domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Lançamento na AgroBrasília 2025, ZethaMaxx EVO, da Sumitomo Chemical, tem alta eficiência no controle de plantas daninhas resistentes


Na AgroBrasília 2025, que ocorre entre os dias 20 e 24 de maio, a Sumitomo Chemical lança oficialmente o ZethaMaxx EVO®, uma revolução no manejo de plantas daninhas. Com formulação exclusiva e tecnologia de ponta, o novo herbicida pré-emergente estará entre os destaques no estande da companhia, oferecendo aos visitantes a oportunidade de conhecer, de perto, os diferenciais desta inovação.

ZethaMaxx EVO® representa a terceira geração da molécula Flumioxazina, desenvolvida pela Sumitomo Chemical, agora combinada a outros ativos em uma formulação inédita e única com três mecanismos de ação distintos: inibição da acetolactato sintase (ALS), ação sobre a PROTOX (PPO) e interferência na divisão celular (VLCFA). O resultado é um herbicida altamente eficaz, seletivo e com amplo espectro de controle, especialmente desenhado para o uso em pré-emergência da cultura da soja.

Com ação de controle residual prolongada, o ZethaMaxx EVO® reduz significativamente a matocompetição nas fases iniciais da lavoura, favorecendo um melhor arranque da cultura e protegendo o potencial produtivo. Possui ação de controle em folhas largas e gramíneas, incluindo espécies comuns no Cerrado, consideradas como de difícil controle, como vassourinha-de-botão, capim-pé-de-galinha, caruru e capim-amargoso.

“O ZethaMaxx EVO® proporciona ao produtor maior eficácia, flexibilidade e segurança no controle de plantas daninhas, com menos intervenções em pós-emergência e um excelente custo-eficiência,” destaca Luciano Teixeira, gerente de Produto Herbicida da Sumitomo Chemical.

Essa nova solução reafirma o compromisso da empresa com a inovação sustentável no campo, oferecendo uma ferramenta robusta para o manejo de resistência e para o uso racional de herbicidas.

Agricultura Nos Une

Na AgroBrasília 2025, a Sumitomo Chemical apresenta sua primeira campanha institucional, “Agricultura nos Une”, lançada oficialmente este ano. No estande da empresa é apresentado todo um conceito que reúne os valores da companhia japonesa para o sucesso do agricultor, atendendo suas necessidades e buscando o desenvolvimento sustentável no segmento.

A campanha está integrada ao estande na feira, onde a empresa compartilha um pouco da sua história em uma linha do tempo e um espaço instagramável para que os visitantes tirem e ganhem fotos de presente. O espaço também conta com o Rancho Agricultura nos Une, um ambiente exclusivo para troca de conhecimentos e apresentação de benefícios e resultados das soluções e dos lançamentos da safra 2025/2026, incluindo um jogo em realidade aumentada. Também será possível observar o desenvolvimento das raízes das plantas de soja em vasos rizotron, ferramentas que facilitam o entendimento sobre o desenvolvimento radicular das plantas.

Em uma tela LCD interativa, o público poderá explorar pragas, doenças e plantas daninhas que afetam a produtividade das lavouras de soja e milho, além de descobrir como as soluções da Sumitomo Chemical podem ser eficazes no manejo.

Mais soluções de referência

Além do lançamento ZethaMaxx EVO, a empresa apresenta ao público da feira o Kaiso Max®, inseticida com duplo mecanismo de ação contra sugadores – choque com um residual prolongado -, sendo eficaz contra ampla gama de pragas, destaque para percevejos. O produto tem registro para milho, soja e cana-de-açúcar.

O fungicida Excalia Max® chega agora para o milho. A formulação tem uma combinação única contendo indiflin, ingrediente ativo desenvolvido originalmente pela Sumitomo Chemical, associado ao tebuconazol. A formulação inovadora se destaca como a melhor escolha para o programa de manejo, proporcionando eficiente controle do complexo de doenças, manejo de resistência, seletividade e manutenção do potencial produtivo da soja e do milho. O Excalia Max tem mais de 5 milhões de hectares de soja tratados no Brasil desde o seu lançamento há três safras. 

