domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Chuvas volumosas, com até 150 mm, atingem vários estados até a próxima semana; veja onde


As águas quentes do oceano Atlântico, na costa brasileira, favorecem a persistência das chuvas no litoral da região Nordeste. A tendência é de continuidade das chuvas durante todo o final de semana, estendendo-se até pelo menos terça-feira (20).

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que, em algumas localidades, de forma pontual, os volumes podem ultrapassar 150 mm, especialmente entre o litoral de Sergipe e Pernambuco.

Até amanhã (16), as chuvas deverão ser persistentes no litoral da Bahia, no litoral norte de Alagoas, de Pernambuco, da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

No sábado (17), as instabilidades se intensificarão, deslocando-se para o litoral de Sergipe e, posteriormente, no domingo (18) e na segunda-feira (19), para o leste de Alagoas ao Rio Grande do Norte.

Mapa do Inmet mostra áreas em situação de perigo
Mapa do Inmet mostra áreas em situação de perigo. Foto: reprodução/ Inmet

De acordo com o Inmet, há maior probabilidade de que entre domingo (18) e terça-feira (20) ocorra o período mais crítico, com chuvas volumosas no litoral da região, especialmente em Alagoas e Pernambuco. A população dessas áreas deve permanecer atenta a possíveis transtornos e seguir as orientações da Defesa Civil de seus estados.

O instituto já antecipou avisos laranja (perigo) e amarelo (perigo potencial) para a região, com destaque para o litoral entre o Rio Grande do Norte e a Bahia durante esse período.

É fundamental manter-se atento às atualizações das previsões e dos avisos meteorológicos especiais.



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Coamo obtém licença para usina de etanol de milho no PR


O governo do Paraná concedeu, nesta quarta-feira (14), a Licença de Instalação (LI) para a construção da primeira usina de etanol de milho da Coamo Agroindustrial Cooperativa. A planta será instalada em Campo Mourão, na região Centro-Oeste do estado. O documento foi emitido pelo Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

O projeto da cooperativa prevê um investimento de R$ 1,7 bilhão, incluindo um financiamento de R$ 500 milhões aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos do Fundo Clima.

Após a conclusão, a usina terá capacidade para processar 1,7 mil toneladas de milho diariamente e produzir 765 mil litros de etanol a cada 24 horas. A Coamo estima destinar entre 500 e 600 mil toneladas das 3 milhões de toneladas de milho que recebe anualmente para a produção do biocombustível. A expectativa é que as operações se iniciem no segundo semestre de 2026.

Governador do PR, Ratinho Junior, observa tótem no Memorial da Coamo. Foto Jonathan Campos/ Agencia Estadual de Noticias. Governador do PR, Ratinho Junior, observa tótem no Memorial da Coamo. Foto Jonathan Campos/ Agencia Estadual de Noticias.
Governador do PR, Ratinho Júnior, visita o Memorial da Coamo. | Foto: Jonathan Campos/AEN.

“É uma alegria participar desse momento histórico, a primeira grande indústria de etanol de milho do Paraná, uma planta bilionária de investimentos da Coamo, consolidando o Paraná como um dos maiores produtores de biocombustível do Brasil”, afirmou o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, que foi pessoalmente entregar a liberação com sua equipe.

Adicionalmente, a planta industrial gerará diariamente 510 toneladas de farelo para nutrição animal (DDGS) e 34 toneladas de óleo de milho, subprodutos do processo de fermentação.

A nova unidade será construída no Parque Industrial da Coamo, localizado às margens da BR-487. O complexo já abriga nove plantas industriais voltadas para os setores de alimentação humana e animal.A cooperativa informa que a fase de construção deverá gerar 2.200 empregos diretos, com a criação de outras 250 vagas quando a usina estiver em operação. Segundo o presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari, o objetivo do empreendimento é agregar valor à produção dos cooperados.

