domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Primeira onda de frio do ano deve chegar na terça-feira (27)


Uma intensa massa de ar polar deve provocar a primeira grande onda de frio do ano a partir desta terça-feira (27), avançando pelo Sul e, na sequência, ganhando força em outras regiões do país. O fenômeno promete derrubar as temperaturas e pode estabelecer recordes de frio em diversos estados entre o fim de maio e os primeiros dias de junho.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a frente fria começa a atuar com maior intensidade a partir do dia 27 de maio, provocando chuva forte e instabilidade no Rio Grande do Sul. A combinação entre o sistema frontal e a circulação de ventos em baixos níveis deve intensificar as tempestades, principalmente nas regiões oeste, centro e campanha gaúcha. Além da chuva, o choque entre massas de ar quente e frio pode causar queda brusca de temperatura em áreas do Sul, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

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No Sudeste, o tempo também muda, mas a presença de nebulosidade e precipitações deve retardar a queda mais acentuada das temperaturas, especialmente em São Paulo. No entanto, um segundo pulso de ar polar, previsto para entre os dias 31 de maio e 1º de junho, deve reforçar a onda de frio e derrubar as temperaturas de forma mais expressiva no Sudeste e Centro-Oeste.

As previsões indicam temperaturas negativas no Sul do Brasil, inclusive fora das áreas serranas. Em estados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, os termômetros podem registrar mínimas entre -3°C e -5°C. A expectativa é de geada ampla na região e até possibilidade de neve, ainda que de forma pontual, nas Serras Gaúcha e Catarinense, principalmente na quinta-feira (29), quando o frio se intensifica e há chance de precipitação leve.

Frio mais intenso do ano: frente fria traz risco de geada e temperaturas negativas

O ar polar também deve avançar até a região Norte, provocando o fenômeno conhecido como friagem. Rondônia, Acre e o sul do Amazonas devem sentir os efeitos dessa massa de ar frio, com temperaturas muito abaixo da média para a região. Segundo o INMET, esse poderá ser o episódio de friagem mais intenso do ano até agora na Amazônia.

A onda de frio deverá se prolongar durante a primeira semana de junho, com potencial para registrar temperaturas abaixo de 10°C em várias áreas do Sudeste e Centro-Oeste. A combinação entre ar seco e céu limpo durante a madrugada favorece o resfriamento noturno, o que pode resultar em novos recordes de mínimas em 2025.





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Manejo incorreto na pré-colheita da soja gera perdas de 38%


A safra de soja 2024/25 chega ao fim com 97,7% da área colhida, segundo a Conab. Nesse momento, atenção ao manejo na pré-colheita é essencial, já que a aplicação incorreta de herbicidas pode causar prejuízos de até 38%, segundo estudos da Embrapa. Para ajudar o produtor, a Corteva Agriscience lançou o herbicida Gapper, recém-registrado para dessecação na pré-colheita da soja.

De acordo com André Baptista, da Corteva, o uso inadequado de herbicidas no estádio R7.1 compromete o enchimento das vagens e gera desuniformidade dos grãos. O Gapper se destaca por ter uma ação inicial mais lenta, permitindo que a planta complete seu ciclo, evitando perdas de 2 a 13 sacas por hectare, além de antecipar a colheita e facilitar o plantio da safrinha.

“O produtor rural deve estar atento ao manejo em todas as etapas da oleaginosa, inclusive no último, que é na pré-colheita. O uso de produto errado em momento incorreto da cultura traz desuniformidade de grãos e o não-enchimento das vagens, o que, na hora de colher a soja, pode trazer prejuízos severos à produtividade”, destaca André Baptista, Líder de Portfólio de Herbicidas da Corteva Agriscience para o Brasil e Paraguai.

A solução também traz ganhos sustentáveis. Com dose de apenas 2,5 g/ha, reduz em até 99% o volume de herbicidas aplicados na pré-colheita, diminuindo o uso de embalagens e a emissão de CO2. O produto conta com a tecnologia Rinskor active, premiada pela EPA (EUA) por seu baixo impacto ambiental.

Para melhores resultados, a Corteva reforça a importância das boas práticas agrícolas, como observar temperatura, umidade, vento e o uso correto de pontas de pulverização. Além disso, oferece programas de capacitação para garantir uma aplicação eficiente, segura e sustentável.

 





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Mercado de feijão se aquece com oferta reduzida



Os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado



Os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado
Os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado – Foto: Canva

Com informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o mercado de feijão no Paraná tem registrado uma expressiva valorização nas últimas semanas. A colheita do feijão-carioca está na reta final, o que reduziu significativamente a oferta no mercado. Como reflexo, compradores estão dispostos a pagar até R\$ 280 pela saca do tipo 8,5/9, com negócios pontuais já superando esse valor, impulsionados especialmente pela escassez de grãos de boa qualidade.

