domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Palma forrageira pode baratear ração animal e impulsionar produção de leite e carne



Com o objetivo de aumentar a produtividade e reduzir os custos dos pecuaristas que atuam sobretudo na região do Semiárido nordestino, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aprovou um convênio com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) para executar o projeto “Palma Forrageira: In Natura ou Farelo – Mais Leite e Mais Carne com Mais Qualidade”.

A iniciativa vai estudar, com base científica, os efeitos da substituição do milho e do farelo de trigo pela palma na alimentação de vacas, cabras e ovinos.

O projeto, que receberá R$ 256 mil da Sudene, integra o programa InovaPalma, voltado ao uso da palma como insumo estratégico para a pecuária regional.

Resistente à seca e com alto valor nutricional, a palma é considerada uma alternativa promissora para enfrentar os efeitos das estiagens prolongadas na produção de leite e carne.

A pesquisa será conduzida por equipes da UFRPE e os estudos acontecerão em unidades experimentais, avaliando os efeitos em três populações de animais: vacas em lactação, cabras leiteiras e ovinos de corte.

Serão avaliados indicadores como produção e composição do leite, digestibilidade dos nutrientes, qualidade da carne e eficiência alimentar. Os testes devem começar em agosto de 2025.

Palma forrageira é versátil

Do ponto de vista técnico, a expectativa é de que a pesquisa aponte ganhos relevantes para a pecuária regional. Para o engenheiro agrônomo da Sudene, José Aildo, a versatilidade e os efeitos da palma podem transformar a alimentação animal no Semiárido.

“Um dos aspectos mais inovadores deste estudo é avaliar até que ponto a palma melhora a qualidade do leite e da carne. Já há indícios da presença de enzimas na planta que facilitam a digestão do leite, por exemplo. Soma-se a isso o fato de ser um alimento altamente eficiente para suprir as necessidades dos rebanhos em clima semiárido”, explicou.

A iniciativa reforça as diretrizes da Sudene para o desenvolvimento sustentável da região, priorizando soluções de baixo custo e impacto positivo direto para o produtor. Além de fortalecer as cadeias produtivas tradicionais.

Se os resultados forem positivos, a palma pode ganhar protagonismo nas estratégias de alimentação da pecuária regional.

Produto de exportação

A Sudene também enxerga na palma um ativo econômico com potencial global. Segundo o superintendente da Autarquia, Danilo Cabral, a planta pode se tornar uma commodity exportável.

“Já sabemos da resiliência da palma no Semiárido. Existem regiões no exterior com clima semelhante, o que abre espaço para sua valorização internacional. A Sudene tem investido em pesquisa, ciência e inovação para agregar valor à palma, transformando-a não apenas em um insumo essencial para a sustentabilidade regional, mas também em um produto de mercado, com potencial econômico além das nossas fronteiras”, afirmou.



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Após registro de gripe aviária, Chile e Uruguai também suspendem compra de frango do Brasil



Os países Chile e Uruguai anunciaram, nesta sexta-feira (16), a suspensão das importações de carne de frango do Brasil, em reação ao primeiro caso confirmado de gripe aviária no país. O surto foi detectado em uma granja comercial no estado do Rio Grande do Sul, e divulgado pelo governo brasileiro na quinta-feira (15). Com isso, os dois países se juntam à lista de nações que já haviam tomado medidas similares, incluindo China e União Europeia.

A Argentina, por meio da Senasa (Agência Nacional de Segurança Alimentar), também tomou a mesma medida, aguardando até que o Brasil seja novamente certificado como livre da gripe aviária. O governo argentino reforçou a importância de intensificar as medidas de biossegurança nas granjas brasileiras.

Em 2024, o Brasil exportou cerca de 4 milhões de toneladas de produtos e subprodutos de origem avícola para a Argentina, conforme dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).

Contenção da gripe aviária

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, explicou que, diante da comprovação de doenças em animais de criação comercial, cada país adota seu protocolo de contenção. Países como China, União Europeia e Argentina, por exemplo, não limitam as restrições às regiões afetadas, mas estendem as medidas para o país como um todo.

Por outro lado, países como Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Filipinas possuem acordos diferentes com o Brasil, baseados na “regionalização”. Ou seja, essas nações suspendem as importações apenas do estado ou município onde o surto foi identificado. No caso específico da gripe aviária, a suspensão afeta exclusivamente o Rio Grande do Sul, enquanto o restante do Brasil segue com as exportações normais.