Além deles, o público da feira conhecerá mais da referência para o tratamento de sementes Aveo® EZ, que cria uma simbiose com as raízes, formando um biofilme que protege do ataque de nematoides (vermes que ficam no solo). A solução biológica produz substâncias que causam paralisia dos nematoides nos estágios juvenis, diminui a reprodução e, assim, reduz o ataque e a população nas próximas safras.

Com o objetivo de estimular um solo com mais sustentabilidade, a Sumitomo Chemical apresenta as soluções MycoApply EndoFuse® e MycoApply EndoMaxx®, voltadas para melhorar a qualidade biológica, promovendo maior longevidade, saúde e qualidade.

O estande também conta com os Programas Inteligentes de Manejo Fisiológico Soja+ e Milho+, que trazem recomendações técnicas personalizadas para cada cultura no manejo de florada, maturação e colheita. Esses programas são formados por um portfólio robusto, com produtos sustentáveis para a arquitetura ideal de plantas e ganho expressivo de produtividade.

A AgroBrasília acontecerá no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci e é uma realização da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF). O estande da Sumitomo Chemical fica localizado na Rua I Plot 24.





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Não há restrição generalizada da exportação de aves do RS, diz Mapa



Em meio à repercussão do caso de gripe aviária identificado na noite dessa quinta-feira (15) em Montenegro, no Rio Grande do Sul, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acaba de divulgar uma nota em suas redes sociais onde reitera que não há restrição generalizada da exportação de produtos de aves do território gaúcho.

“Tendo em vista que o Brasil é o maior produtor e exportador de carne de aves do mundo, que possui dimensões continentais com mais de 8 milhões de quilômetros quadrados, com longas distâncias e deslocamentos, reiteramos a importância de se reconhecer a regionalização para o caso”, diz a nota do Mapa.

A pasta considera que a rápida detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), assim como as ações empenhadas para o isolamento do plantel afetado, demonstram a robustez do sistema de inspeção do Brasil.

“Reafirmando o compromisso de transparência e de responsabilidade com a qualidade e sanidade dos produtos exportados pelo Brasil, as restrições de exportação seguirão fielmente aos acordos sanitários realizados com nossos parceiros comerciais”, diz a nota.

Exportações para China e UE

O ministro da pasta, Carlos Fávaro, informou que a partir desta sexta (16) e pelos próximos 60 dias, a China não comprará a carne de frango brasileira. Isso porque o protocolo firmado com o país asiático prevê que, com a presença da doença, toda produção nacional de aves fica impedida de ser adquirda. O mesmo ocorre em relação à União Europeia (UE).

Os chineses importam do Brasil mais de 40 mil toneladas de carne de frango por mês, o que representa mais de 10% dos embarques nacionais do produto.

Quanto ao bloco europeu, figura entre os dez principais destinos da commodity brasileira. Assim, os embarques para lá perfazem cerca de 7% de todo volume exportado pelo país. Em 2024, o Brasil vendeu 229,984 mil toneladas do produto para os 27 países da UE, com embarques que somaram US$ 655,320 milhões.

Restrição de compras

O Mapa tenta negociar para que a restrição de compra se restrinja apenas ao Rio Grande do Sul e não a todo o Brasil, com base no princípio de regionalização, preconizado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) – restringindo a exportação aos 10 quilômetros de raio do foco.

O Ministério enfatiza que países como o Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Filipinas, por exemplo, já aprovaram a regionalização para IAAP. Contudo, para respeitar os acordos firmados com a China e a União Europeia, as exportações ficam restritas ao país todo.

“Quando as exigências estão relacionadas à sanidade e à qualidade dos produtos, o Brasil se compromete a seguir rigorosamente os protocolos internacionais estabelecidos, garantindo a segurança e a confiança dos nossos parceiros comerciais”, finaliza a nota.



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Foco de gripe aviária mata cerca de 90 aves aquáticas em zoológico gaúcho



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o Rio Graande do Sul possui dois focos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1).

O primeiro caso noticiado ocorreu em uma granja comercial de produção de ovos férteis, no município de Montenegro. No local, estavam alojadas cerca de 17 mil galinhas. O segundo foco foi identificado a 50 quilômetros dali, no Zoológico de Sapucaia do Sul, onde 90 aves aquáticas morreram.

As informações foram detalhadas durante coletiva de imprensa na Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), com a presença de autoridades estaduais, representantes do Mapa e entidades do setor avícola.

