domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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adubo orgânico que fortalece a produção sustentável



Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais



Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais
Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais – Foto: Katya Ershova

De acordo com a engenheira agrônoma Anna dos Passos, o Bokashi é um adubo orgânico que vem ganhando cada vez mais espaço na agricultura sustentável. Trata-se de uma mistura de ingredientes orgânicos que, após um processo de fermentação controlada, é utilizada para fertilizar o solo e nutrir as plantas. Segundo a Embrapa (2014), não existe uma formulação única para o Bokashi, que pode ser elaborado de diversas formas, com receitas mais simples ou complexas, adaptadas às diferentes realidades e necessidades.

Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais, como folhas, cascas de frutas e restos de legumes, além de farelo de trigo ou arroz, melado, soro de queijo, pó de rocha, fosfato e farinha de osso ou peixe. A lógica da formulação é simples: combinar materiais ricos em nitrogênio (N) com outros ricos em carboidratos, criando um adubo de alta qualidade, eficiente e de rápida disponibilização dos nutrientes.

A produção de hortaliças, especialmente na agricultura orgânica, exige um manejo intensivo do solo, com constante reposição de matéria orgânica e nutrientes. Nesse cenário, o Bokashi se destaca como uma ferramenta estratégica, pois fornece elevados teores de nitrogênio de maneira ágil, atendendo às exigências das plantas e favorecendo a sustentabilidade das pequenas propriedades.

O uso desse biofertilizante não traz benefícios apenas às plantas. Ele contribui para a construção de solos mais saudáveis e resilientes, promove a produção de alimentos livres de contaminantes químicos e, sobretudo, assegura que os agricultores tenham mais sucesso produtivo e econômico, mantendo a saúde do ambiente e da comunidade.

 





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Prejuízo aos sojicultores: Aprosoja MT pede R$ 1,1 bilhão de indenização



A Aprosoja-MT entrou com uma ação judicial pedindo R$ 1,1 bilhão de indenização por dano moral coletivo contra as tradings signatárias da Moratória da Soja. Segundo a entidade, a medida prejudica cerca de 2,7 milhões de hectares em 85 municípios de Mato Grosso ao bloquear o escoamento da produção agrícola, mesmo em áreas legais ou em regularização fundiária. A ação foi protocolada no fim de abril na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá.

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O acordo da Moratória da Soja é firmado entre empresas comercializadoras (tradings), organizações da sociedade civil e o governo, e proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas no bioma Amazônia após julho de 2008. A Aprosoja-MT argumenta que, ao seguirem essa política, as tradings impõem regras privadas mais rígidas que a legislação brasileira, o que estaria penalizando milhares de produtores rurais de forma injusta e discriminatória.

Na avaliação da associação, essa restrição tem causado prejuízos econômicos ao setor. Muitos agricultores, especialmente em regiões da Amazônia Legal, estariam sendo excluídos do mercado por critérios que ignoram os avanços no cumprimento da legislação ambiental e os processos legais de regularização fundiária. Para a Aprosoja, as tradings estariam atuando como reguladoras, criando barreiras adicionais que extrapolam o que a lei brasileira exige.

Para justificar o valor da indenização, a entidade afirma que R$ 1,1 bilhão representa apenas 0,05% do faturamento conjunto das principais tradings que atuam no Brasil, estimado em R$ 1,8 trilhão em 2024. Segundo a Aprosoja, esse montante poderia ser arrecadado por essas empresas em menos de seis horas de operação, o que, na visão da associação, reforça a proporcionalidade do pedido diante dos danos alegados.



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Tomate sofre queda nos preços com avanço da safra e baixa demanda



De acordo com os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços do tomate sofreram queda na última semana.

No período, o tomate salada 3A foi cotado à média de R$ 67 a caixa (cx) no atacado de São Paulo (SP), queda de 20% em relação ao período anterior; no Rio de Janeiro (RJ), a baixa foi ainda maior, de 26%, para R$ 85/cx. Em Campinas (SP), a média foi de R$ 100/cx (-17%) e em Belo Horizonte (MG), de R$ 87/cx (-11%). 

Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio sobretudo do avanço na safra de inverno e da retração na demanda. Os altos patamares de preços e a chegada do final de mês, quando o poder de compra da população se reduz, também contribuíram negativamente. 

Assim, as perspectivas para a próxima semana, de acordo com o instituto, indicam continuidade da tendência de aumento na oferta. Mesmo assim, não há expectativa de quedas muito acentuadas nos valores.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Trigo segue com preços enfraquecidos



O mercado de trigo tem voltado suas atenções para o cultivo da nova temporada do cereal. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados Em Economia Aplicada (Cepea).

Dessa forma, segundo a entidade, as negociações seguem ocorrendo de forma pontual e com preços enfraquecidos. Apesar disso, a recente reação nos valores externos do cereal pode voltar a dar suporte ao mercado interno, especialmente neste período de baixa oferta doméstica, aponta o Cepea.

