domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Com 98,23% de conformidade, JBS se aproxima da meta de sustentabilidade na Amazônia



A JBS conquistou mais um avanço expressivo na auditoria dos compromissos da pecuária na Amazônia Legal. Os dados do 2º Ciclo do Protocolo de Monitoramento Boi na Linha, divulgados nesta quarta (14), pelo Ministério Público Federal (MPF) em Brasília, apontam para 100% de conformidade em volume de animais na próxima rodada de informações. Nesta edição, a Companhia alcançou 98,23%, 4,4 pontos percentuais mais que na estreia.

O MPF consolidou pela segunda vez os resultados de Pará, Rondônia, Acre, Mato Grosso e Tocantins, que estreou neste ano. Também foi divulgado o desempenho no Amazonas, estado em que a JBS não conta com fábricas de processamento de bovinos. A auditoria foi realizada pela consultoria Grant Thornton de 20 de setembro do ano passado até 15 de março. O levantamento abrangeu as compras do período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2022.

Desempenho da JBS por estado:

  • Rondônia – 99,23% (mais 11,22 pontos percentuais em relação ao ciclo anterior);
  • Mato Grosso – 98,19% (+0,34 ponto percentual);
  • Acre – 98,14% (+8,28 pp); Tocantins – 98,03% (estreia do estado, não há comparação com a edição passada); e
  • Pará – 97,01% (+3,01 pp).

Não fossem questões relacionadas a documentação, o percentual de não conformidade da JBS de 1,77% teria se reduzido a 0,27%. “Esse desempenho mostra que estamos muito próximos da meta de 100% de conformidade, número que vai refletir todo o empenho da Companhia para a produção sustentável na Amazônia. A evolução comprovada neste ciclo comprovou o que dissemos na edição anterior, de que temos clareza sobre como alcançar esse objetivo”, afirmou Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil.

A Companhia prossegue no aprimoramento da gestão documental, que inclui somente aceitar protocolos de projetos de regularização ambiental (PRA) com termo de compromisso assinado (em vigor desde novembro de 2021), além de melhorias nos registros ligados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Todo o processo de auditoria foi conduzido com base no Protocolo de Auditoria do Boi na Linha, que estabelece as premissas e orientações. As avaliações foram amostrais, com exceção dos contratos de arrendamentos e da lista do Trabalho Escravo, avaliados para toda a base de GTAs (Guias de Trânsito Animal) recebidas pela equipe de auditoria.

A JBS utiliza há 15 anos um sistema de monitoramento geoespacial para garantir o cumprimento de seus critérios socioambientais no país. Os fornecedores da JBS não podem atuar em áreas de desmatamento, terras indígenas, unidades de conservação ambiental ou territórios quilombolas; não utilizem mão de obra análoga à escravidão, nem possuam embargos ambientais.

A Companhia apoia o trabalho de harmonização da auditoria empreendido pelo Ministério Público Federal para os estados do bioma Amazônia e concorda com que todas as empresas que tenham assinado o TAC da Carne sejam auditadas e para que as indústrias de fora desse acordo setorial também sejam acompanhados.

“Nenhuma empresa, sozinha, vai resolver as questões socioambientais na Amazônia. Se as milhares de fazendas eventualmente bloqueadas continuarem a vender animais para quem não está no acordo, haverá uma lacuna importante. É preciso que o setor tenha regras universais de atuação”, enfatiza a diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil.



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Boom de pets impulsiona demanda por rações premium e sustentáveis



O Brasil tem hoje entre 150 e 160 milhões de animais de estimação, com 90 milhões de cães e gatos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Esse crescimento acelerado da população pet está impulsionando a demanda por alimentos industrializados: só em 2024, o setor movimentou R$ 40,8 bilhões, alta de 6,9% em relação ao ano anterior.

De acordo com o Agri-Food Outlook 2025, da Alltech, o segmento pet teve o maior crescimento global na produção de rações em 2024 (4,5%) e avançou 3,5% no Brasil. O aumento do número de pets nos lares, especialmente da classe média urbana, tem elevado tanto o volume quanto o valor das compras.