“É uma indústria que agrega valor. Não é mais apenas a venda de um cereal, mas sim um cereal transformado em um biocombustível e num farelo de alta proteína”

Airton Galinari, presidente executivo da Coamo

“Vamos esmagar 600 mil toneladas de milho ao ano, com produção de etanol, farelo de milho e óleo de milho. Para a comunidade é espetacular porque gera emprego perene, qualidade e traz desenvolvimento. É uma indústria que agrega valor. Não é mais apenas a venda de um cereal, mas sim um cereal transformado em um biocombustível e num farelo de alta proteína”, afirmou Galinari.

A matriz energética da usina será termelétrica, utilizando eucalipto de reflorestamento próprio em uma área de 5 mil hectares. A planta terá capacidade de gerar 30 megawatts de energia elétrica, volume suficiente para suprir a demanda de todo o complexo de etanol de milho.

Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, o investimento da cooperativa mostra que é possível o crescimento econômico aliado à sustentabilidade. “Com o investimento benéfico da Coamo, vamos ver se materializar para sempre mais uma matriz de sustentabilidade para ser oferecida ao mundo pelo nosso grandioso Paraná. O supermercado do mundo é pouco para nós”, defendeu.

Usinas no Brasil

O Brasil possui atualmente 24 usinas de etanol de milho em operação, sendo 11 dedicadas exclusivamente ao cereal e as demais com produção flexível (cana e milho). A produção de etanol de milho concentra-se principalmente na região Centro-Oeste, com projetos de expansão em outras áreas do país.

Números

Investimento Total R$ 1,7 bilhão
Financiamento BNDES R$ 500 milhões
Capacidade de Processamento 1,7 mil toneladas/dia de milho
Produção de Etanol 765 mil litros/dia
Produção de DDGS 510 toneladas/dia
Produção de Óleo de Milho 34 toneladas/dia
Empregos na Construção 2.200 diretos
Empregos em Operação 250 diretos
Área de Reflorestamento 5 mil hectares
Geração de Energia 30 megawatts

Coamo

Com 54 anos de existência, a Coamo Agroindustrial Cooperativa é a maior empresa do Paraná e aparece na 44ª posição entre as 500 maiores do Brasil no ranking Época Negócios 360º 2024, liderando o setor que mais se destaca no cenário de negócios do Estado: o cooperativismo. A gigante do setor encerrou o ano passado com uma receita global de R$ 28,82 bilhões. Desse montante, R$ 694 milhões foram distribuídos entre os mais de 32 mil cooperados espalhados pelo Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Mesmo diante das dificuldades climáticas, a Coamo recebeu um total de 8,02 milhões de toneladas de produtos agrícolas em 2024, equivalente a 2,7% da produção brasileira de grãos e fibras. No mercado externo, exportou 4,34 milhões de toneladas de commodities e produtos alimentícios, gerando um faturamento de US$ 1,88 bilhão.

A industrialização é um pilar importante dos negócios da Coamo. A planta de etanol deve se somar a outras plantas de processamento de soja, café, margarina e gordura vegetal, distribuídas entre Campo Mourão, Paranaguá (PR) e Dourados (MS). Em 2024, inaugurou sua nova fábrica de rações, produzindo nutrição animal para gado de corte e leiteiro, equinos, suínos, aves, peixes, cães e gatos, com investimento de R$ 178 milhões.



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Exportação de carne suína é a segunda maior da história



O montante de carne suína exportado pelo Brasil no mês de abril é o segundo maior da série histórica da Secretaria do Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997. Os dados foram analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o instituto, as exportações atingiram 127,8 mil toneladas de produtos in natura e processados. Assim, o resultado das exportações obteve um retorno de R$ 1,73 bilhão, que supera em 9,3% o valor de março e em 40% o de abril de 2024.

Além da receita, o volume exportado também é um dos maiores da série histórica da Secex, ocupando a terceira posição. O aumento foi de 11,4% na comparação com março e de 14,5% no comparativo com abril do ano passado.

Sobre o mercado interno, os especialistas do Cepea analisam que existe um equilíbrio entre a oferta e a demanda por carne suína. Dessa forma, como o mercado não se aqueceu como esperado, os preços seguem em estabilidade, como explica o instituto.

*Texto sob supervisão do jornalista Thiago Dantas



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Conheça os vencedores do Prêmio Brasil Artesanal de Geleias



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciou os vencedores do Prêmio CNA Brasil Artesanal – Edição Geleia.

