domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Embalagem inteligente muda de cor para mostrar quando alimento está estragado


Cientistas brasileiros desenvolveram uma tecnologia inovadora que pode transformar o controle de qualidade de alimentos: uma embalagem inteligente que muda de cor à medida que o produto se deteriora.

A novidade utiliza pigmentos naturais extraídos do repolho roxo e foi criada por pesquisadores da Embrapa Instrumentação (SP), em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) e a Universidade de Illinois, em Chicago (EUA).

As mantas desenvolvidas para embalar alimentos são capazes de monitorar, em tempo real, a qualidade dos produtos por meio da mudança de cor. A alteração é provocada por uma reação química entre compostos liberados na deterioração e o material da embalagem.

Em testes de laboratório, a tecnologia apresentou resultados promissores: durante o monitoramento do frescor do filé de merluza, a manta mudou de roxo para azul, indicando o processo de degradação do alimento.

A cor roxa indicou que o alimento estava apropriado ao consumo. No entanto, depois de 24 horas, a cor tornou-se menos intensa e, após 48 horas, surgiram tons azul-acinzentados. Passadas 72 horas, a coloração azul sinalizou a deterioração do filé de peixe armazenado, sem a necessidade de abrir a embalagem.

Necessidade de ampliar estudos

Foto: Matheus Falanga/Embrapa

Para os pesquisadores, os resultados mostram que mantas compostas de nanofibras se comportam como materiais inteligentes, exibindo mudanças visíveis na cor durante o processo de deterioração de filés de peixe.

Embora essa característica aponte uso potencial das mantas no monitoramento do frescor de peixes e frutos do mar, os cientistas dizem que há necessidade de ampliar os estudos para validar sua aplicação em diferentes espécies.

O método de fiação por sopro em solução é capaz de produzir micro e nanoestruturas poliméricas, e apresenta diversas vantagens. Entre elas, a rapidez no desenvolvimento das nanofibras, que leva apenas duas horas.

A técnica foi desenvolvida em 2009 por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Embrapa Instrumentação, em parceria com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Produção em escala e fácil manejo

Além disso, a técnica apresenta escalabilidade, versatilidade, fácil manejo, além de ser de baixo custo e utilizar forças aerodinâmicas para a produção das nanofibras, o que reduz muito o consumo de energia.

As nanofibras são estruturas extremamente finas, em escala nanométrica e podem ser usadas na formação de materiais semelhantes a tecidos.

No entanto, a técnica tradicional para produzir essas fibras, chamada eletrofiação, apresenta diversas limitações: é pouco escalável, tem alto custo, baixo rendimento, exige até 24 horas para a produção e depende de voltagens elevadas.

Manta é reforçada com pigmentos naturais

Foto: Matheus Falanga/Embrapa

No estudo, os pesquisadores utilizaram antocianinas e o polímero biocompatível e biodegradável, conhecido como policaprolactona.

As antocianinas são pigmentos naturais encontrados em algumas plantas, frutas, flores e vegetais, que exibem uma ampla gama de cores como vermelho, rosa, azul, roxo, cinza, verde e amarelo. Elas mudam de cor conforme o pH do meio em que se encontram.

Na pesquisa, as antocianinas foram extraídas de resíduos de repolho roxo. Como o repolho roxo é rico em antocianinas, pode ser utilizado como indicador de pH. O estudo testou mais de dez pigmentos, a maioria de vegetais.

“As nanofibras demonstraram capacidade de monitorar a deterioração de filés de peixe em tempo real, revelando potencial como materiais de embalagem inteligentes para alimentos”, avalia Josemar Gonçalves de Oliveira Filho, que desenvolveu o processo em seu pós-doutorado.

O pós-doutorando esclarece que, embora, as pesquisas sobre o uso de antocianinas de resíduos alimentares na produção de outros materiais inteligentes estejam documentadas na literatura, as informações são escassas sobre a aplicação desses extratos na produção de nanofibras inteligentes.

