domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Safra de laranja deve crescer 36% após pior desempenho em quase quatro décadas



A estimativa para a safra 2025/26 de laranja no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro é de 314,11 milhões de caixas, aponta balanço do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) divulgado nesta sexta-feira (9).

A projeção representa um crescimento de 36% em relação à safra anterior, fechada em 230,87 milhões de caixas, marcada como a segunda pior em 37 anos por conta do impacto de condições climáticas adversas e da severidade do greening nos pomares.

A entidade destaca que a citricultura paulista é responsável por cerca de 80% da produção nacional de laranja e por 90% do suco da fruta processado no país, consolidando o estado como líder global do setor.

“A cadeia produtiva movimenta mais de US$ 3 bilhões ao ano e gera aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos. Em 2024, o grupo de sucos respondeu por 9,6% das exportações do agronegócio paulista, totalizando R$ 17,78 bilhões, sendo o suco de laranja o principal item, responsável por 98,1% desse valor”, diz a nota da Fundecitrus.

Retomada da laranja

Os números positivos para o próximo ciclo da laranja decorrem após a frustração com a safra anterior. De acordo com o Fundecitrus, o resultado de 2024/25, considerado atípico, ocorreu devido às condições climáticas adversas e à emissão extremamente tardia e expressiva da quarta florada.

“Clima mais seco e temperaturas mais elevadas, além da incidência do greening, foram os principais fatores pela baixa produção, reduzindo a quantidade e o peso dos frutos”, informou à época do fechamento da safra, em 11 de abril último.



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Debate sobre reforma agrária aquece no Congresso



”O problema é como o governo tem lidado com isso”



”O problema é como o governo tem lidado com isso"
”O problema é como o governo tem lidado com isso” – Foto: Agência Brasil

A Comissão de Segurança do Campo da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) levantou sérias questões sobre a atuação do governo no combate às invasões de terras e na condução da reforma agrária. De acordo com o presidente da CAPADR e coordenador da Comissão de Seguro Rural da FPA, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), os dados são alarmantes, com 72 invasões de terras registradas no primeiro ano da gestão atual, um número superior ao total de invasões entre 2019 e 2022. Nogueira criticou a falta de ação do governo, destacando uma omissão que considera “absurda”.

Em sua intervenção, o deputado Evair de Melo (PP-ES), coordenador de Direito de Propriedade da FPA, acusou o MST de apropriar-se de termos importantes da agricultura, como reforma agrária e agricultura familiar, associando-os a uma agenda ideológica. Para Evair, o MST está distorcendo a verdadeira essência da reforma agrária, citando como exemplo o Espírito Santo, onde uma reforma justa e lícita foi realizada sem a intervenção do movimento.

A deputada Carolina de Toni (PL-SC) também se pronunciou, destacando as condições precárias das famílias assentadas à espera da reforma agrária. Segundo ela, o governo atual não tem cumprido suas promessas, e as famílias vivem em uma situação de extrema pobreza, com rendimentos inferiores a um salário mínimo mensal. ““A produção agrícola dessas famílias não chega a um salário mínimo por mês em média. Essas pessoas estão em situação de pobreza e indignidade. Nós queremos reforma agrária dentro dos parâmetros legais e não com a escravização que elas estão sendo mantidas”, indica.

No Rio Grande do Sul, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) criticou a forma como o governo tem lidado com os produtores rurais afetados pelas chuvas de 2024.”O problema é como o governo tem lidado com isso. Não dá acesso aos créditos, os trabalhadores perdem tudo e não têm acesso ao programa Desenrola Brasil, por exemplo. Produtores que trabalharam a vida toda e não tem mais nada. Esse é o tipo de ajuda que o governo dá ao Rio Grande do Sul, é zero. O que acontece, no fim das contas, é que quem precisa não tem amparo”, conclui.

 





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Ibama multa 242 pessoas por incêndios criminosos em 2024



Os incêndios florestais que devastaram mais de 30 milhões de hectares no país, ao longo do ano passado, foram causados, em grande medida, por atividades criminosas. É o que aponta o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que emitiu autuações contra centenas de pessoas.