A premiação reconheceu os melhores produtores de geleias simples e mistas do país, valorizando a qualidade, o sabor e a autenticidade do produto artesanal brasileiro.

O concurso foi realizado em parceria com a Embrapa, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL/SAA-SP) e o Sebrae.

Os participantes passaram por três etapas de avaliação:

• Análise técnica por especialistas

• Degustação popular às cegas

• Avaliação da história por trás de cada produto

Os cinco finalistas de cada categoria receberam certificados e prêmios em dinheiro. Além disso, os três primeiros colocados ganharam os Selos de Participação Ouro, Prata e Bronze.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Confira a lista dos premiados:

Categoria – Geleia Simples

1º lugar – Geleia Bergamota da Casa Piovene – Gramado (RS)

2º lugar – Geleia Bacuri Orgânico da Fazenda Bacuri – Geleias Osaqui – Bragança (PA)

3º lugar – Geleia de Laranja da Léia Fardin Doces Artesanais Caseiros – Santa Rita do Passa Quatro (SP)

4º lugar – Geleia de Pêssego da Geleias da Bisa – Porto Alegre (RS)

5º lugar – Geleia de Figo da Geleias Bachmann Artesanal – Rio do Sul (SC)

Categoria – Geleia Mista

1º lugar – Geleia de Abacaxi com Pimenta da Geleias do Rancho – Formiga (MG)

2º lugar – Geleia de Cupuaçu com Pimenta Orgânico da Fazenda Bacuri – Geleias Osaqui – Bragança (PA)

3º lugar – Geleia de Abacaxi com Pimenta da Geleias da Jô – Estreito (MA)

4º lugar – Geleia de Butiá com Cachaça da Geleia de Lá Guardia – Santo Ângelo (RS)

5º lugar – Geleia de caju com pimenta da Clamar Geleias Artesanais – Jundiaí (SP)

O prêmio faz parte do Programa Nacional de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA, que desde 2019 promove concursos para valorizar produtos como: queijos, chocolates, cachaças, salames, azeites, vinhos, cafés especiais, mel e cervejas.



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safra de grãos está estimada em 332,9 milhões de toneladas



A produção de grãos no país na safra 2024/25 deverá registrar um aumento de 35,4 milhões de toneladas sobre o ciclo anterior, e atingir 332,9 milhões de toneladas. O volume, se confirmado, configura um novo recorde para a série histórica da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).

A área cultivada também deve crescer em torno de 2,2%, estimada em 81,7 milhões de hectares, assim como a produtividade média das lavouras, que tende a apresentar uma recuperação de 9,5% projetada em 4.074 quilos por hectare. Os dados estão no 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25 publicado nesta quinta-feira (15) pela Companhia.

Outro recorde

Dentre os produtos cultivados, a soja se destaca com a estimativa de um volume a ser colhido de 168,3 milhões de toneladas, a maior já registrada para o grão na história do país. A colheita da oleaginosa já chega a 98,5% da área semeada, sendo que nos estados do Centro-Oeste, Sudeste, Paraná e Tocantins os trabalhos já foram concluídos.

Em Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Rondônia e Tocantins, as produtividades alcançadas foram recordes da série histórica. O rendimento é reflexo das condições climáticas favoráveis e do alto grau de profissionalismo dos produtores.

Safra de Milho

O cereal tem produção total estimada em 126,9 milhões de toneladas, crescimento de 9,9% em relação à temporada 2023/24. A 1ª safra do grão tem a colheita finalizada em 77,6% da área semeada, com estimativa de produção em 24,7 milhões de toneladas.

Já a 2ª safra do cereal apresenta a semeadura concluída. A Conab espera uma produção em torno de 99,8 milhões de toneladas. As boas condições climáticas nas principais regiões produtoras vêm favorecendo as lavouras, predominando os estágios de floração e enchimento de grãos.

Safra do arroz e feijão

A expectativa é de uma produção de 12,1 milhões de toneladas, incremento de 14,8% em relação ao ciclo anterior. O resultado é reflexo de uma maior área semeada, atingindo 1,7 milhão de hectares, combinado com uma melhora de 7,4% na produtividade média das lavouras, chegando a 7.071 quilos por hectare.

