domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Produtos agro motivam aumento na estimativa de crescimento do PIB em 2025



A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE) aumentou de 2,3% para 2,4% a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano. Os números foram puxados, principalmente, pelo aumento da produção de soja, arroz e milho.

A previsão consta do Boletim Macrofiscal, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo órgão. Em relação à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o documento aumentou de 4,9% para 5% a projeção para este ano.

Sobre o desempenho da economia, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) foi revisada após novas estimativas para cima da produção agropecuária e à expectativa de crescimento de 1,6% do PIB no primeiro trimestre, contra estimativa anterior de 1,5%. O resultado do PIB do primeiro trimestre só será divulgado em junho.

Apesar de ter elevado a previsão de crescimento para o PIB, a SPE prevê desaceleração da economia no segundo semestre. Para 2026, a estimativa de crescimento foi mantida em 2,5%.

Em relação ao IPCA, continua acima do teto da meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. Para 2026, a estimativa de inflação avançou de 3,5% para 3,6%.

Segundo a SPE, contribuíram para o crescimento das estimativas para a inflação deste ano “pequenas surpresas nas variações do índice em março” e “alterações marginais nas expectativas nos próximos meses”.

De acordo com o boletim, somente a partir de setembro, a queda da inflação poderá ser sentida de forma regular.

Agropecuária lidera crescimento

Além de elevar a previsão de crescimento da economia, a SPE mudou a estimativa para os setores produtivos. Para a agropecuária, o crescimento esperado para o PIB passou de 6% para 6,3%. De acordo com o documento, a revisão reflete a alta nas estimativas para a safra de soja, milho e arroz.

Para a indústria, a expectativa de crescimento foi mantida em 2,2%. Segundo a SPE, o setor continua resistindo apesar dos juros altos. A projeção para a expansão dos serviços também subiu, passando de 1,9% para 2%.



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Sebrae propõe protagonismo das MPEs na COP30



O presidente do Sebrae, Décio Lima, reuniu-se com o presidente da COP30, André Correa do Lago, na sede nacional da instituição, em Brasília.

O encontro aconteceu na última quinta-feira (15) e teve como foco a inclusão das micro e pequenas empresas na agenda climática da COP30, que acontecerá em novembro, em Belém (PA).

Durante a conversa, Décio anunciou a criação de um espaço exclusivo, em parceria com o Sebrae do Pará, para mostrar ao mundo a força dos pequenos negócios.

Segundo ele, a iniciativa “vai se transformar no marco regulatório dos eventos das COPs do futuro mostrando que as pequenas economias estão inclusas no conceito da sustentabilidade e que elas são fundamentais”.

Por sua vez, o embaixador André Correa do Lago destacou a importância da colaboração.

“Vamos trabalhar juntos… e assegurar também que o Sebrae tenha uma atuação muito significativa durante a própria COP30”, afirmou.

Com isso, a proposta reforça a estratégia do Sebrae de posicionar os pequenos negócios no centro das discussões globais sobre sustentabilidade.

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Além disso, o presidente do Sebrae, entregou oficialmente ao embaixador André Corrêa do Lago o posicionamento institucional do Sebrae em relação à agenda. Décio apresentou as principais diretrizes de atuação voltadas à inclusão das micro e pequenas empresas na COP30.



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Estado recebe alerta de perigo para chuva de 100 mm e ventania de 100 km/h



Um sistema frontal que avança desde o final de semana traz estado de atenção para o noroeste do Rio Grande do Sul, de acordo com aviso laranja (perigo) emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Assim, chuvas volumosas são esperadas para esta segunda-feira (19), com mais intensidade entre a tarde e a noite e a madrugada de terça (20). A previsão indica que os volumes podem chegar a 100 mm, acompanhados de rajadas de vento em torno de 100 km/h.

As áreas mais afetadas por essas instabilidades são os municípios da Região das Missões, como Ijuí, São Borja, Santo Ângelo e Santiago.

Vale lembrar que, no final de semana, essas áreas registraram temporais, a exemplo de São Borja, que contabilizou 46 mm até às 8h de hoje.

O Inmet destaca que as chuvas também serão persistentes em outras áreas do Rio Grande do Sul a partir do final da tarde desta segunda, mas com grau de severidade menor, como no sudeste do estado e na região serrana.

Com dois avisos amarelos (perigo potencial), o volume poderá variar entre 30 mm e 50 mm, atingindo cidades como Bagé, Pelotas, Uruguaiana, Dom Pedrito, Caxias do Sul, Erechim, Três Cachoeiras e Arroio do Sul.