Já Mattoso explica que a policaprolactona, polímero biodegradável usado na embalagem, possui boa flexibilidade e resistência mecânica, o que é vantajoso para a proteção de alimentos. Além disso, tem potencial para uso em uma ampla gama de solventes e baixa temperatura de fusão, o que facilita o processamento com menor consumo de energia.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Ovos de granja com caso de gripe aviária estão rastreados, diz Mapa



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou ter rastreado todos os ovos para incubação fornecidos pela granja onde ocorreu o primeiro caso de vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP).

O destino desses ovos são incubatórios localizados em Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Segundo o Ministério, já foram adotadas as medidas de saneamento definidas no plano de contingência para influenza aviária e doença de Newcastle.

Entre as ações previstas está a destruição dos produtos. No sábado (17), o governo de Minas Gerais determinou o descarte de 450 toneladas de ovos fecundados e demais materiais envolvidos, como medida preventiva.

“A iniciativa mostrou-se necessária para manter o controle sanitário, seguindo planos prévios para possíveis ocorrências do tipo, garantindo contenção e erradicação da doença e a manutenção da capacidade produtiva do setor”, informou o governo estadual em comunicado oficial.

O Mapa ressalta que não há comprovação de contaminação nesses ovos, e que adotou “todas medidas necessárias para proteção da avicultura nacional”.

Gripe aviária

O primeiro caso de vírus da influenza IAAP em um matrizeiro de aves comerciais foi confirmado esta semana no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

Em nota, a pasta destacou que a doença não é transmitida pelo consumo de carne nem de ovos.

Desde o anúncio do primeiro caso de IAAP no país, China, União Europeia, México, Chile e Argentina suspenderam as importações de carne de frango brasileira, inicialmente por um prazo de 60 dias. Apesar do foco ser regional, as restrições comerciais, no caso da China e do bloco europeu, abrangem todo o território nacional, por exigências previstas em acordos comerciais com o Brasil.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, desde 2006, casos de IAAP vêm sendo registrados em diversas partes do mundo, sobretudo na Ásia, na África e no norte da Europa.



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gripe aviária testará elasticidade do mercado


O foco de gripe aviária registrado recentemente no Rio Grande do Sul acendeu o alerta em um setor estratégico da economia brasileira: a avicultura. Embora o caso tenha sido detectado em uma criação comercial — o primeiro do tipo no país —, as autoridades sanitárias atuaram com rapidez e transparência, reforçando o padrão elevado de controle sanitário que há décadas sustenta a reputação do Brasil no mercado internacional.

Ainda assim, a simples confirmação do foco foi suficiente para que importantes mercados internacionais aplicassem bloqueios temporários às importações de todo o país. Até agora, já anunciaram restrições China, União Europeia, Argentina, Uruguai, Chile e México — países que juntos representam uma parcela expressiva das exportações brasileiras de carne de frango e derivados.

Do ponto de vista econômico, o momento exige uma análise criteriosa sob a ótica da elasticidade e inelasticidade dos preços, conceitos fundamentais para entender os próximos movimentos do mercado de frango e ovos.

A carne de frango é hoje a principal alternativa proteica do brasileiro, especialmente em um cenário de renda baixa. Isso a torna um bem de demanda relativamente inelástica: mesmo diante de variações de preço, o consumo se mantém, justamente por ser um substituto mais acessível à carne bovina.

Contudo, o bloqueio de importações por parte desses países pode redirecionar parte da produção inicialmente destinada ao exterior para o mercado interno. Isso tende a aumentar a oferta doméstica, o que em teoria poderia exercer pressão baixista nos preços.

No entanto, essa pressão tem limites: do produtor ao consumidor, os custos da cadeia são elevados, e o setor já opera com margens apertadas. Além disso, a avicultura — por ser um setor de ciclo curto — consegue reagir rapidamente a oscilações de mercado, ajustando sua produção conforme a demanda.