O estado já conta com um sistema de monitoramento permanente de aves migratórias, intensificado desde a detecção da Doença de Newcastle no ano passado. Além disso, os produtores gaúchos recebem orientações técnicas regulares para identificar sinais clínicos nas aves e realizar a notificação imediata aos órgãos de defesa sanitária.

A Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) avalia que o episódio será controlado sem grandes impactos para a cadeia produtiva. Na agropecuária do estado, o frango ocupa a terceira posição entre os produtos de maior relevância econômica.

As ações de contenção seguem o Plano Nacional de Contingência da Influenza Aviária, com medidas como isolamento das áreas afetadas, eliminação dos plantéis envolvidos e investigação epidemiológica em raio de até 10 quilômetros a partir dos focos.



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União Europeia também suspende compra de frango brasileiro



As exportações brasileiras de carne de frango estão suspensas para a União Europeia, além da China, confirmou o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro.

A suspensão automática na forma de autoembargo está prevista no protocolo de exportação da ave acordado entre o Brasil e o bloco europeu.

A suspensão ocorre após a confirmação do primeiro foco de gripe aviária em plantel comercial no Brasil, confirmado mais cedo pela pasta.

A União Europeia está entre os dez principais destinos do frango brasileiro. Os embarques ao bloco perfazem cerca de 7% de todo volume exportado pelo país. Em 2024, o Brasil vendeu 229,984 mil toneladas do produto para os 27 países do bloco, com embarques que somaram US$ 655,320 milhões.

O Brasil, segundo o ministro, negocia a regionalização do protocolo com o bloco europeu, pleiteando que as exportações sejam restritas apenas à região do foco detectado, em um raio de 10 quilômetros, ou ao estado.

“Desde o primeiro foco de gripe aviária em aves silvestres há dois anos, intensificamos a revisão do protocolo com diversos países. Com alguns países, ainda não foi concluído. É possível que consigamos essas mudanças, comprovando que outras regiões não têm risco de foco e, com isso, liberação dos embarques das demais regiões”, afirmou o ministro.

Restrições de outros países

A China também vai suspender a partir desta sexta-feira (16) e por até 60 dias as compras de carne de frango do Brasil.

Já Reino Unido, Argentina, Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita vão restringir a compra de carne de frango brasileiro apenas do Rio Grande do Sul e, posteriormente, somente ao município, segundo Favaro.

Esses países já possuem protocolos de regionalização acordados com o Brasil. A expectativa do ministério é de que outros países flexibilizem o protocolo de regionalização de gripe aviária, restringindo os embargos à área do foco detectado, mesmo com as ações em curso.

Desde a confirmação do foco de gripe aviária em granja comercial, o governo atua sobretudo em duas frentes. As medidas, do ponto de vista sanitário, vão no sentido de evitar a entrada da doença em outras granjas comerciais e, sob o ponto de vista comercial, restabelecer o mais rápido possível os fluxos comerciais.

Trata-se do primeiro caso no Brasil de gripe aviária no sistema comercial (influenza aviária de alta patogenicidade).

O caso em granja comercial foi confirmado na noite da quinta-feira em um matrizeiro (granja de produção de ovos férteis) de aves comerciais em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Segundo o ministério, a granja foi isolada, as aves do plantel eliminadas e todo o sistema comercial da região está sendo monitorado, afirmou, bem como o fluxo comercial da granja foi rastreado e os ovos férteis inutilizados.

As medidas de contenção e erradicação do foco previstas no Plano Nacional de Contingência estão em curso, segundo o ministério.

As ações incluem o bloqueio comercial da granja, o monitoramento da região, além da erradicação das aves do plantel afetado, assim como intensificação das medidas de fiscalização e biossegurança. O ministro enfatizou que não há sinais de aves doentes em outras granjas comerciais na região do foco detectado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Indústrias de bioinsumos brasileiras mais próximas da China


A Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (ABINBIO) deu um passo importante para aproximar o setor brasileiro de insumos biológicos às oportunidades do mercado chinês. Em visita oficial realizada recentemente à Embaixada da China em Brasília, representantes da entidade apresentaram ao Conselheiro da Embaixada da República Popular da China, Xiang Yu, as potencialidades do setor e discutiram possíveis parcerias estratégicas entre os dois países.