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AgroNewsPolítica & Agro

plantio e colheita seguem no ritmo esperado


As lavouras de morango no Rio Grande do Sul seguem em desenvolvimento dentro do esperado para o período, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (15). As temperaturas amenas registradas nas últimas semanas têm favorecido a emissão de novas flores e o crescimento das plantas, sem registro de problemas fitossanitários relevantes.

Na região de Caxias do Sul, os produtores mantêm os tratamentos preventivos, especialmente contra doenças fúngicas. O volume de colheita está compatível com a época e os preços pagos pelo quilo variam de R$ 20,00 a R$ 35,00 na venda direta ao consumidor, e entre R$ 18,00 e R$ 30,00 em mercados, intermediários e centrais de abastecimento.

Em Lajeado, no município de Feliz, o setor passa por entressafra. Alguns produtores que cultivam em bancadas ainda mantêm produção ativa, enquanto outros iniciaram o plantio com mudas importadas da Espanha. Os que utilizam cultivo em solo aguardam a chegada das mudas para começar a implantação até meados de junho. Os preços praticados estão entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por quilo.

Na região de Pelotas, a cultura está em fase de desenvolvimento vegetativo, com boa floração. As condições climáticas recentes também contribuíram para a execução de manejos como reposição de mudas e troca de substratos em áreas protegidas. As colheitas, concentradas em frutos de menor calibre, têm destino principalmente nas feiras livres, com preços variando de R$ 20,00 a R$ 25,00 em Pelotas, e de R$ 25,00 a R$ 40,00 em Rio Grande.

Em Santa Rosa, a reimplantação das mudas das variedades de dias neutros, como Albion e San Andreas, segue em andamento. Os produtores monitoram o estado sanitário das mudas e realizam o controle de ácaros e doenças como a antracnose. A combinação de temperaturas mais baixas com dias ensolarados tem estimulado a retomada da floração.

Já na região de Santa Maria, no município de São Vicente do Sul, os produtores estão em fase de plantio. As mudas utilizadas, em sua maioria, são importadas do Chile.





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Bezerros mais resistentes ao calor nascem pela primeira vez no Brasil


Os primeiros bezerros geneticamente editados a partir de embriões fecundados in vitro nasceram no país. O feito, inédito na América Latina, foi anunciado pela Embrapa em parceria com a Associação Brasileira de Angus.

As entidades declararam que trata-se de um marco para a bovinocultura nacional. O projeto tem como objetivo desenvolver bovinos mais resilientes às altas temperaturas e às mudanças climáticas, usando a tecnologia de edição genética CRISPR/Cas9.

Ao todo, cinco bezerros da raça angus nasceram entre o fim de março e o início de abril. Os primeiros resultados indicam sucesso na edição genética em pelo menos dois deles. O sequenciamento genético, realizado pela Embrapa Gado de Leite (MG), confirmou a eficácia da técnica e apontou que os animais editados carregam a característica desejada: pelos curtos e lisos para uma maior resiliência ao calor.

A técnica usada é considerada inovadora para bovinos e promete impulsionar a adaptação de raças produtivas, como angus e holandesa, às condições tropicais do país. A expectativa é que esses animais sofram menos com o estresse térmico, o que resulta em melhor bem-estar e, consequentemente, em maior produtividade.

Mutações genéticas nos embriões

Segundo o pesquisador da Embrapa Luiz Sérgio de Almeida Camargo, a ferramenta foi adaptada pela ciência a partir de um sistema natural encontrado em bactérias. “O CRISPR/Cas9 funciona como uma espécie de tesoura genética, capaz de editar sequências no DNA de maneira precisa, e que pode ser usada para melhorar a saúde e o bem-estar animal bem como promover características de interesse econômico”, contextualiza.

Com essa tecnologia, é possível introduzir mutações benéficas diretamente nos embriões, sem necessidade de cruzamentos tradicionais que poderiam levar gerações para fixar as características desejadas. O projeto focou na edição do gene receptor da prolactina, relacionado ao controle da temperatura corporal em bovinos.

Pelos curtos e maior resiliência

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Foto: Rubens Neiva/Embrapa

Mutações no gene receptor da prolactina provocam o desenvolvimento de pelos mais curtos e lisos, que ajudam a reduzir a temperatura corporal dos animais. Essa característica é natural em algumas raças adaptadas ao clima tropical da América Latina, mas está ausente em raças puras de alta produtividade, como a Angus ou a Holandesa.