Outro ponto de sustentação é o comportamento do consumidor. O ovo, por exemplo, é um dos alimentos mais inelásticos da cesta básica brasileira. Além de acessível, é um insumo versátil e essencial, o que sustenta sua demanda mesmo em situações adversas.

Já no setor de proteína suína, mais da metade da produção é consumida no próprio mercado interno, o que dá à cadeia uma proteção adicional diante de choques externos. Esse consumo consistente evidencia a força do mercado doméstico como pilar de sustentação da agropecuária brasileira.

Conclusões sobre a crise do frango

Diante desse cenário, a avicultura brasileira segue firme — não por sorte, mas por competência. O país é um dos maiores produtores de carne de frango do mundo e exporta para mais de 150 países, graças ao seu rigor sanitário e à confiabilidade internacional construída ao longo de décadas.

O Brasil combina controle sanitário, inteligência de mercado e adaptabilidade produtiva, algo raro entre os grandes players globais. Mesmo com os bloqueios temporários, é provável que o foco seja contido rapidamente, e a credibilidade sanitária do Brasil preservada.

Se o mundo observar com cautela os riscos sanitários, o Brasil mostra que tem controle, eficiência e um mercado interno resiliente. Num ambiente global de incertezas, a nossa avicultura não é o elo fraco — é o ponto de equilíbrio entre segurança alimentar e força econômica.

E que fique claro: quando se trata de proteína acessível, segura e estratégica, o Brasil não balança. Ele lidera. A agropecuária brasileira é a força silenciosa de uma nova revolução — tecnológica, sustentável e imbatível, mesmo em tempos de crise.

Miguel DaoudMiguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural

Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Chuva de 150 mm e temperaturas de 38°C marcam os próximos cinco dias



Em dois estados do Centro-Oeste do país os termômetros devem atingir os 38°C, calor similar a algumas áreas do Sul e Sudeste. Já em partes do Nordeste, a chuva chega com força, com chances de superar os 150 mm e trazendo alerta máximo. Confira os detalhes da previsão do tempo entre esta segunda (19) e a próxima sexta-feira (23):

Sul

A chuva deve cessar em quase todas as áreas da Região Sul durante a semana. Assim, o predomínio será de sol entre poucas nuvens em todos os estados, ainda com destaque para as amplitudes térmicas, que podem chegar a 11°C. As temperaturas ainda são amenas de manhã e sobem no período da tarde. Semana será mais úmida e com trovoadas nos próximos dias entre o norte do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e centro-sul do Paraná, com pelo menos 45 mm de chuva acumulada, o que ajuda a manter a boa umidade do solo sem prejudicar os trabalhos em campo. Atenção para tempo quente e seco no centro-norte do Paraná, onde não há projeção de chuva e a temperatura máxima deve girar em torno de 32°C, agravando a situação de estresse térmico e hídrico.

Sudeste

Predomínio de sol entre nuvens em todas as áreas da região, exceto no norte de Minas Gerais (divisa com a Bahia), devido à alta pressão atmosférica no oceano. Umidade segue em queda, principalmente no interior de São Paulo e Minas Gerais. Semana com chuva somente na parte litorânea, com acumulados entre 15 mm e 20 mm nos próximos cinco dias. Nas áreas produtoras, a semana será de tempo quente e seco com a temperatura máxima chegando a 33°C , o que contribui para a colheita do café e da cana, mas prejudica as lavouras implantadas de São Paulo e do Triângulo Mineiro.

Centro-Oeste

Possibilidade de chuva isolada no extremo norte de Mato Grosso (divisa com o Pará e o Amazonas) devido à presença de muita umidade no local. Nos demais locais, o tempo continua estável, seco e quente, com umidade relativa do ar chegando aos 30% em muitas
áreas. Situação de bloqueio atmosférico permanece inibindo a formação de chuva nos três estados, com exceção de áreas de fronteira com a Bolívia e Paraguai, regiões onde a chuva ficará em torno de 10 mm nos próximos cinco dias. Atenção para elevação de temperatura, principalmente em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, com temperaturas que devem chegar a 38ºC, causando estresse térmico nas lavouras em desenvolvimento e no gado em confinamento.