Quanto às importações até a terceira semana de maio, as compras de trigo no Brasil somavam 359,36 mil toneladas. O volume é 45% abaixo em comparação com o mês de maio de 2024, conforme dados da Secex analisados pelo Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Etanol: negócios voltam a cair



Na última semana, a quantidade de etanol hidratado negociada caiu 46% em relação ao período anterior. A informação vem de levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o órgão, a postura dos demandantes foi de cautela. Entre os compradores ativos, o avanço da moagem de cana e o consequente aumento da oferta levaram esses agentes a tentar fechar negócios a preços menores.  

Do lado da usina, pesquisadores do Cepea afirmam que algumas unidades cederam e ofertaram o etanol a valores mais baixos. Assim, na última semana, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado fechou em R$ 2,6860/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), recuo de 0,81% sobre o da semana anterior. 

Para o anidro, o indicador demonstra queda de 0,79% em igual comparativo, a R$ 3,1067/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Açúcar segue em queda frente à baixa demanda



Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que os preços médios do açúcar cristal seguiram em queda no spot paulista na última semana, refletindo o enfraquecimento na demanda.

Segundo o Cepea, compradores não mostram interesse por negócios envolvendo grandes volumes de cristal para entrega imediata. Até mesmo a movimentação nos contratos futuros tem sido limitada. 

Dessa forma, pesquisadores do Cepea explicam que as usinas vêm adotando uma postura mais flexível. Reduzindo, assim, os valores de suas ofertas – principalmente nas negociações envolvendo o açúcar cristal Icumsa 180. 

No balanço da última semana, o Indicador Cepea/Esalq para o produto cor Icumsa de 130 a 180 teve média de R$ 134,14 a saca de 50 kg, baixa de 3,39% sobre a do período anterior.

Por outro lado, levantamentos do Cepea mostram que as cotações do cristal tipo Icumsa 150 mantiveram-se firmes. Foram sustentadas pela menor disponibilidade doméstica resultante da exportação da maior fatia da produção.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Arroz: preço não acompanha inflação



Entre os principais problemas apontados está o consumo interno estagnado



Entre os principais problemas apontados estão o consumo interno estagnado
Entre os principais problemas apontados estão o consumo interno estagnado – Foto: Divulgação

De acordo com Sérgio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o preço do arroz praticamente não evoluiu nos últimos quatro anos, mesmo com a inflação acumulada acima de 25% no período. Em 2021, na semana 28, as cotações na Fronteira Oeste estavam entre R$ 63 e R$ 64 para o arroz comercial, R$ 59 a R$ 60 para o parboilizado e R$ 64 a R$ 65 para o arroz nobre. Atualmente, o indicador CEPEA/IRGA-RS marca R$ 73,31, o que representa uma correção nominal tímida e perda de valor real para os produtores.

Cardoso destaca que, de lá para cá, houve uma transformação na forma de comunicar o mercado. O informativo impresso deu lugar às plataformas digitais, como LinkedIn e YouTube, que hoje cumprem o papel de levar informações e análises ao setor. No entanto, apesar da modernização no formato, os desafios estruturais do mercado de arroz permanecem praticamente inalterados.

Entre os principais problemas apontados estão o consumo interno estagnado, estoques de passagem elevados, exportações abaixo do necessário e os custos de produção em constante alta. Esse cenário pressiona a rentabilidade dos produtores e de toda a cadeia produtiva do arroz no país.

Diante disso, a reflexão que Sérgio Cardoso traz é a mesma que há anos percorre o setor: quem vai garantir uma remuneração justa para uma cadeia produtiva que alimenta o Brasil? Mesmo com a evolução na comunicação, os entraves econômicos continuam desafiando o setor arrozeiro. “De lá pra cá, evoluímos na forma de comunicar, mas ainda seguimos debatendo a mesma pergunta: quem vai remunerar de forma justa essa cadeia que alimenta o Brasil?”, indaga.

 





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Comissão Europeia recebe denúncia da CNA contra boicote francês à carne brasileira


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, na terça-feira (27), uma petição junto à Comissão Europeia solicitando a abertura de investigação formal contra quatro redes varejistas francesas. Segundo a CNA, Carrefour, Les Mousquetaires, E. Leclerc e Coopérative U promoveram campanha de boicote à carne brasileira e dos demais países do Mercosul, em novembro do ano passado.

A ação foi apresentada em Bruxelas pelo vice-presidente de Relações Internacionais da CNA, Gedeão Pereira; pela senadora Tereza Cristina, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA); pela diretora de RI da entidade, Sueme Mori; e pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni.

Foto: CNA/divulgação

A CNA alega que os varejistas franceses lançaram declarações coordenadas com críticas infundadas à sanidade da carne importada do Brasil, mesmo que o produto cumpra os padrões exigidos pela União Europeia. As redes representam 75% do mercado varejista da França.

No documento, a confederação pede:

  • Investigação formal das práticas adotadas;
  • Fim imediato dos boicotes aos produtos do Mercosul;
  • Retratação pública pelas declarações feitas;
  • Aplicação de multa proporcional às infrações.

A CNA também argumenta que as ações das empresas violam regras de concorrência da União Europeia e contrariam os termos do Acordo Mercosul-UE, concluído em dezembro de 2023. Além disso, sustenta que a campanha dos varejistas compromete a imagem da agropecuária brasileira e desestimula importadores e consumidores europeus.

