domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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MEIs terão acesso a R$ 250 milhões



Os microempreendedores individuais (MEIs) de todo o Brasil ganham agora um reforço de peso: R$ 250 milhões serão disponibilizados em crédito, com garantia do Sebrae.

Esse recurso faz parte do programa ‘Acredita Microcrédito‘, que visa facilitar o acesso ao financiamento para quem quer investir, crescer ou organizar melhor o negócio.

A novidade é resultado de uma colaboração entre o Sebrae e a Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (ABCRED). A estimativa é que até 70 instituições atuem para facilitar o crédito a quem está na base da economia.

“Este momento representa o abrir das portas do crédito para o pequeno empreendedor, para que ele garanta a longevidade, a segurança e o crédito assistido para seu pequeno negócio, com apoio do Sebrae.” Afirma, Décio Lima, presidente do Sebrae.

Com isso, mais de 42 mil MEIs e produtores rurais devem ser beneficiados. O crédito será operacionalizado com o apoio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), em parceria com organizações especializadas em microfinanças (OSCIPs).

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João Chaves, produtor rural da Cachaça Remedin, do Distrito Federal, foi um dos beneficiados com a iniciativa e destacou a importância do crédito para o crescimento do pequeno negócio.

“A gente pretende fazer a utilização de crédito para expansão da marca, estipular prazos de pagamento, que só são possíveis através de ações como essas de agora. É de fundamental importância não só para nós, produtores rurais, mas para toda a linha de empresários e micro e pequenos empreendedores”, afirmou João.

Dessa forma, o Sebrae reforça seu papel de ponte entre o empreendedor e as oportunidades. Para quem é MEI, essa é a chance de tirar ideias do papel ou dar um novo fôlego à empresa.



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incertezas fiscais seguem pressionando o câmbio e os juros no Brasil ; ouça o Diário Econômico


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a semana foi marcada pela trégua comercial entre China e EUA, que reduziu o risco global e animou os mercados, com alta nas bolsas e nos juros americanos. No Brasil, o bom humor externo sustentou a valorização da Bolsa, mas incertezas fiscais seguem pressionando o câmbio e os juros longos.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Abelhas consomem reservas para enfrentar noites frias



Produção de própolis cresce no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

As condições climáticas registradas nas últimas semanas têm influenciado diretamente o manejo apícola no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (15) pela Emater/RS-Ascar, as abelhas seguem ativas durante o dia na região administrativa de Porto Alegre. No entanto, as noites mais frias estão exigindo maior consumo das reservas internas pelas colmeias para manutenção da temperatura do enxame.

Segundo o boletim, os valores dos enxames e das caixas variam conforme a espécie, o tipo e a finalidade de uso. A Emater também destaca o crescimento do interesse pela produção de extrato de própolis, tanto pelo potencial de mercado quanto pelos benefícios à saúde.

Na região de Santa Rosa, a disponibilidade de floradas como amor-agarradinho e louro tem reduzido a necessidade de intervenções nos apiários. A demanda pelo mel de abelhas sem ferrão continua elevada. “Os preços de comercialização na região oscilam entre R$ 80,00 e R$ 100,00 o quilo”, informa a Emater.

O órgão também observa que os sistemas de produção estão se ajustando às variações sazonais, mantendo estabilidade nas atividades apícolas mesmo diante das mudanças climáticas do outono.





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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola de SP e MG é estimada em 314,60 milhões de caixas


Maior número de frutos por árvore e aumento da quantidade de árvores produtivas geram perspectiva de safra 36,2% superior à do ano passado

A safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, principal região produtora de laranja para suco do mundo, é estimada em 314,60 milhões de caixas (40,8 kg), de acordo com o anúncio feito pelo Fundecitrus nesta sexta-feira (9/5). O crescimento é de 36,2 % em comparação à safra anterior, que fechou com 230,87 milhões de caixas produzidas, o que representa um aumento de 4,8% em relação à média das dez últimas safras. A perspectiva de uma safra maior é atribuída principalmente ao maior número de frutos por árvore, resultante do clima favorável à segunda florada e do melhor manejo dos pomares, e ao aumento da quantidade de árvores produtivas no parque citrícola identificadas no novo censo.

