domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Arroz irrigado tem bom desempenho no Tocantins



Veranicos afetam parte do arroz de sequeiro




Foto: Pixabay

As lavouras de arroz irrigado de primeira safra no Tocantins apresentaram bom rendimento, segundo informações do 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (15) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A regularidade das chuvas contribuiu para a recuperação dos níveis dos mananciais e represas, o que possibilitou a adequada captação e disponibilidade de água para o manejo das plantações.

No caso do arroz irrigado de segunda safra, as lavouras seguem em desenvolvimento, com áreas em fase de floração e vegetação. Segundo a Conab, “estão sendo realizados os devidos tratos culturais como a adubação de plantio e cobertura, assim como o manejo para manter boas condições de sanidade das plantas”. A produção desse ciclo é destinada ao abastecimento do mercado interno, sendo ofertada em período de entressafra do cereal.

Já nas áreas destinadas ao cultivo de arroz de sequeiro, a colheita foi concluída. No entanto, parte das lavouras registrou produtividade abaixo do esperado. A Conab aponta como causas a ocorrência de veranicos durante a fase reprodutiva da cultura e a presença excessiva de plantas competidoras. Em alguns talhões, houve acamamento, o que comprometeu a colheita.





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Estimativa aponta crescimento de 9,8% na produção da safra baiana de grãos em 2025



A estimativa para a safra de grãos da Bahia em 2025 teve revisão para cima na passagem de março para abril e deve chegar a 12.491.174 toneladas neste ano.

Isso representa um aumento de 9,8% (ou mais 1.110.079 t) em relação ao resultado de 2024 (11.381.095 t) e sustenta um novo recorde para o estado, superando em 2,8% (mais 343.116 t) a safra de 2023, que havia sido a maior até então (12.148.058 t).

Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgados nesta quinta-feira (15), pelo IBGE.

Ainda de acordo com os dados, frente a março, a previsão da safra baiana de grãos em 2025 cresceu 2,2% (mais 274.310 t), puxada por revisões positivas na soja e no milho 1ª safra

Soja e milho

A produção de soja na Bahia deve chegar a 8.606.190 toneladas neste ano, sendo 14,3% maior do que a de 2024 (mais 1.074.090 t).

Houve aumento de 3,3% em relação à estimativa de março (mais 273.000 t), em decorrência de um incremento no rendimento médio da lavoura, de 3.888 kg/hectare para 4.015 kg/hectare.

Já o milho 1ª safra deve ter um aumento de 3,7% frente ao colhido em 2024 (mais 58.110 t), chegando a uma produção de 1.609.200 toneladas em 2025. Houve alta de 1,0% (mais 16.200 t) frente ao estimado em março, também em virtude de um maior rendimento esperado: 5.549 kg/hectare frente a 5.493 kg/hectare, em março. 

A maior produção de grãos na Bahia, em 2025, segue o estimado também para o Brasil como um todo.

Safra nacional e mais

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve ser de 328,4 milhões de toneladas, segundo a estimativa de abril, 12,2% maior do que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas).

Na comparação com a estimativa de março, houve alta de 0,2% ou mais 732,7 mil toneladas.

Em 2025, a Bahia deve manter a 7ª maior safra de grãos do país, respondendo por 3,8% do total nacional (frente a uma participação de 3,9% em 2024). Mato Grosso continua na liderança (30,8%), seguido por Paraná (13,7%) e Goiás (11,7%).

Considerando todos os produtos investigados sistematicamente pelo IBGE na Bahia (não apenas os grãos), a previsão de abril continuou de crescimento em 17 das 26 safras, no estado, em 2025, frente a 2024.

Dentre as estimativas de alta, o maior crescimento absoluto se mantém o da soja (+1.074.090 t, ou +14,3%), seguida pela mandioca (+116.148 t, ou +14,7%, mais aumento percentual) e pelo milho 1ª safra (+58.110 t ou +3,7%).