Nordeste

Perigo extremo no litoral norte de Alagoas, litoral de Pernambuco e litoral sul da Paraíba por conta da presença da frente fria. Nessas áreas, o volume de chuva pode ultrapassar os 100 mm. Os interiores de Pernambuco, da Paraíba e do Ceará terão chuva de moderada a forte intensidade devido à umidade que infiltrará na região. Com isso, os acumulados ficam em torno dos 30 mm.

Atenção para o risco de alamentos e deslizamentos de terra no litoral de Alagoas e Pernambuco, já que os acumulados devem ultrapassar 150 mm. Boa umidade chegando em Sergipe, interior de Alagoas, Pernambuco, Pará, Rio Grande do Norte e Ceará, com pelo menos 50 mm acumulados, o que vai ajudar a reverter o quadro de déficit hídrico na região e contribuir para o desenvolvimento das lavouras e das pastagens. Tempo quente e seco no centro-oeste da baiano e piauiense, além do centro-sul do Maranhão.

Norte

Alerta no Amapá devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) na região, propiciando acumulados de chuva de cerca de 50 mm, principalmente no leste do estado. Norte do Amazonas e Pará com pancadas de chuva no período da tarde, com 20 mm. Tempo quente e seco em Rondônia, Tocantins e sul do Pará nos próximos cinco dias, o que ajuda com os trabalhos em campo. No Acre, Amazonas e restante do Pará, de Roraima e do Amapá o acumulado da semana gira em torno de 70 mm, o que ajuda a manter a boa umidade do solo, mas pode prejudicar de forma pontual os trabalhos em campo com pequenos alagamentos.



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Abelhas em risco de extinção serão catalogadas em consulta ampla



Em Goiás, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) avalia os riscos da extinção de espécies de abelhas no estado. O prazo para a comunidade científica contribuir com as informações é até o dia 12 de junho.

As contribuições devem ser feitas pelo site BioData. Ao acessar a aba “Buscar” é possível encontrar a lista das espécies que serão avaliadas. Ao clicar em cima de cada espécie e depois no botão “consultar”, basta preencher os dados na aba “contribuições”.

Após recebidas, os especialistas avaliarão as contribuições e posteriormente incluirão na ficha de espécies. Assim, o objetivo é direcionar esforços para a conservação da biodiversidade.

Animais em risco de extinção

Pela primeira vez o estado de Goiás terá uma lista de espécies ameaçadas de extinção. Os únicos dados disponíveis atualmente são os dados nacionais do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). Dessa forma, é possível identificar espécies que estejam em extinção nos limites do território goiano, mas que não sejam reconhecidas em âmbito nacional.

Assim, a ideia é que com as informações coletadas, a Semad possa estabelecer as estratégias específicas para reverter a situação de cada espécie em risco. A análise abrangerá todas as 1,7 mil espécies vertebradas do estado, incluindo mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes.

É devido a essa amplitude de animais que entrarão na análise que toda a comunidade científica está sendo convidada a colaborar com o processo. A avaliação deve levar em consideração a aplicação da metodologia científica da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), reconhecida pelo ICMBio.

Com isso em mente foi desenvolvido o BioData, que é um sistema estadual para avaliações, armazenamento e disponibilização de dados. Por enquanto o site ainda está em acesso restrito à especialistas que participam do processo de avaliação. Mas ao final deste processo, passará a ser de livre acesso para os cidadãos. 

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Alunos de rede pública desenvolvem marca de cosméticos naturais



Um projeto desenvolvido por alunos da rede pública de Mangueirinha, no Paraná, tem despertado o interesse das crianças por meio de ciências da natureza, química e empreendedorismo. 