Durante o encontro, os diretores da ABINBIO Auro Ruschel (Jurídico) e Mauro Heringer (Relações Internacionais), acompanhados por Enrico Ribeiro, da Consillium, expuseram ao diplomata chinês o panorama atual da indústria brasileira de bioinsumos, detalhando os processos de pesquisa, desenvolvimento de produtos e os conceitos fundamentais para a compreensão desse setor em crescimento no Brasil.

Bioinsumos & Oportunidades

A ABINBIO apresentou diversas possibilidades de parceria entre as indústrias dos dois países, que vão desde cooperação técnica e aquisição de empresas nacionais até compras de produtos brasileiros e a implementação de indústrias brasileiras em território chinês.

O Conselheiro Xiang Yu demonstrou especial interesse em fortalecer os laços entre os setores brasileiro e chinês de bioinsumos. “O Brasil é o principal parceiro econômico da China na área agrícola”, destacou o diplomata, reforçando que é do interesse de seu país ampliar essa parceria, “sobretudo na área de uma agricultura de baixo carbono e de aumento de produtividade”.

Segundo o representante chinês, o setor de bioinsumos poderá desempenhar um papel estratégico dentro dos planos da China para alcançar a autossuficiência na produção agrícola, reduzir impactos ambientais e intensificar as relações Brasil-China. A declaração reforça a crescente relevância dos insumos biológicos no cenário global de transição para uma agricultura mais sustentável.

China International Import EXPO

Um dos resultados concretos do encontro foi o convite para que a ABINBIO participe da China International Import EXPO, maior feira de negócios da China, que acontece anualmente em novembro, na cidade de Xangai. O evento é considerado uma plataforma privilegiada para fornecedores e compradores estabelecerem contatos e fecharem negócios.

“Essa é a melhor oportunidade para que a ABINBIO possa apresentar diretamente seus produtos aos compradores chineses e se aproximar de indústrias chinesas para negócios futuros”, afirmou o Conselheiro, citando a APEX Brasil como parceira na composição da participação de empresas brasileiras de bioinsumos no evento.

A aproximação entre ABINBIO e a Embaixada da China representa um marco significativo para o setor brasileiro de bioinsumos, abrindo perspectivas promissoras de inserção em um dos maiores mercados agrícolas do mundo, com potencial para impulsionar inovações e investimentos em tecnologias sustentáveis para a agricultura.





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Diesel ‘fora de campo’ em São Paulo?; Embrapa Soja comenta sobre a transição para combustíveis renováveis



O estado de São Paulo busca dar um novo passo rumo à sustentabilidade, com o intuito de se tornar o primeiro do Brasil a substituir completamente o uso de diesel por combustíveis renováveis, com foco no agronegócio. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas, que destacou que o etanol, o biometano e o hidrogênio verde serão as principais fontes dessa transição energética.

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A proposta de descarbonizar a agropecuária paulista é ambiciosa e essencial diante dos desafios climáticos e da necessidade urgente de tornar a produção agrícola mais sustentável. Para discutir os impactos dessa mudança, o Soja Brasil conversou com Roberta Carnevalli, pesquisadora da Embrapa Soja.

Ela explicou que o uso de biocombustíveis em tratores, colheitadeiras e no transporte agrícola já é uma realidade no Brasil. Desde 2008, existe uma mistura obrigatória de biodiesel no diesel fóssil, que começou com 2% e hoje está em 13%, com previsão de aumento nos próximos anos. ”O uso de biodiesel puro ainda é limitado por questões técnicas em máquinas mais antigas, mas o setor tem evoluído rapidamente”, observa Carnevalli. Segundo ela, os modelos mais modernos já operam com 100% de biodiesel (B100), embora a adaptação continue sendo um desafio para os equipamentos mais antigos.

Emissões de diesel e seus impactos

O ponto central da transição energética, segundo a pesquisadora, está no conceito de emissões circulares. Diferentemente do diesel fóssil, que libera carbono armazenado por milhões de anos no subsolo, os biocombustíveis provêm de plantas que absorvem CO₂ durante o crescimento. Quando queimadas, essas plantas liberam o mesmo gás, mantendo o equilíbrio do ciclo do carbono. ”Com os biocombustíveis, nós fechamos o ciclo do carbono. É diferente de queimar combustível fóssil, que só adiciona mais CO₂ à atmosfera”, afirma.