Perfil da safra

A primeira florada foi comprometida pelas altas temperaturas nos meses de agosto e setembro de 2024, que, na maioria das regiões, coincidiram com a escassez hídrica. A elevação da média da temperatura máxima em 3,2ºC nesse período prejudicou o pegamento dos frutos dessa florada, que representa apenas 20,7% do total da estimativa.

As chuvas só passaram a ocorrer de forma expressiva e bem distribuída no cinturão citrícola nos meses de outubro a dezembro, que registraram precipitações acima da média histórica. Essa condição de umidade do solo generalizada, após um período prolongado de déficit hídrico, reverteu o cenário de seca e estimulou a segunda florada, que, sob condições climáticas mais favoráveis, ocorreu de forma abundante. Depois, as chuvas de janeiro e fevereiro de 2025 foram fundamentais para elevar o pegamento e desenvolvimento dos frutos dessa florada, que representa 70% do total da estimativa.

Em 2024, devido à melhor rentabilidade da atividade, o citricultor aprimorou os tratos culturais nos pomares, com avanços em nutrição, em irrigação e no controle mais eficiente de pragas e doenças, o que, aliado à favorabilidade climática, contribuiu para uma carga abundante nas plantas, com 617 frutos por árvore, 30% a mais do que na temporada passada. Esta safra, de acordo com a estimativa, marca o encerramento do ciclo negativo observado no ano anterior e sinaliza o retorno do ciclo bienal positivo.

Se as previsões de precipitação se consolidarem, principalmente durante os meses de maio a julho de 2025, o peso médio das laranjas no ponto de colheita deve chegar a 158 gramas (sendo necessários 258 frutos para compor uma caixa), discretamente inferior ao peso médio registrado na safra anterior, de 159 gramas por fruto (256 frutos por caixa).

A produtividade média estimada para 2025/26 é de 869 caixas por hectare, com 1,72 caixa por árvore, recuperando-se da queda expressiva verificada na safra passada, quando foram produzidas 687 caixas por hectare, com 1,37 caixa por árvore.

Queda de frutos

A taxa de queda projetada para a safra é de 20%, 2,2 pontos percentuais maior do que a da safra anterior. Essa projeção está relacionada ao aumento da severidade do greening e à colheita mais tardia, devido à predominância da segunda florada.

Novo censo

Em 2025, o Fundecitrus atualizou os dados do Inventário de Árvores, que mapeia todo o cinturão citrícola e oferece um amplo panorama da citricultura de SP e MG. São 182,7 milhões de árvores produtivas, que ocupam uma área total de 362 mil hectares, o que representa um aumento de 12,7 milhões de árvores (7,5%) e de 18 mil hectares (5,2%) em relação ao censo anterior (2022).

A realização da Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) conta com a supervisão estatística do professor titular da FCAV/Unesp José Carlos Barbosa.

O relatório completo está disponível aqui.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Marco Temporal: “Constituição de 1988 traçou normas para a declaração de…


Ministra esteve no 6º Seminário A Voz do Campo e destacou importância de se proteger a lei do Marco Temporal

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Uma das presenças mais aguardadas durante o 6º Seminário A Voz do Campo foi da ministra aposenta do STF (Supremo Tribunal Federal), Ellen Gracie. O tema de seu painel durante o evento foi insegurança jurídica, em especial quando se trata das demarcações de terras indígenas e do Marco Temporal. 