Por outro lado, as maiores quedas absolutas na estimativa para 2025 devem vir do tomate (-171.301 t ou -48,4%, também a maior redução percentual), da cana-de-açúcar (-53.725 t ou -1,0%) e do sorgo (-18.510 t ou -11,5%).


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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Retaliação da China sobre produtos agrícolas dos EUA atinge a soja,…


Logotipo Reuters

Por Ella Cao e Naveen Thukral

PEQUIM/CINGAPURA (Reuters) – A retaliação da China nesta sexta-feira contra as novas tarifas dos Estados Unidos deve acelerar o movimento de Pequim em direção a fornecedores alternativos de produtos agrícolas, incluindo o Brasil, uma mudança que começou durante a guerra comercial do primeiro mandato do presidente Donald Trump.

Pequim revelou uma série de contramedidas, incluindo tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos dos EUA, que se somam às tarifas de 10-15% aplicadas sobre cerca de US$ 21 bilhões em comércio agrícola no início de março.

“É como fechar todas as importações agrícolas dos EUA. Não temos certeza se alguma importação será viável com a tarifa de 34%”, disse um trader de uma empresa de comércio internacional com sede em Cingapura que vende grãos e sementes oleaginosas para a China.

“O principal impacto será em produtos como soja e sorgo. Não será tanto sobre o trigo e o milho, já que a China não tem comprado muito trigo e milho dos EUA este ano”, acrescentou o trader.

Um comerciante de grãos europeu disse que a União Europeia, que também prometeu retaliar, provavelmente também aplicará tarifas sobre a soja dos EUA.

“É tudo uma questão de soja. Uma grande preocupação é se não houver um acordo antes da nova safra de soja dos EUA”, disse o trader, em referência à colheita norte-americana, no segundo semestre.

“Como conclusão geral, toda essa guerra comercial é ‘baixista’ para os produtos agrícolas dos EUA e ‘altista’ para outras origens”, disse o trader.

As taxas de março aceleraram o afastamento das importações de soja dos EUA e transferiram a demanda para o Brasil, onde uma safra abundante coloca o país no caminho certo para entregar um aumento recorde de importações para a China no segundo trimestre.

“O Brasil será de longe o principal beneficiário, o maior fornecedor que pode substituir a soja dos EUA para a China. Mas outros também poderão se beneficiar, inclusive a Argentina e o Paraguai. Com relação ao trigo, a Austrália e a Argentina devem se beneficiar”, disse Carlos Mera, chefe de Pesquisa de Mercado Agrícola do Rabobank.

Sol Arcidiacono, chefe de vendas de grãos na América Latina da HedgePoint Global Markets, disse que os prêmios para a soja sul-americana ficarão mais fortes durante todo o ano, apesar da sazonalidade e das colheitas recordes, à medida que a guerra comercial intensifica.

Ela acrescentou que a geopolítica atual provavelmente impulsionará um aumento na área plantada com soja, principalmente no Brasil, onde a expansão tem desacelerado ultimamente.

Na véspera, os prêmios nos portos brasileiros para a soja dispararam, sinalizando maior demanda pelo produto do Brasil, com o mercado se preparando para um contra-ataque da China.

Na quarta-feira, Trump divulgou uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações a partir de 5 de abril e tarifas mais altas sobre alguns outros países, incluindo 34% sobre a China, levando a guerra comercial global a um ponto crítico.

A China continua sendo o maior mercado para os produtos agrícolas dos EUA, mas as importações de produtos agrícolas dos EUA caíram pelo segundo ano consecutivo, baixando de US$42,8 bilhões em 2022 para US$29,25 bilhões em 2024.

Também na sexta-feira, a China suspendeu as qualificações de importação de sorgo da C&D (USA) Inc., que é de propriedade chinesa, citando problemas fitossanitários.

A China suspendeu as qualificações de importação de carne de frango e farinha de ossos da American Proteins, Mountaire Farms of Delaware e Darling Ingredients.

Além disso, suspendeu as importações de produtos avícolas da Mountaire Farms of Delaware e da Coastal Processing.