Para o feijão, a expectativa da Conab é que ao final das três safras da leguminosa sejam colhidas 3,2 milhões de toneladas, o que garante o abastecimento interno.

Safra do algodão

A pluma também registra a semeadura finalizada, com estimativa de área em 2,1 milhões de hectares, crescimento de 7,2% sobre a safra de 2023/24. Para a produção, é esperada uma colheita de 3,9 milhões de toneladas, número 5,5% acima do volume produzido na safra anterior. O comportamento climático nos principais estados produtores vem favorecendo as lavouras, que se encontram desde o estágio de floração até o de início da colheita.

Dentre as culturas de inverno, a semeadura do trigo já teve início nos estados do Centro-Oeste, Sudeste e no Paraná. Os trabalhos de plantio já atingem 26% da área prevista para o cultivo do grão no estado paranaense.

No Rio Grande do Sul, a semeadura ainda não foi iniciada. A estimativa de produção da Conab para o cereal indica um volume de 8,3 milhões de toneladas para a safra 2025, crescimento de 4,6% sobre o ciclo passado.

Mercado

Neste levantamento, a Conab fez ajustes no quadro de suprimento de milho. Estima-se uma expansão do consumo nacional do grão para 89,3 milhões de toneladas na safra 2024/25.

Essa revisão foi realizada com base na perspectiva de crescimento da produção de etanol milho, em meio à maior disponibilidade interna do grão no segundo semestre de 2025. As exportações foram mantidas em 34 milhões de toneladas e o estoque final da safra foi ajustado para 7,1 milhões de toneladas.

No caso da soja, a perspectiva de uma produção recorde na safra da oleaginosa possibilita um ligeiro aumento nas exportações, se aproximando de 106 milhões de toneladas.



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Presidente da Conab diz que estoques reguladores crescem e prevê queda no preço dos alimentos



O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), João Edegar Pretto, disse durante sessão solene em homenagem aos 35 anos da Companhia que, quando o governo atual assumiu, os estoques de alimentos na estatal estavam zerados.

Atualmente, segundo Pretto, depois de 11 anos sem reserva de trigo, por exemplo, o país já conta com quase 10 mil toneladas do produto. Quanto ao arroz, o dirigente relatou que foram oito anos sem os estoques reguladores, mas que o cereal volta aos armazéns governamentais ainda este mês.

Com o retorno da formação de reserva de alimentos, o presidente afirmou que os preços do feijão e do arroz já caíram mais de 40% nos supermercados.

Um dos fatores que permitiu o armazenamento de alimentos e a consequente queda da inflação, de acordo com o presidente da Conab, foi o aumento da produção.

“Nós aumentamos a área plantada com arroz, comparado esse ano com o ano passado, depois de 13 anos de queda, teremos uma área 7% a mais com produção de arroz que o passado. Nós teremos uma produção 14% mais de arroz comparado com o ano passado, serão mais de 12 milhões de toneladas de arroz”, disse.

De acordo com Pretto, não faltará arroz no país com preço justo nas prateleiras dos supermercados. “E não faltará a mão amiga do governo do presidente Lula para quem quiser produzir mais arroz, mais feijão, mais mandioca, mais batata, mais hortaliças, para combater a fome e garantir nas prateleiras dos supermercados um preço justo para os consumidores”, completou.

Edegar Pretto explicou que, com a volta do Plano Safra da agricultura familiar, quem quiser produzir alimentos para o mercado interno, como arroz, feijão, frutas e hortaliças, conta com juros menores, de 3% ao ano. Se a produção for ecologicamente correta, os juros caem para 2% ao ano.

Aquisição de alimentos

A Conab também é responsável pelo programa de aquisição de alimentos. Por meio dessa política pública, o órgão compra produtos da agricultura familiar que depois destina a locais como instituições assistenciais, hospitais e escolas. De acordo com a ministra substituta de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, o orçamento destinado ao programa este ano foi de R$ 1 bilhão, ou 20% maior que o ano passado.

