domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Algodão tem alta nos preços pelo terceiro mês consecutivo



Os preços do algodão seguem em ritmo crescente no Brasil. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

De acordo com o instituto, essa guinada vem da posição firme dos vendedores, da oferta limitada da temporada 2023/24 e do bom escoamento para o exterior.

No mês de abril, o indicador Cepea/Esalq acumulou um aumento de 40,4% para o algodão pluma com pagamento em 8 dias. 

Este foi o terceiro mês consecutivo em que o valor da fibra apresentou alta. A variação mais expressiva se deu em fevereiro, atingindo a elevação de 9,46%.

Dessa forma, o preço da pluma no Brasil opera acima da paridade de exportação, ampliando a vantagem para o comércio interno no início do mês de maio, ainda de acordo com o Cepea.

*Sob supervisão de Thiago Dantas



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AgroNewsPolítica & Agro

Empresa tem maior taxa de conversão da história na Agrishow



40% de agricultores são novos no uso da irrigação


Foto: Divulgação

A Agrishow 2025 marcou um desempenho importante para a Valley, marca da Valmont, no que diz respeito à conversão de vendas e à ampliação do mercado de irrigação. De acordo com Vinicius Melo, diretor comercial da Valley, a empresa registrou a maior taxa de conversão da história na feira.

“Tivemos um incremento muito grande nas vendas. O grande destaque é que conseguimos uma bela porcentagem de negócios com recursos próprios. A taxa de conversão dos negócios fechados na feira já é a melhor da nossa história. Estamos falando em mais de 60% de taxa de conversão, ou seja, um pedido que entrou na feira já foi direto para fabricação”, afirma o diretor comercial.

Um dos dados mais relevantes da participação deste ano é o perfil dos compradores. “A procura por irrigação por pivô central foi muito grande. Cerca de 40% dos agricultores que atendemos na Agrishow são novos na irrigação. Normalmente, as compras são recorrentes, de produtores já irrigantes em busca de expansão. Isso mostra o quanto a irrigação vem ganhando força como prioridade dentro da porteira”, ressalta Vinicius Melo.

A procura é comprovada por pesquisas recentes. Um levantamento realizado pela Embrapa, com dados até outubro de 2024, que mostrou uma expansão de quase 300 mil hectares irrigados no Brasil em relação à última análise, feita em 2022, pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). De acordo com o levantamento atual, 2,2 milhões de hectares são irrigados por pivôs centrais no Brasil. Em 2022, a área correspondia a 1,92 milhão de hectares.

A Valley apresentou durante o evento uma série de soluções para ampliar o acesso à irrigação, como energia solar com baterias de armazenamento, automação digital com a nova plataforma AgSense 365®, e tecnologias voltadas à cana-de-açúcar, como o sistema limpa-trilhos e o PolySpan®, tubulação anticorrosiva para vinhaça.





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Nova ferramenta da Embrapa automatiza, organiza e processa dados agrícolas



Imagine um sistema que organiza e processa dados para ajudar o produtor rural a entender melhor o impacto da sua produção no meio ambiente? Mostrando quanto se consome de recursos (como água, energia e insumos) e o que se emite (como resíduos e gases)? Pois é, essa ferramenta digital existe e tem nome, trata-se da ICVCalc-Embrapa.

Desenvolvida pela Embrapa Meio Ambiente, o sistema é capaz de construir inventários ambientais e promete facilitar o trabalho de pesquisadores e técnicos que lidam com a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV). A partir de agora, os interessados vão conseguir medir os impactos ambientais dos produtos agrícolas.

De acordo com Marilia Folegatti, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente e uma das idealizadoras, a ACV é um método que quantifica os potenciais impactos ambientais de produtos ou serviços, considerando todas as entradas e saídas de material e energia ao longo do seu ciclo de vida — da extração de matérias-primas até o descarte de resíduos.

A análise é feita em quatro etapas: definição de objetivo e escopo, análise de inventário, avaliação de impactos e interpretação dos resultados.