“Com a colheita do feijão no Paraná entrando na reta final, os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado. Para o feijão-carioca tipo 8,5/9, há um número crescente de compradores dispostos a pagar até R$ 280/sc, e pontualmente os negócios já superam essa faixa. A escassez de produto com boa qualidade tem sido o motor dessa valorização”, comenta.

No segmento do feijão-preto, a semana foi marcada por grande oscilação tanto na qualidade dos lotes quanto nos preços praticados. As negociações variaram entre R\$ 120 e R\$ 150 por saca. Apesar disso, o valor mais alto ainda não está consolidado de forma ampla no mercado. Segundo o IBRAFE, o comportamento dos produtores será decisivo nas próximas semanas, especialmente quanto à retenção de lotes de qualidade, que pode sustentar e firmar esse novo patamar.

A pressão de credores também entra na equação, podendo influenciar a decisão dos produtores sobre vender ou segurar seus estoques. Caso haja firmeza na retenção, especialmente nos lotes de qualidade superior, é possível que o mercado T1 consolide o patamar de R\$ 150/sc como novo piso. O cenário segue dinâmico, e o IBRAFE reforça que continuará acompanhando de perto os movimentos do mercado, atentos às oportunidades que surgirem tanto para produtores quanto para compradores.

 





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Uso de biológicos no inverno tem grande potencial



A aplicação em cobertura também pode funcionar



A aplicação em cobertura também pode funcionar
A aplicação em cobertura também pode funcionar – Foto: Canva

O uso de produtos biológicos durante o inverno apresenta um enorme potencial para o manejo agrícola, desde que a aplicação seja realizada com atenção e técnica. Erros comuns, como calda mal preparada, escolha inadequada do horário ou mistura incompatível, podem comprometer o desempenho dos biológicos, mesmo quando se trata de produtos de alta qualidade.

Uma das formas mais eficientes de aplicação no período é o tratamento de sementes, que leva o microrganismo diretamente à raiz da planta no início do desenvolvimento, reduzindo a interferência das condições ambientais. Outra estratégia válida é a aplicação no sulco, especialmente em culturas de cobertura ou trigo, desde que o volume e a distribuição do produto estejam bem calibrados.

A aplicação em cobertura também pode funcionar, mas o momento ideal é essencial: temperaturas amenas, umidade adequada e evitar exposição ao sol forte logo após a aplicação. Geralmente, o final da tarde é o período mais indicado para esse tipo de uso.

Outro aspecto importante é a compatibilidade dos biológicos com outros produtos, como fungicidas, inseticidas e adubos. Misturas inadequadas podem anular a ação dos microrganismos, por isso sempre é recomendável realizar testes simples antes ou seguir as orientações do fabricante. Com o inverno trazendo menor pressão de doenças e clima mais estável, os produtores podem aplicar com mais calma e atenção técnica, o que contribui para um melhor acompanhamento dos resultados no campo. “No inverno, com menor pressão de doença e clima mais estável, é possível aplicar com mais calma, atenção e foco técnico. E isso ajuda a observar os resultados com mais clareza”, conclui.

 





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Duas outras marcas de azeite têm comercialização proibida



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (26), a proibição da comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de mais duas marcas de azeite: La Ventosa e Grego Santorini.

A medida atinge todos os lotes das marcas, que devem ser apreendidas pelas autoridades locais. Nos dois casos, os produtos foram proibidos porque os CNPJs informados em suas rotulagens estão suspensos por inconsistência cadastral na Receita Federal do Brasil.

Na prática, isso significa que os produtos têm origem desconhecida. Assim, os consumidores não devem utilizar esses produtos, pois não é possível ter qualquer garantia da qualidade e da própria composição dos produtos.

A ação é resultado da identificação de produtos clandestinos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), responsável pela classificação e pelo cadastro de empresas produtoras de óleos vegetais. A partir dessa informação, a agência determina a proibição e o recolhimento dos produtos.

Duas outras medidas preventivas publicadas na semana passada também foram motivadas por denúncia do Ministério da Agricultura, que identificou origem inexistente ou irregular em quatro marcas de azeite de oliva: Almazara, Escarpas de Oliveira, Alonso e a Quintas D’oliveira.