A iniciativa da CNA surgiu após publicação do presidente do Carrefour, Alexandre Bompard, nas redes sociais, questionando a conformidade das carnes do Mercosul com as normas francesas. Outras redes aderiram à posição, intensificando a polêmica em meio às negociações comerciais entre os blocos.

O presidente da CNA, João Martins, coordenou a resposta institucional à ofensiva francesa e contratou escritório jurídico em Bruxelas para conduzir a ação.



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Câmara aprova urgência para votar PL que regulariza imóveis rurais em faixa de fronteira



A Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (26), a urgência para votação do projeto de lei nº 4497/2024, que regulariza registros de imóveis rurais localizados em faixas de fronteira vendidos ou concedidos por estados mesmo sem autorização federal, desde que tenham sido feitos até 23 de outubro de 2015.

De autoria do deputado federal Tião Medeiros (PP-PR), a proposta foi aprovada com 294 votos favoráveis e 107 contrários. 

O texto estende, até 2030, o prazo final para a regularização de imóveis rurais localizados em áreas de faixa de fronteira, dando aos produtores rurais mais cinco anos para cumprirem com as exigências legais.

“Foi uma vitória importante, mas a bancada do agro segue unida e vigilante, pois o mérito do projeto ainda precisa ser votado e aprovado com máxima urgência”, destacou Tião Medeiros.

Atualmente, pela lei nº 13.178/2015, o prazo para regularizar os imóveis rurais situados na faixa de fronteira termina em 22 de outubro de 2025. Além da prorrogação do prazo até 2030, o PL 4497 pretende modernizar e desburocratizar o processo.

O texto estabelece que a ratificação de propriedades com área superior a 2.500 hectares dependerá de autorização legislativa expressa do Congresso Nacional. 

Além disso, transfere para os cartórios de registro de imóveis a responsabilidade pela tramitação dos pedidos de regularização — uma atribuição que, atualmente, é do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

“Esse projeto é uma questão de justiça com o setor agropecuário. Queremos garantir que quem trabalha, produz e preserva tenha o direito de manter sua propriedade regularizada, com segurança jurídica e tranquilidade para seguir contribuindo com o desenvolvimento do Brasil”, afirmou Tião Medeiros.

Com a urgência aprovada, o projeto seguirá diretamente para votação no plenário da Câmara dos Deputados. A data da votação do mérito do PL ainda será definida pelo presidente da Casa, deputado Hugo Motta.



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Bahia Farm Show 2025 entra em contagem regressiva e espera mais de 100 mil visitantes


Com expectativa de atrair mais de 100 mil visitantes, a montagem dos estandes da Bahia Farm Show 2025 está em andamento no complexo do evento que será realizado entre os dias 9 e 14 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia.

Com isso, a 19ª edição da feira de tecnologia agrícola entra em contagem regressiva. A movimentação no complexo, que conta com uma área de 246 mil metros quadrados, já é intensa.

Equipes de montagem trabalham para erguer as estruturas que abrigarão 434 expositores que representarão mais de mil marcas, incluindo fabricantes de máquinas e implementos agrícolas, soluções em irrigação, sementes, fertilizantes, aviação agrícola e tecnologias voltadas à conectividade e gestão no campo.

O diretor da Bahia Farm Show, Alan Malinski, reforça que a infraestrutura logística é reconhecida pelos expositores e visitantes como um dos grandes diferenciais dentre as demais feiras agrícolas.

“O espaço foi planejado para garantir fluidez no acesso com a grande circulação de veículos e pessoas, com amplas áreas de estacionamento, ruas internas asfaltadas e sinalizadas, sendo parte delas sombreadas, e paisagismo que proporciona mais conforto aos visitantes”, afirma.

Programação

Além da exposição de tecnologias de ponta, que estarão distribuídas na área externa e em três galpões cobertos, a Bahia Farm Show 2025 também proporcionará uma programação técnica e comercial preparada para atrair agricultores, profissionais e estudantes da área agrícola.

Estão previstas palestras, fóruns e painéis com especialistas renomados, abordando temas como agricultura sustentável, inovação no campo, uso racional da água e tendências de mercado.

“A Bahia Farm Show não é apenas uma vitrine de tecnologias, mas um ponto de encontro estratégico para o fechamento de negócios, troca de conhecimento e o estabelecimento de parcerias que valorizam o desenvolvimento do agronegócio nacional”, destaca o presidente da feira e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt.

Foto: Divulgação/Aiba

Com o tema “Agro Inteligente, Futuro Sustentável”, a próxima edição da feira se consolidará como palco de inovações e oportunidades no setor agrícola, contribuindo para o desenvolvimento econômico e tecnológico da região. A feira agrícola também trará como destaque uma área voltada para a agricultura familiar, com comercialização de produtos regionais, além de leilões de gado de corte, demonstrações de campo e treinamentos técnicos, dentre outros.

A Bahia Farm Show 2025 é uma realização da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), da Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento do Oeste Baiano (Fundação Bahia) e da Associação dos Revendedores e Representantes de Máquinas, Equipamentos e Implementos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba). 


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