A ICVCalc-Embrapa atua justamente na segunda fase, a chamada Análise do Inventário do Ciclo de Vida (ICV). É nesse momento que são levantados dados como consumo de energia e materiais, e emissões para a atmosfera, para corpos hídricos e resíduos sólidos gerados ao longo do processo produtivo.

A ferramenta permite registrar essas informações de forma sistemática, com planilhas específicas para cada tipo de dado, incluindo metadados, entradas de insumos e estimativas de emissões.

“Os parâmetros de entrada se referem quase exclusivamente ao consumo de insumos e energia”, explica a pesquisadora. Inicialmente desenvolvida em planilhas do Excel, a versão atual da ICVCalc-Embrapa é um sistema web. “Ela contabiliza insumos agrícolas e tecnológicos, além dos produtos, coprodutos e resíduos gerados, permitindo construir inventários compatíveis com o banco de dados ecoinvent — a principal referência internacional em ACV. Os dados podem ser exportados em formato CSV para uso em softwares especializados na avaliação de ciclo de vida”, destaca Folegatti.

A ICVCalc é uma ferramenta que usa dados e cálculos prontos para transformar informações da produção agrícola em um relatório ambiental do produtor. Ela funciona para diferentes tipos de culturas: temporárias, semiperenes e perenes.

A ICVCalc facilita a construção do inventário, a fase mais complexa de um estudo de ACV de produtos agrícolas pois traz modelos ambientais adequados para a agricultura brasileira.

“Ela pode servir como ferramenta para gestão ambiental de empreendimentos agrícolas, assim concorrendo para o aumento da sustentabilidade da agricultura brasileira pois o inventário do processo agrícola traz a contabilidade das emissões de Gases de Efeito Estufa – informação crítica para o acesso a mercados de carbono”, enfatiza a pesquisadora.

O desenvolvimento da ferramenta é resultado do trabalho da equipe temática de ACV da Embrapa Meio Ambiente, que buscou criar uma solução prática e adaptada à realidade da agricultura brasileira.

A expectativa é que a ICVCalc-Embrapa contribua para ampliar o uso da ACV no campo, oferecendo informações detalhadas que podem embasar desde estudos acadêmicos até decisões de políticas públicas e estratégias empresariais mais sustentáveis.

Para produção animal, a ferramenta adequada é a Calculadora para a Pegada de Carbono da Pecuária, em fase final de desenvolvimento pelas unidades Pecuária Sudeste, Gado de Corte e Meio Ambiente.



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Estado deve ter queda de quase 4% nas exportações de soja na safra 25/26; saiba qual



O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) acaba de divulgar suas previsões para a safra 2025/26 e, apesar da força histórica de Mato Grosso como maior produtor de soja do Brasil, as projeções não são tão otimistas.

De acordo com as informações do instituto, divulgadas na última segunda-feira (5), as exportações de soja do estado devem sofrer uma redução de 3,96%, totalizando 29,83 milhões de toneladas, contra 31,06 milhões de toneladas na safra 2024/25.

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Projeção de soja

Para 2025/26, a produção de soja no estado mato-grossense é projetada em 47,18 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 7,29% em relação ao recorde de 50,89 milhões de toneladas obtido na safra 2024/25. Essa diminuição na produção pode ter um impacto direto não apenas nas exportações, mas também em toda a cadeia produtiva, desde os agricultores até as indústrias de processamento e o mercado internacional.

Perspectivas também são positivas

No entanto, nem tudo são notícias negativas. O consumo interno de soja no estado de Mato Grosso apresenta uma perspectiva de crescimento. O Imea estima um aumento de 1,08% no consumo dentro do estado, alcançando 13,07 milhões de toneladas em 2025/26. Esse crescimento está diretamente relacionado à maior demanda por coprodutos da soja, como farelo e óleo, que têm sido cada vez mais valorizados devido ao aumento do uso na alimentação animal e na produção de biodiesel.

Por outro lado, o consumo interestadual, ou seja, a quantidade de soja que será transferida para outros estados, deve enfrentar uma queda de 22,26%. A previsão é de que 4,54 milhões de toneladas sejam destinadas a outros estados em 2025/26, uma diminuição substancial quando comparado ao ciclo anterior. Esse cenário pode afetar a dinâmica do mercado interno e as operações de transporte e logística, principalmente em relação ao escoamento da produção de soja de Mato Grosso para os portos.