A pesquisa da Alltech também apontou duas tendências em alta: a premiumização — com mais tutores optando por rações de alta qualidade — e a nutrição funcional, com fórmulas específicas para diferentes fases da vida e condições de saúde, sem grãos, com mais carne e ingredientes limitados.

“O tutor quer para o pet a mesma qualidade de alimento que consome, com foco em saúde e sustentabilidade”, diz Sérgio Alves, gerente de vendas da Alltech.

Uma das apostas do setor para um futuro mais verde são os minerais orgânicos, como ferro, zinco, cobre e manganês. Ao contrário dos inorgânicos, esses minerais são ligados a peptídeos, o que aumenta sua absorção e reduz a excreção no meio ambiente — diminuindo a pegada de carbono da produção.

Estudos realizados em universidades brasileiras mostram que é possível reduzir até 60% da dosagem desses minerais, mantendo os resultados e ampliando a durabilidade das rações, o que reduz desperdício e oxidação.

Durante a Fenagra, em São Paulo, a Alltech apresenta soluções inteligentes à base de minerais orgânicos para nutrição de cães e gatos, que combinam desempenho nutricional com sustentabilidade.



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‘Prêmio Nobel de Agricultura’ é de pesquisadora brasileira


A cientista brasileira Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, foi escolhida para receber o Prêmio Mundial de Alimentação 2025 – o World Food Prize, considerado o “Nobel” da agricultura. A homenagem reconhece sua importante contribuição no desenvolvimento de insumos biológicos para a agricultura. O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (13), na sede da fundação responsável pelo prêmio, nos Estados Unidos. Criada pelo Nobel da Paz Norman Borlaug, pai da Revolução Verde, a instituição realizará a cerimônia oficial no dia 23 de outubro, em Des Moines (EUA).

Mariangela enviou um vídeo à redação do Canal Rural e falou sobre a emoção de receber o prêmio internacional, fruto de um trabalha árduo no Brasil.

O prêmio reconhece anualmente as personalidades que contribuem para o aprimoramento da qualidade e da disponibilidade de alimentos no mundo e também é conhecido como o “Nobel” da agricultura e alimentação, uma vez que essa categoria não é contemplada nas categorias oficiais do Nobel.

“Estou imensamente feliz, ainda não consigo acreditar, é uma grande honra, um reconhecimento mundial. Acredito que minha principal contribuição para mitigar a fome no mundo tenha sido minha persistência de que a produção de alimentos é essencial, mas deve ser feita com sustentabilidade. Foi uma vida dedicada à busca por altos rendimentos, mas via uso de biológicos, substituindo parcial ou totalmente os fertilizantes químicos. Com essa premiação, existe também o reconhecimento do empenho da pesquisa brasileira rumo a uma agricultura cada vez mais sustentável, favorecendo nossa imagem no exterior”, explica Mariangela Hungria.

Mariangela Hungria Mariangela Hungria
Foto: reprodução/ Embrapa Soja

Para a pesquisadora, por muitos anos, o conceito predominante era o de produzir alimentos para acabar com a fome no mundo, no entanto, seu trabalho sempre esteve pautado na produção de alimentos de forma sustentável. “Hoje, percebo uma crescente demanda global por maior produção e qualidade de alimentos, mas com sustentabilidade — reduzindo a poluição do solo e da água e diminuindo as emissões de gases de efeito estufa”, ressalta. “Minha abordagem busca ‘produzir mais com menos’ — menos insumos, menos água, menos terra, menos esforço humano e menor impacto ambiental”, sempre rumo a uma agricultura regenerativa, reforça.

Solenidade WFP 2025

A governadora do estado de Iowa, Kim Reynolds, celebrou a homenagem. “A trajetória da Dr.ª Hungria mostra que ela é uma cientista de grande perseverança e visão – caraterísticas que partilha com o Dr. Norman Borlaug, fundador do Prêmio Mundial da Alimentação e pai da Revolução Verde”, afirmou a Governadora Reynolds. “Como cientista pioneira e mãe, a Dra. Hungria também serve como um exemplo inspirador para mulheres pesquisadoras que buscam encarnar ambos os papéis. As suas descobertas e desenvolvimentos contribuíram para levar o Brasil a tornar-se um celeiro mundial. O Prêmio reconhece aqueles cuja coragem e inovação transformam o nosso mundo”, destaca.