“O Ibama identificou e está punindo 242 pessoas por conta desses grandes incêndios criminosos em 2024. Outros casos ainda estão sob análise. Esses 242 incluem multas e outras medidas administrativas que somam mais de R$ 460 milhões”, afirmou nesta quinta-feira (8) o diretor de Proteção Ambiental da autarquia, Jair Schmitt.

“Uma das ações que nós estamos fazendo em relação à prevenção é identificando áreas e propriedades de maior risco desses incêndios e estamos fazendo notificações eletrônicas, notificações por edital, para que os proprietários adotem medidas e saibam que o Ibama está monitorando”, acrescentou o diretor.

A autarquia ambiental também informou que está mantendo e ampliando a presença de equipes de patrulhamento em campo nas áreas mais críticas.

Seca extrema

O volume de queimadas no ano passado superou em 79% o tamanho do território incendiado no ano anterior, equivalente a uma área do tamanho da Itália, segundo apurou o MapBiomas. O quadro foi agravado, na avaliação de técnicos do governo federal, pela seca extrema que afetou o país, especialmente na Região Norte.

“Foram dois anos seguidos de seca grave na Amazônia. Isso tem a ver com os efeitos das mudanças climáticas, o El Niño com o aquecimento do Atlântico Norte, seca na Amazônia, a floresta fica mais vulnerável, e aí os incêndios foram de magnitude muito maior”, constatou o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, André Lima.

Redução dos incêndios em 2025

A respeito dos dados de 2025, segundo o secretário, se observa redução de até 70% nos focos de calor da Amazônia, entre janeiro e abril, e queda de mais de 90% dos focos de calor no Pantanal, os dois biomas mais castigados nos últimos anos.

Apesar da situação climática mais favorável, o governo verificou um aumento dos focos de desmatamento tanto na Amazônia quanto no Cerrado no último mês de abril, o que acendeu um alerta para adoção de medidas que possam reverter o cenário, que ainda é de redução dos indicadores, em termos acumulados.



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Comercialização da safra de soja 24/25 segue abaixo da média



A comercialização da safra 2024/25 de soja no Brasil atingiu 57% da produção estimada até o dia 9 de maio, de acordo com o mais recente relatório da consultoria Safras & Mercado. Os dados indicam que o percentual representa um avanço em relação ao levantamento anterior, divulgado em abril, que marcava 50,7%.

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No entanto, o ritmo de vendas segue abaixo dos patamares históricos: no mesmo período do ano passado, 64,6% da produção já estava comprometida, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é ainda maior, de 70,3%.

Considerando a estimativa atual de produção de 172,45 milhões de toneladas para a safra 2024/25, já foram comercializadas 97,88 milhões de toneladas. O dado indica uma movimentação mais lenta por parte dos produtores, possivelmente relacionada à volatilidade do mercado internacional, incertezas climáticas e comportamento dos preços, que seguem pressionados em algumas regiões do país.

Comercialização futura de soja também avança

Já no que se refere à safra 2025/26, cuja produção está estimada em 182,57 milhões de toneladas, a comercialização antecipada alcançou 7,9% do total, o equivalente a aproximadamente 14,35 milhões de toneladas. Esse dado representa um avanço expressivo em comparação ao relatório anterior, que indicava apenas 3,7%.

Apesar da evolução positiva, o percentual atual ainda se mantém inferior aos 9,9% observados no mesmo período do ano passado e distante da média histórica para o período, que é de 17,2%. Isso evidencia que, embora haja um ritmo mais acelerado nas últimas semanas, o produtor segue cauteloso nas negociações diante das incertezas do mercado.



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Consultoria eleva estimativa para produção de soja e milho no Brasil


A estimativa de produção de milho e soja para a safra 2024/25 foi revisada para cima pela consultoria AgResource Brasil. Para a oleaginosa, a empresa aposta em colheita de 171,03 milhões de toneladas, 0,7 milhão de toneladas acima da expectativa anterior, de abril.