A redução nas exportações e na produção de soja pode resultar em um ajuste nos preços e na oferta no mercado global, afetando a competitividade do Brasil, especialmente considerando o alto volume de soja que o país exporta para grandes mercados como a China.



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Barreiras conquista selo SISBI e amplia mercado da agroindústria


O município de Barreiras, Oeste da Bahia, comemorou, na última terça-feira (6), a emissão do selo do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), que faz parte do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA) e padroniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a segurança alimentar.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atualmente, Barreiras (BA) possui 11 estabelecimentos cadastrados e dois integrados ao SISBI, por meio do Consórcio Multifinalitário do Oeste da Bahia (Consid).

SISBI, Barreiras, Oeste da BahiaSISBI, Barreiras, Oeste da Bahia
Foto: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

A certificação foi celebrada pelo prefeito Otoniel Teixeira, pelo secretário municipal de Agricultura e Tecnologia, Joaquim Neto, pela secretária-executiva do Consid, Erika Seixas, por demais integrantes do governo municipal e pelo empresário Miguel André Andrighetti.

De acordo com a prefeitura, a certificação é um marco para o município, pois reconhece a equivalência do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) com os padrões nacionais estabelecidos pelo Mapa.

Isso significa que os produtos de origem animal produzidos em Barreiras, uma vez certificados, podem ser comercializados em todo o território nacional.

Para Erika Seixas, o SISBI representa mais do que uma chancela técnica. “O avanço de políticas públicas efetivas só é possível com a atuação conjunta dos poderes e das instituições. Celebrar essa conquista para Barreiras é reconhecer o trabalho coletivo das equipes do SIM municipal e do Consid. Hoje, somos o único consórcio da Bahia com o serviço de inspeção operando em dois escopos diferentes – e ambos sediados em Barreiras. Isso mostra a força do nosso trabalho e o potencial da agricultura familiar na região”, destacou.

Impulsionamento

Durante o encontro, o empresário Miguel André Andrighetti, proprietário da Bahia Camarões & Cia Ltda., recebeu oficialmente o certificado SISBI na categoria Unidade de Beneficiamento de Pescado e Produtos da Bahia.

A empresa, que atua há seis anos no Projeto de Irrigação Barreiras Norte, agora passa a integrar o sistema nacional de inspeção, com permissão para distribuir seus produtos em todo o Brasil.

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Foto: Divulgação/Prefeitura de Barreiras

“Essa certificação é um sonho realizado. Representa o reconhecimento do nosso compromisso com a qualidade e a segurança alimentar. Desde 2019, quando iniciamos nossa jornada em Barreiras Norte, buscamos alcançar esse nível. Agora, com o SISBI, ampliamos nosso mercado e damos mais um passo no fortalecimento da indústria local. É uma conquista de toda a equipe e das instituições que caminharam conosco”, afirmou Miguel André, ao lado do consultor técnico Givaldo Filho e demais colaboradores.

Para o prefeito Otoniel Teixeira, a conquista do selo SISBI fortalece a agroindústria, valoriza a agricultura familiar e impulsiona a economia do município.

“Com essa certificação, Barreiras amplia sua presença no cenário nacional, levando os produtos produzidos em nosso município para todos os cantos do Brasil”, ressaltou.


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AgroNewsPolítica & Agro

Cultivo protegido garante pimentão de qualidade



Pimentão tem baixa incidência de pragas, diz Emater




Foto: Pixabay

A produção de pimentão na região de Bom Princípio, no Vale do Caí, apresenta bom desenvolvimento e baixa incidência de pragas e doenças, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o levantamento, os cultivos em ambientes protegidos garantem frutos de qualidade, com coloração e tamanho adequados para o mercado. “Os produtores seguem colhendo pimentões com boas características e sem grandes problemas fitossanitários”, informou a Emater/RS-Ascar.

O preço do pimentão permanece estável na região, variando entre R$ 45,00 e R$ 50,00 por caixa de 10 quilos, dependendo da cor e do tamanho dos frutos.