Nessas áreas, as precipitações podem ser acompanhadas de rajadas de vento de até 60 km/h e devem atingir também o sul de Santa Catarina.



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Brasil pode deixar de exportar até R$ 1,1 bilhão em frango



A suspensão das exportações de carne de frango e derivados, em razão da confirmação de foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) no Rio Grande do Sul, deve resultar em uma queda entre 100 milhões de dólares e 200 milhões de dólares nos embarques do setor (entre R$ 565 milhões e R$ 1,1 bilhão, na cotação atual).

A estimativa foi divulgada à Agência Estado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua.

A projeção considera um período de restrição de 30 dias, mas o prazo dos embargos tende a superar esse intervalo de tempo. Em território gaúcho, onde a primeira detecção foi confirmada, o embargo terá duração de, pelo menos, 60 dias, de acordo com o decreto número 58.169/25, assinado pelo governador Eduardo Leite no último sábado (17).

O foco localizado em um estabelecimento de produção de matrizes, em Montenegro, no Vale do Caí, é o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no país. Um segundo foco foi confirmado no Parque Zoológico de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Redução das exportações de frango

O cálculo do prejuízo nos embarques destacado pelo secretario projeta um impacto de 50 mil a 100 mil toneladas que podem deixar de ser exportadas ao preço médio praticado no mercado internacional de dois mil dólares por tonelada.

“É provável que haja um impacto de redução de exportação de 10% a 20% em relação à média de 465 mil toneladas por mês que vem sendo registrada em 2025. Ainda é difícil prever um número fechado, porque vai depender de quais países restringirão as compras e por quanto tempo”, disse Rua.

Até agora, estão suspensas as exportações para China, União Europeia, Argentina, Uruguai, Chile e México. O mesmo deve ocorrer com Coreia do Sul e Rússia.

Conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o México lidera a aquisição de ovos do Rio Grande do Sul. Entre janeiro e abril, os gaúchos enviaram 560 toneladas para aquele país, o que representou 2,328 milhões de dólares.

O presidente da entidade, Ricardo Santin, acrescenta que o Brasil vende carne de franfo e derivados para 150 países e que 15 devem fechar as portas para os produtos brasileiro em virtude de certificados sanitários. “Outros 35 vão depender da ação de cada país, mas tem 100 que não vão fechar”, assegurou.



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impactos e resposta rápida reacendem debate sobre defesa sanitária no país



Com o caso confirmado de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul e a reação imediata de alguns países importadores, cresce a apreensão com os reflexos para a avicultura brasileira. O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, já enfrenta restrições por parte de importantes parceiros comerciais — um cenário que acende o alerta para o setor, responsável por 37% da carne de frango vendida no mundo.

Em entrevista ao Canal Rural, o ex-ministro da Agricultura e comentarista Francisco Turra reforçou que, apesar da complexidade do momento, o país está reagindo com responsabilidade e rapidez. Segundo ele, a adoção de medidas rigorosas como o descarte de ovos, a incineração de materiais e o abate sanitário de aves mostram o compromisso do setor com os protocolos internacionais de contenção da gripe aviária.

Turra lembrou que o Brasil conquistou o protagonismo no mercado global justamente por manter-se livre da doença durante as últimas duas décadas, mesmo quando os grandes produtores mundiais foram atingidos. “Não foi sem sacrifício”, destacou, ao mencionar o esforço contínuo do setor privado e a união dos agentes envolvidos para garantir a biosseguridade.

A estratégia brasileira, segundo o ex-ministro, passa também pela defesa do conceito de regionalização. Ou seja, ao invés de embargos generalizados ao país, as suspensões deveriam se restringir apenas ao estado afetado, neste caso o Rio Grande do Sul. Países como Japão, China e membros da União Europeia já aplicaram esse princípio em outras ocasiões, e a expectativa é de que o façam novamente.

O ex-ministro também defendeu maior clareza na comunicação com a população e com os mercados internacionais, ressaltando que o Brasil está fazendo a “lição de casa” com seriedade. No primeiro dia após a confirmação do foco de gripe aviária, mais de 17 mil aves foram eliminadas, e os trabalhos seguem intensivos no interior do estado, com apoio do Ministério da Agricultura e dos governos locais.

Apesar dos impactos imediatos, Turra acredita que a retomada do mercado pode ocorrer dentro de 30 a 60 dias, desde que não surjam novos focos. Ele alerta, no entanto, que o retorno será gradual e exigirá paciência e resiliência por parte do setor.

A entrevista do ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra, assim como todo o conteúdo do Canal Rural está em nosso Youtube, confira!