De acordo com Camargo, dois dos bezerros editados apresentam pelos curtos e lisos, resultado de mais de 90% de edição genética nos folículos pilosos. “Os resultados obtidos já são suficientes para que os animais apresentem a característica desejada”, afirma o pesquisador, destacando que as pesquisas continuam para aprimorar a eficiência do processo.

Impacto na produção e no bem-estar animal

Com a edição, espera-se que os animais da raça Angus apresentem menor estresse térmico e maior capacidade produtiva e reprodutiva em ambientes quentes e úmidos. Essa adaptação é cada vez mais necessária diante dos cenários previstos de aquecimento global.

“A capacidade de resistir melhor ao calor traz ganhos diretos para o bem-estar dos animais e também para a produtividade, beneficiando os produtores”, reforça Camargo.

Além disso, manter a raça Angus com suas principais características produtivas, agora com maior resiliência ao calor, representa um avanço estratégico para a bovinocultura brasileira, que busca combinar qualidade de carne com capacidade de adaptação ambiental.

Para os cientistas, os primeiros bezerros editados são apenas o começo. As próximas etapas da pesquisa incluem o acompanhamento do crescimento dos animais, a avaliação de sua performance produtiva e reprodutiva e, especialmente, o estudo da hereditariedade das edições no genoma.

Se a transmissão da característica para os descendentes for comprovada, a tecnologia poderá ser disseminada de maneira natural pelas próximas gerações, acelerando a adaptação de rebanhos inteiros ao clima tropical.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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CNA realiza 3º workshop sobre gestão eficiente de água no campo



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realiza no próximo dia 10 de junho, em Brasília, o 3º Workshop ‘Setor Agropecuário na Gestão da Água – Irrigação e Energia’, em celebração ao Dia Nacional da Agricultura Irrigada, comemorado em 15 de junho. As inscrições para participar do evento já estão abertas e podem ser feitas online.

O encontro reunirá produtores, representantes do setor energético, parlamentares e instituições públicas e privadas para debater as soluções relacionadas à gestão de água e de energia no meio rural.

O evento terá dois momentos: na sede da CNA, durante a manhã, e à tarde no Congresso Nacional, com foco no tema ‘Energia para a Agricultura Irrigada – Demandas Atuais e Futuras’. A irrigação será abordada como ferramenta estratégica para a segurança alimentar, a adaptação às mudanças climáticas e o uso eficiente dos recursos naturais.

Um dos destaques do workshop será o lançamento de um estudo inédito sobre a demanda energética da agricultura irrigada no Brasil. A pesquisa traz dados relevantes para embasar políticas públicas, orientar o planejamento do setor e incentivar investimentos em infraestrutura energética no meio rural.

A programação também inclui mesa redonda sobre os principais desafios e oportunidades para o setor no país, além de painéis temáticos que irão tratar do cenário da irrigação no Brasil, seu papel no Plano Clima, as expectativas para a COP30 e o impacto econômico do ‘custo de não irrigar’.



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Paraná inicia safra de aveia com baixa umidade no solo



O plantio da aveia atingiu 12,7% da área prevista de 94,5 mil hectares




Foto: Canva

O plantio da aveia no Paraná atingiu 12,7% da área prevista de 94,5 mil hectares, segundo dados do 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (15) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As lavouras já implantadas estão nas fases de germinação e desenvolvimento vegetativo, com condições consideradas adequadas.

De acordo com a Conab, as chuvas no estado se mantiveram irregulares em distribuição espacial e temporal. No entanto, a redução das temperaturas e da evapotranspiração trouxe certo alívio para o cultivo. Mesmo com essa melhora, os níveis de umidade do solo seguem baixos.

“A cultura ainda está no início do ciclo e, por isso, o reflexo da sua importância para o cenário de plantios de inverno só será mais claro a partir do próximo mês”, informou a Conab. A expectativa é que, com o avanço do plantio, seja possível reavaliar a área efetivamente ocupada nesta safra.

A aveia não possui tradição de vendas antecipadas no estado. A definição mais precisa sobre o potencial produtivo da cultura dependerá da continuidade das condições climáticas e do ritmo da semeadura nas próximas semanas.





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Qual é o seu maior receio na hora de declarar o imposto de renda?


Na interatividade da semana, perguntamos o maior receio na hora de declarar o imposto de renda. O resultado revelou que 61% dos produtores rurais apontam a burocracia como o principal desafio na hora de fazer a declaração.

Além disso, 20% demonstraram preocupação com custos adicionais, enquanto 19% têm receio sobre o uso e o acesso às informações prestadas à Receita Federal.

