025



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou hoje (6) que a produção de café deve apresentar um crescimento de 2,7% na safra 2025 frente ao volume colhido na temporada passada, sendo estimada em 55,7 milhões de sacas.

“Mesmo em ano de bienalidade negativa, caso o volume estimado se confirme ao final do ciclo, este será o maior já registrado para um ano de baixa, superando em 1,1% a colheita registrada em 2023”, destacou a Conab.

O órgão também informa que a área total destinada à cafeicultura deverá registrar um aumento de 0,8%, chegando a 2,25 milhões de hectares. A área em produção deve registrar uma queda de 1,4%, estimada em 1,86 milhão de hectares, enquanto a área em formação tende a apresentar um incremento de 12,3%, movimento esperado para anos de bienalidade negativa. Os dados constam no 2º Levantamento da Safra de Café 2025 da Conab.

Segundo a companhia, o resultado estimado na safra total de café é influenciado pela recuperação de 28,3% nas produtividades médias das lavouras de conilon. A expectativa de produção para esta espécie está estimada em 18,7 milhões de sacas, um novo recorde para a série histórica da Conab.

Ainda de acordo com a Conab, este volume se deve à regularidade climática durante as fases mais críticas das lavouras, que beneficiaram floradas positivas, e a boa quantidade de frutos por rosetas.

No Espírito Santo, maior produtor de conilon do país, é esperada uma produção de 13,1 milhões de sacas, crescimento justificado pelas boas precipitações verificadas no norte do estado, região que corresponde a 69% da área da espécie no país.

BA retorna a segunda posição de maior produtor de café conilon do Brasil

Na Bahia, a Conab também espera uma recuperação na colheita de conilon de 28,2%, estimada em 2,5 milhões de sacas. Neste cenário, o estado baiano recupera a posição de 2º maior produtor da espécie, ultrapassando Rondônia onde a expectativa é de uma colheita de 2,28 milhões de sacas.

Queda no café arábica

Já para o café arábica, espécie mais afetada pela bienalidade, a Conab prevê uma redução de 6,6% na colheita, com previsão de uma safra em torno de 37 milhões de sacas.

Em Minas Gerais, estado com maior área destinada para a produção de arábica, é esperada uma colheita de 25,65 milhões de sacas. De acordo com o levantamento, além do reflexo já esperado pelo ciclo de bienalidade da planta, entre abril e setembro do ano passado foi registrado um longo período seco e as lavouras enfrentaram instabilidade, apresentando menor vigor vegetativo, influenciando na queda de potencial produtivo dos cafezais.

Em São Paulo, a produtividade média também foi impactada pelos efeitos fisiológicos de baixa bienalidade, acompanhados pelas condições climáticas adversas registradas nas regiões produtoras. Com isso é esperada uma queda de 3,8% no desempenho das lavouras.

Por outro lado, a área destinada para a produção cresceu em 5,3%, chegando a 196 mil hectares, o que compensa a perda esperada nas produtividades resultando em um aumento na produção de 1,3%, estimada em 5,5 milhões de sacas.

Mercado

Após o recorde de exportação de café em 2024, quando o Brasil exportou 50,5 milhões de sacas de 60 quilos, os embarques para o exterior apresentaram uma ligeira redução no primeiro trimestre de 2025. No acumulado de janeiro a março de 2025, o Brasil exportou 11,7 milhões de sacas de 60 quilos, o que representa uma baixa de 1% na comparação com igual período do ano anterior, segundo dados consolidados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Essa redução na exportação em volume já era esperada devido à restrição dos estoques internos nos meses iniciais de 2025, influenciados pela limitação da produção nos últimos anos e exportação elevada no ano anterior.

Mesmo com a queda no volume comercializado, o valor com as vendas internacionais apresentou aumento no primeiro trimestre de 2025, movimento favorecido pelo cenário de alta dos preços do café neste início de ano. No acumulado de janeiro a março de 2025, o Brasil exportou US$ 4,1 bilhões, o que representa um aumento de 68,9% na comparação com igual período de 2024.

As cotações do produto no mercado internacional devem continuar pressionadas ao longo do ano, mesmo com a expectativa de aumento na produção mundial pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), visto que os estoques do grão seguem em níveis baixos possibilitando preços em patamares mais altos.



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