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho segue em queda: E agora?



Nem a demanda externa nem a interna têm sustentado os preços



Nem a demanda externa nem a interna têm sustentado os preços
Nem a demanda externa nem a interna têm sustentado os preços – Foto: Pixabay

Segundo análise da TF Agroeconômica, as cotações do milho continuam em queda acentuada, tanto no mercado físico (com recuo de 0,19% no dia e 8,99% no mês, de acordo com o CEPEA) quanto no mercado futuro da B3. Diante da ampla oferta atual de matéria-prima, a consultoria recomenda que produtores fixem os preços imediatamente, antes da intensificação da colheita em julho, período sazonalmente marcado por pressões de baixa. A TF destaca que já vem orientando essa estratégia há mais de dois meses, e quem seguiu a recomendação estaria obtendo um ganho de cerca de R\$ 14,00 por saca até o momento.

Entre os poucos fatores que podem limitar a queda, a consultoria aponta a valorização dos preços de proteínas animais no Brasil: o frango subiu 6,14% e o suíno 10,06% no ano, o que pode estancar a queda do milho ao elevar a demanda interna. No entanto, a elevação da safra brasileira de milho pela Conab — de 124,74 para 126,88 milhões de toneladas — segue pesando negativamente sobre os preços.

Do lado da pressão baixista, destaca-se a continuidade da desvalorização internacional: os contratos futuros de milho em Chicago completaram a quinta semana consecutiva de queda, enquanto no Brasil já são dez semanas de baixa. Nem a demanda externa nem a interna têm sustentado os preços, reflexo também de um cenário global incerto.

Além disso, no mercado internacional, há apreensão com a falta de acordos comerciais entre os EUA e países importadores, às vésperas de uma safra recorde esperada na temporada 2025/26. O ex-presidente Donald Trump afirmou que será impossível atender a todas as demandas por tratamento tarifário diferenciado, e que notificações sobre os custos comerciais serão enviadas nas próximas semanas. 

 





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Acordo entre China e EUA ‘muda o jogo’ e agita o mercado de soja



O mercado de soja registrou uma semana marcada por volatilidade, com a influência de fatores externos, como o novo acordo comercial entre China e Estados Unidos e mudanças na política de biocombustíveis norte-americana. Segundo a plataforma Grão Direto, a combinação desses elementos, somada ao ritmo acelerado do plantio da nova safra nos EUA, desenhou um cenário complexo e dinâmico para os preços do grão, do óleo e do farelo.

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O anúncio de um novo entendimento comercial entre as duas maiores economias do mundo trouxe impacto imediato nos mercados globais, elevando os preços da soja, do óleo e do farelo. A medida reacendeu expectativas de aumento na demanda pela soja norte-americana, especialmente em um momento crucial do plantio da safra 2025/26 nos Estados Unidos.

Apesar do otimismo gerado pelo acordo, o mercado também foi afetado por especulações sobre mudanças na política de biocombustíveis dos EUA. Caso se concretizem, tais alterações podem reduzir a demanda por óleos vegetais no curto prazo. Além disso, a baixa nos preços do petróleo ajudou a exercer pressão negativa sobre as cotações da soja na Bolsa de Chicago.

Plantio de soja nos EUA

Outro fator de influência foi o ritmo acelerado do plantio nos EUA. Com clima favorável, a semeadura da soja avançou de forma mais rápida que a média histórica, aumentando as projeções para uma safra robusta. Esse cenário adicionou mais um elemento de pressão sobre os preços internacionais.

Na Bolsa de Chicago, o contrato da soja para maio de 2025 fechou a US$10,51 por bushel, uma leve alta de 0,67% na semana. Já o contrato para março de 2026 subiu 0,76%, encerrando a US$10,56 por bushel. O dólar teve variação moderada, cotado a R$5,67 (+0,35%). No mercado físico, os preços refletiram o movimento nos prêmios portuários, impulsionados pela possível migração da demanda para os EUA.

Brasil se destaca nas exportações de soja

Enquanto os Estados Unidos avançam no plantio, o Brasil continua se destacando no cenário internacional com números expressivos de exportação. Segundo dados da Secex, o país embarcou 37,4 milhões de toneladas de soja entre janeiro e abril deste ano — um aumento de 1,6% em relação ao mesmo período de 2024.

O desempenho foi impulsionado pela tensão comercial entre China e EUA, o que abriu espaço para a soja brasileira no mercado chinês. Só em abril, foram 15,3 milhões de toneladas exportadas, o segundo maior volume da história. As projeções para maio apontam para um possível novo recorde, com estimativas de até 16,5 milhões de toneladas. Caso os EUA reduzam a área plantada ou enfrentem adversidades climáticas, o Brasil poderá manter a dianteira nas exportações.