A comercialização desses produtos configura uma infração sanitária. Portanto, os estabelecimentos devem separar as unidades desses produtos e comunicar o fato às vigilâncias sanitárias municipais para que elas possam tomar as medidas sanitárias cabíveis.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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veja as cotações neste início de semana



Os preços da arroba do boi gordo iniciaram a semana apresentando acomodação na maioria das regiões.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, algumas indústrias seguem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias a serem adotadas no curto prazo.

“Os frigoríficos ainda desfrutam de escalas de abate relativamente confortáveis, entre oito e nove dias úteis na média nacional. A condição atual das pastagens remete a uma menor capacidade de retenção por parte do pecuarista, o que sugere que ainda é possível que os preços sigam recuando.”

De acordo com ele, por outro lado, as exportações seguem em altíssimo nível neste momento, com o país caminhando a passos largos para um recorde de embarques.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 304
  • Goiás: R$ 286,07
  • Minas Gerais: R$ 289,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 301,02
  • Mato Grosso: R$ 298,78

Mercado atacadista

O mercado atacadista do boi gordo voltou a registrar preços estáveis para a carne bovina. No entanto, o ambiente de negócios ainda sugere por recuo das cotações, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,90 por quilo, o dianteiro segue no patamar de R$ 19,00, por quilo e a ponta de agulha ainda é precificada a R$ 17,80, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,53%, sendo negociado a R$ 5,6756 para venda e a R$ 5,6736 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6350 e a máxima de R$ 5,6780.



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Brasília é a capital com maior inflação na cesta básica em 6 meses



Brasília registrou a maior alta no custo da cesta básica de novembro de 2024 a abril de 2025. A alta no período foi 7,4%, de R$ 785,68 para R$ 844,01.

Nos seis meses, registraram elevação no preço da cesta básica as capitais Curitiba (3,3%), São Paulo (3,1%), Belo Horizonte (1,9%) e Fortaleza (0,07%).

Salvador, Rio de Janeiro e Manaus tiveram deflação, no período, de 0,9%, 3,6%, e 5,8%, respectivamente. São Paulo continua a liderar o ranking da cesta básica mais cara do país, pelo segundo mês consecutivo (R$ 991,80).

Os dados são da plataforma Cesta de Consumo Neogrid & FGV Ibre, que monitora a variação dos preços nas oito maiores capitais brasileiras em população – Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Nos últimos seis meses, os produtos com as maiores variações de preços foram:

  • Café: alta em todas as oito capitais pesquisadas, com destaque para São Paulo (+28%);
  • Frutas: elevação nas oito capitais, com destaque para Brasília (+32,1%);
  • Pão: aumento em seis capitais, destaque para Brasília (+31,8%);
  • Óleo: alta em seis capitais, destaque para Brasília (+20%); e
  • Ovos: acréscimo em sete capitais, com destaque para Fortaleza (+13,1%).

Já o arroz, no período, apresentou queda generalizada, com reduções de dois dígitos em Belo Horizonte (-13,7%), Rio de Janeiro (-10,5%), Curitiba (-10,2%) e Manaus (-10,1%).

Afarinha de mandioca teve queda de 21,9% em Manaus e de 10,2% em Salvador, no acumulado dos últimos seis meses.



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Agricultura inteligente recebe novos investimentos



Controle de sementes é um dos métodos



Controle de sementes é um dos métodos
Controle de sementes é um dos métodos – Foto: Canva

O Grupo Bosch anunciou que vai investir cerca de R$ 200 milhões nos próximos três anos para expandir sua atuação no agronegócio no Brasil e Argentina, com 100 colaboradores dedicados e apoio do programa Mais Inovação, do Governo Federal, via FINEP e BNDES. Segundo Gastón Diaz Perez, CEO da Bosch na América Latina, o objetivo é fortalecer a inovação e aumentar a capacidade produtiva para atender a demanda crescente de alimentos, já que a população mundial deve ultrapassar 10 bilhões até 2050.

No Brasil, a Bosch já oferece soluções hidráulicas, eletrônicas, software e peças para máquinas agrícolas e veículos off-road. Um destaque é a Solução de Plantio Inteligente (IPS), que controla a distribuição de sementes linha a linha, garantindo equidistância e aplicação variável de fertilizantes. Testes da Embrapa em lavouras de milho e algodão, no Mato Grosso e Paraná, mostraram aumento de produtividade de até 8% com essa tecnologia, importante para o rendimento da fibra do algodão.

A Bosch Digital Agro é outra inovação, com plataforma que conecta máquinas e produtores para monitoramento em tempo real do plantio, evitando desperdícios e aumentando eficiência. Em parceria com a BASF, a Bosch desenvolveu o ONE SMART SPRAY, que aplica herbicidas só onde há plantas daninhas, reduzindo em 62% o uso de insumos.