O número é significativamente acima da previsão de 167,86 milhões de toneladas do último balanço da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e também superior aos 169 milhões de toneladas indicados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para o Brasil.

produção soja Brasil - estimativa AgResourceprodução soja Brasil - estimativa AgResource
Foto: Divulgação

A colheita da soja se aproxima do fim com 97,7% da área concluída, mais de 10% à frente do ritmo observado em mesmo período do ano passado. De acordo com análise da AgResource, o Rio Grande do Sul está avançando na colheita de forma acelerada, mas os problemas gerados pela estiagem no início do ano estão sendo observados em grande parte do estado.

“Com isso, houve uma forte redução na produção gaúcha. Apesar disso, os números do estado de Mato Grosso impressionam com produtividades recordes. Essa grande produção compensou as perdas gaúchas e de alguns outros problemas pontuais, nos fazendo
aumentar o número em 0,7 milhão de toneladas ante a estimativa anterior”, diz a consultoria, em nota.

Safra de milho

produção milho Brasil - estimativa AgResourceprodução milho Brasil - estimativa AgResource

As chuvas das últimas semanas de abril trouxeram de volta a esperança de uma grande safra de milho, com um aumento na expectativa de produção e produtividade de Mato Grosso que, assim como na soja, deve ser recorde.

Apesar de alguns problemas durante a temporada de cultivo e perdas graves relatadas no norte do Paraná, a AgResource acredita que as perdas também devem ser superadas pelos ganhos.

Diante dessa expectativa, revisa a produção para cima, em 126,02 milhões de toneladas, se aproximando do número do USDA, indicado em 126 milhões de toneladas, e superando o previsto pela Conab (124,7 milhões de toneladas).



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Em dez meses, custeio do crédito rural chega a R$ 298,6 bilhões



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou nesta sexta-feira (9) que o montante do desembolso do crédito rural do Plano Safra 2024/25, considerando todos os produtores rurais, chegou a R$ 298,6 bilhões no período de julho/2024 a abril/2025.

Os valores apresentados são provisórios e foram extraídos no dia 7 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB). Os valores definitivos só são divulgados após 35 dias do encerramento do mês considerado na avaliação.

Pronamp

Para os beneficiários do Pronamp foram custeados R$ 246,2 bilhões, sendo divididos em R$ 142,7 bilhões para custeio, R$ 52,2 bilhões para investimento, R$ 35,5 bilhões para a comercialização e R$ 15,9 bilhões para financiamentos em industrialização de produtos agropecuários.

O Mapa salienta que o montante de recursos corresponde a cerca de 80% do que foi concedido no mesmo período da safra 2023/2024, perfazendo 61,5% dos R$ 400,6 bilhões programados para serem contratados em todas as finalidades de financiamento.

“Os financiamentos baseados em fontes controladas, aquelas que possuem taxas de juros diferenciadas e mais reduzidas em relação às praticadas pelo mercado, correspondem a 51% de todo o crédito concedido, com destaque para a Poupança Rural Equalizada e para os Recursos Livres Equalizados, com incremento de 20% e 171%, respectivamente, em relação à safra passada, e valores concedidos de R$ 21,8 bilhões e de R$ 31,6 bilhões”, diz o comunicado do Ministério.

Taxas de juros livres

Os financiamentos baseados em fontes de recursos com taxas de juros livres tiveram resultados expressivos. A Poupança Rural Livre obteve um aumento de 124% em relação à safra passada, com R$ 26 bilhões contratados e liberados.

Os programas de investimento agropecuário ainda possuem recursos a serem concedidos: o Prodecoop apresenta o maior, com 61% de saldo, enquanto o Pronamp, com 14% de saldo, tem a menor disponibilidade remanescente.

O Mapa acredita que todo o recurso disponibilizado para o investimento seja aplicado até o final de junho, quando começará o novo ano agrícola.



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Diga sim para a melhor safra da sua vida com a Conceito Sementes


A safra começa com uma decisão. E hoje, produtores goianos têm um novo ponto de partida: a Conceito Sementes, agora com multiplicação própria de sementes e atendimento com portfólio de cultivares de alto rendimento. 