Além de reduzir a pegada de carbono, os biocombustíveis representam uma alternativa viável para manter a produtividade no campo. No entanto, o custo ainda é uma barreira. Apesar de ter caído nos últimos anos, o biodiesel continua mais caro do que o diesel fóssil. ”Não se trata apenas de economia, mas de sobrevivência no planeta”, alerta Carnevalli. Ela destaca que as mudanças climáticas já impactam a produção global de alimentos, com perdas que podem chegar a 20% ao ano.

O que isso muda para a economia?

Do ponto de vista econômico, a substituição do diesel por fontes renováveis pode gerar benefícios, especialmente com políticas públicas que incentivem essa transformação. São Paulo conta com uma cadeia produtiva consolidada de etanol a partir da cana-de-açúcar e possui potencial para expandir a produção de soja em áreas de pecuária extensiva atualmente subutilizadas. A adoção de práticas agrícolas sustentáveis e o uso eficiente da terra podem reduzir custos e aumentar a competitividade dos produtos paulistas.

Caso a produção local de soja não seja suficiente para atender à demanda energética, existe a possibilidade de integração com estados vizinhos como Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, que são grandes produtores do grão.

Pilar ambiental na substituição do diesel

No aspecto ambiental, a substituição do diesel por biocombustíveis oferece benefícios relevantes. A recomendação é que a expansão ocorra apenas sobre áreas já abertas, sem afetar florestas nativas, e que os cultivos sigam boas práticas agrícolas. Entre elas estão o plantio direto, a rotação de culturas com gramíneas, o uso de plantas de cobertura e técnicas de manejo sustentável que contribuem para a redução das emissões de gases do efeito estufa.

Um dos pontos que geram debate é a destinação de parte da produção de soja para fins energéticos, o que levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre segurança alimentar e demanda energética. Para Carnevalli, essa preocupação pode ser superada com planejamento adequado e uso racional da terra. “Não há conflito entre alimento e energia se fizermos uso inteligente da terra”, defende.

Além disso, o processamento da soja para extração de óleo, utilizado na produção de biodiesel, gera como subproduto o farelo, amplamente usado na alimentação animal. Esse fator pode inclusive contribuir para a redução dos custos na cadeia da carne.

Programa Soja Baixo Carbono (SBC)

A Embrapa Soja faz parte do Programa Soja Baixo Carbono, em parceria com sete empresas apoiadoras, incluindo a UPL, com o objetivo de desenvolver um protocolo de certificação para a soja produzida em sistemas que adotem práticas agrícolas com baixa emissão de gases de efeito estufa e estimulem o sequestro de carbono. A certificação estará disponível no mercado a partir de 2026, fornecendo relatórios sobre as emissões contabilizadas para o sistema de produção da fazenda. Esse inventário será utilizado na contabilidade das emissões dos produtos ao longo da cadeia de processamento. Entre as diretrizes para a obtenção do selo, estão a adoção de boas práticas, como o sistema de plantio direto, coinoculação da soja, manejo da adubação e correção do solo, que são requisitos obrigatórios.

Além disso, práticas complementares, como o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas, zoneamento de riscos climáticos e a integração lavoura-pecuária-florestas, também devem ser adotadas pelo candidato ao selo. Dessa forma, é estratégico que um programa de desenvolvimento da cadeia de produção de biocombustíveis à base de soja seja originado em fazendas que já contabilizam suas emissões e adotam práticas de baixa emissão de gases de efeito estufa. Isso garante a redução das emissões associadas ao uso de combustíveis fósseis e assegura que a soja venha de fazendas que produzem de maneira sustentável, com as emissões relativas à mudança de uso da terra devidamente compensadas.



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Diesel ‘fora de campo’ em São Paulo?; Embrapa Soja comenta sobre a transição para combustíveis renováveis



O estado de São Paulo busca dar um novo passo rumo à sustentabilidade, com o intuito de se tornar o primeiro do Brasil a substituir completamente o uso de diesel por combustíveis renováveis, com foco no agronegócio. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas, que destacou que o etanol, o biometano e o hidrogênio verde serão as principais fontes dessa transição energética.