Histórico da Conab

A Conab foi criada em 1990 com a função de garantir o abastecimento interno e orientar as políticas públicas do setor agrícola. Dentre as principais atividades do órgão está a formação de estoque de alimentos para regular os preços e garantir a oferta no mercado interno, especialmente em momentos de crise, como alta demanda internacional, secas e enchentes.



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Encontro de cafeicultores impulsiona empreendedorismo rural na Chapada Diamantina



O município de Rio de Contas, localizado na região da Chapada Diamantina, na Bahia, sediará, no próximo domingo (18), o 1º Encontro de Cafeicultores do Povoado de Mato Grosso, com o objetivo de estimular o trabalho dos produtores de café da região.

O evento gratuito começará às 9h, no povoado de Mato Grosso, na Praça da Igreja de Santo Antônio, em Rio de Contas (BA).

Na Chapada Diamantina — terceira maior região cafeicultora do território baiano, com 18% da produção total, atrás apenas do Extremo Sul (33%) e da Costa do Descobrimento (24%) —, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2023), Rio de Contas é referência no cultivo de cafés especiais, como o Arábica.

Além disso, a Bahia se destaca com a quarta maior produção de café do país no último ano, com safra estimada em 249 mil toneladas, segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais do Estado (SEI).

Atualmente, cerca de 300 famílias do povoado de Mato Grosso atuam na agricultura familiar com foco na cafeicultura.

A importância do evento para a região é analisada por Olívia Ramos, cafeicultora e organizadora da iniciativa.

“Ficamos no ponto mais alto do Nordeste brasileiro, chegando à produção de café a 1.600 metros de altitude. Como estamos em um momento de transição na maneira de cultivar, os agricultores participarão de palestras técnicas com temas como: associativismo e cooperativismo; mercado e comercialização de cafés especiais; colheita e pós-colheita em cafés de qualidade”, ressalta Olívia Ramos, acrescentando que a programação inclui exposição e degustação da bebida, além de apresentações culturais, como a do cantor e sanfoneiro Hilário Passos.

O 1º Encontro de Cafeicultores do Povoado de Mato Grosso é uma realização do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Bahia).

Conta ainda com o apoio da Prefeitura de Rio de Contas, da Associação de Cafeicultores do Povoado de Mato Grosso, em Rio de Contas, e do Sindicato dos Produtores Rurais de Livramento de Nossa Senhora (SPRL).

Empreendedorismo rural

Para o Sebrae, o encontro fortalece o empreendedorismo rural no estado. “Em uma região com número considerável de produtores de café, é um momento para incentivar uma produção que cultive um café especial, com valor agregado, podendo gerar maior retorno financeiro. Há também o viés do turismo, para que os visitantes conheçam essas propriedades”, analisa Léa Cerqueira, gerente adjunta da unidade regional de Irecê do Sebrae.

Já para o Senar Bahia — que atua tanto na parte técnica, orientando sobre cuidados com a lavoura, controle de pragas e doenças, quanto na parte gerencial, ajudando o produtor a enxergar sua propriedade como uma empresa rural — o encontro reforça o trabalho desenvolvido pela comunidade cafeicultora do povoado de Mato Grosso.

“Hoje, temos duas turmas de assistência técnica e gerencial no povoado, com 30 produtores cada. Buscamos contribuir porque sabemos do potencial da comunidade, tanto pela localização quanto pela qualidade do café. E vemos o interesse dos cafeicultores em alcançar novos mercados, entregando produtos que vêm sendo premiados internacionalmente”, observa Stenilson Nascimento, coordenador regional do Senar.

As ações desenvolvidas em conjunto com os agricultores também são valorizadas pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Livramento de Nossa Senhora, que presta assistência a produtores dos municípios de Rio de Contas, Jussiape, Dom Basílio e Paramirim.

“Mostramos aos produtores locais a importância que eles têm e que podemos transformar o café em algo ainda maior, em nível local e nacional. Como trabalhamos com toda a cadeia produtiva, é um momento de aprendizado para que os cafeicultores se fortaleçam, ligados ao cooperativismo e ao associativismo, inclusive facilitando a aquisição de insumos”, conclui Agenário Andrade, presidente do sindicato.