Mais do que sementes, o produtor encontra o compromisso com a sua melhor safra. A nova fase da Conceito Sementes representa uma virada estratégica. Com produção própria e comercialização direta, a marca fortalece sua atuação de produtor para produtor, com um atendimento mais próximo e uma entrega mais eficiente.

Esse avanço foi possível graças à parceria com a Brasmax, empresa líder em genética de soja no Brasil, que escolheu a Conceito Sementes como multiplicadora licenciada de cinco cultivares de alto desempenho: Raptor I2X; Tormenta CE; Tanque I2X; Supera I2X e Mítica CE.

Essas cultivares foram selecionadas para atender com excelência as condições do Cerrado, unindo produtividade, estabilidade e adaptação às demandas dos produtores da região.

Além da genética de ponta, a Conceito Sementes também oferece:

– Tratamento de Sementes Industrial (TSI) com certificação Seedcare da Syngenta, oferecendo cobertura uniforme, proteção contra pragas e doenças e melhor desempenho no campo — com a possibilidade de utilizar o Blindado, o Tratamento de Sementes Profissional da Conceito Agrícola, que potencializa os resultados com tecnologia, precisão e segurança desde o plantio.

– Armazenamento climatizado, assegurando vigor e sanidade da semente até o momento do plantio.

– Logística customizada, pensada para entregar a semente na janela ideal.

– Acompanhamento técnico especializado, do planejamento à colheita.

Esse novo momento é mais do que uma mudança operacional, é um reflexo da visão de futuro da Conceito Sementes, que entende que o produtor precisa de parceiros que acompanhem as transformações do agro e ofereçam soluções na mesma velocidade que os desafios aparecem.

Ao assumir o protagonismo na produção e na distribuição de sementes, a empresa amplia sua capacidade de personalização, fazendo com que cada cliente receba a solução mais adequada ao seu perfil produtivo e às exigências do seu negócio. É o conceito de atendimento de produtor para produtor, agora com estrutura própria, portfólio robusto e autonomia comercial.

Conceito Sementes. Mais próxima. Mais preparada. Mais parceira do agro que constrói o Brasil. Porque cada detalhe conta quando o objetivo é produtividade, e nosso compromisso é com a sua melhor safra.





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Importações de soja brasileira pela China crescem em abril



A China aumentou em 10,2% as compras de soja do Brasil no mês de abril, em comparação com o mesmo período de 2024. O volume chegou a 10,8 milhões de toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pela Datagro Consultoria.

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Esse crescimento ocorre em um momento de intensificação das tensões comerciais entre China e Estados Unidos, o que tem levado o país asiático a diversificar suas fontes de fornecimento. Além disso, o aumento está ligado à sazonalidade da produção agrícola brasileira, já que o primeiro semestre é marcado pela colheita da soja, favorecendo a logística e o escoamento para o mercado internacional.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2025, as importações chinesas da oleaginosa brasileira totalizaram 27,7 milhões de toneladas, alta de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas em março, a alta foi de 20%, com 11,1 milhões de toneladas embarcadas.

Segundo análise da consultoria, a tendência é de que o ritmo de compras se mantenha firme em maio. A consultoria destaca que o momento atual favorece as exportações do Brasil, tanto pela vantagem logística quanto pelo cenário de instabilidade nas relações comerciais entre os maiores players do mercado mundial de grãos.



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As mulheres como verdadeiras cultivadoras das sementes e da vida



Na história da humanidade, foram as mulheres que deram início à agricultura, domesticando animais e observando os ciclos da natureza com a mesma paciência de quem aguarda nove meses para gerar uma criança no ventre. As mulheres são as verdadeiras mães da Terra. Há 10 mil anos, no período Neolítico, enquanto os homens saíam em busca da caça, as mulheres tornaram-se as verdadeiras cultivadoras de sementes e da vida, ajudando a alimentar civilizações inteiras.