Mas afinal, como desburocratizar esse processo e declarar com mais tranquilidade?

Conversamos com Priscila Duarte Salvador, especialista em Direito, Contabilidade e Tributação do Agronegócio. Para ela, o maior receio está relacionado à falta de informação, orientação adequada e algumas crenças equivocadas.

“Muitos produtores têm a crença de que se declararem imposto de renda, irão obrigatoriamente pagar imposto, mas não, o que irá fazer o produtor rural pagar imposto é a falta de organização em relação ao seu livro caixa.”, explica Priscila.

Ela também alerta sobre a importância de buscar profissionais preparados.

“Outro ponto que causa receio por parte dos produtores na entrega do imposto de renda é a falta de conhecimento e despreparo dos colegas contadores para atender a atividade rural. ”

Para facilitar a sua declaração, anote essas dicas valiosas da especialista:

  • Procure um profissional especializado para auxiliar.
  • Mantenha a escrituração do seu livro caixa em dia.
  • Organize seus contratos de exploração. 
  • Faça o planejamento do seu imposto de renda com antecedência, nem sempre declarar quer dizer pagar imposto. 
  • Sempre peça nota fiscal e/ou recibo de despesas, na atividade rural toda despesa importa. 

Toda quinta-feira tem uma nova enquete no Porteira Aberta Empreender!

Participe, envie sua opinião e ajude a construir pautas ainda mais importantes para você, micro e pequeno empreendedor rural.

A resposta da pergunta da semana vai ao ar todo sábado no canal do YouTube do Canal Rural.

Acompanhe!



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Oferta de milho segue diminuindo: Veja onde


No mercado de milho do Rio Grande do Sul, a oferta segue diminuindo, vendas apenas em caso de extrema necessidade, segundo informações da TF Agroeconômica. “As negociações seguem lentas, com compradores tentando alinhar os preços à paridade de exportação, mas enfrentando forte resistência dos produtores. As cotações para milho com entrega em maio no interior do estado variam entre R$ 66,00 e R$ 70,00 por saca, com referências regionais em R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, e R$ 69,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Segue o preço de R$ 62,00 por saca em Panambi”, comenta.

Mercado de milho travado em SC à espera de maior oferta com avanço da colheita. “No Planalto Norte, os vendedores pedem R$ 82,00 por saca, enquanto os compradores não oferecem mais que R$ 79,00. No porto, seguem os valores de R$ 72,00 para entrega em agosto com pagamento em 30/09 e de R$ 73,00 para entrega em outubro com pagamento em 28/11. As cooperativas locais continuam pagando R$ 69,00 em Papanduva, R$ 70,00 em Campo Alegre e R$ 71,00 para o oeste do estado e a região serrana”, completa.

O mercado segue lento no Paraná, mas a expectativa é de recuperação com aumento da oferta. “A fraca demanda e o baixo volume de negócios seguem pressionando as cotações em diversas regiões. No Centro Oriental Paranaense, a cotação recuou para R$ 67,54, enquanto no Oeste Paranaense o preço ficou em R$ 66,78. Em Curitiba e região metropolitana, o milho subiu levemente para R$ 68,93, e no Norte Central Paranaense a cotação caiu para R$ 66,74. Nos Campos Gerais, o milho disponível para entrega imediata segue cotado em R$ 76,00 FOB, embora haja vendedores tentando negociar até R$ 80,00. Para entrega em junho, com pagamento no fim do mês, as negociações ocorrem na faixa de R$ 73,00 CIF, voltadas para a indústria”, indica.

Mato Grosso do Sul segue com mercado travado e preços em queda. “O mercado spot de milho no Mato Grosso do Sul continua em ritmo lento, refletindo uma oferta ainda limitada e a cautela dos compradores diante da aproximação da colheita da segunda safra. Em diversas regiões do estado, os preços recuaram, com destaque para Chapadão do Sul e São Gabriel do Oeste, onde a saca foi negociada a R$ 56,00”, conclui.

 





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Temperaturas acima da média e chuva de 60 mm: confira a previsão de hoje


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Foto: Inmet

Um bloqueio atmosférico continua aumentando as temperaturas em parte do país, principalmente em partes do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Nordeste, atenção para o deslocamento da chuva forte da Bahia para outros estados. No Norte, precipitações de até 60 mm. Acompanhe:

Sul

Temperaturas amenas ao amanhecer e tardes quentes devido ao predomínio de sol e ventos vindos do Centro-Oeste do Brasil. Assim, diversas cidades no oeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná atingem temperaturas acima dos 30°C. Com isso, a umidade relativa do ar já chega aos 40% na região norte gaúcha. Temperaturas acima da média de 5°C ou mais em todo o Rio Grande do Sul e no oeste do Paraná e de Santa Catarina. Já no leste desses dois estados, fica entre 3°C e 5°C acima.