O presidente do Comitê de Seleção dos indicados ao Prêmio, Dr. Gebisa Ejeta ressaltou que “A Dr.ª Hungria foi escolhida pelas suas extraordinárias realizações científicas na fixação biológica que transformaram a sustentabilidade da agricultura na América do Sul. “O seu brilhante trabalho científico e a sua visão empenhada no avanço da produção agrícola sustentável para alimentar a humanidade com o uso criterioso de fertilizantes químicos e insumos biológicos deram-lhe reconhecimento global, tanto no país como no estrangeiro.”

O chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, comemorou a indicação da pesquisadora ao prêmio. “É uma grande honra contar com uma das maiores cientistas da área agrícola do mundo compondo a equipe de pesquisa da Embrapa Soja. Posso dizer que é um privilégio para a Embrapa Soja ter a Mariangela atuando ativamente em prol da ciência agrícola, e mais, trazendo soluções para desafios complexos da sojicultura e resultados práticos que realmente impactam a vida dos produtores. Por isso, esse reconhecimento do WFP, que é equivalente ao Prêmio Nobel da Agricultura, vem coroar a trajetória de excelência na pesquisa agropecuária que ela faz. Seu trabalho é um orgulho para a Embrapa e para todo o Brasil”, comemora.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, também celebrou a conquista. “Considero esta uma homenagem dupla — e profundamente significativa. Primeiro, à nossa colega pesquisadora, uma mulher que dedicou sua trajetória à ciência, acreditando no poder dos microrganismos para transformar a agricultura em uma atividade mais produtiva, competitiva e sustentável. Segundo, à nossa empresa, que em seus 52 anos sempre investiu e acreditou nesses ideais. Como primeira mulher a presidir esta instituição, sinto-me especialmente tocada por esta homenagem, que valoriza não apenas a excelência científica nacional, mas também o protagonismo feminino na construção de um país mais inovador e justo”, afirma.

Uma vida dedicada à microbiologia

Mariangela está sendo reconhecida por sua trajetória de mais de 40 anos dedicados ao desenvolvimento de tecnologias em microbiologia do solo, o que vem permitindo aos produtores rurais a obtenção de altos rendimentos com menores custos e mitigação de impactos ambientais. A ênfase das suas pesquisas tem sido no aumento da produção e na qualidade de alimentos por meio da substituição total ou parcial de fertilizantes químicos por microrganismos portadores de propriedades como fixação biológica de nitrogênio (FBN), síntese de fitormônios e solubilização de fosfatos e rochas potássicas.

Mariangela Hungria Mariangela Hungria
Foto: Embrapa

O uso da inoculação na soja com bactérias fixadoras de nitrogênio (Bradyrhizobium), que pode ser ainda mais benéfico se associado à coinoculação com a bactéria Azospirilum brasiliense. Somente em 2024, por exemplo, esta tecnologia propiciou uma economia estimada de 25 bilhões de dólares, ao dispensar o uso de adubos nitrogenados. A pesquisadora estima esse valor considerando a área de soja, a produção de soja, o valor do fertilizante (ureia) que seria necessário para essa produção, e a eficiência de uso do fertilizante nitrogenado. Além deste benefício, Mariangela explica que essa tecnologia evitou, em 2024, a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalentes por ano para a atmosfera. Hoje, a inoculação da soja é adotada anualmente em aproximadamente 85% da área total cultivada de soja, hoje cerca de 40 milhões de hectares — representando a maior taxa de adoção de inoculação do mundo.