“Da inteligência das mulheres, descobriu-se que algumas sementes nasciam e outras serviam para comer. Daí surgiu a agricultura, as colheitas, a fartura”, conta a agricultora Selene Hammer Tesch. Ela é embaixadora da campanha #MulheresRurais, Mulheres com Direitos, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU). As mulheres são, portanto, descendentes diretas das primeiras agricultoras do mundo, cultivadoras das sementes e da vida.

No Brasil, esse papel se reafirma desde a chegada dos primeiros imigrantes, quando as mães guerreiras da roça cuidavam da lavoura e da família, mesmo em condições adversas. A partir da década de 1970, muitas dessas mulheres migraram com suas famílias para o Cerrado, desbravando terras e recomeçando a vida com força, coragem e fé. Essas mulheres do campo ajudaram a transformar o improvável em realidade — e seguem fazendo história.

Algumas herdaram fazendas e as transformaram em grandes empresas do agronegócio, tornando-se líderes e empreendedoras em um dos setores mais estratégicos do país. Outras seguem firmes nos minifúndios familiares, onde acumulam múltiplas funções: gestoras, agricultoras, educadoras e cuidadoras.

A mulher está no campo e em casa, na luta diária por um futuro melhor. Com os olhos voltados para o céu e para a terra, para os filhos e para a lavoura, cria intimidade com a tecnologia sem perder a intuição — esse aparato tecnológico ancestral que faz parte da sua essência mais pura. Ser mulher é estar naturalmente conectada com a terra e a produção. É o cruzamento perfeito entre força e sensibilidade. A resiliência para esperar a vida e as safras é um gene presente, que traz relevância e pluralidade. Antes anônimas, agora são reconhecidas. Sempre foram essenciais.

Neste Dia das Mães, o campo brasileiro presta homenagem às mulheres rurais que sustentam, silenciosamente, a agricultura e a família. São mães agricultoras, esposas, filhas e avós que, ao longo da história, têm sido a espinha dorsal da produção de alimentos no país. Heroínas anônimas que não surgiram agora. Sempre estiveram lá.

O Brasil precisa olhar para o campo com mais respeito, mais investimento e políticas públicas que fortaleçam o protagonismo feminino rural. Porque, sem elas, não teríamos passado. Muito menos futuro. Afinal, é do assoalho pélvico da mulher que nascem todas as gerações do mundo. Como sempre diz o professor José Luiz Tejon: “Metade do planeta é mulher. E a outra metade são os filhos da primeira”.

Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Trecho da RSC-287 volta a ser interditado



Nível do Arroio Barriga volta a subir e bloqueia rodovia RSC-287




Foto: Foto: Reprodução / Batalhão Rodoviário Estadual

O tráfego está totalmente interrompido no km 167 da RSC-287, entre os municípios de Paraíso do Sul e Novo Cabrais, devido à elevação do nível do Arroio Barriga. A água invadiu o desvio provisório construído após a queda da ponte no ano passado, impossibilitando a passagem de veículos. Segundo a Rota de Santa Maria, responsável pela administração da rodovia, o bloqueio será mantido até que o volume de água recue.

O desvio, construído em uma cota inferior ao traçado original da pista, ficou submerso com a nova cheia do arroio, repetindo o cenário de transtornos enfrentado durante as enchentes de 2023. A Brigada Militar, por meio do Batalhão Rodoviário, recomenda que os motoristas utilizem a BR-290 como rota alternativa. Para veículos mais leves, também é possível utilizar a BR-158, mas a passagem pela ponte do Fandango está restrita a caminhões com um eixo e peso máximo de 18 toneladas, conforme autorização do DNIT.

A situação se agrava com o alerta da Defesa Civil estadual, que classifica como muito alto o risco de novos alagamentos na região central, bem como nas Missões, Oeste e nos Vales. Em Paraíso do Sul, a prefeitura confirmou ainda o comprometimento de outras estruturas viárias: as cabeceiras das pontes da Linha Néri e da Linha Campestre cederam, e diversos acessos estão intransitáveis, incluindo Tabuão, Contenda, Linha Sinimbu, Linha Patrícia, Linha Paraguaçú e Picada Knirsch.





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