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Com quase 8 mil projetos, Banco do Agricultor já liberou R$ 1 bilhão para produtores



Lançado em 2021, o programa Banco do Agricultor Paranaense chegou ao primeiro R$ 1 bilhão em financiamentos contratados para produtores rurais paranaenses e beneficiou mais de 7,8 mil projetos de melhoria no meio rural.

São iniciativas de apoio à pecuária, bovinocultura de leite, cadeias produtivas como café, olericultura, fruticultura e produção agroecológica, irrigação e sistemas de geração de energia de fontes renováveis.

O objetivo do programa é impulsionar investimentos por meio da redução dos juros para financiamentos em projetos de atividades agropecuárias, além de promover inovação tecnológica, sustentabilidade, geração de emprego e melhoria da competitividade do produto paranaense.

O iniciativa é gerenciada pela Secretaria de Estado da Agricultora e Abastecimento (Seab) e tem apoio do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), administrado pela Fomento Paraná, para subsidiar e reduzir os juros em financiamentos de crédito rural contratados junto às instituições financeiras credenciadas: Banco do Brasil, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e as cooperativas de crédito Sicoob, Sicredi e Cresol.

“Com a ação do estado, por meio do programa Banco do Agricultor, o agricultor está deixando de pagar mais de R$ 300 milhões em juros de financiamentos do crédito rural”, diz Claudio Stabile, diretor-presidente da Fomento Paraná. “É uma medida importante, porque contribui para reduzir os custos de produção, que impactam no preço dos alimentos ao consumidor, ao mesmo tempo em que melhora a renda e a qualidade de vida do produtor rural”.

O diretor administrativo​​ do BRDE, Heraldo Neves, informa que o banco já formalizou mais de 1.100 contratos, que representam quase R$ 100 milhões em juros sendo equalizados, pagos pelo Tesouro do Estado. “Boa parte desses contratos, quase metade, são muito importantes para o Paraná. São projetos de irrigação, de alternativa energética, performando quase R$ 300 milhões somente nessas operações”, destaca.

Segundo o gerente de Mercado do Agro do Banco do Brasil no Paraná, Luis Felipe Guimarães, desde 2021 já são mais de 5 mil famílias atendidas pelo Banco do Brasil com operações rurais abrangidas pelo o Banco do Agricultor Paranaense, fortalecendo o papel da instituição de principal parceiro do agronegócio e da agricultura familiar paranaense.

“Nos orgulha mais essa parceria com o governo do Estado, com o Paraná como sempre na vanguarda, proporcionando condições para que o campo fique cada vez mais forte e eficiente”, afirma.

O presidente da Central Cresol Baser, Alzimiro Thomé, diz que com as condições facilitadas e foco na agricultura familiar, o Banco do Agricultor Paranaense está alinhado aos princípios da cooperativa, permitindo que a Cresol cumpra o seu papel de apoiar o crescimento no campo.

“Ao facilitar o acesso ao crédito para investimentos na agricultura, a Cresol desempenha um papel no desenvolvimento econômico e social das regiões onde atuamos, especialmente aqui no Paraná. O programa impulsiona a produção, gera empregos e renda no campo, fortalecendo as comunidades locais e a própria atuação da cooperativa”, destaca.

Gilson Farias, gerente de Desenvolvimento de Negocias da Central Sicredi PR/SP/RJ, destaca o Banco do Agricultor Paranaense por dinamizar as propriedades no Paraná através da inserção de tecnologia, melhoria no campo, agregando qualidade de vida, agregando renda ao produtor rural, e nós temos a honra de participar.

“Entendemos que é um ótimo programa, que permite que o agricultor pague menos juros, através do subsídio, e realize os projetos. Já fizemos uma parceria com o BRDE de mais de R$ 186 milhões e diretamente pelo Sicredi mais de R$ 70 milhões financiados aos produtores rurais no Paraná. É um programa que está tendo muita procura por parte dos agricultores e um programa excelente para o Paraná”, avalia Farias.

FIDC Agro Paraná

Outra ação que vai ajudar a reduzir os custos para ampliar os investimentos na estrutura das cadeias produtivas do agronegócio é o FIDC Agro Paraná, um fundo estadual inédito — o primeiro instrumento de crédito voltado ao agronegócio criado por um estado — que pode alavancar até R$ 2 bilhões em negócios envolvendo as cadeias produtivas do agro.