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A proposta de descarbonizar a agropecuária paulista é ambiciosa e essencial diante dos desafios climáticos e da necessidade urgente de tornar a produção agrícola mais sustentável. Para discutir os impactos dessa mudança, o Soja Brasil conversou com Roberta Carnevalli, pesquisadora da Embrapa Soja.

Ela explicou que o uso de biocombustíveis em tratores, colheitadeiras e no transporte agrícola já é uma realidade no Brasil. Desde 2008, existe uma mistura obrigatória de biodiesel no diesel fóssil, que começou com 2% e hoje está em 13%, com previsão de aumento nos próximos anos. ”O uso de biodiesel puro ainda é limitado por questões técnicas em máquinas mais antigas, mas o setor tem evoluído rapidamente”, observa Carnevalli. Segundo ela, os modelos mais modernos já operam com 100% de biodiesel (B100), embora a adaptação continue sendo um desafio para os equipamentos mais antigos.

Emissões de diesel e seus impactos

O ponto central da transição energética, segundo a pesquisadora, está no conceito de emissões circulares. Diferentemente do diesel fóssil, que libera carbono armazenado por milhões de anos no subsolo, os biocombustíveis provêm de plantas que absorvem CO₂ durante o crescimento. Quando queimadas, essas plantas liberam o mesmo gás, mantendo o equilíbrio do ciclo do carbono. ”Com os biocombustíveis, nós fechamos o ciclo do carbono. É diferente de queimar combustível fóssil, que só adiciona mais CO₂ à atmosfera”, afirma.

Além de reduzir a pegada de carbono, os biocombustíveis representam uma alternativa viável para manter a produtividade no campo. No entanto, o custo ainda é uma barreira. Apesar de ter caído nos últimos anos, o biodiesel continua mais caro do que o diesel fóssil. ”Não se trata apenas de economia, mas de sobrevivência no planeta”, alerta Carnevalli. Ela destaca que as mudanças climáticas já impactam a produção global de alimentos, com perdas que podem chegar a 20% ao ano.

O que isso muda para a economia?

Do ponto de vista econômico, a substituição do diesel por fontes renováveis pode gerar benefícios, especialmente com políticas públicas que incentivem essa transformação. São Paulo conta com uma cadeia produtiva consolidada de etanol a partir da cana-de-açúcar e possui potencial para expandir a produção de soja em áreas de pecuária extensiva atualmente subutilizadas. A adoção de práticas agrícolas sustentáveis e o uso eficiente da terra podem reduzir custos e aumentar a competitividade dos produtos paulistas.

Caso a produção local de soja não seja suficiente para atender à demanda energética, existe a possibilidade de integração com estados vizinhos como Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, que são grandes produtores do grão.

Pilar ambiental na substituição do diesel

No aspecto ambiental, a substituição do diesel por biocombustíveis oferece benefícios relevantes. A recomendação é que a expansão ocorra apenas sobre áreas já abertas, sem afetar florestas nativas, e que os cultivos sigam boas práticas agrícolas. Entre elas estão o plantio direto, a rotação de culturas com gramíneas, o uso de plantas de cobertura e técnicas de manejo sustentável que contribuem para a redução das emissões de gases do efeito estufa.

Um dos pontos que geram debate é a destinação de parte da produção de soja para fins energéticos, o que levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre segurança alimentar e demanda energética. Para Carnevalli, essa preocupação pode ser superada com planejamento adequado e uso racional da terra. “Não há conflito entre alimento e energia se fizermos uso inteligente da terra”, defende.

Além disso, o processamento da soja para extração de óleo, utilizado na produção de biodiesel, gera como subproduto o farelo, amplamente usado na alimentação animal. Esse fator pode inclusive contribuir para a redução dos custos na cadeia da carne.

Programa Soja Baixo Carbono (SBC)

A Embrapa Soja faz parte do Programa Soja Baixo Carbono, em parceria com sete empresas apoiadoras, incluindo a UPL, com o objetivo de desenvolver um protocolo de certificação para a soja produzida em sistemas que adotem práticas agrícolas com baixa emissão de gases de efeito estufa e estimulem o sequestro de carbono. A certificação estará disponível no mercado a partir de 2026, fornecendo relatórios sobre as emissões contabilizadas para o sistema de produção da fazenda. Esse inventário será utilizado na contabilidade das emissões dos produtos ao longo da cadeia de processamento. Entre as diretrizes para a obtenção do selo, estão a adoção de boas práticas, como o sistema de plantio direto, coinoculação da soja, manejo da adubação e correção do solo, que são requisitos obrigatórios.