A ministra citou como todo o processo vem se dando nos últimos anos, além de ter utilizado como exemplo, o caso Raposa Serra do Sol, em Roraima, que foi bastante emblemático nas últimas décadas. no entanto, Gracie também falou sua preocupação com a fragilidade do Marco Temporal durante este processo de revisão da lei, e em como a tese do Indigenato e o jusnaturalismo – utilizados pelo ministro André Mendonça – podem ameaçar a lei do marco. “Esta é uma premissa filosófica ultrapassada”, disse. 

>> Clique AQUI e veja todo o contéudo produzido durante o 6º Seminário a Voz do Campo

Questionada sobre se o Marco Temporal tornou-se um instrumento político, Gracie foi taxativa: “tudo é político”. Agora, a expectativa é de que o lei seja revisada, reanalisada e seja protegida, para, enfim, garantir segurança jurídica a todos os envolvidos, produtores rurais e povos indígenas. 

Em sua análise, a ministra também afirmou que, ao contrário do que muitas notícias trouxeram, não houve uma afronta do Congresso Nacional ao STF quando os vetos todos impostos pelo Governo Federal foram derrubados. “O Poder Legislativo pode sim discordar do que é decidido no STF”. E complementou dizendo: “Temos um momento de paralisia total nesta questão. Eu creio que este é o momento em que todos nós possamos encaminhar nossas ponderações ao Supremo Tribunal Federal (…) Essa é uma questão que precisa de solução. A constituição de 1988 traçou as normas para a declaração dessas terras e elas deverão ser realizadas. com o mínimo de estresse, o mínimo de atrito entre as populações, porque, afinal de contas, somos todos brasileiros, inclusive os indígenas”. 

Veja:

Durante sua participação no evento, Ellen Gracie também falou sobre sua atuação como produtora rural, criando gado, ovelhas, e produzindo nozes e azeitonas. “Esta é uma pequena jóia que eu tenho e que cuido com muito carinho”, disse.  

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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





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Semana foi marcada por queda da arroba do boi; o que esperar até o fim do mês?


O mercado brasileiro de boi gordo registrou queda de preços em algumas praças de comercialização do Brasil.

Segundo o analista de Safras & Mercado Allan Maia, as indústrias frigoríficas ainda contam com uma posição confortável em suas escalas de abate, que hoje atendem entre sete e nove dias úteis na média nacional.

Ele ressalta que a disponibilidade de fêmeas bovinas no mercado segue elevada, apontando para um alto descarte de matrizes. “Como ponto de sustentação precisa ser mencionado o forte ritmo de embarques, mantendo a demanda por animais jovens aquecida.”

Preços médios da arroba do boi na semana

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 15 de maio em comparação à última sexta (9):

  • São Paulo (Capital): R$ 310, inalterado frente à semana passada
  • Goiás (Goiânia): R$ 295, sem alterações
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 295, queda de 1,67% em comparação aos R$ 300 do fechamento da semana anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 300, estável
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 305, baixa de 3,17% em relação aos R$ 315 praticados na semana passada
  • Rondônia (Vilhena): R$ 270, estável

O que esperar até o fim do mês?

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, ressalta que para aliviar a taxa de lotação, alguns produtores aceleraram as vendas, inclusive de machos, o que deve seguir “contagiando” o mercado na segunda quinzena.

“Por conta disso, seria um mercado que trabalharia mais pressionado. Porém, hoje, com as notícias de influenza aviária na granja do Rio Grande do Sul e a suspensão de exportações de carnes de aves por 60 dias para grandes mercados, como a China, esse volume que não será embarcado deve ser redirecionada ao mercado interno e, com isso, a competitividade com a carne bovina tende a ficar mais pressionada. Assim, pensando em mercado interno, os compradores de boiadas tentarão fazer um preço médio da arroba mais atrativo para garantir as suas margens.”

Fabbri ressalta que o mercado já vinha com tendência baixista, o que deve se reforçar nas próximas semanas por conta da necessidade de competitividade com a carne de frango e a já esperada descapitalização da população na segunda quinzena do mês. “Esses fatores farão com que a oferta chegue mais facilitada à indústria frigorífica, trazendo um cenário de baixa de preços.”