O Colégio Estadual Professora Hercília França do Nascimento realizou o projeto “Produção de Cosméticos Naturais: Trabalhando a Sustentabilidade e o Empoderamento Feminino na Escola”. A proposta foi baseada em uma abordagem multidisciplinar, buscando, assim, transformar a dinâmica das aulas e expandir o ambiente escolar.

Os alunos foram incentivados a desenvolver produtos cosméticos naturais produzidos com elementos da horta da própria escola.

O começo de tudo

O projeto teve inicio em 2023, após um trabalho onde os alunos desenvolveram inseticidas naturais para o combate a pragas da horta da escola. Na ocasião, a professora Flávia de Mello percebeu que os estudantes demonstravam interesse nesse tipo de temática.

“A proposta surgiu da escuta ativa com os alunos. Eles demonstravam curiosidade e afinidade com temas de autocuidado, sustentabilidade e bem-estar. Unimos isso ao conteúdo abordado em sala e criamos uma experiência prática, na qual eles realmente veem sentido no que estão aprendendo”.

Assim, os alunos foram para o laboratório e passaram a estudar, pesquisar e desenvolver produtos como cera de carnaúba, manteiga de karité, óleo de coco e pigmentos naturais.

“Eles foram testando os produtos, adaptando as fórmulas e abandonando metodologias que não funcionavam. O pigmento do pinhão, por exemplo, foi descoberto através de fervura e moagem”, relata Flávia.

Ao longo de sete meses, os alunos desenvolveram mais de 100 unidades de produtos entre batons, hidratantes labiais, xampus sólidos, sabonetes aromáticos e cremes hidratantes.

Expansão do projeto

Similarmente ao projeto de ciências, surgiu também a marca HF Cosméticos, desenvolvida na disciplina de empreendedorismo.

“Por serem totalmente naturais, atóxicos e veganos, os cosméticos podem ser utilizados com segurança. Isso nos deu tranquilidade para disponibilizá-los à comunidade escolar e ouvir os feedbacks”, conta Flávia. 

O próximo passo para o projeto será a submissão dos produtos à aprovação de órgãos oficiais. A intenção é viabilizar a continuidade do projeto e expansão criativa dos alunos.

Ainda mais, o projeto também se desdobrou na produção de jóias artesanais confeccionadas utilizando fragmentos da natureza, assim como na fabricação de brincos, colares e pulseiras com os mais variados formatos.

O projeto rendeu à escola a vitória no concurso “Projeto TransformAção” realizado pela Engie, empresa de energia renovável. A premiação foi o segundo reconhecimento recebido pela escola, sendo o primeiro pelo projeto de desenvolvimento de inseticidas naturais.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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AgroNewsPolítica & Agro

China suspende compras de frango do Brasil por 60 dias



O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo



O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo
O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo – Foto: Pixabay

A China suspendeu por 60 dias as importações de carne de frango do Brasil após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária de alta patogenicidade em uma granja comercial brasileira, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. O foco foi registrado no município de Montenegro, na Região Metropolitana, Rio Grande do Sul. A medida segue um protocolo sanitário previamente acordado entre os dois países, sendo acionada automaticamente após a detecção da doença em plantel comercial.

Embora o vírus represente um risco muito baixo para humanos, especialmente no consumo de carne e ovos, a decisão afeta diretamente as exportações brasileiras. Outros países também podem adotar restrições semelhantes. Coreia do Sul e União Europeia têm protocolos que preveem bloqueios temporários, enquanto Japão, Emirados Árabes, Reino Unido, Argentina e Arábia Saudita adotam restrições regionais, válidas apenas para os estados afetados.

A área da granja atingida foi isolada e as aves restantes foram eliminadas conforme protocolo de contenção, dando início ao processo de saneamento do local. O Ministério da Agricultura reforça que os produtos avícolas brasileiros seguem sendo fiscalizados e seguros para consumo, com garantia de qualidade sanitária.