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Conheça os vencedores do Prêmio Brasil Artesanal de Geleias



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciou os vencedores do Prêmio CNA Brasil Artesanal – Edição Geleia.

A premiação reconheceu os melhores produtores de geleias simples e mistas do país, valorizando a qualidade, o sabor e a autenticidade do produto artesanal brasileiro.

O concurso foi realizado em parceria com a Embrapa, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL/SAA-SP) e o Sebrae.

Os participantes passaram por três etapas de avaliação:

• Análise técnica por especialistas

• Degustação popular às cegas

• Avaliação da história por trás de cada produto

Os cinco finalistas de cada categoria receberam certificados e prêmios em dinheiro. Além disso, os três primeiros colocados ganharam os Selos de Participação Ouro, Prata e Bronze.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Confira a lista dos premiados:

Categoria – Geleia Simples

1º lugar – Geleia Bergamota da Casa Piovene – Gramado (RS)

2º lugar – Geleia Bacuri Orgânico da Fazenda Bacuri – Geleias Osaqui – Bragança (PA)

3º lugar – Geleia de Laranja da Léia Fardin Doces Artesanais Caseiros – Santa Rita do Passa Quatro (SP)

4º lugar – Geleia de Pêssego da Geleias da Bisa – Porto Alegre (RS)

5º lugar – Geleia de Figo da Geleias Bachmann Artesanal – Rio do Sul (SC)

Categoria – Geleia Mista

1º lugar – Geleia de Abacaxi com Pimenta da Geleias do Rancho – Formiga (MG)

2º lugar – Geleia de Cupuaçu com Pimenta Orgânico da Fazenda Bacuri – Geleias Osaqui – Bragança (PA)

3º lugar – Geleia de Abacaxi com Pimenta da Geleias da Jô – Estreito (MA)

4º lugar – Geleia de Butiá com Cachaça da Geleia de Lá Guardia – Santo Ângelo (RS)

5º lugar – Geleia de caju com pimenta da Clamar Geleias Artesanais – Jundiaí (SP)

O prêmio faz parte do Programa Nacional de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA, que desde 2019 promove concursos para valorizar produtos como: queijos, chocolates, cachaças, salames, azeites, vinhos, cafés especiais, mel e cervejas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações do agro somam US$ 15,03 bilhões em abril


As exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 15,03 bilhões em abril de 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O montante representa um crescimento de 0,4% em relação ao mesmo mês de 2024, resultado da combinação entre valorização internacional de alguns produtos e leve retração no volume total embarcado.

A soja em grãos permaneceu como principal item da pauta exportadora, com 15,27 milhões de toneladas embarcadas — o segundo maior volume já registrado para o mês de abril. No entanto, o valor arrecadado com as exportações do grão totalizou US$ 5,9 bilhões, afetado pela queda de 9,7% no preço médio por tonelada.

“O desempenho da soja foi influenciado por preços internacionais mais baixos, apesar do forte volume exportado”, informou o Mapa. Em contrapartida, produtos como café verde e celulose tiveram papel relevante na sustentação da receita geral. O café verde alcançou US$ 1,25 bilhão, maior valor já registrado para abril, impulsionado pela valorização do grão no mercado externo.

A China permaneceu como principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro, com US$ 5,5 bilhões em aquisições no mês, sendo mais de 75% desse valor oriundo das compras de soja. A União Europeia ocupou a segunda posição, com US$ 2,2 bilhões em importações, com destaque para itens de maior valor agregado, como café solúvel, óleo essencial de laranja e carne de frango.

Além dos produtos tradicionais, outros itens apresentaram desempenho recorde. O óleo de milho somou US$ 55,3 milhões em exportações, o maior valor já registrado. A madeira compensada alcançou 145,5 mil toneladas embarcadas, maior volume da série histórica para abril. As miudezas de carne bovina, com novos mercados como o Marrocos, atingiram 21,3 mil toneladas. O sebo bovino somou 35,6 mil toneladas exportadas. Já os bovinos vivos, voltados principalmente à reprodução, atingiram valor recorde de US$ 61,8 milhões, com destaque para a demanda da Turquia.