Mercado atacadista do boi gordo

carne bovina frigoríficoscarne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

Maia informa que o mercado atacadista registrou preços acomodados na semana. O ambiente de negócios ainda sugere um menor espaço para reajustes no curto prazo, considerando um perfil de consumo mais comedido durante a segunda quinzena do mês.

“A população ainda prioriza o consumo de proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, ressalta.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 24,00 o quilo, estável frente à semana passada. Já o dianteiro foi vendido por R$ 19,50 o quilo, inalterado frente à semana anterior.

Exportações de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 342,765 milhões em maio (6 dias úteis), com média diária de US$ 57,127 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 67,165 mil toneladas, com média diária de 11,194 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.103,30.

Em relação a maio de 2024, houve alta de 25,7% no valor médio diário da exportação, ganho de 10,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,3% no preço médio.

*Com informações de Safras News



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Minas Gerais descarta 450 toneladas de ovos férteis vindos do Rio Grande do Sul



O governo de Minas Gerais informou que descartou preventivamente 450 toneladas de ovos fecundados provenientes de uma granja da cidade Montenegro, no Rio Grande do Sul, local em que a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade foi confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na última quinta-feira (15).

O descarte dos ovos ocorreu neste sábado (17) na região Centro-Oeste mineira. O governo de Romeu Zema frisou que os ovos férteis são usados para fecundação e produção de aves e não para consumo humano.

“É importante ressaltar que a gripe aviária leva as aves à morte, mas não representa risco para a população por não ser transmissível por meio do consumo da carne ou ovos”, ressaltou em comunicado.

O governo de Minas Gerais ainda disse que o descarte dos ovos foi necessário para manter o controle sanitário, garantindo contenção e erradicação da doença e a manutenção da capacidade produtiva do setor local.

“Todas as medidas que estão sendo tomadas fazem parte do Plano de Contingência da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), firmado entre União, estados e setor produtivo em 2022, quando surgiu o primeiro foco da doença na América do Sul”.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou ter rastreado todos os ovos para incubação fornecidos pela granja onde ocorreu o primeiro caso do vírus.



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Embalagem inteligente muda de cor para mostrar quando alimento está estragado


Cientistas brasileiros desenvolveram uma tecnologia inovadora que pode transformar o controle de qualidade de alimentos: uma embalagem inteligente que muda de cor à medida que o produto se deteriora.

A novidade utiliza pigmentos naturais extraídos do repolho roxo e foi criada por pesquisadores da Embrapa Instrumentação (SP), em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) e a Universidade de Illinois, em Chicago (EUA).

As mantas desenvolvidas para embalar alimentos são capazes de monitorar, em tempo real, a qualidade dos produtos por meio da mudança de cor. A alteração é provocada por uma reação química entre compostos liberados na deterioração e o material da embalagem.

Em testes de laboratório, a tecnologia apresentou resultados promissores: durante o monitoramento do frescor do filé de merluza, a manta mudou de roxo para azul, indicando o processo de degradação do alimento.

A cor roxa indicou que o alimento estava apropriado ao consumo. No entanto, depois de 24 horas, a cor tornou-se menos intensa e, após 48 horas, surgiram tons azul-acinzentados. Passadas 72 horas, a coloração azul sinalizou a deterioração do filé de peixe armazenado, sem a necessidade de abrir a embalagem.

Necessidade de ampliar estudos

Foto: Matheus Falanga/Embrapa

Para os pesquisadores, os resultados mostram que mantas compostas de nanofibras se comportam como materiais inteligentes, exibindo mudanças visíveis na cor durante o processo de deterioração de filés de peixe.

Embora essa característica aponte uso potencial das mantas no monitoramento do frescor de peixes e frutos do mar, os cientistas dizem que há necessidade de ampliar os estudos para validar sua aplicação em diferentes espécies.