(Reportagem de Ella Cao e Lewis Jackson em Pequim, Naveen Thukral em Cingapura e Gus Trompiz e Sybille de La Hamaide em Paris; reportagem adicional de Ana Mano e Roberto Samora em São Paulo)





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AgroNewsPolítica & Agro

Seguro rural cobre só 14% da área agrícola


Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), apesar de o agronegócio representar cerca de 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e responder por quase 10% das exportações agrícolas globais, menos de 14% da área cultivada no país está protegida por seguro rural. A lacuna na cobertura deixa milhões de hectares expostos a eventos climáticos extremos, cuja frequência tem aumentado, conforme indicam levantamentos de instituições como Embrapa, Cemaden e INPE.

Segundo artigo da especialista em seguro rural e diretora comercial da Picsel, Julia Guerra, o modelo atual “falha em atender às reais necessidades do produtor”. Ela explica que as apólices disponíveis são padronizadas e desconsideram aspectos regionais importantes, como risco climático específico, histórico de produtividade e práticas agronômicas locais. “Essa desconexão entre produto e campo compromete a efetividade das coberturas e aumenta os índices de contestação e inadimplência”, afirma.

Levantamento da ESALQ/USP citado no artigo aponta que apenas 30% dos produtores segurados estão satisfeitos com os contratos firmados. Para Guerra, o problema “não é apenas técnico: é estrutural, e compromete a confiança do agricultor no sistema de proteção vigente”.

Além da padronização das apólices, o ambiente regulatório é considerado um entrave para a inovação no setor. A Circular 621 da Superintendência de Seguros Privados (Susep) é citada como um exemplo de exigência normativa que “inviabiliza o desenvolvimento de apólices customizadas por região, cultura ou modelo produtivo”. A falta de flexibilidade afasta seguradoras que desejam operar com tecnologias modernas, como seguros paramétricos e monitoramento remoto. “Sem mudanças estruturais nas regras, o país continuará sendo um ambiente hostil à inovação nesse setor”, afirma a especialista.

Outro obstáculo citado por Guerra é a subvenção pública. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que deveria ampliar o acesso ao seguro, enfrenta restrições orçamentárias. Em 2023, mais de 15 mil apólices deixaram de ser contratadas por falta de verba. Para 2025, o orçamento previsto é de R$ 1,06 bilhão, valor considerado insuficiente frente à demanda do setor, que, em 2024, foi de R$ 3 bilhões, mas teve apenas R$ 1,5 bilhão liberado.

A distribuição das apólices também é desigual. A cobertura se concentra nas regiões Sul e Centro-Oeste, com foco nas lavouras de soja, milho e trigo. Cadeias produtivas como pecuária, fruticultura e culturas permanentes ficam praticamente fora do sistema. Essa concentração gera um cenário de exclusão e compromete a sustentabilidade do seguro rural como política pública.

Para Julia Guerra, é necessário transformar o seguro rural em uma política de Estado. “Isso exige um esforço coordenado entre governo e iniciativa privada, com orçamento estável, incentivos fiscais e um plano de expansão sustentável”, defende. Ela também destaca a importância de tecnologias como sensoriamento remoto, inteligência artificial e blockchain para reduzir fraudes, aumentar a transparência e agilizar indenizações.

“A expansão do seguro rural no Brasil exige investimentos em tecnologia, subsídios adequados e um ambiente regulatório mais flexível. Garantir proteção efetiva e acessível não é apenas uma medida econômica: é uma necessidade estratégica para o futuro do agronegócio brasileiro e da segurança alimentar global”, conclui Guerra.





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Pecuarista com produção em três países conta diferenças de custo e rendimento


O produtor rural Alberto Asato tem produção de boi gordo no Brasil, Paraguai e na Bolívia. Durante participação no Confinar 2025, na última terça-feira (14), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, ele fez uma análise comparativa sobre a gestão da atividade pecuária nos três países.