Até 11 de maio, os Estados Unidos já haviam plantado 48% da área estimada para a soja, superando em 14 pontos percentuais o ritmo do ano anterior. Os estados de Iowa (64%), Nebraska (62%) e Illinois (51%) lideram o avanço. Além disso, 17% das áreas já apresentavam emergência, sinal de bom desenvolvimento inicial.

Apesar do progresso, cerca de 23% da área plantada ainda enfrenta condições de seca, especialmente no centro-norte do Meio-Oeste. A previsão de continuidade das chuvas pode melhorar a umidade do solo, mas também trazer atrasos pontuais na semeadura. As temperaturas abaixo da média podem desacelerar o crescimento inicial das lavouras, levantando incertezas sobre a produtividade final — ainda que sem gerar grandes preocupações no curto prazo.

Dólar

O dólar segue volátil, influenciado por fatores internos e externos. A perspectiva de juros altos nos EUA e o retorno de Donald Trump ao centro das negociações comerciais geram instabilidade no mercado cambial. No Brasil, as incertezas fiscais persistem, mesmo diante dos esforços do governo para sinalizar compromisso com o equilíbrio das contas públicas.

A expectativa é que o dólar possa seguir em queda e romper a barreira dos R$5,60. Essa tendência, aliada ao bom ritmo das exportações e à demanda externa aquecida, pode favorecer os embarques da soja brasileira, ainda que represente um desafio para a competitividade nos preços internos.



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Gripe aviária e supersafra devem afetar os preços do milho no curto-prazo



Os Estados Unidos devem produzir 401,85 milhões de toneladas de milho na próxima safra, de acordo com o Departamento de Agricultura norte-americano (USDA), com exportações previstas em 72,8 milhões de toneladas.

O órgão estimou que a colheita brasileira será de 131 milhões de toneladas, com embarques de 43 milhões de toneladas.

No país norte-americano, as expectativas são positivas: a semeadura já atingiu 62% da área, índice acima da média histórica. O USDA ainda reportou que 28% das lavouras já haviam germinado, gerando ótimas expectativas de desenvolvimento diante do clima favorável.

Quanto aos preços, o milho encerrou a semana cotado a US$ 4,43 por bushel na Bolsa de Chicago, com queda expressiva de 0,45% ante o período anterior.

No Brasil, na B3, o contrato do cereal para julho de 2025 também recuou, fechando a R$ 62,05 por saca (-3,33%). No mercado físico, por sua vez, as cotações seguiram em queda, pressionadas pela fraqueza nos mercados futuros.

O que esperar do mercado do milho?

Análise da plataforma Grão Direto destaca pontos de atenção ao mercado do milho nesta semana. Confira:

  • Impactos da gripe aviária: a confirmação do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil levou à suspensão temporária das exportações de carne de frango para mercados importantes, como China, União Europeia, Argentina, México, Chile e Uruguai, sendo que a China bloqueou as compras por 60 dias. Estima-se que até 20% dos embarques mensais brasileiros sejam impactados nesse período. Como a cadeia avícola é uma grande consumidora de milho para ração, a redução nas vendas ao exterior e na produção de aves deve diminuir a demanda pelo cereal, pressionando para baixo os preços de frango e ovos no curto prazo. Caso a doença seja controlada e o embargo dure cerca de dois meses, o impacto tende a ser temporário e pontual. Porém, se a gripe aviária se disseminar, os efeitos podem ser mais severos e duradouros, prejudicando os produtores.
  • Safra norte-americana: até 11 de maio, 62% da área de milho nos EUA estava plantada, avanço de 22 pontos percentuais em uma semana, ficando 15 pontos à frente do ano passado e 6 pontos acima da média dos últimos cinco anos, com destaque para Iowa (76%), Nebraska e Minnesota (acima de 73%). Cerca de 30% da área ainda enfrenta seca, especialmente no centro-norte do Corn Belt (cinturão do milho), apesar de chuvas recentes que melhoraram algumas regiões. A previsão indica chuvas contínuas no cinturão, beneficiando áreas secas, mas podendo atrasar o plantio em Missouri, Illinois e Indiana, com temperaturas abaixo da média e risco de geadas pontuais no norte, sem previsão de danos generalizados.
  • EUA x China x Brasil: o mercado internacional de milho promete continuar agitado nos próximos meses, com destaque para a relação entre Estados Unidos, China e Brasil. Segundo o USDA, os norte-americanos venderam 2,75 milhões de toneladas métricas de milho para a safra 2025/26, o maior volume registrado para esta época em três anos. Esse número se destaca especialmente pela ausência de compras significativas da China até o momento, país que, historicamente, representa uma parcela importante das exportações do país. A situação se complica ainda mais com o Brasil, cuja segunda safra de milho, fortemente voltada para exportação, deve crescer 11% nesta temporada, com a colheita ganhando ritmo nas próximas semanas.