Sudeste

Com temperaturas baixas de manhã e altas no período da tarde, principalmente em cidades do interior de São Paulo e Minas Gerais, a umidade relativa do ar pode chegar aos 20% nessas áreas. No norte mineiro (divisa com a Bahia) e norte do Espírito Santo, há possibilidade de chuva isolada no período da tarde, com baixos acumulados. O predomínio será de sol com algumas nuvens, sem possibilidade de chuva nas demais áreas do Sudeste.

Centro-Oeste

Umidade relativa do ar chegando aos 30% ou menos em quase todas as áreas do Centro-Oeste devido ao bloqueio atmosférico e calor no período da tarde, com cidades no oeste de Mato Grosso do Sul alcançando os 36 °C (temperatura acima da média para o período). Essa situação permanecerá por um bom período. Somente uma frente fria de forte intensidade poderá acabar com o bloqueio.

Nordeste

Presença de Distúrbio Ondulatório de Leste (DOL), influenciando no campo de chuva nas cidades de Natal (RN), João Pessoa (PB) e Recife (PE), com acumulados em torno de 25 mm em um único dia. Já a frente fria que está estacionária na região de Salvador provocará chuva de até 40 mm em Sergipe, principalmente no litoral (incluindo Aracajú), bem como no sul de Alagoas e na região nordeste da Bahia.

Norte

Devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), a cidade de Fortaleza (CE) pode registrar chuva de até 40 mm no dia e o leste do Amapá até 60 mm. No norte do Amazonas e Pará, chuva isolada, podendo ser forte com altos acumulados no período da tarde.

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Ministro afirma que consumo de frango e ovos segue seguro


O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou nesta quinta-feira (15) que o sistema sanitário brasileiro é um dos mais eficientes do mundo, após o primeiro caso de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) em aves comerciais ser confirmado no país. A detecção ocorreu em um matrizeiro no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

“O Brasil foi o último dos grandes produtores mundiais de carne de frango a registrar contaminação em granjas comerciais. Isso mostra a eficiência do nosso sistema de defesa sanitária”, declarou Fávaro. Segundo o ministro, o país conseguiu manter o vírus fora das granjas comerciais por quase duas décadas, mesmo com a circulação global do patógeno desde 2006.

Confirmado primeiro caso de gripe aviária no Brasil

O caso levou o Ministério da Agricultura a decretar estado de emergência zoossanitária por 60 dias. Todas as aves da granja afetada foram eliminadas, e o local está passando por processos rigorosos de higienização. “Já foi feito o total extermínio e o bloqueio. Isso é essencial para que possamos rapidamente conter o foco e recuperar o status sanitário”, destacou.

Exportações e impacto comercial

O ministro ressaltou que, devido à estratégia de negociação adotada nos últimos anos, a maioria dos países importadores não deve suspender as compras de carne de frango brasileira em sua totalidade. “Negociamos protocolos com Japão, Arábia Saudita e Emirados Árabes. Nesses casos, a restrição será apenas para o Estado do Rio Grande do Sul, e, posteriormente, ao município de Montenegro”, explicou.

No entanto, a China, que ainda adota protocolos mais rígidos, suspenderá temporariamente as importações de carne de frango de todo o Brasil por 60 dias. Fávaro reconheceu o impacto da decisão: “A China é um dos nossos principais compradores, mas seguimos trabalhando com transparência para que o comércio seja retomado o quanto antes.”

Segundo o ministro, produtos exportados antes da detecção do foco não devem sofrer restrições. “O foco foi confirmado ontem à noite. Tudo que foi produzido antes não tem relação com o vírus e segue seguro para o consumo.”

Consumo interno seguro

Fávaro também enfatizou que não há risco à saúde humana no consumo de carne de frango ou ovos. “A população pode continuar consumindo normalmente. O risco de contaminação é apenas para quem manuseia diretamente animais infectados”, disse.

Por fim, o ministro garantiu que o governo segue monitorando a cadeia produtiva, rastreando a distribuição da granja afetada e mantendo vigilância ativa para evitar novos focos. “Vamos superar mais esse desafio com responsabilidade e eficiência, como sempre fizemos”, concluiu.





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