Além disso, práticas complementares, como o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas, zoneamento de riscos climáticos e a integração lavoura-pecuária-florestas, também devem ser adotadas pelo candidato ao selo. Dessa forma, é estratégico que um programa de desenvolvimento da cadeia de produção de biocombustíveis à base de soja seja originado em fazendas que já contabilizam suas emissões e adotam práticas de baixa emissão de gases de efeito estufa. Isso garante a redução das emissões associadas ao uso de combustíveis fósseis e assegura que a soja venha de fazendas que produzem de maneira sustentável, com as emissões relativas à mudança de uso da terra devidamente compensadas.



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Santa Catarina emite ‘Alerta Máximo’ após confirmação de gripe aviária no Rio Grande do Sul



O foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, fez a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) de Santa Catarina e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitirem um Alerta Máximo para que a avicultura comercial reforce as medidas de biosseguridade.

Uma Nota Técnica com medidas sanitárias visando garantir a proteção do estado e dar segurança aos países importadores foi publicada. Além disso, o estado intensifica as ações de defesa sanitária animal, entre elas estão a análise da movimentação e produtos de origem animal vindos da região do foco; o direcionamento da atividade de vigilância ativa em propriedades que receberam animais daquela região nos últimos 30 dias; e orientação aos Postos de Fiscalização Agropecuária (PFFs) da divisa sul para intensificar a inspeção documental e física de todas as cargas de aves e ovos férteis provenientes do Rio Grande do Sul.

Os médicos-veterinários da Cidasc foram orientados a manter a avaliação criteriosa nos atendimentos de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN) e de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) .

Durante as vigilâncias e certificações de rotina, haverá um trabalho de as orientação sobre a importância da biosseguridade na prevenção das doenças das aves.

“Santa Catarina é o segundo maior exportador de carne de frango do Brasil, e isso se deve à implementação das normas de biosseguridade na avicultura e pelo trabalho da defesa sanitária, por meio da Cidasc. Seguindo as orientações do governador Jorginho Mello, estamos vigilantes e reforçando todas as medidas para impedir a entrada dessa doença em Santa Catarina. Precisamos que cada um faça sua parte”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.

Segundo o governo catarinense, a depender da evolução do cenário epidemiológico, novas medidas poderão ser adotadas pela Cidasc para proteger a avicultura catarinense.

“Cabe à Cidasc, a todo o setor produtivo e à sociedade vigiar. Importante também avisar a Cidasc em caso de suspeita de doença nas aves ou de alta mortalidade, além de cuidar muito da biosseguridade de sua produção. Cuidados com a água, com a ração, com telas, calçados e roupas, não ter visitas para entrar no aviário. Fechar as aves de subsistência em um local telado, pois sabemos que o vírus está circulando e temos que manter as aves silvestres afastadas desses ambientes. Importante saber que a carne de aves e ovos não transmitem a doença ao ser humano, podem e devem ser consumidos normalmente”, pontua a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

A SAR reforça que aves mortas ou com sinais clínicos da doença não devem ser manipuladas.



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AgroNewsPolítica & Agro

La Niña pode voltar no fim de 2025?



A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca



A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca
A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca – Foto: NOAA

Um relatório divulgado pelo Centro de Previsão do Clima dos Estados Unidos (CPC/NCEP/NWS) aponta que há 41% de chance de o fenômeno climático La Niña retornar entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. Segundo o Agrofy News (13/05/2025), embora o Pacífico Equatorial apresente atualmente condições neutras, os modelos climáticos começam a indicar um possível resfriamento para a primavera, o que pode trazer impactos significativos para a América do Sul, especialmente para a Argentina.

La Niña é a fase fria do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) e se caracteriza pelo resfriamento das águas do Pacífico tropical. Suas consequências incluem alterações nos padrões de chuva e temperatura, podendo causar secas severas em algumas regiões, excesso de chuvas em outras e mudanças nas médias sazonais. O meteorologista Ignacio Amorín explica que ainda não há confirmação do fenômeno, mas os primeiros sinais nos modelos climáticos justificam atenção redobrada nos próximos meses.