Associado aos trabalhos com soja, a pesquisadora também coordena pesquisas que culminaram com o lançamento de outras tecnologias: autorização/recomendação de bactérias (rizóbios) e coinoculação para a cultura do feijoeiro, Azospirillum brasiliense para as culturas do milho e do trigo e de pastagens com braquiárias. Ainda em relação às gramíneas, em 2021, a equipe da pesquisadora lançou uma tecnologia que permite a redução de 25% na fertilização nitrogenada de cobertura em milho por meio da inoculação com A. brasilense, gerando benefícios econômicos significativos para os agricultores e impactos ambientais positivos para o país.

Sobre o “Nobel” da agricultura

O Prêmio Mundial de Alimentação (World Food Prize) foi idealizado por Norman E. Borlaug – vencedor do Prêmio Nobel da Paz, em 1970, por seu trabalho na agricultura global – para homenagear as contribuições para o incremento no suprimento mundial de alimentos. É um reconhecimento internacional àqueles que trabalham para aprimorar a qualidade, a quantidade ou a disponibilidade de alimentos no mundo.

Concedido anualmente, o WFP foi criado, em 1986, com o patrocínio da General Foods Corporation. O laureado recebe US$ 500 mil e uma escultura projetada pelo artista e designer Saul Bass. Três brasileiros já foram agraciados com o prêmio WFP. Em 2006, os agrônomos Edson Lobato e Alysson Paulinelli dividiram o prêmio com o colega estadunidense A. Colin McClung, pelo trabalho no desenvolvimento da agricultura na região do cerrado. Em 2011, dois ex-presidentes, Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e John Kufuor, de Gana, foram os escolhidos por sua atuação no combate à fome como chefes de governo.

Trajetória

Mariangela Hungria possui graduação em Engenharia Agronômica (Esalq/USP), mestrado em Solos e Nutrição de Plantas (Esalq/USP), doutorado em Ciência do Solo (UFRRJ) e pós-doutorado em três universidades: Cornell University, University of California-Davis e Universidade de Sevilla. É pesquisadora da Embrapa desde 1982, inicialmente na Embrapa Agrobiologia (Seropédica, RJ) e, desde 1991, na Embrapa Soja (Londrina, PR).

A cientista é comendadora da Ordem Nacional do Mérito Científico e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, da Academia Brasileira de Ciência Agronômica e da Academia Mundial de Ciências. É professora e orientadora da pós-graduação em Microbiologia e em Biotecnologia na Universidade Estadual de Londrina. Mariangela atua também na Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e na Sociedade Brasileira de Microbiologia.

Fez parte do comitê coordenador do projeto N2Africa, financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates para projetos de fixação biológica do nitrogênio na África, é membro do Conselho do Comitê de Nutrição Responsável do International Fertilizer Association e parceira em projetos com praticamente todos os países da América do Sul e Caribe, além de países da Europa, Austrália, EUA e Canadá. Em 2020, Mariangela foi classificada entre os 100 mil cientistas mais influentes no mundo, de acordo com o estudo da Universidade de Stanford (EUA). Em 2022, a pesquisadora ocupou a primeira posição brasileira, confirmada em 2025, em Fitotecnia e Agronomia (Plant Science and Agronomy), publicado pelo Research.com, um site que oferece dados sobre contribuições científicas em nível mundial.

Já recebeu várias premiações pela sustentabilidade em agricultura, como o Frederico Menezes, Lenovo-Academia Mundial de Ciências, da Frente Parlamentar Agropecuária, da Fundação Bunge. Em 2025, recebeu o Prêmio Mulheres e Ciência, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério das Mulheres, o British Council e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe.



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AgroNewsPolítica & Agro

Umidade exige controle de doenças no feijão


No Rio Grande do Sul, o cultivo do feijão da segunda safra tem enfrentado dificuldades em função da falta de chuvas e das temperaturas mais baixas. É o que aponta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (8). Embora as condições climáticas recentes tenham favorecido a colheita e o desenvolvimento das lavouras, o prolongamento do déficit hídrico tem reduzido o desempenho produtivo da cultura, que possui baixa tolerância ao frio.

“As condições climáticas nas últimas semanas – temperaturas e radiação solar adequadas – contribuíram para a colheita e para o desenvolvimento das lavouras”, informa o boletim. No entanto, a redução progressiva da umidade do solo tem afetado negativamente a produtividade, especialmente com as temperaturas noturnas e matinais mais baixas, típicas do período.