Diretor da Sunsas (Bolívia), da Campanário Agropecuária (Brasil) e da Estância Lagunita (Paraguai), Asato apontou que o principal ponto em comum entre os três países é a dificuldade crescente em relação à mão de obra. “É um desafio constante, com maior intensidade na Bolívia, mas presente em todas as operações”, avaliou.

Custo-benefício entre países

O pecuarista mostrou que, mesmo entre países fronteiriços, a questão custo-benefício é bem distinta:

“Na Bolívia, o custo subiu e a produtividade é mais baixa. No Brasil, o custo é mais alto, mas o rendimento compensa. Já o Paraguai tem menor carga tributária e uma legislação mais favorável, o que torna a atividade menos onerosa”, destacou.

Comparando dados operacionais apresentados durante a palestra, na ponta do lápis, as diferenteças entre os três países é a seguinte:

  • Bolívia: custo médio de R$ 181,47 por arroba produzida, com uma produtividade de 13,7 arrobas por hectare ao ano
  • Paraguai: custo mais competitivo, de R$ 127,13 a arroba, com produtividade média de 19,3 arrobas por hectare ao ano
  • Brasil: apesar do custo intermediário (R$ 162,04 a arroba), se destaca pela maior produtividade: 25,2 arrobas por hectare ao ano

Segundo Asato, os números justificam, para ele, o investimento mais alto no sistema de produção brasileiro.

Propriedade no Brasil

produtor rural Alberto Asato - produção pecuária em três países - Confinar 2025produtor rural Alberto Asato - produção pecuária em três países - Confinar 2025
Alberto Asato durante o Confinar 2025. Foto: Divulgação

Na propriedade brasileira, localizada em Laguna Carapã, sudoeste de Mato Grosso do Sul, Asato conta que a sua estratégia é baseada na intensificação e na qualidade do rebanho, com foco na exportação.

“Trabalhamos com produtos de alta performance. O Brasil tem ampliado sua participação nas exportações e isso exige um modelo produtivo mais eficiente e competitivo”, considera.

Sobre o Paraguai, o produtor destacou a vantagem tributária. “É o país com a melhor estrutura em termos de legislação patrimonial e carga fiscal. A exportação é significativa e o ambiente regulatório mais estável permite planejar com maior segurança.”

Por fim, o pecuarista reformou que, embora o produto final seja o mesmo — proteína animal de alta qualidade — os caminhos para produzi-lo mudam conforme o país, mesmo que estejam geograficamente conectados.



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Fenasul Expoleite reúne genética, negócios e debate em Esteio



Começou nesta quarta-feira (14) e segue até domingo (18) a Fenasul Expoleite, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A feira é considerada uma das maiores exposições de gado leiteiro do Rio Grande do Sul e movimenta diferentes segmentos do agronegócio com foco em genética, produção, comercialização de embriões e debate sobre o futuro da atividade.

Neste ano, mais de três mil animais ocupam o parque. Entre eles, vacas selecionadas por produtores como Diogo Ferraboli, que participa do concurso leiteiro com exemplares capazes de produzir mais de 100 litros por dia. “A gente escolhe os animais pela produção, comportamento e também pela conformação”, explica.

A 18ª edição da Fenasul e a 45ª Expoleite marcam a retomada do evento, que não foi realizado no ano passado devido às enchentes que deixaram o parque submerso por 40 dias. Para o setor, é um momento de superação, mas também de alerta.

“O setor leiteiro clama. Setenta por cento dos produtores saíram da atividade na última década. Isso não é só sucessão ou gestão, é um alerta para todos”, afirmou Marcos Tang, presidente da Gadolando e da Febrac.

O secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum, destacou a resiliência dos produtores mesmo diante de quatro estiagens seguidas e uma cheia histórica. Segundo ele, 2024 é um ano de reconstrução e inovação.

Como parte das ações estruturantes, o governo estadual anunciou o investimento de R$ 900 milhões no Programa de Manejo do Solo, voltado a melhorar a qualidade da alimentação dos rebanhos e, consequentemente, a produtividade do leite. “A produção está diretamente ligada à qualidade do alimento dos animais”, ressaltou o governador em exercício, Gabriel Souza.