O FIDC foi lançado recentemente pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior na B3, a Bolsa de São Paulo.

Os projetos devem beneficiar produtores cooperados a grandes cooperativas ou vinculados a empresas integradoras, que terão acesso a crédito com taxas equivalentes às do crédito rural, em torno de 9% ao ano, mais baixas, portanto, do que os juros de mercado neste momento em que a taxa básica da economia (SELIC), beira os 15% ao ano).

“Estamos colocando R$ 150 milhões neste primeiro fundo, que poderá investir em outros fundos de direitos creditórios vinculados que estão sendo preparados, e ainda dispomos de outros R$ 200 milhões para colocar nesse tipo de dispositivo”, detalha Claudio Stabile.

Seguro Rural para o agricultor

A Fomento Paraná também apoia o produtor rural paranaense por meio do Programa de Seguro Rural, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE). O programa é gerenciado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e visa mitigar o risco das atividades agropecuárias e reduzir o endividamento agrícola.

Desde 2009, quando foi aprovada a Lei 16.166/2009, que concede Subvenção Estadual ao Prêmio de Seguro Rural, já foram pagos mais de R$ 88,6 milhões em subvenção para 47,1 mil apólices de seguro.

Em 2024 foram pagos aproximadamente R$ 4 milhões em subvenção. Para 2025 o FDE destacou R$ 12 milhões, com mais de dois terços desse valor já usados para contratos principalmente para atendimento da cultura do milho segunda safra.

A subvenção cobre 29 culturas, entre a produção de frutas, grãos (exceto soja), pecuária de leite e de corte, e funciona de forma complementar ao programa do governo federal. O estado do Paraná subvenciona 20% do valor da apólice e o Ministério da Agricultura e Pecuária subvenciona outros 20%. O produtor deve pagar apenas 60% do valor da apólice. Cada produtor pode contratar até R$ 4,4 mil por CPF/CNPJ, por cultura ou espécie animal e até R$ 8,8 mil por CPF/CNPJ por ano civil (janeiro a dezembro).

Nos últimos dois anos o desembolso para subvenção do prêmio do seguro rural vinha diminuindo, por conta do aumento dos riscos envolvidos na produção, como os fatores climáticos, considerando-se os períodos de plantio estabelecidos pelo Zoneamento Agrícola de Risco Agroclimático (Zarc), e em parte por conta da reformulação da base legal de normas que regem o credenciamento e contratação das seguradoras, realizada em 2024.

Agora em 2025, foi lançado novo edital que manterá as subvenções no mesmo patamar anterior e as seguradoras estão em fase de encaminhamento de documentos para credenciamento e posterior contrato com a Fomento Paraná.



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Câmara aprova projeto que amplia número de deputados federais



Projeto de lei complementar (PLP), aprovado na noite dessa terça-feira (6) pelo plenário da Câmara dos Deputados, aumenta de 513 para 531 o número de vagas na Casa em razão do crescimento populacional.

O texto mantém o tamanho das bancadas que perderiam representantes segundo o Censo de 2022. A mudança será a partir da legislatura de 2027.

O texto a ser enviado ao Senado é um substitutivo do relator, deputado Damião Feliciano (União-PB) para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 177/23, da deputada Dani Cunha (União-RJ).

O relator optou por uma abordagem política em vez do cálculo diretamente proporcional previsto na Lei Complementar 78/93, revogada pelo texto. “Estamos falando de um acréscimo modesto de 3,5%, enquanto a população nos últimos 40 anos cresceu mais de 40%”, afirmou.

Segundo Damião Feliciano, a perda de representantes significaria também perda de recursos em emendas parlamentares, aumentando a desigualdade regional (somente o Nordeste perderia oito vagas).

“Perder cadeiras significa perder peso político na correlação federativa e, portanto, perder recursos”, disse.

A necessidade de rever a distribuição de cadeiras surgiu após decisão, em agosto de 2023, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao acatar ação do governo do Pará que apontou omissão do Legislativo em atualizar o número de deputados de acordo com a mudança populacional, como previsto na Constituição.