De acordo com a Grão Direto, com a expectativa de uma supersafra no Brasil e a possível redução na demanda por milho, causada pela desaceleração nas exportações devido à detecção da gripe aviária, a tendência é de queda nos preços do grão amarelo.



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Granjas comerciais possuem focos específicos e trabalhos distintos; saiba quais



Após a confirmação de um caso de gripe aviária em uma granja de ovos férteis, no dia 16 de maio, no Rio Grande do Sul, surgiram dúvidas e confusões sobre as demandas e os objetivos desse tipo de criação em comparação com outras granjas de produção de ovos comerciais.

Para esclarecer o tema, o Canal Rural apresenta informações que explicam as principais distinções e similaridades entre essas formas de produção, ambas expressivas dentro do agronegócio brasileiro.

Diferenças entre os tipos de granja

Uma granja de ovos férteis é voltada à produção de ovos destinados à incubação, com o objetivo de gerar pintinhos. Esses ovos não são consumidos diretamente pela população. Já uma granja de postura comercial (avicultura de postura) é dedicada à produção de ovos para o consumo humano.

No caso das granjas de postura, as galinhas são selecionadas por sua alta produtividade e permanecem em postura por até 80 semanas.

Existe ainda a avicultura de corte, voltada para a criação de frangos destinados ao abate. Nesses estabelecimentos, os animais são criados por cerca de 40 a 50 dias, tempo necessário para atingirem o peso ideal para o consumo.

Granja de ovos férteis: reprodução controlada e biosseguridade

Nas granjas de ovos férteis, há um controle rigoroso da reprodução. Galos e galinhas são mantidos em proporções específicas para garantir a fecundação dos ovos.

Esses ovos são incubados com a finalidade de gerar pintinhos, que posteriormente serão destinados à produção de carne (frangos de corte) ou à postura comercial (poedeiras), de acordo com a linhagem genética das aves.

O ambiente dessas granjas segue protocolos rígidos de biosseguridade, a fim de evitar qualquer tipo de contaminação que possa comprometer os embriões.

Os procedimentos de coleta e armazenamento visam preservar a viabilidade embrionária até a chegada dos ovos aos incubatórios, onde serão aquecidos em equipamentos específicos até o nascimento dos pintinhos. O transporte dos ovos também exige cuidados especiais.

Já nas granjas de postura comercial, os ovos não são fecundados e, por isso, não há presença de galos nesses ambientes.



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Fávaro prevê controle da gripe aviária em 28 dias e diz que alta nos alertas é esperada



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, declarou na manhã de hoje, em entrevista a jornalistas, que o aumento no número de alertas para possíveis focos de gripe aviária no Brasil é normal. Segundo o titular da pasta, todo o sistema de defesa do país está atento, incluindo os criadores.

Fávaro também destacou a importância do decreto de emergência sanitária, que, segundo ele, mantém todo o sistema em alerta. “Todos os fiscais, todos os sistemas estaduais estão atentos a qualquer tipo de suspeita — e a própria população também. Um criador de aves para subsistência ou de uma granja comercial, ao primeiro sintoma de um animal doente, notifica o sistema. E é melhor que assim seja, porque a gente vai lá e investiga com transparência e eficiência”, afirmou.

O ministro voltou a afirmar que o Brasil possui o melhor sistema de defesa sanitária animal do mundo e disse que a situação poderá estar normalizada em até 28 dias.

“A gente está fazendo o rastreamento e o bloqueio de tudo o que saiu dessa granja, inutilizando toda essa produção. Com isso, diminuímos muito o risco de novos casos. Feito isso, cumpre-se o prazo de 28 dias, que é o ciclo deste vírus”, explicou.

Fávaro ponderou, no entanto, que alguns países deverão questionar a situação sanitária brasileira. Ele citou exemplos de nações que, apesar do foco confirmado no Rio Grande do Sul, continuam importando carne de aves do Brasil, desde que produzida em outros estados.

No caso de países como a China, entretanto, o protocolo prevê o bloqueio total da carne de aves brasileira, independentemente da origem dentro do país.



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