Além do leite, a feira também representa uma fonte de renda extra para os produtores. Os animais expostos têm genética de ponta e podem gerar negócios o ano inteiro com a venda de embriões e reprodutores. “É gratificante ver que nosso trabalho está sendo valorizado”, disse Ferraboli.

A Fenasul Expoleite conta ainda com exposição de máquinas, insumos e um espaço dedicado à agricultura familiar, com 40 estandes de agroindústrias. A entrada e o estacionamento são gratuitos, e a expectativa é receber cerca de 100 mil visitantes até o encerramento no domingo.



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Fogo destrói única colheitadeira de pequeno produtor no interior gaúcho



Além dos problemas com o clima e do endividamento enfrentado por muitos agricultores gaúchos, o produtor Cleiton Dalmas, do município de Pedras Altas (RS), teve a única colheitadeira da propriedade destruída pelo fogo. O agricultor gravou um vídeo dramático do momento em que as chamas consumiam a máquina.

Nas imagens, é possível observar que o incêndio, aparentemente, começou na parte do motor. Mesmo com o uso de dois extintores, Cleiton não conseguiu conter o fogo, que se espalhou rapidamente por todo o equipamento.

No mesmo vídeo, Cleiton registra a cena assustadora da colheitadeira em chamas descendo desgovernada por uma ribanceira. A máquina para em um barranco, em meio à mata, enquanto o fogo continua se alastrando.

Segundo relato da repórter Eliza Maliszewski, do Canal Rural Rio Grande do Sul, o produtor está muito abalado com a situação, pois o equipamento estava 100% financiado junto ao banco e ao antigo proprietário. Cleiton ainda iria pagar a primeira prestação.

No vídeo, o agricultor também revela que havia comprado pneus novos para a colheitadeira e, sem poder fazer nada, lamenta quando o fogo atinge os pneus recém-instalados. Saiba como ajudá-lo em nossa publicação no Instagram.





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Exportações de café somam US$ 5,23 bilhões até abril


De acordo com o Relatório de abril do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as exportações dos Cafés do Brasil entre janeiro e abril de 2025 somaram 13,81 milhões de sacas de 60 kg, com receita cambial de US$ 5,23 bilhões. Apesar da queda de 15,5% no volume em comparação ao mesmo período do ano anterior, o valor arrecadado representa um recorde para o quadrimestre, com alta de 51% sobre os US$ 3,44 bilhões registrados em 2024.

O preço médio da saca exportada no período foi de US$ 382,44. Desse total, 84,8% das exportações corresponderam à espécie Coffea arabica, com 11,71 milhões de sacas. O Coffea canephora (robusta e conilon) alcançou 807,16 mil sacas, equivalente a 5,8%, enquanto o café solúvel respondeu por 1,28 milhão de sacas. As demais categorias representaram aproximadamente 0,2% do total exportado.

Os Estados Unidos lideraram o ranking de destinos das exportações brasileiras no primeiro quadrimestre de 2025, com 2,37 milhões de sacas adquiridas, equivalentes a 17,16% do total. Em seguida, aparecem a Alemanha (1,78 milhão de sacas ou 12,88%), a Itália (1,14 milhão de sacas ou 8,25%), o Japão (865,93 mil sacas ou 6,17%) e a Bélgica (618,30 mil sacas ou 4,47%).

Considerando os dados acumulados do ano-safra 2024/25, iniciado em julho de 2024, as exportações brasileiras totalizaram 40 milhões de sacas, crescimento de 1,52% em relação ao mesmo período do ano-safra anterior. No mesmo intervalo, a receita cambial alcançou US$ 12,44 bilhões, aumento de 56,31%.