A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca. Na ocasião, o fenômeno durou três anos e causou uma das secas mais severas das últimas décadas, afetando gravemente a produção agropecuária. A Fundar relatou prejuízos milionários no setor exportador argentino, enquanto a Bolsa de Comércio de Rosário estimou uma queda de 54% na produção de soja na safra 2022/23, que mal atingiu 20 milhões de toneladas — o pior desempenho desde 1999.

Para o inverno e parte da primavera de 2025, a NOAA prevê manutenção das condições neutras. No entanto, a chance de retorno de La Niña aumenta consideravelmente a partir de novembro, enquanto a possibilidade de um novo El Niño é inferior a 15%. Diante disso, produtores e analistas já começam a ajustar estratégias, conscientes de que, em uma economia tão vulnerável ao clima, cada anomalia representa riscos não apenas ambientais, mas também econômicos e sociais.

 





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Desmatamento recua em cinco dos seis biomas brasileiros em 2024



O Brasil conseguiu reduzir o desmatamento em cinco dos seis biomas em 2024: Pantanal, Pampa, Cerrado, Amazônia e Caatinga. A exceção foi a Mata Atlântica, que se manteve praticamente estável em relação a 2023, mesmo com os impactos dos eventos climáticos extremos ocorridos no Rio Grande do Sul.

As informações estão no Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD), divulgado nesta quinta-feira (15), pela iniciativa MapBiomas Alerta.

A área total desmatada no país no ano passado caiu 32,4% em relação a 2023, enquanto o número de alertas validados recuou 26,9%. Ao todo, foram desmatados 1.242.079 hectares, com 60.983 alertas registrados em todo o território nacional em 2024.

Mata Atlântica

Um levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica apontou redução do desmatamento em áreas de “mata madura” no estado de São Paulo. No entanto, o MapBiomas considera a totalidade do bioma, o que resultou em uma avaliação de estabilidade. No geral, a Mata Atlântica registrou um leve aumento de 2% na área desmatada.

Cerrado

Pelo segundo ano consecutivo, o Cerrado foi o bioma com a maior área desmatada: 652.197 hectares, o equivalente a 52,5% de toda a área desmatada no Brasil. Apesar disso, o dado representa uma queda de 40% em relação a 2023.

O Maranhão lidera o ranking de desmatamento no Cerrado pelo segundo ano seguido, com 218.298 hectares suprimidos, mesmo com redução de 34,3% em relação ao ano anterior. Junto com o Pará, o estado responde por mais de 65% do desmatamento registrado no país.

Os quatro municípios com os maiores aumentos proporcionais de desmatamento estão no Piauí: Canto do Buriti, Jerumenha, Currais e Sebastião Leal.
Amazônia

A Amazônia ficou em segundo lugar, com 30,4% da área desmatada (377.708 hectares). Este foi o menor índice registrado nos seis anos da série histórica do RAD, iniciada em 2019.

Juntos, Amazônia e Cerrado responderam por quase 89% de toda a área desmatada no Brasil em 2024. Pelo segundo ano consecutivo, as formações savânicas foram o tipo de vegetação mais atingido (52,4%), seguidas pelas formações florestais (43,7%).

Outros biomas

  • Caatinga: 174.511 hectares desmatados (14%)
  • Pantanal: 23.295 hectares (1,9%)
  • Mata Atlântica: 13.472 hectares (1,1%)
  • Pampa: 896 hectares (0,1%)

Apesar do baixo percentual, especialistas alertam que os sistemas de detecção automática por satélite ainda enfrentam limitações nos ambientes campestres, o que pode gerar omissões nos biomas Pampa e Pantanal.
Impacto climático no RS

Eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul, entre abril e maio de 2024, causaram aumento de 70% na perda de vegetação nativa no estado. No caso da Mata Atlântica, estima-se que, sem esses eventos, o bioma teria registrado uma redução de pelo menos 20% na área desmatada.

Monitoramento avançado

O MapBiomas permite cruzar áreas de alerta com limites geográficos (biomas, estados, municípios e bacias hidrográficas), recortes fundiários (como Cadastro Ambiental Rural, Unidades de Conservação e Terras Indígenas) e dados administrativos (como autorizações, autuações e embargos). O resultado é um mapeamento detalhado de cada ocorrência de desmatamento registrada no país.



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