Além disso, a fusão da Bosch Rexroth com a Hydraforce fortaleceu a liderança em hidráulica, e a linha elétrica e-Lion destaca-se pela eficiência e sustentabilidade. No setor automotivo, a Rede Bosch Diesel oferece serviços especializados em mais de 300 oficinas para máquinas agrícolas, garantindo qualidade e confiabilidade.

 





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Feriado nos EUA ‘arrasta’ soja no Brasil; como ficaram as cotações na última segunda-feira do mês?



O mercado de soja iniciou a semana com poucas oscilações de preços, influenciado pela ausência de negócios na Bolsa de Chicago, que não operou nesta segunda-feira (27) devido ao feriado do Memorial Day nos Estados Unidos. A falta de referência externa reduziu o ritmo das negociações no mercado físico nacional, com poucos negócios efetivados e escassez de ofertas.

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De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os produtores continuam cautelosos, esperando melhores oportunidades. A lentidão foi perceptível em todas as praças acompanhadas, com variações pontuais nos preços.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 128,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 129,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 129,50
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 115,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 118,00

Soja em Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago não operou em função do feriado do Memorial Day nos Estados Unidos, o que contribuiu para a calmaria no mercado global da soja.

Dólar

O dólar comercial encerrou a segunda-feira com alta de 0,53%, cotado a R$ 5,6756 para venda e R$ 5,6736 para compra. A moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6350 e a máxima de R$ 5,6780 ao longo do dia.



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Frango e ovo devem ter queda de preços nos próximos três meses



A confirmação do primeiro foco de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil há dez dias e a consequente suspensão das exportações de produtos avícolas a 38 destinos devem levar à queda nos preços da carne de frango e ovos no país.

A avaliação é de técnicos da equipe agrícola e econômica do governo. Entretanto, o movimento deve ser temporário. De acordo com as fontes, frango e ovos tendem a ceder em um primeiro momento no mercado doméstico em virtude de um aumento temporário na oferta local.

Parte do volume que não será embarcado tende a ser direcionada ao varejo local, o que pode pressionar as cotações de produtos avícolas, especialmente da carne de frango e de ovos. Ainda assim, a queda deve ser pontual, sem recuo significativo nos valores no mercado interno.

Assim, esse movimento deve se estender ao máximo por três meses, período para as granjas ajustarem o alojamento de pintinhos à demanda atual. “Depois dessa pressão pontual inicial, a tendência é de estabilidade nos preços de frango e ovos”, observou um técnico que acompanha as medidas do governo para o enfrentamento da inflação de alimentos.

Outro interlocutor lembra que a autorização para a indústria armazenar temporariamente cargas de carne de frango congeladas, já inspecionadas e prontas para exportação também limita o impacto sobre os preços do frango e ovos. A leitura é compartilhada por técnicos da equipe econômica.

Um interlocutor lembra que, apesar do arrefecimento recente, os preços de carne de frango e ovos acumulam inflação ao longo dos últimos 12 meses. Números do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, o mais recente, mostram queda de 0,82% nos preços do frango inteiro, mas alta acumulada de 2,59% em 12 meses.

Já os ovos registraram retração de 0,30% nos preços praticados em abril ante março, mas acumulam alta de 4,16% em 12 meses. Economistas do mercado apostam em queda de 0,05 e 0,10 ponto porcentual no IPCA nos próximos meses por causa da suspensão da importação de carne de frango do Brasil por vários países.

Para eles, as restrições impostas aos embarques do frango nacional devem trazer alívio inflacionário de curto prazo, dada a perspectiva de redirecionamento da oferta para o mercado interno. Eles destacam, porém, que, com a retomada das exportações, deve ocorrer o efeito “rebote” nos preços de carne de frango. Já a indústria avalia que o preço do frango não terá pressão, pois a oferta já estava ajustada.

Mapa e ABPA discordam das quedas

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que não há expectativa de pressão sobre os preços da carne de frango no mercado interno neste momento, mesmo que o país não possa exportar sua produção para diversos países, em virtude do foco de gripe aviária detectado em granja comercial gaúcha há dez dias.

Segundo ele, apesar de eventuais variações pontuais, o cenário atual ainda é de oferta ajustada. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também vem dizendo que não haverá “impacto relevante” da gripe aviária nos preços da carne de frango e ovos.

“Pode haver excesso de oferta em 10 a 15 dias de carne de frango, mas vemos estabilidade”, declarou em coletiva de imprensa recente. Ele citou o fato de que 70% da produção nacional de frango já é direcionada ao mercado doméstico, enquanto 30% são exportados.



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