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Brasil vai exportar pescados para Austrália



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que as autoridades sanitárias da Austrália autorizaram a exportação de pescado de origem extrativa do Brasil.

De acordo com o Mapa, a abertura do mercado australiano representa oportunidade estratégica para os exportadores nacionais, especialmente na comercialização de atum, pescada, lagosta e corvina, entre outras espécies de elevado valor agregado.

Segundo o ministério, apenas em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 400 milhões em pescados.

“Com a autorização, o agronegócio brasileiro alcança a 57ª abertura de mercado em 2025, totalizando 357 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023”, destacou a pasta.

O governo federal informou que a nova abertura de mercado é fruto do trabalho conjunto do Mapa, do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).



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Angola: ‘nova fronteira’ agrícola brasileira?



A quem diga que a Angola, na África, é como Mato Grosso há cerca de quatro décadas — um local pleno de potencial para produção de alimentos, mas ainda carente de infraestrutura e tecnologia agrícola.

As colheitas no país africano ainda estão longe dos números obtidos em nosso maior estado produtor. O milho, principal grão cultivado na nação de língua portuguesa, pouco ultrapassa 3 milhões de toneladas a cada safra. Mas Angola tem pressa: a população que hoje é de cerca de 36 milhões de pessoas cresce cerca de 1 milhão por ano. E precisa comer.

Para tentar resolver essa equação, Angola busca atrair produtores e empresários do setor rural Brasileiro com aval de Brasília, para conhecer as oportunidades que oferece na agropecuária. Nesta semana um grupo de brasileiros, acompanhado do ministro Carlos Favaro, da Agricultura, está em Angola conhecendo empreendimentos com possibilidades de parcerias e áreas que podem ser concedidas para a implantação de projetos de agricultura.

Não se trata, no entanto, da “descoberta de Angola “. Brasileiros pioneiros já estão instalados no país tempos, e agora esperam abrir mais portas para os conterrâneos. O goiano Altair Oliveira, por exemplo, é um dos fundadores da fazenda Pipe, que ocupa áreas nas províncias de Malanje e Cuenza Norte desde 2010. A terra vermelha da propriedade até hoje não precisou receber calcário. Na safra 2025/26, são cultivados 4700 ha de milho, 2200 ha de soja e 500 ha de feijão; 1250 ha são irrigados porção que deverá chegar a 2850 no ano que vem.

“O grande desafio aqui foi começar. Angola praticamente não tinha tradição alguma na agricultura (comercial) e enfrentamos muita dificuldade, principalmente em infraestrutura. Quando chegamos, há 15 anos, tínhamos que vir de helicóptero, pois não tinha estrada sequer pra chegar na fazenda “, conta Oliveira

A conquista mais recente foi a chegada da energia, trazida de forma independente o que permitiu o uso de pivos de irrigação. O próximo marco a ser alcançado é a chegada de sementes transgênicos que ainda não são permitidas em Angola, mas, de acordo com o governo local, devem ser liberadas em breve. “A utilização de variedades convencionais dificulta as operações e limita a produtividade, levando os custos “.

Oliveira conta que já foram investidos de 40 milhões a 50 milhões de dólares na Pipe. “Temos anexa outra propriedade de 8000 ha, e, se surgir um parceiro que possa trazer conhecimento experiência teria muita avalia “, afirma produtora, referindo-se ao possível investimento de brasileiros.

Outra iniciativa com participação do Brasil em Angola é o cultivo pioneiro de cana-de-açúcar pela Biocom, na província de Cuanza Norte. A primeira moagem da usina, que permanece como a única do país, ocorreu em 2014, e hoje a produção de açúcar chega a 130 mil toneladas .

A empresa obteve concessão do governo angolano para uma área de 59 mil ha, dos quais 46 mil podem ser ocupados com plantio. Mas hoje apenas 33 mil tem cana. A Bion busca formar parcerias com produtores brasileiros para se possível extinguir essa diferença, oferecendo um “pacote “ com canaviais plantados áreas para reforma e o restante para expansão.



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