O método de fiação por sopro em solução é capaz de produzir micro e nanoestruturas poliméricas, e apresenta diversas vantagens. Entre elas, a rapidez no desenvolvimento das nanofibras, que leva apenas duas horas.

A técnica foi desenvolvida em 2009 por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Embrapa Instrumentação, em parceria com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Produção em escala e fácil manejo

Além disso, a técnica apresenta escalabilidade, versatilidade, fácil manejo, além de ser de baixo custo e utilizar forças aerodinâmicas para a produção das nanofibras, o que reduz muito o consumo de energia.

As nanofibras são estruturas extremamente finas, em escala nanométrica e podem ser usadas na formação de materiais semelhantes a tecidos.

No entanto, a técnica tradicional para produzir essas fibras, chamada eletrofiação, apresenta diversas limitações: é pouco escalável, tem alto custo, baixo rendimento, exige até 24 horas para a produção e depende de voltagens elevadas.

Manta é reforçada com pigmentos naturais

Foto: Matheus Falanga/Embrapa

No estudo, os pesquisadores utilizaram antocianinas e o polímero biocompatível e biodegradável, conhecido como policaprolactona.

As antocianinas são pigmentos naturais encontrados em algumas plantas, frutas, flores e vegetais, que exibem uma ampla gama de cores como vermelho, rosa, azul, roxo, cinza, verde e amarelo. Elas mudam de cor conforme o pH do meio em que se encontram.

Na pesquisa, as antocianinas foram extraídas de resíduos de repolho roxo. Como o repolho roxo é rico em antocianinas, pode ser utilizado como indicador de pH. O estudo testou mais de dez pigmentos, a maioria de vegetais.

“As nanofibras demonstraram capacidade de monitorar a deterioração de filés de peixe em tempo real, revelando potencial como materiais de embalagem inteligentes para alimentos”, avalia Josemar Gonçalves de Oliveira Filho, que desenvolveu o processo em seu pós-doutorado.

O pós-doutorando esclarece que, embora, as pesquisas sobre o uso de antocianinas de resíduos alimentares na produção de outros materiais inteligentes estejam documentadas na literatura, as informações são escassas sobre a aplicação desses extratos na produção de nanofibras inteligentes.

Já Mattoso explica que a policaprolactona, polímero biodegradável usado na embalagem, possui boa flexibilidade e resistência mecânica, o que é vantajoso para a proteção de alimentos. Além disso, tem potencial para uso em uma ampla gama de solventes e baixa temperatura de fusão, o que facilita o processamento com menor consumo de energia.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Ovos de granja com caso de gripe aviária estão rastreados, diz Mapa



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou ter rastreado todos os ovos para incubação fornecidos pela granja onde ocorreu o primeiro caso de vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP).

O destino desses ovos são incubatórios localizados em Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Segundo o Ministério, já foram adotadas as medidas de saneamento definidas no plano de contingência para influenza aviária e doença de Newcastle.

Entre as ações previstas está a destruição dos produtos. No sábado (17), o governo de Minas Gerais determinou o descarte de 450 toneladas de ovos fecundados e demais materiais envolvidos, como medida preventiva.

“A iniciativa mostrou-se necessária para manter o controle sanitário, seguindo planos prévios para possíveis ocorrências do tipo, garantindo contenção e erradicação da doença e a manutenção da capacidade produtiva do setor”, informou o governo estadual em comunicado oficial.

O Mapa ressalta que não há comprovação de contaminação nesses ovos, e que adotou “todas medidas necessárias para proteção da avicultura nacional”.

Gripe aviária

O primeiro caso de vírus da influenza IAAP em um matrizeiro de aves comerciais foi confirmado esta semana no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

Em nota, a pasta destacou que a doença não é transmitida pelo consumo de carne nem de ovos.