A Emater/RS-Ascar relata que 42% da área plantada já foi colhida, com produtividade média de 1.300 quilos por hectare. Em algumas regiões, o potencial produtivo já apresenta sinais de comprometimento, embora as perdas ainda não tenham sido totalmente quantificadas.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, aproximadamente 80% das lavouras foram colhidas e 20% estão em maturação. Já em Ijuí, a colheita avançou lentamente e cobre apenas 6% da área. “A cultura apresenta rápida evolução para o estádio de maturação, que abrange 43% das lavouras. O porte das plantas está elevado, e há bom número de vagens por planta”, destaca o informativo, que também aponta que a sanidade vegetal tem sido beneficiada pelo clima quente e seco, com incidência controlada de ácaros e ocorrência pontual de larva-minadora nas folhas — praga atípica para a cultura, mas sem impacto relevante até o momento.

Na região de Santa Maria, a colheita chegou a 50%. A produtividade inicialmente estimada em 1.390 quilos por hectare foi reduzida em cerca de 10%, em razão das condições climáticas desfavoráveis ao longo do ciclo da cultura.

Em Soledade, a umidade relativa do ar elevada, causada principalmente pela formação de orvalho, exigiu manejo fitossanitário rigoroso. A atenção se concentrou na antracnose, cuja incidência aumentou com a combinação entre alta umidade e temperaturas amenas. Em relação às fases fenológicas, 10% das lavouras estão em florescimento, 80% em enchimento de grãos e 10% em maturação.





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ANTT remarca última sessão da audiência pública sobre concessão da BR-116 na Bahia



A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) alterou a data da última sessão da Audiência Pública nº 2/2025, relativa à nova concessão da BR-116 (324) no estado da Bahia, para a próxima terça-feira (20).

A audiência será realizada às 14h, no edifício-sede da ANTT, em Brasília (DF), localizado no Trecho 03, Lote 10, Projeto Orla.

O projeto, denominado Rota 2 de Julho, prevê R$ 24 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos, com foco na ampliação de capacidade, modernização da infraestrutura e aumento da segurança para os usuários.

A nova concessão abrange 663 quilômetros de rodovias, incluindo importantes trechos entre Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista.

Entre as melhorias previstas estão 356 km de duplicações, faixas adicionais, passarelas, viadutos e vias laterais. Atualmente, o trecho é administrado pela ViaBahia, cujo contrato será encerrado em 15 de maio.

A partir dessa data, a gestão dos trechos passará a ser de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), até que a nova concessão entre em vigor, prevista para 2026.

Sessões públicas relativas ao projeto de concessão já foram realizadas nos municípios baianos de Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista. A sessão de Brasília encerrará a Audiência Pública sobre a concessão da BR-116 na Bahia.

Segundo a ANTT, os encontros têm como objetivo ouvir a sociedade e aprimorar o projeto antes da publicação do edital definitivo.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Brasil e China discutem cooperação em biotecnologia agrícola



Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (Mara) se reuniram nesta terça-feira (13) para o encontro do Grupo de Trabalho de Biotecnologia e discutiram caminhos de cooperação entre os dois países.

A pauta da reunião incluiu temas como avaliação de biossegurança, regulamentação de organismos geneticamente modificados e uso da biotecnologia para ampliar a sustentabilidade e a segurança alimentar.

O encontro foi liderado pelo secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, acompanhado do vice-presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), Mário Murakami, e de equipes técnicas.

“A agricultura brasileira é bastante diversa. Prospectar e identificar oportunidades por meio do diálogo técnico e regulatório é essencial para ampliar a cooperação entre Brasil e China, assim como a resiliência da agricultura brasileira”, comentou Goulart.

Representante do governo chinês também ressaltou a relevância do Brasil como parceiro comercial estratégico, especialmente no fornecimento de grãos como soja e milho. “Com o esforço conjunto dos dois governos, temos garantido um comércio fluido e estável de produtos transgênicos. Queremos aproveitar essa reunião para aprofundar o intercâmbio técnico e o conhecimento mútuo”, disse.