O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo e o terceiro maior produtor. A China lidera a lista de compradores, seguida por Emirados Árabes e Japão. A suspensão das exportações para o mercado chinês pode gerar impactos relevantes no setor avícola nacional e mobiliza as autoridades brasileiras na tentativa de conter os efeitos econômicos da decisão.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas permitem retomada da colheita de mandioca



A produção é destinada majoritariamente ao consumo humano




Foto: Canva

A colheita da mandioca tem ganhado ritmo em diversas regiões do Rio Grande do Sul após o retorno das chuvas. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (15) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo ocupa 6.214 hectares na região administrativa de Santa Rosa, com produtividade média estimada em 15.417 kg por hectare. A produção é destinada majoritariamente ao consumo humano, à produção de polvilho e, em períodos de escassez, à alimentação animal.

A falta de umidade nas últimas semanas havia dificultado a retirada das raízes, especialmente em áreas com maior teor de argila. No entanto, a Emater informou que “as chuvas permitiram que os produtores retomassem de forma intensa a colheita e o processamento mínimo, acondicionando a frio para posterior comercialização direta aos consumidores.”

Ainda de acordo com a instituição, as lavouras apresentam bom estado fitossanitário, e as raízes demonstram capacidade de recuperação e desenvolvimento após o período de estiagem.

Na região de Soledade, a cultura está em fase de colheita e início da senescência das folhas. Os agricultores aproveitam esse momento para realizar a seleção e o armazenamento das ramas que serão utilizadas no próximo ciclo produtivo. A Emater classificou como satisfatórios os indicadores de qualidade e produtividade nessas áreas.

Em relação aos preços, a caixa de 25 quilos da raiz in natura em Santa Rosa está sendo comercializada por R$ 60,00. A mandioca com casca custa R$ 5,70 o quilo, enquanto a descascada varia em torno de R$ 7,00/kg. A versão descascada e embalada oscila entre R$ 5,00 e R$ 10,00/kg. Já em Venâncio Aires, a caixa de 22 kg está sendo vendida entre R$ 45,00 e R$ 50,00.





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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo fecha semana com queda



Preços do boi gordo registram recuo em São Paulo e Paraná




Foto: Sheila Flores

O mercado do boi gordo encerrou a semana com recuo nos preços em importantes praças pecuárias do país. Em São Paulo, a arroba do chamado “boi China”, assim como a do boi gordo convencional e da novilha, caiu R$ 2,00. A cotação da vaca permaneceu estável. A escala média de abate no estado ficou em oito dias.

No Pará, os preços não sofreram alterações nas regiões de Redenção e Paragominas. Já em Marabá, foi registrada uma queda de R$ 2,00 por arroba para todas as categorias.

No Tocantins, os valores mantiveram-se estáveis tanto no Norte quanto no Sul do estado. As escalas de abate, nessas regiões, estavam com média de nove dias.

No Paraná, houve recuo de R$ 2,00 por arroba nos preços pagos pelo boi gordo, vaca e novilha. A cotação do “boi China”, no entanto, seguiu inalterada.





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AgroNewsPolítica & Agro

Clima irregular marca colheita do algodão no Paraná



Paraná colhe 20% do algodão da safra 2024/25




Foto: Canva

Segundo o 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (15) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita do algodão no Paraná atingiu 20% da área cultivada. As lavouras apresentam 35% da área em formação de maçãs e 45% em maturação.

Durante o mês, o clima foi marcado por precipitações irregulares, com variações na distribuição espacial e temporal. Também foi registrado um leve alívio nas temperaturas. De acordo com o levantamento, 90% das lavouras estão em boas condições e 10% em situação regular.

O relatório também informa a revisão da área cultivada e destaca uma mudança no processo de beneficiamento. “Uma melhoria no processo foi a capacidade de processar o algodão localmente, visto que antes era levado para São Paulo”, informa o levantamento da Conab.





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