O Mapa afirma que, por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, esses resultados refletem a política de fortalecimento da presença internacional do agro brasileiro. O desempenho de abril é fruto de um esforço conjunto entre o Mapa, MRE e o setor produtivo para consolidar o Brasil como fornecedor confiável de alimentos ao mundo.





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Ações do Projeto Cacau Brasil Agrofloresta são tema de seminário



O Seminário de Encerramento e Validação do Projeto Cacau Brasil Agrofloresta – “Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas em Sistemas Agroflorestais na Produção de Cacau nos Biomas Amazônia e Mata Atlântica” reuniu produtores, gestores públicos, representantes de instituições privadas e de organizações da sociedade civil, em Brasília, para avaliar os impactos do projeto, trocar experiências e validar as metodologias, reforçando o compromisso coletivo com um modelo de produção que alia conservação ambiental, inclusão social e viabilidade econômica.

Um dos objetivos do encontro foi apresentar ações estratégicas para a implementação do Projeto Cacau Brasil Agrofloresta. O evento foi promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por intermédio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Projeto Cacau Brasil Agrofloresta

O projeto, financiado pelo programa Green Climate Fund (GCF), tem como foco fortalecer a capacidade adaptativa das comunidades cacaueiras frente às mudanças climáticas, reduzindo a vulnerabilidade dos ecossistemas nas regiões da Transamazônica, no Pará (Bioma Amazônia), e no sul da Bahia (Bioma Mata Atlântica), cujo papel é estratégico para o fortalecimento da produção cacaueira sustentável no Brasil.

Entre os principais aspectos, destaca-se a promoção de sistemas agroflorestais com cacau em áreas degradadas, transformando o solo em sumidouros de carbono e promovendo aumento de renda para agricultores familiares. Além dos benefícios ambientais, o projeto promoverá a sustentabilidade econômica na produção cacaueira, beneficiando cerca de 70 mil agricultores.

O projeto prevê ainda o fortalecimento institucional, com a capacitação de autoridades públicas regionais para o monitoramento dos estoques de carbono e para a promoção de melhores práticas agrícolas. Contribuirá também para a criação de condições favoráveis à ampliação do crédito agrícola, ao acesso a mercados de carbono e às compras públicas, promovendo um ambiente mais propício ao desenvolvimento sustentável da cadeia do cacau.

De acordo com o diretor da Ceplac, Paulo Marrocos, as pesquisas feitas pela instituição levaram ao desenvolvimento de sistemas agroflorestais adaptados às condições tropicais brasileiras, onde o cacaueiro é cultivado em harmonia com espécies frutíferas e florestais nativas. Esses sistemas são reconhecidos como alternativas sustentáveis ao desmatamento, permitindo a recuperação de áreas degradadas.

Segundo o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI/Mapa), Pedro Neto, o Projeto Cacau Brasil Agrofloresta será um apoio estratégico na consolidação da cadeia produtiva do cacau e na sua retomada de expansão internacional.

“As práticas de adaptação e mitigação às mudanças climáticas sugeridas no projeto vão potencializar os sistemas agroflorestais na cadeia produtiva do cacau, uma cultura importante e estratégica do ponto de vista ambiental, social e econômico”, afirmou Neto.

O coordenador de Operações do IICA Brasil, Christian Fischer, ressaltou o papel estratégico do Brasil no setor agropecuário e sua enorme responsabilidade de liderar ações concretas para reduzir emissões, conservar florestas e promover o desenvolvimento rural inclusivo.

“Esta proposta não é apenas um plano, mas um caminho realista e inovador para promover uma agricultura resiliente, e seu sucesso está ancorado em uma parceria sólida entre três instituições fundamentais – Mapa, Ceplac e IICA. Com esse projeto, esperamos alcançar resultados significativos e reduzir a emissão de aproximadamente 5,2 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente.”

Para a produtora Cleide Andrade dos Santos, da Fazenda Conjunto Estrela-Guia do Sul, em Itajuípe (BA), quando aprovado, o projeto trará condições para que o cacauicultor possa produzir com mais consciência ambiental, qualidade e sustentabilidade, agregando valor e visibilidade ao produto nacional. “Esse projeto será um marco para nós, produtores, e para o cacau brasileiro.”



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