O vice-presidente da CTNBio, Mário Murakami, reforçou o papel da comissão brasileira como referência internacional. “A proposta é construir uma relação de benefício mútuo, a partir de um processo gradual de aproximação técnica entre as comissões. À convergência regulatória entre os países pode fortalecer a segurança alimentar, a sustentabilidade ambiental e a competitividade econômica, além de favorecer a transferência de tecnologias”, explicou Murakami.



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Família de Roraima inova na produção e transforma bananas em chips


No sul de Roraima, no município de São Luiz, a família Gomes encontrou uma solução para enfrentar as perdas no mercado de banana in natura: transformar a fruta em chips.

A produção, feita no próprio sítio Nova Esperança, foi chancelada como Banana Chips Roraima.

A  iniciativa surgiu da experiência de anos no cultivo da banana e da vontade de agregar valor ao que antes era vendido apenas como matéria-prima.

“Depois de um longo período de estiagem, perdemos mercado devido ao tamanho da banana. Então, passamos a processá-la e colocá-la no mercado, aproveitando a matéria-prima que já tínhamos. Assim, abrimos a empresa, compramos as máquinas e deu certo! Hoje, já somos um sucesso em Roraima”, conta Leonardo de Oliveira Gomes, sócio-proprietário da empresa. 

“O cuidado é o que garante o sabor inigualável ”, afirma Gomes. Foto: Arquivo Pessoal
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Apoio técnico e sonho de expansão

Um dos pontos-chave para o sucesso do negócio foi o apoio do Sebrae/RR.

 “Antes de tudo, procuramos o Sebrae. Tivemos todas as orientações para iniciar do jeito certo, desde o regime jurídico da empresa até como buscar os órgãos de regulamentação”, relata Gomes. 

Com os pés no chão, mas com os olhos no futuro, os produtores da Banana Chips Roraima já planejam os próximos passos, ampliar a divulgação e alcançar novos mercados fora do estado. 

“Nosso produto tem um diferencial. O sabor vem do cuidado com a escolha das bananas e do ponto certo da colheita. Esse cuidado é o que garante o sabor inigualável ”, afirma Gomes.

A mini-indústria conta com seis agricultores do núcleo familiar, além de gerar empregos pontuais para trabalhadores nas etapas de limpeza e colheita.

A Banana Chips Roraima alia tradição, sustentabilidade e inovação, mantendo os laços com a terra e com a cultura regional. 

No campo, a família encontrou mais que uma renda: encontrou um propósito e um caminho de valorização da agricultura familiar.

“A comercialização acontece por meio de representantes tanto na região sul de Roraima quanto na capital, Boa Vista. A família permanece dedicada à produção, enquanto os parceiros cuidam da distribuição”, finaliza Gomes.



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ata do Copom indica fim do ciclo de alta dos juros no Brasil; ouça o Diário Econômico


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o alívio nos mercados após o CPI dos EUA vir abaixo do esperado, reforçando apostas de corte de juros ainda em 2025. O dólar caiu 1,32%, a R$ 5,60, e o Ibovespa bateu novo recorde, subindo 1,76%. A ata do Copom foi lida como sinal de fim do ciclo de alta da Selic. Hoje, atenção aos dados de serviços no Brasil e à fala de dirigentes do Fed.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Seca provoca perdas na reta final da colheita da soja


Segundo dados do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (8), a colheita da soja avançou e já atinge 95% da área cultivada no Rio Grande do Sul. Em diversas localidades das regiões do Planalto e Alto Uruguai, no Norte e Nordeste do estado, os trabalhos já foram concluídos.

O tempo seco e os períodos prolongados de insolação favoreceram o avanço das operações no campo. No entanto, a formação intensa de orvalho no início da manhã tem atrasado o início das atividades. “A elevada umidade retida nas hastes, ramos e vagens aumenta o risco de perdas por grãos deteriorados ou danificados durante a operação”, informa o boletim.