Desde o anúncio do primeiro caso de IAAP no país, China, União Europeia, México, Chile e Argentina suspenderam as importações de carne de frango brasileira, inicialmente por um prazo de 60 dias. Apesar do foco ser regional, as restrições comerciais, no caso da China e do bloco europeu, abrangem todo o território nacional, por exigências previstas em acordos comerciais com o Brasil.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, desde 2006, casos de IAAP vêm sendo registrados em diversas partes do mundo, sobretudo na Ásia, na África e no norte da Europa.



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gripe aviária testará elasticidade do mercado


O foco de gripe aviária registrado recentemente no Rio Grande do Sul acendeu o alerta em um setor estratégico da economia brasileira: a avicultura. Embora o caso tenha sido detectado em uma criação comercial — o primeiro do tipo no país —, as autoridades sanitárias atuaram com rapidez e transparência, reforçando o padrão elevado de controle sanitário que há décadas sustenta a reputação do Brasil no mercado internacional.

Ainda assim, a simples confirmação do foco foi suficiente para que importantes mercados internacionais aplicassem bloqueios temporários às importações de todo o país. Até agora, já anunciaram restrições China, União Europeia, Argentina, Uruguai, Chile e México — países que juntos representam uma parcela expressiva das exportações brasileiras de carne de frango e derivados.

Do ponto de vista econômico, o momento exige uma análise criteriosa sob a ótica da elasticidade e inelasticidade dos preços, conceitos fundamentais para entender os próximos movimentos do mercado de frango e ovos.

A carne de frango é hoje a principal alternativa proteica do brasileiro, especialmente em um cenário de renda baixa. Isso a torna um bem de demanda relativamente inelástica: mesmo diante de variações de preço, o consumo se mantém, justamente por ser um substituto mais acessível à carne bovina.

Contudo, o bloqueio de importações por parte desses países pode redirecionar parte da produção inicialmente destinada ao exterior para o mercado interno. Isso tende a aumentar a oferta doméstica, o que em teoria poderia exercer pressão baixista nos preços.

No entanto, essa pressão tem limites: do produtor ao consumidor, os custos da cadeia são elevados, e o setor já opera com margens apertadas. Além disso, a avicultura — por ser um setor de ciclo curto — consegue reagir rapidamente a oscilações de mercado, ajustando sua produção conforme a demanda.

Outro ponto de sustentação é o comportamento do consumidor. O ovo, por exemplo, é um dos alimentos mais inelásticos da cesta básica brasileira. Além de acessível, é um insumo versátil e essencial, o que sustenta sua demanda mesmo em situações adversas.

Já no setor de proteína suína, mais da metade da produção é consumida no próprio mercado interno, o que dá à cadeia uma proteção adicional diante de choques externos. Esse consumo consistente evidencia a força do mercado doméstico como pilar de sustentação da agropecuária brasileira.

Conclusões sobre a crise do frango

Diante desse cenário, a avicultura brasileira segue firme — não por sorte, mas por competência. O país é um dos maiores produtores de carne de frango do mundo e exporta para mais de 150 países, graças ao seu rigor sanitário e à confiabilidade internacional construída ao longo de décadas.

O Brasil combina controle sanitário, inteligência de mercado e adaptabilidade produtiva, algo raro entre os grandes players globais. Mesmo com os bloqueios temporários, é provável que o foco seja contido rapidamente, e a credibilidade sanitária do Brasil preservada.

Se o mundo observar com cautela os riscos sanitários, o Brasil mostra que tem controle, eficiência e um mercado interno resiliente. Num ambiente global de incertezas, a nossa avicultura não é o elo fraco — é o ponto de equilíbrio entre segurança alimentar e força econômica.

E que fique claro: quando se trata de proteína acessível, segura e estratégica, o Brasil não balança. Ele lidera. A agropecuária brasileira é a força silenciosa de uma nova revolução — tecnológica, sustentável e imbatível, mesmo em tempos de crise.

Miguel DaoudMiguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural

Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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