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‘Brasil merece discutir crescimento a 5%’, afirma Wesley Batista



O empresário Wesley Batista, conselheiro da JBS, expressou nesta terça-feira uma visão otimista em relação ao Brasil, mesmo diante de um contexto internacional complexo. “Quando você olha os números, por exemplo, o de desemprego, nós não estamos mal. Balança, nós não estamos mal. Reformas, eu acho que o Brasil tem avançado”, afirmou. A avaliação foi feita durante painel do fórum VEJA Brazil Insights Nova York. O evento reuniu importantes autoridades, parlamentares e empresários do Brasil para debater as oportunidades e os desafios para o país.

Batista apontou também os desafios cruciais que precisam ser enfrentados para impulsionar o crescimento nacional. “Nós temos, sem dúvida nenhuma e nós fazemos parte disso, uma taxa de juro real gigantesca no Brasil, gerando um déficit nominal gigantesco. Eu acho que esse é um desafio que o país enfrenta”, alertou. Ele avaliou positivamente o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, com projeções de crescimento na casa de 2,5% a 3%, mas, segundo ele, o país merece discutir crescimento entre 4% e 5%.

Conselheiro de uma gigante global com forte presença nos Estados Unidos, onde a JBS emprega 70 mil pessoas, Wesley Batista traçou um paralelo entre o Brasil e a vocação americana: “É um país de gente trabalhadora, é um país de gente empreendedora, é um país que faz as coisas acontecerem”. Ele enfatizou a capacidade do brasileiro de prosperar em qualquer lugar do mundo, fruto da resiliência e da expertise adquirida em um ambiente de negócios complexo.

Apesar dos desafios do cenário brasileiro, Wesley Batista reiterou seu otimismo e destacou o potencial inexplorado do interior do país, especialmente no setor do agronegócio. “É impressionante a transformação que o Brasil está fazendo no interior do país afora. A riqueza que está sendo gerada no interior do país e a interiorização do Brasil, eu acho que está muito mais pungente do que o pessoal de São Paulo, do Rio, de Brasília está conseguindo enxergar.”

Finalizando sua participação, Batista fez um apelo ao orgulho nacional e à necessidade de focar em soluções práticas para o desenvolvimento. “Nós temos que falar bem do Brasil. Porque é um negócio inacreditável como nós mesmos nos depreciamos. É um autoflagelamento em praça pública”, exclamou. Para ele, a chave para o futuro do Brasil reside na simplificação do ambiente de negócios, o que geraria mais riqueza, produtividade e empregos. “O Brasil tem que simplificar a forma de empreender. Porque aí você gera riqueza, você gera produtividade, você tem ganho de produtividade, você gera emprego e assim vai.”



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Chuvas volumosas, com até 150 mm, atingem vários estados até a próxima semana; veja onde


As águas quentes do oceano Atlântico, na costa brasileira, favorecem a persistência das chuvas no litoral da região Nordeste. A tendência é de continuidade das chuvas durante todo o final de semana, estendendo-se até pelo menos terça-feira (20).

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que, em algumas localidades, de forma pontual, os volumes podem ultrapassar 150 mm, especialmente entre o litoral de Sergipe e Pernambuco.

Até amanhã (16), as chuvas deverão ser persistentes no litoral da Bahia, no litoral norte de Alagoas, de Pernambuco, da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

No sábado (17), as instabilidades se intensificarão, deslocando-se para o litoral de Sergipe e, posteriormente, no domingo (18) e na segunda-feira (19), para o leste de Alagoas ao Rio Grande do Norte.

Mapa do Inmet mostra áreas em situação de perigo
Mapa do Inmet mostra áreas em situação de perigo. Foto: reprodução/ Inmet

De acordo com o Inmet, há maior probabilidade de que entre domingo (18) e terça-feira (20) ocorra o período mais crítico, com chuvas volumosas no litoral da região, especialmente em Alagoas e Pernambuco. A população dessas áreas deve permanecer atenta a possíveis transtornos e seguir as orientações da Defesa Civil de seus estados.

O instituto já antecipou avisos laranja (perigo) e amarelo (perigo potencial) para a região, com destaque para o litoral entre o Rio Grande do Norte e a Bahia durante esse período.

É fundamental manter-se atento às atualizações das previsões e dos avisos meteorológicos especiais.



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