A produtividade tem oscilado entre 1.000 e 2.500 quilos por hectare, com médias inferiores às inicialmente projetadas. A variação reflete os diferentes níveis de déficit hídrico enfrentados pelas lavouras ao longo do ciclo. As áreas remanescentes, que correspondem a 5% da safra, estão em estágio de maturação fisiológica e prontas para a colheita.

A ausência de chuvas por até quatro semanas consecutivas em algumas regiões tem provocado a debulha natural dos grãos ainda em campo. O fenômeno tem causado perdas adicionais. Na Região Oeste do estado, levantamento da Emater/RS-Ascar apontou perdas médias de 80 quilos por hectare em grãos encontrados no solo antes mesmo da entrada das colhedoras.

As indenizações do Proagro e Proagro Mais têm sido liberadas com maior agilidade nesta safra, impulsionadas pela flexibilização da documentação exigida. “A dispensa de apresentação de notas fiscais tem facilitado o processo”, aponta o relatório. Ainda assim, o acionamento dos seguros, públicos ou privados, está restrito a perdas expressivas. A redução na cobertura do Proagro, que varia entre 25% e 50% conforme a janela de plantio determinada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático, tem dificultado o acesso à compensação para produtores com produtividade de até 1.200 quilos por hectare. A limitação tem afetado especialmente agricultores do Pronamp e do grupo “Demais Produtores”, que não contam com renda mínima garantida.

Após o encerramento da colheita, os produtores aguardam o retorno das chuvas para repor a umidade do solo e iniciar a semeadura das culturas de inverno, das plantas de cobertura ou de adubação verde. No intervalo, realizam práticas de conservação e manejo do solo, como calagem, subsolagem e construção de terraços, com o objetivo de melhorar as condições físico-químicas, favorecer a infiltração de água e conter a erosão hídrica.





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Frente fria e grande amplitude térmica em duas regiões; confira a previsão



Dia marcado por diferença significativa entre mínimas e máximas, além de frente fria chegando ao Nordeste. Acompanhe a previsão para as cinco regiões do país:

Sul

Por conta da influência da alta pressão no oceano, continuará chovendo fraco nos litorais de Santa Catarina e Paraná, sem precipitações nas demais áreas da região Sul. O destaque será a amplitude térmica, principalmente nas cidades situadas mais no interior dos três estados por conta de ventos quentes e secos vindos da região central do Brasil. Porém, como as noites serão com tempo aberto, as temperaturas durante as madrugadas e manhãs serão baixas.

Sudeste

Todo o litoral do Espírito Santo, incluindo Vitória, terá chuva fraca, mas que se estende por todo o dia. Isso acontece pelos efeitos da alta pressão, estimulando umidade para a região que está com temperatura máxima em torno dos 24°C. Nas demais áreas do Sudeste, madrugadas e manhãs seguem com baixas temperaturas e um pouco de vento, fazendo com a sensação térmica seja baixa. Predomínio de sol entre nuvens, sem previsão de chuva.

Centro-Oeste

Apesar de chuvas isoladas nos últimos dias, o tempo em todos os estados do Centro-Oeste volta a ficar estável e, com isso, a amplitude térmica se estende. Em Cuiabá, por exemplo, o dia começa com 22°C e a máxima chega aos 33°C (diferença de 11°C), com temperaturas acima da média para o período.

Nordeste

A frente fria alcança o estado da Bahia. Resultado: chuva forte durante todo o dia em Porto Seguro, com volumes de até 60 mm em pouco tempo, principalmente no período da tarde. As precipitações serão isoladas, rápidas e moderadas no interior baiano e no litoral de Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Ainda chove em Salvador, porém, com menos intensidade e volume. Nas demais áreas da região, o tempo fica estável, com sol entre muitas nuvens e calor.

Norte

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e a disponibilidade de umidade já comum na Região Norte deixam o tempo instável, principalmente no norte do Amazonas e Pará, além do oeste de Roraima e leste do Amapá, onde os acumulados de chuva podem chegar aos 40 mm em um único dia. A chuva pode vir em forma de temporal.



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